0% acharam este documento útil (0 voto)
152 visualizações22 páginas

Sistema Educativo

O documento aborda a organização e gestão do sistema educativo angolano, destacando a importância da descentralização e desconcentração administrativa para a melhoria da educação no país. A pesquisa analisa a evolução do sistema educacional desde a independência de Angola, enfatizando a necessidade de políticas públicas que garantam acesso e qualidade na educação. O objetivo é investigar como a administração educacional pode ser aprimorada para atender às demandas sociais e educacionais atuais.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
152 visualizações22 páginas

Sistema Educativo

O documento aborda a organização e gestão do sistema educativo angolano, destacando a importância da descentralização e desconcentração administrativa para a melhoria da educação no país. A pesquisa analisa a evolução do sistema educacional desde a independência de Angola, enfatizando a necessidade de políticas públicas que garantam acesso e qualidade na educação. O objetivo é investigar como a administração educacional pode ser aprimorada para atender às demandas sociais e educacionais atuais.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO PRIVADO DA CATEPA

Aprovado pelo Decreto Presidencial Nº 132/17 de 19 de Junho


______________________________________________________________
DEPARTAMENTO DE CIENCIAIS SOCIAIS E HUMANAS

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO SISTEMA EDUCATIVO ANGOLANO


NA REFORMA EDUCATIVA

Grupo nº 8
IVº ANO

Turma: B2

Curso: Psicologia Escolar

Período: Manhã

Docente

______________________

Malanje, Abril, 2025


INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO PRIVADO DA CATEPA
Aprovado pelo Decreto Presidencial Nº 132/17 de 19 de Junho
______________________________________________________________
DEPARTAMENTO DE CIENCIAIS SOCIAIS E HUMANAS

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO SISTEMA EDUCATIVO ANGOLANO


NA REFORMA EDUCATIVA

Nome completo Classificação individual


Ângelina K. Zátula
Filomena N. Horácio Chivinda
Guiomar Jacinto Americano
Isabel M.G. da Silva
Jorge Domingos Dala
Marlene M. Inácio
Marquinha André Bernrado
Maria V. Francisco Quiluanje
Miguel Bumba Binguila
Suzana João M. da Silva Tavares

Trabalho apresentado na cadeira de Organização e


Gestão do Sistema Educativo como requisito parcial
para a obtenção da nota parcelar em Ciências
Sociais e Humanas, Curso de Psicologia Escolar. No
Instituto Superior Politécnico Privado da Catepa.

Malanje, Abril, 2025


ÍNDICE

INTRODUÇÃO.........................................................................................................................4

CAPÍTULO I. O PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO


ANGOLANO.............................................................................................................................6

2.1- Estrutura do actual sistema de educação e ensino angolano................................................8

2.2- Contexto social, económico e político da sociedade angolana..........................................11

2.2.1- Contexto Social...............................................................................................................12

2.2.2- Contexto Económico.....................................................................................................14

CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA.............................................16

2.1. Modelo de Pesquisa...........................................................................................................16

2.2. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica.............................16

2.3. Técnicas e instrumentos de pesquisa..............................................................................16

2.5. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica.............................16

2.6.1. Quanto aos métodos é indutivo-dedutivo........................................................................17

2.7. Dificuldades.......................................................................................................................17

COSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................................18

REFERÊNCIAS......................................................................................................................19
INTRODUÇÃO
A administração e gestão educacional, vêm promovendo e alargando o horizonte
administrativo da educação, ampliando as expectativas para uma educação de qualidade,
através das ferramentas que podem ser disponibilizadas na descentralização e
desconcentração da autonomia financeira. Como tal, afirma-se como uma realidade presente
na Sociedade angolana as ferramentas que estão disponibilizadas, concretamente na
Constituição da República de Angola (CRA, 2010), possibilitando às pessoas e às
organizações uma gestão mais eficiente do Processo de Ensino Aprendizagem (PEA).
Actualmente, a organização da educação em Angola, tem sido um tema recorrente nos
debates públicas e pesquisas acadêmicas, justamente para que sejam desenvolvidas políticas
públicas capazes de garantir o acesso, a permanência e o sucesso escolar dos estudantes,
favorecendo o desenvolvimento de toda a sociedade.
Nesta pesquisa, coloca-se no centro o sistema da administração da educação em
Angola, especificamente a configuração do ensino primário e secundário, para analisar os
pressupostos da descentralização e desconcentração administrativa, previstos na Constituição
e nos demais dispositivos jurídicos.
Mais do que aferir se as normas legislativas estão sendo respeitadas ou não, aqui
interessa reflectir e investigar sobre o percurso e as constatações que se faz quando se
propõem explorar as condições da administração da educação em Angola partindo da análise
da descentralização e desconcentração financeira.
Espera-se que os resultados desta pesquisa possam, por um lado, incentivar a
realização de outros trabalhos investigativos e, por outro, colaborar na avaliação da
consecução dos objectivos da administração pública no que tange ao alcance das metas e
objectivos desenhados para o campo da educação.
Objectivo
Neste contexto, se define como objectivo geral desta pesquisa, analisar como é
articulado o sistema da Administração da Educação em Angola, com base nos pressupostos
dos artigos 201º e nºs 2 e3 do artigo 217º da (CRA, 2010).
Em Angola, de acordo com o Decreto Lei 13/95, os serviços da
administração central de educação foram constituídos para conceber,
administrar, aplicar, orientar, dirigir e contratar a política educativa
Nacional, enquanto os seus serviços de coordenação local têm a função
de executar a política educacional, acompanhar e controlar as
orientações e directrizes superiormente definidas e recolher os dados

4
operacionais para a concepção de medidas no âmbito local. Ou seja, no
centro concebe-se e na base executa-se. (BENEDITO, 2012, p. 105).

