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Contestacao

O documento é uma contestação apresentada por Rui Magaia em um processo judicial, onde ele contesta a inclusão de sua esposa, Lúcia Manguele, como ré na ação movida por Pedro Filipe Magaia, alegando ilegitimidade passiva. Além disso, o réu argumenta que possui uma procuração que lhe confere direitos sobre o imóvel em questão e solicita a condenação do requerente ao pagamento de valores investidos no imóvel. O réu também impugna a veracidade dos documentos apresentados pelo autor e pede a exclusão de sua esposa do processo.

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Contestacao

O documento é uma contestação apresentada por Rui Magaia em um processo judicial, onde ele contesta a inclusão de sua esposa, Lúcia Manguele, como ré na ação movida por Pedro Filipe Magaia, alegando ilegitimidade passiva. Além disso, o réu argumenta que possui uma procuração que lhe confere direitos sobre o imóvel em questão e solicita a condenação do requerente ao pagamento de valores investidos no imóvel. O réu também impugna a veracidade dos documentos apresentados pelo autor e pede a exclusão de sua esposa do processo.

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UNIVERSIDADE SÃO TOMÁS DE MOÇAMBIQUE

Trabalho de Práticas Jurídicas

Contestação

Discente: Marinela Francisco Gouveia

Turma: TMP7LDR3 – Sala: 6

Codigo do estudante :

Docente: [Link] Armindo

Maputo, Março de 2025


Meritíssimo Doutor Juiz do Tribunal Judicial
da Província de Maputo

Processo n. º 05/20/B – 6ª Secção Cível

RUI MAGAIA, ora Réu, nos autos da acção que lhe move Pedro Filipe Magaia, vem,
mui respeitosamente, à presença de V. Excia, por intermédio do seu mandatário
legalmente constituído, apresentar contestação, nos termos dos artigos 486.º e seguintes
do CPC, o que faz com os seguintes fundamentos de facto e de direito:

POR EXCEPÇÃO
A) Exceção de falta de legitimidade passiva da esposa do Réu.

1.º

O Réu suscita nos termos da Alinea b) do nº 1 do art 494 do CPC, a excepção dilatória
de ilegitimidade passiva quanto à sua esposa, Lúcia Manguele, que foi indevidamente
incluída no polo passivo da acção.

A referida senhora jamais interveio nos contratos ou transações relacionados com o


imóvel.

Excepção de enriquecimento sem causa.

Caso V. Excia entenda que o Requerente tem algum direito sobre o imóvel, requer-se o
reconhecimento de enriquecimento sem causa.

O Réu investiu valores expressivos no imóvel, bem como arcou com empréstimos
financeiros ao pai do Requerente.

Requer-se a condenação do Requerente no pagamento dos valores investidos, sendo


metade para o Réu e metade para sua segunda esposa.

POR IMPUGNAÇÃO À CAUTELA

O Réu impugna, por não corresponderem à verdade, os factos constantes da petição


inicial, designadamente no que se refere à titularidade da casa objecto da presente lide.

A verdade dos factos é que o Réu recebeu procuração com poderes amplos e
irrevogáveis, passada em vida pelo pai do Requerente, na qual lhe foi conferido o direito
de usar, alienar, hipotecar ou vender o imóvel, inclusive a si próprio.

Tal procuração foi outorgada muito antes do falecimento do outorgante e não por causa
de doença, mas sim em razão da grave situação financeira que este atravessava.

10º

O Réu, com base nessa procuração, formalizou a venda do imóvel em seu favor,
legitimamente e dentro dos poderes conferidos.

11º

O Réu realizou investimentos substanciais no imóvel, em valor aproximado de


200.000,00MT, conforme se pode comprovar por documentos e testemunhas.

12º

O Requerente sempre residiu no imóvel por mera liberalidade do Réu.


13º

O Réu não reconhece a veracidade dos documentos juntos pelo Autor, os quais se
suspeita serem apócrifos.

II. PEDIDO:
Termos em que, nos mais de direito aplicável e noutros que forem supridos por V. Excia,
deve a presente contestação ser julgada procedente e, por via dela:

15º

Sejam julgados improcedentes todos os pedidos formulados pelo Requerente;

16º

Seja a esposa do Réu, Lúcia Manguele, excluída do polo passivo da acção;

17º

Subsidiariamente, seja o Requerente condenado ao pagamento dos valores investidos


pelo Réu;

18º

Seja o Requerente condenado em custas e demais encargos legais.

III. PROVA

O Réu pretende provar os factos acima alegados por todos os meios de prova admitidos
em direito, especialmente:

 Prova documental:
a. Procuração;
b. Declarações de emprestimos monetários.

 Prova testemunhal, nomeadamente:


a. Sr. Chico Abreu, colega do Réu;
b. Sr. Saul Magaia, primo e testemunha da outorga da procuração.

Valor da Causa: Dois Milhões de Meticais (2000.000.000).

Maputo, 24 de Março de 2025

O Advogado Estagiário

__________________________

Moisés Júnior

Carteira Proficional nº 100

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