Regime Jurídico dos Servidores de Santa Rosa
Regime Jurídico dos Servidores de Santa Rosa
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de
Santa Rosa.
Art. 2o Para os efeitos desta lei, servidor público é pessoa legalmente investida em
cargo público.
Art. 3o Cargo público é o criado em lei, em número certo, com denominação
própria, remunerado pelos cofres municipais, ao qual corresponde um conjunto de
atribuições e responsabilidades acometidas a servidor público.
Parágrafo único. Os cargos públicos são de provimento efetivo ou em comissão.
Art. 4o A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso
público, de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em
comissão, declarados em lei, de livre nomeação e exoneração.
§1o A investidura em cargos do magistério municipal será por concurso público de
provas e títulos;
§2o Somente poderão ser criados cargos de provimento em comissão para atender
encargos de direção, chefia ou assessoramento.
Art. 5o Função gratificada é instituída por lei para atender a encargos de direção,
chefia ou assessoramento, sendo privativa de servidor detentor de cargo em provimento
efetivo, observados os requisitos para o exercício.
Art. 6o É vedado acometer ao servidor atribuições diversas das de seu cargo,
constantes em legislação específica, exceto em cargo de direção, chefia ou assessoramento
e comissões legais.
TÍTULO II
DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA
CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7o São requisitos básicos para ingresso no serviço público municipal:
I - ser brasileiro nato ou naturalizado;
II - ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
III - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
IV - gozar de boa saúde física e mental, comprovada mediante exame médico;
V - ter atendido as condições previstas em lei para o cargo.
Art. 8o Os cargos públicos serão providos por:
I - nomeação;
II - recondução;
III - readaptação;
IV - reversão;
V - reintegração;
VI - aproveitamento;
Art. 9o Às pessoas portadoras de necessidades especiais é assegurado o direito de se
inscrever em concurso público para provimento de cargos, desde que sua deficiência seja
compatível com as atribuições do cargo, para as quais serão reservadas 10% (dez por
cento) das vagas oferecidas, observadas as especificações da legislação municipal
pertinente.
SEÇÃOII
DO CONCURSO PÚBLICO
SEÇÃO III
DA NOMEAÇÃO
SEÇÃO V
DA ESTABILIDADE
Art. 20. São estáveis após 03 (três) anos de efetivo exercício os servidores
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.
Parágrafo único. Como condição para aquisição da estabilidade é obrigatória
avaliação de desempenho no cargo para o qual foi nomeado, por comissão instituída para essa
finalidade.
Art. 21. Durante o período de estágio probatório, o servidor em estágio probatório
poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia
ou assessoramento.
Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei
complementar, assegurada ampla defesa.
§1o Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele
reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem,
sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com
remuneração integral ao tempo de serviço;
§2o Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado
aproveitamento em outro cargo.
Art. 23. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento
efetivo ficará sujeito ao estágio probatório por período de 36 (trinta e seis) meses, durante
o qual a sua aptidão, capacidade e desempenho serão objetos de avaliação por comissão
especial designada para esse fim com vistas à aquisição da estabilidade, observados os
seguintes quesitos:
I - assiduidade;
II - pontualidade;
III - disciplina;
IV - eficiência;
V - responsabilidade;
VI - relacionamento.
§1o Faltando 03 (três) meses para o fim do período do estágio probatório, será
submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do
servidor, realizada de acordo com o que dispuser a lei e regulamentos que regerão a
matéria, sem prejuízo da continuidade de apuração dos quesitos enumerados nos incisos I a
VI deste artigo;
§2o Verificado em qualquer fase do estágio o resultado totalmente insatisfatório por
03 (três) avaliações consecutivas, será processada a exoneração do servidor observado o
disposto na lei ou regulamento que rege a matéria;
§3o Sempre que concluir pela exoneração do estagiário ser-lhe-á aberto vistas ao
processo, pelo prazo de 10 (dez) dias úteis, para apresentar defesa;
§4o O servidor não aprovado em estágio probatório será exonerado ou, se estável,
reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no artigo 24 desta lei.
§5o A servidora contemplada no artigo 119 e seus parágrafos, ficará sujeita ao
cumprimento de estágio probatório pelo período de 72 (setenta e dois) meses.
SEÇÃO VI
DA RECONDUÇÃO
SEÇÃO VII
DA READAPTAÇÃO
SEÇÃO VIII
DA REVERSÃO
SEÇÃO IX
DA REINTEGRAÇÃO
Art. 30. Reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente
ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão
por decisão administrativa ou judicial com ressarcimento de todas as vantagens.
Parágrafo único. Reintegrado o servidor e não existindo vaga, aquele que houver
ocupado o cargo será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, e
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.
SEÇÃO X
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 31. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará
em disponibilidade remunerada.
