SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - nome
1 Direito Sexual e Reprodutivo
1.1 Marcos Referenciais Internacionais
1.1.2 Marcos Referenciais Brasileiros
1.2 Maternidade e Maternagem
1.2.1 Direitos Correlatos à Maternagem
1.2.2 Maternagem como Direito Sexual e Reprodutivo
CAPÍTULO 2
2.1 Maternagem e impactos Culturais
2.2 Diferenças no exercicio da maternagem - mães imigrantes
CAPÍTULO 3
3.1 Privação da maternagem e cuidado de adolescentes
3.2 Suspensão do poder familiar
3.3 Privação de convívio
3.4 Impactos na vida das mulheres
1. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, MATERNIDADE E MATERNAGEM
TROCAR NOME DO CAPÍTULO
Os direitos sexuais e reprodutivos aqui evocados são prerrogativas de todo ser
humano, englobando a autonomia, a liberdade, a dignidade, a saúde de todas as pessoas. Eles
visam garantir que cada indivíduo tenha o direito de tomar decisões informadas sobre sua
própria vida sexual e reprodutiva, sem discriminação
A maternidade deriva de condições inerentes as mulheres, enquanto o exercício da
maternagem se anuncia do ato de nutrir e zelar pela vida deste novo ser, se o ter gerado,
garantindo que o mesmo se sustente e se desenvolva de forma plena a qual pode ser exercida
por todos que participam de forma ativa no seu desenvolvimento.
Ao explorar a intersecção entre direitos sexuais e reprodutivos, maternidade e
maternagem se busca reconhecer as disparidades de poder e acesso que permeiam essa esfera.
Objetivando, identificar que mulheres de diferentes contextos socioeconômicos, raças e etnias
enfrentam desafios únicos em relação à maternagem, muitas vezes sem qualquer rede de
apoio, incluindo o acesso desigual a serviços de saúde reprodutiva, educação e oportunidades
econômicas.
O presente capítulo se propõe a avaliar o exercício da maternagem como um
direito sexual e reprodutivo, visando analisar a possível garantia de que todas as mulheres
exerçam plenamente seus direitos sexuais e reprodutivos, a fins de promover a autonomia e a
dignidade, com o intento de assegurar a maternagem como direito sexual e reprodutivo das
mulheres no exercício da maternagem.
Sendo assim, este capítulo propõe explorar a conexão entre direitos sexuais e
reprodutivos, a maternidade e a maternagem, destacando a importância do reconhecimento e
busca da garantia as mulheres ao acesso às informações, serviços e apoio adequados ao longo
do planejamento e ciclo reprodutivo. Buscando analisar a maternagem como um direito
humano fundamental que também necessita de planejamento e tutela do estado, explorando a
interseccionalidade entre maternagem, maternidade e os direitos sexuais e reprodutivos.
1.1 Marcos referenciais internacionais
Os direitos sexuais e reprodutivos são temas de grande relevância no âmbito
internacional, especialmente nas últimas décadas com os desdobramentos jurídicos
relacionados à sexualidade e à identidade de gênero sendo discutidos e reconhecidos.
Um dos pontos de debate consiste na forma como esses direitos são tratados, que
estão sendo avaliados os direitos sexuais e reprodutivos conjuntamente ou distintos? Essa
diferenciação traz implicações importantes para a promoção e proteção desses direitos, assim
como para a compreensão da mutualidade e indivisibilidade entre os direitos sexuais e
reprodutivos e o exercício da Maternagem.
Historicamente, o tratamento conjunto de direitos sexuais e reprodutivos acabou por
subordinar os primeiros aos segundos, especialmente em contextos normativos internacionais.
Essa abordagem indiferenciada trouxe desafios para a promoção da diversidade de práticas,
identidades e agendas não hegemônicas relacionadas à sexualidade e identidade de gênero.
A reflexão das mulheres sobre o exercício de sua função reprodutiva, seu papel e
suas condições na sociedade deram origem à formulação do conceito de direitos reprodutivos
(Ávila e Corrêa 1989, p.5).
Na década de 1990 as conferências internacionais representaram um marco
importante na abordagem das questões relacionadas à sexualidade, à violência de gênero e aos
direitos sexuais e reprodutivos.
A comunidade internacional tem se empenhado em definir e estruturar o conceito
de direitos sexuais. De acordo com a literatura a expressão “direitos sexuais” o termo
começou a ser empregado no contexto normativo internacional a partir da década de 1990,
contudo, as questões relacionadas à sexualidade vêm sendo abordadas neste contexto muito
antes disso (Corrêa e Howe, 2007, p. 171).
A formalização desse conceito reflete a necessidade de garantir que todas as
pessoas possam exercer sua sexualidade de maneira livre, informada e segura, dentro de um
contexto de igualdade e respeito aos direitos humanos. Desde então, os direitos sexuais têm
sido progressivamente incorporados em tratados internacionais e agendas globais, como
elementos fundamentais para o avanço da justiça social e da equidade de gênero.
De acordo com Lottes anteriormente a esta data a expressão já vinha sendo
utilizada em diferentes contextos no Projeto de Lei sobre Direitos Sexuais e
Responsabilidades ordenado por Lester Kirkendall, publicado em 1976 na revista The
Humanist e no final dos anos 1980, nas políticas de saúde e educação de países como Países
Baixos, Dinamarca e Suécia. Contudo a Autora enfatiza que somente após a ICPD-
Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, quando o termo direito sexual
foi destacado em publicações nórdicas (Lottes, 2013, p. 371).
Os Direitos Sexuais e Reprodutivos são uma categoria fundamental dentro dos
direitos humanos, sendo pertinente tanto à sexualidade quanto à reprodução. Para que esses
direitos possam ser exercidos sem qualquer forma de discriminação, se busca assegurar que
cada pessoa tenha a possibilidade de tomar decisões sobre sua própria vida sexual e
reprodutiva de forma livre e autônoma. A igualdade é um princípio essencial nesse contexto,
na sua ausência não há espaço para uma liberdade plena, e sem liberdade a equidade também
se torna impossível (Pequim. 1995, p.179).
Segundo a World Association for Sexual Health - WAS, em sua Declaração de
Direitos Sexuais proclamada no 13º. Congresso de Sexologia em Valência, Espanha em 1997
e então em 1999, novamente revista e aprovada pelo Conselho Consultor da WAS em março
de 2014, os direitos sexuais garantem a todas as pessoas a liberdade de exercer e expressar sua
sexualidade de forma plena, assegurando a preservação de sua saúde sexual. Esses direitos
devem ser exercidos com respeito à dignidade e aos direitos dos outros, promovendo uma
convivência social harmoniosa e a não violação da integridade física e emocional de terceiros.
Dessa forma, os direitos sexuais visam assegurar não apenas a realização individual, mas
também o equilíbrio nas relações interpessoais e o respeito mútuo.
Dentre os principais marcos, nesse processo a Conferência Internacional sobre
População e Desenvolvimento (CIPD) realizada no Cairo em 1994, promovida pela
Organização das Nações Unidas (ONU) incorporou ao debate sobre população e
desenvolvimento temas cruciais como a condição da mulher, as desigualdades de gênero, o
meio ambiente e os Direitos Humanos. Esses pontos foram integrados às discussões,
resultando em acordos globais que 179 países se comprometeram a implementar, reforçando a
importância de uma abordagem mais inclusiva e sustentável para o progresso social e
econômico. (ONU, 1994, p,11).
Já a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, conhecida
como Conferência do Cairo, em 1994, abordou a saúde sexual e os direitos reprodutivos de
uma nova maneira, incluindo temas como informação, educação e assessoramento em matéria
de sexualidade, saúde reprodutiva e paternidade responsável. Durante o evento, foi enfatizada
a importância da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e
aborto em condições precárias, juntamente com a necessidade de proteção contra abusos e
violência sexuais. Essa conferência marcou um avanço relevante ao reconhecer a sexualidade
como um elemento essencial do desenvolvimento humano, estimulando discussões sobre a
liberdade sexual e a plena realização dos direitos sexuais e reprodutivos (Egito. 1994, p.37).
