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Glossário de Prática Baseada em Evidências

O documento apresenta um glossário com 85 termos essenciais relacionados à Prática Baseada em Evidências (PBE), que é uma abordagem de atendimento médico fundamentada em pesquisa clínica de alta qualidade. Os termos são organizados por prioridade e importância, abordando conceitos como desfechos, fatores prognósticos, tipos de estudos e bases de dados relevantes. O material é direcionado a profissionais de saúde que desejam aprimorar sua compreensão e aplicação da PBE em suas práticas.

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Glossário de Prática Baseada em Evidências

O documento apresenta um glossário com 85 termos essenciais relacionados à Prática Baseada em Evidências (PBE), que é uma abordagem de atendimento médico fundamentada em pesquisa clínica de alta qualidade. Os termos são organizados por prioridade e importância, abordando conceitos como desfechos, fatores prognósticos, tipos de estudos e bases de dados relevantes. O material é direcionado a profissionais de saúde que desejam aprimorar sua compreensão e aplicação da PBE em suas práticas.

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PBE

SCO DE VIÉS COCHRAN


ACS ENSAIO CONTROLA REFERÊNCIA
INDISPENSÁVEL

LEATORIZADO REVISÃO
PARA QUALQUER
PROFISSIONAL
DE SAÚDE

STEMÁTICA METANÁLIS

85
GUIDELINES COORTE
3ª edição

GLOSSÁRIO
ROGNÓSTICO FATOR DE
DAESPECIFICIDADE
RISCO PBE
ELINE FOLLOW
85 termos da Prática UP ANÁL
OR INTENÇÃO DE TRATA
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Baseada em Evidências que
você precisa conhecer
GAMENTO SPIN REGISTR
DE ENSAIOS CLÍNICOS
AUSABILIDADE BIOLÓGI
LO DE ALOCAÇÃO FATOR
PACTO PLACEBO ESTUD
1
BOAS-VINDAS!

Prática Baseada em Evidências é uma abordagem de atendimento de pacientes


que se utiliza de pesquisa clínica de alta qualidade nas tomadas de decisão.
Clínicos que usam PBE em sua plenitude conseguem selecionar melhor cursos
de aperfeiçoamento e trazer melhores resultados para seus pacientes!

Quando você começa a estudar PBE, se depara com termos específicos e que
podem gerar dúvidas. Por isso, compilei, neste material, os 85 principais termos
mais usados nos conteúdos sobre Prática Baseada em Evidências.

Organizei os termos por ordem de prioridade e importância. Se você quiser


buscar algum termo específico, basta teclar Ctrl+F (ou Command+F, no Mac) e
encontrar a palavra desejada no decorrer das páginas deste glossário.

Aproveite o conteúdo!

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www.leocostapbe.com.br

2
GLOSSÁRIO DA PBE
TERMOS GERAIS

1. Prática Baseada em Evidências (PBE): PBE é a tomada de decisão consciente


que é baseada não somente em evidência, mas também nas características e
preferências do paciente. PBE deve levar em conta que o cuidado de pacientes
é individual e envolve várias incertezas. Os componentes da PBE são a melhor
evidência científica disponível, as características e preferências dos pacientes
e a expertise do profissional. Esses componentes são indissociáveis. Clínicos
que não conseguem utilizar os três pilares da PBE de forma simultânea não
conseguem, de fato, realizar um atendimento baseado em evidências.

2. Desfecho: É um sinal, sintoma ou marcador que é coletado durante um estudo,


traduzindo assim o resultado do mesmo. Por exemplo, se um estudo analisa os
efeitos de um determinado tratamento na intensidade da dor, a intensidade da
dor é o desfecho do estudo.

3. Desfecho primário: É o principal desfecho do estudo. Esse desfecho é


selecionado pelo autor do estudo previamente e, teoricamente, deveria ser o

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desfecho mais importante para pacientes com aquela condição. Por exemplo,
num ensaio clínico em que se quer determinar a eficácia de um tratamento para
câncer, o desfecho primário mais óbvio seria mensurar o índice de mortalidade
nos grupos de tratamento. Afinal, pacientes, ao receberem o diagnóstico de
câncer, usualmente, temem por perderem suas vidas.

4. Desfecho secundário: São desfechos considerados menos importantes


que o primário, mas que fazem parte do contexto geral da doença. Desfechos
como qualidade de vida em pacientes com câncer, por exemplo, tendem a ser
considerados secundários.

