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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo sistemas de numeração, conjuntos numéricos e operações básicas. Ele detalha a numeração decimal, conjuntos de números naturais, inteiros, racionais e suas operações, além de tópicos como frações, porcentagem e equações. O material é estruturado em seções que facilitam a compreensão das operações matemáticas e suas aplicações.

Enviado por

Breno Henriques
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo sistemas de numeração, conjuntos numéricos e operações básicas. Ele detalha a numeração decimal, conjuntos de números naturais, inteiros, racionais e suas operações, além de tópicos como frações, porcentagem e equações. O material é estruturado em seções que facilitam a compreensão das operações matemáticas e suas aplicações.

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sumário

Prefeitura de Caranaíba - MG

Matemática

A numeração decimal...................................................................................................... 1
Conjunto dos números naturais: operações e resoluções de problemas. Conjunto dos
números inteiros relativos: Operações e resoluções de problemas. Conjunto dos nú-
meros racionais: Resolução de problemas. Conjunto dos números reais. Números fra-
cionários: operações com números fracionários. resoluções de problemas. Frações e
números decimais: Operações com números decimais.................................................. 2

Matemática
Múltiplos e divisores de um número natural: divisibilidade. máximo divisor comum e
mínimo múltiplo comum.................................................................................................. 23
Operações com polinômios. Produtos notáveis. Fatoração............................................ 31

MATÉRIA
Sistema Métrico Decimal................................................................................................. 39
Perímetro de figuras planas. Áreas de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círcu-
los e polígonos regulares)............................................................................................... 44
Relações métricas e trigonométricas nos triângulos retângulos. aplicação do teorema
de Pitágoras.................................................................................................................... 45
Razão e proporção. Propriedades das proporções. Divisão proporcional...................... 49
Média aritmética simples e ponderada............................................................................ 53
Regra de três simples e Regra de três composta........................................................... 55
Porcentagem, juros simples e montante......................................................................... 57
Resolução de equações do 1º grau. Equações do 2º grau. Sistemas de equações do
1º grau com duas incógnitas. Resolução de problemas................................................. 61
Funções: Função do 1º grau. Função quadrática. Função exponencial. Função logarít-
mica................................................................................................................................. 70
Análise Combinatória Simples........................................................................................ 91
Geometria sólida: prismas e pirâmides, cilindros e cones, esfera - áreas e volumes..... 94
Questões......................................................................................................................... 99
Gabarito........................................................................................................................... 107
A numeração decimal

O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10 algarismos (símbolos) diferentes para
representar todos os números.
Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um sistema posicional, ou seja, a posição do algarismo
no número modifica o seu valor.
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e divulgado no ocidente pelos
árabes, por isso, é também chamado de «sistema de numeração indo-arábico».

Evolução do sistema de numeração decimal

Características
- Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um símbolo para representar a ausên-
cia de quantidade (zero).
- Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível representar todos os números.
- As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante

Exemplos

1
Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem, começando da direita para a
esquerda e a cada três ordens temos uma classe.

CLASSE DAS UNIDADES


CLASSE DOS BILHÕES CLASSE DOS MILHÕES CLASSE DOS MILHARES
SIMPLES
12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª
ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem
Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades
de de de de de de de de de Centenas Dezenas Unidades
Bilhão Bilhão Bilhão Milhão Milhão Milhão Milhar Milhar Milhas

Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número em classes (blocos de 3
ordens), colocando um ponto para separar as classes, começando da direita para a esquerda.

Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e colocamos um ponto para se-
parar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das unidades simples. Assim,
o número será lido como: cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.
2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.

Conjunto dos números naturais: operações e resoluções de problemas. Conjunto dos


números inteiros relativos: Operações e resoluções de problemas. Conjunto dos núme-
ros racionais: Resolução de problemas. Conjunto dos números reais. Números fra-
cionários: operações com números fracionários. resoluções de problemas. Frações e
números decimais: Operações com números decimais

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.

Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os números
são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos. Exemplo: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.

2
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (ℕ)
O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para
contar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição de Números Naturais


A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unidades
de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

3
Subtração de Números Naturais
É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

Multiplicação de Números Naturais


É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes)
utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).

Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente, obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural, e, nesses casos, a divisão não é exata.

Princípios fundamentais em uma divisão de números naturais


– Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. 45 : 9 = 5
– Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 45 = 5 x 9
– A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais


Para todo a, b e c em ℕ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac

4
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.
Exemplos:
1) Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defeito, e, após
imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema.
Considerando que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o
sexto saiu com defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto
dizer que o número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
(D) 4 167.
(E) 4 256.

Solução: Resposta: D.
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.
2) João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da eleição.
A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933

Solução: Resposta: E.
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933

5
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros
negativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

6
— Operações com Números Inteiros

Adição de Números Inteiros


Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número
negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos.
Podemos entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade. Por exemplo,
ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 30 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

Divisão de Números Inteiros

7
Divisão exata de números inteiros
Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a propriedade
da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos zero
por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.

Regra de sinais

Potenciação de Números Inteiros


A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

8
Radiciação de Números Inteiros
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro
a. Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à
potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo
quadrado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

9
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac

10
10) Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a = a . (1/a) = 1
–1

11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

Exemplos:
1) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais em geral e
dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que
cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e
(-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total
de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.

Solução: Resposta: A.
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
2) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00

Solução: Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais

11
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)
Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tanto
o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais
e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros podem
ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também fazem parte
do conjunto dos números racionais.

Representação na reta:

Também temos subconjuntos dos números racionais:


ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não nulos.

Representação Decimal das Frações


Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2/5 = 0,4
1/4 = 0,25
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1/3 = 0,333...
167/66 = 2,53030...

12
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplos:
1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
2) Seja a dízima 1, 23434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima periódica
composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo dado,
o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

13
611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1, 23434...
495

Módulo ou valor absoluto


Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

— Operações com números Racionais

Soma (Adição) de Números Racionais

Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”

a
são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma:
b
c
e , da mesma forma que a soma de frações, através de:
d

Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

a c ad − b
c
- =
b d bd

Multiplicação (produto) de Números Racionais


O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de

14
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

Divisão (Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação de Números Racionais

A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o


número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a
multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a

15
8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o próprio
q, isto é: q × 1 = q

a
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = em ℚ, q diferente de zero, existe :
b

b a b
q-1 = em ℚ: q × q-1 = 1 x =1
a b a
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

Exemplos:
1) Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a
matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os
alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

Solução: Resposta: B.
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

2) Simplificando a expressão abaixo

Obtém-se :

(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3

Solução: Resposta: B.

16
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS (I)


O conceito de números irracionais está vinculado à definição de números racionais. Dessa forma, pertencem
ao conjunto dos números irracionais aqueles que não fazem parte do conjunto dos racionais. Em outras
palavras, um número é ou racional ou irracional, não podendo pertencer a ambos os conjuntos simultaneamente.
Portanto, o conjunto dos números irracionais é o complemento do conjunto dos números racionais no universo
dos números reais. Outra maneira de identificar os números que compõem o conjunto dos números irracionais
é observar que eles não podem ser expressos na forma de fração. Isso ocorre, por exemplo, com decimais
infinitos e raízes não exatas.
A combinação do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais forma um conjunto
denominado conjunto dos números reais, representado por ℝ.
A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais não possui
elementos em comum e, portanto, é igual ao conjunto vazio (Ø).
De maneira simbólica, temos:

ℚ∪I=ℝ

ℚ∩I=Ø

Classificação dos Números Irracionais


Os números irracionais podem ser classificados em dois tipos principais:
– Números reais algébricos irracionais: Esses números são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Um número real é considerado algébrico se puder ser expresso por uma quantidade finita de operações como
soma, subtração, multiplicação, divisão e raízes de grau inteiro, utilizando os números inteiros. Por exemplo:

17
É importante observar que a recíproca não é verdadeira; ou seja, nem todo número algébrico pode ser
expresso usando radicais, conforme afirmado pelo teorema de Abel-Ruffini.
– Números reais transcendentes: esses números não são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Constantes matemáticas como pi (π) e o número de Euler (e) são exemplos de números transcendentes. Pode-
se dizer que há mais números transcendentes do que números algébricos, uma comparação feita na teoria dos
conjuntos usando conjuntos infinitos.
A definição mais abrangente de números algébricos e transcendentes envolve números complexos.

Identificação de números irracionais


Com base nas explicações anteriores, podemos afirmar que:
– Todas as dízimas periódicas são números racionais.
– Todos os números inteiros são racionais.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
– A diferença de dois números irracionais pode ser um número racional.

Exemplos:
1) Considere as seguintes afirmações:
I. Para todo número inteiro x, tem-se

II.

III. Efetuando-se obtém-se um número maior que 5.

Relativamente a essas afirmações, é certo que


(A) I,II, e III são verdadeiras.
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
(E) I,II e III são falsas.

Solução: Resposta: B.

18
I

II

10x = 4,4444...
- x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9

III

Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.


2) Sejam os números irracionais: x = √3, y = √6, z = √12 e w = √24. Qual das expressões apresenta como
resultado um número natural?
(A) yw – xz.
(B) xw + yz.
(C) xy(w – z).
(D) xz(y + w).

Solução: Resposta: A.
Vamos testar as alternativas:
A)

19
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (ℝ)
O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.

ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Lembrando que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ, podemos construir o diagrama abaixo:

Entre os conjuntos números reais, temos:


ℝ*= {x ∈ ℝ│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
ℝ+ = {x ∈ ℝ│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
ℝ*+ = {x ∈ ℝ│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
ℝ- = {x ∈ ℝ│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
ℝ*- = {x ∈ ℝ│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números
reais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem
da seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

20
Operações com números Reais
Operando com as aproximações, obtemos uma sequência de intervalos fixos que determinam um número
real. Assim, vamos abordar as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de
desigualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
– Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos:
> ; < ou ] ; [

– Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos:


≥ ; ≤ ou [ ; ]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
[a, b[ = (a, b);
]a, b] = (a, b];
]a, b[ = (a, b).

a) Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,


ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou em
haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto para
o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.
c) O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

— Operações com Números Relativos

Adição e Subtração de Números Relativos


a) Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
b) Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

21
Multiplicação e Divisão de Números Relativos
a) Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
b) Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplos:

1) Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.

Solução: Resposta: A.

2) Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:


I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

Solução: Resposta: C.
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.

22
Múltiplos e divisores de um número natural: divisibilidade. máximo divisor comum e
mínimo múltiplo comum

MÚLTIPLOS E DIVISORES
Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural podem ser estendidos para o conjunto
dos números inteiros1. Ao abordar múltiplos e divisores, estamos nos referindo a conjuntos numéricos que
satisfazem certas condições. Múltiplos são obtidos pela multiplicação por números inteiros, enquanto divisores
são números pelos quais um determinado número é divisível.
Esses conceitos conduzem a subconjuntos dos números inteiros, pois os elementos dos conjuntos de
múltiplos e divisores pertencem ao conjunto dos números inteiros. Para compreender o que são números
primos, é fundamental ter uma compreensão sólida do conceito de divisores.

