0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações14 páginas

Urucum em dietas para kinguios: desempenho e cor

O estudo avaliou a adição de urucum na dieta de alevinos de kinguios (Carassius auratus) e seu impacto na coloração da pele e desempenho produtivo. Resultados mostraram que a adição de 1,0% de urucum melhorou o desempenho dos peixes, enquanto concentrações de 1,0 a 4,0% intensificaram a coloração da pele. Constatou-se diferenças significativas em peso final, ganho de peso e eficiência alimentar entre os tratamentos.

Enviado por

matheus galuppo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações14 páginas

Urucum em dietas para kinguios: desempenho e cor

O estudo avaliou a adição de urucum na dieta de alevinos de kinguios (Carassius auratus) e seu impacto na coloração da pele e desempenho produtivo. Resultados mostraram que a adição de 1,0% de urucum melhorou o desempenho dos peixes, enquanto concentrações de 1,0 a 4,0% intensificaram a coloração da pele. Constatou-se diferenças significativas em peso final, ganho de peso e eficiência alimentar entre os tratamentos.

Enviado por

matheus galuppo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Semina: Ciências Agrárias

ISSN: 1676-546X
[email protected]
Universidade Estadual de Londrina
Brasil

Fries, Edionei Maico; Correia Bittarello, Alis; Zaminhan, Micheli; Signor, Altevir; Feiden,
Aldi; Boscolo, Wilson Rogério
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e
pigmentação da pele
Semina: Ciências Agrárias, vol. 35, núm. 6, noviembre-diciembre, 2014, pp. 3401-3413
Universidade Estadual de Londrina
Londrina, Brasil

Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=445744145042

Como citar este artigo


Número completo
Sistema de Informação Científica
Mais artigos Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal
Home da revista no Redalyc Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto
DOI: 10.5433/1679-0359.2014v35n6p3401

Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus:


desempenho produtivo e pigmentação da pele

Annatto in diets Carassius auratus goldfish fingerlings: growth


performance and skin pigmentation

Edionei Maico Fries1*; Alis Correia Bittarello2; Micheli Zaminhan3;


Altevir Signor4; Aldi Feiden3; Wilson Rogério Boscolo4

Resumo
O presente trabalho avaliou a influência da adição de urucum como agente pigmentante sobre as
características de coloração da pele, músculo e desempenho produtivo de Carassius auratus, criados
em hapas de 0,15 m3 (dimensões de 0,50 x 0,50 x 0,65 m), dispostos no interior de um tanque de
alvenaria circular de 25 m3. Foram utilizados 336 alevinos de C. auratus distribuídos inteiramente ao
acaso em 28 hapas, com sete tratamentos e quatro repetições, com 12 peixes por unidade. Os níveis de
adição de urucum foram 0,0; 0,25; 0,50; 1,00; 2,00; 4,00 e 8,00%. Os peixes com peso inicial médio
de 1,12 ± 0,18 g e comprimento de 4,31 ± 0,44 cm, foram alimentados as 08, 11, 14 e 17 horas. A
característica colorimétrica de b* (amarelo) mostrou valores significativos aos 96 e 141 dias no sistema
de coordenadas Hunter com adição de 2,0 e 1,0% de urucum na dieta, respectivamente e, no sistema
de coordenadas CMYK aos 96 dias para C (ciano) e aos 141 dias para Y (amarelo) com adição de
8,0 e 2,0% de urucum na dieta respectivamente. Observaram-se diferenças (P<0,05) para peso final
médio, ganho em peso médio, conversão alimentar aparente, taxa de crescimento diário e eficiência
alimentar. Recomenda-se uma dieta contendo 1,0% de adição de urucum para C. auratus para o melhor
desempenho e de 1,0 a 4,0% de adição de urucum para intensificação luminosa da pele dos peixes.
Palavras-chave: Aquicultura, carotenóides, peixes ornamentais, piscicultura