5. Mudança de desfecho: É o quanto o desfecho varia entre o início e o final do


tratamento (mudança intragrupo ou intrassujeito). Por exemplo, se um paciente
iniciou o tratamento com uma dor de intensidade nove (medido numa escala de

3
zero a dez) e, após o tratamento, está com uma dor de intensidade três, pode-se
dizer que o paciente obteve uma melhora nesse desfecho de seis pontos.

6. Colaboração Cochrane: A colaboração Cochrane conta com mais de 37 mil


voluntários, de mais de 130 países ao redor do mundo, dedicados a realizarem
revisões sistemáticas com metodologia Cochrane para apresentação da melhor
evidência científica disponível em todo o mundo, com o objetivo de ajudar a tomada
de decisão nas diversas áreas da saúde. As revisões Cochrane trazem informação
de alta qualidade aos profissionais de saúde, pacientes, cuidadores, pesquisadores,
financiadores e gestores de políticas de saúde. O site da Colaboração Cochrane é
https://www.cochrane.org

7. Fator prognóstico: São fatores que influenciam o curso clínico e a evolução


de uma determinada doença, tanto para melhor quanto para pior. Os fatores
prognósticos estão associados a mudanças clínicas, independente do tratamento.

8. Fator de risco: São fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência de


uma determinada doença ou lesão.

9. Sensibilidade: É a capacidade de um teste em identificar corretamente


pacientes que têm uma determinada doença.

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10. Especificidade: É a capacidade de um teste em identificar corretamente
pessoas sem uma determinada doença.

11. Acurácia diagnóstica: É a capacidade de um teste diagnóstico em detectar


corretamente pacientes com uma determinada doença e descartar doenças em
pessoas que não têm essa mesma doença. Em outras palavras, são testes com
altos níveis de sensibilidade e especificidade.

12. Baseline (linha de base): É a primeira medida realizada num estudo longitudinal
(como estudos de coorte e ensaios controlados).

13. Follow-up (reavaliações): São as medidas realizadas após a linha de base


(baseline) em estudos longitudinais (como estudos de coorte e ensaios controlados).

4
14. Prevalência: É o total de casos existentes numa determinada população.
Ou seja, a prevalência mede a proporção de pessoas em uma população que
estão acometidas pela doença em um determinado momento.

15. Incidência: É o total de novos casos que surgem numa determinada


população. Ou seja, a incidência refere-se ao número de novos casos que
ocorrem em uma população de indivíduos em risco durante um determinado
período de tempo.

16. Índice H: É uma métrica para medir a performance de um pesquisador em


influenciar outras pesquisas. Similar ao fator de impacto, o índice H também
usa de citações. O índice H é altamente influenciado pela idade do pesquisador
e por autocitação. É uma métrica importante, mas que também deve ser vista
com cautela.

17. Sham ou placebo: São intervenções inertes (incapazes de gerar algum


efeito) e indistinguíveis (impossível de saber se são inertes pelos pacientes)
que são comumente usadas como grupo controle em ensaios controlados
aleatorizados. Se a mudança de desfecho dos pacientes do grupo experimental
for parecida com a mudança de desfecho dos pacientes num grupo placebo/sham,
cientificamente, dizemos que o tratamento oferecido no grupo experimental é

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ineficaz.

18. Plausibilidade biológica: Refere-se ao possível mecanismo de ação de um


determinado tratamento. Há tratamentos que possuem plausibilidade biológica
clara, mas quando testados, se mostram ineficazes e vice-versa.

19. Validade externa: Refere-se a quanto os resultados de um determinado


estudo são transferíveis para sua realidade clínica. Trata-se dos participantes do
estudo, assim como as pessoas que estão atendendo esses pacientes. Leitores
devem tentar entender, com muito cuidado, quais são as características dos 6
pacientes que participaram do estudo para saber se os mesmos se parecem
com os seus próprios pacientes. Da mesma forma, leitores devem se aprofundar
em saber o nível de treinamento e experiência do profissional que participou do
estudo e comparar essas características com ele mesmo. Assim, você vai saber

5
o quanto de validade externa um determinado estudo possui em relação a sua
prática clínica.