A Conferência do Cairo em 1994, por sua vez, trouxe à tona a relação entre saúde
sexual, direitos reprodutivos e o planejamento familiar, estabelecendo previsões importantes
para educação sexual e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Em 1995, como resultado da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, a
plataforma de Ação de Pequim defendeu a promoção da igualdade de gênero e o
empoderamento das mulheres, reconhecendo a necessidade de garantir sua autonomia sobre
seus corpos e decisões reprodutivas (ONU, 1995, p.152 e p.170).
A Conferência sobre a Mulher de Pequim reforçou a ideia de que:
[...] Os direitos humanos das mulheres incluem os seus direitos a ter controle sobre
as questões relativas à sua sexualidade, inclusive sua saúde sexual e reprodutiva, e a
decidir livremente a respeito dessas questões, livres de coerção, discriminação e
violência. A igualdade entre mulheres e homens no tocante às relações sexuais e à
reprodução, inclusive o pleno respeito à integridade da pessoa humana, exige o
respeito mútuo, o consentimento e a responsabilidade comum pelo comportamento
sexual e suas consequências. (Pequim. 1995, p.179)
A igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são pilares fundamentais
na construção de uma sociedade mais justa e equitativa, sendo que vem sendo reconhecido
através dos tratados internacionais, e declarações a importância de garantir às mulheres
autonomia sobre seus corpos e decisões reprodutivas é essencial para promover a igualdade, a
liberdade e o respeito pelos direitos humanos.
De acordo com a Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial
Sobre a Mulher:
[...] A saúde reprodutiva está fora do alcance de muitas pessoas em todo o mundo,
por força de fatores como conhecimentos insuficientes sobre a sexualidade humana
e informação e serviços também insuficientes; persistência de comportamentos
sexuais de alto risco; práticas sociais discriminatórias; atitudes negativas em relação
às mulheres e meninas e o poder limitado que muitas delas têm sobre sua vida
sexual e reprodutiva. Na maioria dos países, os adolescentes são particularmente
vulneráveis, por causa de sua falta de informação e de acesso aos serviços
pertinentes. (Pequim. 1995, p.178 grifo nosso).
Nesse contexto, se identifica que a existência e conservação das políticas públicas
e práticas sociais que promovam a autonomia das mulheres, serviços de saúde adequados, a
fim de garantir acesso à educação sexual e reprodutiva de qualidade, se tornam
imprescindíveis para assegurar que essas possam exercer seus direitos de forma plena e
segura.
Segundo a CIPD, quando as mulheres têm o poder de decidir sobre sua vida
reprodutiva, escolher se querem ter filhos, quando e quantos desejam ter, estão exercendo seu
direito à autodeterminação e ao controle sobre sua própria vida. Essa autonomia não apenas
fortalece a posição das mulheres na sociedade, permitindo-lhes participar plenamente em
todas as esferas da vida, mas também contribui para a promoção da saúde, do bem-estar e da
dignidade de todas as pessoas. É imperativo que políticas públicas e práticas sociais sejam
orientadas para garantir que as mulheres tenham o poder de tomar decisões informadas e
livres em relação à sua saúde sexual e reprodutiva, assegurando assim um futuro mais
igualitário e justo para todos. (CIPD, 1994, p.34).
A busca pela garantia dos direitos sexuais e reprodutivos vem sendo discutida há
anos, se mostrando de fundamental importância para o avanço da equidade de gênero e a
promoção da saúde integral das populações, além de assegurar o acesso a serviços de saúde de
qualidade também empoderam indivíduos a tomarem decisões informadas sobre seus corpos e
suas vidas.
A defesa e manutenção do respeito pelos direitos sexuais e reprodutivos das
mulheres não apenas fortalece sua posição na sociedade, mas também fomenta relações mais
saudáveis, igualitárias e respeitosas entre os gêneros, contribuindo para a construção de uma
sociedade mais justa e inclusiva para todos (ONU, 1995, p.179)
A dinâmica das relações e reproduções sexuais deve ser pautada pelo respeito
mútuo, consentimento e responsabilidade compartilhada, visando preservar a integridade da
pessoa humana.
Durante as conferências internacionais da década de 1990, a temática da
sexualidade, direitos reprodutivos e saúde sexual ocupou um lugar de destaque nas discussões
sobre direitos humanos, ao abordar a necessidade de eliminar todas as formas de assédio
sexual, exploração e tráfico de mulheres, a conferência demonstrou um comprometimento
global em proteger os direitos das mulheres e garantir a integridade de todos os indivíduos.
A IV Conferência Mundial sobre a Mulher, conhecida como Conferência de
Beijing, realizada em 1995, deu continuidade ao debate sobre os direitos sexuais e
reprodutivos, aprimorando as discussões iniciadas no Cairo. O Programa da Conferência
representou um importante avançou na discussão sobre questões relacionadas aos direitos
reprodutivos e à igualdade de gênero, ao abordar temas sensíveis como o direito ao aborto e a
liberdade sexual das mulheres. A inclusão de dispositivos que reconhecem esses direitos foi
recebida com entusiasmo por diversos setores da sociedade, sendo considerada um marco
histórico na luta pela garantia dos direitos humanos e pela promoção da equidade entre os
sexos.
O reconhecimento dessas questões impulsionou a discussão em torno do controle
da mulher sobre sua sexualidade, livre de coerção e discriminação, culminando na IV
Conferência Mundial sobre a Mulher em Beijing, que avançou em termos de saúde sexual e
direitos reprodutivos, abordando questões como o direito ao aborto e reforçando a autonomia
sexual das mulheres.
Conforme proposto por Alice M. Miller, Eszter Kismödi, Jane Cottingham e Sofia
Gruskin (2015), os direitos sexuais, como parte dos direitos humanos, envolvem questões
fundamentais de dignidade e liberdade. Embora estejam ligados aos direitos reprodutivos,
possuem um escopo distinto, que trata das diversas formas de sexualidade e sua relação com a
reprodução, exigindo atenção específica. A interconexão entre sexualidade e reprodução
resulta na sobreposição de alguns direitos reprodutivos e sexuais, aplicando-se princípios
comuns de direitos humanos. No direito internacional, esses direitos são formalmente
reconhecidos em instrumentos vinculativos como tratados, pactos, convenções, cartas e
protocolos, que asseguram sua aplicação.
Direitos sexuais são direitos humanos referentes a sexualidade
[...]
12. O direito a decidir sobre ter filhos, o número de filhos e o espaço de tempo entre
eles, além de ter informações e meios para tal. Todos têm o direito de decidir ter ou
não ter filhos, a quantidade destes e o lapso de tempo entre cada criança. O exercício
desse direito requer acesso a condições que influenciam e afetam a saúde e o bem-
estar, incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva relacionados à gravidez,
contracepção, fertilidade, interrupção da gravidez e adoção. [...] (World Association
for Sexual Health - WAS, 2014 p.3)
Os principais documentos internacionais que versam a temática dos direitos
sexuais reafirmam a sexualidade como um aspecto central da condição humana ao longo da
vida. Abrangendo diversas dimensões como o sexo, a identidade e os papéis de gênero, a
orientação sexual, o erotismo, o prazer, a intimidade e a reprodução. Desse modo, a
sexualidade é experiência expressa por meio de pensamentos, fantasias, desejos, crenças,
atitudes, valores, comportamentos e práticas individuais e relacionais. Muito embora possa
englobar todas essas dimensões, não necessariamente são sentidas ou manifestadas por cada
pessoa. Além disso, a sexualidade é influenciada por fatores como a biologia, o contexto
social, econômico, político, cultural, legal, histórico, religioso e espiritual de cada indivíduo
(WAS – Associação Mundial pela Saúde Sexual, 2014, p.1).
A temática dos direitos sexuais vem sendo gradualmente discutida no cenário
internacional nas últimas décadas. No entanto, ainda não foi possível a construção de um
tratado exclusivamente dedicado a essa questão. Os esforços realizados até o momento
priorizaram abordagens que associam os direitos sexuais aos direitos reprodutivos de forma
indiferenciada, sobretudo em âmbito doméstico, onde o debate é mais recente. O tratamento
vago de temas distintos acaba por não aprofundar as discussões necessárias e acarreta riscos
de comprometer a proteção adequada desses direitos.
