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Evolução da Tabela Periódica

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A descoberta dos elementos químicos foi o grande passo inicial para a elaboração da

tabela periódica. Até o final do século XVIII, existiam poucos elementos descobertos,
apenas 33 elementos químicos. “Sabe-se que por volta de 1700 a.C., diversos elementos
eram conhecidos como o ouro, cobre, ferro, estanho e prata (BARRETO et. al, 2016, p.
n.p.).” Com o passar dos anos, à medida que ia ocorrendo o desenvolvimento da
humanidade em termos culturais, tecnológicos e o desenvolvimento industrial esse
numero foi aumentando. Entretanto, durante o século XIX, nas primeiras décadas foram
descobertos 17 novos elementos químicos.

Diante do ritmo no avanço das descobertas de novos elementos químicos, surgiu-se a


necessidade de buscar meios e formas a agrupar estes elementos de acordo com suas
propriedades, é então que começaram a surgir às primeiras tabelas periódicas. “Até o
início do século 19, os sistemas de classificação propostos ou envolviam substâncias
simples e compostas ou utilizavam várias propriedades das substâncias (TOLENTINO;
ROCHA-FILHO; CHAGAS, 1997, p. 104)”.

A primeira tentativa da elaboração da tabela periódica ocorreu em 1828, pelo químico e


físico inglês John Dalton, que buscava encontrar uma resposta aos tantos
questionamentos sobre como ordenar os elementos conhecidos e, para isso, listou-os em
ordem crescente de massa atômica (BARRETO et. al, 2016, p. n.p).
Mais à frente Johann Wolfgang Döbereiner, um químico alemão, em 1829, após o
surgimento da teoria atômica, observou que poderia haver uma correlação entre a massa
atômica e as propriedades de alguns elementos. “Ele observou que ao agrupar certos
elementos químicos com propriedades semelhantes, em sequências de três (que ele
chamou de tríadas), ocorriam curiosas relações numéricas entre os valores de seus pesos
atômicos (TOLENTINO; ROCHA-FILHO; CHAGAS, 1997, p. 104)”. A primeira
tríade que ele reconheceu se deu em relação a três elementos químicos: Cálcio,
estrôncio e bário. Em 1829, Döbereiner registrou o mesmo comportamento existente
entre outros elementos: cloro, bromo e iodo; enxofre, selênio e telúrio;manganês, ferro e
cobalto.
Analisando os elementos químicos com propriedades muito semelhantes, como por
exemplo, Cálcio (Ca), Estrôncio (Sr) e Bário (Ba), observou que a massa do Sr
apresentava um valor próximo a média da massa do Ca e Ba, a partir desta análise
Dobereinerconcluiu que a massa atômica do elemento central seria aproximadamente a
média das massas atômicas do primeiro e terceiro elemento, elaborando a Tríades de
Elementos Químicos (BARRETO et. al, 2016, p. n.p.).

Cálcio: 40,08 Bário: 137,33


Média = 88,70
Estrôncio: 87,62
“O que caracterizava uma tríada eram as propriedades semelhantes de seus
componentes e, principalmente, o fato do peso atômico do elemento central ser
aproximadamente igual à média daqueles dos extremos (TOLENTINO; ROCHA-
FILHO; CHAGAS, 1997, p. 104)”. Após o químico Döbereiner surgiu outro químico, o
LeopoldGmelin, preocupado com as relações entre as massas atômicas propondo novas
tríade como a do lítio, sódio e potássio.

O geólogo e mineralogista francês Alexander-ÉmileBéguyer de Chancourtoes(1820-


1886) também fez tentativas com o objetivo de agrupar, organizar, os elementos. Em
1862, Chancourtoespropõe uma relação entre massa atômica e a propriedade dos
elementos, dispondo-os em uma espiral desenhada na face externa de um cilindro que
ficou conhecido como Parafuso telúrio, representado na imagem 1. Os elementos eram
então organizados em ordem crescente de massa atômica.
Figura1: Representação do parafuso telúrico de Chancourtois.

Os elementos químicos presentes em uma linha vertical possuem propriedades


semelhantes, como o berílio (Be), magnésio (Mg) e Cálcio (Ca). Chancourtois foi quem
primeiro observou que a cada sete elementos as propriedades assemelhavam-se.
Na época, o trabalho de Chancourtois não teve uma ampla divulgação devido à
dificuldade de representação e de visualização da estrutura tridimensional que era o
Parafuso Telúrico (por razões desconhecidas, o gráfico não foi publicado no trabalho
original de Chancourtois, só tendo sido publicado posteriormente), além de sua
linguagem mais mineralógica que química (TOLENTINO; ROCHA-FILHO;
CHAGAS, 1997, p.105).
Em 1863, o químico inglês John Alexander Reino Newlands, ordenou 56 elementos em
11 grupos, ordenando conforme as propriedades físicas semelhantes, como mostra o
quadro 1.
Os pesos atômicos de muitos pares de elementos com propriedades análogas
eram múltiplos de 8. Daí surgiu a “Lei das Oitavas”, que estabelecia, em termos gerais,
que as substâncias simples exibiam propriedades análogas de tal maneira que,
considerada uma dada substância, essa propriedade repetia-se na oitava substância
seguinte (na ordem crescente dos pesos atômicos). Em outras palavras “o oitavo
elemento a partir de um determinado repete as propriedades do primeiro da série”, da
mesma forma que ocorria com as oitavas musicais (TOLENTINO; ROCHA-FILHO;
CHAGAS, 1997, p.105).