Múltiplos de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é múltiplo de b se, e somente se, existir um
número inteiro k tal que a=b⋅k. Portanto, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multiplicando a por todos os
números inteiros, e os resultados dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, podemos listar os 12 primeiros múltiplos de 2 da seguinte maneira, multiplicando o número 2
pelos 12 primeiros números inteiros: 2⋅1,2⋅2,2⋅3,…,2⋅12
Isso resulta nos seguintes múltiplos de 2: 2,4,6,…,24
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas poderíamos ter listado quantos fossem
necessários, pois a lista de múltiplos é gerada pela multiplicação do número por todos os inteiros. Assim, o
conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é múltiplo de outro, é necessário encontrar um número inteiro de forma que a
multiplicação entre eles resulte no primeiro número. Em outras palavras, a é múltiplo de b se existir um número
inteiro k tal que a=b⋅k. Veja os exemplos:

1 [Link]

23
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que, multiplicado por 7, resulta em 49. 49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro que, multiplicado por 3, resulta em 324.
324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”

– Múltiplos de 4
Como observamos, para identificar os múltiplos do número 4, é necessário multiplicar o 4 por números
inteiros. Portanto:
4·1=4
4·2=8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }

Divisores de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que b é divisor de a se o número b for múltiplo
de a, ou seja, a divisão entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.

Critérios de divisibilidade
Critérios de divisibilidade são diretrizes práticas que permitem determinar se um número é divisível por outro
sem realizar a operação de divisão.
– Divisibilidade por 2 ocorre quando um número termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando é um número
par.
– A divisibilidade por 3 ocorre quando a soma dos valores absolutos dos algarismos de um número é
divisível por 3.
– Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando seus dois últimos algarismos formam um número
divisível por 4.
– Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.

24
– Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3 simultaneamente.
– Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando o dobro do seu último algarismo, subtraído do
número sem esse algarismo, resulta em um número múltiplo de 7. Esse processo é repetido até verificar a
divisibilidade.
– Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando seus três últimos algarismos formam um número
divisível por 8.
– Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
é divisível por 9.
– Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando o algarismo da unidade termina em zero.
– Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a soma dos algarismos de
posição ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por 11, ou quando essas
somas são iguais.
– Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e por 4 simultaneamente.
– Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e por 5 simultaneamente.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}

Propriedade dos Múltiplos e Divisores


Essas propriedades estão associadas à divisão entre dois inteiros. É importante notar que quando um
inteiro é múltiplo de outro, ele é também divisível por esse outro número.
Vamos considerar o algoritmo da divisão para uma melhor compreensão das propriedades:
N=d⋅q+r, onde q e r são números inteiros.
Lembre-se de que:
N: dividendo;
d: divisor;
q: quociente;
r: resto.
– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N−r) é um múltiplo do divisor, ou seja, o número d
é um divisor de N−r.
– Propriedade 2: A soma entre o dividendo e o resto, acrescida do divisor (N−r+d), é um múltiplo de d,
indicando que d é um divisor de (N−r+d).
Alguns exemplos:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e resto r = 5.
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5
+ 8) = 528 é divisível por 8 e: 528 = 8 · 66

Exemplos:
1) O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8
(B) 6

25
(C) 4
(D) 2
(E) 20

Solução: Resposta: A.
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a cada expoente:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.
2) Considere um número divisível por 6, composto por 3 algarismos distintos e pertencentes ao conjunto
A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser formados sob tais condições é:
(A) 6
(B) 7
(C) 9
(D) 8
(E) 10

Solução: Resposta: D.
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo, e por isso deverá ser par também,
e a soma dos seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 números.

NÚMEROS PRIMOS
Os números primos2 pertencem ao conjunto dos números naturais e são caracterizados por possuir apenas
dois divisores: o número um e ele mesmo. Por exemplo, o número 2 é primo, pois é divisível apenas por 1 e 2.
Quando um número tem mais de dois divisores, é classificado como composto e pode ser expresso como
o produto de números primos. Por exemplo, o número 6 é composto, pois possui os divisores 1, 2 e 3, e pode
ser representado como o produto dos números primos 2 x 3 = 6.
Algumas considerações sobre os números primos incluem:
– O número 1 não é considerado primo, pois só é divisível por ele mesmo.
– O número 2 é o menor e único número primo par.
– O número 5 é o único primo terminado em 5.
– Os demais números primos são ímpares e terminam nos algarismos 1, 3, 7 e 9.

Números primos entre si são dois ou mais números que não têm nenhum divisor comum além de 1. Em
outras palavras, o máximo divisor comum (MDC) entre eles é 1. Por exemplo, 8 e 15 são primos entre si, pois
não compartilham nenhum divisor comum além de 1.
Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando divisões com o número investigado. Para facilitar
o processo fazemos uso dos critérios de divisibilidade:
Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divisões com os próximos números primos
menores que o número até que:

2 [Link]

26
– Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número não é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for menor que o divisor, então o
número é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for igual ao divisor, então o número
é primo.
Exemplo: verificar se o número 113 é primo.
Sobre o número 113, temos:
– Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é divisível por 2;
– A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número divisível por 3;
– Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.
Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber se é divisível pelos números primos
menores que ele utilizando a operação de divisão.

Divisão pelo número primo 7:

Divisão pelo número primo 11:

Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente é menor que o divisor. Isso comprova que
o número 113 é primo.

FATORAÇÃO NUMÉRICA
A fatoração numérica ocorre por meio da decomposição em fatores primos. Para decompor um número
natural em fatores primos, realizamos divisões sucessivas pelo menor divisor primo. Em seguida, repetimos o
processo com os quocientes obtidos até alcançar o quociente 1. O produto de todos os fatores primos resultantes
representa a fatoração do número.
Exemplo:

27
Exemplos:
1) Escreva três números diferentes cujos únicos fatores primos são os números 2 e 3.
Solução: Resposta “12, 18, 108”.
A resposta pode ser muito variada. Alguns exemplos estão na justificativa abaixo.
Para chegarmos a alguns números que possuem por fatores apenas os números 2 e 3 não precisamos
escolher um número e fatorá-lo. O meio mais rápido de encontrar um número que possui por únicos fatores os
números 2 e 3 é “criá-lo” multiplicando 2 e 3 quantas vezes quisermos.
Exemplos:
2 x 2 x 3 = 12
3 x 3 x 2 = 18
2 x 2 x 3 x 3 x 3 = 108.
2) Qual é o menor número primo com dois algarismos?

Solução: Resposta “número 11”.

MÁXIMO DIVISOR COMUM


O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não nulos é o maior divisor comum desses
números. Esse conceito é útil em situações onde queremos dividir ou agrupar quantidades da maior forma
possível, sem deixar restos.
Passos para Calcular o MDC:
− Identifique todos os fatores primos comuns entre os números.
− Se houver mais de um fator comum, multiplique-os, usando o menor expoente de cada fator.
− Se houver apenas um fator comum, esse fator será o próprio MDC.

Exemplo 1: Calcule o MDC entre 15 e 24.


Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1

então
15 = 3 . 5
24 = 23 . 3
O único fator comum entre eles é o 3, e ele aparece com o expoente 1 em ambos os números.
Portanto, o MDC(15,24) = 3

28
Exemplo 2: Calcule o MDC entre 36 e 60

Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

36 3 60 2
12 3 30 2
4 2 15 3
2 2 5 5
1 1

então
36 = 22 . 32
60 = 22. 3. 5
Os fatores comuns entre eles são 2 e 3. Para o fator 2, o menor expoente é 2 e para o fator 3, o menor ex-
poente é 1.
Portanto, o MDC(36,60) = 22 . 31 = 4 . 3 = 12

Exemplo 3: CEBRASPE - 2011


O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mes-
ma dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhi-
dos de modo que tenham a maior dimensão possível. Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
As respostas estão em centímetros, então vamos converter as dimensões dessa sala para centímetros:
3,52m = 3,52 × 100 = 352cm
4,16m = 4,16 × 100 = 416cm
Agora, para os ladrilhos quadrados se encaixarem perfeitamente nessa sala retangular, a medida do lado
do ladrilho quadrado deverá ser um divisor comum de 352 e 416, que são as dimensões dessa sala. Mas, como
queremos que os ladrilhos tenham a maior dimensão possível, a medida do seu lado deverá ser o maior divisor
comum (MDC) de 352 e 416

352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1

29
O único fator comum entre eles é o 2, e ele aparece com o expoente 5 em ambos os números.
Portanto, o MDC(352, 416) = 25 = 32.

Resposta: Alternativa A.

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM


O mínimo múltiplo comum (MMC) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero, que é múl-
tiplo comum desses números. Esse conceito é útil em situações onde queremos encontrar a menor quantidade
comum possível que possa ser dividida por ambos os números sem deixar restos.
Passos para Calcular o MMC:
− Decompor os números em fatores primos.
− Multiplicar os fatores comuns e não comuns, utilizando o maior expoente de cada fator.

Exemplo 1: Calcule o MMC entre 15 e 24.


Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 , 24 2
15 , 12 2
15 , 6 2
15 , 3 3
5 , 1 5
1

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois números juntos, iniciando a divisão pelo menor número primo
e aplicando-o aos dois números, mesmo que apenas um seja divisível por ele. Observe que enquanto o 15 não
pode ser dividido, continua aparecendo.
Os fatores primos são: 23, 3 e 5.
Portanto, o MMC(15,24) = 23. 3 . 5 = 8 . 3 . 5 = 120

Exemplo 2: Calcule o MMC entre 6, 8 e 14.

Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

6 , 8 , 14 2
3 , 4 , 7 2
3 , 2 , 7 2
3 , 1 , 7 3
1 , 1 , 7 7
1

Os fatores primos são: 23, 3 e 7.


Portanto, o MMC(6, 8, 14) = 23. 3 . 7 = 8 . 3 . 7 = 168

30
Exemplo 3: VUNESP - 2016
No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aéreas. Os aviões da companhia
A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em
um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se
repetir, nesse mesmo dia, às
(A) 17h 30min.
(B) 16h 30min.
(C) 17 horas.
(D) 18 horas.
(E) 18h 30min.

Para encontrar o próximo momento em que os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos, preci-
samos calcular o mínimo múltiplo comum dos intervalos de chegada: 20, 30 e 44 minutos.

20 , 30 , 2
44
10 , 15 , 2
22
5 , 15 , 3
11
5 , 5 , 5
11
1 , 1 , 11
11
1

Os fatores primos são: 22, 3, 5 e 11.


Portanto, o MMC(20,30,44) = 2² . 3 . 5 . 11 = 660
Encontramos a resposta em minutos: 660 minutos. No entanto, como queremos saber o horário exato em
que os aviões voltarão a se encontrar, precisamos converter esse valor para horas. Sabemos que 1 hora equi-
vale a 60 minutos. Então
660 / 60 = 11 horas
Os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos após 11 horas. Como o primeiro encontro ocorreu
às 7 horas, basta somar 11 horas para encontrar o próximo horário de chegada conjunta:
11 + 7 = 18 horas

Resposta: Alternativa D.

Operações com polinômios. Produtos notáveis. Fatoração

Denomina-se polinômio a função:

31
Grau de um polinômio
Se an ≠0, o expoente máximo n é dito grau do polinômio. Indicamos: gr(P)=n
Exemplo
P(x)=7 gr(P)=0
P(x)=7x+1 gr(P)=1

Valor Numérico
O valor numérico de um polinômio P(x), para x=a, é o número que se obtém substituindo x por a e efetuando
todas as operações.
Exemplo
P(x)=x³+x²+1 , o valor numérico para P(x), para x=2 é:
P(2)=2³+2²+1=13
O número a é denominado raiz de P(x).

Igualdade de polinômios
Os polinômios p e q em P(x), definidos por:

P(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...+ anxn

Q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +...+ bnxn


São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:

ak = bk

Redução de Termos Semelhantes


Assim como fizemos no caso dos monômios, também podemos fazer a redução de polinômios através da
adição algébrica dos seus termos semelhantes.
No exemplo abaixo realizamos a soma algébrica do primeiro com o terceiro termo, e do segundo com o
quarto termo, reduzindo um polinômio de quatro termos a um outro de apenas dois.
3xy+2a²-xy+3a²=2xy+5a²
Polinômios reduzidos de dois termos também são denominados binômios. Polinômios reduzidos de três
termos, também são denominados trinômios.

