Curso: Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Cadeira: AIDI
Tema: Infecções neonatais — tétano neonatal, sepse neonatal e conjuntivite neonatal
Tutor: Lucrécio
Estudante: Inacia Eugenio Antonio
Alto Molocué, Abril de 2025
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Índice
I. Introdução...............................................................................................................................1
1.1. Objetivo Geral.................................................................................................................1
1.2. Objetivos Específicos......................................................................................................1
1. Tétano Neonatal..................................................................................................................2
1.1. Definição.........................................................................................................................2
1.2. Causa...............................................................................................................................2
1.3. Transmissão.....................................................................................................................2
1.4. Sintomas..........................................................................................................................2
1.5. Prevenção........................................................................................................................3
1.6. Diagnóstico......................................................................................................................3
1.7. Tratamento.......................................................................................................................3
2. Sepse Neonatal...................................................................................................................3
2.1. Definição.........................................................................................................................3
2.2. Classficação.....................................................................................................................4
2.3. Causa...............................................................................................................................4
2.4. Transmissão.....................................................................................................................4
2.5. Sintomas..........................................................................................................................4
2.6. Pevenção..........................................................................................................................5
2.7. Diagnóstco.......................................................................................................................5
2.8. Tratamento.......................................................................................................................5
3. Conjuntivite Neonatal (Oftalmia Neonatal).......................................................................6
3.1. Definição.........................................................................................................................6
3.2. Classificação....................................................................................................................6
3.3. Causa...............................................................................................................................6
[Link]ão......................................................................................................................6
3.5. Sintomas..........................................................................................................................7
3.6. Prevenção........................................................................................................................7
3.7. Diagnóstico......................................................................................................................7
3.8. Tratamento.......................................................................................................................7
Conclusão...............................................................................................................................8
Referências bibliográficas......................................................................................................9
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I. Introdução
As infecções neonatais representam uma das principais causas de morbimortalidade em
recém-nascidos, especialmente em países em desenvolvimento, onde os cuidados com a
saúde materno-infantil ainda enfrentam desafios significativos. Entre as infecções mais
preocupantes estão o tétano neonatal, a sepse neonatal e a conjuntivite neonatal,
condições que podem comprometer gravemente a vida do recém-nascido se não forem
prevenidas ou tratadas de forma adequada e oportuna. Essas patologias têm origens diversas,
variando desde a transmissão vertical, durante o parto, até a exposição a ambientes
contaminados e práticas de cuidados neonatais inadequadas. Assim, compreender suas
causas, formas de transmissão, sinais clínicos, métodos de prevenção e tratamento é
fundamental para a redução das taxas de mortalidade neonatal e para a promoção de uma
assistência perinatal segura e eficaz.
1.1. Objetivo Geral
Analisar as principais infecções neonatais — tétano neonatal, sepse neonatal e conjuntivite
neonatal
1.2. Objetivos Específicos
1. Identificar os fatores de risco e as vias de transmissão do tétano, sepse e conjuntivite
neonatal;
2. Descrever os principais sinais e sintomas associados a cada uma dessas infecções;
3. Apontar as medidas de prevenção eficazes para reduzir a incidência dessas patologias
em recém-nascidos;
4. Apresentar as abordagens terapêuticas utilizadas no tratamento das infecções
neonatais.
Estrutura do trabalho: O trabalho comporta a seguinte estrutura: Introdução que é a
apresentação do trabalho, o desenvolvimento que é a exposição e discussão das teorias,
considerações finais que faz a síntese geral do trabalho trazendo as respectivas constatações.
E finalmente as referencias bibliográfica
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1. Tétano Neonatal
1.1. Definição
Segundo Spinola & Leite (2003, p.2), o tétano neonatal “é uma infecção aguda e grave que
acomete recém-nascidos nos primeiros dias de vida, causada pela toxina tetânica produzida
pela bactéria Clostridium tetani”. Essa toxina afeta o sistema nervoso central, levando a
rigidez muscular e espasmos intensos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2023), o
tétano neonatal é considerado uma das principais causas de morte prevenível em recém-
nascidos em países em desenvolvimento.
1.2. Causa
A doença é causada pela bactéria Clostridium tetani, que se desenvolve em ambientes com
pouca oxigenação, como feridas profundas ou o coto umbilical mal higienizado (Bush &
Vazquez-Pertejo, 2023).
1.3. Transmissão
O tétano não é transmissível pessoa a pessoa. A transmissão ocorre geralmente quando o
cordão umbilical do recém-nascido é cortado com instrumentos contaminados ou quando são
aplicadas substâncias não esterilizadas sobre o coto. Essa prática comum em regiões rurais ou
com acesso limitado à saúde contribui para a infecção. O período de incubação é de 7 dias,
em média, podendo se estender até 28 dias. (OMS, 2023; Segundo Spinola & Leite, 2003).
De acordo Spinola & Leite (2003), Se a mãe não estiver vacinada contra o tétano, o recém
nascido não apresentará anticorpos capazes de protegê-lo no caso de contaminação do coto
umbilical e ele desenvolverá a doença, que é extremamente grave e potencialmente fatal.