Art. 32. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante
aproveitamento em cargo equivalente, por sua natureza, em retribuição àquele em que era
titular.
Parágrafo único. No aproveitamento terá preferência o que estiver há mais tempo
em disponibilidade e, no caso de empate, o que contar mais tempo no serviço público
municipal.
Art. 33. O aproveitamento do servidor que se encontrar em disponibilidade há mais
de 12 (doze) meses dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental,
por junta médica oficial.
Parágrafo único. Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em
disponibilidade será aposentado.
Art. 34. Serão tornados sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se
o servidor não entrar em exercício no prazo de 05 (cinco) dias contado da publicação do
ato de aproveitamento, salvo doença comprovada por atestado médico.
CAPÍTULO II
DA VACÂNCIA
TÍTULO III
DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS
CAPÍTULO I
DA SUBSTITUIÇÃO
CAPÍTULO II
DA REMOÇÃO
CAPÍTULO III
DO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA
Art. 44. O exercício de função de confiança pelo servidor público efetivo deverá
ocorrer sob forma de função gratificada.
Art. 45. A função gratificada é instituída por lei para atender encargos de direção,
chefia ou assessoramento que não justifiquem a criação de cargo em comissão.
Art. 46. A designação para exercício da função gratificada, que nunca será
cumulativa com o cargo em comissão, será feita por ato expresso da autoridade
competente.
Art. 47. O valor da função gratificada será percebido cumulativamente com o
vencimento do cargo de provimento efetivo.
Art. 48. O valor da função gratificada continuará sendo percebido pelo servidor
que, sendo seu ocupante, estiver ausente em virtude de luto, casamento, licença para
tratamento de saúde, licença à gestante ou paternidade, serviços obrigatórios por lei ou
atribuições decorrentes de seu cargo ou função.
Art. 49. Será tornada sem efeito a designação do servidor que não entrar no
exercício da função gratificada no prazo de 02 (dois) dias a contar do ato de investidura.
Art. 50. O provimento de função gratificada poderá recair também em servidor de
outra entidade pública posto à disposição do município, sem prejuízo de seus vencimentos.
Art. 51. É facultado ao servidor efetivo do município, quando indicado para o
exercício de cargo em comissão, optar pelo provimento sob a forma de função gratificada
correspondente.
Art. 52. A lei indicará os casos e condições em que os cargos em comissão serão
exercidos preferencialmente por servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo.
Art. 53. A gratificação pelo exercício do cargo de chefia, direção ou
assessoramento não será incorporada ao vencimento.
TÍTULO IV
DO REGIME DE TRABALHO
CAPÍTULO I
DO HORÁRIO E DO PONTO
CAPÍTULO II
DO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO
Art 58. A prestação dos serviços extraordinários só poderá ocorrer por expressa
autorização da autoridade competente, mediante solicitação fundamentada do chefe da
repartição ou de ofício.
§1o O serviço extraordinário será remunerado por hora de trabalho que exceda o
período normal, da seguinte forma:
I - com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal, nos dias
de semana;
II - com acréscimo de 100% (cem por cento) em relação à hora normal, aos
sábados, domingos e feriados civis e religiosos.
§2o Salvo casos excepcionais, devidamente justificados, não poderá o trabalho em
horário extraordinário exceder a duas horas diárias;
§3o O pagamento das horas extraordinárias dar-se-á mediante a comprovação da sua
efetiva realização;
§4o A hora de trabalho normal será calculada tendo por base somente o vencimento
do cargo, com exceção de quando as horas extraordinárias forem realizadas efetivamente
nas atividades que prevêem direito aos adicionais de insalubridade, penosidade,
periculosidade e risco de vida, sendo que estes serão computados para fins de calculo da
hora normal.
§5o Mediante acordo, poderá ser instituído o regime de compensação de horários na
equivalência hora trabalhada por hora compensada, com exceção dos sábados, domingos e feriados,
cuja hora será compensada em dobro.
§6o As horas extras tanto compensadas como as remuneradas serão oferecidas, quando
necessária a sua realização, mediante escala, visando contemplar a todos os servidores .
Art. 59. O serviço extraordinário, excepcionalmente, poderá ser realizado sob a
forma de plantões para assegurar o funcionamento dos serviços municipais ininterruptos.
Parágrafo único. O plantão extraordinário visa a substituição do plantonista titular,
legalmente afastado ou em falta ao serviço.
Art. 60. O exercício de cargo em comissão ou de função gratificada não sujeitos ao
controle de ponto, exclui a remuneração por serviço extraordinário.
CAPÍTULO III
DO REPOUSO SEMANAL
Art. 61. O servidor tem direito a repouso remunerado, um dia de cada semana,
preferencialmente aos domingos, bem como nos dias de feriados civis e religiosos.