Ordenação de um polinômio
A ordem de um polinômio deve ser do maior para o menor expoente.
4x4+2x³-x²+5x-1
Este polinômio não está ordenado:
3x³+4x5-x²

32
Operações

Adição e Subtração de Polinômios


Para somar dois polinômios, adicionamos os termos com expoentes de mesmo grau. Da mesma forma, para
obter a diferença de dois polinômios, subtraímos os termos com expoentes de mesmo grau.

Exemplo

Multiplicação de Polinômios
Para obter o produto de dois polinômios, multiplicamos cada termo de um deles por todos os termos do
outro, somando os coeficientes.

Exemplo

Divisão de Polinômios
Considere P(x) e D(x), não nulos, tais que o grau de P(x) seja maior ou igual ao grau de D(x). Nessas con-
dições, podemos efetuar a divisão de P(x) por D(x), encontrando o polinômio Q(x) e R(x):
P(x)=D(x)⋅Q(x)+R(x)
P(x)=dividendo
Q(x)=quociente
D(x)=divisor
R(x)=resto

Método da Chave

Passos
1. Ordenamos os polinômios segundo as potências decrescentes de x.
2. Dividimos o primeiro termo de P(x) pelo primeiro de D(x), obtendo o primeiro termo de Q(x).
3. Multiplicamos o termo obtido pelo divisor D(x) e subtraímos de P(x).
4. Continuamos até obter um resto de grau menor que o de D(x), ou resto nulo.

33
Exemplo
Divida os polinômios P(x)=6x³-13x²+x+3 por D(x)=2x³-3x-1

Método de Descartes
Consiste basicamente na determinação dos coeficientes do quociente e do resto a partir da identidade:

Exemplo
Divida P(x)=x³-4x²+7x-3 por D(x)=x²-3x+2

Solução
Devemos encontrar Q(x) e R(x) tais que:

Vamos analisar os graus:

Como Gr( R) < Gr(D), devemos impor Gr(R )=Gr(D)-1=2-1=1

Para que haja igualdade:

34
Algoritmo de Briot-Ruffini
Consiste em um dispositivo prático para efetuar a divisão de um polinômio P(x) por um binômio D(x)=x-a

Exemplo
Divida P(x)=3x³-5x+x-2 por D(x)=x-2

Solução

Passos
– Dispõem-se todos os coeficientes de P(x) na chave
– Colocar a esquerda a raiz de D(x)=x-a=0.
– Abaixar o primeiro coeficiente. Em seguida multiplica-se pela raiz a e soma-se o resultado ao segundo
coeficiente de P(x), obtendo o segundo coeficiente. E assim sucessivamente.

Portanto, Q(x)=3x²+x+3 e R(x)=4

Produtos Notáveis

1. O quadrado da soma de dois termos.


Verifiquem a representação e utilização da propriedade da potenciação em seu desenvolvimento.

(a + b)2 = (a + b) . (a + b)

Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.


Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos

35
2. O quadrado da diferença de dois termos.
Seguindo o critério do item anterior, temos:

(a - b)2 = (a - b) . (a - b)

Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.


Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos:

3. O produto da soma pela diferença de dois termos.


Se tivermos o produto da soma pela diferença de dois termos, poderemos transformá-lo numa diferença de
quadrados.

Exemplos

(4c + 3d).(4c – 3d) = (4c)2 – (3d)2 = 16c2 – 9d2


(x/2 + y).(x/2 – y) = (x/2)2 – y2 = x2/4 – y2

(m + n).(m – n) = m2 – n2

4. O cubo da soma de dois termos.


Consideremos o caso a seguir:

(a + b)3 = (a + b).(a + b)2 → potência de mesma base.


(a + b).(a2 + 2ab + b2) → (a + b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:

(a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3

36
Exemplos:

(2x + 2y)3 = (2x)3 + 3.(2x)2.(2y) + 3.(2x).(2y)2 + (2y)3 = 8x3 + 24x2y + 24xy2 + 8y3

(w + 3z)3 = w3 + 3.(w2).(3z) + 3.w.(3z)2 + (3z)3 = w3 + 9w2z + 27wz2 + 27z3

(m + n)3 = m3 + 3m2n + 3mn2 + n3

5. O cubo da diferença de dois termos


Acompanhem o caso seguinte:
(a – b)3 = (a - b).(a – b)2 → potência de mesma base.
(a – b).(a2 – 2ab + b2) → (a - b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:

(a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3

Exemplos

(2 – y)3 = 23 – 3.(22).y + 3.2.y2 – y3 = 8 – 12y + 6y2 – y3 ou y3– 6y2 + 12y – 8

(2w – z)3 = (2w)3 – 3.(2w)2.z + 3.(2w).z2 – z3 = 8w3 – 12w2z + 6wz2 – z3

(c – d)3 = c3 – 3c2d + 3cd2 – d3

Fatoração
Fatorar uma expressão algébrica significa escrevê-la na forma de um produto de expressões mais simples.

Casos de fatoração
Fator Comum:
Ex.: ax + bx + cx = x (a + b + c)
O fator comum é x.
Ex.: 12x³ - 6x²+ 3x = 3x (4x² - 2x + 1)
O fator comum é 3x
Agrupamento:
Ex.: ax + ay + bx + by
Agrupar os termos de modo que em cada grupo haja um fator comum.
(ax + ay) + (bx + by)
Colocar em evidência o fator comum de cada grupo
a(x + y) + b(x + y)
Colocar o fator comum (x + y) em evidência (x + y) (a + b) Este produto é a forma fatorada da expressão
dada
Diferença de Dois Quadrados: a² − b² = (a + b) (a − b)
Trinômio Quadrado Perfeito: a²± 2ab + b² = (a ± b)²
Trinômio do 2º Grau: Supondo x1 e x2 raízes reais do trinômio, temos: ax² + bx + c = a (x - x1) (x - x2), a≠0

37
MDC e MMC de polinômios
Mínimo Múltiplo Comum entre polinômios, é formado pelo produto dos fatores com os maiores expoentes.
Máximo Divisor Comum é o produto dos fatores primos com o menor expoente.

Exemplo
X²+7x+10 e 3x²+12x+12
Primeiro passo é fatorar as expressões:
X²+7x+10=(x+2)(x+5)
3x²+12x+12=3(x²+4x+4)=3(x+2)²
Mmc=3(x+2)²(x+5)
Mdc=x+2

Operação com frações algébricas

Adição e subtração de frações algébricas


Da mesma forma que ocorre com as frações numéricas, as frações algébricas são somadas ou subtraídas
obedecendo dois casos diferentes.

Caso 1: denominadores iguais.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores iguais, as mesmas regras aplicadas às
frações numéricas aqui são aplicadas também.
(2x2-5)/x2 -(x2+3)/x2 +(9-x2)/x2
(2x2-5-x2-3+9-x2)/x2 =1/x2

Caso 2: denominadores diferentes.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores diferentes, siga as mesmas orientações
dadas na resolução de frações numéricas de denominadores diferentes.
(3x+1)/(2x-2)-(x+1)/(x-1)
(3x+1)/2(x-1) -2(x+1)/2(x-1)
(3x+1-2x-2)/(2(x-1))=(x-1)/2(x-1) =1/2

Multiplicação de frações algébricas


Para multiplicar ou dividir frações algébricas, usamos o mesmo processo das frações numéricas. Fatorando
os termos da fração e simplificar os fatores comuns.
2x/(x-4)∙3x/(x+5)
Multiplica-se os denominadores e os numeradores.
(6x2)/((x-4)(x+5))=(6x2)/(x2+x-20)

Divisão de frações algébricas


Multiplica-se a primeira pelo inverso da segunda.
7x/(3-4x) ∶x/(x+1)
7x/(3-4x)∙((x+1))/x
7x(x+1)/(3-4x)x=(7x2+7x)/(3x-4x²)

38
Sistema Métrico Decimal

O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e
consistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

COMPRIMENTO
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.

Exemplo:

(CETRO - 2012 - TJ-RS - Oficial de Transportes) João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa
forma, é correto afirmar que Marcos tem
Alternativas
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.

39
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm

189-172=17cm

Resposta:D

SUPERFÍCIE
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.

Exemplo:

(CESGRANRIO - 2005 - INSS - Técnico - Previdenciário) Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes,
todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
Alternativas
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000

Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area

1.000.000/5 = 200.000m

Resposta:E

40
VOLUME
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

CAPACIDADE
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo:

(FCC - 2012 - SEE-MG - Assistente Técnico Educacional - Apoio Técnico) Uma forma de gelo tem 21
compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente com água três formas iguais a
essa é necessário
Alternativas
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.

Resolução:

21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)

Resposta:D

MASSA
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de platina e irídio
é usado como o padrão universal do quilograma.

41
UNIDADES DE MASSA
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

Exemplo:

(FUNCAB - 2014 - SEE-AC - Professor EJA I (1º Segmento)) Assinale a alternativa que contém a maior
dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg
Alternativas
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg

Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g

1.234,3 dg = 123,43g

Resposta:B

TEMPO
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s

42
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos

Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------

Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o es-
tudo?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos
OU
5h 20 minutos

43
Divisão
5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos

Exemplo:

(CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde,
em horas, minutos e segundos a
Alternativas
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s. Matemática

Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.

249min = 4h + 9 minutos

Resposta:C

Perímetro de figuras planas. Áreas de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círculos


e polígonos regulares)

O estudo do perímetro e da área de figuras planas é fundamental na geometria, proporcionando ferramen-


tas para a compreensão e a aplicação de conceitos matemáticos no cotidiano.
A seguir, exploraremos as fórmulas necessárias para calcular o perímetro e a área de diferentes figuras
geométricas planas, como triângulos, quadrados, retângulos, círculos e outros polígonos, aprofundando nosso
entendimento dessas importantes propriedades.

− Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.

− Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.

44
Relações métricas e trigonométricas nos triângulos retângulos. aplicação do teorema
de Pitágoras

RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Considerando o triângulo retângulo ABC.

45
Temos:

Fórmulas Trigonométricas

Relação Fundamental
Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de um ângulo. Considere o triângulo retângulo
ABC.

46
Neste triângulo, temos que: c²=a²+b²
Dividindo os membros por c²

Como

Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado triangulo retângulo.


O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:

a: hipotenusa
b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa

RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:
1. O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipotenu-
sa.

2. O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa.

47
3. O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.

4. O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).

TEOREMA DE PITÁGORAS

Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos.
Deste triângulo tiramos a seguinte relação:

“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.

a2 = b2 + c2

Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas
para o sul chegando a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas
para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.

Resolução:

48
x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
x=5
Como temos duas alternativas com a resposta 5, vamos analisar a direção final do barco em relação ao pon-
to A. A opção (D) 5 milhas ao norte não é correta porque ignora o movimento para o leste que o barco também
fez. Portanto, a direção é nordeste.

Resposta: E

Razão e proporção. Propriedades das proporções. Divisão proporcional

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessáio comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

RAZÃO
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

Exemplo:
Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é dada por:

Portanto, a razão é 4:5.

Razões Especiais
Algumas razões são usadas em situações práticas para expressar comparações específicas:

− Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

− Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

49
− Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B​ e C\D​, dizemos que elas
estão em proporção se:

Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo:
Suponha que 3/4​esteja em proporção com 6/8​. Verificamos se há proporção pelo produto dos extremos e
dos meios:
3×8=4×6
Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.

