Ayrton Lenno S.
Oliveira numa Tentativa de Fazer a Transcrição da Final da T-82
1- Você está no ambulatório de Neurologia com o professor Alexandre e recebe os seguintes pacientes:
Caso 1: Homem, 55 anos, obeso (IMC 34), com história de dor lombar crônica há 6 meses, que
recentemente se tornou incapacitante. A dor é descrita como "queimação" e irradia para a região glútea
direita, face posterior da coxa e panturrilha, chegando ao calcanhar. Relata piora ao sentar por longos
períodos e ao levantar pesos. Refere fraqueza progressiva ao subir escadas e quedas frequentes devido à
instabilidade. Nega febre, perda de peso ou alterações urinárias/intestinais. Exame Físico:
Neurológico: Força muscular 4/5 na flexão plantar do pé direito, reflexo aquileu ausente à direita,
hipoestesia na face lateral do pé direito. Manobras: Positiva à elevação da perna estendida à direita (aos
30°), negativa à contralateral. Outros: Palpação da coluna lombar sem pontos dolorosos específicos.
Exames Complementares: Ressonância Magnética (RM) Lombar: Estenose foraminal em L5-S1 à direita
com compressão da raiz S1.
Caso 2: Mulher, 42 anos, office worker, relata dor lombar súbita há 2 semanas após carregar caixas
pesadas. A dor é aguda, "em facada", e irradia para a face lateral da coxa esquerda e dorso do pé,
associada a formigamento. Piora com tosse, espirro e ao flexionar o tronco. Refere dificuldade para
caminhar devido à dor. Nega sintomas sistêmicos. Exame Físico: Neurológico: Força 4/5 na dorsiflexão
do pé esquerdo, reflexo patelar normal, hipoestesia no dorso do pé esquerdo. Manobras: Positiva à
elevação da perna estendida à esquerda (aos 45°), com reprodução da dor radicular. Outros: Espasmo
muscular paravertebral lombar. Exames Complementares: RM Lombar: Hérnia discal extrusa em L4-L5 à
esquerda, comprimindo a raiz L5.
a) Quais os diagnósticos etiológicos dos pacientes:
1-
2-
b) Quais manobras semiológicas devem ser pesquisadas nos pacientes:
1-
2-
c) Corresponda qual exame de imagem é indicativo dos pacientes:
1-
2-
d) Escreva um esquema terapêutico para cada paciente:
1-
2-
e) Caso os pacientes tenham indicação de neurocirurgia, qual o nome das técnicas cirúrgicas dos pacientes:
1-
2-
f) Cite um diagnóstico diferencial para cada caso:
1-
2-
Caso 1: Um homem de 68 anos, hipertenso e diabético,chega no Hospital de Trauma, sendo encontrado
pela manhã, pela sua esposa com fraqueza súbita no braço e perna direita, além de dificuldade para falar.
A esposa afirma que ele estava normal na noite anterior. Ao exame: NIHSS=14, hemiparesia direita (braço
> perna), desvio do olhar conjugado para a esquerda, afasia global e reflexos vivos à direita.
Caso 2: Um fazendeiro de 55 anos, tabagista, chegou no Hospital com apresentação de fraqueza súbita
na perna direita durante trabalho rural, sem alterações no braço ou face. Não soube precisar o tempo de
início. Ao exame: NIHSS=6, hemiparesia esquerda (perna > braço), reflexos profundos aumentados
à direita e Babinski positivo à direita.
a) Quais os diagnósticos dos pacientes:
1-
2-
b)Quais sinais você utilizou para o diagnóstico de cada paciente e qual a provável artéria acometida em cada um
deles e por qual motivo:
1-
2-
-
c)Foi então realizado um exame de imagem em cada paciente, respectivamente dos pacientes 1 e 2:
Qual o achado das sequência dos exames de imagem? Qual o significado clínico isolado? E qual o significado dos
achados combinados? Dos Pacientes:
1-
2-
d) Qual dos pacientes está indicado trombólise química? E como deverá ser realizada? E qual paciente está indicado
trombólise mecânica, bem como como deverá ser realizada?
1-
2-
e) Qual esquema profilático vc indica para cada paciente?
