INSTITUTO SUPERIOR PRIVADO REI LUHUNA
ANO ACADÊMICO 2024-2025
FISIOLOGIA HUMANA II
PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO
==CURSO DE PSICOLOGIA| 1º ANO==
TURMA(A-Tarde)
DOCENTE
INÁCIO VALENTE
ONDJIVA, 2025
1. Introdução ao Sistema Digestivo
O sistema digestivo é um conjunto complexo de órgãos e estruturas responsáveis
pela digestão e absorção de nutrientes, bem como pela eliminação de resíduos do
corpo. Sua função principal é transformar os alimentos que consumimos em
substâncias químicas que podem ser absorvidas e utilizadas pelo organismo para
obter energia, promover o crescimento e manter a saúde.
Principais Componentes do Sistema Digestivo
• Boca:
– Função: O processo digestivo começa na boca, onde os alimentos são
mecanicamente triturados pelos dentes (mastigação) e misturados à saliva,
que contém enzimas digestivas (como a amilase) que iniciam a digestão dos
carboidratos.
• Esôfago:
– Função: Um tubo muscular que transporta os alimentos da boca até o
estômago. Os movimentos peristálticos (contrações musculares) ajudam a
empurrar o alimento para baixo.
• Estômago:
– Função: Um órgão oco que armazena os alimentos e os mistura com sucos gástricos
(ácido clorídrico e enzimas como a pepsina) para digestão. O ambiente ácido do
estômago também ajuda a matar microrganismos presentes nos alimentos.
• Intestino Delgado:
– Divisão: Composto por três partes: duodeno, jejuno e íleo.
– Função: A maior parte da digestão e absorção de nutrientes ocorre aqui. O duodeno
recebe sucos pancreáticos e bile (do fígado) para ajudar na digestão de gorduras,
proteínas e carboidratos. O jejuno e o íleo são responsáveis pela absorção dos
nutrientes digeridos.
• Intestino Grosso:
– Divisão: Inclui ceco, cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide) e reto.
– Função: A principal função do intestino grosso é a absorção de água e eletrólitos,
além da formação e armazenamento de fezes. A flora intestinal desempenha um
papel importante na fermentação de resíduos não digeríveis.
• Fígado:
– Função: Produz bile, que é armazenada na vesícula biliar. O fígado também
desempenha funções metabólicas, transforma nutrientes absorvidos em
compostos utilizáveis e detoxifica substâncias nocivas.
• Pâncreas:
– Função: Produz enzimas digestivas que são liberadas no intestino delgado,
além de secreção de bicarbonato que ajuda a neutralizar o ácido do
estômago. O pâncreas também é uma glândula endócrina, secretando
hormônios como insulina.
• Vesícula Biliar:
– Função: Armazena a bile produzida pelo fígado. Durante as refeições, a bile
é liberada na corrente intestinal para ajudar na digestão e absorção de
gorduras.
Processo Digestivo
• Ingestão: O alimento é ingerido e processado na boca.
• Digestão Mecânica e Química: O alimento é triturado e misturado com
enzimas digestivas.
• Transporte: O alimento é empurrado pelo esôfago até o estômago e,
depois, através do intestino delgado e grosso.
• Absorção: Nutrientes são absorvidos pelas paredes do intestino delgado
e passam para a corrente sanguínea.
• Eliminação: Os resíduos não digeridos e não absorvidos são
armazenados no intestino grosso e, eventualmente, eliminados pelo reto
na forma de fezes.
2. Patologias Comuns do Sistema Digestivo
2.1 Refluxo Gastroesofágico (GERD)
O Refluxo Gastroesofágico (GERD, na sigla em inglês para Gastroesophageal Reflux Disease) é
uma condição crônica caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, resultando
em sintomas e complicações. Este problema ocorre quando o esfíncter esofágico inferior (EEI),
que normalmente impede o refluxo do ácido e do conteúdo do estômago, não funciona
adequadamente.
