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O Referencial Curricular Municipal para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental enfatiza a importância da Língua Estrangeira como prática social e propõe uma abordagem comunicativa, onde o professor atua como facilitador e o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) servem como diretrizes para a prática docente, promovendo a interação e a relevância do ensino em contextos reais. A reflexão sobre a prática pedagógica e a adaptação às necessidades dos alunos são fundamentais para o desenvolvimento de competências linguísticas significativas.
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O Referencial Curricular Municipal para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental enfatiza a importância da Língua Estrangeira como prática social e propõe uma abordagem comunicativa, onde o professor atua como facilitador e o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) servem como diretrizes para a prática docente, promovendo a interação e a relevância do ensino em contextos reais. A reflexão sobre a prática pedagógica e a adaptação às necessidades dos alunos são fundamentais para o desenvolvimento de competências linguísticas significativas.
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REFERENCIAL

CURRICULAR
MUNICIPAL PARA
OS ANOS INICIAIS
DO ENSINO
FUNDAMENTAL
3. Concepção por área – ensino, aprendizagem e orientações pedagógicas e didáticas

LÍNGUA ESTRANGEIRA

Marcos da concepção
Durante muito tempo, os únicos documentos que se constituíam como referências e diretrizes curriculares
para professores de Língua Estrangeira foram os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN-LE 3º e 4º ciclos do
Ensino Fundamental, 1998; PCN-EM, 2000; PCN+, 2002) e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Lin-
guagens, Códigos e suas Tecnologias (OCEM, 2005).
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) surge em 2016, com o intuito de retomar, atualizar e ampliar as
propostas contidas nesses documentos, uma vez que elabora objetivos de aprendizagem em uma progressão or-
ganizada com base nas práticas sociais e de interação com textos que podem constituí-las. Dessa forma, a BNCC é
um documento relevante para nortear as reflexões aqui levantadas.
Segundo Gazzoti (1999), os PCN de Língua Estrangeira 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental resgatam o papel
das línguas estrangeiras na educação regular no Brasil. Até essa reformulação, Língua Estrangeira não tinha sido
disciplina obrigatória e era interpretada como atividade extra. Portanto, alunos não se envolviam com as aulas
porque, paradoxalmente, elas não eram consideradas importantes na educação formal.
A BNCC e os PCN servem como ponto de partida para os pontos que serão desenvolvidos ao longo desse texto.
O Referencial Curricular Municipal dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental não consiste em um conjunto de
regras e doutrinas que devem ser seguidas fielmente pelos professores, mas sim em um dispositivo norteador
do qual os educadores podem dispor em sua prática docente. Afinal, toda e qualquer sala de aula é marcada pela
pluralidade e, nesse sentido, é preciso adaptar, sempre que necessário, os princípios metodológicos que regem as
aulas para atender às demandas e necessidades dos aprendizes, levando em conta suas habilidades, curiosidades,
escolhas e o background cultural.
O PCN (Brasil, 1998) ressalta que o ensino de uma Língua Estrangeira seja fundamentado pela função social
e o conhecimento prévio da língua materna do aprendiz. Nesse mesmo viés, a BNCC retoma a proposta em uma
perspectiva de educação linguística como prática social, reconhecendo a importância de considerar o conheci-
mento de mundo que esse aluno traz para sala de aula, para que o ensino seja significativo e pautado na busca do
desenvolvimento não de reprodutores do conhecimento, mas de cidadãos críticos.
Mota (2008) destaca quatro questões sobre o ensino e a aprendizagem da Língua Estrangeira:
1. A necessidade de estabelecer relações entre a língua estrangeira e a própria língua materna ou mesmo
outras questões atreladas à realidade do aprendiz, para ampliar a sua “autopercepção”.
2. A interação entre os aprendizes e o desenvolvimento de sua competência interpessoal, por meio de
situações em sala de aula que promovem essas relações e que ecoam nos princípios da teoria do socioin-
teracionismo, proposta por Lev Vygotsky.
3. A realização de atividades que tenham uma “função social”, isto é, que permitam ao aprendiz se valer
desse conhecimento para alguma situação de ordem prática em seu cotidiano.
4. O predomínio do ensino de leitura de textos em língua estrangeira, mas a também necessária utilização
de atividades que envolvam outras habilidades, como a oralidade e a audição.
Em relação ao primeiro ponto, é pertinente trazer à tona algumas reflexões citadas por Vygotsky. Um dos pon-
tos defendidos por ele é o fato de que a aprendizagem de uma língua estrangeira depende do grau de desenvolvi-
mento da língua materna. Segundo Rocha (2008), apesar de inicialmente basear seu desenvolvimento na Língua
Materna, a Língua Estrangeira pode, posteriormente, colaborar para o desenvolvimento dela.
Considerando o segundo e o terceiro pontos acima levantados por Mota (2008), é válido transpor os princípios
da teoria sociointeracionista de Vygotsky para o ensino e a aprendizagem de Língua Estrangeira, uma vez que sua
teoria é pautada nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior. Nesse viés, nenhum conhecimento é
construído por um indivíduo apenas, mas em parceria com outros – os mediadores. Por isso, as atividades propos-
tas pelos professores de Língua Estrangeira devem acontecer nesse conjunto de relações interacionais entre o eu,
o outro e o mundo, em que todos têm responsabilidades e contribuições.
Quanto ao quarto ponto, vale ressaltar que, embora o PCN destaque a importância da leitura em Língua Es-
trangeira, isso não significa descartar as aprendizagens relacionadas à audição, fala e escrita. Essa integração é