Quadro 1. Tabela de Newlands relacionada à Lei das Oitavas

Figura 2: Representação da lei das oitavas com base nas notas musicais
As ideias começam a se frutificarem
Após várias tentativas de organização dos elementos químicos surge dois nomes que
ocupam um lugar de destaque e importância no desenvolvimento da Tabela Periódica.
Julius Lothar Meyer que era formado em medicina dedicou-se a área de Química.
‘Procurando uma propriedade que refletisse a influência dos pesos atômicos, Meyer
calculou o “volume atômico” (TOLENTINO; ROCHA-FILHO; CHAGAS, 1997, p.
106) '. Ele tentou de várias formas organizar uma tabela de forma que os elementos
refletissem algumas propriedades.
Segundo Tolentino, Rocha-Filho e Chagas (1997, p. 106):
Contemporâneos aos trabalhos de Lothar Meyer surgem os de Dmitri Ivanovich
Mendeleie v(1834-190), o qual organizou uma classificaçãdos elemento químicos
seguindo o mesmo princípio da periodicidade de propriedades em função dos pesos
atômicos. Mendeleiev, porém, chegou a um grau de precisão científica que seus
contemporâneos não atingiram a talvez por isso a “lei periódica das propriedades dos
elementos” e a respectiva tabela acabaram ficando indelevelmente ligadas ao seu nome.

Quadro 2: Tabela Periódica dos elementos organizada por Lothar Meyer (1872)

Mendeleev nasceu na Sibéria, era o mais jovem de uma família numerosa. Em 1856
formou-se em Química em São Petersburgo. No dia primeiro de março de 1869,
Mendeleev pública um esboço da primeira tabela periódica feita por ele. Alguns dias
mais a frente, mais precisamente no dia 18 de março, ele pública outra versão
melhorada.
“A conclusão de que certas propriedades dos elementos são uma função de seus pesos
atômicos foi entrevista por Mendeleiev quando estudava a valência dos elementos em
seus óxidos (TOLENTINO; ROCHA-FILHO; CHAGAS, 1997, p. 107).”

Tabela 1:Tabela Periódica publicada por Mendeleiev em 1869

Segundo Tolentino, Rocha-Filho e Chagas (1997, p. 107):


No caso das posições do telúrio e do iodo, Mendeleiev tirou uma conclusão equivocada.
As propriedades desses elementos indicavam a ordem telúrio, seguida do iodo, ao passo
que os pesos atômicos indicavam uma posição inversa. Para justificar essa inversão, ele
propôs que teria havido erros na determinação dos pesos.

As previsões de Mendeleev
Ao construir a tabela, Mendeleev deixou alguns espaços em branco, afirmando que
existiria elementos, até ao momento não descobertos, que ocupariam aqueles espaços,
aos quais ele propôs nomes, propriedades e enumerou. Dentre os elementos, o primeiro
a ser descoberto por Paul ÉmileLecoq de Boisbaudran foi o gálio, que era então previsto
por Mendeleev como sendo o eka- alumínio.
Quadro 3: Propriedades previstas para o gálio (eka-alumínio), por Mendeleev, e as
encontradas por Boisbaudran

Em 1879, ocorreu a descoberta do escândio feita por Lars F. Nilson. Esse elemento foi
previsto por Mendeleev sob a denominação de eka-boro.
Quadro 4: Propriedades do escândio (eka-boro) previstas por Mendeleev e as
encontradas por Nilson

Versão actual da Tabela Periódica


A Tabela Periódica actual sofreu algumas modificações desde primeira publicação feita
por Mendeleeva 150 anos atrás. Actualmente a tabela é organizada em ordem crescente
de número atómico em vez de massas atómicas.
A Tabela Periódica atual reflete a periodicidade das propriedades atómicas que podem
ser explicadas pelo modelo quântico dos átomos. Esse modelo surgiu na década de
1920, com os elétrons distribuídos em níveis energéticos, ocupando regiões espaciais
denominadas orbitais, os quais receberam as denominações s, p, d, f (TOMA, 2019,
p.469).
Deming manteve o mesmo princípio de Mendeleev, apenas invertendo os números de
massa pelos números atômicos. A tabela atual é dividida em 7 períodos que são as
linhas horizontais e 18 famílias que são as colunas verticais. São conhecidos atualmente
cerca de 119 elementos, sendo estes naturais e sintéticos. Essa distribuição expressa a
ocupação dos orbitais s, p e d na representação dos elementos representativos e de
transição externa, enquanto os do bloco f ficaram separados do conjunto, na parte
inferior da Tabela correspondendo aos elementos de transição interna.