Exemplo:
Determine o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6​. Montando a proporção:

Multiplicando os extremos e os meios:


6X = 3 × 4
6X = 12
X=2

Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:

− Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

50
− Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo conse-
quente:

GRANDEZAS PROPORCIONAIS
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.

Grandezas Diretamente Proporcionais


Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre seus valores é constante, ou seja,
quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta proporcionalmente. O exemplo clássico é a relação
entre distância percorrida e combustível gasto:

Distância (km) Combustível (litros)


13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.

Decomposição em Partes Diretamente Proporcionais


Quando queremos decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn que sejam diretamente proporcionais a
p1,p2,…,pn​, a regra geral é distribuir M de acordo com as proporções p1,p2,…,pn​. A fórmula geral para cada parte
Xi é:

Exemplo:
Considere que uma empresa precisa distribuir um bônus de R$1.200,00 entre três funcionários, Ana, Bru-
no e Carla. Os salários mensais de cada um são R$2.000,00, R$3.000,00 e R$5.000,00, respectivamente. O
bônus será distribuído de forma diretamente proporcional aos salários.
Primeiro, somamos os salários:
2.000 + 3.000 + 5.000 = 10.000
Agora, calculamos as partes correspondentes de cada um:
Parte de Ana:

51
Parte de Bruno:

Parte de Carla:

Portanto, Ana receberá R$240,00, Bruno R$360,00 e Carla R$600,00.

Grandezas Inversamente Proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira grandeza é
igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da segunda. Um exemplo clássico é a relação entre
velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Decomposição em Partes Inversamente Proporcionais


Para decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn​inversamente proporcionais a p1,p2,…,pn, usamos o
inverso das proporções. A ideia é que as partes maiores Xi corresponderão aos menores pi, e vice-versa.
A fórmula para a decomposição inversamente proporcional é:

Exemplo:
Suponha que três operários estão trabalhando em uma obra e precisam dividir igualmente uma tarefa que
envolve 120 horas de trabalho. A produtividade de cada operário (medida em horas para realizar a mesma
tarefa) é de 12 horas, 24 horas e 36 horas, respectivamente. Desejamos dividir as horas de trabalho de forma
inversamente proporcional à produtividade, ou seja, quem tem maior produtividade trabalhará menos horas.
Primeiro, calculamos os inversos das produtividades:

52
Somamos esses inversos:

Agora, calculamos as partes correspondentes para cada operário:


Parte do 1º operário:

Parte do 2º operário:

Parte do 3º operário:

Nesse exemplo, o operário com maior produtividade (1º operário) trabalhará menos horas, enquanto o ope-
rário com menor produtividade (3º operário) trabalhará mais horas.

Média aritmética simples e ponderada

A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

MÉDIA SIMPLES
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.
Fórmula:

Onde:
− x é a média aritmética.
− ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
− n é o número total de elementos.

53
Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

ALUNO NOTA
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Passo 1: Somar todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Passo 2: Dividir a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.

Portanto, a média simples das notas é 7,5.

MÉDIA PONDERADA
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
− xp é a média ponderada.
− xi são os valores do conjunto.
− pi são os pesos atribuídos a cada valor.
− ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
− ∑ pi é a soma dos pesos.

Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

AVALIAÇÃO NOTA PESO


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,5 3
Avaliação 3 9,0 5

Passo 1: Multiplicar cada nota pelo seu peso


7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0

54
Passo 2: Somar os produtos obtidos
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0
Passo 3: Somar todos os pesos
2 + 3 + 5 = 10
Passo 4: Dividir a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3

Portanto, a média ponderada é 8,3.

Regra de três simples e Regra de três composta

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES


Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro valores dos
quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma
linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)

400 ----- 3
480 ----- X

2) Identificação do tipo de relação:

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑

Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima

55
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↓
480 ↓ ----- X↓

480x=1200
X=25
• Regra de três composta
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão neces-
sários para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↑
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↑

A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.


Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação
é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação é direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o pro-
duto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓

Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125

Logo, serão necessários 25 caminhões

56
Porcentagem, juros simples e montante

PORCENTAGEM
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização
está tão disseminada que a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcu-
lar, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas
multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por
1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 * 1,10 = R$ 11,00

Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 * 0,90 = R$ 9,00

57
Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:

Vn = V0 * (1 - taxa)n
Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.

DESCONTO FATOR DO 1º PERÍODO FATOR DO 2 º PERÍODO FATOR DO 3º PERÍODO


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 * 0,90 * 0,90 = R$ 81,00

Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo

(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

58
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

JUROS
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas
transações financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante
um período de tempo3.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do período que o dinheiro ficará
emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.

— Diferença entre Juros Simples e Compostos


Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas o valor inicial. Nos juros
compostos a correção é feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre
um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção por juros compostos fará com
que o valor final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros simples.

A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros compostos. Os juros simples se
restringem as operações de curto período.

3 [Link]

59
— Fórmula de Juros Simples
Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:

J: juros.

C: valor inicial da transação, chamado em matemática financeira de capital.

i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).

t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado
(no caso de um empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital com os juros, ou seja:

Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar a seguinte expressão para o montante:

A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o valor do montante cresce linearmente em
função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 25,00, qual é a taxa anual de juros no sistema
de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1 mês
i=?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, podemos substituir na fórmula dos juros:

Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual
precisamos multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano

60
Resolução de equações do 1º grau. Equações do 2º grau. Sistemas de equações do 1º
grau com duas incógnitas. Resolução de problemas

EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Na Matemática, a equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. Quem determina o “grau”
dessa equação é o expoente dessa incógnita, ou seja, se o expoente for 1, temos a equação do 1º grau. Se o
expoente for 2, a equação será do 2º grau; se o expoente for 3, a equação será de 3º grau. Exemplos:
4x + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
A equação do 1º grau é apresentada da seguinte forma:

É importante dizer que a e b representam qualquer número real e a é diferente de zero (a 0). A incógnita x
pode ser representada por qualquer letra, contudo, usualmente, utilizamos x ou y como valor a ser encontrado
para o resultado da equação. O primeiro membro da equação são os números do lado esquerdo da igualdade,
e o segundo membro, o que estão do lado direito da igualdade.

Como resolver uma equação do primeiro grau


Para resolvermos uma equação do primeiro grau, devemos achar o valor da incógnita (que vamos chamar
de x) e, para que isso seja possível, é só isolar o valor do x na igualdade, ou seja, o x deve ficar sozinho em
um dos membros da equação.
O próximo passo é analisar qual operação está sendo feita no mesmo membro em que se encontra x e
“jogar” para o outro lado da igualdade fazendo a operação oposta e isolando x.
1° exemplo:

Nesse caso, o número que aparece do mesmo lado de x é o 4 e ele está somando. Para isolar a incógnita,
ele vai para o outro lado da igualdade fazendo a operação inversa (subtração):

2° exemplo:

61
O número que está do mesmo lado de x é o 12 e ele está subtraindo. Nesse exemplo, ele vai para o outro
lado da igualdade com a operação inversa, que é a soma:

3° exemplo:

Vamos analisar os números que estão no mesmo lado da incógnita, o 4 e o 2. O número 2 está somando
e vai para o outro lado da igualdade subtraindo e o número 4, que está multiplicando, passa para o outro lado
dividindo.

4° exemplo:
Esse exemplo envolve números negativos e, antes de passar o número para o outro lado, devemos sempre
deixar o lado da incógnita positivo, por isso vamos multiplicar toda a equação por -1.

Passando o número 3, que está multiplicando x, para o outro lado, teremos:

62
— Propriedade Fundamental das Equações
A propriedade fundamental das equações é também chamada de regra da balança. Não é muito utilizada
no Brasil, mas tem a vantagem de ser uma única regra. A ideia é que tudo que for feito no primeiro membro
da equação deve também ser feito no segundo membro com o objetivo de isolar a incógnita para se obter o
resultado. Veja a demonstração nesse exemplo:

Começaremos com a eliminação do número 12. Como ele está somando, vamos subtrair o número 12 nos
dois membros da equação:

Para finalizar, o número 3 que está multiplicando a incógnita será dividido por 3 nos dois membros da
equação:

EQUAÇÃO DO 2° GRAU
Toda equação que puder ser escrita na forma ax2 + bx + c = 0 será chamada equação do segundo grau4. O
único detalhe é que a, b e c devem ser números reais, e a não pode ser igual a zero em hipótese alguma.
Uma equação é uma expressão que relaciona números conhecidos (chamados coeficientes) a números
desconhecidos (chamados incógnitas), por meio de uma igualdade. Resolver uma equação é usar as
propriedades dessa igualdade para descobrir o valor numérico desses números desconhecidos. Como eles
são representados pela letra x, podemos dizer que resolver uma equação é encontrar os valores que x pode
assumir, fazendo com que a igualdade seja verdadeira.

— Como resolver equações do 2º grau?


Conhecemos como soluções ou raízes da equação ax² + bx + c = 0 os valores de x que fazem com que essa
equação seja verdadeira5. Uma equação do 2º grau pode ter no máximo dois números reais que sejam raízes
dela. Para resolver equações do 2º grau completas, existem dois métodos mais comuns:
- Fórmula de Bhaskara;
- Soma e produto.
O primeiro método é bastante mecânico, o que faz com que muitos o prefiram. Já para utilizar o segundo, é
necessário o conhecimento de múltiplos e divisores. Além disso, quando as soluções da equação são números
quebrados, soma e produto não é uma alternativa boa.

4 [Link]
C3%A3o%20que%20puder%20ser,a%20zero%20em%20hip%C3%B3tese%20alguma.
5 [Link]

63
— Fórmula de Bhaskara

1) Determinar os coeficientes da equação


Os coeficientes de uma equação são todos os números que não são a incógnita dessa equação, sejam
eles conhecidos ou não. Para isso, é mais fácil comparar a equação dada com a forma geral das equações do
segundo grau, que é: ax2 + bx + c = 0. Observe que o coeficiente “a” multiplica x2, o coeficiente “b” multiplica x,
e o coeficiente “c” é constante.
Por exemplo, na seguinte equação:
x² + 3x + 9 = 0
O coeficiente a = 1, o coeficiente b = 3 e o coeficiente c = 9.
Na equação:
– x² + x = 0
O coeficiente a = – 1, o coeficiente b = 1 e o coeficiente c = 0.

2) Encontrar o discriminante
O discriminante de uma equação do segundo grau é representado pela letra grega Δ e pode ser encontrado
pela seguinte fórmula:
Δ = b² – 4·a·c
Nessa fórmula, a, b e c são os coeficientes da equação do segundo grau. Na equação: 4x² – 4x – 24 = 0, por
exemplo, os coeficientes são: a = 4, b = – 4 e c = – 24. Substituindo esses números na fórmula do discriminante,
teremos:
Δ = b² – 4 · a · c
Δ= (– 4)² – 4 · 4 · (– 24)
Δ = 16 – 16 · (– 24)
Δ = 16 + 384
Δ = 400

— Quantidade de soluções de uma equação


As equações do segundo grau podem ter até duas soluções reais6. Por meio do discriminante, é possível
descobrir quantas soluções a equação terá. Muitas vezes, o exercício solicita isso em vez de perguntar quais
as soluções de uma equação. Então, nesse caso, não é necessário resolvê-la, mas apenas fazer o seguinte:
Se Δ < 0, a equação não possui soluções reais.
Se Δ = 0, a equação possui apenas uma solução real.
Se Δ > 0, a equação possui duas soluções reais.
Isso acontece porque, na fórmula de Bhaskara, calcularemos a raiz de Δ. Se o discriminante é negativo, é
impossível calcular essas raízes.

