Manual Proapi 2015
Manual Proapi 2015
PROGRAMA DE AVALIAÇÃO
PERIOPERATÓRIA DO IDOSO
MANUAL DE AVALIAÇÃO
Organizadora:
Maria do Carmo Sitta
Colaboradores:
Adriana Nunes Machado
Juliana de Araújo Melo
Sileno de Queiroz Fortes Filho
DISCIPLINA DE GERIATRIA
HCFMUSP
2015
1
Índice
Instruções --------------------------------------------------------------------------------------- 3
Risco cirúrgico – intrínseco ao procedimento ------------------------------------------- 4
Risco Global (ASA) --------------------------------------------------------------------------- 4
Escalas de Funcionalidade ------------------------------------------------------------------ 6
Testes Físicos Funcionais--------------------------------------------------------------------- 8
Escalas de Fragilidade------------------------------------------------------------------------ 9
Risco Cardíaco ------------------------------------------------------------------------------- 10
Risco Pulmonar ------------------------------------------------------------------------------ 17
Risco Renal ----------------------------------------------------------------------------------- 21
Risco Hepático ------------------------------------------------------------------------------- 23
Indicações de Transfusão------------------------------------------------------------------- 23
Risco de TVP/TEP -------------------------------------------------------------------------- 24
Uso de anticoagulantes---------------------------------------------------------------------- 25
Risco de Hiperglicemia---------------------------------------------------------------------- 26
Risco de Insuficiência Adrenal------------------------------------------------------------ 26
Risco Nutricional ---------------------------------------------------------------------------- 27
Risco de Delirium ---------------------------------------------------------------------------- 29
Escalas de Cognição ------------------------------------------------------------------------- 31
Escalas de Depressão ----------------------------------------------------------------------- 33
Bibliografia ----------------------------------------------------------------------------------- 34
2
Instruções:
- Este manual foi proposto para auxiliar a avaliação e o preenchimento
correto da ficha perioperatória do PROAPI – Programa de Avaliação
Perioperatória do Idoso.
3
Risco Cardíaco Cirúrgico – intrínseco ao procedimento
Básica
Classificação de Tipo de Procedimento Risco cardíaco relatado
.
Risco (%)
Cirurgia de emergência
Cirurgias arteriais periféricas
Alto Cirurgia de aorta e grandes vasos >5%
Cirurgias prolongadas ou com
grande deslocamento de volume
Endarterectomia de carótidas
Cirurgia de cabeça e pescoço
Cirurgias neurológicas
Cirurgias intraperitoneais
Intermediário Cirurgias de tórax 1-5%
Cirurgias ortopédicas
Cirurgias urológicas
Cirurgias ginecológicas
Procedimentos endoscópicos
Procedimentos superficiais
Baixo Cirurgias de mama <1%
Cirurgias oftalmológicas
Cirurgias plásticas
ASA
I Indivíduo saudável, abaixo dos 70 anos
II Doença Sistêmica Leve - sem limitação funcional ou >70 anos
III Doença Sistêmica Grave - limitação funcional definida
IV Doença Sistêmica Incapacitante, que é ameaça constante à vida
V Moribundo - não deve sobreviver 24h com ou sem a cirurgia
VI Doador de órgão
4
Índice de Capacidade Funcional de Duke Básica
1 MET 4 METS
Andar dentro de casa Serviços pesados da casa (p. ex. esfregar o chão, levantar um
móvel...)
Caminhar 1-2 quarteirões Atividades recreativas moderadas (p. ex. dançar, jogos
moderados...)
Serviços leves da casa (p. ex. lavar louças,
tirar o pó...) Esportes intensos (p. ex. tênis, futebol, basquete...)
4 MET 10 METS
Modified from Hlatky et al,10 copyright 1989, adapted from Fletcher et al.11 in Circulation 2007; 116: 1971-1996
5
Escalas de Funcionalidade – Independência e Autonomia Básica
Método simplificado
Atividades Instrumentais de Vida Diária
Atividades Básicas de Vida Diária
Usar o telefone
Tomar banho Deslocar-se (táxi, ônibus, automóvel)
Vestir-se Fazer compras
Higiene Pessoal Preparar refeições
Transferência de local Fazer os trabalhos de casa.