Abstract
This study evaluated the effect of adding annatto as agent pigmentation on the staining characteristics
of the skin, muscle and productive performance of Carassius auratus, reared in 0.15 m3 (dimensions
0.50 x 0.50 x 0.65 m) hapas disposed within a circular masonry tank of 25 m3. We used 336 C. auratus
fingerlings completely randomized design in 28 hapas with seven treatments and four replicates with 12
fish per unit. The addition of annatto levels were 0.0, 0.25, 0.50, 1.00, 2.00, 4.00 and 8.00%. Fish with
an average initial weight of 1.12 ± 0.18 g and length of 4.31 ± 0.44 cm, were fed the 08, 11, 14 and 17
hours. The b * colorimetric characteristics (yellow) showed significant at 96 and 141 days in the Hunter
coordinate system with the addition of 2.0 and 1.0% annatto in the diet, respectively, and the coordinate
system of CMYK and 96 days for C (cyan), and 141 days for the Y (yellow), with the addition of 8.0 to
1
Engº de Pesca, Discente do Curso de Mestrado em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, Universidade Estadual do Oeste
do Paraná, UNIOESTE, Toledo, PR. E-mail: [email protected]
2
Zootecnista, M.e em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, Pesquisadora do Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura,
GEMAq, Toledo, PR. E-mail: [email protected]
3
Engos de Pesca, M.e em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, Discente de Doutorado em Zootecnia da Universidade
Estadual de Maringá, UEM, PR. E-mail: [email protected]; [email protected]
4
Profs. do curso de Engenharia de Pesca, UNIOESTE, Toledo, PR. E-mail: [email protected]; [email protected];
[email protected]
*
Autor para correspondência
Recebido para publicação 09/09/13 Aprovado em 01/02/14
3401
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

2.0% annatto in the diet, respectively. We observed differences (P <0.05) average final weight, weight
gain, feed conversion, daily growth rate and feed efficiency. It is recommended a diet containing 1.0%
added annatto to C. auratus to better performance and 1.0 to 4.0% added annatto to intensified light
fish skin.
Key words: Aquaculture, carotenoids, ornamental fish, fish farming

Introdução radicais livres e redução do estresse beneficiando o


crescimento, reprodução e auxiliando no bem estar
A aquicultura ornamental é uma atividade
animal (HAMRE et al., 2004; WANG; CHIEN;
economicamente rentável e se encontra em plena
PAN, 2006; SHINDO et al., 2007). Astaxantina e
expansão. A aquicultura de peixes ornamentais
cantaxantina são os mais utilizados em dietas de
gera uma receita de 5,6 bilhões de dólares em
salmonídeos, comprometendo em 10 a 15% dos
todo o mundo, produzindo mais de 1.500 espécies
custos finais de produção (MORA et al., 2006).
(REZENDE et al., 2012). O cultivo mundial desses
organismos cresce na ordem de 14 a 19% ao ano As cores amarelo avermelhadas intensas da
(RIBEIRO, 2008). pele de peixes ornamentais são proporcionadas
principalmente pelos carotenóides. Portanto é de
Dentro desta modalidade piscícola, o Carassius
extrema importância informações sobre a utilização
auratus ocupa lugar de destaque na comercialização
de ingredientes contendo pigmentos naturais,
mundial devido ao fácil manejo, altas taxas de
como aditivos pigmentantes em dietas para peixes
prolificidade e sua grande beleza (SILVA; SCHULZ,
ornamentais. Diante disso, o objetivo deste ensaio
2006). Em ambiente natural estes peixes apresentam
foi avaliar o efeito da adição de urucum à ração
uma alimentação baseada em plantas, pequenos
como fonte de pigmento sobre a intensidade de
crustáceos, insetos e detritos, ou seja, combina a
coloração da pele e o desempenho produtivo de C.
ingestão de alimento de origem animal, que é de
auratus.
alto valor energético, com ingestão de alimentos
de origem vegetal de baixo valor energético, porém
ricos em pigmentos naturais (ZAVALA-CAMIN, Material e Métodos
1996).
Foram utilizados 336 alevinos de kinguios (C.
Os peixes não podem sintetizar pigmentos, dessa auratus) provenientes do biotério pertencente ao
forma os agentes de coloração, que são elaborados GEMAq da UNIOESTE, com peso inicial médio de
por plantas, algas e microrganismos devem ser 1,12 ± 0,18 g, comprimento inicial médio de 4,31 ±
incorporados em sua dieta (JOHNSON; AN, 1991). 0,44 cm, distribuídos aleatoriamente em 28 hapas
Fontes de carotenóides puras são onerosas em experimentais confeccionados em malha sombrite
relação aos demais ingredientes utilizados em sua de 0,15 m3 de volume útil (dimensões de 0,50 x
alimentação como a farinha de peixe, farinha de 0,50 x 0,65 m), em uma densidade de 12 peixes por
subprodutos de carne, soja e cereais (SINHA; ASIMI, unidade, com sete tratamentos e quatro repetições.
2007). As distintas espécies de peixes apresentam As hapas foram instaladas no interior de um tanque
diferentes rotas metabólicas para os carotenóides e, de alvenaria com capacidade para 25 m3 de água,
consequentemente, não exibem uma transformação provido de aeração constante por meio de um
universal nos tecidos (CHATZIFOTIS et al., 2005). soprador de ar central.
Agentes pigmentantes em rações animais Os parâmetros físicos e químicos da água
proporcionam (além de intensificar a coloração) foram monitorados através de análises realizadas
aumento nas repostas imunológicas, combate aos com equipamentos portáteis: pH, condutividade
3402
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