1-
2-
Caso 1: Um homem de 32 anos, previamente saudável, foi levado ao pronto-socorro após perder abruptamente a
consciência no trabalho. Testemunhas relataram que ele caiu ao chão, gritou brevemente, apresentou rigidez em
todo o corpo por cerca de 20 segundos, seguida de abalos rítmicos generalizados por quase 1 minuto, com liberação
urinária e mordedura lateral da língua. Após o episódio, permaneceu confuso e sonolento por cerca de 30 minutos.
Caso 2: Um homem de 40 anos, hipertenso, relata episódios recorrentes de formigamento e abalos musculares no
pé esquerdo, que progridem de forma ascendente pela perna até a coxa, com preservação da consciência durante
os episódios. Em um dos episódios, foi observado um padrão estereotipado na marcha, com progressiva elevação
do pé e perna esquerdos, de forma ritmada, enquanto tentava caminhar.
Caso 3: Uma menina de 7 anos foi trazida pela professora após episódios em sala de aula em que a criança
subitamente parava de falar, ficava com o olhar fixo por cerca de 10 segundos, sem cair nem responder aos
estímulos, retornando à atividade imediatamente após. A professora relata que isso acontece várias vezes ao dia e
que os pais achavam que era “distração”.
a) Quais os diagnósticos dos pacientes:
1-
2-
3-
b) Qual o provável local do cérebro acometido por cada paciente:
1-
2-
3-
c) Como se chama o distúrbio de marcha apresentado pelo paciente 2?
d) É necessário algum exame complementar para cada paciente? Se sim, qual? E como irá apresentar esse exame?
1-
2-
3-
e) Qual o tratamento profilático para cada paciente (com medicação, posologia, intervalo e tempo de uso):
1-
2-
3-
Caso 4: Mulher de 26 anos, casada, magra (IMC 18), portadora de diabetes mellitus tipo 1 desde os 8 anos, em uso
de insulina NPH (20 UI pela manhã e 10 UI à noite) e insulina regular (6 UI antes das refeições). Há dois anos foi
diagnosticada com hipertireoidismo por doença de Graves, em uso de metimazol 10 mg, 2x ao dia. Relata episódios
recorrentes de cefaleia unilateral, pulsátil, de forte intensidade, que se inicia 1 a 2 dias antes da menstruação, dura
até 24 horas e é agravada por esforço físico. A dor é acompanhada de náusea, fotofobia e fonofobia, e
frequentemente precedida por escotomas cintilantes e turvação visual, com duração de cerca de 20 minutos. Esses
episódios ocorrem com frequência mensal, em relação direta ao ciclo menstrual. Faz uso de desogestrel 75 mcg
(Cerazette®), anticoncepcional oral à base de progesterona, há um ano. Não utiliza nenhuma medicação para
profilaxia das crises de dor de cabeça.
a) Qual o diagnóstico (neurológico) da paciente?
b) Qual o principal diagnóstico diferencial do caso?
c) Você aconselha alguma mudança farmacológica para a paciente? Se sim, por qual motivo?
d) Você aconselha que a paciente faça algum exame? Se sim, o que será analisado?
e) Qual o tratamento abortivo e profilático mais indicado para a paciente?
-
-
Ayrton Lenno S. Oliveira (Fazendo o trabalho que os monitores não fazem e tentando salvar todo mundo).
Como foi a Final da T-83
1- Paciente de 45 anos, sexo masculino, chega ao serviço de emergência com história de início súbito de assimetria
facial há 12 horas, associada a dificuldade para fechar o olho direito e desvio da boca para o lado esquerdo. Refere
ainda hiperacusia no ouvido direito. Não há outros déficits motores ou sensitivos. Ao exame, apresenta desvio da
comissura labial para a esquerda, incapacidade de franzir a testa e fechar completamente o olho direito. O restante do
exame neurológico é normal.
a) Marque qual das alternativas corresponde ao Paciente
(A) (B)
b) Qual o Diagnóstico Etiológico mais provável? E qual o segmento neuronal acometido?
c) Qual o Diagnóstico Topográfico da Lesão?
d) Qual a Principal Etiologia da Lesão nesse caso?
e) Há indicação de Trombólise? Como deve ser realizada?