1.4. Sintomas
Os sintomas geralmente aparecem entre o 3º e o 14º dia de vida e incluem:
Dificuldade de sucção;
Rigidez muscular, principalmente na mandíbula (trismo);
Espasmos musculares dolorosos;
Irritabilidade e choro excessivo
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1.5. Prevenção
A principal forma de prevenção do tétano neonatal é a vacinação da gestante com o toxoide
tetânico. A imunização materna protege o bebê por meio de anticorpos transferidos durante a
gestação. Além disso, são fundamentais o parto limpo e os cuidados adequados com o coto
umbilical (WHO, 2023).
Se o parto for feito em condições assépticas, assim como o corte e o curativo do cordão
umbilical, não haverá contaminação e o recém-nascido não desenvolverá a doença, mesmo
que a mãe não tenha transmitido anticorpos. No entanto, nem sempre é possível garantir o
parto em condições ideais, por isso é recomendável vacinar todas as gestantes.
1.6. Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação dos sintomas e na história de
exposição a práticas de risco, como parto domiciliar em condições não seguras e ausência de
vacinação materna. Não há exame laboratorial para tétano. (Segundo Spinola & Leite, 2003).
1.7. Tratamento
O tratamento do tétano neonatal segundo Bush & Vazquez-Pertejo (2023) deve ser imediato
e hospitalar, incluindo:
Administração de imunoglobulina antitetânica;
Uso de antibióticos como metronidazol ou penicilina;
Medicamentos para controlar espasmos, como diazepam;
Cuidados de suporte como alimentação e controle ambiental
2. Sepse Neonatal
2.1. Definição
Segundo Novais da Conceição, et. al. (2024, p.1245), a sepsia neonatal é uma síndrome
clínica grave caracterizada por sinais de infecção sistêmica nos recém-nascidos, associados à
presença de bactérias, fungos ou vírus em líquidos estéreis (sangue ou licor), no primeiro mês
de vida e provocam resposta inflamatória generalizada”. Pode evoluir rapidamente para
falência de órgãos e morte, especialmente se não for diagnosticada e tratada precocemente
(COSTA et al., 2021).
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2.2. Classficação
Para Novais da Conceição, et. al. (2024, p.1245), a sepsia neonatal pode ser classificada em
duas formas, com base no tempo de início dos sintomas:
Sepse Neonatal Precoce: ocorre até o 3º dia de vida (72 horas), geralmente associada
à infecção transmitida da mãe para o bebê, durante ou antes do parto.
Sepse Neonatal Tardia: ocorre após o 3º dia de vida, muitas vezes adquirida no
ambiente hospitalar (infecção nosocomial) ou na comunidade.
A sepse precoce está geralmente associada a micro-organismos do trato genital materno,
enquanto a tardia envolve patógenos hospitalares (Tesini, 2022).
2.3. Causa
De acordo (Tesini, 2022), a sepsia neonatal é causada por diversos agentes patogênicos,
incluindo:
Bactérias (Streptococcus do grupo B, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae);
Vírus;
Fungos (como Candida spp.).
2.4. Transmissão
Segundo Novais da Conceição, et. al. (2024), a transmissão pode ocorrer:
Via vertical (durante o parto ou via transplacentária);
Via horizontal, por contato com superfícies contaminadas, equipamentos médicos ou
pelas mãos de cuidadores, especialmente em ambientes hospitalares com falhas de
biossegurança.
2.5. Sintomas
Os sinais clínicos são muitas vezes inespecíficos, mas incluem:
Letargia ou irritabilidade;
Temperatura instável (hipotermia ou febre);
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Dificuldade respiratória ou taquipneia;
Dificuldade para mamar;
Palidez ou coloração azulada (cianose);
Convulsões, em casos graves
2.6. Pevenção
As principais estratégias de prevenção da sepsia neonatal conforme WHO (2023), incluem:
Controle de infecções maternas durante o pré-natal;
Assistência obstétrica segura e higiênica;
Cuidados com a higiene do recém-nascido;
Adoção de medidas de biossegurança em ambientes hospitalares (uso de luvas,
esterilização de materiais, higiene das mãos);
Administração de antibióticos profiláticos em casos de risco.
2.7. Diagnóstco
Conforme Novais da Conceição, et. al. (2024), o diagnóstico é feito com base na avaliação
clínica e confirmado por exames laboratoriais, como:
Hemocultura (cultivo do sangue);
Hemograma completo;
Proteína C-reativa (PCR);
Procalcitonina (em alguns casos);
Exames de urina e líquor, conforme suspeita clínica.
2.8. Tratamento
O tratamento deve ser iniciado imediatamente após a suspeita, sem esperar os resultados dos
exames:
Uso de antibióticos de amplo espectro (como ampicilina associada a gentamicina);
Suporte clínico intensivo, incluindo hidratação, oxigenoterapia e controle de
temperatura;
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Em casos graves, internação em unidade de cuidados intensivos neonatais (UTIN) é
necessária (WHO, 2023).