105
Pressupostos teórico-metodológicos das práticas pedagógicas

importante para promover o ensino de línguas o mais próximo possível do cotidiano. Por exemplo, quando se as-
siste a um bom filme e se quer recomendá-lo aos amigos, numa conversa ou por meio de mensagem. Nesse caso,
lança-se mão de aprendizagens envolvendo audição, fala e escrita.
O contexto de ensino e aprendizagem aqui apresentado dialoga com a percepção de Mota (2008) quando a
autora destaca que, ao ministrar aulas, o professor de Língua Estrangeira deve estar atento ao desenvolvimento
dessas aprendizagens. No entanto, sabemos que é comum, ao abrir as páginas de um material didático, deparar-se
com atividades que se propõem a trabalhar aprendizagens específicas, a exemplo daquelas em que os aprendizes
têm de ouvir uma gravação e marcar a alternativa correta.
Em atividades desse tipo, predomina o uso da audição. No entanto, diante dessa restrição, o professor pode
ativar outras aprendizagens relacionadas à escrita, oralidade e leitura, inserindo exercícios complementares. Ele
pode solicitar que os aprendizes leiam as respostas oralmente, discutindo-as e reescrevendo as atividades. Essa é
uma estratégia que pode ser realizada em atividades de audição, leitura, fala e escrita.

Criar atividades em que as quatro habilidades estejam envolvidas promove uma aprendizagem mais ho-
lística, uma vez que o conhecimento, assim como as vivências, não ocorre de forma compartimentada.
Ademais, em situações reais, um aprendiz não ouve diálogos ou textos orais como nas atividades em sala
de aula, com pausas e repetições. De forma análoga, ao ler um texto, os alunos, em um contexto real, não
buscariam as mesmas questões presentes em atividades de compreensão de texto e, em alguns casos, nem
ao menos se sentiriam interessados em lê-lo. Para evitar discrepâncias entre a metodologia das aulas e as
escolhas ou afinidades dos educandos, o professor deve envolvê-los em cada atividade, ativando o conheci-
mento prévio que eles têm sobre cada assunto estudado, de modo que ocorra nesse estágio uma projeção de
uma situação em um contexto real. (MOTA, 2008, p. 18)

Sendo assim, uma aprendizagem tem o papel de reforçar a outra, contribuindo para uma prática pautada numa
visão de linguagem como prática social, conforme a visão levantada tanto na BNCC quanto nos PCN. Pensar a lín-
gua estudada dessa maneira contribui para que esses aprendizes se desenvolvam de maneira ampla, linguística,
cognitiva, afetiva e socioculturalmente. Para que tudo isso aconteça, a interação assume um papel fundamental
nesse contexto. Não seria apropriado falar de ensino e aprendizagem de uma Língua Estrangeira, sem considerar
a importância da interação.
Scliar-Cabral (1988) afirma que “qualquer criança, ao nascer, desde que exposta à interação linguística, está
apta a desenvolver qualquer língua, quando estiver amadurecida para tal”. Ou seja, a criança, quando privada
desse processo, não desenvolverá aprendizagens necessárias para fazer uso da língua em contexto social.
Para muitos estudiosos, o sucesso da área de aquisição de Língua Estrangeira depende, em grande parte, do
tipo e da qualidade de interação construída ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Nessa perspectiva,
os princípios trazidos pela abordagem comunicativa auxiliam bastante o professor no seu fazer pedagógico, uma
vez que, de acordo com essa proposta, o ensino da Língua Estrangeira acontece em situações cotidianas comuns
ao universo do aluno. Ou seja, ele pratica a língua em situações reais de comunicação, possibilitando que um
significado seja construído.
Segundo Paiva (2005), são princípios que norteiam a abordagem comunicativa:
• o conhecimento das necessidades de comunicação; e
• o reconhecimento das necessidades e dos desejos do aprendiz procurando proporcionar a ele uma intera-
ção real e significativa, buscando utilizar suas habilidades linguísticas e integração da cultura da língua
alvo, sem perder de vista que cada aluno traz, para dentro da sala de aula, seu conhecimento de mundo.
Almeida Filho (2008, p. 36) afirma que “o ensino comunicativo é aquele que organiza experiências de aprender
em termos de atividades/tarefas relevantes de real interesse e/ou necessidade do aluno, para que ele se capacite a
usar a língua alvo para realizar ações de verdade na interação com outros falantes-usuários dessa língua”. Nessa
proposta, a meta é tornar os alunos comunicativamente competentes.
Na abordagem comunicativa, é preciso ser capaz de usar a língua apropriadamente dentro de um contexto so-
cial. Isso envolve o domínio não só de aprendizagens relacionadas à competência gramatical ou linguística, mas
também sociolinguística, discursiva, estratégica e intercultural. A característica mais marcante dessa abordagem
é a prática de realizar atividades que envolvam comunicação real, que ocorre quando os sujeitos são livres para