§1o A remuneração do dia do repouso corresponderá a 01 (um) dia normal de
trabalho;
§2o Na hipótese de servidores com remuneração por produção, peça ou tarefa, a
remuneração do repouso corresponderá ao total da produção da semana, dividida pelos dias
úteis da mesma semana;
§3o Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do servidor
mensalista ou quinzenalista, cujo vencimento remunera 30 (trinta) ou 15 (quinze) dias,
respectivamente.
Art. 62. Perderá a remuneração do repouso o servidor que tiver faltado ao serviço,
sem motivo justificado, durante a semana, mesmo que em apenas 01 (um) turno.
Parágrafo único. São motivos justificados as concessões, licenças e afastamentos
previstos em lei, nos quais o servidor continua com direito ao vencimento normal como se
em exercício estivesse.
Art. 63. Nos serviços públicos ininterruptos poderá ser exigido o trabalho aos
sábados, domingos e feriados civis ou religiosos, hipóteses em que se procederá conforme
o disposto no artigo 58 desta lei.
TÍTULO V
DOS DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
Art. 64. Vencimento é a retribuição paga ao servidor pelo efetivo exercício do
cargo, correspondente ao valor básico fixado em lei.
Art. 65. Remuneração é o vencimento acrescido das vantagens pecuniárias,
permanentes ou temporárias estabelecidas em lei.
Art. 66. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração,
importância superior à soma dos valores fixados como subsídio, em espécie, ao Prefeito
Municipal.
Art. 67. O maior vencimento atribuído a cargo público não será superior a 15
(quinze) vezes o valor do menor padrão de vencimento, estabelecido em quadro dos
servidores.
Art. 68. O servidor perderá:
I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço sem justificativa, bem como dos
dias de repouso da respectiva semana, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível;
II - a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências e saídas
antecipadas, iguais ou superiores a 30 (trinta) minutos, sem prejuízo da penalidade
disciplinar cabível;
III - metade da remuneração na hipótese prevista no parágrafo único do artigo 148
desta lei.
Art. 69. Salvo por imposição legal ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá
sobre a remuneração ou provento.
Parágrafo único. Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em
folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da administração e com reposição de
custos, até o limite de 30% (trinta por cento) da remuneração, conforme regulamento a ser
editado mediante Decreto do Poder Executivo, para a administração direta e indireta, e
mediante Resolução para o Poder Legislativo.
Art. 70. As reposições devidas à Fazenda Municipal poderão ser feitas em parcelas
mensais, corrigidas monetariamente, e mediante desconto em folha de pagamento.
§1o O valor de cada parcela não poderá exceder a 20% (vinte por cento) da
remuneração do servidor;
§2o O servidor será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo
causado à Fazenda Municipal em virtude de alcance, desfalque ou omissão em efetuar o
recolhimento ou entradas nos prazos legais.
Art. 71. O servidor em débito com o erário que for demitido, exonerado ou que
tiver a sua disponibilidade cassada, terá de repor a quantia de uma só vez.
Parágrafo único. A não quitação do débito implicará em sua inscrição em dívida
ativa e cobrança judicial.
CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS
SEÇÃO I
DAS INDENIZAÇÕES
Art. 74. Constituem indenizações aos servidores:
I - diárias;
II - ajuda de custo;
III - transporte.
SUBSEÇÃO I
DAS DIÁRIAS
Art. 75. Ao servidor que, por determinação da autoridade competente, se deslocar
eventual ou transitoriamente do município, no desempenho de suas atribuições, em missão
ou estudo de interesse da administração, serão concedidas, além do transporte, diárias para
cobrir as despesas de alimentação, pousada e locomoção urbana.
I - nos casos em que o deslocamento exigir pernoite, o valor da diária será integral;
II - os demais casos serão indenizados conforme regulamentação em decreto,
observado o limite de até 50% (cinqüenta por cento) do valor da diária.
§1o O valor da diária será estabelecido por Decreto, para os servidores da
administração direta e indireta, e por Resolução, para os servidores do Poder Legislativo.
§2o Nos casos em que o deslocamento de retorno à sede ocorrer à noite, o servidor
fará jus a um turno de descanso, imediatamente após a sua chegada, regulamentado através
de Decreto, para os servidores da administração direta e indireta, e por Resolução, para os
servidores do Poder Legislativo.
§3o O servidor que receber diárias não fará jus ao pagamento de horas extras no
período em que vigorar o pagamento da diária;
§4o No caso do servidor deslocar-se sem a utilização de carro oficial, fará jus à
indenização conforme regulamento estabelecido em Decreto, para os servidores da
administração direta e indireta, e por Resolução, para os servidores do Poder Legislativo.
Art. 76. As diárias deverão ser requisitadas por escrito, devendo constar:
I - motivo da viagem;
II - destino;
III - meio de transporte;
IV - horário de saída e previsão de retorno;
V - autorização do superior imediato.