Figura 3: Tabela Periódica actual

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O estudo da história e criaçao da tabela periódica no ensino de Química se torna um dos


pontos principais e de maior dificuldade no qual os pesquisadores da educação se
deparam isto, porque é a base para a compreensão e desenvolvimento de todos os
contéudos. O conhecimeto da história dessa ferramnenta acaba por proporcionar uma
melhor compreensão
está ali disposto.
Muitas foram às tentativas para se chegar ao modelo da tabela que é utilizado
atualmente, dentre essas tentativas, pontos muito importantes podem ser destacados no
progresso do conhecimento da periodicidade dos elementos e que culminaram no
modelo atual, como se segue:

Relação Massa Atômica e Propriedades


A partir do conhecimento de diversos elementos químicos, surgia a necessidade de
identifica – lós e classifica – lós de acordo com suas propriedades. Dalton que estudava
as massas atômicas dos elementos foi quem inicialmente pensou em como organiza –
lós, porém as massas utilizadas eram muito diferentes da atualidade foi então
complementado com outro estudo realizado por outros cientistas, corrigiram os erros,
sendo possível assim obter uma lista correta das massas atômicas dos elementos. A
primeira demonstração da tabela, representada na imagem 3, buscava relacionar as
massas atômicas dos elementos com as suas propriedades, onde a ordem crescente das
massas atômicas proporcionava uma semelhança nas propriedades dos elementos,
porém para alguns elementos essa classificação não teve sucesso.
Figura 4. Representação da Tabela Periódica de Dalton

Tríades
Como continuidade a ideia de Dalton, após esta não ter um sucesso efetivo devido suas
explanações não muito clara, e ainda no âmbito da relação massa atômica e
propriedades Johann Wolfgang Döbereiner teve mais sucesso na sua ideia, onde
formulou a formação das tríades de três elementos, onde estes apresentavam
semelhanças mais próximas entre os elementos com a variação da massa atômica, como
demostrado na imagem 4.

Figura 5. Representação das Tríades na Tabela Periódica

Parafuso Telúrico
Em 1862, Chancourtoes propõe sua ideia para o agrupamento dos elementos na tabela
periódica, onde eram agrupados em ordem crescente de massa atômica em formato de
um parafuso, ou seja, na forma de um espiral de 45°, em que havia 16 elementos em
cada volta. Os elementos com características semelhantes ficavam um embaixo do
outro, na mesma geratriz do cilindro.
Os pontos discutidos no presente estudo sugerem que a história da tabela periódica é de
suma importância para sua compreeensão e utilização seja no ambito educacioal ou em
áreas afins, onde foi necessária a particicpação de muitos cientistas para se chegar ao
modelo atual, tendo como um dos mais importantes Dmitri Ivanovich Mendeleev que
fez a primeira publicação em 1869, porém como base de todos os estudos, nota – se que
as principais características para o agrupamento e classificação dos elementos
foibaseadas em suas massas atômicas e suas propriedades, onde era sempre explorado a
ordem de variação e semelhança respectivamente.

Considerações finais
O Ano Internacional da Tabela Periódica é uma grande oportunidade para o
desenvolvimento de uma reflexão, colocando a Química em pauta e no centro da
atenção promovendo debates a cerca de duas implicações históricas, econômica,
industrial, social e ambiental. Diante disso, relembrar o processo histórico é trazer a
memória grandes nomes que merecem ser relembrados e que tiveram um papel
importante no desenvolvimento da Ciências.
É importante a compreensão dos conceitos por trás da Tabela Periódica, bem como a
compreensão correta dos elementos e da Química em si. Compreender o processo
histórico em que se deu a formação da Tabela Periódica é proporcionar uma reflexão e
um pensamento crítico.
Por fim, este artigo destacou o processo histórico da construção da Tabela Periódica e a
sua importância. Coube pontuar e destacar a importância de alguns nomes que tiveram
importância significativa no papel de construção da Tabela. A Tabela Periódica é uma
grande conquista e avanço na Ciência e esse ano deve ser um ano de celebração dos
seus 150 anos.
REFERÊNCIAS
BARRETO, N. S. Gislaneet al. História da Ciência nos Livros Didáticos de Química:
tabela periódica como objeto de investigação. XVIII Encontro Nacional de Ensino de
Química. Florianópolis, SC, 2016
História da Tabela Periódica. Disponível
em<www.tabelaperidiocacompleta.com/historia-da-tabela-periodioca>. Acesso em 27
de Junho de 2019.
TOLENTINO, Mario; Filho, R. C. Romeu. Alguns Aspectos Históricos da Classificação
Periódica dos Elementos Químicos. Química Nova, Vol. 20, N. 1, São Paulo, 1997.
TOMA, E. Henrique. AITP 2019 – Ano Internacional da Tabela Periódica dos
Elementos Químicos. Química Nova, vol. 42 N. 4, São Paulo, 2019.

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