Diante desse cenário, é fundamental enfatizar a necessidade de reconhecer e
fortalecer a categoria autônoma dos direitos sexuais, tanto no plano nacional quanto no
internacional. Essa categoria, ao abarcar diversas demandas relativas à sexualidade e
identidade de gênero sob a perspectiva dos direitos humanos, permite uma visão mais ampla e
emancipatória da sexualidade, conectada à liberdade, igualdade, privacidade, autonomia,
integridade e dignidade de todas as pessoas. A compreensão dos direitos sexuais como parte
integrante e inseparável dos direitos humanos é essencial para garantir a proteção e promoção
de uma sexualidade livre de discriminações e violências, respeitando a diversidade de
experiências e vivências.
Dessa forma, os documentos internacionais reforçam a compreensão da
sexualidade como um constructo multidimensional inserido na realidade singular de cada ser
humano.
1.1.2 Marcos Referenciais Brasileiros
No contexto nacional brasileiro, apesar de avanços significativos em pautas
relacionadas à sexualidade e identidade de gênero, o emprego da expressão "direitos sexuais"
ainda é raro e, quando utilizado, muitas vezes se confunde com os direitos reprodutivos. Os
atos normativos, leis, projetos de lei e decisões judiciais, nem sempre refletem a
complexidade e a importância dos direitos sexuais como categoria autônoma, se mostrando
imprescindível o reconhecimento de forma mais completa dos direitos sexuais e reprodutivos
tanto nos tratados internacionais e nacionais.
Os movimentos feministas e ativistas se intensificaram à medida que os tratados e
convenções internacionais iniciaram a abordagem dos temas direitos sexuais e reprodutivos
das mulheres, ressaltando a importância de garantir o acesso as informações as mulheres,
movimentos esses que contribuíram de forma significativa para que a legislação brasileira se
adequasse ao que foi proposto e exercido no exterior.
Nesse contexto, o alicerce jurídico brasileiro ecoa nos desafios e conquistas
adquiridas na implementação de políticas voltadas à autonomia corporal e proteção da vida
reprodutiva das mulheres.
O Brasil consagra o direito à saúde associado como um direito fundamental de
todos os cidadãos, tomando para si o dever de garantia do mesmo pelo Estado, um dos marcos
principais que abrangem o acesso a serviços de saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva.
A criação e desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde e a
prevenção de doenças, assegura um atendimento adequado e igualitário a todas as pessoas,
independentemente de sua origem ou condição socioeconômica, respeitando sua dignidade e
autonomia (Brasil, Art.196, Constituição Federal/1988).
A constituição federal promove a dignidade da pessoa humanas e os direitos
humanos, integrando a autonomia e a liberdade individual correlacionadas relacionadas à
sexualidade e reprodução, levando a compreensão que todos possuem direito de decidir sobre
seus corpos, o que inclui o planejamento família, e consequentemente o exercício da
maternagem.
Do mesmo modo, a igualdade entre mulheres e homens quanto ao planejamento
familiar possui fundamento jurídico assegurando direitos reconhecidos e respeitados,
cooperando para o fortalecimento da cidadania e promoção efetiva da saúde pública.
A Constituição Federal inclui no Título VII da Ordem Social:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
[...]
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade
responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado
propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada
qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
.
O conceito de direitos sexuais emerge como uma construção histórica
relativamente recente, com suas raízes fincadas nos anos 90, abrindo margem para os
movimentos feministas, ampliando a discussão sobre a sexualidade e os direitos humanos.
Após a realização das convenções internacionais, refletiu na inclusão de um avanço
significativo na compreensão de que o bem-estar sexual é fundamental para a saúde geral,
destacando a intersecção entre direitos sexuais e reprodutivos na promoção da dignidade e
autonomia das pessoas.
Os Direitos Reprodutivos são constituídos por princípios e normas de direitos
humanos que garantem o exercício individual, livre e responsável, da sexualidade e
reprodução humana. É, portanto, o direito subjetivo de toda pessoa decidir sobre o
número de filhos e os intervalos entre seus nascimentos, e ter acesso aos meios
necessários para o exercício livre de sua autonomia reprodutiva, sem sofrer
discriminação, coerção, violência ou restrição de qualquer natureza. (Ventura, 2009,
p.19)
As políticas públicas no Brasil incorporaram a saúde reprodutiva com a
promulgação da Constituição Federal de 1988, estabelecendo a saúde como um direito
fundamental e destacando a necessidade de proteção à saúde da mulher. A conferência do
Cairo em 1994 induziu o Brasil a reafirmar o compromisso com a saúde reprodutiva, visando
garantir direitos e melhorar as condições de vida da população.
A lei 9.263/1996, regula o § 7º do art. 226 da Constituição Federal, trata do
planejamento familiar e dos métodos de contracepção, em essência, essa lei estabelece
diretrizes para a política de controle da natalidade, objetivando à melhoria da saúde materno-
infantil e à garantia dos direitos reprodutivos.
No ano de 2006, os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) firmaram um
Pacto pela Saúde, o programa se dedicou a questões relacionadas à saúde sexual e
reprodutiva. Isso inclui esforços para diminuir a mortalidade infantil e materna, combater o
câncer de colo do útero e de mama, melhorar a saúde dos idosos, promovendo o bem-estar e
fortalecendo o atendimento básico. O programa mais saúde: Direito de Todos, criado em 2007
pelo Ministério da Saúde abordando entre suas iniciativas a ampliação das ações voltadas ao
planejamento familiar. Essa abordagem vai além de apenas disponibilizar métodos
contraceptivos e técnicas para a concepção, ela também inclui a oferta de informações e
suporte, sempre em um ambiente de respeito à escolha consciente e livre das pessoas (Brasil,
2013, p.9).
Os direitos sexuais englobam diversas liberdades fundamentais relacionadas à
sexualidade humana, reconhecido e consolidado através dos tratados e acordos internacionais.
Entre eles, pode-se citar o direito de viver livremente a sexualidade sem violência,
discriminação ou imposições, respeitando o corpo do parceiro. Tais direitos fundamentais são
assegurados de forma igualitária a todas as pessoas, o acesso a serviços de saúde com
qualidade e sigilo, educação sexual e reprodutiva, assim como a possibilidade de ter relações
sexuais sem a finalidade reprodutiva ou utilizando métodos contraceptivos que garantam a
prevenção de doenças (Brasil, Ministério da Saúde 2009, p.4).
A afirmação da universalidade dos direitos sexuais e reprodutivos é um passo
essencial na formulação de políticas públicas eficazes, que atendam às necessidades
diversificadas da população.
De acordo com o Ministério da Saúde os direitos reprodutivos versam sobre:
Direito das pessoas de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter
filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Direito a
informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos. Direito de exercer
a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência
(BRASIL, 2009, p.4).
Os marcos legais brasileiros referentes aos direitos sexuais e reprodutivos
representam um avanço significativo na promoção da equidade e na proteção das liberdades
individuais. Se denota um esforço contínuo para garantir a autonomia dos indivíduos em
relação ao seu corpo e suas escolhas.
Entretanto, se mostra fundamental a vigilância da sociedade civil e os mecanismos
e fiscalização do estado, reivindicando a efetivação desses direitos na prática e combatendo
retrocessos. A construção e manutenção de uma sociedade mais justa e inclusiva depende não
apenas da existência de leis, mas também da mobilização social em defesa da implementação
plena e efetiva desses direitos, assegurando que todas as pessoas possam exercê-los em um
ambiente de respeito e dignidade.
1.2 Maternidade e Maternagem
Para uma melhor compreensão a distinção entre maternidade e maternagem é um
tema fundamental para se compreender as diferentes dimensões da experiência materna e suas
implicações sociais e culturais. Não obstante os termos sejam utilizados de forma
incongruente, ambos refletem realidades distintas e necessitam de uma análise aprofundada.
Este capítulo busca compreender se o exercício da maternagem compreende o
exercício de direito sexual e reprodutivo, visando garantir que todas as mulheres tenham o
apoio necessário para exercer sua maternagem de forma plena.