Continência Lavar pequenas peças de roupa
Alimentar-se sozinho. Administrar as próprias medicações
Total: ___/06 Katz S et al. Gerenciar o próprio dinheiro.
1963 Trabalhos manuais
Total:___/09 Lawton et al 1982
Caso haja necessidade de uma avaliação mais detalhada de funcionalidade, podem ser utilizadas as
escalas abaixo.
Complementar
ATIVIDADES BÁSICAS DE VIDA DIÁRIA (ABVDs)
I - Banho (de esponja, chuveiro ou banheira). IV – Transferência:
Não recebe assistência (entra e sai do box, banheira Entra e sai da cama assim como senta e levanta da cadeira
1 1
sozinho). sem ajuda (pode usar bengala e andador).
2 Recebe assistência no banho em apenas uma parte do corpo. 2 Entra e sai da cama ou da cadeira com assistência.
Recebe assistência no banho em mais de uma parte do corpo
3 3 Não entra ou sai da cama.
ou não realiza.
II - Vestir (pega as roupas no armário ou cômoda, incluindo roupas de V – Continência:
baixo, abotoadores e acessórios).
1 Pega as roupas e se veste completamente sem assistência. 1 Controla a urina completamente por conta própria.
Pega as roupas e se veste sem assistência exceto para
2 2 Tem “acidentes” ocasionais (perdas de urina).
amarrar sapatos.
Recebe assistência para pegar as roupas ou se vestir e fica Supervisão ajuda a controlar a urina, utiliza qualquer tipo
3 3
parcialmente ou completamente desnudo. de cateter ou é incontinente.
III - Toalete (ir ao banheiro, se limpar, arrumar as roupas). VI – Comer:
Vai ao banheiro, se limpa e arruma as roupas sem assistência
1 (pode usar bengala, andador, cadeira de rodas, sabe manejar 1 Se alimenta sem assistência.
fraldas ou comadre).
Recebe assistência para ir ao banheiro, se limpar, para Se alimenta sozinho exceto para cortar carnes e/ou passar
2 2
arrumar as roupas, para usar fraldas, comadre/papagaio. manteiga no pão.
Recebe assistência para comer, é alimentado
3 Não vai ao banheiro para o processo de eliminação. 3
parcialmente, completamente ou através de sondas.
7
Testes Físicos Funcionais
Básica
Handgrip
Paciente sentado em uma cadeira sem apoio lateral. Segurando o dinamômetro com a mão
dominante, com o braço a 90 graus ao lado do corpo, o indivíduo realiza a preensão palmar com
esforço máximo por cerca de 5 segundos. Medida em kg.
O procedimento deve ser realizado 3 vezes, com intervalo de 1minuto.
→Avaliação dos resultados inclui o sexo e o IMC (valores considerados baixos na escala de
fragilidade de Fried)
Básica
Teste de Sentar e Levantar
É realizado em uma cadeira sem braço.
Levantar e sentar-se da cadeira cinco vezes consecutivas, o mais rápido possível e sem auxílio dos
braços. O cronômetro é acionado no momento em que o indivíduo inicia o movimento e parado
quando se levanta pela quinta vez.
Críterio de fragilidade SOF → Pontua apenas se não conseguir realizar a tarefa completa.
Um dos critérios da Short Performance Physical Battery (Guralnik et al) → O indíviduo perde
pontos na escala a partir de 11,1s.
Básica
Velocidade de Marcha
Solicita-se que o indivíduo ande a passos e velocidade normais uma distância de 4metros.
Caso o indivíduo use dispositivo de auxílio de marcha (bengala, andador), este deve ser utilizado
durante o teste.
O procedimento deve ser realizado 3 vezes.
Valores normais em idosos → 0,81 a 1,88 metros por segundo.
→ Em nossa ficha de avaliação, utilizamos 4,5m (equivalente a 15 pés), distância do critério de
fragilidade proposto por Fried.
Complementar
Timed Up and Go
Sujeito sentado em uma cadeira, com as costas apoiadas, usando seus calçados usuais e seu
dispositivo de auxílio à marcha. Após o comando, deve se levantar da cadeira e andar um percurso
linear de 3 metros, com passos seguros, retornar em direção à cadeira e sentar-se novamente.
→ Normal ≤ 14 segundos.