Fisiopatologia
• Função do Esfíncter Esôfago Inferior: Normalmente, o EEI se abre para permitir a passagem de
alimentos e líquidos para o estômago e se fecha para impedir que esses conteúdos voltem para o
esôfago. Na GERD, esse mecanismo de fechamento não funciona corretamente, permitindo que
o ácido gástrico e, por vezes, o conteúdo alimentício, retornem ao esôfago.
• Fatores Contribuintes:
O Pressão abdominal aumentada: Obesidade, gravidez ou esforço físico intenso.
O Diminuição do tônus do EEI: Como resultado de certas comidas, bebidas (cafeína, álcool) e
medicamentos.
O Hérnia hiatal: Quando parte do estômago se projeta para cima através do diafragma, levando a
um pior funcionamento do EEI.
Sintomas
Os sintomas do GERD podem variar e incluem:
• Queimação (azia): Sensação de queimação no peito, geralmente após refeições ou à
noite.
• Regurgitação: Sensação de ácido ou alimento voltando para a boca.
• Dificuldade em engolir (disfagia).
• Dor no peito: Que pode ser confundida com dor cardíaca.
• Tosse crônica, rouquidão ou dor de garganta.
• Sintomas respiratórios: Como asma ou pneumonia aspirativa.
Diagnóstico
O diagnóstico de GERD é geralmente clínico e pode incluir:
1. História clínica: Avaliação dos sintomas e sua frequência.
2. Esofagogastroduodenoscopia (EGD): Para observar alterações esofágicas.
3. Monitoramento do pH esofágico: Para medir a quantidade de ácido no esôfago.
4. Manometria esofágica: Para avaliar a motilidade e a pressão do EEI.
Tratamento
O tratamento do GERD geralmente inclui:
1. Modificações no Estilo de Vida
• Evitar alimentos desencadeantes: Inclui cafeína, álcool, alimentos gordurosos,
chocolate, alimentos picantes, e tomate.
• Reduzir o peso corporal: Para diminuir a pressão abdominal.
• Fazer refeições menores e mais frequentes.
• Coçar a cabeceira da cama: Elevação durante a noite para reduzir o refluxo.
2. Medicamentos
• Antiácidos: Neutralizam o ácido estomacal e proporcionam alívio rápido (ex.: hidróxido
de magnésio, carbonato de cálcio).
• Antagonistas dos receptores H2: Reduzem a produção de ácido (ex.: ranitidina,
famotidina).
• Inibidores da bomba de prótons (IBPs): (ex.: omeprazol, lansoprazol) são mais eficazes
para controle a longo prazo da produção de ácido.
• Procinéticos: (ex.: metoclopramida) podem ajudar a aumentar a motilidade gástrica.
Considerações Psicológicas e Interações com a Saúde Mental
O GERD pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e nas condições
psicológicas dos pacientes, como:
• Ansiedade e depressão: Devido ao desconforto físico constante, às limitações na
dieta e ao medo de ataques de refluxo.
• Abordagens integradas: A psicologia pode desempenhar um papel importante no
manejo do estresse associado a condições gastrointestinais.
2.2 Úlceras Gástricas e Duodenais
As úlcera gástrica e a úlcera duodenal são feridas abertas que se formam na
mucosa do estômago e na mucosa do duodeno (a primeira parte do intestino
delgado), respectivamente. Ambas fazem parte de um grupo de distúrbios
conhecidos como doenças ulcerativas pépticas.
Definição e Tipos
• Úlcera Gástrica: Forma-se na mucosa do estômago e ocorre quando há um desequilíbrio entre
os fatores agressivos (como o ácido gástrico) e os fatores protetores (como a mucosa que reveste
o estômago).
• Úlcera Duodenal: Forma-se na mucosa do duodeno. Geralmente, essas úlceras estão associadas
a uma secreção excessiva de ácido, o que pode ocorrer devido a diferentes fatores.
Causas
As causas das úlceras gástricas e duodenais são variadas, incluindo:
• Infecção por Helicobacter pylori:
Uma das causas mais comuns de úlceras pépticas. Esta bactéria reside na mucosa do estômago,
onde pode causar inflamação e danificar a mucosa protetora.
•Uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs):
Medicamentos como ibuprofeno e naproxeno podem irritar a mucosa gástrica e resultar na
formação de úlceras.
• Exposição ao ácido gástrico:
Produção excessiva de ácido, que pode ser provocada por fatores como estresse, alimentação
inadequada, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo.
Sintomas
Os sintomas das úlceras gástricas e duodenais podem ser semelhantes, mas geralmente incluem:
• Dor abdominal: Pode ocorrer de forma intermitente e é frequentemente descrita como uma dor
que "queima" ou "fura". As úlceras gástricas geralmente causam dor logo após as refeições,
enquanto as úlceras duodenais costumam causar dor algumas horas após a refeição e podem ser
aliviadas pela ingestão de alimentos.
• Indigestão e sensação de estômago cheio:
• Náuseas e vômitos.
• Perda de apetite: Devido à dor ou desconforto ao comer.
• Sangramento: Pode ocorrer, manifestando-se como fezes escuras (melena) ou vômito com
sangue.
Diagnóstico
O diagnóstico de úlceras gástricas e duodenais pode envolver os seguintes procedimentos:
• Endoscopia digestiva alta: Um procedimento onde um tubo flexível é inserido pela boca para
visualizar o esôfago, estômago e duodeno, permitindo a detecção de úlceras.
• Exames de sangue e fezes: Para detectar a presença de Helicobacter pylori ou anemia (resultante
de sangramento).
• Radiografia com contraste (se for necessário evitar a endoscopia): Para visualizar anomalias no
trato gastrointestinal.
Tratamento
O tratamento das úlceras gástricas e duodenais envolve diferentes abordagens, incluindo:
1. Medicamentos
• Antibióticos: Para erradicar Helicobacter pylori (por exemplo, amoxicilina, claritromicina).
• Inibidores da bomba de prótons (IBPs): Reduzem a produção de ácido e ajudam a curar a
úlcera (por exemplo, omeprazol, lansoprazol).
• Antagonistas dos receptores H2: Também diminuem a produção de ácido, mas são menos
eficazes para a cura em comparação aos IBPs (por exemplo, ranitidina, famotidina).
• Protetores da mucosa: Como o sucralfato, que protege a mucosa gástrica e duodenal,
ajudando na cicatrização.
2. Mudanças no Estilo de Vida
• Evitar alimentos e bebidas que irritam o estômago: Como álcool, café e alimentos
picantes.
• Parar de fumar: O tabagismo pode atrasar a cicatrização e aumentar o risco de
complicações.
2.3 Doença Inflamatória Intestinal (DII)
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) refere-se a um grupo de condições inflamatórias
crônicas que afetam o trato gastrointestinal, sendo as duas principais condições doença
de Crohn e colite ulcerativa. Ambas são condições autoimunes, onde o sistema
imunológico ataca erroneamente os tecidos do próprio corpo, causando inflamação
intestinal.
Tipos de DII
1. Doença de Crohn:
• Características:
O Pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus, mas é
mais comum no íleo (parte final do intestino delgado).
O A inflamação pode atingir todas as camadas da parede intestinal.
O Pode resultar em complicações como fístulas (conexões anormais entre órgãos) e
abscessos.
Sintomas:
oDor abdominal, diarreia crônica (que pode ser sanguinolenta), perda de peso, febre,
fadiga e dores nas articulações.
2. Colite Ulcerativa:
• Características:
- Afeta principalmente o cólon (intestino grosso) e o reto.
- A inflamação é geralmente limitada à camada mais interna da parede intestinal.
• Sintomas:
Diarreia com sangue, dor abdominal, urgência para evacuar, perda de peso e fadiga.
Causas
As causas exatas da DII não são completamente compreendidas, mas acredita-se que
envolvam uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Algumas
considerações incluem:
• Predisposição genética: Há uma maior incidência de DII em indivíduos com histórico
familiar da doença.
• Fatores ambientais: Como a dieta, tabagismo (um fator de risco para a doença de
Crohn) e a exposição a agentes infecciosos.