3) Encontrar as soluções da equação


Para encontrar as soluções de uma equação do segundo grau usando fórmula de Bhaskara, basta substituir
coeficientes e discriminante na seguinte expressão:

6 [Link]

64
Observe a presença de um sinal ± na fórmula de Bhaskara. Esse sinal indica que deveremos fazer um
cálculo para √Δ positivo e outro para √Δ negativo. Ainda no exemplo 4x2 – 4x – 24 = 0, substituiremos seus
coeficientes e seu discriminante na fórmula de Bhaskara:

Então, as soluções dessa equação são 3 e – 2, e seu conjunto de solução é: S = {3, – 2}.

— Soma e Produto
Nesse método é importante conhecer os divisores de um número. Ele se torna interessante quando as
raízes da equação são números inteiros, porém, quando são um número decimal, esse método fica bastante
complicado.
A soma e o produto é uma relação entre as raízes x1 e x2 da equação do segundo grau, logo devemos buscar
quais são os possíveis valores para as raízes que satisfazem a seguinte relação:

Exemplo: Encontre as soluções para a equação x² – 5x + 6 = 0.


1º passo: encontrar a, b e c.
a=1
b = -5
c=6

65
2º passo: substituir os valores de a, b e c na fórmula.

3º passo: encontrar o valor de x1 e x2 analisando a equação.


Nesse caso, estamos procurando dois números cujo produto seja igual a 6 e a soma seja igual a 5.
Os números cuja multiplicação é igual a 6 são:
I. 6 x 1 = 6
II. 3 x 2 =6
III. (-6) x (-1) = 6
IV. (-3) x (-2) = 6
Dos possíveis resultados, vamos buscar aquele em que a soma seja igual a 5. Note que somente a II possui
soma igual a 5, logo as raízes da equação são x1 = 3 e x2 = 2.

— Equação do 2º Grau Incompleta


Equação do 2º grau é incompleta quando ela possui b e/ou c iguais a zero. Existem três tipos dessas
equações, cada um com um método mais adequado para sua resolução.
Uma equação do 2º grau é conhecida como incompleta quando um dos seus coeficientes, b ou c, é igual a
zero. Existem três casos possíveis de equações incompletas, que são:
- Equações que possuem b = 0, ou seja, ax² + c = 0;
- Equações que possuem c = 0, ou seja, ax² + bx = 0;
- Equações em que b = 0 e c = 0, então a equação será ax² = 0.
Em cada caso, é possível utilizar métodos diferentes para encontrar o conjunto de soluções da equação. Por
mais que seja possível resolvê-la utilizando a fórmula de Bhaskara, os métodos específicos de cada equação
incompleta acabam sendo menos trabalhosos. A diferença entre a equação completa e a equação incompleta
é que naquela todos os coeficientes são diferentes de 0, já nesta pelo menos um dos seus coeficientes é zero.

Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas


Para encontrar as soluções de uma equação do 2º grau, é bastante comum a utilização da fórmula de
Bhaskara, porém existem métodos específicos para cada um dos casos de equações incompletas, a seguir
veremos cada um deles.

Quando c = 0
Quando o c = 0, a equação do 2º grau é incompleta e é uma equação do tipo ax² + bx = 0. Para encontrar seu
conjunto de soluções, colocamos a variável x em evidência, reescrevendo essa equação como uma equação
produto. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo: Encontre as soluções da equação 2x² + 5x = 0.
1º passo: colocar x em evidência.

66
Reescrevendo a equação colocando x em evidência, temos que:
2x² + 5x = 0
x · (2x + 5) = 0
2º passo: separar a equação produto em dois casos.
Para que a multiplicação entre dois números seja igual a zero, um deles tem que ser igual a zero, no caso,
temos que:
x · (2x + 5) = 0
x = 0 ou 2x + 5 = 0
3º passo: encontrar as soluções.
Já encontramos a primeira solução, x = 0, agora falta encontrar o valor de x que faz com que 2x + 5 seja
igual a zero, então, temos que:
2x + 5 = 0
2x = -5
x = -5/2
Então encontramos as duas soluções da equação, x = 0 ou x = -5/2.

Quando b = 0
Quando b = 0, encontramos uma equação incompleta do tipo ax² + c = 0. Nesse caso, vamos isolar a
variável x até encontrar as possíveis soluções da equação. Vejamos um exemplo:
Exemplo: Encontre as soluções da equação 3x² – 12 = 0.
Para encontrar as soluções, vamos isolar a variável.
3x² – 12 = 0
3x² = 12
x² = 12 : 3
x² = 4
Ao extrair a raiz no segundo membro, é importante lembrar que existem sempre dois números e que, ao
elevarmos ao quadrado, encontramos como solução o número 4 e, por isso, colocamos o símbolo de ±.
x = ±√4
x = ±2
Então as soluções possíveis são x = 2 e x = -2.

Quando b = 0 e c = 0
Quando tanto o coeficiente b quanto o coeficiente c são iguais a zero, a equação será do tipo ax² = 0 e terá
sempre como única solução x = 0. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo:
3x² = 0
x² = 0 : 3
x² = 0
x = ±√0
x = ±0
x=0

67
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:

• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.

Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituí-


mos na equação 2.
3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Resolvendo:
60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema

Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.

68
Teremos:

Adicionando as duas equações:

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

Exemplos:

(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370

Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30

Substituindo a II e a III equação na I:

69
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg

Resposta: E

(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-


pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13

(E) 15

Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:

Resposta: E

Funções: Função do 1º grau. Função quadrática. Função exponencial. Função logarítmi-


ca

Muitas vezes nos deparamos com situações que envolvem uma relação entre grandezas. Assim, o valor
a ser pago na conta de luz depende do consumo medido no período; o tempo de uma viagem de automóvel
depende da velocidade no trajeto.
Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas, o domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e
podemos definir com mais rigor o que é uma função matemática utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.

70
CONCEITOS BÁSICOS

Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f uma relação de A em B. Essa relação f é uma função
de A em B quando a cada elemento x do conjunto A está associado um e apenas um elemento y do conjunto B,
sendo assim, um valor de A não pode estar ligado a dois valores de B.

Notação
f: A → B (lê-se: f de A em B).

Representação das Funções


Em uma função f: A → B o conjunto A é chamado de domínio (D) e o conjunto B recebe o nome de
contradomínio (CD).
Um elemento de B relacionado a um elemento de A recebe o nome de imagem pela função. Agrupando
todas as imagens de B temos um conjunto imagem, que é um subconjunto do contradomínio.
Exemplo: observe os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, com a função que determina a
relação entre os elementos f: A → B é x → 2x. Sendo assim, f(x) = 2x e cada x do conjunto A é transformado
em 2x no conjunto B.

Note que o conjunto de A {1, 2, 3, 4} são as entradas, “multiplicar por 2” é a função e os valores de B {2, 4,
6, 8}, que se ligam aos elementos de A, são os valores de saída.
Portanto, para essa função:
- O domínio é {1, 2, 3, 4};
- O contradomínio é {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8};
- O conjunto imagem é {2, 4, 6, 8}.

TIPOS DE FUNÇÕES
As funções recebem classificações de acordo com suas propriedades. Confira a seguir os principais tipos.

71
— Função Sobrejetora
Na função sobrejetora o contradomínio é igual ao conjunto imagem. Portanto, todo elemento de B é imagem
de pelo menos um elemento de A.
Notação: f: A → B, ocorre a Im(f) = B
Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {-4, -2, 2, 3};
- O contradomínio é {12, 4, 6};
- O conjunto imagem é {12, 4, 6}.

— Função Injetora
Na função injetora todos os elementos de A possuem correspondentes distintos em B e nenhum dos
elementos de A compartilham de uma mesma imagem em B. Entretanto, podem existir elementos em B que
não estejam relacionados a nenhum elemento de A.
Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {0, 3, 5};
- O contradomínio é {1, 2, 5, 8};
- O conjunto imagem é {1, 5, 8}.

72
— Função Bijetora
Na função bijetora os conjuntos apresentam o mesmo número de elementos relacionados. Essa função
recebe esse nome por ser ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.
Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {-1, 1, 2, 4};
- O contradomínio é {2, 3, 5, 7};
- O conjunto imagem é {2, 3, 5, 7}.

— Função Inversa
A inversa de uma função f, denotada por f-1, é a função que desfaz a operação executada pela função f.
Vejamos a figura abaixo:

Destacamos que:
– A função f “leva” o valor - 2 até o valor - 16, enquanto que a inversa f-1, “traz de volta” o valor - 16 até o
valor - 2, desfazendo assim o efeito de f sobre - 2.
– Outra maneira de entender essa ideia é a função f associa o valor -16 ao valor -2, enquanto que a inversa,
f-1, associa o valor -2 ao valor -16.
– Dada uma tabela de valores funcionais para f(x), podemos obter uma tabela para a inversa f-1, invertendo
as colunas x e y.
– Se aplicarmos, em qualquer ordem, f e também f-1 a um número qualquer, obtemos esse número de volta.
Seja f: A → B uma função bijetora com domínio A e imagem B. A função inversa f -1 é a função f -1: B → A ,
com domínio B e imagem A tal que:
f-1(f(a)) = a para a ∈ A e f(f-1(b)) = b para b ∈ B

73
Assim, podemos definir a função inversa f -1 por: x = f -1(y) ↔ y = f(x), para y em B.

Fonte: [Link]

FUNÇÃO PAR
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio temos f(x)=f(-x), ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os valores simé-
tricos devem possuir a mesma imagem.

FUNÇÃO ÍMPAR
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio, temos f(-x) = -f(x) ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os elementos
simétricos do domínio terão imagens simétricas.

FUNÇÃO AFIM
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função f: ℝ→ℝ, definida como f(x) = ax + b,
sendo a e b números reais7. As funções f(x) = x + 5, g(x) = 3√3x - 8 e h(x) = 1/2 x são exemplos de funções afim.
Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de crescimento ou taxa
de variação da função. Já o número b é chamado de termo constante.

7 [Link]

74
Gráfico de uma Função do 1º grau
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta forma, para
construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Exemplo: Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na equação e
calcular o valor correspondente para a f (x).
Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a: - 2, - 1, 0, 1 e 2. Substituindo esses
valores na função, temos:
f (- 2) = 2. (- 2) + 3 = - 4 + 3 = - 1
f (- 1) = 2 . (- 1) + 3 = - 2 + 3 = 1
f (0) = 2 . 0 + 3 = 3
f (1) = 2 . 1 + 3 = 5
f (2) = 2 . 2 + 3 = 7
Os pontos escolhidos e o gráfico da f (x) são apresentados na imagem abaixo:

No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.

Coeficiente Linear e Angular


Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também chamado de coeficiente
angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o eixo Oy. Pois
sendo x = 0, temos:
y = a.0 + b → y = b
Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será chamada de
constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.

75
Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) = x
(função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos
iguais, conforme indicado na imagem abaixo:

Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.

76
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).
Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

Função Crescente e Decrescente


Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x) será
também cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x)
será cada vez menor.
Para identificar se uma função afim é crescente ou decrescente, basta verificar o valor do seu coeficiente
angular.
Se o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que zero, a função será crescente. Ao contrário, se
a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x + - 4 é
decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos abaixo:

77
FUNÇÃO QUADRÁTICA
A função quadrática, também chamada de função polinomial de 2º grau, é uma função representada pela
seguinte expressão8:
f(x) = ax² + bx + c
Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.
Exemplo:
f(x) = 2x² + 3x + 5,
sendo,
a=2
b=3
c=5
Nesse caso, o polinômio da função quadrática é de grau 2, pois é o maior expoente da variável.