8
Escalas de Fragilidade
Básica
CRITÉRIOS DE SOF
Critérios Como avaliar
Perda de peso Perda ≥ 4,5kg em 2 anos, intencional ou não Classificação
Teste de Sentar e Descrito acima.
0 = não frágil
Levantar Pontua se não conseguir realizar a tarefa completa
1 = pré-frágil
Exaustão Pergunta: O senhor(a) sente-se cheio de energia? 2-3 = frágil
9
Risco Cardíaco de Detsky Modificado e Algoritmo para classificação de Risco
Risco - ACP
Básica
ÍNDICE DE DETSKY MODIFICADO - 1986
IAM dentro de 6 meses -------------------------- 10 pontos VARIÁVEIS DE BAIXO RISCO
IAM prévio há mais de 6 meses --------------- 05 pontos
Angina classe III ------------------------------------ 10 pontos Idade > 70 anos
Angina classe IV ----------------------------------- 20 pontos História de angina pectoris
Angina instável dentro de 3 meses ---------- 10 pontos Diabetes
Edema pulmonar dentro de 1 semana ------ 10 pontos História de IAM
Edema pulmonar prévio há mais de 7 dias--05 pontos
História de ICC
Estenose Aórtica severa ------------------------- 20 pontos
Ectopia ventricular
Ritmo não sinusal ou ESA no ECG pré-op --- 05 pontos
Ondas Q no ECG
5 ESV/min em qualquer ECG antes cirurgia- 05 pontos
Anormalidades isquêmicas do
Mau Estado Geral (PO2<60 ou PCO2>50, K<3.0,
segmento ST no ECG repouso
bic<20, U>50, C>3.0, TGO alterada, Hepatopatia
Crônica, Acamado por causa não cardíaca - 05 pontos HAS com hipertrofia ventricular
Cirurgia de Emergência ---------------------- 10 pontos grave.
Idade acima dos 70 anos --------------------- 05 pontos
0 ou 1 variável 2 ou + variáveis
Negativo Positivo
Algoritmo para avaliar risco cirúrgico e orientar realização de teste não invasivo para isquemia *
(Cintilografia Miocárdica de esforço ou com dipiridamol, Ecocardiograma com Dobutamina). 10
Risco Cardíaco de Goldman modificado – Revised Cardiac Risk Index (RCRI)
ou Índice de Lee
Básica
1) História de isquemia cardíaca: história de IAM, onda Q patológica no ECG, teste de esforço
positivo, dor torácica atual considerada isquêmica, uso de nitroglicerina sublingual;
2) História de insuficiência cardíaca: história de ICC, edema agudo de pulmão, dispnéia
paroxística noturna, crepitações e B3, RX de tórax compatível com ICC;
3) História de doença cerebrovascular: AIT ou AVC;
4) Cirurgia de alto risco: vascular grandes vasos, torácica, abdominal ou ortopédica;
5) DM que requeira tratamento habitual com insulina;
6) Creatinina sérica no pré-operatório > 2mg/dL.
Classificação
Conduta
Baixo risco (0 preditor): não usar beta-bloqueador ou teste não invasivo.
Risco Intermediário (1 preditor): usar ou não beta-bloqueador.
Risco Intermediário (2 preditores): beta-bloqueador, não recomendar teste não
invasivo na maioria dos casos
Alto Risco (≥ 3 preditores): usar beta-bloqueador em muitos destes pacientes e realizar
teste não invasivo.
11
Recomendações de acordo com o Índice de Risco Cardíaco Revisado (Índice de
Lee)
Considerar ß-bloqueador
Cirurgia ß-bloqueador (FC < 70)
(FC < 70)
Considerar
Teste não
invasivo
Ford MK, Beattie WS, Wijeysundera DN. Systematic review: prediction of perioperative cardiac complications and
mortality by the Revised Cardiac Risk Index. Ann Intern Med. 2010; 152:26-35.
Lee TH, Marcantonio ER, Mangione CM et al. Derivation and prospective validation of a simple index for predction of
cardiac risk of major noncardiac surgery. Circulation 1999; 100: 1043-1049.