• Disfunção imunológica: O sistema imunológico pode reagir de forma inadequada a
microrganismos intestinais normais, levando à inflamação crônica.
Diagnóstico
O diagnóstico da DII pode envolver vários métodos:
• História clínica: Avaliação de sintomas e histórico de saúde.
• Exame físico: Para identificar sinais de inflamação abdominal e outras
complicações.
• Exames laboratoriais: Como hemograma completo, que pode mostrar anemia e
outros sinais de inflamação.
• Colonosporia: Considerada o padrão ouro para o diagnóstico, permitindo a
visualização direta do cólon e a coleta de biópsias.
•Imagens: Exames como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância
magnética (RM) podem ser úteis para avaliar a extensão da doença.
Tratamento
O tratamento da DII tem como objetivo reduzir a inflamação, controlar os sintomas e
evitar complicações. As opções incluem:
1. Medicamentos
• Anti-inflamatórios: Aminossalicilatos (como mesalazina) são frequentemente usados
em casos leves a moderados.
• Corticosteroides: Para controlar exacerbções. Não devem ser usados a longo prazo
devido a efeitos colaterais.
• Imunossupressores: Como azatioprina e metotrexato, ajudam a reduzir a atividade do
sistema imunológico.
• Terapia biológica: Inibidores do fator de necrose tumoral (TNF), como infliximabe e
adalimumabe, são usados em casos moderados a graves para bloquear a inflamação.
2. Mudanças na Dieta
• Embora não haja uma dieta específica, muitos pacientes se beneficiam de evitar
alimentos que agravam os sintomas, como laticínios, alimentos ricos em fibras e
alimentos gordurosos.
• Consultar um nutricionista especializado em DII pode ser útil.
Implicações Psicológicas e Qualidade de Vida
A DII pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Muitos
enfrentam desafios emocionais e sociais, incluindo:
• Ansiedade e depressão: Devido ao impacto dos sintomas e à carga de conviver
com uma doença crônica.
• Estigmatização: Questões relacionadas à diarreia e à urgência para evacuar
podem levar a sentimentos de constrangimento.
• Interrupção nas atividades diárias: Os sintomas podem limitar a capacidade de
trabalhar ou participar de atividades sociais.
Implementar um cuidado multidisciplinar que inclua suporte psicológico, além do
tratamento médico, é essencial para melhorar a qualidade de vida.
2.4 Síndrome do Intestino Irritável (SII)
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma condição gastrointestinal crônica que
afeta o funcionamento do intestino, resultando em um conjunto de sintomas que
podem variar em intensidade e frequência. A SII é considerada uma desordem
funcional, pois não há anormalidades estruturais detectáveis no intestino, mas os
indivíduos apresentam alterações na motilidade intestinal e na sensibilidade do
trato gastrointestinal.
Sintomas
Os sintomas da SII podem incluir:
• Dor abdominal: Frequentemente aliviada pela evacuação e pode variar em
localização e intensidade.
• Mudanças nos hábitos intestinais: Isso pode incluir diarreia, constipação ou uma
alternância entre os dois.
• Inchaço abdominal: Sensação de distensão ou plenitude abdominal.
• Flatulência: Aumento da formação de gases e sensação de inchaço.
• Mucosa nas fezes: A presença de muco pode ser reportada por alguns pacientes.
[Link]
As causas exatas da SII não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que
uma combinação de fatores contribua para o seu desenvolvimento, incluindo:
• Disfunções na motilidade intestinal: Anormalidades nos movimentos dos
músculos do intestino podem causar constipação ou diarreia.
• Aumento da sensibilidade visceral: Indivíduos com SII podem ter um intestino
mais sensível, o que leva a uma maior percepção de dor e desconforto.
•Fatores psicológicos: Estresse, ansiedade e depressão podem exacerbar os
sintomas.
• Infecções intestinais anteriores: Algumas pessoas relatam o início dos sintomas
após uma gastroenterite viral ou bacteriana.
• Alterações na flora intestinal: Desequilíbrios na microbiota intestinal também
têm sido associados à SII.