§1o O servidor que receber diária e não se afastar da sede por qualquer motivo fica
obrigado a restituí-la integralmente, no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas;
§2o Na hipótese do servidor retornar ao município em prazo menor do que o
previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias em excesso com a devida prestação de
contas, no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas;
§3o No caso do servidor fazer jus a complementação de diária o município deverá
efetuar o pagamento no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas;
§4o A prestação de contas deverá ser encaminhada à Secretaria de Fazenda no
prazo de até 05 (cinco) dias, com exceção do disposto no §2 o deste artigo, a partir do
retorno da viagem, prorrogável por igual período, mediante autorização do prefeito, sob
pena de desconto imediato na folha de pagamento do valor recebido a título de diárias.
SUBSEÇÃO II
DA AJUDA DE CUSTO
SUBSEÇÃO III
DO TRANSPORTE
SEÇÃO II
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS
SUBSEÇÃO I
DA GRATIFICAÇÃO NATALINA
Art. 81. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração
a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano.
§1o Os adicionais de insalubridade, periculosidade e penosidade, o adicional de
risco de vida, o adicional noturno, as gratificações, o valor da função gratificada, as horas
extras e convocação para jornada suplementar; serão computadas na razão de 1/12 (um
doze avos) de seu valor em dezembro, por mês de exercício em que o servidor percebeu a
vantagem, no ano correspondente;
§2o A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de exercício no mesmo mês será
considerada como mês integral.
Art. 82. A gratificação natalina será paga até o dia vinte do mês de dezembro de
cada ano.
Parágrafo único. Entre os meses de maio e outubro de cada ano, o município poderá
pagar, como adiantamento da gratificação referida, de uma só vez, metade da remuneração
percebida no mês anterior.
Art.83. O servidor exonerado perceberá a sua gratificação natalina
proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada sobre a remuneração do mês
da exoneração.
Art. 84. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer
vantagem pecuniária.
SUBSEÇÃO II
DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO
Art. 85. O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 5% (cinco por cento)
por triênio de serviço público prestado ao município, incidente sobre o vencimento do
servidor.
Art. 86. O servidor fará jus ao adicional por tempo de serviço a partir do mês
subseqüente em que completar o triênio.
SUBSEÇÃO III
DOS ADICIONAIS DE PENOSIDADE, INSALUBRIDADE E
PERICULOSIDADE
SUBSEÇÃO IV
DO ADICIONAL DE RISCO DE VIDA
Art. 91. Os servidores que trabalhem habitualmente com risco de vida farão jus a
um adicional de 40% (quarenta por cento) sobre o seu padrão de vencimentos previsto no
plano de carreira do quadro geral.
Parágrafo único. As atividades que pela natureza do trabalho tragam risco à vida
serão definidas em lei específica.
Art. 92. O adicional de risco de vida não é acumulável com os adicionais de
periculosidade e penosidade, podendo o servidor, no entanto, no caso de ambos existirem
na atividade que desempenha, optar por aquele que lhe for mais conveniente.
Parágrafo único. O adicional de risco de vida é acumulável com o adicional de
insalubridade quando a atividade do servidor for exercida em local insalubre.
Art. 93. O direito ao adicional de risco de vida cessa com a eliminação das
condições ou dos riscos que deram causa à sua concessão.
Parágrafo único. Qualquer alteração na atividade do servidor no que se refere às
condições de trabalho deverá ser comunicada imediatamente, pela respectiva chefia, ao
setor competente, sob pena de responsabilidade.
SUBSEÇÃO V
DO ADICIONAL NOTURNO
Art. 94. O servidor que prestar trabalho noturno fará jus a um adicional de 20%
(vinte por cento) sobre o vencimento do cargo.
§1o Considera-se trabalho noturno para efeitos deste artigo o executado entre as
22h (vinte e duas horas) de um dia e às 5h (cinco horas) do dia seguinte;
§2o Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos a
noturnos, o adicional será pago proporcionalmente às horas de trabalho noturno.
SEÇÃO III
DA LICENÇA-PRÊMIO
Art. 95. A cada 03 (três) anos de exercício ininterrupto, o servidor efetivo fará jus
ao gozo de 01 (um) mês de licença-prêmio, com a remuneração do cargo efetivo.
Parágrafo único. A remuneração percebida no gozo da licença-prêmio não terá
computada a convocação para o exercício temporário das atribuições específicas de cargo
do magistério.
Art. 96. O servidor público perderá o direito ao período aquisitivo da licença-
prêmio, quando:
I - sofrer penalidade disciplinar de suspensão, mesmo que seja convertida em multa,
nos termos do art. 149;
II - afastar-se do cargo em virtude de:
a) licença por motivo de doença em pessoa da família, sem remuneração;
b) licença para tratar de interesse particular;
c) condenação de pena privativa de liberdade, por sentença definitiva.