12
Risco Cardíaco da ACC/AHA 2009 Básica
13
ALGORITMO DE AVALIAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR
(ACC/AHA 2007 Guidelines on Perioperative Cardiovascular Evaluation and Care for Noncardiac Surgery. Circulation. 2007 Oct
23;116(17):e418-99)
Pós-operatório:
Operação de Sim
Operação Avaliação de risco
Emergência?
Controle dos fatores de risco
Pesquisa de eventos cardiovasculares
Não
Não
Sim
Operação de baixo risco Proceder à cirurgia proposta
Não
Controle clínico
Boa capacidade funcional (≥4 MET*) sem sintomas? Sim das comorbidades
* Subir 2 lances de escada, caminhar 4 quarteirões a 6,4
km/hora, correr curtas distâncias
Proceder à
≥ 3 Fatores Risco 1 a 2 Fatores de Risco 0 Fatores de Risco e cirurgia cirurgia proposta
(Paciente de Alto Risco) (Paciente de Risco Intermediário) não vascular Controle clínico de
(Paciente de Baixo Risco) comorbidades
Devereaux PJ, Scott Beattie W, Choi PTL, Badner NH, Guyatt GH, Villar JC, et al. How strong is the
evidence for the use of perioperative Beta-blockers in non-cardiac surgery? Systematic review and meta-
analysis of randomised controlled trials. BMJ 2005; 331:313-321.
2009 ACCF/AHA Focused Update on Perioperative Beta Blockade Incorporated Into the ACC/AHA 2007
Guidelines on Perioperative Cardiovascular Evaluation and Care for Noncardiac Surgery.
15
Ecocardiograma – Análise da Função Diastólica
Alteração do
Normal Restritivo
Relaxamento
Tempo (ms) de
Relaxamento 70 - 90 >90 < 70
Isovolumetrico
Tempo (ms) de
160 - 240 > 240 < 160
Desaceleração
16
Risco Pulmonar
Básica
ESTRATIFICAÇÃO
Total de Pontos Risco Pulmonar Complicações
< 26 pontos Risco Baixo 1.6%
26 - 44 pontos Risco Intermediário 13.3%
≥ 45 pontos Risco Alto 42.1%
Avaliação de Risco Pulmonar: Fatores de Risco Independentes
Identificados em um Modelo de Regressão Logístico. Canet et al, 2010.
Canet J, Gallart U, Gomar C, Paluzie G et al. Prediction of postoperative pulmonary complications in a population-based
surgical cohorte. Anesthesiology 2010; 113: 1338-50.
.
17
Básica
Índice Multifatorial de Risco para Pneumonia no Pós-Operatório
PREDITOR PONTOS
Tipo de Cirurgia
Aneurisma de Aorta Abdominal 15
Torácica 14
Abdome Superior 10
Pescoço 8
Neurocirurgia 8
Vascular 3
Idade
80 anos 17
70-79 anos 13
60-69 anos 9
50-59 anos 4
Status Funcional
Totalmente Dependente1 10
Parcialmente Dependente2 6
Perda Ponderal > 10% nos últimos 6 meses 7
História de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica3 5
Anestesia Geral 4
Alteração do Sensório4 4
História de AVC5 4
Uréia
< 17,12mg/dL 4
47,08 a 64,2mg/dL 2
> 64,2 mg/dL 3
Transfusão > 4 Unidades 3
Cirurgia de Emergência6 3
Uso Crônico de Corticosteróide Sistêmico 3
Tabagista no Último Ano 3
Etilista de 2 Doses nas Duas Últimas Semanas 2
1 – Dependente para todas AVDs (pré-hospitalização).
2 – Dependente para algumas AVDs (pré-hospitalização).
3 – DPOC com limitação funcional, internação anterior por exacerbação, uso de broncodilatador ou VEF1 < 75%.
4 – Confusão mental ou delirium.
5 – Acidente vascular (isquêmico ou hemorrágico) com déficit persistente.
6 – Procedimento que deve ser realizado em menos de 12 horas da admissão
ESTRATÉGIAS PÓS-OPERATÓRIAS
- Fisioterapia respiratória;
- Controle rigoroso da dor;
- Corticoterapia: prednisona ou metilprednisolona -
(0,5mg/kg/dia) em pacientes asmáticos/DOPC sintomáticos
- Pressão positiva (exceto anastomoses altas.
- Considerar o uso de VNI após extubação de pacientes
hipoxêmicos.