Em síntese, especificamente, busca-se verificar de que forma a descentralização e


desconcentração administrativa das estruturas centrais do estado pode potencializar por parte
da Administração Municipal do Lubalo, o sector do ensino primário

5
CAPÍTULO I. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1. O PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA EDUCATIVO


ANGOLANO.

A educação escolar formal desde da constituição da República Popular de Angola, que


perdurou 16 anos (11 de Novembro de 1975 a 31 de Maio de 1991), esteve presente não
somente nos programas de governo após a independência, como também, nas agendas dos
movimentos políticos para a independência do País. Depois da independência, o governo
instituído se propôs garantir a educação como instrumento para a consolidação do seu
projecto político e social. Nesse contexto, é idealizado o princípio da democratização da
educação escolar formal, que basicamente compreende a declaração do acesso, sem qualquer
forma de discriminação a todos os angolanos à educação. É atribuída à educação a tarefa de
construir o “homem novo”; tendo em conta a herança deixada pelos colonialistas de 85% de
analfabetismo, uma das mais alta do mundo (PNUD-Angola, 2002, p. 26).
Angola torna-se independente em 11 de Novembro de 1975 e, um mês depois, o
Conselho de Revolução aprova e promulga a Lei 4/75, que nacionalizou o ensino escolar no
país.
Trata-se da lei que nacionalizou a educação em Angola, cujos objectivos imediatos
visavam fazer do sistema de educação um instrumento de estudo e substituir todo
aparelho Colonial da Educação e ensino, promovendo no seio da sociedade
angolana, uma educação virada para o povo (escola para todos) uma vez que as
autoridades coloniais não a tinham implementado devido à sua política de exclusão
e discriminação da maioria dos angolanos (Lei 4/75 de 9 de Dezembro).
Nesta fase, rompeu-se com o espírito de exclusão que vigorava durante o período
colonial, a partir da data da independência de Angola buscou-se desenvolver no país o
princípio da democratização da educação escolar, que se traduz em levar um ensino para
todos. Durante o tempo do mono partidarismo (1975-1991), a administração do ensino era
gratuita em todos os níveis. Segundo BRÁS,
[...] em função da influência dos seus aliados, o primeiro sistema de ensino, traçado
pelo 1º Congresso do MPLA, tinha fortes influências de Países do bloco socialista.
E, em função das orientações fundamentais para o desenvolvimento económico-
social da República Popular de Angola, no período de 1978 a 1980, e das decisões
saídas do 1º Congresso que decorreu de 4 a 10 de Dezembro de 1977, sobre a
política educativa, foram definidas como objectivos do sistema de educação e

6
ensino: formar as novas gerações de todo povo trabalhador sob a base da ideologia
marxista- leninista; desenvolver as capacidades físicas e intelectuais, de forma que
todo o povo possa participar na construção da nova sociedade; desenvolver a
consciência Nacional e o respeito pelos valores tradicionais; desenvolver o amor ao
estudo e ao trabalho colectivo, e respeito pelos bens que constituem a propriedade
do povo angolano; desenvolver a unidade Nacional; garantir o desenvolvimento
económico e social e a elevação do nível de vida da população” (BRÁS, 2018, p. 18,
apud VIEIRA, 2007, p. 107).
Desse modo, os princípios da educação escolar traçados logo após a independência de
Angola continuam válidos até então, ao menos do ponto de vista dos dispositivos legais, tal
como se vê no art.º 2º da Lei nº 17/16, de 7 de Outubro. Actualmente, o Sector da Educação
tem vindo a redobrar esforços para promover à população o acesso aos saberes científicos e
académicos, com vista a superação das dificuldades técnicas enfrentadas, dentre os quais a
falta de professores qualificados para atender o país:
De um total de 512.942 alunos, em 1973, passou a haver 1.026.291 crianças
matriculadas e na pré-primária e nos quatro primeiros anos de escolaridade […] Para
mais de um milhão de alunos matriculados no ensino primário, havia perto de 25 mil
professores heterogeneamente distribuídos pelo país, o que, em condições normais,
correspondia a uma média de um professor para cada 41alunos. Porém, só sete por
cento dos docentes ligados ao ensino primário tinha habilitações mínimas para o
exercício do magistério (ZAU, 2009, p. 263).

Angola chegou à independência com uma taxa de analfabetismo das mais elevadas do
mundo. Essa situação dramática levou o novo governo a dar prioridade à educação, aplicando
nesse sector grandes investimentos. A adopção de uma nova ideologia política, tendo em vista
a formação do novo cidadão angolano, com uma nova personalidade, moldada nos ideais
nacionalistas, conduziu à aprovação de reformas que erradicassem a literacia.