§1o As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista
neste artigo na proporção de 01 (um) mês para cada dia faltado;
§2o A contagem de um novo período aquisitivo para concessão da licença-prêmio,
em caso de suspensão, começará após o cumprimento integral do período anterior;
§3o Em caso de licença para tratar de interesse particular, iniciar-se-á nova
contagem de período aquisitivo a partir de seu retorno.
Art. 97. Fica interrompido o período aquisitivo para fins de concessão da licença-
prêmio ao servidor que se afastar do cargo em virtude de:
I - licença para atividade política;
II - licença saúde ou licença por motivo de doença em pessoa da família com
remuneração.
Art. 98. O número de servidores em gozo simultâneo de licença-prêmio não poderá
ser superior a 1/6 (um sexto) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou
entidade.
SEÇÃO IV
DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA
Art. 99. O servidor que, por força de suas atribuições, pague ou receba em moeda
corrente perceberá auxílio para diferença de caixa, no montante de 20% (vinte por cento)
do vencimento.
§1o O servidor que estiver respondendo legalmente pelo tesoureiro do caixa,
durante os impedimentos legais deste, fará jus ao pagamento do auxílio;
§2o O auxílio de que trata este artigo só será pago enquanto o servidor estiver
efetivamente executando serviços de pagamento ou recebimento e nas férias
regulamentares.
CAPÍTULO III
DAS FÉRIAS
SEÇÃO I
DO DIREITO A FÉRIAS E DA SUA DURAÇÃO
Art. 100. O servidor terá direito anualmente ao gozo de período de férias, sem
prejuízo da remuneração.
§1o Após cada período de 12 (doze) meses de vigência da relação entre o município
e o servidor, terá direito a férias na proporção de 30 (trinta) dias corridos quando não
houver faltado ao serviço mais de 05 (cinco) dias;
§2o A partir da quinta falta não justificada, os dias faltados serão descontados das
férias do servidor.
Art. 101. Não serão consideradas faltas ao serviço as concessões, licenças e
afastamentos previstos em lei, nos quais o servidor continua com direito ao vencimento
normal, como se em exercício estivesse.
Art. 102. O tempo de serviço anterior será somado ao posterior para fins de
aquisição do período aquisitivo de férias nos casos de licenças previstas nos incisos II, III e
V do artigo 109 desta lei.
Art. 103. Não terá direito a férias o servidor que, no curso do período aquisitivo,
tiver gozado licença para tratamento de saúde, por acidente em serviço ou por motivo de
doença em pessoa da família, por mais de 180 (cento e oitenta) dias, embora descontínuos,
e licença para tratar de interesses particulares por qualquer prazo.
Parágrafo único. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o
servidor, após o impedimento de condição prevista neste artigo, retornar ao trabalho.
SEÇÃO II
DA CONCESSÃO E DO GOZO DAS FÉRIAS
Art. 104. São obrigatórios a concessão e o gozo das férias em um só período nos 11
(onze) meses subseqüentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito.
Parágrafo único. As férias poderão ser interrompidas por motivo de calamidade
pública, comoção interna ou por motivo de interesse público.
Art. 105. A concessão das férias, mencionado o período de gozo, será participada,
por escrito, ao servidor com antecedência mínima 15 (quinze) dias, cabendo a este assinar
a respectiva notificação.
Art. 106. Vencido o prazo mencionado no artigo 104 desta lei sem que a
administração tenha concedido o direito a gozo das férias, incumbe ao servidor requerê-las.
§1o Recebido o requerimento, a autoridade responsável terá de despachar, no prazo
de 15 (quinze) dias, marcando o período de gozo de férias dentro dos 60 (sessenta) dias
subseqüentes;
§2o Não atendido o requerimento pela autoridade competente no prazo legal, o
servidor poderá ajuizar ação, pedindo a fixação, por sentença, da época do gozo de férias;
§3o No caso do §2o deste artigo, a remuneração será devida em dobro, sendo da
responsabilidade da autoridade infratora a quantia relativa ao valor devido, a qual será
recolhida ao erário no prazo de 5 (cinco) dias, a contar da concessão das férias nestas
condições ao servidor.
SEÇÃO III
DA REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS
SEÇÃO IV
DOS EFEITOS DA EXONERAÇÃO
CAPÍTULO IV
DAS LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA
Art. 110. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do
cônjuge ou companheiro, do pai ou da mãe, de filho ou enteado e de irmão, de até 03 (três)
dias, com apresentação de atestado médico que comprove a doença de pessoa da família,
contado o prazo a partir da emissão do atestado.