TAXA DE
RISCO PONTOS COMPLICAÇÕES MORTALIDADE
PULMONARES
Baixo 0 –3 6% 2%
Moderado 4 –6 23% 6%
Alto >7 35% 12%
19
Índice Multifatorial de Risco para Insuficiência Respiratória Complementar
no Pós-Operatório
Arozullah AM; Daley J; Henderson WG; Khuri SF. Multifactorial risk index for predicting postoperative respiratory failure
in men after major noncardiac surgery. Ann Surg 2000 Aug;232(2):242-53.
20
Risco de Insuficiência Renal Aguda no Pós-operatório de Cirurgia não Cardíaca
Insuficiência Renal
- leve (Creatinina 1,2 a 1,9 mg/dL) ou 3,1 (2,5-3,9)
- moderada (Creatinina ≥ 2,0 mg/dL) 3,2 (2,8-3,7)
Estratificação de Risco
Lembrete:
Fórmula de Cockcroft-Gault:
* para mulheres X 0,85.
(140 – idade) x peso ideal Kg
([Creat mg/dL] x 72)
21
Orientações para redução do risco renal
Evitar uso de drogas nefrotóxicas – Ex.: Anti-inflamatórios
Manter hidratação venosa adequada em caso de jejum ou baixa ingestão oral
Em pacientes de alto risco sugerir acompanhamento com a nefrologia no pós-operatório
pela possibilidade de terapia de substituição renal
Para uso de contraste venoso:
- Hidratação venosa com SF 0,9% 1ml/kg/h 12 horas antes e depois do procedimento
- Em situações de emergências e alto risco de nefropatia por contraste prescrever
Bicarbonato de Sódio 8,4% 150ml + SG5% 850ml e correr esta solução a 3ml/kg/h -
1 hora antes e a 1ml/kg/h – 6 horas após.
- N-acetilcisteína 1200mg VO 12horas antes e após o procedimento (uso controverso)
22
Risco Hepático Complementar
Classificação Chid-Pugh
Critério 1 ponto 2 pontos 3 pontos
Bilirrubina total (mg/dl) <2 2-3 >3
Mortalidade Sobrevida
Pontos Classe
Perioperatória em 5 anos
5-6 A 0- 10% 95%
7-9 B 4-31% 75%
10-15 C 19-76% 55%
23
Básica
Risco de TVP/TEP e profilaxia
Cirurgias de Altíssimo Risco
● Artroplastia de Quadril ● Oncológica
● Artroplastia de Joelhos ● Trauma Raquimedular Risco ALTO
● Fratura de Quadril ● Politrauma
> 60 anos
Sim
Fatores de Risco para
Cirurgias de Alto/Médio Porte 40 - 60 anos TEV? Não
Risco
Cirurgia > 45min ou FR
Sim INTERMEDIÁRIO
< 40 anos
para TEV? Não
Cirurgias de Baixo Porte,
Procedimentos endoscópicos e Risco BAIXO
superficiais
24
Nos demais procedimentos, que devem ser realizados sem anticoagulação, avaliar
anteriormente o risco de trombose conforme as patologias.
Risco de trombose no perioperatório conforme patologias
Baixo risco de trombose Alto risco de trombose
Fibrilação atrial com fatores de risco
Fibrilação atrial
para AVC
TVP tratada > 1 mês TVP < 1 mês
Hipercoagulabilidade sem TVP de Hipercoagulabilidade com TVP de
repetição repetição
TVP recorrente Válvulas cardíacas
25
Risco de Hiperglicemia Básica
Orientações gerais
Manter glicemia capilar em torno de 180 mg/dL em todo perioperatório
Suspender os hipoglicemiantes orais e dieta no dia antes da cirurgia
As biguanidas devem ser suspensas 24-48h antes da cirurgia
Durante jejum, iniciar infusão de glicose a 5% na velocidade de 125ml/h
Controle de glicemia capilar de 4/4 horas
Insulina regular, SC, conforme glicemia capilar com objetivo de manter glicemia menor
que 180mg/dL
O momento de suspensão da NPH dependerá do porte cirúrgico, do horário do
procedimento e do controle glicêmico do paciente – INDIVIDUALIZAR!
