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Aula 2 - Desidratação

O documento aborda a desidratação em recém-nascidos e crianças, destacando sua definição, tipos, causas e manifestações clínicas. A assistência de enfermagem é detalhada em planos de tratamento para desidratação leve, moderada e grave, enfatizando a importância da reidratação e monitoramento. Referências são fornecidas para suporte adicional sobre o manejo da desidratação pediátrica.

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Aula 2 - Desidratação

O documento aborda a desidratação em recém-nascidos e crianças, destacando sua definição, tipos, causas e manifestações clínicas. A assistência de enfermagem é detalhada em planos de tratamento para desidratação leve, moderada e grave, enfatizando a importância da reidratação e monitoramento. Referências são fornecidas para suporte adicional sobre o manejo da desidratação pediátrica.

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Cuidado Integral a Saúde do RN e Criança

PROBLEMAS GASTROINTESTINAIS
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO

⚫ Definição:
A Desidratação ocorre pela perda anormal de água e eletrólitos
que são responsáveis pela manutenção do equilíbrio do
organismo.
DESIDRATAÇÃO
⚫ As crianças tem maior necessidade de água e são mais
vulneráveis à alteração do equilíbrio hidroeletrolítico. Assim
quanto menor a criança maior a perda de líquidos, pois o RN
e o lactente tem maior quantidade de líquido extracelular
(LEC) do que de líquido intracelular(LIC) o que facilita a
perda imediata de água corpórea quando há desidratação,
diferentemente do adulto, no qual o líquido corpóreo está
principalmente, no espaço intracelular.
TIPOS DE DESIDRATAÇÃO

- LEVE: perda de 3 a 5% do peso corpóreo. Sinais clínicos ausentes


ou discretos: sede e urina concentrada;

- MODERADA : Perda de 5 a 10% do peso corpóreo;

- GRAVE: Perda de 10% ou mais do peso corpóreo;


ETIOLOGIA DA DESIDRATAÇÃO
⚫ Diarréia;
⚫ Vômitos repetidos;
⚫ Febre;
⚫ ↑Temperatura ambiente: suor, Ingestão
inadequada de líquidos.
⚫ Queimaduras;
⚫ Sudorese excessiva;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS GERAIS DA DESIDRATAÇÃO
⚫ Perda de peso;
⚫ Irritabilidade e Prostração;
⚫ Fontanela deprimida;
⚫ Olhos encovados;
⚫ ↓ Turgor do subcutâneo;
⚫ Mucosas secas;
⚫ Choro sem lágrimas;
⚫ ↑ Sede
⚫ ↓ Perfusão periférica;
⚫ Pulso fino e rápido;
⚫ Hipertemia;
⚫ Oligúria;
⚫ Vômito;
⚫ Diarréia;
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À GRAVIDADE

Leve (1º grau de 3 a 5% do peso corpóreo)


⚫ Estado geral em Alerta, com sede;
⚫ Boca seca, com língua seca e saburrosa;
⚫ Olhos normais ou pouco encovados;
⚫ Lágrimas Presentes;
⚫ Fontanela Plana;
⚫ Pele quente, seca, elasticidade normal;
⚫ Pulsos normais;
⚫ Enchimento capilar normal(3s);
⚫ Perda Ponderal de até 5%;
⚫ Déficit estimado Até 50ml/Kg.
Moderada (2º grau de 5 a 10% do peso corpóreo)
⚫ Agitada, muita sede;
⚫ Boca muito seca, lábios às vezes cianóticos;
⚫ Olhos encovados;
⚫ Lágrimas ausentes ou diminuídas;
⚫ Fontanela deprimida;
⚫ Extremidades frias, elasticidade ↓;
⚫ Pulsos finos;
⚫ Enchimento capilar lentificado (3-10s);
⚫ Perda Ponderal 5 a 10%;
⚫ Déficit estimado 50 a 100ml/Kg;
Grave (3º grau 10% ou mais do
peso corpóreo)
⚫ Letárgica;
⚫ Lábios cianóticos;
⚫ Olhos Muito encovados;
⚫ Lágrimas ausentes;
⚫ Fontanela muito deprimida;
⚫ Pele fria, acinzentada, elasticidade ↓;
⚫ Pulsos muito finos;
⚫ Enchimento capilar muito lentificado
(>10s);
⚫ Perda Ponderal > 10%;
⚫ Déficit estimado > 100ml/Kg.
TRATAMENTO DA DESIDRATAÇÃO

⚫ Desidratação leve, a reidratação oral pode ser suficiente.


