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Índice
Introdução..................................................................................................................................4
Historial da Física Moderna.......................................................................................................5
Os principais actores..................................................................................................................6
A Relatividade............................................................................................................................7
A Mecânica Quântica...............................................................................................................10
Conclusão.................................................................................................................................13
Referências bibliográficas........................................................................................................14
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Introdução
Ao final do século XIX, a sociedade científica estava certa que havia pouco para ser
descoberto em relação aos estudos da Física.
Parecia que as teorias estavam completas, testadas e provadas, pois, desde Galileu Galilei
(1564-1642), os físicos clássicos tinham como marca registrada testar pela observação e
experimentação exaustiva suas teorias, até que não houvesse mais dúvidas de que tudo estava
absolutamente correto. A partir de Galileu seguiu-se a ideia de que tudo poderia ser medido,
de que tudo era absoluto.
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Historial da Física Moderna
No final do século XIX os físicos haviam formulado inúmeros postulados que sustentavam
toda a Física e eram considerados corretos, pois passaram por exaustivos testes ao longo de
anos ao ponto de serem quase inquestionáveis, de modo que, quem elaborasse alguma ideia
divergente a estes pensamentos, não era digno de muito crédito.
Assim, em junho de 1894, Albert Michelson (1852-1931) chegou a dizer que “tudo que
restava a fazer em Física era preencher a sexta casa decimal”.
Os físicos, até o final do século XIX, acreditavam que:
O universo era como uma máquina gigante assentada em uma estrutura de tempo e
espaço absolutos. Um movimento complicado poderia ser entendido como um
simples das partes internas da máquina, mesmo que essas não pudessem ser
visualizadas.
A síntese newtoniana implicava que todo movimento tinha uma causa. Se um corpo
realizava um movimento, alguém sempre poderia calcular o que produzia esse
movimento. Isso é simplesmente causa e efeito, algo que ninguém questionou de
verdade.
Se o estado de movimento era conhecido em determinado ponto ele poderia ser
determinado em qualquer outro ponto no futuro ou no passado. Nada era incerto, tudo
era simplesmente consequência de alguma causa prévia. O chamado determinismo.
As propriedades da luz estavam completamente descritas pela teoria de onda
eletromagnética de Maxwell e confirmadas pelos padrões de interferência observados
em um simples experimento de dupla fenda feito por Thomas Young em 1802.
Há dois modelos físicos para representar a energia em movimento: Uma partícula,
representada por uma esfera impenetrável como uma bola de bilhar; e uma onda,
como aquelas que avançam pela a praia pela superfície do oceano. Ambos os modelos
são mutuamente exclusivos, a energia tem de ser ou um, ou outro.
Era possível medir com máxima exatidão as propriedades de um sistema, como a
temperatura ou a velocidade. Bastava reduzir a intensidade da investigação do
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observador ou corrigi-la com um ajuste teórico. Sistemas atômicos não eram
considerados exceção a essa regra.
No entanto, estas afirmações poderiam em algum momento ser postas em dúvida, mesmo que
contrariassem toda a lógica dos conceitos clássicos. O marco oficial para os questionamentos
destes postulados e a consideração de novas possibilidades para a Física pode ser considerado
a Conferência de Solvay patrocinada pelo industrial belga Ernest Solvay (1838-1992). A
primeira de várias conferências com físicos de várias partes do mundo aconteceu no ano 1911
em que seus participantes necessitavam de convite especial e com um público em torno de 30
pessoas em que cada um deveria levar considerações a respeito de um assunto previamente
selecionado. Os cinco primeiros encontros, que aconteceram entre 1911 e 1927, compuseram
a crônica do desenvolvimento da Física do século XX.