§1o A partir do quarto dia, inclusive este, somente será aceito atestado
acompanhado de laudo médico da junta oficial do município;
§2o A partir do segundo atestado médico, inclusive este, no mesmo mês, somente
será aceito se estiver acompanhado de laudo médico da junta médica oficial do município;
§3o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for
indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que
deverá ser apurado, através de acompanhamento, pela administração municipal;
§4o A licença será concedida sem prejuízo da remuneração até um mês sem
interrupção e, após, com os seguintes descontos:
I - de 1/3 (um terço), quando exceder 30 (trinta) dias;
II - de 2/3 (dois terços), quando exceder 60 (sessenta) dias;
III - sem remuneração, quando exceder 180 (cento e oitenta) dias.
§5o Somente será concedida licença por motivo de doença em pessoa da família,
sem remuneração, até o máximo de 730 (setecentos e trinta) dias.
SEÇÃO III
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR
Art. 111. Ao servidor que for convocado para o serviço militar ou outros encargos
da segurança nacional, será concedida licença sem remuneração.
§1o A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a
convocação;
§2o O servidor desincorporado em outro Estado da Federação deverá reassumir o
exercício do cargo dentro do prazo de 30 (trinta) dias, e se a desincorporação ocorrer
dentro do Estado o prazo será de 15 (quinze) dias.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO PÚBLICO ELETIVO E
EXERCÊ-LO
Art. 112. O servidor que concorrer a mandato eletivo será licenciado na forma da
legislação eleitoral.
§1o Eleito, o servidor poderá ficar afastado do exercício do cargo a partir da posse;
§2o Ao servidor investido em mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo;
II - investido no mandato de prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário perceberá as vantagens do seu cargo, sem
prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe
facultado optar pela sua remuneração.
§3o No caso de afastamento do cargo, o servidor poderá permanecer como
contribuinte do órgão da previdência do município como se em exercício estivesse, sendo,
neste caso, responsável pela contribuição pessoal e patronal.
SEÇÃO V
DA LICENÇA PARA TRATAR DE ASSUNTOS PARTICULARES
Art. 113. A administração poderá conceder ao servidor efetivo e estável licença
para tratar de assuntos particulares pelo prazo de até 02 (dois) anos consecutivos, sem
remuneração, desde que requerida.
§1o Não se concederá nova licença antes de decorridos 02 (dois) anos do término ou
da interrupção da anterior;
§2o Não se concederá a licença a servidor nomeado ou removido antes de completar
o estágio probatório no novo cargo.
§3o O indeferimento da licença pela administração, deverá ser justificado.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
CAPÍTULO V
DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE
Art. 115. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou
entidade dos poderes da União, dos estados e dos municípios, nas seguintes hipóteses:
I - para exercício da função de confiança;
II - em casos previstos em leis específicas;
III - para cumprimento de convênio.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso I deste artigo, a cedência será sem ônus para
o município e, nos demais casos, conforme dispuser a lei ou o convênio.
CAPITULO VI
DAS CONCESSÕES
CAPÍTULO VII
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 120. A apuração do tempo de serviço será feita em dias para efeitos de
aposentadoria.
Parágrafo único. Nos demais casos, o número de dias será convertido em anos,
considerados 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Art. 121. Além das ausências ao serviço previstas no artigo 116 desta lei, são
considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
I - férias;
II - exercício de cargo em comissão, no município;
III - convocação para o serviço militar;
IV - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
V - licenças remuneradas.
Art. 122. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade o
tempo:
I - de serviço público federal, estadual e a outros municípios, inclusive os prestados
às suas autarquias;
II - de licença para concorrer a cargo eletivo;
III - em que o servidor esteve em disponibilidade remunerada.
Art. 123. O tempo de afastamento para exercício de mandato eletivo será contado
na forma das disposições constitucionais ou legais específicas.
Art. 124. Para efeito de aposentadoria, será computado o tempo de contribuição na
atividade privada, nos termos da legislação federal pertinente.
Art. 125. É vedada a contagem acumulada de tempo de serviço simultâneo.
CAPÍTULO VIII
DO DIREITO DE PETIÇÃO
TÍTULO VI
D0 REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES
CAPITULO II
DAS PROIBIÇÕES
CAPÍTULO III
DA ACUMULAÇÃO
CAPÍTULO IV
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 137. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício
irregular de suas atribuições.
Art. 138. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou
culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
§1o A indenização de prejuízo causado ao erário poderá ser liquidada na forma
prevista no artigo 70 desta lei;
§2o Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a
Fazenda Pública, em ação regressiva;
§3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será
executada, até o limite do valor da herança recebida.
Art. 139. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções, imputados
ao servidor nessa qualidade.
Art. 140. A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo
praticado no desempenho do cargo ou função.
Art. 141. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo
independentes entre si.