2-O Sr. Carlos, 68 anos, pedreiro aposentado com hipertensão e diabetes em tratamento, fazia uso diário de AAS 100
mg para prevenção cardiovascular. Numa manhã comum, enquanto consertava a cerca do quintal há exatas 6 horas,
seu martelo escorregou da mão esquerda que subitamente ficou fraca - "como se não fosse mais minha". Ao tentar
chamar seu neto, as palavras saíam truncadas e lentas, embora compreendesse perfeitamente tudo ao redor. Sua
esposa, percebendo que ele arrastava a perna direita e que o lado esquerdo do rosto parecia "caído", trouxe-o
imediatamente ao hospital. No exame, apresentava força 2/5 no hemicorpo esquerdo, desvio conjugado do olhar
para a direita e afasia motora (NIHSS=12), com a boca desviando-se para a direita ao tentar sorrir. Enquanto
aguardava os exames, tentava em vão perguntar sobre seu neto, sua mão direita apertando nervosamente o braço
da maca enquanto a esquerda permanecia flácida - um contraste que deixava clara a urgência da situação.
Foi realizado um exame de imagem que evidenciou:
a) Calcule o ASPECTS e cite as regiões afetadas
b) Qual o nome do distúrbio de fala do paciente e qual o local acometido?
c) Qual a Conduta Imediata?
d) Qual a conduta pós-alta hospitalar?
e) Qual o fator que mais preocupa com o uso do AAS?
3- Paciente masculino, 62 anos, ex-tabagista (40 anos-maço), procura atendimento médico queixando-se
de dor lombar intensa (EVA 8/10) há dois meses, com características progressivas, piora noturna e sem
alívio com repouso. Relata perda ponderal de 8 kg no período e episódios recentes de hematúria indolor.
Ao exame, apresenta dor à palpação de vértebras lombares (L2-L4), sem déficits neurológicos focais, porém
com significativa limitação funcional. Exames complementares revelam lesão osteolítica em L3 com
comprometimento do canal vertebral e presença de massa em órgão pélvico.
Foi feita um exame de RNM que identificou:
a) Qual a sequência da RNM?
b) Qual a principal hipótese diagnóstica considerando o caso clínico?
c) Qual etiologia da metástase?
d) Qual o exame mais adequado para identificar a origem primária da neoplasia?
e) Descreva um esquema analgésico em para este paciente (inclua medicamentos, posologias e intervalos)
4- Para cada paciente abaixo, responda o que se pede:
Paciente 1: João, 16 anos, estudante, chega à consulta acompanhado dos pais. Relata que há 1 ano apresenta
"choques" nos braços, principalmente ao acordar, fazendo com que derrube objetos como escova de dentes e
celular. Nos últimos 6 meses, passou a ter também crises generalizadas, com queda ao chão, contrações musculares
e perda de consciência por 1-2 minutos, seguidas de confusão. Os pais notam que as crises pioram após noites mal
dormidas ou consumo de álcool em festas. Negativa para outros sintomas neurológicos. História familiar: tio
materno com epilepsia na adolescência. Exame Físico/Neurológico: Geral: eutrófico, normohidratado. Neurológico:
reflexos normais, força 5/5, sensitivo preservado Sem déficits cognitivos ou sinais meníngeos
Paciente 2: Maria, 35 anos, professora, relata crises epilépticas desde os 12 anos. Descreve aura característica:
"sensação de déjà vu seguida de medo intenso", depois fica com olhar fixo, faz movimentos automáticos de
mastigação e manipulação de objetos por 1-2 minutos. Após a crise, fica confusa por 15-30 minutos. Frequência: 2-
3 crises/mês. Refere problemas de memória recente. História de convulsões febris complexas na infância. Exame
Físico/Neurológico: Leve dificuldade na evocação de palavras Memória recente prejudicada no Mini-Exame do
Estado Mental Restante do exame neurológico normal
Paciente 3: Carlos, 42 anos, motorista de caminhão, fumante (1 maço/dia há 20 anos), relata crises de dor "como
uma facada" atrás do olho direito há 3 semanas. A dor é tão intensa que já o fez bater a cabeça na parede. Dura 45-
90 minutos, ocorrendo 2-3 vezes ao dia, sempre no mesmo horário (22h e 2h da manhã). Associado a olho vermelho,
lacrimejamento e nariz entupido do lado direito. Já teve três períodos similares nos últimos 2 anos, cada um
durando 6-8 semanas. Exame Físico/Neurológico: Agitado durante a consulta devido à dor Ptose palpebral discreta
direita Pupilas isocóricas, fotoreagentes, Restante do exame neurológico normal.