106
3. Concepção por área – ensino, aprendizagem e orientações pedagógicas e didáticas

trocar conhecimentos por meio da interação.


É preciso fazer uso de muitas atividades interativas de conversação em pequenos grupos e em duplas, maxi-
mizando o tempo de uso da língua pelos alunos. Dessa maneira, eles têm oportunidade de praticá-la sob várias
perspectivas, ampliando ainda mais o seu repertório linguístico em contexto real de uso.
A abordagem comunicativa pode ser considerada a mais eclética de todas, na medida em que busca considerar
o valor de abordagens mais tradicionais (gramática e tradução, direta, leitura e audiolingual), negando, ao mesmo
tempo, o caráter dogmático delas. No ensino comunicativo, dependendo do objetivo de cada aula, é possível fazer
uso, por exemplo, de técnicas de repetição, muito utilizadas na abordagem audiolingual, que tem como base a
teoria behaviorista. Por outro lado, é possível também incorporar as técnicas dos métodos humanistas, como o
Resposta Física Total (TPR) do método de Asher, que consiste basicamente no ensino da Língua Estrangeira por
meio de comandos emitidos pelo professor e executados pelos alunos. As escolhas do professor devem ser feitas
considerando o contexto, as necessidades e os interesse dos alunos.
Esses princípios da abordagem comunicativa estão em consonância com as orientações levantadas pela BNCC
e pelos PCN que ressaltam a importância das interações sociais nos processos de ensino e aprendizado de Língua
Estrangeira.
Diante das questões levantadas, é necessário repensar e ampliar o entendimento de língua, como um conjunto
de regras gramaticais descontextualizadas, ainda atrelado a uma visão estruturalista e tradicional. A BNCC traz
a reflexão sobre a necessidade de superar essa visão tecnicista de língua, limitada a explicações gramaticais ou
repetição de frases desvinculadas de um contexto, para então priorizar uma perspectiva discursiva, que busca
dar ênfase à produção de sentidos por parte dos aprendizes, “independentemente de seu nível de conhecimento
da língua em dado momento”. Isso implica uma expansão do trabalho com as aprendizagens ligadas à escuta,
oralidade, leitura e escrita com o intuito de propiciar vivências/atividades com os textos orais e escritos que sejam
relevantes para a performance do aluno em espaços plurilíngues.