O tema da reunião do encontro de 1927, em especial, concentrou-se na teoria quântica
inicialmente formulada a partir das ideias de Max Planck (1858-1947) que começou, por
volta do ano de 1900, a levantar hipóteses de que a matéria poderia absorver e comportar a
radiação eletromagnética, ou seja, a luz, apenas em feixes de energia chamados quanta, cujo
tamanho é proporcional à frequência da radiação. O encontro de 1927 foi um marco
grandioso para a Física moderna, certamente pelo suporte de nove físicos teóricos que
posteriormente seriam agraciados com o Prêmio Nobel em virtude de suas contribuições para
com o desenvolvimento da nova Física. Esta conferência poderia ser comparada ao encontro
para a celebração da Física clássica por Arquimedes, Kepler, Newton, Galileu, Faraday e
Maxwell. (ZARATE, 2012)
Os principais actores
Os principais actores deste grande acontecimento foram: Max Planck (1858-1947), Marie
Curie (1867-1934), Albert Einstein (1879-1955), Niels Bohr (1885-1962), Erwin Schrödinger
(1887-1961), Wolfgang Pauli (1900-1958), Werner Heisenberg (1901-1976), Paul Dirac
(1902-1985), Louis Broglie (1892-1987), Max Born (1882-1970), dentre outros que estavam
presentes com suas ideias e teorias postas em discussão, direcionadas ao entendimento da
teoria quântica, a qual era o conjunto mais estranho de ideias jamais articulado por um grupo
de cientistas tão espetaculares em suas concepções e intelectualidades.
O nascimento da física moderna se dá com as ideias que já vinham sendo formuladas no final
do século, principalmente ao que se trata da questão da relatividade e o efeito fotoelétrico
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formulado por Einstein, a radiação do corpo negro de Planck e os espectros ópticos da linha
brilhante (o átomo de Bohr). Essas questões surgiram de medidas rigorosas e reprodutíveis,
mesmo que paradoxais. O tipo de questão que intrigava os melhores físicos da época e
despertava o interesse em buscar uma solução lógica que não fugisse muito das leis clássicas,
mas isso não foi possível, tendo início assim a Física Moderna e Contemporânea.
A Relatividade
Quando se estuda mecânica sob uma visão da Física Moderna, adota-se a velocidade como
sendo uma grandeza relativa; isso significa que sua medida irá depender do referencial ao
qual está sendo medido.
A partir disso, outras grandezas que possam depender da velocidade também são
consideradas relativas. Massa, tempo e comprimento são grandezas consideradas como
absolutas na Física Clássica, mas na verdade estas também são grandezas relativas; o facto é
que a relatividade só pode ser evidenciada em situações que as velocidades são
excessivamente altas, tendendo à velocidade da luz ou muito próximas dela, velocidade essa
que no vácuo equivale a aproximadamente 300.000 km/s.
No final do ano de 1905, Albert Einstein publicou três artigos de grande importância. Um
deles era a análise do movimento Browniano; o segundo versava sobre o efeito fotoelétrico; e
o terceiro a apresentação de sua teoria da relatividade especial, que propunha uma drástica
revisão dos conceitos newtonianos de espaço e tempo. A teoria da relatividade propôs muitas
mudanças significativas na compreensão da natureza.
Porém Einstein baseou esta teoria em basicamente dois postulados bem simples. Um deles
afirma que as leis da Física devem ser as mesmas em qualquer sistema inercial e o outro diz
que a velocidade da luz no vácuo deve ser sempre a mesma em qualquer sistema inercial.
Mas estes postulados implicam consequências importantíssimas como a de que um evento
que ocorre simultaneamente a outro em relação a um observador, pode não ocorrer
simultaneamente em relação ao outro.
Quando existe movimento relativo entre dois observadores e eles efetuarem medidas de
intervalos de tempo e de distância, os resultados obtidos podem não concordar e, segundo os
postulados de Einstein, a segunda lei de Newton e as equações para a energia cinética e o
momento linear devem ser reformuladas. A teoria da relatividade é composta de duas outras
teorias: Teoria da Relatividade Restrita, que estuda os fenômenos em relação a referenciais
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inerciais, e a Teoria da Relatividade Geral, que aborda fenômenos do ponto de vista não
inercial (YOUNG, 2009). Apesar de formar uma só teoria, elas foram propostas em tempos
diferentes; no entanto, ambas trouxeram o conhecimento de que os movimentos do Universo
não são absolutos.
Uma das questões principais abordadas pela teoria da relatividade é da dilatação do tempo.
Esta foi testada ainda em 1971 com a utilização de relógios atômicos, devido a sua precisão.
