Ilicitude - unidade 6 ● § 1° Não pode alegar estado de
necessidade quem tinha o dever legal
Para que uma conduta seja considerada de enfrentar o perigo.
crime, não basta que o fato seja típico, ● § 2° Embora seja razoável exigir-se o
devendo ser também contrário ao sacrificio do direito ameaçado, a pena
poderá ser reduzida de um a dois
ordenamento jurídico (ILÍCITO)
terços. 39
Causas excludentes da Ilicitude art. 23 ao
🐕
Ex: aquele indivíduo que durante o ataque de um
art.25 do Código Penal, são elas Legítima cachorro à uma criança, o indivíduo mata o
Defesa, Estado de Necessidade, Exercício cachorro.
regular do Direito e Estrito cumprimento de
Dever Legal. Legítima Defesa (Art.25 CP)
Exclusão de ilicitude ● Proporcional: ser proporcional, ou
Art. 23. Não há crime quando o agente pratica seja, moderado. Se houver excesso
o fato: na defesa, logo Excesso Punível
I -em estado de necessidade;
Il- em legítima defesa;
● Agressão injusta:
IIl - em estrito cumprimento de dever legal ou
no exercício regular de direito
1. Atual: é uma diferença para
Estado de Necessidade: torna lícita a o estado de necessidade,
conduta do agente que, nas condições que só pode ser utilizado
previstas em lei, praticou fato típico, desde quando o perigo é atual.
que para salvar de perigo atual um bem
ameaçado de valor superior ou igual ao 2. Iminente: quando a
bem sacrificado. agressão não precisa estar
acontecendo no momento,
podendo ser utilizada a
Obs: não se admite o sacrifício de um bem
jurídico superior a pretexto de salvar bens legítima defesa ainda que a
jurídicos de valor inferior. agressão seja iminente (que
está para acontecer).
O Estado de Necessidade:
Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem
usando moderadamente dos meios neces-
● Próprio ou terceiro;
sários, repele injusta agressão, atual ou
● Pode ser real (situação de iminente a direito seu ou de outrem.
perigo real)
● Ou Putativo (quando o agente A agressão injusta pode acontecer contra
supõe *imagina a existência de direito próprio ou direito de terceiros.
1. Próprio; quando você age para o seu
perigo que na realidade não
próprio bem estar
existe) 2. De terceiros: quando você age para o
Art, 24. Considera-se em estado de próximo.
necessidade quem pratica o fato para salvar de Obs: é imprescindível que o agente tenha
perigo atual, que não provocou por sua conhecimento da situação justificante; ou seja;
vontade, nem podia de outro modo evitar, ele deve saber que está agindo em legítima
direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas defesa(ele tem a intenção de se defender).
circunstâncias, não era razoável exigir-se. Obs ²: contra atos de animais irracionais não é
possível agir em legítima defesa, pois os atos
dos animais não se enquadram no conceito de Na primeira situação nós temos o Excesso
agressão injusta. Dependendo da hipótese, Extensivo¹ e na segunda hipótese o
pode ser o caso do cabimento do estado de Excesso Intensivo².
necessidade.
Unidade 7:
Tipos de legítima
1. Agressiva: ocorre quando o agente
Culpabilidade: é o juízo que será feito
em legítima defesa agride um bem
sobre a reprovabilidade da conduta do
jurídico protegido pela norma penal.
agente, considerando-se as suas
Art.129
características pessoais.
2. Defensiva: o agente em legítima
defesa limita-se a se defender, mas
Teorias da Culpabilidade
não agride nenhum bem jurídico.
3. Real: ocorre quando há injusta
Teoria limitada da Culpabilidade(normativa
agressão ou a iminência dela
pura): considera como elemento da
acontece de fato, no mundo real.
Culpabilidade a imputabilidade, a potencial
4. Putativa: ocorre quando o agente
consciência da ilicitude e a exigibilidade de
acredita que está sendo agredido
conduta diversa. *adotada pelo CP
ou que a agressão injusta está
brasileiro
prestes a acontecer, mas na
verdade ela é fruto da sua
Teoria psicológico-normativo: considera os
imaginação.
elementos subjetivos do dolo e culpa como
Obs: legítima defesa de terceiro: analisar o
elementos da Culpabilidade. Não é
bem jurídico do terceiro que está sendo
ameaçado, se esse bem for disponível, nesse adotada pelo CP brasileiro.
caso você precisa da autorização dela.
Imputabilidade penal: é a capacidade
Estrito Cumprimento do Dever Legal mental do agente de compreender o
(art.23 III) caráter ilícito do seu comportamento.
Age em Estrito cumprimento de dever legal Art.26, CP: INIMPUTÁVEL.
o agente que pratica um fato típico, mas o
faz em cumprimento a um dever imposto Causas da inimputabilidade:
por lei. ● Doença mental ou desenvolvimento
mental incompleto ou retardado.
Age no legítimo exercício de direito seu o Art.26 do CP.
agente sempre que a prática da conduta Obs: A inimputabilidade deve ser
ou atividade é autorizada pela lei. Sendo observada a o momento da Ação ou
um direito seu, não pode no seu exercício omissão (teoria da atividade).
ser considerado crime.