A mulher abriga a capacidade intrínseca de gerar uma nova vida, juntamente com
a responsabilidade biológica inerente a esse processo. Emerge da condição fisiológica da
mulher, seguida pelo estado psicológico, que se apresenta às práticas da maternagem “as
condições necessárias para uma boa função materna com seu conceito de mãe suficientemente
boa como aquela capaz de atender as necessidades do seu bebê.” (Appolinário, 2011, p. 172).
Ainda que o termo maternagem não tenha respaldo jurídico explícito nem esteja
delineado em leis específicas, ele é frequentemente empregado no contexto e utilizado em
discussões sobre os direitos das crianças, proteção infantil e família.
Na visão de Bittencourt e Lanzetta, “Para Winnicott (1956/2000), a maternagem é
elemento fundamental para a constituição da subjetividade da criança.”, (Bittencourt e
Lanzetta, 2016, p. 5).
Dessa forma, Gradvohl, Osis, Makuch entendem que: “Enquanto a maternidade é
tradicionalmente permeada pela relação consanguínea entre mãe e filho, a maternagem é
estabelecida no vínculo afetivo do cuidado e acolhimento ao filho por uma mãe” (Gradvohl,
Osis, Makuch 2014, p.56).
Sob o mesmo ponto ainda que semelhantes seus conceitos, suas divergências
residem em suas essências, sendo importante ressaltar que ambas possuem características
arquetípicas e instintivas. Do mesmo modo, a maternagem também pode ser exercida por
outros indivíduos que atuam desempenharam o papel de cuidadoras, dentre eles pais solteiros,
avós, tios, entre outros.
A maternidade é uma experiência multifacetada que transcende os limites
biológicos, se conectando entre aspectos sociais, culturais e políticos. Se referindo ao contexto
dos direitos sexuais e reprodutivos, a maternagem aflora como um elemento central,
abordando não apenas a concepção e a gestação, mas também as dimensões emocionais,
econômicas e de saúde associadas ao maternar.
O conceito de maternagem transcende a mera biologia, englobando as diversas
formas de cuidado, nutrição e afeto que as mulheres exercem em relação aos seus filhos. No
entanto, as estruturas sociais nem sempre reconhecem e valorizam plenamente esse papel,
muitas vezes impondo estigmas e restrições que afetam a saúde e o bem-estar das mães e de
suas famílias. Neste sentido, abordar a maternagem como um direito sexual e reprodutivo é
fundamental para promover a igualdade de gênero e o respeito à diversidade familiar.
A maternagem é o cerne do cuidado e progresso das gerações seguintes, sendo um
complexo de práticas e condutas exercidas no cuidado e criação das crianças e adolescentes,
estando correlacionada à geração de um futuro melhor paras as crianças, adolescentes,
mulheres e indivíduos que são levados a exercer a maternagem.
Podemos considerar que o maternar é um aspecto vital na vida das mulheres,
abrangendo todo esse contexto de cuidado, nutrição, carinho, suporte emocional e educação,
exercício que independe do vínculo biológico. Sendo assim, se tratando de uma função
substancial para que possamos resguardar um desenvolvimento saudável das crianças e
adolescentes, e ainda mais, o futuro de uma sociedade emocionalmente saudável e integrativa.
A maternagem, para nós, diz respeito à dimensão social, porque ela é o útero da
primitiva relação do ser humano. Ela propiciará a saúde da pessoa humana e do mundo onde
habita. Conforme Winnicott e Spitz, é no estágio de maternagem que se dá a primeira relação
de um ser humano, e esta será determinante na personalidade dessa pessoa (Motta,1992, p.
58).
Nesse ponto, se identificou que este cuidado com os filhos não se limita em
certificar o suprimento das necessidades vitais da criança, e sim em uma disponibilidade
emocional por parte de quem exerce a maternagem (Gradvohl; Osis; Makuch, 2014, p. 57).
Por conseguinte, o que se verifica que os valores de maternidade e maternagem
vem sofrendo ao longo das décadas mutações significativas, as quais refletem nas mudanças
na sociedade e concepções sobre o papel das mulheres e da maternagem.
Durante a idade média, a família europeia originava decorrente de interesses
econômicos, sequer possuíam ligação com a relação afetiva entre pais e filhos, com o único
objetivo de expandir e manter seu patrimônio. Dessa forma, no passado a maternidade era
principalmente associada à reprodução e ao cuidado com os filhos, muitas vezes limitada às
tarefas domésticas e ao ambiente privado, enquanto a maternagem e o papel das mães eram
influenciados por uma série de fatores sociais, culturais e religiosos. A mulher era vista como
a única responsável pela criação e educação dos filhos, enquanto o papel do pai era
secundário nesse contexto (Gradvohl, Osis e Makuch, 2016, p.56),
“[...] atualmente, nas camadas mais pobres a maternagem é dividida com os vizinhos
da comunidade, avós, tios e filhos mais velhos.” (Almeida, 2007, p. 411 e 422).
No entanto, a prática de delegar a função da maternagem nos restou herdada pela
idade média, no qual as mulheres encarregam a maternagem a pessoas distintas
“[...] não podemos considerar que por conta disso possa ser considerada como
desvalorizada, pois, muitas vezes, deixar o cuidado do filho sob a supervisão de
terceiros é a única alternativa para que a mãe possa trabalhar e assim contribuir para
o sustento (essencial ou não) da família.” (Gradvohl, Osis e Makuch, 2016, p.60)
As abordagens contemporâneas atualmente reconhecem diversas formas de
exercer a maternagem, podendo variar de acordo com a cultura, econômicos e sociais, e
circunstâncias individuais no contexto em que essa criança está inserida.
A partir dos anos 90 do século XX, com o avanço da medicina reprodutiva
possibilitando novas formas de procriação, vem à tona a questão do parentesco
sanguíneo na maternidade e paternidade. (Pozzi, 2009). As tecnologias reprodutivas
separam a reprodução da sexualidade, rompendo com o determinismo biológico.
Além da quebra da certeza universal de que mãe seria a mulher que pariu a criança
(Freire, 2008). Com isso, há o surgimento da família artificial, com personagens que
se distinguem em mãe biológica (mãe que “empresta” o útero ou doa os óvulos)
exercendo a maternidade substitutiva (Freire, 2008) e o pai biológico (pai que doa os
espermatozoides) cumprindo a paternidade genética (Scavone, 2001). Do mesmo
modo, se estabelecem a mãe e o pai sociais, aos quais cabe exercer a atividade de
maternagem [...] Gradvohl, Osis e Makuch (2014, p. 59).
A distinção entre maternidade e maternagem se mostra fundamental para a
compreensão das inúmeras facetas da experiência materna. A maternidade é frequentemente
vinculada ao aspecto biológico e aos laços afetivos que surgem da gestação e do parto,
enquanto a maternagem abrange uma perspectiva mais ampla, que inclui os cuidados e as
relações estabelecidas durante a criação e educação dos filhos, independentemente da conexão
sanguínea.
1.2.1 Direitos correlatos à maternagem
A maternagem envolve uma série de direitos fundamentais que visam proteger e
garantir o bem-estar tanto da mãe quanto da criança. Esses direitos vertem de diversas
origens, dentre elas a legislação brasileira, as convenções internacionais de proteção dos
direitos humanos, os tratados internacionais sobre os direitos das mulheres e das crianças,
além da jurisprudência emitida pelos tribunais superiores.
O direito à saúde, se consagra na Constituição Federal, que estabeleceu a saúde
como um direito universal, assegurado a todos os cidadãos, e impõe ao Estado a
responsabilidade de promovê-la e protegê-la de forma efetiva. Esse dispositivo legal ressalta
não apenas a necessidade de acesso a serviços de saúde, mas também enfatiza a importância
de um cuidado integral, abrangendo desde os cuidados pré-natais até a assistência durante a
gestação. (Brasil, 1988, p.120).
A relação entre o direito à saúde e a proteção à maternidade, estabelecida na
Constituição Federal, reforça a noção de que a saúde integral da mulher durante a gestação é
indissociável de outros direitos sociais fundamentais.