Após os dois relógios serem sincronizados, deixou-se um em uma posição estacionária na
Terra e o outro a bordo de um foguete que viajou certa distância em uma alta velocidade em
volta da terra e depois retornou à origem. Constatou-se que existia uma diferença na hora
mostrada entre os dois relógios.
O que ficou na terra estava alguns milissegundos atrasado em relação ao que viajou no
foguete. Isso ocorreu devido à dilatação do tempo no corpo que estava viajando a alta
velocidade em comparação ao que estava parado. Ou seja, segundo a teoria relativista de
Einstein, para um corpo que viaja a altíssimas velocidades o tempo passa mais lentamente
que em relação a outro corpo estacionário e essa relação aumenta à medida que a velocidade
se aproxima da velocidade da luz.
Outra comprovação da dilatação do tempo pode ser observada a que diz respeito ao tempo de
vida de partículas instáveis, como por exemplo, os mésons que são criados a partir da
radiação cósmica que vem do Sol para a Terra, em altíssima velocidade e se colidem com
núcleos de átomos da atmosfera terrestre. O fato é que essas partículas têm meias vidas muito
curtas e, pela distância entre o ponto em que elas são formadas e a superfície terrestre, seria
impossível que alcançassem o solo. Mas, no entanto, encontram-se algumas destas partículas
na superfície da Terra; isso acontece devido à dilatação do tempo, tendo como referencial o
méson, pois este viaja a uma velocidade próxima a da luz e como o tempo de meia vida é
medida em relação à partícula estacionária, esta “vive mais tempo” quando está em
movimento.
Retornando ao exemplo anterior, podemos entender o famoso paradoxo dos gêmeos o qual
formula a seguinte situação: Suponha que dois gêmeos se separem para uma viagem estrelar,
sendo que um deles viajará em um foguete cuja velocidade alcançada é constante e próxima à
velocidade da luz (300.000 km/s) e o outro ficará na Terra. Após alguns anos de viagem, o
gêmeo viajante retorna e encontra seu irmão muito mais velho do que ele (YOUNG, 2009).
Novamente esse fato se dá em função da dilatação do tempo. Essa situação acontece
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simultaneamente e no mesmo ponto, ou seja, o referencial é próprio, mas o tempo decorrido é
diferente para cada evento, pois o tempo é relativo. Considerando o tempo como sendo
relativo, isso implica que o comprimento de um corpo também deve ser relativo devido à
contração de Lorenz. Para medir o comprimento de um objeto que está se movendo na
velocidade da luz, é preciso determinar o tempo que este objeto leva para passar por um
referencial estacionário, mas esta medida deve ser feita dos dois referenciais, ou seja, do
estacionário para o que está em movimento e do que está em movimento para o que está
estacionário. Assim sendo, o corpo em movimento sofre uma contração com um fator igual
ao de dilatação do espaço/tempo.
A teoria da relatividade traz estas implicações que parecem fugir do senso comum. No
entanto, foram provadas e adotadas como verdadeiras. Outra mudança relativista está
relacionada à massa, a qual era considerada absoluta, mas segundo as leis da relatividade a
massa de um corpo pode ser diferente da massa das partes separadas desse corpo. Como isso
é possível? Isso é possivelmente explicável pela famosa equação de Einstein e=mc², a qual
afirma que a energia é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz. Ou
seja, massa é energia e energia é massa, sendo que uma pode ser transformada na outra, mas
tudo isso levando em conta a velocidade da luz.
Isso implica que, se um corpo for acelerado a uma velocidade próxima a da luz, à medida que
se adiciona energia para que se chegue nessa velocidade, a massa desse corpo irá aumentar.
Deste modo a soma da massa de um piloto e seu foguete quando parados é ligeiramente
menor que a soma das massas do piloto e seu foguete quando estes estiverem viajando a 90%
da velocidade da luz, por exemplo.