Art. 142. A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no
caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou de sua autoria.
Art. 143. Ao servidor que no exercício da sua função agir em legítima defesa
pessoal ou do patrimônio público, será assegurada a prestação de assessoria jurídica pelo
município.
Art. 144. Fica vedada, no âmbito dos órgãos, repartições ou entidades das
administrações direta e indireta, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, inclusive
concessionárias ou permissionárias de serviços municipais de utilidade ou interesse
público, o exercício de qualquer ato, atitude ou postura que se possa caracterizar como
assédio moral no trabalho, por parte de superior hierárquico, contra funcionário, servidor
ou empregado e que implique em violação da dignidade deste ou sujeitando-o à condições
de trabalho humilhantes e degradantes.
CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES
CAPÍTULO VI
DO PROCESSO DISCIPLINAR EM GERAL
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
SEÇÃO II
DA SUSPENSÃO PREVENTIVA
SEÇÃO III
DA SINDICÂNCIA INVESTIGATÓRIA
SEÇÃO IV
DA SINDICÂNCIA DISCIPLINAR
Art. 168. A sindicância disciplinar será conduzida por comissão de 03 (três)
servidores efetivos e estáveis, podendo estes ser dispensados de suas atribuições normais
até a apresentação do relatório.
§1o A comissão efetuará, simplificadamente, as diligências necessárias ao
esclarecimento dos fatos, apresentando, no prazo de 30 (trinta) dias, relatório a respeito,
podendo o prazo ser prorrogado por mais 30 (trinta) dias por solicitação da comissão
processante com justificação do motivo;
§2o Preliminarmente, deverão ser ouvidos o autor da representação e o servidor ou
servidores referidos, passando-se, após, à instrução;
§3o O sindicado será intimado pessoalmente da instalação da sindicância e da
audiência para sua oitiva com antecedência mínima 48 (quarenta e oito) horas, sendo que
nesta será intimado do prazo de 02 (dois) dias para apresentar defesa escrita, requerer
provas e arrolar testemunhas até o máximo de 03 (três);
§4o Concluída a instrução, o sindicado será intimado para apresentar defesa final no
prazo de 05 (cinco) dias;
§5o Reunidos os elementos apurados, a comissão traduzirá no relatório as suas
conclusões, indicando qual a irregularidade ou transgressão, o seu enquadramento nas
disposições estatutárias e a penalidade a ser aplicada e, se for o caso, a abertura de
processo administrativo ou o arquivamento do feito;
§6o A autoridade, de posse do relatório acompanhado dos elementos coletados na
instrução, decidirá no prazo de 05 (cinco) dias úteis:
I - pela aplicação de penalidade de advertência ou suspensão;
II - pela instauração de processo administrativo disciplinar;
III - pelo arquivamento da sindicância.
§7o Entendendo a autoridade competente que os fatos não estão devidamente
elucidados, devolverá o processo à comissão para ulteriores diligências, em prazo certo,
não superior a 10 (dez) dias úteis;
§8o De posse do novo relatório e elementos complementares, a autoridade decidirá
no prazo e nos termos deste artigo;
§9o Aplicam-se supletivamente, no que couberem, as normas previstas nesta lei
para o processo administrativo disciplinar.
SEÇÃO V
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
SEÇÃO VI
DA REVISÃO DO PROCESSO
TÍTULO VII
DA SEGURIDADE DO SERVIDOR
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II
DOS BENEFÍCIOS
SEÇÃO I
DO AUXÍLIO NATALIDADE
SEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 201. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou
de ofício, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Parágrafo único. Atestados médicos até 03 (três) dias, inclusive este, estão
dispensados da perícia da junta médica oficial, desde que conste a Classificação
Internacional de Doenças - CID.
Art. 202. Para licença até 15 (quinze) dias, a inspeção será feita por médico do
serviço oficial do próprio município e, se for prazo superior, por junta médica oficial.
Parágrafo único. Inexistindo médico no município será aceito atestado firmado por
outro médico, nas licenças até 15 (quinze) dias.
Art. 203. Será punido disciplinarmente com suspensão de 15 (quinze) dias o
servidor que se recusar ao exame médico, cessando os efeitos da penalidade logo que se
verifique o exame.
Art. 204. A licença poderá ser prorrogada:
I - de ofício, por decisão do órgão competente;
II - a pedido do servidor, formulado até 03 (três) dias antes do término da licença
vigente.
Art. 205. O servidor licenciado para tratamento de saúde não poderá dedicar-se a
qualquer outra atividade remunerada, sob pena de ter cassada a licença.
Art. 206. Após 24 (vinte e quatro) meses de licença para tratamento de saúde, o
servidor considerado inválido para o serviço, mediante laudo de junta médica, será
aposentado por invalidez.