3. Conjuntivite Neonatal (Oftalmia Neonatal)
3.1. Definição
Segundo Darcie, (2023, p.3), “a conjuntivite neonatal, também conhecida como oftalmia
neonatal, é uma inflamação da conjuntiva ocular que ocorre nos primeiros 28 dias de vida
do recém-nascido”. É geralmente causada por agentes infecciosos adquiridos durante o parto
vaginal ou por contato com micro-organismos após o nascimento.
3.2. Classificação
Conforme Lopes et al., (2020), a conjuntivite neonatal pode ser classificada de acordo com o
agente etiológico envolvido:
Bacteriana: como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis;
Viral: como o vírus do herpes simples (HSV);
Química: reação a colírios profiláticos utilizados no pós-parto (geralmente
desaparece espontaneamente em 24 a 48 horas).
3.3. Causa
Segundo Darcie (2023), as principais causas infecciosas da conjuntivite neonatal são:
Neisseria gonorrhoeae (gonococo)
Chlamydia trachomatis
Staphylococcus aureus e outras bactérias comuns
Vírus do herpes simples.
[Link]ão
A transmissão ocorre principalmente por via vertical, ou seja, durante a passagem do bebê
pelo canal de parto de mães infectadas com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Também pode ocorrer contaminação pós-natal, por contato com objetos ou mãos não
higienizadas (WHO, 2023).
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3.5. Sintomas
Os sintomas da conjuntivite neonatal geralmente se manifestam entre o 2º e o 5º dia de vida,
podendo variar conforme o agente causador:
Olhos vermelhos e inchados;
Secreção ocular purulenta ou mucosa;
Lacrimejamento excessivo;
Pálpebras coladas ao despertar;
Sensibilidade à luz (fotofobia).
3.6. Prevenção
Segundo Tesini (2022), a profilaxia da conjuntivite neonatal é feita com colírios ou
pomadas antibióticas aplicados logo após o nascimento (como eritromicina ou nitrato de
prata). Outras formas de prevenção incluem:
Tratamento de DSTs em gestantes durante o pré-natal;
Higiene das mãos e dos materiais usados nos cuidados com o recém-nascido.
3.7. Diagnóstico
Para Tesini (2022), o diagnóstico é feito com base na avaliação clínica dos sintomas e pode
ser confirmado por exames laboratoriais, como:
Cultura da secreção ocular;
Testes específicos para Chlamydia e Neisseria.
3.8. Tratamento
De acordo Lopes et al., (2020), O tratamento varia conforme o agente causador:
Para gonococo: antibióticos sistêmicos (como ceftriaxona) e lavagem ocular;
Para clamídia: uso de eritromicina por via oral;
Casos leves: colírios antibióticos tópicos;
Acompanhamento médico contínuo para evitar complicações como cegueira.
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Conclusão
As infecções neonatais como o tétano, a sepse e a conjuntivite representam sérias ameaças à
saúde do recém-nascido, sendo responsáveis por elevado número de mortes evitáveis. A sua
ocorrência está frequentemente associada a falhas nos cuidados obstétricos, na higiene do
parto e na assistência pós-natal. A prevenção dessas doenças passa, sobretudo, pela educação
materna, vacinação adequada, diagnóstico precoce, boas práticas de higiene e intervenções
terapêuticas eficazes. Portanto, o fortalecimento dos serviços de saúde neonatal e a formação
contínua dos profissionais são medidas essenciais para garantir a sobrevivência e o bem-estar
do recém-nascido.
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Referências bibliográficas
Bush, L. M. & Vazquez-Pertejo, M. T. (2023). Tétano - Doenças infecciosas - Manuais
MSD. Recuperado em: [Link]
infecciosas/bact%C3%A9rias-anaer%C3%B3bias/t%C3%A9tano.
Darcie, A. L. (2023). Oftalmia neonatal. SOCIEDADE BRASILEIRA DE
OFTALMOLOGIA PEDIÁTRICA ÓGICO PAULISTA. São Paulo, VOL. 20, Nº 220
Lopes, J. A. et al. (2020). Infecções oculares neonatais: uma revisão sobre oftalmia neonatal.
Revista de Saúde da Criança e do Adolescente, v. 8, n. 1,
Novais da Conceição, H., et. al. (2024). Sepse neonatal: desafios no diagnóstico e
tratamento. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(2), 1243–1251.
Organização Mundial da Saúde - OMS (2023). Maternal and Neonatal Tetanus Elimination
(MNTE). WHO. Disponível em: [Link]
Spinola, R. M. F. & Leite, R. M. (2003)..Tétano neonatal: uma revisão sobre aspectos
clínicos e epidemiológicos. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 20, n. 3.
Tesini, B. L. (2022). Tétano - Doenças infecciosas - Manuais MSD. Recuperado em:
[Link]
%C3%A9m-nascidos/sepsia-neonatal
WHO – World Health Organization (2023). Managing possible serious bacterial infection in
young infants. Geneva: WHO
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