O papel do professor de Língua Estrangeira


O professor de Língua Estrangeira deve atuar como facilitador nos processos de ensino e aprendizagem. Nesse
sentido, deve assumir a responsabilidade de mediar o conhecimento com base na necessidade e no interesse dos
alunos, tendo a consciência e respeitando o fato de que nem todos aprendem da mesma maneira. É com esse olhar
atento às diferenças que o professor deverá atuar e refletir sistematicamente sobre a prática pedagógica.
Uma importante característica dos professores reflexivos é o fato de levarem em consideração os porquês de
suas decisões. Refletir sobre a maneira como se ensina faz com que as práticas ultrapassadas e as amarras do
livro sejam descartadas. Segundo Mackay (2009), são características de professores reflexivos: tentar resolver
os problemas de sala de aula; ter ciência das suposições e dos valores que trazem para o ensino; ter sensibilidade
ao contexto institucional e cultural em que ensinam; participar do desenvolvimento curricular; envolver-se nos
projetos de mudança da escola; e responsabilizar-se pelo próprio desenvolvimento profissional.
A adoção de uma postura reflexiva implica uma prática de ensino mais eficiente em todos os sentidos, já que o
professor busca, a todo o momento, ressignificar o fazer pedagógico levando em conta o nível de proficiência e os
interesses dos alunos, os objetivos do currículo e o tempo disponível para o ensino.
Para Holden (2009), é necessário que o professor compreenda o contexto (de maneira ampla) no qual seus
alunos estão inseridos para estabelecer metas de aprendizagem e definir sua abordagem e/ou métodos pedagó-
gicos que sejam apropriados ao contexto socioeconômico e educacional dos alunos envolvidos. Sendo assim, ele
deve adotar uma conduta de observação, escuta e valorização dos conhecimentos prévios trazidos pelos alunos,
sem perder de vista que é seu papel também conduzi-los ao caminho da formação do cidadão, autônomo, crítico
e atuante na sociedade.
De acordo com Weisz (1988), as boas situações de aprendizagem ocorrem quando: os estudantes põem em jogo
o que sabem e pensam sobre o conteúdo trazido pelos professores; os alunos têm desafios e decisões a tomar em
função do que se propõem a produzir; a tarefa/atividade proposta garante total circulação de informação entre
todos e o conteúdo trabalhado tem características de objeto sociocultural e real.
Dessa forma, o professor de Língua Estrangeira deve refletir sistematicamente sobre a sua prática elaborando,
sempre que necessário, planos de intervenção que desenvolvam e potencializem as competências por meio de

107
Pressupostos teórico-metodológicos das práticas pedagógicas

atividades interativas que lancem desafios e ofereçam oportunidades para as crianças se colocarem de maneira
participativa e crítica diante das propostas.

O papel do aluno
Os aprendizes, desde crianças, devem ter a consciência do propósito de aprender uma Língua Estrangeira, o
que pode ajudá-los a fazer escolhas e a tornar significativa a aprendizagem. Alunos motivados e autoconfiantes
tendem a ter maior êxito no processo de construção do conhecimento.
No contexto aqui proposto, o aluno é visto como protagonista do seu próprio processo de aprendizagem. É
válido salientar que em aulas nas quais os protagonistas são os educandos, o professor terá a possibilidade de
conhecê-los ainda mais. As aulas serão enriquecidas pelos conhecimentos e pelas experiências não apenas de um
único sujeito – o professor –, mas de todos os participantes do processo.
Entre as estratégias que tornam as aulas significativas e acentuam o papel do estudante como sujeito ativo,
Mota (2009) cita o brainstorming (tempestade de ideias), em que os alunos são convidados a acionar o conheci-
mento prévio sobre um assunto, ou mesmo mencionar vocábulos que gostariam de aprender; voting (votação), que
ressalta a importância da participação ativa de todos os aprendizes e seu poder de opinião; surveys (pesquisas), nas
quais os aprendizes são impelidos a interagir para saber a opinião dos demais sobre um determinado assunto.
Espera-se do aluno uma postura de investigador/pesquisador. Ele deve ser incentivado a buscar o aprendizado
fora da sala de aula, por meio de oportunidades que o levem a interagir com a língua estudada: seja pesquisando
em materiais na internet e nas redes sociais, seja aplicando o que aprende em situações fora do contexto escolar,
uma vez que o aprendizado deve extrapolar as paredes da sala de aula.
Quando o ensino ficou mais centrado no aluno e não mais na figura do professor, a partir da década de 1970,
o interesse por novos métodos e novas técnicas de ensino e aprendizagem de línguas cresceu significativamente.
Por tratar-se de um tema amplo, pesquisadores têm classificado estratégias de aprendizagem em diferentes
categorias. Na tipologia proposta por Oxford (1990) elas são divididas em diretas (cognitivas, de memória e com-
pensação) e indiretas (afetivas, sociais e metacognitivas). Essas últimas são definidas como o ato de aprender a
aprender, a tomada de consciência dos processos mentais que auxiliam o aluno a obter sucesso na aprendizagem.
Especialistas argumentam que o uso dessas estratégias pode servir como ferramenta essencial para o estudante
de línguas (ANDERSON, 2008; RUBIN, 2013). Pesquisas em diversos países (COHEN; MACARO, 2007; GRIFFITHS,
2008) mostram que o que o aluno sabe sobre os processos cognitivos que envolvem sua aprendizagem influencia
diretamente em como ele aprende e até mesmo nos resultados por ele obtidos. A reflexão constante sobre o que
está sendo estudado pode também afetar a maneira como ele aprende e as estratégias que pode utilizar (RUBIN,
2013). A tomada de consciência e a percepção sobre seu aprendizado, assim como a reflexão sobre como aprender
de forma efetiva, diferencia o aluno que atinge as metas de aprendizagem daqueles que não conseguem resulta-
dos satisfatórios (RUBIN, 1975, 2005).
Todas as ideias mencionadas revelam a importância de os alunos conhecerem as estratégias de estudo/apren-
dizagem e o papel essencial que elas desempenham no estudo de uma Língua Estrangeira. Como afirma Cotteral
e Reinders (2005), as estratégias que os educandos utilizam afetam o tipo e a quantidade de prática do idioma, a
forma com que abordam as tarefas apresentadas em aula e até que ponto utilizam os recursos disponíveis. Com
frequência, os alunos utilizam determinadas estratégias sem saber que efeito poderão produzir nem ter ciência
das alternativas existentes.
É papel do professor levar essas estratégias para a sala de aula e torná-las conscientes para os alunos, porém
cabe ao estudante acioná-las no momento que necessitar. Dessa forma, ele vai trilhando o caminho mais desejado
nas aulas de Língua Estrangeira: o da autonomia.