A primeira alteração registada, segundo a Constituição de 1975, com a aprovação da


Lei n.º 4, de 9 de Dezembro de 1975, criar um Sistema de Ensino Geral, de Formação Técnica
e Profissional, assumindo o Estado a responsabilidade de oferecer à educação a todos os
angolanos. A partir da independência, o sistema da educação e ensino em Angola foi
organizado em quatro partes, conforme (Conselho da Revolução, 1975) sendo:

1º) Um ensino geral de base - constituído por oito classes, subdividido em três
níveis, sendo que o 1º nível integrava quatro classes, isto é, da 1ª a 4ª classe; o
segundo, duas classes, isto é, da 5ª a 6ª classe; e, por último, o terceiro, da 7ª a 8ª

7
classe; 2º) um ensino pré-universitário - estruturado em quatro semestres, com a
duração de dois anos, e vigorava como um sistema transitório para o ensino
universitário; 3º) um ensino médio com a duração de quatro anos, possuía dois
ramos: o técnico que visava a formação de professores para o ensino de base; 4º) e,
por último, um ensino superior - estruturado em faculdades e institutos superiores,
com a duração de 4 a 5 anos (Lei 4/75 de 9 de Dezembro).

Foi estabelecido, a educação como principal prioridade política, direccionando para


esse sector “grandes investimentos”. Em 1976, se iniciou as campanhas de alfabetização em
todo o país, em escolas, empresas, fábricas, aldeias rurais, instituições militares, dando
continuidade ao trabalho que já era realizado nos acampamentos militares, à quando da luta
armada pela independência nacional.

Esse sistema de administração escolar em Angola vigorou até 2001, na base dos
pressupostos da Lei n.º 4/75, mesmo com a revisão a aprovação e da Lei Constitucional, de 6
Maio de 1991 que “visou ajustar a educação à opção de Estado Democrático de Direito, no
contexto da segunda República” (Assembleia do Povo, Lei 13/01).. Assim, o ensino foi
restruturado em cinco etapas: pré-escolar, conhecida por iniciação, seguida da 1ª, 2ª, 3ª e
4ªclasses. Essa estrutura do ensino primário, idealizado pela nova República, deu
continuidade até 2009, com aplicação global da reforma educativa operada pela Lei nº 13/01.
Esse projecto ambicioso do governo angolano deparou-se, porém, com en- traves
causadas pelo início da guerra civil e o consequente mau desempenho da economia,
que conduziram a uma cada vez maior dependência do exterior. Assim, o
investimento na educação diminuiu gradualmente (substituído que foi pelo
investimento em defesa militar) e as medidas que, à partida, se tinham apresentado
como revolucionárias, encontraram muitas limitações na sua aplicação prática
(LIBERATO, 2014, p. 1020).

Portanto, com esta abordagem, pretende apresentar a organização do sistema


educativo angolano e reflectir sobre algumas perspectivas e desafios para a consecução de
uma educação básica pública e de qualidade para todas as pessoas.

1.2. Estrutura do actual sistema de educação e ensino angolano

Tanto na República Popular de Angola quanto na actual República de Angola, o


homem esteve no centro das atenções do Estado angolano; por esta razão, se estabeleceu as
linhas mestras do sistema de educação e ensino consolidando os princípios estruturantes da

8
reforma educativa operada pelo dispositivo anterior, a Lei n.º 4/75. Especificamente,
apresenta dois elementos principais: por um lado estruturou a política educativa como meio de
consolidação da Independência Nacional; por outro, definiu a educação como um direito
assente nos princípios da universalidade, igualdade e da gratuidade no sentido mais amplo.

A realidade angolana, trouxe uma modificação de modo que o Governo angolano


empreendesse a oferta da educação escolar, reconhecendo o dever do Estado em facultar
uma educação pública e gratuita, mas também concedendo a iniciativa privada à possibilidade
de investir em instituições particulares de ensino.

E pondo em prática o pensamento de Agostinho Neto quando dizia, e eu cito: “a cada


momento deve-se adequar o seu conteúdo ao contexto sociocultural e as inovações da ciência
e da tecnologia” (NETO, 2008, p. 31). Isso só é possível, se o sector da educação seguir
escrupulosamente os princípios da igualdade e da obrigatoriedade. Em 2001 iniciou-se “um
processo profundo de revisão das políticas e estratégias do sector da educação” (PNUD-
Angola, 2002, p. 26). Surge, a Lei nº 13/01, para reforçar o trabalho que o sector da educação
vem fazendo desde a década de 80.

Em 2001, o governo de Angola criou uma lei de base do sistema educativo, que
refunda, em novas bases, todo o edifício da educação no nosso País. Este exercício
de refundação tem-nos levado a desconstrução progressiva do sistema educativo até
aqui vigente e a introdução paulatina e gradual de um novo edifício educativo.
(NETO, 2008, p. 137)

Com a entrada em vigor da Lei nº13/01, registaram “mudanças profundas no sistema


de educação […], com vista a responder as novas exigências” próprias de uma sociedade
virada para a mundividência; implicava a dedicação em função do número de disciplinas e
especialmente o sistema da própria avaliação, que é avaliação contínua. (NETO, 2008, p. 138)

Para (CANOTILHO e MOREIRA, 2014, p. 889), a democratização da educação e


ensino é vista como sendo;
... a realização do direito de todos a educação, ou seja, a garantia do princípio da
universalidade no que respeita ao direito à educação, art.º 23º nº1 da CRA, visto que,
garantia fundamental do direito à educação é o direito ao ensino, ou seja, o direito à
educação formal por via da escola, sem prejuízo da educação não formal, que
compete aos pais, com direito ao auxílio e cooperação do Estado (CANOTILHO e
MOREIRA, 2014, p. 889).