Paciente 4: Ana, 50 anos, secretária, relata cefaleia há 20 anos, que piorou progressivamente. Atualmente tem dor
18 dias/mês, pulsátil, unilateral (alternando os lados), intensidade 6-8/10, com náuseas e necessidade de ficar no
escuro. Já usou vários analgésicos sem melhora. Negativo para outros sintomas neurológicos. Trouxe USG Renal
que indicava múltiplos cálculos renais bilaterais. Exame Físico/Neurológico: Peso: 85kg (IMC 28) Pressão arterial:
138/85 mmHg, Exame neurológico normal, Dor à palpação de trajeto do nervo occipital.
a) Quais os diagnósticos dos pacientes:
1-
2-
3-
4-
b) Cite dois exames complementares para cada paciente:
1-
2-
3-
4-
c) Escreva um tratamento farmacológico para cada paciente:
1-
2-
3-
4-
d) O Topiramato é contraindicado para qual paciente? E por qual o motivo? Cite outro motivo de contraindicação:
e) Cite os efeitos colaterais das medicações que você prescreveu para os pacientes:
1-
2-
3-
4-
5- Observe os casos e resolva o que se pede:
Caso A: Paciente de 25 anos, previamente saudável, chega ao PS com cefaleia holocraniana intensa há 24h, febre
alta (39,8°C), vômitos e piora progressiva do estado mental. Ao exame, apresenta prostração importante, fotofobia
intensa e rigidez de nuca.
Caso B: Mulher de 55 anos, hipertensa, desenvolve abruptamente a "pior dor de cabeça da vida" durante atividade
sexual, associada a náuseas, vômitos e progressiva sonolência. Exame mostra paciente sonolenta mas responsiva,
com discreta paresia no membro superior direito.
a) Quais os diagnósticos etiológicos dos pacientes?
A-
B-
b) Um enfermeiro, entregou para você os seguintes exames:
Exame 1: Líquor revela aspecto turvo, 1.500 leucócitos/mm³ (90% neutrófilos), proteínas 280 mg/dL, glicorraquia
25 mg/dL e cocos Gram-negativos no exame direto. Hemograma mostra leucocitose com desvio à esquerda
(22.000/mm³) e plaquetopenia (85.000/mm³).
Exame 2: Líquor mostra aspecto hemorrágico, pressão elevada (30 cmH₂O), 50.000 hemácias/mm³ uniformes em
todos os tubos, 500 leucócitos/mm³ (80% neutrófilos), proteínas 180 mg/dL e glicorraquia normal (55 mg/dL), com
Gram e cultura negativos.
Exame 3:
Indique quais exames pertencem a cada paciente
A-
B-
c) Cite duas manobras neurológicas que poderiam ajudar no diagnóstico de cada paciente:
A-
B-
d) Quais escalas foram utilizadas por cada paciente e qual o resultado?
A-
B-
e) Descreva o tratamento detalhado de cada paciente:
A-
B-
f) Cite duas complicações que podem surgir em cada paciente
A-
B-
g) Depois, um maluco chegou para Alexandre e mencionou que um dos pacientes tinha uma cultura de
Streptococcus pneumoniae e prescreveu Meropenem 2g IV 8/8h por 10 a 14 dias e ainda prescreveu Cilostazol
para ambos os pacientes. Você quando viu ele falando essas baboseiras quase teve uma Síncope Cardiogênica
misturada com Vasoespasmo Coronário e decidiu o então corrigir, aponte quais foram os 5 erros do maluco:
1-
2-
3-
4-
5-
6- Analise os dois casos e depois responda o que se pede abaixo:
Caso 1: Mulher de 65 anos, diabética tipo 2 em uso de metformina 850mg 2x/dia + gliclazida 60mg 2x/dia, é trazida
ao PS por familiares devido a episódios recorrentes de tremores generalizados, sudorese fria e confusão mental,
que melhoram temporariamente após ingestão de alimentos. No momento do exame, encontra-se pálida, ansiosa
e desorientada, com abertura ocular a estímulos verbais fortes com frases curtas e incoerentes (Confusa). Ao
estímulo doloroso, retira o membro de forma proposital. Exames Imediatos: Glicemia capilar: 40 mg/dL Pupilas:
isocóricas e fotoreagentes.