— Como resolver uma função quadrática


Confira abaixo o passo-a-passo por meio um exemplo de resolução da função quadrática:
Exemplo: Determine a, b e c na função quadrática dada por: f(x) = ax² + bx + c, sendo:
f (-1) = 8
f (0) = 4
f (2) = 2
Primeiramente, vamos substituir o x pelos valores de cada função e assim teremos:
f (-1) = 8
a (-1)² + b (–1) + c = 8
a - b + c = 8 (equação I)
f (0) = 4
a . 0² + b . 0 + c = 4
c = 4 (equação II)
f (2) = 2
a . 2² + b . 2 + c = 2
4a + 2b + c = 2 (equação III)
Pela segunda função f (0) = 4, já temos o valor de c = 4.
Assim, vamos substituir o valor obtido para c nas equações I e III para determinar as outras incógnitas (a e
b):
(Equação I)
a-b+4=8
a-b=4
a=b+4
Já que temos a equação de a pela Equação I, vamos substituir na III para determinar o valor de b:

8 [Link]

78
(Equação III)
4a + 2b + 4 = 2
4a + 2b = - 2
4 (b + 4) + 2b = - 2
4b + 16 + 2b = - 2
6b = - 18
b=-3
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos os valores de b e c que já foram encontrados. Logo:
(Equação I)
a-b+c=8
a - (- 3) + 4 = 8
a=-3+4
a=1
Sendo assim, os coeficientes da função quadrática dada são:
a=1
b=-3
c=4

— Raízes da Função
As raízes ou zeros da função do segundo grau representam aos valores de x tais que f(x) = 0. As raízes da
função são determinadas pela resolução da equação de segundo grau:
f(x) = ax² +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau podemos utilizar vários métodos, sendo um dos mais utilizados é
aplicando a Fórmula de Bhaskara, ou seja:

Exemplo: Encontre os zeros da função f(x) = x² – 5x + 6.


Sendo:
a=1
b=–5
c=6
Substituindo esses valores na fórmula de Bhaskara, temos:

79
Portanto, as raízes são 2 e 3.
Observe que a quantidade de raízes de uma função quadrática vai depender do valor obtido pela expressão:
Δ = b² – 4. ac, o qual é chamado de discriminante.
Assim,
- Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
- Se Δ < 0, a função não terá uma raiz real;
- Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).

— Gráfico da Função Quadrática


O gráfico das funções do 2º grau são curvas que recebem o nome de parábolas. Diferente das funções do
1º grau, onde conhecendo dois pontos é possível traçar o gráfico, nas funções quadráticas são necessários
conhecer vários pontos.
A curva de uma função quadrática corta o eixo x nas raízes ou zeros da função, em no máximo dois pontos
dependendo do valor do discriminante (Δ). Assim, temos:
- Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x em dois pontos;
- Se Δ < 0, o gráfico não cortará o eixo x;
- Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x em apenas um ponto.
Existe ainda um outro ponto, chamado de vértice da parábola, que é o valor máximo ou mínimo da função.
Este ponto é encontrado usando-se a seguinte fórmula:

O vértice irá representar o ponto de valor máximo da função quando a parábola estiver voltada para baixo e
o valor mínimo quando estiver para cima.
É possível identificar a posição da concavidade da curva analisando apenas o sinal do coeficiente a. Se o
coeficiente for positivo, a concavidade ficará voltada para cima e se for negativo ficará para baixo, ou seja:

Assim, para fazer o esboço do gráfico de uma função do 2º grau, podemos analisar o valor do a, calcular os
zeros da função, seu vértice e o ponto em que a curva corta o eixo y, ou seja, quando x = 0.
A partir dos pares ordenados dados (x, y), podemos construir a parábola num plano cartesiano, por meio da
ligação entre os pontos encontrados.

80
FUNÇÃO EXPONENCIAL
Função Exponencial é aquela que a variável está no expoente e cuja base é sempre maior que zero e
diferente de um9.
Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a qualquer número resulta em 1. Assim, em vez de
exponencial, estaríamos diante de uma função constante.
Além disso, a base não pode ser negativa, nem igual a zero, pois para alguns expoentes a função não
estaria definida.
Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual a 1/2. Como no conjunto dos números reais não existe
raiz quadrada de número negativo, não existiria imagem da função para esse valor.
Exemplos:
f(x) = 4x
f(x) = (0,1)x
f(x) = (⅔)x
Nos exemplos acima 4, 0,1 e ⅔ são as bases, enquanto x é o expoente.

— Gráfico da Função Exponencial


O gráfico desta função passa pelo ponto (0,1), pois todo número elevado a zero é igual a 1. Além disso, a
curva exponencial não toca no eixo x.
Na função exponencial a base é sempre maior que zero, portanto, a função terá sempre imagem positiva.
Assim sendo, não apresenta pontos nos quadrantes III e IV (imagem negativa).
Abaixo representamos o gráfico da função exponencial.

— Função Crescente ou Decrescente


A função exponencial pode ser crescente ou decrescente.
Será crescente quando a base for maior que 1. Por exemplo, a função y = 2x é uma função crescente.
Para constatar que essa função é crescente, atribuímos valores para x no expoente da função e encontramos
a sua imagem. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

9 [Link]

81
Observando a tabela, notamos que quando aumentamos o valor de x, a sua imagem também aumenta.
Abaixo, representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1, são decrescentes. Por
exemplo, f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Calculamos a imagem de alguns valores de x e o resultado encontra-se na tabela abaixo.

82
Notamos que para esta função, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens
diminuem. Desta forma, constatamos que a função f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto maior o x, mais
perto do zero a curva exponencial fica.

• Equação exponencial
Uma equação exponencial é aquela em que a variável x está posicionada no expoente. Exemplos:

Para resolver, precisamos determinar os valores da variável que tornam a expressão verdadeira. Revisaremos
algumas propriedades da potenciação para prosseguir:

Vejamos como resolver uma equação exponencial. Exemplos:


1) 2x = 8
1º) Algumas equações podem ser transformadas em outras equivalentes, as quais possuem nos dois
membros potências de mesma base. Neste caso o 8 pode ser transformado em potência de base 2. Fatorando
o 8 obtemos 23 = 8

83
2º) Aplicando a propriedade da potenciação: 2x = 23 → base iguais, igualamos os expoentes, logo
x=3
2) 2m . 24 = 210
2 m + 4 = 210 → m + 4 = 10 → m = 10 - 4 → m = 6
S = {6}
3) 6 2m – 1 : 6 m – 3 = 64
6 (2m – 1 ) – (m – 3) = 64 → 2m – 1 – m + 3 = 4 → 2m – m = 4 + 1 – 3 → m = 5 – 3 → m = 2
S = {2}

• Inequação exponencial
Semelhante às equações exponenciais, as inequações exponenciais apresentam a variável no expoente,
sendo expressas através de desigualdades como >, <, ≤ ou ≥. Vejamos alguns exemplos:

Resolução de inequação exponencial


Resolver uma inequação exponencial envolve encontrar valores para a variável que atendam à expressão
matemática. Antes de solucionar uma inequação exponencial, é importante analisar as bases de cada lado da
inequação.
Se as bases forem diferentes, converta-as para uma base comum e, então, estabeleça uma inequação com
os expoentes. É essencial prestar atenção às regras dos sinais:

Exemplos:
1) 2x ≥ 128
Por fatoração, 128 = 27.
2x ≥ 27 → como as bases são iguais e a > 1, basta formar uma inequação com os expoentes
x≥7
S = {x ∈ R | x ≥ 7}

84
2) 4x + 4 > 5 . 2x
Perceba que, por fatoração, 4x = 22x e 22x é o mesmo que (2x)². Vamos reescrever a inequação, temos:
(2x)² + 4 > 5 . 2x
Chamando 2x de t, para facilitar a resolução, ficamos com:
t2 + 4 > 5t
t2 – 5t + 4 > 0, observe que caímos em uma equação do 2º grau, resolvendo a equação encontramos as
raízes da mesma t’ = 1 e t’’ = 4. Como a > 0, concavidade fica para cima; e isto também significa que estamos
procurando valores que tornem a inequação positiva, ficamos com:
t < 1 ou t > 4
Retornando a equação inicial:
t = 2x
2x < 1 → x < 0 → lembre-se que todo número elevado a 1 é igual ao próprio número, e que todo número
elevado a zero é igual a 1.
2x > 4 → 2x > 22 → x > 2.

S = {x ∈ R | x < 0 ou x > 2}

FUNÇÃO LOGARÍTMICA
A função logarítmica de base a é definida como f (x) = loga x, com a real, positivo e a ≠ 110. A função inversa
da função logarítmica é a função exponencial.
O logaritmo de um número é definido como o expoente ao qual se deve elevar a base a para obter o número
x, ou seja:

Exemplos:
f (x) = log3 x

g (x) =

h (x) = log10 x = log x

— Gráfico da Função Logarítmica


De uma forma geral, o gráfico da função y = loga x está localizado no I e IV quadrantes, pois a função só é
definida para x > 0.
Além disso, a curva da função logarítmica não toca o eixo y e corta o eixo x no ponto de abscissa igual a 1,
pois y = loga 1 = 0, para qualquer valor de a.

10 [Link]

85
Abaixo, apresentamos o esboço do gráfico da função logarítmica.

— Função Crescente e Decrescente


Uma função logarítmica será crescente quando a base a for maior que 1, ou seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 < loga x2.
Por exemplo, a função f (x) = log2 x é uma função crescente, pois a base é igual a 2.
Para verificar que essa função é crescente, atribuímos valores para x na função e calculamos a sua imagem.
Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

Observando a tabela, notamos que quando o valor de x aumenta, a sua imagem também aumenta. Abaixo,
representamos o gráfico desta função.

86
Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1 são decrescentes, ou
seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 > loga x2. Por exemplo, é uma função decrescente, pois a base é igual a .

Calculamos a imagem de alguns valores de x desta função e o resultado encontra-se na tabela abaixo:

Notamos que, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens diminuem. Desta
forma, constatamos que a função é uma função decrescente.

Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto menor o valor de
x, mais perto do zero a curva logarítmica fica, sem, contudo, cortar o eixo y.

• Equação logarítmica
Algumas equações não podem ser simplificadas para uma forma onde ambas as partes possuem a mesma
base apenas utilizando propriedades de potenciação. A solução para essas equações é fundamentada no
conceito de logaritmo.

87
Existem quatro principais categorias de equações logarítmicas:
1º) Equações que podem ser transformadas em uma igualdade entre dois logaritmos com a mesma base:

Para resolver, basta igualar f(x) a g(x), com ambos sendo maiores que 0.
Exemplo:

Temos que:
2x + 4 = 3x + 1
2x – 3x = 1 – 4
–x=–3
x=3
Portanto, S = {3}

2º) Equações que podem ser simplificadas para uma igualdade entre um logaritmo e um número real:

A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = ar.