⚫ Deve ser feito uma boa anamnese para descobrir e tratar a
causa da desidratação.
⚫ O prognóstico é bom se a desidratação for identificada e
tratada rapidamente.
⚫ Criança pode ficar gravemente desidratada em pouco tempo.
⚫ Se não tratada, a desidratação grave pode
provocar convulsões, lesões cerebrais permanentes ou
morte.
PLANO A: TRATAR A DESIDRATAÇÃO EM CASA

⚫ DESIDRATAÇÃO LEVE (GRAU 1)


✓ Recomendar uma ingestão maior de líquidos;
✓ Mostrar à família como reconhecer os sinais de desidratação;
✓ Recomendar que caso haja piora, inicie a administração de soro de reidratação oral;
⚫ Recomendar à mãe a: Administrar freqüentemente pequenos goles de líquidos;
⚫ Se a criança vomitar, aguardar 10 minutos e depois continuar, porém mais lentamente;

⚫ Retornar caso não consegue beber nem mamar no peito, piora do estado geral,
aparecimento ou piora da febre;
⚫ Orientar sobre a quantidade de SRO a ser administrada até completar o tratamento em

casa;
PLANO B- A CRIANÇA COM DESIDRATAÇÃO

⚫ DESIDRATAÇÃO MODERADA GRAU 2

⚫ As crianças com desidrataçãomoderada devem permanecer na


unidade de saúde até a reidratação completa;

⚫ Durante um período de 4 horas, deve-se administrar, no serviço


de saúde a quantidade recomendada de SRO;

▪ Oferecer, com frequência, pequenos goles usando copo ou colher;

▪ Se a criança vomitar, aguardar 10 minutos e continuar mais


lentamente;
PLANO B
A CRIANÇA COM DESIDRATAÇÃO

Após 4 horas:
⚫ Reavaliar a criança e classificar quanto a desidratação;
⚫ Se possível, alimentar a criança no serviço de saúde;
⚫ Se a mãe precisar ir para casa antes de terminar o tratamento,
deve ser orientada sobre como preparar o SRO em casa e a
quantidade de SRO a ser administrado;
⚫ Oferecer os pacotes de SRO necessários e explicar as regras do
plano A.
⚫ A criança deve ser reavaliada no Serviço de saúde após 24 horas da alta. A
família deve ser orientada para sinais que indiquem recaída do quadro
clínico:
⚫ Sede intensa;
⚫ Vômitos;
⚫ Piora da diarréia;
⚫ Irritabilidade ou prostração;
⚫ Diminuição da diurese;
⚫ DESIDRATAÇÃO GRAVE –PLANO C

⚫ A criança deve ser transferida com urgência


para o hospital para receber tratamento
endovenoso;
⚫ Se a criança conseguir beber, oferecê-la
durante o trajeto;
⚫ Se há experiência com uso de da sonda
nasogástrica, pode-se tentar a reidratatação
por esta via: oferecer SRO 20 a 30
ml/Kg/h.
PANO C: TRATAR RAPIDAMENTE A DESIDRATAÇÃO GRAVE

⚫ Porém lembrar que esta é uma situação de grande


gravidade, não se podendo perder tempo. O plano
C compõe de duas fases:
PLANO C
HIDRATAÇÃOVENOSA OU TREV (TERAPIA DE
REIDRATAÇÃO VENOSA)

Fase de expansão Fase de manutenção


e reposição
⚫ Acesso Venoso: adequado (agulhas calibrosas, dois acessos
venosos simultâneos.

⚫ Término fase de expansão (rápida) : quando há melhora


clínica da criança, desaparecimento dos sinais de desidratação.
Nesta fase, é muito importante a reavaliação da criança, pelo
menos a cada hora, pelo profissional de saúde.
Assistência de Enfermagem à Criança Desidratação da No
Ambiente Hospitalar.

⚫ Avaliação da criança;
⚫ Realizar balanço hídrico;
⚫ Realização de exame físico;
⚫ Verificação de SSVV;
⚫ Controle de eliminações;
⚫ Controle rigoroso do gotejamento das
infusões venosas;
⚫ Avaliação contínua do quadro clínico;
⚫ Cuidados de higiene e orientações;
REFERÊNCIAS
⚫ Pediatria Ambulatorial ; Editora Medbook; 2008;
⚫ Pediatria Ambulatorial/Ennio Leao[et al]; 4 edição- Belo Horizonte;
Coopmed 2005.
⚫ Collet Neusa; Manual de Enfermagem em Pediatria- 2 edição ; Goiânia:AB,
2010.
⚫ https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente
_diarreia_cartaz.pdf

⚫ https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a- z/d/dda

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