20. Paper: Seria artigo científico, em inglês. Essa palavra é comumente utilizada
aqui no Brasil, na língua inglesa.

21. Journal: Seria revista científica, em inglês. Ex: British Medical Journal ou
Physical Therapy Journal.

ASPECTOS ÉTICOS EM PESQUISA

22. Registro de ensaios clínicos: Um dos maiores problemas em pesquisa é


a ocultação de resultados negativos. Para isso, a convenção de Helsinki (que é
a constituição mundial dos comitês de ética em pesquisa) passou a exigir que
autores de todos os ensaios clínicos devem deixar seus projetos registrados
publicamente em plataformas de acesso livre. Esse registro deve ser feito antes
do início do recrutamento dos pacientes. Assim, os editores de revista, antes de
publicarem os resultados dos estudos, poderão comparar o projeto com o artigo
final, evitando o relato seletivo de desfechos. Todos os registros do mundo são
unificados pela Organização Mundial de Saúde neste link: https://www.who.
int/ictrp/en/

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23. Comitê de ética em pesquisa: São comitês que julgam se os direitos
fundamentais e a segurança dos participantes de uma pesquisa estão protegidos.
Há comitês de ética específicos para seres humanos e para animais, ambos com
regras distintas. A regra de ouro de um comitê de ética é que todos os estudos
devem ser aprovados por esses comitês antes do início da condução dos
estudos. É importante salientar que comitês de ética não se propõem a julgar
se o estudo é bem delineado ou não, mas sim garantir a segurança e privacidade
dos sujeitos de pesquisa. Estudos não aprovados por comitês de ética não
podem ser publicados em revistas científicas.

6
BASES DE DADOS

24. PEDro: Essa sigla significa Physiotherapy Evidence Database. A PEDro é


uma base de dados de evidências em fisioterapia com mais de 45 mil ensaios
controlados aleatorizados, revisões sistemáticas e diretrizes de prática clínica
em fisioterapia. Para cada ensaio clínico, revisão ou diretriz de prática clínica, a
PEDro apresenta os detalhes de citação, o resumo e o link para texto completo
(quando possível). Todos os ensaios clínicos indexados na PEDro são avaliados
independentemente para fins de classificação de qualidade. Esses critérios de
qualidade são utilizados para guiar usuários a rapidamente identificar ensaios
clínicos que são mais possíveis de conter informações para guiar a prática clínica.
O site da PEDro é https://www.pedro.org.au

25. Biblioteca Cochrane: Atualmente, mais de 9 mil revisões sistemáticas


Cochrane já foram publicadas na Biblioteca Cochrane (http://www.
cochranelibrary.com/). Essa biblioteca também possui a maior base de dados
de ensaios clínicos publicados, conhecida como CENTRAL. A busca nessa
base pelos revisores é de fundamental importância para obtenção dos ensaios
controlados aleatorizados que serão incluídos nas revisões sistemáticas.

26. SciELO: A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca

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eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos
brasileiros. O site da Scielo é http://www.scielo.br

27. LILACS: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. O


site da LILACS é https://lilacs.bvsalud.org

28. PubMed: É uma base de dados em literatura médica internacional com


mais de 30 milhões de artigos científicos. Todo o conteúdo da base MEDLINE
é indexado gratuitamente na PubMed. O site da PubMed é https://www.ncbi.
nlm.nih.gov/pubmed/

29. MESH (Medical Subject Headings): São termos-chave de busca usados na


base de dados PubMed que auxiliam as pessoas em buscas nessa base. Via de
regra, a PubMed automaticamente busca por sinônimos desse termo MESH

7
para que clínicos não tenham que digitar múltiplos termos de busca, facilitando
o trabalho ao selecionar artigos para leitura. O link para esses termos está aqui:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/mesh

30. BIREME: É a biblioteca virtual em saúde latino-americana. A BIREME


engloba uma série de bases de dados em português e espanhol. Você pode
visitar o site da BIREME no link: https://bvsalud.org

31. DeCS: São os Descritores em Ciências da Saúde da BIREME. O DeCS é


uma tradução e ampliação do MESH e ajuda as pessoas a fazerem buscas em
português, espanhol, francês e português. Eles servem como termos-chave
para facilitar buscas na base de dados BIREME, assim como outras bases em
língua portuguesa e espanhola, como a LILACS e SCIELO, por exemplo.

DESENHOS DE ESTUDO

32. Pesquisa clínica: São tipos de pesquisa que são realizadas em ambientes
clínicos, com pacientes reais e que coletam desfechos relevantes para pacientes.