As aulas de Língua estrangeira Dos anos iniciais do Ensino Fundamental


A sala de aula é um espaço de construção e troca de conhecimentos, pautado nas interações entre professores
e alunos. De acordo com José (2009), a relação entre professores e aprendizes em sala de aula tem um caráter
dialético, em que incidem trocas nas quais o educador deverá estar aberto a repensar sua práxis pedagógica com
base no conhecimento que os educandos possuem, uma vez que as aprendizagens tecidas no solo da experiência

108
3. Concepção por área – ensino, aprendizagem e orientações pedagógicas e didáticas

empírica não só ressignificam o saber teórico, mas são ponto de partida para outras formas de conhecimento.
Além disso, por causa das diversas ferramentas de pesquisa de que dispõem os aprendizes, em uma época
de progressiva inclusão digital, o professor não deve restringir as possibilidades de desenvolvimento do saber
apenas à sala de aula. Se assim o fizer, o aluno pode estender esse fechamento à aplicação do conhecimento, uti-
lizando-o apenas na escola e não articulando-o à vida. É por isso que toda ação pedagógica deve ter aspectos da
cultura local e global como elemento propulsor. Nesse sentido, é importante destacar as práticas sociais, segundo
a BNCC. São elas:

Práticas da vida cotidiana


Atividades que levem o aprendiz a refletir sobre si e os grupos de pertencimento; enfatizem a relação com o
outro e com o entorno; e digam respeito a mudanças, conflitos e desafios pessoais e coletivos.

Práticas artístico-literárias
Atividades com textos artístico-literários que envolvam a fruição estética, a criatividade e a reflexão sobre si e
os grupos de pertencimento, a relação com o outro e com o entorno, mudanças, conflitos e desafios pessoais e co-
letivos. Os textos artísticos-literários – em versão original ou recriações para neoleitores, adaptações para filmes,
canções, pinturas, quadrinhos etc. – servem como ponto de partida para a condução das propostas.

Práticas político-cidadãs
Atividades que levem o aluno à construção e ao exercício da cidadania. Os gêneros do discurso priorizados
nesse contexto devem se focar nas regras de convivência em espaços de diversidade; nas responsabilidades in-
dividuais e coletivas; nos direitos e deveres do cidadão; e em posicionamentos, conflitos, manifestações, reivin-
dicações e nos modos de intervenção relacionados a questões sociais e políticas que façam sentido aos sujeitos
inseridos em determinado contexto social.

Práticas investigativas
Atividades relacionadas à valoração, construção e divulgação de saberes e conhecimentos. Os gêneros do dis-
curso priorizados, nesse contexto, inserem-se no âmbito da divulgação científica. As temáticas trabalhadas po-
dem abranger várias áreas do conhecimento e, por meio da língua estudada, o aprendiz deve ser incentivado a
identificar, definir e resolver problemas nos diferentes campos do conhecimento e nas diversas culturas.

Práticas mediadas pelas tecnologias digitais


Atividades que levem o aluno a experimentar e criar novas linguagens e novos modos de interação social com
o uso das tecnologias contemporâneas. Os gêneros do discurso aqui utilizados devem tratar de relações que os
sujeitos estabelecem com o uso dos recursos tecnológicos para realizar buscas, compartilhar informações e divul-
gar e conservar o conhecimento. Os aprendizes devem ser incentivados a refletir sobre ética e responsabilidade
quanto ao uso da tecnologia.