A Constituição Federal, em seu artigo 6º, reconhece a maternidade como um
direito social, garantindo a proteção à gestante e à maternidade, sendo que estabelece os
direitos sociais fundamentais a serem garantidos aos cidadãos brasileiros. Dentre esses
direitos, encontram-se a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte,
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, assim como a
assistência aos desamparados. Essa disposição constitucional reflete o compromisso do
Estado em assegurar condições dignas de vida para todos os indivíduos, promovendo a
igualdade, a inclusão social e o bem-estar da população (Brasil, 1988, p.6).
Dessa forma, o cuidado à gestante se estende para além da assistência médica,
englobando condições sociais mais amplas que favoreçam uma maternidade segura e digna.
A Emenda Constitucional de nº 90, de 2015, reforçou a importância desses
direitos ao acrescentar a garantia de assistência social na forma da Constituição, ampliando a
proteção social e a responsabilidade do Estado perante seus cidadãos.
A proteção social prevista na Emenda Constitucional de nº 90 se estende à
promoção de políticas públicas que visam garantir a dignidade e a inclusão social,
especialmente para grupos vulneráveis. Essas iniciativas buscam não apenas a assistência
imediata, mas também a geração de oportunidades que possibilitem a autonomia e o
desenvolvimento pleno dos cidadãos, refletindo um compromisso contínuo do Estado com a
justiça social e a equidade.
Sendo assim, a Constituição federal também assegura o direito à licença-
maternidade remunerada, a fim de garantir que as mulheres possam prestar todos os cuidados
necessários nos primeiros dias de vida da criança, ou sua adaptação no seio familiar. Em seu
artigo 7º estabelece os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, com o intuito de promover
a melhoria de sua condição social. (Brasil, 1988, p.6).
A licença-maternidade, regulamentada pela Lei nº 11.770/2008, representa um
avanço significativo na proteção dos direitos das mulheres trabalhadoras, assegurando um
período de 120 dias de licença, que pode ser estendido para 180 dias em circunstâncias
específicas, sem qualquer prejuízo salarial. Essa medida é fundamental não apenas para o
bem-estar da mãe, mas também para a saúde do recém-nascido, uma vez que estudos
demonstram que a ausência de um período adequado de recuperação e adaptação pode afetar
negativamente a saúde física e emocional de ambos (Brasil, 2008, p.1).
Essa proteção legal se alinha a esforços mais amplos no campo da assistência
social, que visam garantir que todas as crianças tenham um ambiente seguro e acolhedor
desde os primeiros momentos de vida. A estabilidade proporcionada pela licença à
maternidade é, portanto, um elemento chave para a promoção de uma sociedade mais justa e
equilibrada, onde a família e a comunidade podem se fortalecer mutuamente.
Dentre esses direitos, destaca-se o Artigo 7, inciso XVIII que garante à gestante
uma licença de cento e vinte dias, assegurando que a mãe não sofra prejuízos em seu emprego
e salário durante esse período. Essa medida visa proteger a saúde da mãe e do bebê,
garantindo um tempo adequado para o pré-natal, pós-parto e cuidados iniciais com o recém-
nascido. A licença à gestante representa um avanço na legislação trabalhista ao reconhecer a
importância da maternidade e proporcionar condições favoráveis para o bem-estar da família
e o desenvolvimento saudável da criança. (Brasil, 1988, p.7).
Visando promover a saúde infantil e o bem-estar da mãe, a CLT contribui para a
construção de um ambiente laboral mais inclusivo e adequado às necessidades das
trabalhadoras.
O direito à amamentação é considerado um direito relacionado à maternagem,
previsto na CLT em seu artigo n° 396, o qual assegura o direito da mulher de amamentar seu
filho, inclusive em casos de adoção, até que a criança complete seis meses de idade. Durante a
jornada de trabalho, é garantido à mulher dois descansos especiais de meia hora cada um para
a amamentação. O parágrafo único estabelece a possibilidade de dilatação deste período em
situações em que a saúde do filho assim exigir, a critério da autoridade competente. Já em seu
§ 2º, prevê que os horários desses descansos devem ser acordados individualmente entre a
mulher e o empregador, demonstrando a preocupação com a conciliação da vida profissional e
familiar, bem como o respeito à maternidade no ambiente de trabalho (Brasil, 1943, p. 75).
A valorização da amamentação no ambiente de trabalho e a proteção dos direitos
das crianças se complementam, constituindo um esforço mais amplo para garantir uma
infância saudável e protegida. O ato de amamentar vai além da nutrição, se mostrando
essencial para o fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho, fundamental para o
desenvolvimento emocional da criança.
O artigo 4º do ECA estabelece como dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos
direitos fundamentais das crianças e adolescentes. Dentre esses direitos, se destacam a vida, a
saúde, a alimentação, a educação, o esporte, o lazer, a profissionalização, à cultura, a
dignidade, o respeito, a liberdade e à convivência familiar e comunitária. Esses dispositivos
refletem a obrigação coletiva de proteger e garantir o pleno desenvolvimento físico, mental,
moral, espiritual e social das crianças e adolescentes, promovendo um ambiente seguro,
saudável e propício para o seu crescimento integral. A ênfase na prioridade absoluta desses
direitos ressalta a importância de se assegurar a proteção e o bem-estar das futuras gerações,
visando construir uma sociedade mais justa, igualitária e comprometida com a promoção dos
direitos humanos desde a infância (Brasil, 1990, p.1)
Nesse contexto, a garantia dos direitos fundamentais previstos pelo ECA deve ser
considerada uma responsabilidade que se inicia antes do nascimento, reconhecendo a
importância do cuidado e do acolhimento durante a gestação.
A Portaria 569/2000, instituiu o Programa de Humanização no Pré-Natal e
Nascimento, no âmbito do SUS, prevendo o direito de atendimento digno, humanizado e de
qualidade na gestação, parto e puerpério e traça os princípios gerais e condições para o
adequado acompanhamento do pré-natal e para a adequada assistência ao parto (BRASIL,
2000, p.1-26).
As portarias visam minimizar intervenções invasivas e desnecessárias, o que
contribui para um ambiente mais seguro e acolhedor. Este comprometimento com a
humanização e a ética no atendimento reflete uma mudança de paradigma na assistência à
saúde, na qual as decisões são compartilhadas, respeitando a individualidade de cada mulher e
o seu papel ativo no processo de cuidado.
Enquanto a Portaria 1.067/2005 afirma que é dever dos serviços e profissionais de
saúde acolher com dignidade a mulher e o recém-nascido, enfocando-os como sujeitos de
direitos e que a atenção com qualidade e humanizada depende de rotinas com procedimentos
comprovadamente benéficos, evitando- -se intervenções desnecessárias, e do estabelecimento
de relações baseadas em princípios éticos, garantindo a privacidade, a autonomia e
compartilhando com a mulher e sua família as decisões sobre as condutas a serem adotadas.
Brasil, 2005, p.3-4).
Conhecida como a "Lei da Primeira Infância", Lei nº 13.257/2016 representou um
marco significativo na promoção dos direitos relacionados à maternagem, com o objetivo de
garantir o desenvolvimento integral da criança nos primeiros anos de vida. Ao estabelecer a
proteção e valorização da maternidade como pilares essenciais para esse desenvolvimento, a
lei ressalta a importância de políticas públicas que assegurem direitos tanto à criança quanto à
gestante. Ela enfatizou, ainda, o vínculo materno e o cuidado durante a primeira infância,
além de destacar a necessidade de proteção à saúde e ao bem-estar da mulher durante a
gestação e no pós-parto (Brasil, 2016, p.1).
Esse enfoque na humanização da assistência à saúde é reforçado pelo
reconhecimento de que a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto pode ter
um impacto significativo na experiência da mulher. A escolha de um parceiro, amigo ou
familiar não só proporciona um suporte emocional essencial, mas também ajuda a mulher a se
sentir mais segura e respeitada em um momento de vulnerabilidade.