9
A Lei nº 13/01, os seus princípios continuam, visto que é a base que serviu de fonte
para a elaboração da actual lei da reforma, Lei nº17/16, Lei de Base do Sistema de Educação
e Ensino. Dessa forma, os objectivos enunciados no anterior dispositivo, foram acautelados,
especificamente, incluir todos os angolanos no sistema de educação, tendo por base os
princípios da universalidade, igualdade e integração. Aqui se assinala que, por meio de
cada um dos subsistemas da educação, o Estado angolano procura assegurar a formação
integral da pessoa. Nesse sentido, inclui-se a educação pré-escolar, o ensino técnico-
profissional, a formação de professores e de adultos, no ensino geral.

No subsistema de ensino geral, que compreende a primeira até a décima terceira


classe, também conhecido vulgarmente por ensino médio, “procura-se desenvolver de forma
integral, harmonioso e progressivo a pessoa humana até à sua plena maturidade” (VEIGA,
2012, p. 13) e sua preparação para acesso ao mercado de trabalho. Na figura 1, se visualiza a
organização do sistema de ensino angolano, conforme a Lei 17/16, de 7 de Outubro, que
serviu de suporte em todo o sistema de ensino de base ao superior, antes da aprovação da Lei
32/20, de 12 de Agosto.

O ensino primário é composto por seis classes (da primeira a sexta) e atende crianças
com seis e onze anos de idade. Nesse ciclo existe a chamada ‘transição automática’, isto é,
não há retenção na primeira, terceira e quinta classe, uma vez que os objectivos de
aprendizagem são avaliados nas segundas, quartas e sextas classes, garantindo a transição de
um nível para outro.

O ensino secundário geral, por sua vez, subdivide-se em: I e II ciclo do ensino
secundário. O I ciclo do ensino secundário engloba a sétima, oitava e nona classe. Os alunos
que frequentam devem ter entre 12 à 14 anos. Os objectivos específicos neste ciclo traduzem-
se na consolidação, na ampliação, no aprofundamento e no desenvolvimento dos
conhecimentos adquiridos no ensino primário.

O II ciclo do ensino secundário atende a faixa etária dos 15 aos 18 anos de idade e
subdivide entre o PUNIV (Liceu) e, o ensino Médio Técnico. O PUNIV actual Liceu, tem por
objectivo principal preparar o cidadão que pretendem ingressar no ensino superior; significa
que há a preocupação em formar o adolescente para ingressar directamente no mercado de
trabalho; embora, ao finalizar essa etapa do ensino, os jovens possam desenvolver actividades

10
laborais, sobretudo àquelas relacionadas às rotinas administrativas em instituições públicas e
privadas.

No que tange à formação profissional de nível médio, a preocupação central é


possibilitar a aprendizagem profissionalizante, isto é, capacitá-lo para ingressar directamente
no mercado de trabalho. Compreende, portanto, o II ciclo: a Formação de professores em
nível técnico os quais actuarão como docentes no I ciclo e no magistério primário. O ensino
médio politécnico, a sua preparação em áreas científico-tecnológicas específicas tem como
objectivo formar quadros nas áreas de eletricidade, construção civil, informática,
contabilidade etc., para atender áreas técnicas.

A fim de assegurar ao cidadão que não termina o ensino geral na idade prevista na lei
(entre 18 e 19 anos de idade), o Estado oferece o ensino de adultos. Este é um dos subsistemas
que tem por fim auxiliar aqueles que, por razões alheias à sua vontade (guerra civil que
assolou o país, doenças, condições económicas financeiras, etc.), não terminar o ensino geral
em conformidade com o estabelecido na lei, fazê-lo de modo satisfatório.

Por fim, o subsistema de ensino superior é;


Ministrado em estabelecimentos, agrupados ou não em Universidades, com a
cooperação de Institutos de pesquisa e centros de treinamento profissional; abrangia
curso de graduação (para candidatos que haviam concluído o ensino médio), pós-
graduação (para candidatos que haviam concluído o curso de graduação) e de
especialização, aperfeiçoamento e extensão (requisitos a serem exigidos). (PILETTI
e PILETTI, 2018, p. 197)

A graduação corresponde a Licenciatura com duração de 4 a 6 anos conforme a


especialidade e a Pós-graduação, refere-se aos cursos Mestrados, com a duração de 2 a 3, e o
Doutoramento, o estudante desenvolve uma pesquisa durante 4 a 5 anos.

1.3. Contexto social, económico e político da sociedade angolana

O papel da educação na formação dos indivíduos e no desenvolvimento da sociedade é


indiscutível. As necessidades actuais requerem que a educação angolana responda ao ritmo
das transformações sociais e culturais. Os cidadãos do futuro devem ser formados para
enfrentar as barreiras da globalização, por esta razão, deve orientar à formação de valores, de
um indivíduo capaz de superar as dificuldades e resolver problemas.