Práticas do mundo do trabalho


Atividades que possibilitem a reflexão sobre diferentes dimensões sociais e éticas no mundo profissional. Os
gêneros do discurso aqui priorizados devem tratar de temas que valorizem as atividades profissionais, as atribui-
ções, as características, os modos de organização e as relações de trabalho em diferentes culturas e épocas; da
formação e atuação profissional; das condições de exploração e discriminação; e de direitos, deveres e possibili-
dades de trabalho nos dias atuais. Em suma, destaca-se a importância de uma proposta didático-pedagógica para
o ensino de Língua Estrangeira que garanta:
• uma aprendizagem significativa, crítica e reflexiva por meio da utilização das situações do cotidiano e das
experiências e vivências dos aprendizes;
• o desenvolvimento de atividades que contemplem as mais diversas práticas sociais apontadas pela BNCC;
• o desenvolvimento de atividades que contemplem os mais variados gêneros do discurso;
• o desenvolvimento das competências (sociolinguística, gramatical, intercultural etc.) e habilidades de ma-
neira integrada;

109
Pressupostos teórico-metodológicos das práticas pedagógicas

• os interesses e as necessidades dos alunos e considere o conhecimento de mundo dos estudantes;


• o desenvolvimento de atividades comunicativas que promovam o aprendizado da língua estudada de ma-
neira significativa e que promovam reflexões acerca da língua materna;
• o desenvolvimento de atividades que tragam a cultura da língua estudada e promovam discussões e levem
os alunos a compreenderem melhor a própria cultura; e
• uma formação voltada para a ética, o respeito às diferenças, a reflexão e os caminhos de uma cidadania
crítica e atuante no mundo contemporâneo.
Diante das reflexões aqui levantadas, entende-se que uma proposta pedagógica adequada para os anos iniciais
do Ensino Fundamental deve ser pautada na “união dos aspectos que se congregam no espaço escolar, que vão
desde as condições físicas, emocionais, cognitivas, afetivas e sociais das crianças até o espaço físico, político e
social da escola e a qualificação, formação continuada e valorização dos professores”.
Com a leitura deste documento, novas leituras, reflexões e discussões serão despertadas e levarão os profes-
sores a refletir e repensar o contexto de ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira no qual estão inseridos e,
com isso, levá-los a buscar caminhos mais eficazes rumo à reinvenção de um currículo escolar mais adequado ao
contexto da escola pública.

Línguas Estrangeiras- Aprendizagens esperadas


As sequências didáticas desenvolvidas pelo professor, ao longo do ano letivo, devem assegurar uma diversida-
de de práticas de compreensão auditiva, oralidade, leitura, reflexão sobre a língua e produção textual. O ensino
da língua estrangeira deve promover o contato do aluno com a diversidade cultural dos países que falam a língua
estrangeira desenvolvendo o autoconhecimento, o respeito e o interesse pela diversidade. Embora distribuídas
por ano escolar, as aprendizagens sinalizadas abaixo são acumulativas e, por vezes, requerem mais de dois ou três
anos para serem conquistadas plenamente.

1º ANO
1. Desenvolver habilidade de compreensão auditiva visando a comunicação diária em língua
estrangeira.
2. Estabelecer contatos sociais básicos tais como os referentes a apresentação pessoal, expressão de
preferências, referência a lugares e pessoas e saudações cotidianas.
3. Aproximar-se da língua estrangeira escrita pela associação de palavra ou expressão à imagem.
4. Conhecer o patrimônio cultural material e imaterial (tais como jogos, brincadeiras, gastronomia e
canções) de países em que se fala a língua estrangeira.

2º ANO
1. Compreender situações comunicativas que explicitem práticas sociais reais e participar delas.
2. Desenvolver habilidade de escrita na língua estrangeira, com base nos estudos das convenções
da língua escrita.
3. Conhecer aspectos culturais e naturais dos países em que a língua estrangeira é falada e se aprofundar
neles identificando os países em mapas e reconhecendo fotos ou imagens relacionadas a eles.

3º ANO
1. Participar de situações comunicativas mais complexas com os colegas, tais como realizar pequenas
entrevistas, contar sobre aspectos da rotina e comunicar informações básicas, como dia e hora.

110
3. Concepção por área – ensino, aprendizagem e orientações pedagógicas e didáticas

2. Compreender e apreciar obras literárias em língua estrangeira lidas pelo professor ou por colegas de
outros anos.
3. Produzir textos curtos de gêneros mais simples.
4. Revisar, com o apoio do professor ou coletivamente, textos de autoria própria.
5. Conhecer e respeitar a diversidade linguística e cultural e refletir sobre elas relacionando-as à
própria identidade cultural, pelo contato com a produção cultural dos diversos países.