Este direito, consagrado pela Lei nº 11.108/2005, evidencia a importância de um
ambiente acolhedor e favorável ao parto, onde a autonomia da gestante é respeitada e suas
necessidades são priorizadas. Assim, a combinação de um atendimento humanizado com a
garantia da presença de um acompanhante cria um ambiente propício para que as mulheres se
sintam empoderadas, contribuindo para um desfecho mais positivo tanto para a mãe quanto
para o recém-nascido(Brasil, 2005, p.1-6).
A Lei nº 8.080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde, trouxe importantes
avanços na garantia dos direitos das mulheres ao estabelecer a ampliação do direito de ter um
acompanhante durante os atendimentos em serviços de saúde, tanto públicos quanto privados.
Essa medida visa promover um ambiente de maior acolhimento e segurança para as pacientes,
reconhecendo a relevância do suporte emocional e físico que um acompanhante pode oferecer
durante momentos críticos, como consultas, exames e partos. Além de assegurar um direito
fundamental, essa legislação reflete uma abordagem mais humanizada na prestação de
serviços de saúde, contribuindo para o fortalecimento da autonomia das mulheres e o respeito
à sua dignidade durante a assistência médica (Brasil, 1990, p.10).
A ampliação desse direito não se limita apenas ao contexto de partos e
atendimentos emergenciais, ela se estende a uma variedade de situações que podem gerar
ansiedade e desconforto aos pacientes.
A presença de um acompanhante pode ser crucial em momentos de decisão, como
durante a comunicação de diagnósticos ou na escolha de opções de tratamento,
proporcionando um suporte que pode influenciar positivamente a experiência do usuário do
sistema de saúde.
Da mesma maneira a Lei nº 14.737, de 27 de novembro de 2023, alterou a Lei nº
8.080/90 ampliando o direito da mulher de ter acompanhante nos atendimentos realizados em
serviços de saúde públicos e privados, garantindo as mulheres o direito a uma acompanhante
em consultas, exames e procedimentos realizados nas unidades de saúde pública ou privadas.
Dessa forma, a lei não apenas reconhece a importância do cuidado materno, mas
também aponta para a urgência de políticas que sustentem esse cuidado, contribuindo
efetivamente para o fortalecimento da maternagem e o bem-estar das crianças.
Outrossim, a Portaria Nº 569 estabeleceu diretrizes fundamentais para o Programa
de Humanização no Pré-natal e Nascimento, com foco na qualidade do atendimento às
gestantes. Destaca-se, em seu Artigo 2º, o direito das gestantes ao acompanhamento pré-natal
adequado e ao conhecimento da maternidade onde ocorreu o parto, assegurando segurança e
tranquilidade (Brasil, 2000, p.1).
Nesse contexto, é possível observar que as políticas públicas voltadas à
maternidade no Brasil se complementam, proporcionando um arcabouço legal robusto que
visa garantir tanto o cuidado durante o período gestacional quanto a proteção da mulher no
ambiente de trabalho e no acesso aos benefícios sociais.
Desse modo, a Lei Nº 8.213, de 24 de Julho de 1991, que dispõe sobre os Planos
de Benefícios da Previdência Social, assegura diversos direitos correlatos à maternagem,
especialmente no que tange à proteção da mulher gestante, parturiente e àquelas que adotam
crianças. Configurando uma proteção legal relevante às mães no contexto previdenciário,
promovendo o amparo necessário à maternidade no âmbito social e laboral (Brasil, 1991, p.1).
Tal alinhamento fortalece a rede de proteção à maternidade, essencial para o
desenvolvimento saudável da mulher e da criança. Essa proteção à maternidade, presente em
diversas normativas, reforça o compromisso do Estado em garantir que as mulheres possam
exercer plenamente seus direitos, tanto no campo social quanto no trabalhista, sem serem
prejudicadas por sua condição de gestante ou mãe.
Um dos marcos na legislação trabalhista foi a Lei nº 9.029/1995, que ao proibir
práticas discriminatórias que afetam diretamente a mulher no ambiente de trabalho,
especialmente no que se refere à maternidade e à saúde reprodutiva. Assim, a legislação
contribui para a construção de um ambiente laboral mais justo, promovendo a inclusão e a
proteção das mulheres, especialmente em um contexto onde a maternidade não deve ser vista
como um obstáculo ao pleno exercício da atividade profissional.
Essa sinergia entre as normas trabalhistas e educacionais reforça o compromisso
do Estado em apoiar as mulheres e suas famílias, assegurando que a maternidade seja um
aspecto valorizado e respeitado tanto no âmbito profissional quanto no social.
A introdução de importantes avanços relacionados à educação infantil, que
impactam diretamente os direitos correlatos à maternagem. Estabelecendo assim a educação
básica gratuita para crianças a partir de 4 anos, e a obrigatoriedade a matrícula na educação
básica, garantindo acesso a um ambiente educativo e seguro, fundamental para o
desenvolvimento integral das crianças. (Brasil, 2013, p.1) Lei nº 12.796
Essa estrutura não apenas atende à necessidade de formação das crianças, mas
também apoia as mães, permitindo-lhes conciliar suas responsabilidades familiares com
atividades profissionais, refletindo um compromisso com a proteção e o desenvolvimento das
crianças, oferecendo suporte essencial à maternagem ao garantir um acesso adequado à
educação infantil de qualidade.
Em prol da conciliação entre a maternidade e o trabalho, ao garantir o
atendimento adequado às crianças em idade escolar. Sendo assim, a Lei nº 13.112, de 30 de
março de 2015 garantiu as mulheres a permissão para proceder ao registro de nascimento do
filho e garantir o acesso a documentos oficiais (Brasil, 2015, p.1-2).
A união entre maternidade e trabalho é um aspecto fundamental para o
empoderamento das mulheres, desempenhando um papel crucial nesse contexto ao assegurar
o direito das mulheres de registrarem o nascimento de seus filhos, facilitando assim o acesso a
documentos oficiais. Essa medida não apenas reconhece a importância da documentação para
o exercício pleno da maternidade, mas também se articula com a promoção da saúde materna
e infantil.
A promoção da saúde materna e infantil requer um acesso irrestrito e adequado
aos serviços de saúde durante todas as etapas da maternidade, incluindo o pré-natal, o parto e
o pós-parto. É imprescindível que a assistência à saúde ofereça um atendimento integrado e
humanizado, garantindo que as gestantes sejam tratadas com respeito e dignidade.
Além disso, a disseminação de informações e serviços relacionados à saúde da
mulher desempenha um papel crucial, pois promovem uma educação eficaz em planejamento
familiar e cuidados durante e após a gestação.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) tem como
premissa garantir o direito à saúde infantil, promovendo um cuidado que considera a
relevância da maternidade e do vínculo materno. Incluindo suporte adequado para as mães
durante a gestação, parto e pós-parto, destacando a importância do vínculo afetivo entre mãe e
filho.
Art. 2º A PNAISC tem por objetivo promover e proteger a saúde da criança e o
aleitamento materno, mediante a atenção e cuidados integrais e integrados da
gestação aos 9 (nove) anos de vida, com especial atenção à primeira infância e às
populações de maior vulnerabilidade, visando à redução da morbimortalidade e um
ambiente facilitador à vida com condições dignas de existência e pleno
desenvolvimento. (Brasil, 2015, p.1).
Essa abordagem multidimensional reforça a ideia de que a saúde da criança não
pode ser dissociada do bem-estar da mãe e da dinâmica familiar. A integração entre os
cuidados médicos, o apoio psicológico e a promoção do aleitamento materno é fundamental
para a construção de um suporte robusto, capaz de atender às necessidades específicas de cada
família, especialmente em situações de vulnerabilidade.
Sublinhando novamente a relevância do cuidado humanizado para gestantes e
mães, reconhecendo que o cuidado adequado durante a gestação e o pós-natal é crucial para a
saúde da criança e para fortalecer os laços maternos. Assim, os dispositivos da PNAISC,
tratam da saúde integral da criança e do papel essencial da mãe no processo, os aspectos
fundamentais para discutir os direitos vinculados à maternagem, garantindo não apenas
cuidados de saúde, mas também o suporte emocional e social necessário para um
desenvolvimento saudável da criança e uma maternidade plena. (Brasil, 2015, p.1-2).