33. Estudo observacional: São tipos de estudo em que o pesquisador não

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manipula nenhuma variável, ele simplesmente as observa. Estudos de coorte,
estudos transversais e estudos de caso e controle são exemplos de estudos
observacionais.

34. Estudo experimental: São tipos de estudo em que o pesquisador manipula


variáveis para testar os efeitos de uma determinada intervenção. Ensaios
controlados aleatorizados são exemplos clássicos de estudos experimentais.

35. Ensaio controlado aleatorizado: É um tipo de experimento científico que


tem como objetivo mensurar o efeito de uma determinada intervenção num
ou mais desfechos específicos. Os pacientes são divididos aleatoriamente em
dois ou mais grupos e posteriormente são comparados entre si. A intervenção
de interesse é denominada como grupo experimental e o grupo comparador
é denominado grupo controle (que pode ser um grupo sem intervenção, um

8
tratamento placebo ou mesmo outro tipo de tratamento). Um ensaio controlado
aleatorizado com baixo risco de viés é considerado o padrão ouro para se
determinar a eficácia de uma determinada intervenção.

36. Ensaio controlado quasi-aleatorizado: É um ensaio controlado (com 2 ou


mais grupos) em que a divisão entre os grupos não ocorreu de forma aleatória.

37. Ensaio pragmático: Os ensaios controlados aleatorizados pragmáticos


são estudos em que os pacientes de, pelo menos, um dos grupos recebe um
tratamento individualizado e, às vezes, multimodal a ponto de refletir exatamente
tratamentos que são utilizados no “mundo real”, refletindo pragmaticamente a
prática clínica usual.

38. Série de casos: É um tipo de estudo que se propõe a medir a mudança


de desfechos em um conjunto de pacientes que receberam uma determinada
intervenção. Esse desenho de estudo se caracteriza por não ter grupo controle,
portanto, é impossível saber com esse desenho de estudo se o paciente mudou
de desfecho devido ao prognóstico ou devido à intervenção.

39. Estudo de caso único: É um tipo de estudo que se propõe a descrever um


caso clínico, desde a avaliação até o desfecho final. Esses estudos podem ser

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muito úteis em casos de doenças raras ou apresentações clínicas muito atípicas.

40. Pesquisa qualitativa: É uma abordagem fundamental de pesquisa que


estuda aspectos subjetivos de fenômenos sociais e do comportamento humano.
É a melhor forma de se entender sobre experiências de pacientes sobre o
cuidado recebido.

41. Estudos de coorte: São estudos longitudinais que acompanham um grupo


de pessoas por um determinado período de tempo. Esse desenho de estudo é
excelente para se determinar o prognóstico de uma determinada condição de
saúde. A palavra coorte (cohort, em inglês) significa “grupo de pessoas”.

42. Estudos transversais: É um desenho de estudo em que as variáveis são


coletadas em um ponto único do tempo.

9
43. Estudos de caso e controle: São estudos que comparam pessoas doentes
(casos) com pessoas normais (controles).

44. Ensaio controlado fase I: Trata-se de um pequeno ensaio clínico em que o


objetivo é determinar a melhor dose de um determinado tratamento focado na
segurança do paciente.

45. Ensaio controlado fase II: Trata-se de uma evolução da fase I. Agora que já se
sabe da dose mais segura, resta saber se é eficaz. O número de sujeitos também é
pequeno.

46. Ensaio controlado fase III: Sabendo que a dose é segura (testada na fase I) e
eficaz (testada na fase II), precisa-se determinar se o tratamento é definitivamente
eficaz e seguro numa grande amostra. Para medicamentos serem aprovados por
agências reguladoras, como a ANVISA (do Brasil) ou FDA (dos Estados Unidos), por
exemplo, é necessário que o mesmo passe por ensaios de fases I, II e III.

47. Ensaio de fase IV: Notem que não tem a palavra controlado no termo. Esse
estudo também é conhecido como “vigilância” (ex: vigilância farmacológica). Esse tipo
de estudo acontece após a realização do ensaio controlado de fase III e aprovação
de uma agência reguladora. Por exemplo, um estudo de fase IV vai monitorar os

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pacientes que estão fazendo uso de um novo fármaco recém-aprovado por uma
agência reguladora. A ideia desse tipo de estudo é detectar possíveis efeitos
adversos que não foram captados no estudo de fase 3. Da mesma forma, esse
estudo vai mensurar a efetividade, que é a mensuração da estimativa de efeito no
mundo real.