4º ANO
1. Participar com autonomia progressiva de situações comunicativas do dia a dia.
2. Ler e compreender textos de diferentes gêneros identificando palavras e expressões familiares e
localizando informações.
3. Produzir texto autoral em língua estrangeira e buscar o aprimoramento da produção.
4. Revisar textos próprios com o apoio do professor ou dos colegas.
5. Conhecer aspectos históricos, geográficos, sociais e culturais dos países em que se fala a língua
estrangeira.
6. Conhecer e respeitar a diversidade cultural de países de língua estrangeira e refletir sobre sua identi-
dade cultural em relação a descoberta de outras culturas.

5º ANO
1. Compreender diálogos e informações contidas em falas e documentos audiovisuais.
2. Compreender textos orais de diversos gêneros, com base nas características de cada gênero.
3. Desenvolver habilidades de comunicação oral em atividades dirigidas.
4. Compreender textos em diversos suportes textuais.
5. Produzir textos de autoria com relativa autonomia ou em parceria com os colegas.
6. Conhecer e respeitar a diversidade cultural de países de língua estrangeira e refletir sobre sua identida-
de cultural em relação à descoberta de outras culturas.
Manuela Cavadas

111
4. Indicadores de avaliação da aprendizagem por área

LÍNGUA ESTRANGEIRA

1º ANO
APRENDIZAGEM AVALIADA INDICADORES
Desenvolver
- Atende orientações simples referentes ao cotidiano escolar?
1 habilidade de
- Ouve e compreende comandos simples em língua estrangeira?
compreensão auditiva.

- Apresenta-se indicando nome, idade e local em que vive?


- Expressa preferências e não preferências (eu gosto, eu não gosto, eu
Estabelecer contatos detesto)?
2 sociais básicos. - Repete expressões simples sobre pessoas e lugares?
- Usa expressões do cotidiano como saudações, despedidas e formas de
delicadeza (por favor e obrigado)?

Aproximar-se da - Associa uma palavra ou expressão a uma imagem?


3 língua estrangeira - Identifica palavras e expressões que solicitam informações pessoais
escrita. tais como nome, idade e cidade ou país em que vive?

Conhecer o - Canta canções tradicionais de países em que se fala a língua


patrimônio cultural estrangeira?
4 material e imaterial de - Conhece pratos típicos de diferentes países?
países em que se fala a - Conhece jogos e brincadeiras com os quais crianças de outros países
língua estrangeira. costumam brincar?

2º ANO
APRENDIZAGEM AVALIADA INDICADORES
- Compreende a natureza de uma situação comunicativa que explicite
Compreender
uma prática social retratada em documento audiovisual?
situações
- Solicita e fornece informações referentes a assuntos conhecidos
comunicativas que
1 explicitem práticas
(apresentação pessoal, expressão de gosto, clima etc.)?
- Utiliza expressões simples para descrever a si próprio, membros de
sociais reais e
sua família e local em que vive?
participar delas.
- Dramatiza pequenos diálogos previamente memorizados?

Desenvolver - Escreve palavras ou expressões simples, ainda que não convencionalmente?


habilidade de escrita - Participa de situações coletivas de produção de textos de diferentes
2 com base nos estudos gêneros, com o apoio do professor ou estabelecendo trocas com
das convenções da os colegas?
língua escrita. - Responde atividades simples por escrito?

203
A função pedagógica da avaliação do ensino e da aprendizagem

Conhecer aspectos
culturais e naturais - Localiza em mapas ou globos terrestres os países em que a língua
dos países em que a estrangeira é falada?
3 língua estrangeira é - Identifica alguns símbolos de países falantes da língua estrangeira
falada e se aprofundar (bandeira, monumentos históricos, paisagens naturais, animais)?
neles.

3º ANO
APRENDIZAGEM AVALIADA INDICADORES

Participar de situações - Solicita e fornece informações sobre temas conhecidos?


comunicativas mais - Realiza entrevistas simples?
1 complexas com os - Comunica sua rotina e atividades?
colegas. - Conhece e utiliza os números e as horas em contextos reais?

- Acompanha a leitura feita pelo professor de obras literárias de


Compreender e apreciar autores estrangeiros?
2 obras literárias. - Compreende a essência do texto lido e identifica as partes
mais importantes?

Produzir textos curtos - Escreve textos simples como bilhetes, com ou sem o apoio
3 de gêneros mais do professor?
simples. - Associa sons à escrita de palavras em língua estrangeira?

Revisar textos
- Observa o uso da linguagem oral?
de autoria própria com
4 o apoio do professor
- Usa repertório da linguagem escrita para melhorar o texto?
- Usa o dicionário para conferir a escrita de palavras e expressões?
ou coletivamente.