elétrica (µS cm-1) e oxigênio dissolvido (mg L-1) Ao final do experimento os peixes foram
foram mensurados semanalmente, enquanto que mantidos em jejum por 24 horas para o esvaziamento
a temperatura (°C) foi aferida quatro vezes ao dia do trato gastrointestinal. Posteriormente foram
(08h, 11h, 14h e 17h). insensibilizados em solução de benzocaína a 100
mg L-1 (BITTENCOURT et al., 2012), pesados
Os tratamentos foram compostos por sete dietas
e medidos para determinação dos parâmetros
(0,0; 0,25; 0,50; 1,0; 2,0; 4,0 e 8,0% de adição de
zootécnicos. Foram avaliados o peso final,
farelo de urucum por kg de ração) (Tabela 1). O farelo
conversão alimentar aparente, eficiência alimentar,
de urucum foi adicionado a uma dieta basal contendo
comprimento final total, sobrevivência e fator de
32% de proteína bruta e 3.200 Kcal de energia
condição.
digestível kg-1 de ração (Tabela 2). Os nutrientes
digestíveis foram calculados segundo os valores Para quantificar a intensidade de pigmentação
observados por Pezzato et al. (2002), e Boscolo et al. da pele de C. auratus foi realizada utilizando-se
(2008). Para a elaboração das rações, os ingredientes de duas ferramentas. Uma cotando um ponto logo
foram moídos individualmente em moedor tipo abaixo da nadadeira dorsal do peixe in vivo da
martelo com peneira de malha 0,6 mm, pesados, pele e outro in morte do músculo com colorímetro
homogeneizado manualmente a seco, acrescido o portátil e outra cotando um ponto logo abaixo da
suplemento mineral e vitamínico. Para a mistura dos nadadeira dorsal a partir de fotografias digitais
diferentes níveis de farelo de urucum, foi realizado com software fotográfico dos peixes in vivo.
uma pré-mistura desse componente com os demais
A quantificação da intensidade de pigmentação
ingredientes e posteriormente homogeneizado com
da pele de C. auratus foi realizada com a utilização
o restante da dieta. Em seguida as dietas foram
de fotografias digitais, obtidas e processadas
submetidas ao processo de extrusão com matriz de
conforme metodologia preconizada por Rezende et
1,2 mm. Para a realização deste procedimento, a dieta
al. (2012). Na região selecionada foram cotados três
farelada foi umedecida com 25% de água, extrusada
pontos aleatórios, cada ponto correspondia à área de
e, em seguida, seca em estufa com ventilação forçada
25 pixels quadrados. A resolução das fotografias no
a 55 °C por 48 horas. A extrusão da ração foi realizada
momento da quantificação da pigmentação era de
no Laboratório de Nutrição de Organismos Aquáticos
2592 x 1944 pixels.
do GEMAq/Unioeste.
Para que a variação diurna da incidência
luminosa indireta do sol, não interfira nas cores, as
Tabela 1. Composição percentual química do urucum fotografias digitais foram tiradas em sala fechada,
usado nas rações experimentais para juvenis de kinguios
utilizando apenas iluminação artificial, através de
C. auratus.
uma lâmpada incandescente de 100 watts e outra
Nutrientes1 % fluorescente de 60 watts, posicionadas 80 cm acima
Valor energético 41 kcal – 172KJ da superfície de acomodação dos peixes.
Carboidratos 2
Proteínas 2
Gorduras totais 3
1
Informações nutricionais para uma porção 6,7g, fornecida no
rotulo do produto.
Fonte: Elaboração dos autores.