48. Revisão sistemática: É um método científico que reúne todos os estudos


relevantes sobre uma determinada pergunta de pesquisa.

49. Revisão narrativa: Como o próprio nome diz, é uma revisão que não possui
métodos próprios de execução. Os autores escolhem as referências à revelia e
escrevem um texto sumarizando um determinado tema. Não há garantias de que
toda a evidência sobre o tema foi utilizada (viés de seleção), o que pode enviesar as
conclusões da mesma.

10
50. Revisão de escopo (scoping review): Trata-se de um tipo de revisão que se
propõe a sumarizar o “estado da arte” de um determinado tema. Ao contrário de uma
revisão sistemática que se propõe a focar em uma pergunta específica de pesquisa,
a revisão de escopo é muito mais ampla. A revisão de escopo inclui diferentes
delineamentos de estudo, fato que também a difere de uma revisão sistemática.

51. Diretrizes de prática clínica (Guidelines): São recomendações em como


diagnosticar e tratar uma condição de saúde. São sumários de conhecimento que
levam em consideração os benefícios e riscos de procedimentos diagnósticos e
tratamentos. Os guidelines são construídos para populações específicas e, portanto,
as conclusões dos guidelines de um determinado país podem ser substancialmente
diferentes de guidelines de outro país.

ITENS RELACIONADOS A VIÉS EM PESQUISA

52. Risco de viés: É uma medida que determina o quanto um artigo é


metodologicamente confiável. Artigos com alto risco de viés possuem baixa
credibilidade. Artigos com baixo risco de viés possuem alta credibilidade. Importante
notar que artigos com alto risco de viés tendem a apresentar estimativas irreais e
entusiasmadas nos resultados e devem ser interpretados com muita cautela. Os

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principais sinônimos de risco de viés são: qualidade metodológica e validade interna.

53. Qualidade metodológica: É um sinônimo de risco de viés ou de validade interna


de um determinado estudo.

54. Qualidade da evidência: Esse termo está sendo adaptado para a “Certeza
da Evidência”. Esse termo só pode ser utilizado em revisões sistemáticas. As
comparações analisadas na revisão serão classificadas quanto ao nível de certeza
da evidência em “alta”, “moderada”, “baixa” ou “muito baixa”. Quanto maior o nível
de certeza, maior a confiança dos autores de que novos estudos não irão alterar os
resultados daquela comparação. Há muita confusão entre “qualidade da evidência/
certeza da evidência” e risco de viés. O risco de viés é apenas um de cinco critérios
utilizados para estimar a qualidade da evidência. Para maiores detalhes, visite o site
GRADE no https://training.cochrane.org/grade-approach

11
55. Viés de confirmação: É a tendência em buscar, interpretar ou priorizar
informações de um modo que confirmem minhas crenças ou hipóteses.

56. Análise por intenção de tratar: É um tipo de abordagem utilizada em ensaios


controlados aleatorizados em que todos os sujeitos do estudo são analisados nos
grupos em que foram previamente alocados, independente se eles aderiram (ou
não) aos tratamentos propostos.

57. Cegamento: Cegar é não permitir que as pessoas envolvidas num ensaio
controlado aleatorizado (pacientes, terapeutas ou avaliadores de desfecho) saibam
qual tratamento foi oferecido.

58. Sigilo de alocação: A pessoa que determina a elegibilidade de um paciente


para um ensaio clínico, no momento em que ela define a elegibilidade, não tem
conhecimento em que grupo esse paciente será alocado. A técnica de randomização
com envelopes consecutivamente numerados, selados e opacos é um dos tipos de
técnica que garantem o sigilo de alocação.

REDAÇÃO CIENTÍFICA

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59. Spin: É o exagero das conclusões de um artigo pelos seus autores. A interpretação
dos resultados não reflete os dados apresentados no próprio artigo.