Caso 2: Homem de 70 anos, em tratamento paliativo para câncer de pâncreas metastático, faz uso de oxicodona
20mg de 8/8h para controle de dor. Encontrado em casa com respiração superficial (FR: 6 rpm) e extremamente
sonolento, reagindo apenas a estímulos dolorosos profundos, sem resposta e com extensão anormal dos membros
superiores (postura de decorticação). Apresenta pupilas puntiformes. Exames Imediatos: SpO2: 85% em ar
ambiente PA: 100/60 mmHg
a) Calcule a Escala de Coma de Glasgow para cada paciente:
A-
B-
b) Quais os diagnósticos Etiológicos dos pacientes:
A-
B-
c) Quais exames são essenciais para os pacientes o:
A-
B-
d) Prescreva um esquema de Tratamento para cada paciente
A-
B-
e) Cite duas complicações agudas possíveis para cada paciente:
A-
B-
Ayrton Lenno S. Oliveira
Como foram as Finais da T-84 e T-85 (Xand repetiu as provas, ao meu ver fez pequenas alterações)
1- Sobre os Casos Clínicos abaixo, responda o que se pede:
Paciente A: Maria, 32 anos, obesa, relata crises recorrentes de dor de cabeça pulsátil e unilateral, que pioram com
atividades físicas rotineiras. A dor é acompanhada por náuseas, fotofobia e fonofobia, além de ser precedida por
um aura visual caracterizada por escotomas cintilantes em zigue-zague, que duram cerca de 20 minutos antes do
início da cefaleia. As crises ocorrem 2 a 3 vezes por mês e são incapacitantes, obrigando-a a repousar em um
quarto escuro. Não há história de trauma ou outros sintomas neurológicos associados.
Paciente B: João, 30 anos, branco, chega ao pronto-socorro com uma dor intensa e latejante atrás do olho direito,
associada a lacrimejamento, rinorreia ipsilateral e vermelhidão ocular. A dor é descrita como "insuportável", com
duração de cerca de 45 minutos, ocorrendo em surtos diários há uma semana, sempre no mesmo horário (por
volta das 2h da manhã). Ele relata agitação durante as crises, diferentemente de pacientes com enxaqueca, que
preferem ficar imóveis. Não há aura ou náuseas associadas.
Paciente C: Dona Marta, 70 anos, negra, apresenta queixa de dor facial intensa, em choque, localizada na região
mandibular direita, desencadeada por mastigação, toque no rosto ou exposição ao vento frio. A dor é paroxística,
durando segundos a minutos, mas recorrente várias vezes ao dia. Ela relata áreas de hiperestesia na face e evita
comer ou escovar os dentes por medo de desencadear a dor. Não há déficits motores ou sensitivos associados.
Diagnóstico Qual o Tratamento Qual o Tratamento Quais Exames de
em crise: Profilático Imagem podem ser
realizados:
Paciente A
Paciente B
Paciente C
2- Carlos, 50 anos, pedreiro, tabagista (30 maços/ano), hipertenso, relata dor lombar insidiosa há 4 meses, em
aperto, localizada em L5-S1, inicialmente mecânica mas que progrediu para dor contínua (EVA 7-9), com rigidez
matinal e piora noturna. Refratário a dipirona 500mg 6/6h e nimesulida 50mg 12/12h. Nas últimas 2 semanas,
desenvolveu retenção urinária (jato fraco, esforço miccional) e hematúria macroscópica. Ao exame: dor à
palpação de L5, sinal do sino positivo, bexiga palpável. Toque retal: próstata aumentada, endurecida,
assimétrica. RM de coluna lombar com contraste realizada.
a) Qual a sequência da RM? (Compare com a da T-83)
b) Qual o achado da RM?
c)Qual a provável etiologia?