A promoção de uma assistência humanizada não se restringe apenas ao cuidado
físico, mas também se estende ao fortalecimento das redes de apoio social e emocional que
envolvem a gestante e a mãe. Dessa forma, é possível vislumbrar um futuro onde todas as
mães se sintam seguras e amparadas em suas jornadas, contribuindo para o desenvolvimento
saudável de suas crianças e para a construção de uma sociedade mais equitativa.
Por fim, a criação de programas de apoio direcionados a mulheres em situação de
vulnerabilidade assegura a equidade no acesso aos serviços de saúde, permitindo que todas as
mulheres, independentemente de suas condições sociais, desfrutem dos direitos à saúde e ao
bem-estar durante sua jornada materna. Essas medidas são essenciais para a construção de um
sistema de saúde que valorize e proteja a vida das mães e de seus filhos, promovendo um
ambiente mais saudável e justo (Brasil, 2007, p.1) Lei nº 11.634, de 27 de dezembro de 2007
Essas legislações e políticas reforçam a importância da proteção dos direitos das
mães e das crianças no Brasil, promovendo um ambiente seguro e saudável para a
maternidade e à infância.
Em suma, a análise dos direitos correlatos à maternidade revela a importância de
um arcabouço jurídico robusto e integrado que visa garantir não apenas a saúde física da mãe
e da criança, mas também o bem-estar emocional e social das famílias. A legislação brasileira,
somada às convenções internacionais, demonstra um comprometimento do Estado na
promoção de condições dignas de vida, assegurando a proteção da maternidade através de
direitos como a licença-maternidade, o direito à amamentação e ao acompanhamento durante
a gestação.
Portanto, é evidente que a saúde materno-infantil é uma questão multifacetada,
que exige políticas públicas que considerem as especificidades de cada família, especialmente
em contextos de vulnerabilidade. Portanto, o fortalecimento das redes de apoio e a promoção
de uma assistência humanizada são essenciais para garantir que todas as mães e crianças
tenham acesso a um ambiente propício para o seu desenvolvimento, contribuindo para a
construção de uma sociedade.
ESCREVA UM PARAGRAFO PARA MONOGRAFIA com o seguinte tópico Maternagem
como direito sexual e reprodutivo
co SE BASENDO NO SEGUINTE:
ESCREVA UM PARAGRAFO DE CONEXÃO PARA MONOGRAFIA , que
ficará entre os seguintes:
reforçam a importância de .
1.2.2 Maternagem como direito sexual e reprodutivo
Conceito maternagem
[Link]
DINIZ, Carmen Simone Grilo; CABRAL, Cristiane da Silva. Reprodutive health and
rights, and public polices in Brazil:revisiting challenges during covid-19 pandemics.
Global Public Health, p. 1-14, 2021.
CORREA, S.; ÁVILA, M.B. Direitos Sexuais e Reprodutivos: Pauta Global e Percursos
Brasileiros. In: Berquó, E. (org.), Sexo & Vida: panorama da saúde reprodutiva no
Brasil. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003, p.17-78.
[Link]
1/[Link]
[Link]
Dir_Sau_Rep.pdf
[Link]
seminario_direitos_humanos_saude_sexual_reprodutiva_elizabeth_saar.pdf
Conceito maternagem
Importância na vida das mulheres e da sociedade
Definir direitos sexuais e reprodutivos e a relação com a maternagem.
Estrutura do Subtópico: Maternagem como Direito Sexual e
Reprodutivo
1. Introdução (30 minutos)
● Definição de Maternagem
o Explicar o conceito de maternagem e sua importância na vida das mulheres e
nas sociedades.
● Contextualização dos Direitos Sexuais e Reprodutivos
o Definir direitos sexuais e reprodutivos e a relação com a maternagem.
Leitura Sugerida:
● Diniz, D. (2009). Direitos Humanos e Saúde Reprodutiva: Uma Introdução.
2. História e Evolução do Conceito de Maternagem (50 minutos)
● Análise Histórica
o Explorar a evolução da percepção da maternagem ao longo dos anos.
● Legislação e Políticas Públicas
o Discutir leis e políticas públicas que afetam a maternagem e os direitos
reprodutivos.
Leitura Sugerida:
● Rios, M. E. (2016). Maternidade e Políticas Públicas: Uma Análise Histórica.
3. Maternagem como Direito (50 minutos)
● Fundamentação Teórica
o Discutir a maternagem sob a perspectiva dos direitos humanos, enfatizando
sua relevância.
● Garantias e Direitos das Mães
o Detalhar os direitos legais relacionados à maternagem (ex: licença-
maternidade, cuidados perinatais).
Leitura Sugerida:
● Ministério da Saúde (Brasil). (2014). Cartilha sobre Direitos Reprodutivos e
Maternagem.
4. Desafios e Barreiras (50 minutos)
● Desigualdades Sociais
o Analisar como fatores como classe social, raça e localização geográfica
impactam o acesso à maternagem.
● Estigma e Barreiras Culturais
o Discutir estigmas associados à maternidade e seus efeitos nas mulheres.
Leitura Sugerida:
● Gama, L. C. (2018). Desafios da Maternagem na Sociedade Atual: Estigma e Barreiras.
5. Maternagem e Saúde Reprodutiva (50 minutos)
● Relação entre Saúde e Maternagem
o Discutir a importância da saúde reprodutiva no contexto da maternagem.
● Programas de Apoio e Políticas de Saúde
o Analisar iniciativas que promovem a saúde reprodutiva e a maternagem.
Leitura Sugerida:
● Organização Mundial da Saúde (OMS). (2015). Saúde Sexual e Reprodutiva: Diretrizes
e Padrões.
6. Conclusão (20 minutos)
● Síntese dos Pontos Principais
o Resumir os principais pontos discutidos sobre a maternagem como um
direito.
● Reflexões Finais
o Considerar futuras direções para políticas que apoiem a maternagem e os
direitos reprodutivos.
Dicas de Ação:
● Gestão do Tempo: Defina o tempo para cada seção conforme o plano acima e utilize
um cronômetro para se manter na hora.
● Leitura Dinâmica: Ao ler, destaque trechos importantes que você possa usar em sua
escrita.
● Anotações: Faça anotações rápidas para facilitar a escrita posterior e ter referências
que possam ser citadas.
Considerações Finais:
Esse plano pode ser adaptado conforme necessário. Dependendo do seu foco e interesse
específico, você pode expandir ou reduzir cada seção. As leituras sugeridas são um ponto de
partida, e você pode encontrar outros artigos e livros que complementem esses temas.
Se precisar de mais informações ou esclarecimentos sobre algum dos tópicos, estou à
disposição!
A primeira condição de uma boa maternagem reside na capacidade de adaptação às
necessidades do filho, isto é, no prolongamento no plano psicológico, durante várias
semanas após o seu nascimento, da relação biológica intra-uterina.33
CONCLUSAO
O desenvolvimento e a atualização das políticas públicas exigem a colaboração de múltiplos
atores sociais, entre os quais se destacam movimentos sociais e organizações não
governamentais dedicadas à defesa dos direitos das mulheres. A inclusão dessas entidades
no processo de formulação e revisão das políticas é fundamental, pois elas trazem à tona as
demandas e necessidades reais das mulheres, cujas vozes muitas vezes são marginalizadas.
Essa participação ativa não apenas enriquece o debate público, mas também assegura que
as políticas criadas sejam mais robustas e adequadas às especificidades dos diferentes
contextos sociais em que as mulheres se encontram.
Além disso, a interação entre o governo e esses grupos pode facilitar a implementação de
ações mais eficazes e alinhadas com as expectativas da população. As organizações não
governamentais, por sua vez, desempenham um papel crucial na sensibilização e
mobilização da sociedade, promovendo campanhas que visam à conscientização sobre os
desafios enfrentados pelas mulheres. Dessa forma, a criação e revisão das políticas públicas
em matéria de direitos das mulheres se torna um processo mais democraticamente
legitimado, onde diferentes perspectivas e experiências são consideradas, resultando em
soluções mais efetivas e inclusivas para a promoção da equidade de gênero.