3403
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

Tabela 2. Composição percentual e química das rações experimentais com diferentes níveis de adição de urucum para
juvenis de kinguios C. auratus.

Ingredientes (%) Nutrientes (%)


Milho grão 33,86 Amido 26,45
Trigo grão 9,30 Arginina total 2,13
Farelo de soja 22,16 Cálcio 2,03
Farinha vísceras de aves 20,70 ED2 3200
Óleo de soja 1,00 Fibra bruta 2,50
Farinha de peixe 8,00 Fósforo disponível 1,23
Fosfato bicálcico 2,28 Fósforo total 1,40
Glúten milho 1,00 Gordura 5,52
Calcário 0,28 Lisina total 1,75
Suplemento (min. ± vit.)1 1,00 Metionina + cistina 1,10
Sal 0,30 Metionina total 0,62
Propionato 0,10 Proteína bruta 32,00
BHT 0,02 Treonina total 1,29
DL – metionina 0,01 Valina total 1,60
Composição centesimal PB (%) Lipídeos (%) Matéria Seca (%) Matéria Mineral (%)
Ração 0,00 33,82 7,17 91,89 10,54
Ração 0,25 34,19 8,22 93,73 10,02
Ração 0,50 34,02 8,35 91,51 10,17
Ração 1,00 33,77 8,59 91,30 10,37
Ração 2,00 33,83 8,17 90,18 10,41
Ração 4,00 32,84 6,90 89,62 10,08
Ração 8,00 33,10 6,45 92,29 9,71
¹Níveis de garantia por quilograma do produto: Vit. A, 1.750.000UI; Vit. D3, 375.000UI; Vit. E, 20.000UI; Vit. K3, 500mg; Vit. B1,
2.000mg; Vit. B2, 2.500mg; Vit. B6, 2.500mg; Vit. B12, 5.000mg; Ác. Fólico, 625mg; Pantotenato Ca, 7.500mg; Vit. C, 37.500mg;
Biotina, 50mg; Inositol, 12.500mg; Niacina, 8.750mg; Colina, 100.000mg; Co, 50mg; Cu, 1.250mg; Fe, 15.000mg; I, 100mg; Mn,
3.750mg; Se, 75mg; Zn, 17.500mg.
2
ED: Energia Digestível.
Fonte: Elaboração dos autores.

Os registros foram obtidos com câmera equilíbrio de cores, através do software Adobe
SAMSUNG SL202 de 10.2 Megapixels, fotografando Photoshop® versão CS4. Para a obtenção dos valores
três peixes por unidade experimental num total de 12 percentuais referentes às cores amarela e magenta
indivíduos por tratamento. As primeiras fotografias utilizou-se o modo de exibição de cores CMYK.
obtidas aos 21 dias experimentais, e as demais a
Foram quantificadas as colorações da pele dos
cada 15 dias durante um período de 156 dias, foram
peixes utilizando as coordenadas Hunter e o sistema
efetuadas com o intuito de verificar o período de
de coordenadas CMYK (%). No sistema de cotação
tempo necessário para a dieta com adição de urucum
de cores Hunter (L*a*b*), L* representou brilho
influenciar a pigmentação da pele dos peixes. A
(–100, preto e +100, branco), a* (–100, verde e +100
câmera foi posicionada a 35 cm dos peixes, a um
vermelho) e b* (–100, azul e +100, amarelo). Os
ângulo aproximado de 60º em relação à superfície
valores, em percentuais, observados nos sistema de
de acomodação do animal a ser fotografado.
coordenadas CMYK foram transformados através
Inicialmente as fotografias passaram por da equação:
3404
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