Diagnóstico
O diagnóstico da SII é geralmente clínico e envolve uma combinação de:
•História médica detalhada: Incluindo a descrição dos sintomas e sua frequência.
• Exames físicos: Para descartar outras doenças.
• Critérios de Roma: Os critérios de Roma IV são frequentemente usados, que
incluem a presença de dor abdominal, em média, pelo menos uma vez por semana
nos últimos três meses, associada a duas ou mais das seguintes características:
o Relacionada à defecação.
o Associada a uma mudança na frequência das fezes.
o Associada a uma mudança na aparência das fezes.
• Exames laboratoriais: Podem ser realizados para excluir outras condições
(como doenças inflamatórias do intestino, doença celíaca ou infecções).
Tratamento
O tratamento da SII é personalizado e pode envolver uma combinação de abordagens,
incluindo:
1. Mudanças na Dieta
• Dieta de eliminação: Identificar e evitar alimentos que desencadeiem sintomas (como
laticínios, trigo ou alimentos ricos em fibras).
• Dieta baixa em FODMAP: Redução de carboidratos de cadeia curta que não são bem
absorvidos no intestino, para aliviar os sintomas. Exemplos incluem cebolas, alho, feijão e
produtos lácteos.
• Aumento da ingestão de fibras: Especialmente para aqueles que apresentam constipação
predominante. Isso deve ser feito gradualmente para evitar a exacerbação de sintomas.
2. Medicamentos
• Antiespasmódicos: Para aliviar cólicas e dor abdominal.
• Laxantes ou medicamentos antidiarreicos: Dependendo do padrão de sintomas
(constipação ou diarreia).
• Antidepressivos: Em baixas doses, podem ajudar a reduzir a dor abdominal e melhorar a
qualidade de vida, mesmo em pacientes sem depressão
Considerações Psicológicas
A SII pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. Os
sintomas podem levar a:
• Ansiedade e depressão: Devido à natureza crônica e desconfortável dos sintomas.
• Interrupção das atividades diárias: Como trabalho e vida social.
3. Implicações Psicológicas das Patologias Digestivas
As patologias digestivas podem ter um impacto significativo na saúde mental dos
pacientes. Estudos mostram que as condições como GERD e DII estão
frequentemente associadas a níveis mais altos de ansiedade e depressão
(Drossman et al., 2016). Algumas considerações importantes incluem:
• Relação bidirecional: O estresse pode agravar os sintomas gastrointestinais, e a
dor crônica pode levar a problemas psicológicos.
• Qualidade de vida: Pacientes com doenças inflamatórias intestinais
frequentemente relatam uma diminuição na qualidade de vida, o que afeta seu
bem-estar emocional.
4. Discussão e Atividade Prática
Discussão em Grupo:
• Como as condições gastrointestinais afetam as interações
sociais e a qualidade de vida?
• A importância da empatia no atendimento psicológico para
pacientes com doenças digestivas.
Atividade: Estudo de Caso
• Apresentar um cenário de um paciente com GERD:
descrever os sintomas, as possíveis causas emocionais e os
tratamentos disponíveis. Como abordariam o apoio
psicológico para esse paciente.
Referências
• Carabotti, M., Scirocco, A., Maselli, M. A. & Severi, C. (2015). The gut-brain axis: A
review. Eur Rev Med Pharmacol Sci, 19(18), 30-34.
• Drossman, D. A., Hashimoto, T. & Hyman, P. E. (2016). The role of psychosocial
factors in the pathophysiology of functional gastrointestinal disorders.
Gastroenterology Clinics of North America, 45(3), 413-429.
[Link]
• Guyton, A. C. & Hall, J. E. (2016). Tratado de Fisiologia Médica (13. ed.). Elsevier.
• Malfertheiner, P., Megraud, F., O'Morain, C. A. & et al. (2017). Management of
Helicobacter pylori infection—the Maastricht V/Florence Consensus Report. Gut,
66(1), 6-30. [Link]
• Sands, B. E. (2019). Clinical advances in inflammatory bowel disease. The Lancet,
394(10216), 1525-1537. [Link]