Exemplo: "O reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil é fruto de uma
longa trajetória de lutas sociais e avanços legislativos. No entanto, a plena realização
desses direitos depende de políticas públicas eficazes e da superação de barreiras
estruturais e culturais que ainda limitam o acesso a serviços de saúde reprodutiva."
Os direitos relacionados à sexualidade e à reprodução são inerentes a todos os
indivíduos, e sua proteção deve ser uma prioridade governamental. Isso envolve a adoção de
estratégias que não apenas assegurem essas liberdades, mas que também promovam a
consciência social sobre a importância do exercício responsável desses direitos.
Apesar dos avanços legislativos, o Brasil ainda enfrenta desafios na plena
implementação dos direitos sexuais e reprodutivos. Entre os principais obstáculos as
barreiras socioculturais e religiosas, que dificultam o acesso das mulheres a serviços
essenciais como o planejamento familiar, além das desigualdades regionais sem acesso
aos serviços de saúde.
A saúde sexual e reprodutiva representa uma parte integral dos direitos humanos,
sendo essencial para promover o bem-estar físico, mental e social das pessoas. Essa reflexão
se torna importante à medida que mulheres refletem sobre a relevância do exercício de sua
função reprodutiva, uma vez que coligada aos direitos sexuais e reprodutivos. Sendo que a
opção e o planejamento quando decidem ter filho, quando desejam tê-los e em que
circunstâncias, representa o reconhecimento da autonomia e da dignidade dessas mulheres.
A maternidade, em sua definição mais ampla, refere-se ao estado ou condição
de ser mãe, englobando aspectos biológicos, sociais e emocionais associados ao ato de
gerar e criar. Por outro lado, a maternagem abrange o conjunto de práticas, cuidados e
interações que não se limitam apenas à figura materna biológica, mas que envolvem tias,
avós e até mesmo pessoas que, embora não tenham relação sanguínea com a criança,
assumem o papel de cuidadoras e formadoras no processo de desenvolvimento infantil. Este
tópico se propõe a explorar essas diferenças e suas implicações nas políticas de apoio e
reconhecimento das diversas configurações familiares na sociedade contemporânea.
CAPÍTULO 1
Questão de pesquisa: O exercício da maternagem compreende o exercício de
direito sexual e reprodutivo? [Link]
Objetivo: Avaliar se o exercício da maternagem compreende o exercício de
direito sexual e reprodutivo.
TENDO EM VISTA QUE A MATERNAGEM E........
SE VERIFICA QUE A MESMA SE ENCONTRA REPALDADA.....
SENDO ASSIM.....
1 Direito sexual e Reprodutivo
1.1 Marcos referenciais internacionais
1.1.2 Referenciais brasileiras
1.2 Maternidade E Maternagem
1.2.1 Direitos correlatos à maternagem
1.2.2 Maternagem como direito sexual e reprodutivo
CONCLUSAO
CAPÍTULO 2
Questão de pesquisa: Quais são os contrastes culturais que afetam os direitos do
exercício da maternagem?
● Contrastes culturais
Objetivo: Estudar os contrastes culturais que afetam os direitos do exercício da
maternagem:
2.1 Maternagem e impactos Culturais
2.2 Diferenças no exercicio da maternagem - mães imigrantes
CAPÍTULO 3
Questão de pesquisa: Quais são os impedimentos legais que impossibilitam
mulheres de exercerem a maternagem?
Objetivo: Avaliar casos de impedimentos das mulheres exercerem livremente a
maternidade
3.1 Privação da maternagem e cuidado de adolescentes
3.2 Suspensão do poder familiar
3.3 Privação de convívio
3.4 Impactos na vida das mulheres
CONCLUSÃO FINAL:
Ao terem controle sobre sua saúde sexual e reprodutiva, as mulheres podem
planejar suas gestações de forma consciente, escolhendo o momento mais adequado para
serem mães e garantindo o bem-estar tanto delas mesmas quanto de seus filhos. Além disso, a
autonomia reprodutiva permite que as mulheres exerçam seu direito à maternidade de maneira
livre de pressões externas, promovendo uma vivência mais saudável e harmoniosa da
parentalidade. Dessa forma, ao reconhecer e garantir a autonomia das mulheres em suas
decisões reprodutivas, não apenas se fortalece a posição delas na sociedade, mas também se
contribui para a construção de deste ambiente familiar e social mais igualitário, respeitoso e
acolhedor. FONTE
O respeito por suas escolhas reprodutivas, a garantia de acesso a métodos
contraceptivos seguros e eficazes, bem como o apoio à maternidade e no processo de
maternagem consciente e saudável, permite que as mulheres vivenciem sua sexualidade de
forma plena, livre de violência, discriminações e imposições, garantindo o respeito pelo
corpo, pela intimidade e pela dignidade. O alinhamento entre o raciocínio das mulheres sobre
sua função reprodutiva e os direitos sexuais e reprodutivos promove a igualdade de gênero, o
empoderamento feminino e o acesso a informações, serviços de saúde e educação sexual de
qualidade. FONTE
Ao terem controle sobre sua saúde sexual e reprodutiva, as mulheres podem
planejar suas gestações de forma consciente, escolhendo o momento mais adequado para
serem mães e garantindo o bem-estar tanto delas mesmas quanto de seus filhos. Além disso, a
autonomia reprodutiva permite que as mulheres exerçam seu direito à maternidade de maneira
livre de pressões externas, promovendo uma vivência mais saudável e harmoniosa da
parentalidade. Dessa forma, ao reconhecer e garantir a autonomia das mulheres em suas
decisões reprodutivas, não apenas se fortalece a posição delas na sociedade, mas também se
contribui para a construção de deste ambiente familiar e social mais igualitário, respeitoso e
acolhedor. FONTE
− REFERÊNCIAS
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Promotion. Journal of Sex Research, v. 50, n. 3-4, p. 367-391, 2013.
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HERDT, Gilbert; HOWE, Cymene (ed.). 21st Century Sexualities: Contemporary
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− WORLD ASSOCIATION FOR SEXOLOGY (WAS). Declaração Dos Direitos
Sexuais. Valencia:World Association For Sexology. Mar.2014. Disponível em:
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Mulher – 1995. Acesso em [Link].2023. Disponível
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gestantes e recém-nascidos a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto,
puerpério e período neonatal são direitos inalienáveis da cidadania; Considerando a
necessidade de ampliar os esforços no sentido de reduzir as altas taxas de morbi-mortalidade
materna, perinatal e neonatal registradas no país; Considerando a necessidade de adotar
medidas destinadas a assegurar a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do
acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério e da assistência neonatal;
Considerando a necessidade de complementar as medidas já adotadas pelo Ministério da
Saúde no sentido de aprimorar a assistência à saúde da gestante, como a implantação das
redes de assistência à gestação de alto risco, o incremento do custeio e a realização de
investimentos nas unidades hospitalares integrantes destas redes ;Considerando a necessidade
de prosseguir na política de estimular o aprimoramento do sistema de assistência à saúde da
gestante, integrando e regulando o atendimento à gestação e ao parto nos níveis ambulatorial
básico e especializado, o acompanhamento pré-natal, o atendimento pré e inter-hospitalar, o
atendimento hospitalar e ainda o controle de leitos obstétricos, como forma de garantir a
integralidade assistencial; Considerando a necessidade de adotar medidas que possibilitem o
avanço da organização e regulação do sistema de assistência à gestação e ao parto,
estabelecendo ações que integrem todos os níveis desta assistência, definindo mecanismos de
regulação e criando os fluxos de referência e contra-referência que garantam o adequado
atendimento à gestante, ao parto e ao recém-nascido;Considerando a necessidade de estimular
o processo de regulação da assistência obstétrica e neonatal baseado na implantação de
Centrais de Regulação Obstétrica e Neonatal nos níveis estadual, regional e municipal, como
um instrumento ordenador e orientador da atenção à saúde da gestante e do recém-nascido,
com o princípio fundamental de incrementar o desenvolvimento da capacidade do poder
público de gerir o sistema e de responder, de forma rápida, qualificada e integrada, às
demandas de saúde oriundas deste grupo populacional específico, em seus diferentes níveis e
etapas do processo assistencial, resolve. Brasília, DF: Ministro de Estado da Saúde,2000.
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