C(rad) = arcsen.[C(%)/100]0,5. Onde, C(%) = valor Com a finalidade de verificar possíveis


percentual da cor observada diferenças entre os parâmetros avaliados foi
utilizado o teste de homogeneidade e normalidade
O valor para a variável cor vermelha, expressa
e em caso de diferença significativa foi aplicado o
em radianos C(rad), foi obtido pela soma algébrica
teste de comparação múltipla de médias Duncan
dos valores de cor amarela e magenta, após a
(P<0,05), com o auxílio do software estatístico
transformação.
SAS (Statistic Analyses System, 2004).
Para a análise da pigmentação do músculo e da
pele foi utilizado colorímetro (Minolta-CR410S),
inicialmente o instrumento foi calibrado e as leituras Resultados e Discussões
foram dadas para L* (luminosidade), a* vermelho e
Os valores médios de oxigênio dissolvido,
b* amarelo, de acordo com a Comissão Internacional
temperatura, pH e condutividade elétrica foram de
de Iluminação (CIE, 1976). Para este procedimento
5,64 ± 0,60 mg L-1; 18,89 ± 3,11 ºC; 7,38 ± 0,33
foi utilizado um peixe por unidade experimental
e 95,95 ± 4,75 µS cm-1, respectivamente, estando
insensibilizado com benzocaína (100 mg L-1)
dentro da faixa de conforto para a criação desta
(BITTENCOURT et al., 2012), e posterior secagem
espécie (AHILAN; PRINCE JEYASEELAN,
da pele, totalizando quatro peixes por tratamento.
2004).
Para realizar a análise da pigmentação do
Os valores mensurados para a coloração da
músculo foi utilizado colorímetro (Minolta-
pele de C. auratus demonstraram diferenças
CR410S). Para tanto, os animais foram eutanaziados
significativas (P<0,05) a partir dos 96 dias
com benzocaina 250 mg L-1 de água por 10 minutos
(Tabela 3). A Figura 1 representa um exemplar
(GOMES et al., 2001), removida a pele com o
fotografado aos 21 dias experimentais, antes
auxílio de um bisturi possibilitando a coleta da
e após o equilíbrio de cores. As características
amostra.
colorimétricas L* (brilho) e a* (vermelho) não
A análise da pigmentação do músculo e da pele apresentaram diferenças de seus níveis em função
com colorímetro (Minolta-CR410S) foi realizada do teor de urucum na dieta. Entretanto, os valores
no Centro Vocacional Tecnológico da Cadeia do de b* (amarelo) foram significativos (P<0,05) aos
Trigo da Faculdade Assis Gurgacz – FAG, na cidade 96 dias experimentais e aos 141 dias no sistema de
de Cascavel – PR. coordenadas Hunter.

Figura 1. Exemplar fotografado e utilizado para avaliar a pigmentação da pele no sistema de coordenadas Hunter e
CMYK. (a) foto do peixe utilizada no estudo; (b) foto do mesmo exemplar após o equilíbrio de imagem.

Fonte: Elaboração dos autores.