11
Pese os efeitos conjunturais que afectam a economia mundial que Angola não é
excepção, resultante do baixo preço de petróleo desde o segundo semestre de 2014, associada
à Pandemia COVID-19 (Março/2020) tem agravado a economia nacional. O Executivo
angolano tem vindo a adotar medidas para sair desta crise, enquadrando na agenda das
prioridades a educação e o ensino e de acordo o programa da governação para o período
2017-2022 delineado pelo MPLA – o partido político que sustenta o governo, assenta em três
pilares que adiante se destaca.
1.4. Contexto Social
Angola é um extenso país, com uma superfície de 1.246.700 km 2, mas
demograficamente muito desequilibrado: vastas regiões não têm habitantes ou têm uma
densidade demográfica muito baixa (INE, 2016a). O Recenseamento Geral da População e da
Habitação de Angola de 2014 (Censo 2014), o primeiro realizado depois da Independência
Nacional, permitiu ter um retrato relativamente actualizado da população.

Os resultados do Censo 2014, primeiro realizado após a independência, mostram que a


população residente em Angola era de 25,7 milhões de habitantes, distribuídos no território,
maioritariamente residentes em áreas urbanas (62,6% da população total) e com uma forte
concentração na província de Luanda, onde habitam 6,9 milhões de pessoas (mais de um
quarto da população do país), o que equivale a uma densidade de 368 pessoas por km 2,
acima da média nacional de 20,7 habitantes por km2. Seguem-se as províncias mais povoadas
a Huíla, com 2,5 milhões (10%), Benguela, com 2,2 milhões (9%), e o Huambo, com 2
milhões (8%).

As províncias com menos habitantes são o Namibe e o Bengo, respectivamente, com


495,3 mil (1,9%) e 356,6 mil habitantes (1,4%). As províncias com menor densidade
populacional são o Cuando Cubango e o Moxico, com menos de 5 pessoas por km 2 (INE,
2016a).
Angola é um país com mais mulheres do que homens. O Índice de Masculinidade
(rácio homens/mulheres) é de 94,0. Isso significa que existem cerca de 94 homens para 100
mulheres. Todavia, de acordo com os dados disponíveis, esta situação estará a alterar-se. Por
cada 100 raparigas terão nascido 103 rapazes. As províncias com Índice de Masculinidade
mais elevado, em que o número de homens é praticamente igual ao das mulheres são as
seguintes: Zaire (98,8) e Bengo (98,4). A província com o Índice de Masculinidade mais

12
baixo é a do Cunene, onde existem 88 homens por cada 100 mulheres. Seguem-se as
províncias de: Huíla (90,3), Benguela (90,3) e Bié (90,6) (INE, 2016a).
Angola continua a ter uma das mais elevadas taxas de fertilidade (5,9 crianças por
mulher, em média no período 2010-2015), superando a média da África Subsariana (5,1) e
bem acima da média dos países de baixo nível de desenvolvimento humano (4,6), o que
projecta elevadas taxas de crescimento natural. Tendo por base uma taxa média de
crescimento natural da população de 3%, as projecções apontam para que, em 2017,
existissem mais 2,7 milhões de angolanos, totalizando 28,4 milhões de habitantes (INE,
2016b).
Os resultados alcançados no Índice de Desenvolvimento Humano expressam também
os progressos registados a nível sanitário, sendo de evidenciar: a taxa de mortalidade infantil
de 80 por 1000 nado-vivos, quando em 2009 ultrapassava os 180; a taxa de mortalidade de
crianças menores de 5 anos passou de quase 300 por 1000 nado-vivos no início do século para
cerca de 120; a percentagem de crianças não vacinadas com a DTC-tripla e contra o Sarampo,
em 5 anos, caiu, respectivamente, de 19 e 21%, para 1 e 3%. Também, a taxa de morbilidade
devido à malária caiu de quase 25% para 15%, a Pólio está erradicada e a Lepra também está
próxima de ser erradicada (GOVERNO DE ANGOLA, 2018).

Essa dinâmica demográfica está bem expressa nos níveis excepcionais das taxas de
dependência demográfica da população jovem que se registam em Angola, conforme revelado
pelo Censo 2014. Por cada 100 adultos de 15 a 64 anos, temos quase (93,8%) jovens de
menos de 15 anos e somente 4,6% adultos de 65 ou mais anos. A taxa de dependência de
jovens é, em média, de 78,9% na África Subsariana. A estrutura etária da população é, pois,
extremamente jovem: 65% da população tem menos de 24 anos, enquanto a população com
mais de 65 anos representa apenas 2% do total nacional. A idade média dos angolanos é de
20,6 anos (INE, 2016a). O Censo 2014 estimava, para 2014, a Esperança de Vida à Nascença
de um Angolano em 60,29 anos, sendo de 57,6 anos para homens e de 63 anos para mulheres.
Em Angola, cada mulher vive, em média, mais 5,5 ano do que um homem.