Outra situação que essa relação pode ser medida e aprsentada é a encontrada no decaimento
de alguns átomos instáveis que espontaneamente se transformam em outros como o Tório
(Th) com massa atômica igual a 232,038, que se decompõem espontaneamente em Radônio
(Ra) com massa atômica igual a 228,031, este por sua vez decai para Hélio (He) com massa
atômica igual a 4,003 - em todo esse processo é liberada certa quantidade de energia, de
modo que se somarmos as massas do Hélio e o Radônio a resultante será menor que a do
Tório, ou seja, a soma da massa das partes é menor que o todo, isso devido à liberação de
energia que ocorreu nesse processo de decaimento atômico. Todos estes conceitos científicos
sobre relatividade podem divergir do senso comum; no entanto, estão corretos, servindo
como base para o desenvolvimento de muitas tecnologias que utilizamos hoje em dia.
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A Mecânica Quântica
A partir de 1900 pode-se considerar como uma das primeiras introduções à Física Quântica
os trabalhos de Max Planck para resolver o problema da radiação do corpo negro, pois existia
um problema na teoria convencional, a qual dizia que quanto maior a frequência maior a
intensidade de radiação. O fato é que na prática isso não acontecia, pois quando um objeto é
aquecido, ele emite uma radiação que consiste em ondas eletromagnéticas, ou seja, luz com
amplo espectro de frequência. A frequência dominante sobe à medida que a temperatura
aumenta, e sendo representada por uma curva muito semelhante àquelas calculadas por
Maxwell para a distribuição de velocidade de moléculas de gás aquecido em um recipiente
fechado. Esta curva mostrava que a intensidade de radiação alcançava um pico máximo
mesmo que a frequência continuasse aumentando.
Wien seguiu a mesma linha de raciocínio de Maxwell e derivou uma fórmula baseado em
alguns argumentos teóricos em perfeito acordo com os experimentos publicados, mas apenas
na parte de alta frequência do espectro. Outros dois físicos Lord Rayleigh (1842-1919) e Sir
James Jeans (1877-1946) elaboraram uma equação que funcionava em baixas frequências,
mas em alta frequência a intensidade seria infinita na região ultravioleta, sendo chamada de
catástrofe ultravioleta, pois se estivesse correta até a radiação do fogo de uma lareira
provocaria queimaduras sérias em uma pessoa que estivesse posicionada em sua frente e,
como era perceptível, isso não acontecia.
Max Planck, um renomado físico engajado com os métodos da Física clássica e grande
pesquisador dos assuntos relacionados à Termodinâmica, ramo da Física que se dedicava há
mais de vinte anos, sentia-se atraído pelos aspectos universais e absolutos do problema do
corpo negro. Planck sabia que as medições feitas eram extremamente confiáveis e que não
condiziam com as teorias formuladas até o momento; assim, resolveu se debruçar no estudo
desta questão, pois para ele a fórmula que descreveria o fenômeno não deveria conter muitas
variáveis além da temperatura, a frequência de radiação e mais algumas constantes
universais.
Planck imaginou que a energia deveria ser emitida e absorvida em pacotes, que ele chamou
de Quanta. Isso significava que as quantidades de energia se apresentavam como sendo um
valor finito. Esses valores eram muito pequenos, mas quantizados, o que se mostrava
plausível para representar sua lei experimental; porém, essa ideia estava em desacordo com as
representações clássicas que tanto Planck defendia, pois inferia que a energia era descontínua.
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Mesmo assim, Planck resolveu aceitar sua hipótese, pelo menos até ter algo mais em acordo
com o pensamento clássico. Deste modo nasce a Mecânica Quântica.
Eis que em 1902 um físico alemão chamado Philipp Lenard (1862-1947), depois de fazer
vários estudos com feixes de raios catódicos que incidiam em lâminas delgadas de metal,
concluiu que as energias dos elétrons, sendo considerados como medidas pelos potenciais
retardadores, eram completamente independentes da intensidade da luz, ou seja, ao emitir
uma luz mais intensa sobre uma placa de metal, esta não liberava mais energia para os
elétrons que eram arrancados, como era de se esperar. Experimentos posteriores mostraram
outro problema: existia uma determinada frequência limiar abaixo da qual os fotoelétrons não
eram arrancados, independentemente da utilização de uma luz mais brilhante.