60. Qualidade de redação dos artigos: Para assegurar a transparência de artigos


científicos, algumas regras são sugeridas para que a redação seja simples, clara e
realista. Para maiores detalhes, visite o site http://www.equator-network.org

61. CONSORT statement: A sigla CONSORT significa “Consolidated Standards


of Reporting Trials” (em português seria Padrões Consolidados para a Redação de
Ensaios Clínicos). A CONSORT é um guia para pesquisadores sobre como redigir
ensaios clínicos para que todos os detalhes metodológicos sejam devidamente
reportados para que clínicos possam julgar se o estudo é bom ou não. A CONSORT
não é uma escala de risco de viés e não deveria ser usada para esse propósito. Para
maiores detalhes, visite: http://www.consort-statement.org

12
62. PRISMA statement: A sigla PRISMA significa “Preferred Reporting Items for
Systematic Reviews and Meta-Analysis” (em português seria Itens Preferenciais
de Revisões Sistemáticas e Metanálises para serem Reportados). A PRISMA
é um guia para pesquisadores sobre como redigir revisões sistemáticas para
que todos os detalhes metodológicos sejam devidamente reportados para que
clínicos possam julgar se a revisão é boa ou não. Apesar de não ser uma escala de
qualidade metodológica, os itens da PRISMA auxiliam muito os clínicos a fazerem
uma leitura crítica de revisões. Para maiores detalhes, visite: http://www.prisma-
statement.org

63. STROBE statement: A sigla STROBE significa “Strengthening the Reporting


of Observational Studies in Epidemiology” (em português seria Otimizando a
Redação de Estudos Observacionais em Epidemiologia). A STROBE é um guia
para pesquisadores redigirem estudos observacionais em epidemiologia (estudos
transversais, coortes longitudinais e estudos de caso e controle) para facilitar
a compreensão dos mesmos por clínicos. Para maiores detalhes, visite: https://
www.strobe-statement.org

REVISTAS CIENTÍFICAS

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64. Revisão por pares: O processo de revisão por pares significa que o artigo
passou por um processo de revisão por pessoas qualificadas, independentes
e livres de conflitos de interesse. Os revisores podem pedir ajustes, aceitar ou
rejeitar o artigo durante o processo de revisão por pares. Apesar de imperfeita, a
revisão por pares é a melhor forma de qualificar um artigo para a publicação final
em uma revista científica.

65. Revistas indexadas por pares: São revistas científicas que possuem um
corpo editorial e que todos os artigos são revisados por revisores independentes.
Os artigos só são publicados se os mesmos forem considerados aceitáveis pelos
revisores e pelos membros do corpo editorial.

66. Revistas predatórias: São revistas que parecem ser científicas, mas não
são. O único propósito dessas revistas é publicar para arrecadar dinheiro de

13
pesquisadores mal informados (ou mal intencionados). Elas são caracterizadas
por: 1) revisarem extremamente rápido (na verdade, não revisam); 2) cobrarem
uma taxa de publicação muito abaixo dos preços de mercado; 3) terem uma
política forte de atração de artigos através de e-mails e convites “sedutores”; 4)
apresentam uma falsa lista de editores para passar a impressão de seriedade; 5)
apresentam fatores de impacto falsos. Clínicos não deveriam ler nada publicado
em revistas predatórias e pesquisadores não deveriam publicar nesses
veículos de comunicação. Pessoas sem treinamento têm extrema dificuldade
em identificar uma revista predatória. Há um excelente site que tenta rastrear
revistas predatórias e que pode ser visitado neste link: https://predatoryjournals.
com

67. Pre-print: É uma modalidade de artigo científico que está exposto num site,
mas que ainda não foi revisado por pares. A ideia do pre-print é dar visibilidade
ao artigo da forma mais rápida possível para a população. Portanto, a população
deveria ler pre-prints cientes de que aquele artigo não foi revisado quando
comparado com um artigo que está publicado em uma revista científica. Os
pre-prints também são utilizados por pesquisadores para receber feedback da
comunidade científica aberta para fazer ajustes antes da submissão para uma
revista científica.

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68. Epub (electronic publication) ahead of print: É um artigo científico que
foi recentemente aceito para publicação, mas que ainda não foi devidamente
diagramado e alocado num fascículo definitivo. O conteúdo desse artigo já é
definitivo e o mesmo já passou por revisão por pares. A ideia do Epub ahead of
print é dar visibilidade de artigos aceitos para publicação o quanto antes para
auxiliar a disseminação da ciência.