O país continua, porém, a registar um número muito elevado de casos de cólera, em


consequência da condição sanitária e de saneamento básico e, mais recentemente, de febre-
amarela e malária. No final de 2015 e início de 2016, registou-se uma grave reincidência da
febre-amarela, com elevada mortalidade, cujo combate o Executivo teve de mobilizar meios
excepcionais, a nível interno e externo. Quanto à prevalência de VIH-SIDA, os dados
13
disponíveis apontam para uma taxa de 2% na população entre os 15 aos 49 anos, valor inferior
aos restantes países vizinhos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)
(GOVERNO DE ANGOLA, 2018).

Segundo o Censo 2014 (INE, 2016a), perto de 70% dos agregados familiares vivem
em casas auto-construídas (construção própria) em especial nas áreas rurais (91,3%), o que
reflecte um maior acesso à terra. Estima-se, por outro lado, que cerca de dois terços da
população angolana têm acesso a água potável e a um dos sistemas de saneamento básico
apropriado (apenas cerca de 20% com acesso a um sistema de esgoto com pia ou sanita), 45%
a eletricidade, mais de 75% a rede de telemóvel e mais de 25% a internet.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Angola atingiu 0,533 em 2015,
enquanto que em 2000 era somente 0,390. Ou seja, desde o início do século, o IDH evoluiu a
uma taxa média anual de crescimento de 2,08%, apenas superada, no conjunto dos 188 países
analisados, pelos ritmos registados em 5 países (Noruega, Austrália, Suíça, Alemanha e Países
baixos,). Embora em ascensão, esse nível de IDH coloca Angola na 160ª posição entre 188
países, integrado no Grupo dos Países de Baixo Desenvolvimento Humano (PNUD, 2017).

A Constituição angolana e a Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino reafirmam


o direito de todos à educação; seu fundamento é a determinação individual e colectiva de uma
educação para todos. É necessário considerar que, embora a educação seja um factor que
possibilita o acesso à bens materiais, e certos níveis de equidade social, só e possível,
quando a educação revelar com êxito, isto é a contribuição da educação a equidade para que
haja uma educação bem-sucedida.

1.5. Contexto Económico


Em 2013, o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, estava alinhado
com a Estratégia de Desenvolvimento a Longo Prazo (ELP) Angola 2025 (GOVERNO DE
ANGOLA, 2006), e a sua implementação foi marcada por uma profunda alteração do
contexto económico internacional que modificou os pressupostos, quer ao nível do
financiamento, quer da dinâmica da economia, que conheceu uma importante desaceleração
ao longo do período, onde a evolução se dividiu em dois subperíodos muito marcados em
termos globais, constata-se que:

Até 2013, a economia cresceu a uma taxa média anual superior a 5%, verificando-se
mesmo um crescimento superior a 8,5% em 2012;
14
Entre 2013 e até 2016 (período de implementação do PND 2013-2017), registou-se um
crescimento médio de 2%, sendo que, em 2016, o crescimento poderá ter registado uma queda
de 2,6%, segundo as últimas projecções (INE, 2017).

Entre 2013 e 2016, o sector petrolífero registou taxas de crescimento real negativa, à
exceção do ano de 2015, em decorrência de problemas de carácter operacional, associados,
nomeadamente, a manutenção programada e não programadas das instalações e
equipamentos, ao declínio natural dos campos em produção e ao atraso na entrada em
produção de novos campos (INE, 2017).

O peso da Extração e Refinação de Petróleo Bruto e Gás Natural na economia tem


vindo a reduzir, passando de 50% do Valor Acrescentado Bruto a preços básicos em 2008,
para 20,9% em 2016. Ou seja, em 2016, o valor acrescentado no sector não petrolífero terá
excedido em mais de quatro vezes o valor do sector petrolífero. Para além dos efeitos na
actividade económica, os choques que afectaram as economias angolanas traduziram-se num
regresso da instabilidade cambial e da inflação, criando incerteza que afecta as decisões
futuras dos agentes económicos (INE, 2017).

Na última década, a economia angolana registou mudanças estruturais significativas


que importará, dadas as dificuldades financeiras prevalecentes, não destruir ou asfixiar:
desenvolvimento de novas actividades e empresas mais modernas e inovadoras,
nomeadamente, nas telecomunicações, logística e distribuição, segmentos da indústria
transformadora, hotelaria e restauração, serviços às empresas, serviços pessoais e, muito em
especial, serviços financeiros.

O sistema educativo deverá, pois, forjar um estrito vínculo com a dinâmica dos
mercados de trabalho, incorporando como co-agente ao sector empresarial e contribuindo
significativamente à mobilidade ocupacional dos sectores menos desenvolvidos. Isso implica
expandir possibilidade de acesso ao emprego produtivo através de efectivas políticas públicas
que garantam a superação das desigualdades estruturais ainda presentes no contexto nacional,
diminuindo assim a actual segmentação na qualidade da educação.