SEÇÃO III
DA LICENÇA À GESTANTE, ADOTANTE E PATERNIDADE
Art. 207. Será concedida, mediante laudo médico, licença à servidora gestante, por
120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração, exceto o adicional de
insalubridade, periculosidade e risco de vida.
§1o Caso a gestante apresentar atestado médico para tratamento de saúde a partir da
trigésima sexta semana de gestação, deverá iniciar a licença de que trata este artigo;
§2o No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto;
§3o No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será
submetida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício;
§4o No caso de aborto não criminoso, atestado por médico oficial, a servidora terá
direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.
Art. 208. Ao servidor que adotar criança de até 01 (um) ano de idade serão
concedidos 120 (cento e vinte) dias de licença remunerada para ajustamento do adotante ao
novo lar.
§1o No caso de adoção de criança com mais de 01 (um) ano e até 04 (quatro) anos
de idade, o prazo de que trata este artigo será de 60 (sessenta) dias;
§2o No caso de adoção de criança com mais de 04 (quatro) anos e até 08 (oito) anos
de idade, será concedida licença de 30 (trinta) dias.
Art. 209. A licença paternidade será de 05 (cinco) dias a contar da data de
nascimento do filho, sem prejuízo da remuneração.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO
SEÇÃO V
DO AUXÍLIO FUNERAL
CAPÍTULO III
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
CAPÍTULO IV
DO CUSTEIO
Art. 216. O plano de seguridade social será custeado com o produto da arrecadação
de contribuições sociais obrigatórias:
I - dos servidores municipais, inclusive ocupantes de cargos ou funções;
II - do município, inclusive Câmara Municipal de Vereadores.
Parágrafo único. Os porcentuais de contribuição serão fixados em lei.
Art. 217. Se o plano de seguridade social for assegurado conforme previsto no
parágrafo único do artigo 195 desta lei, as contribuições serão as estabelecidas conforme
lei específica.
Parágrafo único. O município assegurará o pagamento integral dos benefícios de
natureza diversa não constantes do rol das entidades de previdência.
TÍTULO VIII
DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE
EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO
Art. 223. O Dia do Servidor Público será comemorado a 28 de outubro de cada ano.
Art. 224. Os prazos previstos nesta lei serão contados em dias corridos, excluindo-
se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro
dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente.
Art. 225. Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer
pessoas que vivam às suas expensas e constem de seu assentamento individual.
Parágrafo único. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro que
comprove união estável como entidade familiar.
Art. 226. Do exercício de encargos ou serviços diferentes dos definidos em lei ou
regulamento, como próprios de seu cargo ou função gratificada, não decorre nenhum
direito ao servidor.
CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 227. As disposições desta lei aplicam-se aos servidores do Poder Executivo,
incluídos os ocupantes de cargo em comissão, aos servidores dos demais órgãos da
administração direta e indireta e aos servidores do Poder Legislativo.
Art. 228. Os atuais servidores municipais estatutários, admitidos mediante prévio
concurso público, ficam submetidos ao regime desta lei.
Art. 229. As vantagens já percebidas pelos servidores, como adicionais por tempo
de serviço antes da vigência desta lei, ficam incorporadas definitivamente à remuneração
do servidor.
Art. 230. Os servidores regularmente investidos em cargo público antes da vigência
desta lei, que ainda não fazem jus aos adicionais de 15% (quinze por cento) e de 25%
(vinte e cinco por cento), terão garantidos os adicionais ao completarem 15 (quinze) ou 25
(vinte e cinco) anos de efetivo serviço público prestado ao município de Santa Rosa.
Art. 231. Os servidores regularmente investidos em cargo público antes da vigência
desta lei, terão direito a cada 05 (cinco) anos de exercício ininterrupto, a 03 (três) meses de
licença-prêmio com a remuneração do cargo efetivo, sendo obrigatório o gozo de 1/3 (um
terço) e a requerimento do servidor poderá ser convertida em pecúnia até 2/3 (dois terços),
após observados os requisitos dos artigos 96, 97 e 98 desta lei .
§1o A remuneração percebida no gozo da licença-prêmio não terá computada a
convocação para o exercício temporário das atribuições específicas de cargo do magistério;
§2o Integram a remuneração da licença-prêmio convertida em pecúnia a média de
todos os valores percebidos durante o período aquisitivo.
Art. 232. A administração poderá implementar programas de estímulo à demissão
voluntária com o objetivo de adequação orçamentária, administrativa e funcional;
conforme dispuser lei específica sobre o assunto.
Art. 233. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros
a partir do primeiro dia do mês subseqüente.
Art. 234. Fica revogada a Lei n o 2.298, de 03 de abril de 1991, com suas
respectivas alterações.
ALCIDES VICINI,
Prefeito Municipal.
Registre-se e publique-se.