Caso não haja controle glicêmico adequado, avaliar riscos e benefícios da introdução de
insulina regular endovenosa com controle de glicemia capilar de hora em hora
100-150mg no intra-operatório
Esofagectomia, cardiotorácica e
Alto + 50mg de 8/8 h por 72h no pós
aorta
operatório
26
Risco Nutricional Básica
Peso
Variáveis Altura
importantes Índice de Massa Corporal (IMC)
Perda ponderal nos últimos 6 meses = (peso perdido/ peso habitual)
Albumina e Linfócitos (número absoluto/mm3)
RISCO LEVE
Albumina entre 3,5 e 3,0 g/dL ou
Perda ponderal entre 5 e 10% em 6 meses.
RISCO MODERADO
Albumina entre 2,9 e 2,5 g/dL ou
Perda ponderal entre 11 e 15% em 6 meses ou
IMC entre 20 e 16.
RISCO ALTO
Albumina < 2,5 g/dL ou
Perda ponderal > 15% em 6 meses ou
IMC entre < 16.
Básica
Orientações para redução do risco nutricional
Iniciar suplemento nutricional (via oral e/ou enteral):
-Risco intermediário
-Mesmo em paciente sem desnutrição, se for previsto que este será incapaz de comer por
mais de 7 dias no período perioperatório
-Em doentes que não conseguem manter a ingestão oral acima de 60% do recomendado por
mais de 10 dias
Considerar reposição de tiamina, ácido fólico e vitamina B12 em pacientes desnutridos
etilistas
Em pacientes de alto risco e/ou candidatos a nutrição parenteral sugerir acompanhamento
com a nutrologia
27
Triagem - Mini-Avaliação Nutricional
Básica
ITEM PONTUAÇÃO
O consumo de alimentos diminuiu nos
0 – diminuição severa
últimos 3 meses devido à perda de
1 – diminuição moderada
apetite, problemas digestivos,
2 – não houve diminuição
dificuldades para mastigar ou deglutir?
0 – superior a 3 Kg
1 – não sabe informar
Perda de peso nos últimos 2 meses
2 – entre 1 e 3 Kg
3 – não perdeu peso
0 – restrito ao leito ou à cadeira de rodas
1 – deambula, mas é incapaz de sair de
Mobilidade
casa sem ajuda
2 – deambula normalmente e é capaz de
sair de casa sem ajuda
Teve algum estresse psicológico ou 0 – sim
doença aguda nos últimos 3 meses? 2 – não
0 – tem demência e/ou depressão grave
Problemas neuropsicológicos 1 – demência leve
2 – sem problemas
0 – IMC < 19
Índice de massa corpórea
1 – 19 < IMC < 21
[peso (Kg)/altura (m)2]
2 – 21 < IMC < 23
3 – IMC ³ 23
≥ 12:NORMAL
28
Risco de Delirium
Básica
Fatores de Risco para Delirium no Pós-operatório
DOENÇAS COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS FUNCIONALIDADE
Demência ou Comprometimento cognitivo Baixa funcionalidade
Controle inadequado de dor Imobilização
Depressão Déficit Auditivo e/ou Visual
Abuso de álcool OUTROS
Privação de sono Idade maior que 70 anos
COMORBIDADES Polifarmácia
Doença grave Medicações psicotrópicas (benzodiazepínicos,
Insuficiência Renal anticolinérgicos, anti-histamínicos)
Anemia Risco de retenção urinária ou constipação
Hipoxemia Uso de sonda vesical de demora
METABÓLICOS Ausência de acompanhante
Desidratação
Desnutrição
Distúrbios hidroeletrolíticos
29
Complementar
Triagem
Fabbri, RMA, Moreira, de Delirium
MA, Garrido, - Confusion
R et al. Validity and reliabilityAssessment Method
of the Portuguese version of the (CAM).
Confusion
Assessment Method (CAM) for the detection of delirium in the elderly.
1. Início Agudo: Há evidência de mudança aguda do estado mental de baseArq. Neuro-Psiquiatr, 2001; 59:175-179.
do paciente?
2. Distúrbio de Atenção: O paciente teve dificuldade em focalizar sua atenção, por
exemplo, distraiu-se facilmente ou teve dificuldade em acompanhar o que estava sendo
dito? Se presente ou anormal, este comportamento variou durante a entrevista, isto é,
tendeu a surgir e desaparecer ou aumentar e diminuir de gravidade?