d) Qual a conduta do paciente? ( Com dose, intervalo e tempo de uso):
e) Cite 3 diagnósticos diferenciais:
1-
2-
3-
3- Dona Maria, 48 anos, professora do ensino fundamental, chega ao Pronto-Socorro acompanhada pelo marido,
visivelmente assustado. Ele relata que, enquanto preparava o almoço, ela deixou cair repentinamente uma panela
que segurava com a mão direita, queixando-se de 'formigamento' e fraqueza no braço e perna direitos. Ao tentar
falar, suas palavras saíram arrastadas e incompreensíveis, embora parecesse entender tudo o que lhe era dito. O
marido observou ainda que o lado direito do rosto parecia 'caído'. Preocupado, ele a trouxe imediatamente ao
hospital. Dona Maria é hipertensa e toma losartana 50 mg/dia, mas admite que esquece de tomar o remédio
'quando a pressão está boa'. Não fuma, mas tem histórico familiar de derrame cerebral (mãe falecida por AVC aos
68 anos). Há 6 horas do início dos sintomas, ao exame neurológico, apresenta:
Hipostenia (força 3/5) e hemi-hipoestesia à direita;
Reflexos profundos vivos (++/+++) no lado afetado, com sinal de Babinski positivo à direita;
Afasia motora (fala não fluente, com esforço para articular palavras simples, mas preservação da compreensão);
Desvio do olhar conjugado para a esquerda (olha 'para a lesão').
NIHSS = 12
Foi realizado uma TC para Dona Maria
a) Qual o território vascular acometido?
b) Qual a alteração apontada pela seta? E o que indica o sinal?
c) Qual a conduta imediata?
d) Cite três exames complementares para avaliar a etiologia:
1-
2-
3-
e) Faça a Prescrição para prevenção de novos eventos:
Perguntas Extras: E se a janela de tempo fosse de 4,5h de início dos sintomas, teria indicação de trombólise
química? Se sim, como faz?
Cite 10 contraindicações de trombólise química (Para aprender logo de vez essa porra)
1-
2-
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-
4- João V., 22 anos, estudante universitário, é levado ao pronto-socorro por seus pais após apresentar uma crise
epiléptica prolongada. Segundo os familiares, o episódio teve início há cerca de 10 minutos e ainda não cessou. No
atendimento, o paciente já foi colocado sob monitorização contínua, está com acesso venoso prévio e em
oxigenoterapia suplementar por cateter nasal. Os pais relatam que João é epiléptico desde os 16 anos, quando
começou a ter episódios episódicos de sensação intensa de epigastralgia, acompanhada de um desconforto
inespecífico no peito, seguido por episódios de déjà-vu e alucinações olfatórias — frequentemente descreve
cheiro de “enxofre queimado” antes de perder o contato com o ambiente. Após esses sintomas, desenvolve
movimentos automáticos com as mãos e mastigatórios, seguidos de confusão mental por alguns minutos. Apesar
de estar em acompanhamento neurológico irregular, não faz uso contínuo de medicação antiepiléptica. Os pais
relatam que nos últimos meses as crises têm sido mais frequentes, mas nunca com essa duração prolongada. Ao
exame, João está em estado pós-ictal, sonolento, com sinais vitais estáveis e sem sinais de trauma ou lesões
evidentes. Não há lateralização motora evidente no momento.
a) Qual a sua conduta? (Pergunta extra – e se não tiver acesso venoso, o que será feito?)
Resposta da Pergunta Extra:
b) Supondo que sua conduta não surtiu efeito, o que fazer em seguida? (Pergunta Extra – E se mesmo assim não
surtir efeito, o que faz?)
Resposta da Pergunta Extra:
c) Qual o diagnóstico do caso de base?
d) Cite dois exames que são necessários fazer para o diagnóstico e o que se espera encontrar?
1-
2-
e) Tratamento profilático está indicado? Se sim, qual? (Lembre sempre de nas provas de Alexandre colocar dose,
intervalo de tempo de uso e duração) – (Pergunta-Extra: Se você colocou alguma medicação, quais efeitos colaterais?)
(Resposta da Pergunta Extra):
Perguntas Extras – Lembre-se sempre que status epiléptico tem que sempre, antes de tudo, fazer estabilização
clínica (Checar Via áerea, Oxigenação, PA, FC e Glicemia capilar. Se o paciente chegar em vc com SPO2 87%, PA de
195 x 110 mmHg, FC de 160 bpm e Glicemia 49 mg/dl, o que você iria fazer?