69. Pre-proof: São as provas gráficas do artigo. Às vezes, o artigo, antes de sair
em epub ahead of print, é publicado numa versão de pre-proof. O conteúdo
em si é o mesmo que foi aprovado na revisão por pares, mas ainda pode sofrer
pequenos ajustes de gramática, formatação, nomes dos autores, etc. Em
essência, é muito parecido com o epub ahead of print, mas ainda pode sofrer
discretas modificações. As pre-proofs são sempre apresentadas de forma não
diagramada.

14
70. Retraction: Artigos após a publicação podem ser removidos (retracted). Há
diversas razões para que um artigo seja removido após o aceite. Por exemplo, os
autores podem descobrir após a publicação que fizeram uma análise incorreta
dos dados e, pelo bem da ciência, pedem ao editor para remover o próprio
artigo. Infelizmente, a maior parte das remoções se dá por problemas graves,
como falsificação de dados, plágio severo, ausência de aprovação de comitê de
ética, críticas graves da comunidade científica, entre outros. Há um excelente
blog sobre retraction que vale a pena seguir: https://retractionwatch.com

71. Fator de impacto: As principais revistas científicas do mundo são submetidas


a uma métrica chamada fator de impacto. Esse fator de impacto é basicamente
uma métrica que se refere às citações dos artigos daquela revista em outros
artigos. Quanto maior o volume de citações recebidas num determinado
período de tempo, dividido pelo número de artigos publicados, maior será o
fator de impacto. É injusto comparar métricas de fatores de impacto de revistas
de áreas diferentes. Por exemplo, revistas de cardiologia tendem a ter maiores
fatores de impacto do que revistas de ortopedia, por exemplo. A razão disso é
que há muito mais artigos publicados (e pesquisadores) em cardiologia do que
em ortopedia. Sendo assim, apesar de importante, é necessário cuidado para
não fazer comparações diretas de fatores de impacto de diferentes áreas do
conhecimento.

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72. Qualis periódicos CAPES: O Qualis é um sistema de classificação e pontuação
de revistas científicas que a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior) utiliza para mensurar a performance de programas
de mestrado e doutorado no Brasil. Ao contrário do que muitos dizem, o Qualis
não é um ranking de qualidade de revistas científicas e não deveria ser utilizado
por clínicos (e mesmo pesquisadores) para definir se uma revista científica tem
boa qualidade ou não. Há um excelente artigo sobre os dez pontos que você
deveria saber sobre o Qualis e que está neste link: http://ojs.rbpg.capes.gov.br/
index.php/rbpg/article/view/947/pdf

15
TERMOS ESTATÍSTICOS

73. Estimativa de efeito: É qualquer estimativa que demonstre se um tratamento


foi melhor que o grupo controle (ou seja, trata-se da diferença entre grupos num
ensaio controlado aleatorizado). Geralmente, essa estimativa é expressa em
diferenças absolutas ou relativas entre grupos ou através de testes baseados em
razões entre os grupos (ex: odds ratios).

74. Confiabilidade: É a capacidade de um teste, ao ser repetido, de oferecer os


mesmos resultados se os pacientes se mantiverem estáveis dentro do mesmo
período de tempo. Exemplo: se uma pessoa de 70 quilos sobe numa balança num
intervalo de dez segundos, e a balança apresenta 70 quilos nas duas medidas, essa
balança é considerada confiável.

75. Análise univariada: É um tipo de análise estatística que verifica a associação


entre uma variável e outra. Na maioria dos casos, esse tipo de análise verifica o
quanto uma determinada variável influencia a variável de interesse. Por exemplo,
um pesquisador pode utilizar uma análise univariada para verificar a influência da
idade na mortalidade de pessoas infectadas por um determinado vírus.

76. Análise multivariada: É um tipo de análise estatística que verifica a associação

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de um conjunto de variáveis e a variável de interesse. O mundo é multifatorial, e
muitas doenças/lesões são influenciadas por um conjunto de fatores. A análise
multivariada permite que o pesquisador construa um modelo envolvendo muitas
variáveis ao mesmo tempo para determinar a influência desse conjunto de
variáveis no desfecho de interesse. Por exemplo, um pesquisador pode utilizar
uma análise multivariada para verificar a influência da idade, gênero, raça, diabetes
e hipertensão na mortalidade de pessoas infectadas por um determinado vírus.