Exemplo:

Pela definição de logaritmo temos:


5x + 2 = 33
5x + 2 = 27
5x = 27 – 2
5x = 25
x=5
Portanto S = {5}.
3º) Equações que são resolvidas por meio de uma mudança de incógnita:
Exemplo:

Vamos fazer a seguinte mudança de incógnita:

88
Substituindo na equação inicial, ficaremos com:

4º) Equações que envolvem utilização de propriedades ou de mudança de base:


Exemplo:

Fazendo uso das propriedades do logaritmo, podemos reescrever a equação acima da seguinte forma:

Note que para isso utilizamos as seguintes propriedades:

Vamos retornar à equação:

Como ficamos com uma igualdade entre dois logaritmos, segue que:
(2x +3)(x + 2) = x2
ou
2x2 + 4x + 3x + 6 = x2
2x2 – x2 + 7x + 6 = 0
x2 + 7x + 6 = 0

x = -1 ou x = - 6

89
É crucial lembrar que, para a existência do logaritmo, tanto o logaritmando quanto a base devem ser
positivos. Se, após encontrar os valores para x, o logaritmando resultar em um valor negativo, concluí-se que a
equação não possui solução, ou seja, o conjunto solução é vazio (S = ∅).

• Inequação logarítmica
Para resolver uma inequação logarítmica, segue-se um procedimento similar ao da equação logarítmica,
porém, é necessário ter especial atenção quando a base está no intervalo 0 < a < 1, pois isso inverte o sentido
da desigualdade.
Existem dois principais tipos de inequação logarítmica:
1º) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de mesma base:

Neste caso há ainda dois casos a considerar:

Exemplo:

A inequação

Temos a seguinte condição: 0 < 3x – 2 ≤ x.


Fazendo cada membro da equação separadamente:
0 < 3x – 2
x > 2/3 (I)
3x – 2 ≤ x
2x ≤ 2
x ≤ 1 (II)
Da interseção de (I) com (II), resulta:
S = { x ϵ R| 2/3 < x ≤ 1}.
2º) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e um número real:

Para resolver uma inequação desse tipo, basta substituir r por ; assim teremos:

90
Exemplo:

A inequação

S = { x ϵ R| 1/4 < x < 7}.

Análise Combinatória Simples

A análise combinatória ou combinatória é a parte da Matemática que estuda métodos e técnicas que
permitem resolver problemas relacionados com contagem11.
Muito utilizada nos estudos sobre probabilidade, ela faz análise das possibilidades e das combinações
possíveis entre um conjunto de elementos.

— Princípio Fundamental da Contagem


O princípio fundamental da contagem, também chamado de princípio multiplicativo, postula que:
“quando um evento é composto por n etapas sucessivas e independentes, de tal modo que as possibilidades
da primeira etapa é x e as possibilidades da segunda etapa é y, resulta no número total de possibilidades de o
evento ocorrer, dado pelo produto (x) . (y)”.
Em resumo, no princípio fundamental da contagem, multiplica-se o número de opções entre as escolhas
que lhe são apresentadas.
Exemplo: Uma lanchonete vende uma promoção de lanche a um preço único. No lanche, estão incluídos um
sanduíche, uma bebida e uma sobremesa. São oferecidas três opções de sanduíches: hambúrguer especial,
sanduíche vegetariano e cachorro-quente completo. Como opção de bebida pode-se escolher 2 tipos: suco
de maçã ou guaraná. Para a sobremesa, existem quatro opções: cupcake de cereja, cupcake de chocolate,
cupcake de morango e cupcake de baunilha. Considerando todas as opções oferecidas, de quantas maneiras
um cliente pode escolher o seu lanche?
Solução: Podemos começar a resolução do problema apresentado, construindo uma árvore de possibilidades,
conforme ilustrado abaixo:

11 [Link]

91
Acompanhando o diagrama, podemos diretamente contar quantos tipos diferentes de lanches podemos
escolher. Assim, identificamos que existem 24 combinações possíveis.
Podemos ainda resolver o problema usando o princípio multiplicativo. Para saber quais as diferentes
possibilidades de lanches, basta multiplicar o número de opções de sanduíches, bebidas e sobremesa.
Total de possibilidades: 3.2.4 = 24.
Portanto, temos 24 tipos diferentes de lanches para escolher na promoção.

— Tipos de Combinatória
O princípio fundamental da contagem pode ser usado em grande parte dos problemas relacionados com
contagem. Entretanto, em algumas situações seu uso torna a resolução muito trabalhosa.
Desta maneira, usamos algumas técnicas para resolver problemas com determinadas características.
Basicamente há três tipos de agrupamentos: arranjos, combinações e permutações.
Antes de conhecermos melhor esses procedimentos de cálculo, precisamos definir uma ferramenta muito
utilizada em problemas de contagem, que é o fatorial.
O fatorial de um número natural é definido como o produto deste número por todos os seus antecessores.
Utilizamos o símbolo ! para indicar o fatorial de um número.
Define-se ainda que o fatorial de zero é igual a 1.
Exemplo:
0! = 1.
1! = 1.
3! = 3.2.1 = 6.
7! = [Link].3.2.1 = 5.040.
10! = [Link].[Link].2.1 = 3.628.800.
Note que o valor do fatorial cresce rapidamente, conforme cresce o número. Então, frequentemente usamos
simplificações para efetuar os cálculos de análise combinatória.

— Arranjos
Nos arranjos, os agrupamentos dos elementos dependem da ordem e da natureza dos mesmos.
Para obter o arranjo simples de n elementos tomados, p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte expressão:

Exemplo: Como exemplo de arranjo, podemos pensar na votação para escolher um representante e um
vice-representante de uma turma, com 20 alunos. Sendo que o mais votado será o representante e o segundo
mais votado o vice-representante.
Dessa forma, de quantas maneiras distintas a escolha poderá ser feita? Observe que nesse caso, a ordem
é importante, visto que altera o resultado.

Logo, o arranjo pode ser feito de 380 maneiras diferentes.

92
— Permutações
As permutações são agrupamentos ordenados, onde o número de elementos (n) do agrupamento é igual ao
número de elementos disponíveis.
Note que a permutação é um caso especial de arranjo, quando o número de elementos é igual ao número
de agrupamentos. Desta maneira, o denominador na fórmula do arranjo é igual a 1 na permutação.
Assim a permutação é expressa pela fórmula:

Exemplo: Para exemplificar, vamos pensar de quantas maneiras diferentes 6 pessoas podem se sentar em
um banco com 6 lugares.
Como a ordem em que irão se sentar é importante e o número de lugares é igual ao número de pessoas,
iremos usar a permutação:

Logo, existem 720 maneiras diferentes para as 6 pessoas se sentarem neste banco.

— Combinações
As combinações são subconjuntos em que a ordem dos elementos não é importante, entretanto, são
caracterizadas pela natureza dos mesmos.
Assim, para calcular uma combinação simples de n elementos tomados p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte
expressão:

Exemplo: A fim de exemplificar, podemos pensar na escolha de 3 membros para formar uma comissão
organizadora de um evento, dentre as 10 pessoas que se candidataram.
De quantas maneiras distintas essa comissão poderá ser formada?
Note que, ao contrário dos arranjos, nas combinações a ordem dos elementos não é relevante. Isso quer
dizer que escolher Maria, João e José é equivalente a escolher João, José e Maria.

Observe que para simplificar os cálculos, transformamos o fatorial de 10 em produto, mas conservamos o
fatorial de 7, pois, desta forma, foi possível simplificar com o fatorial de 7 do denominador.
Assim, existem 120 maneiras distintas formar a comissão.

93
Geometria sólida: prismas e pirâmides, cilindros e cones, esfera - áreas e volumes

O volume é uma propriedade fundamental dos sólidos geométricos, representando o espaço que ocupam.
Este conceito é essencial tanto para aplicações práticas quanto teóricas, permitindo-nos calcular a capacidade
de recipientes, a eficiência de embalagens e muito mais.

Cilindros
Considere dois planos, α e β, paralelos, um círculo de centro O contido num deles, e uma reta s concorrente
com os dois.
Chamamos cilindro o sólido determinado pela reunião de todos os segmentos paralelos a s, com extremida-
des no círculo e no outro plano.

Classificação
Reto: Um cilindro se diz reto ou de revolução quando as geratrizes são perpendiculares às bases.
Quando a altura é igual a 2R(raio da base) o cilindro é equilátero.
Oblíquo: faces laterais oblíquas ao plano da base.

Área
Área da base: Sb=πr²

94
Volume

Cones
Na figura, temos um plano α, um círculo contido em α, um ponto V que não pertence ao plano.
A figura geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade no pon-
to V e a outra num ponto do círculo denomina-se cone circular.

Classificação
-Reto: eixo VO perpendicular à base;
Pode ser obtido pela rotação de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos. Por isso o cone
reto é também chamado de cone de revolução.
Quando a geratriz de um cone reto é 2R, esse cone é denominado cone equilátero.

g2 = h2 + r2
-Oblíquo: eixo não é perpendicular

95
Área

Volume

Pirâmides
As pirâmides são também classificadas quanto ao número de lados da base.

Área e Volume

Área lateral: Sl = n. área de um triângulo


Onde n = quantidade de lados

Stotal = Sb + Sl

Prismas
Considere dois planos α e β paralelos, um polígono R contido em α e uma reta r concorrente aos dois.

96
Chamamos prisma o sólido determinado pela reunião de todos os segmentos paralelos a r, com extremida-
des no polígono R e no plano β.

Assim, um prisma é um poliedro com duas faces congruentes e paralelas cujas outras faces são paralelo-
gramos obtidos ligando-se os vértices correspondentes das duas faces paralelas.

Classificação

Reto: Quando as arestas laterais são perpendiculares às bases


Oblíquo: quando as faces laterais são oblíquas à base.

PRISMA RETO PRISMA OBLÍQUO

Classificação pelo polígono da base

TRIANGULAR QUADRANGULAR

E assim por diante...

97
Paralelepípedos
Os prismas cujas bases são paralelogramos denominam-se paralelepípedos.

PARALELEPÍPEDO RETO PARALELEPÍPEDO OBLÍQUO

Cubo é todo paralelepípedo retângulo com seis faces quadradas.

Prisma Regular
Se o prisma for reto e as bases forem polígonos regulares, o prisma é dito regular.
As faces laterais são retângulos congruentes e as bases são congruentes (triângulo equilátero, hexágono
regular,...)

Área

Área cubo: St = 6a2

Área paralelepípedo: St = 2(ab + ac + bc)

A área de um prisma: St = 2Sb + St


Onde: St = área total
Sb = área da base
Sl = área lateral, soma-se todas as áreas das faces laterais.

Volume

Paralelepípedo: V = a . b . c

Cubo: V = a³

Demais: V = Sb . h

98
Questões

1. FUNDATEC - 2024

Sendo os polinômios P(x) = x⁴ + 2x³ – x² + 4x + k e Q(x)= x – 2, qual é o valor de k, sabendo que P(x) é
divisível por Q(x)?
(A) 36.
(B) 18.
(C) -18.
(D) -36.
(E) -72.

2. FUNDATEC - 2024

Um paralelepípedo reto tem as dimensões x +1 de largura, 2x – 2 de profundidade e x de altura. Qual dos


polinômios listados abaixo expressa o volume desse paralelepípedo?
(A) 2x2 – 2x
(B) 2x3 – 2x
(C) 2x3 + 2x2 – 2x
(D) X3 + 4x2 + 2x
(E) X3 + 4x2 – 4x

3. Instituto Consulplan - 2024

No mundo a população mundial tem aumentado, exponencialmente nas últimas décadas, chegando a
[Link] habitantes em dezembro de 2023; e com projeção de chegar aos 10 bilhões em 2050. Com base
nos dados apresentados para a população mundial, indique a que classe do sistema de numeração decimal
pertence, respectivamente, os algarismos 1, 0 e 5.
(A) Unidade simples, milhares e milhões.
(B) Milhões, unidade simples e milhares.
(C) Milhares, milhões e unidade simples.
(D) Milhões, milhares e unidade simples.