O art.28 CP Traz causas que não afastam
Obs: O parágrafo único art.23 CP prevê o A imputabilidade, são elas: a emoção ou
Excesso Punível de qualquer causa Excludente paixão, embriaguez (voluntária ou
da Ilicitude. culposa).
● A embriaguez completa decorrente
O excesso pode acontecer porque existe e de caso fortuito ou força maior
circunstâncias que permite o seu exercício (embriaguez acidental) que deixei o
ou porque não utilizado não proporcional. agente inteiramente incapaz de
compreender caráter Ilícito do fato
gera a inserção de pena (Art 28, antijuridicidade do fato é injustificável.
§1) Nesse caso, apesar da falta da
● Pegar essa parte depois!!! §2 consciência da ilicitude, o agente no caso
concreto tinha condições de compreender
e vencer o desconhecimento. A
Potencial consciência da ilicitude: é a CONSEQUÊNCIA do erro de proibição
possibilidade do agente, de acordo com as vencível é a redução da pena (uma
suas características pessoais, atenuante) art.21 segunda parte.
compreender o caráter ilícito do fato.
Assim, quando o agente pratica o fato Erro de proibição direto é aquele que
acreditando que a sua conduta é lícita ele incide sobre a proibição Prevista no tipo
comete o chamado “ERRO DE penal, nesse caso, o agente atua
PROIBIÇÃO”. pensando que a conduta é lícita, mas na
verdade ela é ilícita.
OBS: em regra, a alegação de
desconhecimento da lei não é um Erro de proibição indireto, também
argumento válido, mas há situações em chamado de erro de permissão ou
que o desconhecimento deve ser valorado descriminante putativa por erro de
(analisado) levando-se em conta as proibição. Nesse caso, o erro incide sobre
condições de vida e as características a existência de causas excludentes da
pessoas do agente. Art.3 lei de introdução ilicitude (legítima defesa/Estado De
às normas do direito brasileiro. necessidade/ exercício regular de direito e
Estrito cumprimento do dever legal). O
Escusável/Invencível: erro desculpado agente nesse caso tem consciência de que
Inescusável/ Vencível: não adianta se pratica um ato ilícito, mas acredita estar
desculpar agindo protegido por uma causa
justificante. Marido que mata mulher
O erro de proibição escusável é aquele acreditando estar em legítima defesa de
que recai sobre a antijuridicidade da sua honra.
conduta e é completamente justificável.
Nesse caso, o agente não tem consciência Erro de proibição mandamental é aquele
da ilicitude do fato e, no caso concreto, que incide sobre o dever jurídico de agir
não teria condições de compreender a nos crimes omissivos impróprios Art.13 §2.
situação. Assim, o erro de proibição Nesse tipo de erro o agente sabe que está
escusável é uma causa de exclusão da se omitindo, mas acredita estar autorizado
Culpabilidade. Isso acontece porque não a deixar de observar o dever jurídico de
há a reprovabilidade do comportamento impedir o resultado.
pessoal do agente. A consequência é a
inserção da pena (art
21 primeira parte. Exigibilidade de conduta diversa: último
elemento da Culpabilidade significa um
Art. 21. O desconhecimento da lei é ines- juízo sobre as opções que o agente
cusável. O_ erro sobre a ilicitude do fato, possuía no momento em que praticou o
se fato típico e ilícito. Que se avalia que é a
inevitável, isenta de pena; reprovabilidade da conduta,
considerando-se as circunstâncias e a
O erro de proibição inescusável ocorre possibilidade de agir de forma diferente. O
quando o erro do agente sobre a Código Penal prevê duas hipóteses em
que o agente não é responsabilizado 1. objetivo material:(vai cair na prova)
porque não seria exigível um podendo ser de duas formas
comportamento diferente. “ERROR IN OBJETO” erro sobre o
objeto do crime ou coisa e o erro
1 - Coação Moral Irresistível: o coautor faz sobre a pessoa que é o “ERROR IN
uma grave ameaça dirigida à pessoa do PERSONA”
coagido ou a terceiro, de modo que o 1. Execução: “ABERRATIO ICTUS” (
coagido se sinta obrigado a fazer ou deixar O erro recai na pessoa)
de fazer algo. Se a coação é irresistível, o “ABERRATIO CRIMINIS” O ERRO
coagido não responderá pelo fato RECAI QUANTO AO BEM
praticado, pois sua conduta não é JURÍDICO PROTEGIDO
reprovável e nem poderia se exigir uma 2. Sobre o nexo de causalidade:
conduta diversa.
2 - Obediência Hierárquica: o autor do
crime age em Obediência a ordem de um
superior hierárquico.
Unidade 8
Teoria do erro
Erro falsa retratação da realidade
Espécies de erro
● Erro de tipo: é o erro que recai
sobre elemento constitutivo do tipo
penal. Quando o agente pratica o
fato sem saber que estão presentes
os elementos do tipo penal tem-se
o chamado erro de tipo exclui o
dolo, mas o agente responde a
título de culpa, se houver a
previsão da modalidade culposa.
● Erro de tipo essencial ou acidental;
é aquele que incide sobre os
elementos objetivos do tipo.
1. Elementares dos objetivos tipo: é a
circunstância sem a qual não existe
o crime
2. Qualificadora
3. Causa de aumento de pena
4. Agravente
Acidental: aquele que recai sobre dados
acessórios, de importância secundária
para o tipo penal.