15
16
CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA
Este capítulo descreve de maneira detalhada as etapas metodológicas do presente
estudo tais como: modelo de pesquisa, técnicas e instrumentos que foram utilizadas para a
colecta de dados e por fim os procedimentos e dificuldades.
A fase metodológica é a etapa onde se reúne todos os meios necessários para a
materialização de uma actividade científica, tal como reforça o autor abaixo mencionado.
Na fase metodológica indicam-se as técnicas, procedimentos e materiais a serem
utilizados na pesquisa, bem como a dimensão teórica da investigação, de acordo com o
problema enunciado e os objectivos pretendidos pelo pesquisador (Castilho, et al, 2011, p.
19).
2.1. Modelo de Pesquisa
O modelo pelo qual a presente abordagem foi desenvolvida, está relacionada com os
elementos abaixo indicado: Quanto a sua natureza: pesquisa qualitativa; do ponto de vista dos
procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica; quanto a sua abordagem: pesquisa mista e
quanto aos métodos é: indutivo e dedutivo.
2.2. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica
De acordo com Daton (2012, p. 10). “Pesquisa bibliográfica é feita a partir de
documentos (livros virtuais, CD-ROM, internet, revistas, jornais.”
Para Lakatos e Marconi (2003, p. 183) “pesquisa bibliográfica, ou de fontes
secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material
cartográfico etc.”
A pesquisa bibliográfica visa fazer um estudo profundo e sistemático, a partir de
livros, revistas, artigos e outros acervos de carácter científicos já publicados. Os dados
bibliográficos que se usou são: livros em formato físico e digital.
2.3. Técnicas e instrumentos de pesquisa
Durante a pesquisa, utilizou-se como instrumento o questionário. Que na visão de
Lakatos & Marconi, (2011, p. 201) “é um instrumento de colecta de dados, constituído por
uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do
pesquisador’’ O questionário permitiu o processo de interação entre os pesquisadores e os
participantes na procura de informação de forma extensiva.

17
2.5. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica
De acordo com Daton (2012, p. 10). “Pesquisa bibliográfica é feita a partir de
documentos (livros virtuais, CD-ROM, internet, revistas, jornais.”
Para Lakatos e Marconi (2003, p. 183) “pesquisa bibliográfica, ou de fontes
secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material
cartográfico etc.”
A pesquisa bibliográfica visa fazer um estudo profundo e sistemático, a partir de
livros, revistas, artigos e outros acervos de carácter científicos já publicados. Os dados
bibliográficos que se usou são: livros em formato físico e digital.
2.6. Quanto à sua abordagem: pesquisa quali-quantitativa.
Na perspectiva de Minayo (1994, p. 14), “afirma que “a pesquisa qualitativa trabalha
com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que
corresponde a um espaço mais profundo das relações.”
2.6.1. Quanto aos métodos é indutivo-dedutivo.
De acordo com Daton (2002, p. 5) “indução é o princípio segundo o qual deve-se
partir das partes para o todo. Ou seja, ao fazer uma pesquisa, deve se ir colectando casos
particulares e, depois de certo número de casos, podem-se generalizar, dizendo que sempre
que a situação se repetir o resultado será o mesmo.”
Para Michel (2015) afirma que a dedução é um tipo de raciocínio que ocorre de modo
contrário a indução. Parte se de uma verdade geral estabelecida para provar a validade de um
facto particular.
Os métodos apresentados acima facilitaram na aplicação das técnicas e instrumentos,
visto que o indutivo visa partir do particular para o geral e o dedutivo do geral ao particular.
2.7. Dificuldades
A realização de todo e qualquer trabalho oferece sempre dificuldades e esse não fugiu à
regra, no entanto as dificuldades encontradas na elaboração do presente trabalho são:
 Dificuldade na selecção das bibliografias;
 Dificuldade econômica.

18
COSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo sbre a Organização e Gestão do Sistema educativo angolano, desde a
independência até ao momento atual, ganha significado à luz dos fenómenos e tensões de
natureza política, económica e social, que marcaram os distintos períodos de vigência dos
referidos diplomas e a sua relação com a evolução do pensamento educativo. Tal estudo
afigura-se importante para a compreensão e debate sobre os processos de desconstrução do
sistema educativo colonial, de construção do sistema educativo instituído após a
independência e reconstrução do mesmo, no atual quadro político e económico. Não se pode
perder de vista que o sistema educativo configura uma visão de educando (ser), de educação
(saber) e de poder, em cada momento histórico.
O presente revelou a escassez de estudos sobre o fenómeno em análise, cuja
informação poderia tornar este estudo mais robusta. Por outro lado, a escassez de dados
oficiais atualizados sobre a população, em geral, e sobre a população estudantil, em
particular, relativamente ao seu acesso, frequência e sucesso escolar, dificultou a análise da
evolução da cobertura do sistema de educação e ensino em cada um dos momentos
segmentados para esta análise, o que permitiria uma visão mais realista da concretização, ou
não, dos fins definidos para a educação, nestes segmentos de tempo.
Para estudos futuros, sugere-se: realizar estudos comparativos entre o enunciado do
texto normativo e o discurso e entre estes e a prática educativa; realizar estudos empíricos para
procurar perceber os possíveis avanços e recuos no seu desenvolvimento, tomar esta e outras
pesquisas afins como base para estudos prospetivos, analisando qual poderá ser o
desenvolvimento do sistema educativo, à luz do contexto nacional e internacional atual de um
mundo marcado pela volatilidade, incertezas, complexidades e ambiguidades.