Conhecer e respeitar
a diversidade
- Conhece expressões culturais e artísticas de vários países?
linguística e cultural
- Relaciona a produção cultural de vários países com o contexto
5 e refletir sobre elas,
histórico em que foi criada?
relacionando-as
- Canta músicas em língua estrangeira?
à própria
identidade cultural.

204
4. Indicadores de avaliação da aprendizagem por área

4º ANO
APRENDIZAGEM AVALIADA INDICADORES

- Utiliza várias expressões e frases para falar sobre a própria família,


Participar, com condição de vida e percurso escolar?
autonomia progressiva, - Descreve aspectos do dia a dia (pessoas, locais frequentados, caracte-
1 de situações rísticas da cidade e do país em que vive)?
comunicativas. - Responde a questões e reage a declarações simples em um diálogo
em língua estrangeira?

- Identifica palavras e expressões familiares em textos de diferentes


Ler e compreender gêneros, apoiando-se em conhecimentos prévios sobre o gênero e o
textos de diferentes portador?
2 gêneros, inclusive - Localiza informações explícitas em textos curtos (carta, menu, anún-
obras literárias. cio e bilhete)?
- Lê trechos curtos de obras literárias com o apoio do professor?

Produzir texto - Busca ampliar o vocabulário com o uso do dicionário?


autoral em língua - Consegue elaborar perguntas e respostas curtas?
3 estrangeira e buscar - Cria pequenos textos ou diálogos com base em imagens?
o aprimoramento da - Escreve textos, memorizados ou não, ainda que não
produção. convencionalmente?

Revisar textos - Dá sugestões para melhorar o texto enquanto participa de situações


próprios com o apoio de escrita ou reescrita?
4 do professor ou dos - Relê o que está escrevendo para verificar se a linguagem está adequa-
colegas. da, tendo em vista o gênero e o público a que se destina?

- Pesquisa sobre tema relacionado a um aspecto cultural de um país


Conhecer aspectos
estrangeiro?
históricos, geográficos,
- Comunica aos colegas as descobertas que faz sobre a cultura
5 sociais e culturais dos
de outros países?
países em que se fala a
- Participa de jogos e brincadeiras em língua estrangeira e interage
língua estrangeira.
com os colegas?

205
A função pedagógica da avaliação do ensino e da aprendizagem

5º ANO
APRENDIZAGEM AVALIADA INDICADORES

Compreender diálogos - Ouve e compreende diálogos em língua estrangeira?


e informações contidas - Ouve e compreende as principais informações contidas em um do-
1 em falas e documentos cumento audiovisual?
audiovisuais. - Identifica o essencial em mensagem de áudio, sem apoio visual?

Compreender textos orais


de diversos gêneros, com - Antecipa informações com as pistas dadas no texto?
2 base nas características - Identifica informações implícitas e explícitas?
de cada gênero.

- Apresenta-se relatando preferências e não preferências?


- Descreve pessoas, objetos e lugares com frases curtas, com ou sem
Desenvolver
apoio audiovisual?
habilidades de
3 comunicação oral em
- Concorda ou discorda de um fato?
- Participa, com autonomia progressiva, de situações comunicativas
atividades dirigidas.
de diferentes naturezas (consumo, pedido de informações diversas,
uso de serviços etc.)?

- Entende placas e avisos em locais públicos?


- Compreende expressões e vocabulários de uso frequente
relacionados a interesses pessoais (família, compras e lazer)?
- Compreende o essencial de uma mensagem simples (carta, bilhete,
Compreender textos
menu, ingresso etc.)?
4 em diversos suportes
- Entende o essencial em mensagens transmitidas em textos descriti-
textuais.
vos sobre temas familiares?
- Utiliza estratégias para compreender ou superar dificuldades de
compreensão (identifica dúvidas, usa dicionário, compreende pala-
vras e expressões pelo contexto)?

- Escreve e revisa textos simples utilizando recursos de linguagem


Produzir textos de apropriados ao gênero?
autoria com relativa - Responde às atividades propostas por escrito?
5 autonomia ou em - Estabelece relações entre aspectos sonoros, ortográficos e gramati-
parceria com os cais da língua estrangeira com os observados na língua materna?
colegas. - Escreve textos, memorizados ou não, convencionalmente?
- Revisa os textos de acordo com os procedimentos de revisão?

Conhecer e respeitar
- Estabelece relações entre aspectos culturais do Brasil, da Bahia
a diversidade cultural
e de Salvador com os de outros países e povos?
de países de língua
- Compara aspectos linguísticos de diferentes países que falam
6 estrangeira e refletir sobre
a língua estrangeira?
a sua identidade cultural
- Participa de jogos e brincadeiras em língua estrangeira e interage
em relação à descoberta
com os colegas?
de outras culturas.

206

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