4. Instituto Consulplan - 2024

Dados do censo IBGE sobre determinado município, em 2022, informam que a população era de 24.102
habitantes e a densidade demográfica era de 75,88 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com
outros municípios do estado, ficava nas posições 145 e 106 de 853. Já na comparação com municípios de todo
o país, ficava nas posições 1426 e 1010 de 5570.
(Disponível em: [Link] Adaptado.)
Tomando como referência os dados da população estipulada no Censo, qual a soma dos algarismos que
estão localizados na posição das ordens das dezenas, unidades de milhar e centenas?

99
(A) 4.
(B) 5.
(C) 6.
(D) 7.

5. IDHTEC - 2023

O número 5 é inversamente proporcional a grandeza B. Se multiplicarmos o 5 pelo próprio 5, devemos, para


manter a razão de proporcionalidade, reduzir o valor de B em
(A) 50%
(B) 60%
(C) 70%
(D) 80%
(E) 90%

6. OBJETIVA - 2023

Certa piscina é abastecida com água por duas mangueiras de igual vazão, demorando 5h para ser comple-
tamente preenchida. Supondo-se que essa piscina seja abastecida por três mangueiras iguais às anteriores, ao
todo, quanto tempo irá levar para essa piscina ser completamente preenchida?
(A) 3h
(B) 3h20min
(C) 3h40min
(D) 4h

7. GS Assessoria e Concursos - 2021

Na construção de um muro 8 pedreiros levaram 12 dias para conclui-lo. Se a disponibilidade para fazer
esse muro fosse de 6 homens em quanto tempo estaria concluído?
(A) 16
(B) 14
(C) 20
(D) 21
(E) 18

8. INSTITUTO MAIS - 2021

Uma empresa de limpeza verificou que 15 funcionárias levam cerca de 3 horas para limpar um espaço
de 3.375 m² de área. Sabendo que um evento ocorrerá em um espaço retangular de perímetro igual a 190
m e comprimento igual a 50 m, é correto afirmar que 20 funcionárias dessa empresa, trabalhando no mesmo
ritmo, para limpar o espaço onde ocorrerá esse evento, levarão
(A) 1 hora e 30 minutos.
(B) 2 horas.
(C) 2 horas e 30 minutos.
(D) 3 horas.

100
9. FAUEL - 2024

A casa de Tereza foi construída sobre um terreno em formato de paralelogramo, como mostra a figura a
seguir.

Qual é a medida da área total do terreno de Tereza?


(A) 120 m².
(B) 180 m².
(C) 216 m².
(D) 460 m².

10. UNIVIDA - 2024

Qual é a área de um quadrado cujo perímetro é igual ao de um retângulo com dimensões de x cm por y cm,
onde x é o maior número natural de um algarismo e y é o menor número natural com dois algarismos?
(A) 90 cm².
(B) 2,25 cm².
(C) 5,0625 cm².
(D) 6,0459 cm².
(E) 2,025 cm².

11. IBADE - 2024

Gabriel é dono de uma fábrica de materiais de construção e deseja calcular o volume de areia que foi arma-
zenado em um tanque. Para isso, ele estabeleceu as seguintes medidas:

O volume, em m³, de areia nesse tanque é de:


(A) 0,130
(B) 0,325

101
(C) 0,455
(D) 0,585
(E) 0,715

12. OMNI - 2021

Seja uma pirâmide hexagonal de área da base igual a 5m2 e altura igual a 12m, o volume dela é de:
(A) 20 m3
(B) 20 m2
(C) 60 m3
(D) Nenhuma das alternativas.

13. FUNATEC - 2024

Ao final de uma corrida entre os carros azul, verde, branco e vermelho, foi coletado a quantidade de tempo
gasto durante a corrida por cada carro. Os carros azul, verde, branco e vermelho, gastaram a seguinte quanti-
dade de minutos até a linha de chegada, 42 min, 48 min, 38 min e 40 min, respectivamente. Assinale a alterna-
tiva que apresenta a média aritmética do tempo gasto por todos os carros.
(A) 42 minutos.
(B) 48 minutos.
(C) 38 minutos.
(D) 40 minutos.

14. FUNDATEC - 2021

A movimentação econômica de um município é calculada pela média ponderada. Considerando o agrone-


gócio com peso 4, a indústria com peso 3 e os serviços com peso 3. Se em determinado mês essas respectivas
áreas registraram transações nos valores de R$ 30.000,00, R$ 50.000,00 e R$ 25.000,00, então a média pon-
derada dessa movimentação econômica é:
(A) R$ 35.000,00.
(B) R$ 34.700,00.
(C) R$ 34.600,00.
(D) R$ 34.500,00.
(E) R$ 34.200,00.

15. IPPEC - 2024

Um bloco para anotações e uma caneta esferográfica cristal custam juntos R$2,80 (dois reais e oitenta
centavos). Quanto custa a caneta se o bloco para anotações custa quarenta centavos a mais que a caneta?
(A) R$ 1,10
(B) R$ 1,20
(C) R$ 1,60
(D) R$ 1,16
(E) R$ 0,80

102
16. Faculdade Alfa Umuarama - 2023

Dada a equação de 2º grau a seguir, assinale a resposta que apresenta a SOMA das raízes.
2x2 - 10x -48=0
(A) -24
(B) -5
(C) -10
(D) 5
(E) 10

17. Itame - 2020

Sabendo que o salário de Marcos equivale a 80% do salário de Wanessa e que a diferença entre os dois
salários é de R$ 500,00, então podemos concluir que o salário de Marcos é igual à:
(A) R$ 2.500,00
(B) R$ 2.300,00
(C) R$ 2.100,00
(D) R$ 2.000,00

18. IUDS - 2022

Gustavo realizou um empréstimo de R$ 520.000,00 a juros simples com taxa de 5% ao mês. Se essa quan-
tia deverá ser totalmente quitada ao final de 12 meses, qual será o valor final dos juros que Gustavo irá pagar?
(A) R$ 156.000,00
(B) R$ 312.000,00
(C) R$ 1560.000,00
(D) R$ 3120.000,00

19. FEPESE - 2021

Um capital é aplicado em um investimento que rende juros simples mensais durante dois meses. O valor
obtido em juros (após os dois meses) é igual a 25% do capital inicial investido.
Portanto, a taxa de juros simples mensais desse investimento é:
(A) Menor que 9%.
(B) Maior que 9% e menor que 11%.
(C) Maior que 11% e menor que 13%.
(D) Maior que 13% e menor que 15%.
(E) Maior que 15%.

103
20. FUNCEPE - 2024

A partir do sistema de 1º grau a seguir, encontre o valor de y.

(A) y = 2.
(B) y = 3.
(C) y = 1.
(D) y = 5.
(E) y = 0.

21. FUNDATEC - 2024

Sofia e Tomás colecionam bonecas. Juntos eles têm 37 bonecas. Sofia tem uma boneca a mais que o dobro
das de Tomás. Quantas bonecas Sofia e Tomás têm, respectivamente?
(A) 16 e 21.
(B) 18 e 19.
(C) 20 e 17.
(D) 22 e 15.
(E) 25 e 12.

22. VUNESP - 2024

Em países como os Estados Unidos, utiliza-se a polegada como unidade de medida de comprimento, sendo
que 1 polegada corresponde a 2,54 cm. Para uma abordagem sobre diferentes medidas e instrumentos de me-
dição, uma professora utilizou uma corda com 38,1 metros de comprimento e um pedaço de madeira medindo
75 polegadas. Após fazer uma apresentação aos alunos, explicando sobre a polegada, a professora pediu que
eles medissem a corda, utilizando como unidade u de medida o pedaço de madeira. A correta resposta espera-
da pela professora é que a corda tem o comprimento de
(A) 200 u.
(B) 50 u.
(C) 100 u.
(D) 10 u.
(E) 20 u.

23. INQC - 2024

Ao planejar uma viagem em um aplicativo de GPS, o motorista reparou que a duração prevista seria de 4
horas e 28 minutos.
Esse tempo, em minutos, é igual a:
(A) 88
(B) 148
(C) 208
(D) 268

104
24. GUALIMP - 2021

Numa piscina de bolinhas foram colocadas 120 bolas amarelas, 150 bolas azuis, 130 bolas vermelhas e 100
bolas verdes. Com os olhos vendados, uma menina retira bolas da piscina. A probabilidade da:
(A) Primeira bola a ser retirada da piscina ser verde é de 2%.
(B) Primeira bola a ser retirada da piscina ser amarela é de 24%.
(C) Primeira bola a ser retirada da piscina ser vermelha é de 2,6%.
(D) Primeira bola a ser retirada da piscina ser azul é de 25%.

25. GUALIMP - 2021

Assinale a alternativa INCORRETA: ao jogar um dado, a probabilidade de cair na face contendo o número
2 é de?
(A) 1/6.
(B) 0,167.
(C) 2/6.
(D) 16,7%.

26. CETAP - 2021

Escolhendo a senha de meu celular, foi sugerida a seguinte opção: 2 vogais distintas; 2 algarismos pares e
distintos.
Quantas senhas posso formar com essas opções?
(A) 320
(B) 360
(C) 400
(D) 160

27. COTEC - 2021

Com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5, quantos números pares de 3 algarismos podem ser formados?


(A) 25.
(B) 40.
(C) 50.
(D) 60.
(E) 120.

28. OBJETIVA - 2021

Um posto de combustível está com promoção em prol de uma entidade. Em dias normais, o litro da gasolina
está R$ 4,00, mas, na promoção, abastecendo o carro e doando o valor de R$ 20,00 para uma entidade
beneficente, o litro da gasolina sai por R$ 3,75. A promoção feita pelo posto pode ser descrita por uma função.
Como é chamada essa função e como podemos escrevê-la?
(A) Função de primeiro grau, f(x) = 4x − 3,75x + 20
(B) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 − 3,75x + 20

105
(C) Função de segundo grau, f(x) = 3,75x2 + 20
(D) Função de primeiro grau, f(x) = 3,75x + 20
(E) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 + 3,75 + 20

29. OMINI - 2021

As funções exponenciais e logarítmicas, são funções consideradas funções inversas, e seus gráficos
são simétricos em relação a reta y = x. Analise as afirmações abaixo, em relação as funções exponenciais e
logarítmicas.
I. - As funções f(x) = ax e g(x) = logax sempre se intersectam em um único ponto, independente do valor de a.
II. - Se a > 1, o gráfico da a função f(x) = logax é crescente.
III. - Se a < 1, o gráfico da função g(x) = ax é decrescente.
Assinale a opção CORRETA acerca das afirmações acima:
(A) Apenas a afirmação I está correta.
(B) Apenas a afirmação II está correta.
(C) Apenas as afirmações II e III estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.

30. FUNDATEC - 2023

O produto entre o Máximo Divisor Comum entre 33 e 77 e o Mínimo Múltiplo Comum entre os números 5,
12 e 30 é:
(A) 132.
(B) 660.
(C) 671.
(D) 760.
(E) 990.

106
Gabarito

1 D
2 B
3 C
4 B
5 D
6 B
7 A
8 A
9 B
10 C
11 C
12 A
13 A
14 D
15 B
16 D
17 D
18 B
19 C
20 C
21 E
22 E
23 D
24 B
25 C
26 C
27 C
28 D
29 B
30 B

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