Esse problema foi resolvido por Albert Einstein um jovem escriturário do Escritório Suíço de
Patentes em um dos seus artigos publicado em 1905, a partir da utilização da famosa lei de
Boltzman e com base na teoria de Wien, que se sabia funcionar perfeitamente bem para altas
frequências. Nesse artigo Einstein explicava que a radiação se comportava como partículas de
luz. Deste modo, ao incidir sobre um metal um quantum de luz (fóton) este é ou não
absorvido, e isto é instantâneo. Cada fóton de luz violeta tem energia muito superior aos
fótons de luz vermelha e isso explica porque o efeito é facilmente observado para a luz
violeta e ultravioleta, de modo que aumentar a intensidade da luz significa aumentar o
número de fótons emitidos e consequentemente o número de elétrons arrancados, mas a
energia máxima dos elétrons é a mesma. Para aumentar a energia cinética máxima dos
elétrons emitidos, é preciso aumentar a frequência e não a intensidade da luz, pois quanto
maior a frequência, maior a energia do fóton.
Einstein e Planck iniciaram a física quântica, e o próximo grande passo foi a formulação de
um novo modelo atômico por Bohr, que veio substituir o modelo planetário de Rutherford
que era considerado instável, pois, ao sofrer variação de energia, o elétron se chocaria com o
núcleo, colapsando assim o átomo. A partir da publicação de Nicholson em 1912 dizendo que
o momento angular de uma partícula só poderia crescer ou decair em quantidades discretas
quando os elétrons saem ou retornam de suas posições, desafiando as objeções clássicas,
Bohr teorizou a existência de átomos constituídos por órbitas estáveis de elétrons. Um elétron
poderia existir em qualquer uma das várias órbitas especiais sem emissão de radiação. Tais
órbitas foram chamadas de estacionárias e se caracterizam por valores de momento angular
orbital.
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Assim cada vez que um elétron recebe radiação ele salta para outra orbita, absorvendo
energia e para voltar a sua orbita original, ele libera um fóton de luz visível ou não (radiação).
Em 1923, Louis de Broglie desenvolveu a ideia de uma partícula oscilando internamente,
deslizando por uma onda de energia, tratando-se da capacidade ondulatória das partículas.
Com base nessa ideia, Schrödinger formulou a equação de propagação da onda de matéria e
obteve soluções que correspondem aos estados estacionários do átomo de hidrogênio. Werner
Heisenberg estudou o mesmo comportamento, encarando o movimento do elétron como
partícula e iniciou a chamada Mecânica Matricial que foi desenvolvida em seguida por Max
Born que em 1926 escreveu um artigo sobre os fenômenos de colisão, no qual introduziu a
probabilidade da existência de um estado quântico determinado. Não há mais respostas
exatas, haveria dito Born - em teoria atômica tudo o que obtemos são probabilidades.
Em 1927, Heisenberg fez mais uma descoberta importante e mostrou que não há como
identificar com precisão a posição exata de uma partícula subatômica, a menos que se esteja
querendo ficar completamente às cegas no que se refere ao momento da partícula; também
não há como identificar o momento exato da partícula. Medir a posição e o momento
exatamente e ao mesmo tempo é impossível. Deste modo, é possível apenas obter uma
indicação da probabilidade da posição do elétron que está orbitando o núcleo de um átomo,
sendo que sua posição exata é impossível de ser determinada com exatidão. Esse é o modelo
atômico atual representado por uma nuvem de probabilidades de possíveis posições do
elétron ao redor do núcleo.
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Conclusão
A Física moderna trouxe inúmeras representações além das compreensões das menores
dimensões da matéria e da energia do universo, mesmo que resulte em novas dúvidas e
paradoxos, aumentando cada vez mais o nível de complexidade das leis que governam o
mundo subatômico. Porém, os avanços científicos feitos a partir do século XIX
proporcionaram uma base para o desenvolvimento de novas tecnologias e continuam
auxiliando as construções do futuro.
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Referências bibliográficas
SILVEIRA, Femando Lang. Determinismo, previsibilidade e caos. Cad.Cat.Ens.Fís., v. 10,
n. 2: p. 137-147, Porto Alegre, Instituto de Física da UFRGS ,1993.
YOUNG, Hugh D. Ótica e Física moderna. São Paulo: Addison Wes-ley, 2009.
ZARATE, Oscar. Entendendo Teoria Quântica. São Paulo: Leya, 2012.
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