3. Pensamento Desorganizado: O pensamento do paciente era desorganizado ou
incoerente, com a conversão dispersiva ou irrelevante, fluxo de idéias pouco claro ou
ilógico, ou mudança imprevisível do assunto?
4. Alteração do Nível de Consciência: Em geral, como você classificaria o nível de
consciência do paciente? (Alerta/hipervigilante/letárgico/estupor/coma) - Positivo para
qualquer resposta a não ser alerta
Positivo quando os itens 1 e 2 estão presentes somados aos itens 3 ou 4.
30
Escalas de Cognição
Complementar
Mini Exame do Estado Mental
Avaliações Perguntas PONTOS
Dia do mês 1
Dia da semana 1
Orientação
Mês 1
temporal Ano 1
Hora aproximada 1
Local específico (aposento, consultório) 1
Local genérico (residência, hospital, clinica) 1
Orientação espacial Bairro ou rua próxima 1
Cidade 1
Estado 1
Nomeie 3 objetos e peça para repetir
Memória imediata (vaso, carro, tijolo)
1 para cada objeto
MAX = 30
Complementar
Fluência Verbal
“Diga o maior número de animais em 1 minuto”
31
Complementar
Teste do Desenho do Relógio
Desenhe um relógio com todos os números. Coloque ponteiros marcando 2h45.
Avaliação: 10-6 Relógio e número estão corretos.
10 - hora certa.
9 - leve distúrbio nos ponteiros (ex: ponteiro das horas sobre o 2).
8 - distúrbios mais intensos nos ponteiros (ex: anotando 2:45).
7 - ponteiros completamente errados.
6 - uso inapropriado (ex: uso de código digital ou de círculos envolvendo números).
32
Escalas de Depressão
Complementar
Complementar
ESCORE
0-4 normal
5-9 depressão leve
10-15 depressão grave
33
Bibliografia Utilizada
1. Chow WB, Rosenthal RA, Merkow RP, Ko CY, Esnaola NF. Optimal preoperative assessment of the geriatric
surgical patient: a best practices guideline from the American College of Surgeons National Surgical Quality
Improvement Program and the American Geriatrics Society. J Am Coll Surg. 2012 Oct;215(4):453-66
2. Sitta MC, Machado AN, Apolinário D, Garcez-Leme LE. Avaliação Perioperatória do Idoso. Geriatria &
Gerontologia. 2008; 2(2): 86-94.
3. Machado AN, Sitta MC, Jacob Filho W, Garcez-Leme LE. Prognostic factors for mortality among patients
above the 6th decade undergoing non-cardiac surgery: cares - clinical assessment and research in elderly
surgical patients. Clinics. 2008; 63: 151-156
4. Sitta MC, Machado AN, Lapa MS. Avaliação perioperatória. In: Avaliação Global do Idoso – Manual da Liga
do Gamia. Jacob Filho W, Amaral JRG. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.
5. Perioperatório: Procedimentos Clínicos. Machado FS, Martins MA, Carameli B. Ed Sarvier 2004.
Fragilidade
6. Makary MA, Seveg DL, Pronovost PJ, Syin D, Bandeen-Roche K, Patel P, Takenaga R, MD, Devgan L, MD,
Holzmueller CG, Tian J, Fried LP. Frailty as a Predictor of Surgical Outcomes in Older Patients, American
College of Surgeons 2010; 6: 901-908
7. Fried LP, Tangen CM, Walston J, et al. Frailty in older adults: evidence for a phenotype. J Gerontol A Biol Sci
Med Sci 2001; 56: M146–M156.
8. Ensrud K; Ewing S, MS; Taylor B; Fink H; Cawthon P; Stone K; Hillier T; Cauley J; Hochberg M; Nicolas
Rodondi, MD, MAS; J. Kathleen Tracy, PhD; Steven R. Cummings S. Comparison of 2 Frailty Indexes for
Prediction of Falls, Disability, Fractures, and Death in Older Women Arch Intern Med. 2008;168(4):382-389
Risco Cardíaco
9. Auerbach AD. Beta-blockers and reduction of cardiac events in noncardiac surgery: scientific review. JAMA.
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