-
-
5- Sobres os dois casos abaixo, responda o que se pede:
Paciente X: 47 anos, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro após início súbito de cefaleia intensa
enquanto tomava banho, descrita como "a pior dor da vida". Relata irradiação para a nuca, náuseas, fotofobia e
dois episódios de vômitos. Ao chegar ao serviço, refere dor holocraniana de forte intensidade. Está consciente,
orientado, mas com nítido desconforto. Ao exame físico, apresenta rigidez de nuca e fotofobia, sem sinais
neurológicos focais. Nega febre. A tomografia de crânio sem contraste não evidenciou sangramento, mas devido à
alta suspeita clínica de hemorragia subaracnóidea, foi realizada punção lombar.
Paciente Y: 26 anos, previamente saudável, procura atendimento após três dias de cefaleia de moderada
intensidade, acompanhada de febre, calafrios, mialgias e sonolência progressiva. Evoluiu com náuseas, vômitos e
dificuldade de concentração. Ao exame físico, apresenta febre de 39,2°C, rigidez de nuca, sinais de Brudzinski e
Kernig positivos, sem sinais localizatórios neurológicos. O exame de fundo de olho foi normal, e foi realizada
punção lombar para análise de líquor.
Um enfermeiro aparece com esses dois exames de LCR:
Líquor A: Líquor B:
Aspecto: Turvo Líquor do paciente X (Líquor sugestivo de HSA):
Pressão de abertura: Elevada (>25 cmH₂O) Aspecto: Xantocrômico (amarelado)
Hemácias: 15/mm³ (mínimas, não sugestivas de contaminação Pressão de abertura: Elevada (>25 cmH₂O)
traumática)
Leucócitos: 1.200 células/mm³ Hemácias: 15.000/mm³ (presentes nas três amostras, sem redução
progressiva)
Neutrófilos: 70%
Leucócitos: 20 células/mm³
Linfócitos: 25% o Neutrófilos: 10%
Monócitos: 5% o Linfócitos: 60%
Proteína: 250 mg/dL (↑↑) o Monócitos: 30%
Glicose: 18 mg/dL (↓↓) – com glicemia periférica de 100 mg/dL → Proteína: 120 mg/dL (↑)
relação LCR/sangue < 0,2 (muito sugestivo de infecção bacteriana)
Glicose: 60 mg/dL (normal – comparada a uma glicemia periférica de
90 mg/dL)
a) Quais os diagnósticos dos pacientes:
X-
Y-
b) Qual Líquor corresponde a cada paciente?
c) Faça a prescrição de dois itens essenciais do paciente X:
d) Faça a prescrição de dois itens essenciais do paciente Y:
e) Cite duas complicações que podem ser encontradas nos pacientes:
X-
Y-
OBS: Alexandre não ministrou aula de Tremor Essencial (Quem ministrou para a T-84 e T-85 foi Andrew, ele meio
que não concordava com a forma que Graça ensinava o assunto dela e convenceu ela a ministrar essa aula, também
ele tinha uma especialização ou era um doutorado nessa parte de distúrbios do movimento). Sendo assim, vou
colocar outro assunto nessa questão:
6- João P., 29 anos, previamente saudável, é trazido ao pronto-socorro por familiares devido à piora progressiva
de fraqueza em membros nos últimos 5 dias, com início em membros inferiores e evolução ascendente. Refere-se
também parestesias nos pés e mãos. Há 10 dias, teve episódio autolimitado de diarreia. Nas últimas 12 horas,
evoluiu com sonolência, dificuldade respiratória e incapacidade de se comunicar adequadamente. Ao exame
neurológico, apresenta fraqueza flácida simétrica em todos os membros (força grau 2), arreflexia global, pupilas
isocóricas e fotorreagentes, sem sinais de irritação meníngea. Está com rebaixamento do nível de consciência,
sem necessidade de estímulo doloroso para abrir os olhos, mas emite sons incompreensíveis e apresenta resposta
motora à dor com flexão anormal dos membros superiores. Está em monitorização contínua e oxigenoterapia com
máscara de reservatório, com saturação de 94% e FC de 102 bpm. Foi realizada punção lombar, com líquor
apresentando: aspecto claro, 3 células/mm³, proteína de 150 mg/dL e glicose de 68 mg/dL (glicemia capilar 95
mg/dL). Eletroneuromiografia solicitada mostra sinais de desmielinização extensa em raízes e nervos periféricos.
a) Qual o diagnóstico mais provável?
b) Qual o achado clássico do líquor e como ele é chamado?
c) Qual o provável agente infeccioso associado ao início do quadro?
d) Qual o valor do Glasgow do paciente, e como ele se distribui nas três respostas?
e) Cite dois exames que auxiliam no diagnóstico além do líquor.