19
REFERÊNCIAS

Andrade, e. B. O projeto epistemológico cartesiano. Kinesis, v.1, n. 1, p. 133-149, marília,


2009.
Baró, m. O papel do psicólogo. Estudos de psicologia, v. 2, n. 1, p. 7-27, 1996. Bauman, z.
Modernidade e ambivalência. Rio de janeiro: jorge zahar, 1999.
Bauman, z. Modernidade líquida. Rio de janeiro: jorge zahar, 2001.
Branco, paulo coelho castelo e luísa xavier de brito silva. "psicologia humanista de abraham
maslow: recepção e circulação no brasil." revista da abordagem gestáltica:
estudos fenomenológicos 23.2 (2017): 189-199.
Branco, pcc (2015). Psicologia humanista de carl rogers: recepção e circulação no brasil.
Brito, m. R. Dialogando com gilles deleuze e félix guattari sobre a ideia de subjetividade
desterritorializada. Alegrar, n. 09, p. 1-27, 2012.
Castañon, g. A. Psicologia como ciência moderna: vetos históricos e status atual. Temas em
psicologia, v. 17, n. 1, p. 21-36, 2009.
Copenhaver, brian p. "scholastic philosophy and renaissance magic in the de vita of marsilio
ficino." renaissance quarterly 37.4 (1984): 523-554.
Costa, j. P. B. O individualismo e a clínica psicológica. Trabalho de conclusão de curso de
graduação em psicologia, faculdade de ciências da educação e da saúde
uniceub. Brasília-df, 2011.
Costa, l. A.; fonseca, t. M. G. Da diversidade: uma definição do conceito de subjetividade.
Revista interamericana de psicología, v. 42, n. 3, p. 513-519, 2008.
Costa, p. V. R. O projeto do homem cartesiano como fundamento da prática psicológica
contemporânea. Revista polêmica, v. 13, n. 1, p. 954-979, 2014.
Crochik, j. L. Os desafios atuais do estudo da subjetividade na psicologia. Psicologia
da usp, v. 8, n. 2, p. 69-85, 1998.
Da silva cipriano, maria elayne; dos reis souza, maristela. Hades: a morte como processo de
transformação e renascimento na perspectiva da psicologia analítica. Self-
revista do instituto junguiano de são paulo, 2023, 8: e005-e005.
Della mirandola, giovanni pico. Giovanni pico della mirandola. D. Nutt, 1890.
Descartes, rené e homero santiago. Meditações metafísicas . São paulo: martins fontes, 2005.

20
Figueiredo, luís cláudio m.; de santi, pedro l. Ribeiro. Psicologia: uma (nova) introdução.
Educ–editora da puc-sp, 2021.
Filho, k. P.; martins, s. A subjetividade como objeto da(s) psicologia(s).
Foucault, m. História da sexualidade i. Rio de janeiro: graal, 1999.
Japiassu, h. O mito da neutralidade científica. Rio de janeiro: imago, 1975. Lasch, c.
Aultura do narcisismo. Rio de janeiro: imago, 1993.
Lebrun, g. O conceito de paixão. In: a. Novaes (org). Os sentidos da paixão. São paulo:
companhia das letras, 2009, p. 12-32.
Martins, r. A. O que é ciência, do ponto de vista da epistemologia? Caderno de metodologia
e técnica de pesquisa, n. 9, p. 5-20, 1999.
Moreira, a. G.; silveira, h. M. M. L. Teorias da subjetividade: convergências e contradições.
Revista contraponto, v. 1, n. 1, p. 58-69, 2011.
Moura, rosana silva de. "finitude," frequentação do mundo" e formação humana em michel
de montaigne." educação & realidade 39 (2014): 1169-1184.
Nardi, h. C.; silva, r. N. A emergência de um saber psicológico e as políticas de
individualização. Revista educação e realidade, v. 29, n. 1, p. 187-198,
2004.
Oliveira, a. Sobre a moda sociológica: reflexividade, intimidade e mercadoria. Anais iv
colóquio marx e engels unicamp, 2004. Psicologia & sociedade, v. 19, n. 3,
p. 14-19, 2007.
Oliveira, amélia de jesus. "a obra científica de leonardo da vinci: controvérsias na
historiografia da ciência." trans/form/ação 39 (2016): 53-86.
Pnud-angola. "avanços e retrocessos da educação em angola." revista brasileira de
educação 19 (2014): 1003-1031.
Queiroz, e. F. Do pathos do teatro grego à paixão da contemporaneidade. Revista
symposium, n. 3, p. 79-85, 1999.
Santos, b. S. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de janeiro: graal, 1989.
Silva, r. B. Notas para o diagnóstico da sociedade contemporânea. Revista espaço
acadêmico, v. 12, n. 136, p. 10-17, 2012.
Silva, r. B. O individualismo como estratégia de cuidado de si na sociedade de consumo.
Cadernos zygmunt bauman, v. 1, n. 1, p. 20-33, 2011.

21
Teixeira, j. A. C. Problemas psicopatológicos contemporâneos: uma perspectiva existencial.
Análise psicológica, v. 24, n. 3, p. 405-413, 2006.
Vieira, c. R. A. Individualismo e sociedade. In: vii simpósio internacional de processo
civilizador unimep, v. 1, piracicaba, 2003.
Zau, filipe. Educação em angola: novos trilhos para o desenvolvimento. Movilivros, 2009.

22

Você também pode gostar