77. Regressão para a média: Em estatística, a regressão à média é o fenômeno que


se apresenta quando uma variável extrema aparece na sua primeira medição, ela
tenderá a ser mais próxima da média em sua segunda medição e, paradoxalmente,
se é extrema na sua segunda medição, ela tenderá a ter sido mais próxima da média
em sua primeira. A regressão à média define que em qualquer série de eventos
aleatórios, há uma grande probabilidade de um acontecimento extraordinário

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ser seguido, em virtude puramente do acaso, por um acontecimento mais
corriqueiro.

78. MCID (Minimal Clinically Important Difference): É o efeito mínimo


observado que possa ser considerado clinicamente importante para os
pacientes.

79. Metanálise: É um método estatístico para combinar dados em uma revisão


sistemática.

80. Análise de subgrupos: Trata-se de uma análise estatística, geralmente


utilizada em ensaios clínicos de fase 3 que procuram determinar se alguma
subclassificação dos pacientes pode determinar um melhor benefício do
tratamento proposto em relação ao grupo controle. Por exemplo, um estudo
analisando uma vacina observa que o seu efeito é maior em jovens, se
comparados com idosos. Assim, o subgrupo “idade” passa a ser relevante para
a utilização dessa vacina. A análise de subgrupos exige um grande contingente
amostral, assim como necessita que uma série de premissas da análise principal
seja aceita. Infelizmente, a maioria das análises de subgrupos não atende a esses
dois critérios.

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81. Valor-p: “P” é uma abreviação da palavra probabilidade. Na estatística
clássica, o valor-p (também chamado de nível descritivo ou probabilidade de
significância), é a probabilidade de se obter uma estatística de teste igual ou
mais extrema que aquela observada em uma amostra, sob a hipótese nula. Por
exemplo, em testes de hipótese, pode-se rejeitar a hipótese nula a 5% caso o
valor-p seja menor que 5%. Assim, uma outra interpretação para o valor-p é
que esse é o menor nível de significância com que se rejeitaria a hipótese nula.
Em termos gerais, um valor-p pequeno significa que a probabilidade de se obter
um valor da estatística de teste como o observado é muito improvável, levando
assim à rejeição da hipótese nula. Importante dizer que o tamanho do valor-p
não tem qualquer relação com o tamanho de efeito.

82. Hipótese nula: Partindo de um pensamento cético, o pesquisador sempre


deveria “apostar” que o experimento não irá funcionar. Por exemplo, num ensaio

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clínico, comparando um medicamento com um placebo, a hipótese nula seria
que os efeitos do medicamento seriam similares aos de um placebo.

83. Hipótese alternativa: Seria o oposto da hipótese nula. Ou seja, o pesquisador


detectou algum fenômeno. Seguindo o exemplo acima, se os efeitos do
medicamento A foram maiores que o placebo, então, o pesquisador rejeitaria a
hipótese nula e aceitaria a hipótese alternativa. Ou seja, o tratamento funciona.
Após a confirmação da hipótese alternativa, o pesquisador e o clínico devem
observar se o tamanho de efeito é clinicamente relevante.

83. Hipótese alternativa: Seria o oposto da hipótese nula. Ou seja, o pesquisador


detectou algum fenômeno. Seguindo o exemplo acima, se os efeitos do
medicamento A foram maiores que o placebo, então o pesquisador rejeitaria a
hipótese nula e aceitaria a hipótese alternativa. Ou seja, o tratamento funciona.
Após a confirmação da hipótese alternativa, o pesquisador e o clínico devem
observar se o tamanho de efeito é clinicamente relevante.

84. Erro do tipo 1: Todo teste estatístico tem uma probabilidade de erro.
Isso acontece porque testamos amostras e não populações. O erro do tipo 1
é conhecido como falso positivo, ou seja, o estudo detectou uma diferença,
mas, no mundo real, essa diferença não existe. Esse erro do tipo 1 tem duas

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causas clássicas: 1) Multiplicidade excessiva de testes estatísticos, e 2) Viés
metodológico excessivo que provoca aumento do tamanho de efeito. Quanto mais
análises forem realizadas, maiores as chances de um achado estatisticamente
significante ao acaso (e falso). Estudos de má qualidade, classicamente, exageram
os tamanhos de efeito.

85. Erro do tipo 2: O erro do tipo 2 é o falso negativo, ou seja, o estudo não
detectou uma diferença, mas, no mundo real, essa diferença existe. A causa
clássica do erro do tipo 2 é um tamanho amostral pequeno. A única correção
para os erros do tipo 2 seria recrutar mais sujeitos para o estudo.

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