1-
2-
f) Qual conduta terapêutica específica está indicada neste paciente?
g) Diante do quadro clínico atual, qual medida imediata deve ser considerada?
h) O paciente precisa de isolamento ou antibióticoterapia empírica? Justifique.
i) Cite duas complicações neurológicas graves relacionadas à condição apresentada.
1-
2-
j) Como evolui, geralmente, o prognóstico dos pacientes com essa condição com tratamento adequado?
Questões-Extra:
Sobre os casos, a seguir, responda o que se pede:
Paciente 1 – João M., 72 anos, hipertenso e diabético, deu entrada no pronto-socorro após sofrer uma queda
súbita enquanto caminhava com a esposa. Segundo ela, ele não referiu sintomas prodrômicos antes do episódio e
caiu repentinamente, batendo a cabeça. Ficou inconsciente por cerca de 15 segundos e recuperou-se sem
confusão ou sonolência. Já apresentou dois episódios semelhantes nos últimos meses. Ao exame, bradicardia (FC
34 bpm) e PA 118/78 mmHg. Foi feito um ECG no paciente, que teve como resultado:
Paciente 2 – Vera L., 67 anos, com histórico de hipertensão, relata episódio de tontura súbita ao levantar da cama
pela manhã, seguido por escurecimento visual e queda ao solo. Refere sensação semelhante nos últimos dias,
sempre ao se levantar. Faz uso recente de diurético. Exame físico com PA de 128/80 mmHg em decúbito e 98/68
mmHg em ortostatismo, com taquicardia compensatória (FC 96 → 112 bpm).
Paciente 3 – Felipe A., 24 anos, saudável, perdeu a consciência enquanto aguardava em pé numa sala de espera
lotada. Referiu calor intenso, náuseas, sudorese e escurecimento da visão antes de cair. Foi atendido por uma
enfermeira, que observou pulso lento durante o episódio. Após alguns minutos de repouso em decúbito dorsal,
recuperou-se completamente. Sem histórico de epilepsia ou doenças cardíacas.
a) Quais os diagnósticos dos pacientes?
1–
2–
3–
b) Qual a principal fisiopatologia ou mecanismo causal envolvido?
1–
2–
3–
c) Quais os principais diagnósticos diferenciais para cada caso?
1–
2–
3–
d)Dentre os casos acima, qual paciente deve permanecer internado e por quê?
e) Qual o tratamento indicado para cada paciente?
1–
2–
3–
Três meses depois, o Paciente 1 (João M.) retorna ao pronto-socorro após sofrer traumatismo cranioencefálico
grave ao cair de escada. Encontra-se em coma profundo. Está intubado, sem resposta verbal, sem resposta
ocular e sem resposta motora ao estímulo doloroso. As pupilas são midriáticas e não reagentes à luz, e os
reflexos de tronco ausentes. Está afebril, com pressão arterial estável, sem uso de sedação no momento da
avaliação. Foi realizada TC de crânio com sinais de herniação transtentorial e edema cerebral difuso. Equipe de
neurointensivismo avalia possível início de protocolo de morte encefálica.
(Padrão Respiratório do Paciente)
f) Qual o valor do Glasgow deste paciente? E o que indica o Exame de imagem do paciente?
g) Qual a provável causa do coma neste caso?
h) Quais condutas devem ser tomadas imediatamente após essa avaliação inicial?
i) Qual o próximo passo a ser tomado na suspeita de morte encefálica?
j) Qual a conduta a ser realizada após a neurocirurgia descompressiva, se indicada?
k) Qual o próximo passo necessário antes de avaliar os reflexos de tronco?
l) Após 2 testes clínicos positivos, qual seria o achado do Doppler Craniano?