3405
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

Tabela 3. Índices de coloração no sistema de coordenadas Hunter e CMYK obtidos de Carassius auratus alimentados
com diferentes teores de Bixa orellana L. na dieta a partir de fotografias digitais utilizando o software Adobe PhotoShop
CS4®. Dados convertidos e apresentados em radianos.
Continua ...
Índices de 0,00 0,25 0,50 1,00 2,00 4,00 8,00 CV (%)
coloração 21 dias experimentais
L 41,00 40,50 41,25 40,33 40,42 41,83 43,67 6,93NS
a 33,08 32,83 36,83 36,08 36,58 38,50 36,33 12,06NS
b 43,75 41,83 43,42 42,08 43,50 45,08 43,17 6,40NS
C 0,553 0,557 0,535 0,539 0,538 0,522 0,513 3,63NS
M 1,083 1,097 1,123 1,133 1,132 1,142 1,096 5,86NS
Y 1,524 1,542 1,552 1,531 1,544 1,550 1,509 3,08NS
K 0,492 0,502 0,459 0,478 0,477 0,441 0,422 10,38NS
36 dias experimentais
L 42,25 41,58 42,58 39,92 44,08 42,08 39,75 8,95NS
a 33,08 31,25 37,33 37,08 31,42 39,08 37,75 11,78NS
b 41,92 41,50 43,50 38,58 44,00 42,92 39,75 7,91NS
C 0,545 0,560 0,525 0,540 0,541 0,521 0,541 3,71NS
M 1,075 1,063 1,114 1,146 1,045 1,141 1,151 6,59NS
Y 1,554 1,520 1,523 1,485 1,531 1,528 1,531 3,43NS
K 0,462 0,486 0,434 0,485 0,441 0,435 0,482 12,19NS
51 dias experimentais
L 39,58 40,33 43,67 41,17 39,92 39,58 41,25 8,12NS
a 33,33 33,17 33,17 34,67 36,25 35,25 31,75 12,00NS
b 38.17 40,03 41,92 41,33 41,25 40,50 39,50 8,19NS
C 0,557 0,553 0,542 0,547 0,547 0,549 0,561 3,35NS
M 1,108 1,092 1,068 1,115 1,123 1,133 1,079 6,43NS
Y 1,471 1,471 1,478 1,527 1,538 1,506 1,504 5,04NS
K 0,510 0,490 0,437 0,473 0,491 0,493 0,508 10,47NS
66 dias experimentais
L 41,50 39,67 41,58 41,92 45,42 43,58 39,25 7,71NS
a 32,83 35,58 34,83 33,67 33,67 35,08 36,00 10,49NS
b 39,33 38,92 40,83 41,50 43,17 42,58 40,17 6,81NS
C 0,552 0,544 0,543 0,545 0,525 0,526 0,548 3,01NS
M 1,077 1,136 1,100 1,091 1,070 1,082 1,147 6,40NS
Y 1,457 1,456 1,491 1,510 1,490 1,505 1,542 4,62NS
K 0,476 0,493 0,463 0,480 0,405 0,526 0,504 10,41NS
81 dias experimentais
L 38,83 39,75 41,00 40,58 43,83 40,67 41,33 5,97NS
a 37,00 37,08 38,83 38,58 36,08 40,40 37,42 8,95NS
b 38,33 37,50 39,25 38,50 42,33 42,00 38,33 7,08NS
C 0,548 0,545 0,528 0,532 0,525 0,524 0,536 3,44NS
M 1,152 1,147 1,154 1,165 1,090 1,171 1,139 4,57NS
Y 1,494 1,453 1,467 1,444 1,501 1,532 1,422 4,58NS
K 0,504 0,483 0,452 0,460 0,421 0,452 0,461 9,34NS
96 dias experimentais
L 39,67 36,00 35,58 37,25 40,83 37,17 34,00 11,38NS
a 19,00 19,33 21,33 22,17 21,58 22,42 15,83 18,25NS
b 34,58ab 31,92b 31,67b 33,42ab 40,08a 33,50ab 29,50b 10,41*

3406
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

... Continuação
Índices de 0,00 0,25 0,50 1,00 2,00 4,00 8,00 CV (%)
coloração 96 dias experimentais
C 0,632ab 0,648ab 0,636ab 0,630ab 0,612b 0,623ab 0,679a 4,51*
M 0,947 0,979 1,004 1,005 0,961 0,993 0,954 5,39NS
Y 1,353 1,344 1,367 1,388 1,469 1,388 1,325 5,42NS
K 0,574 0,631 0,633 0,592 0,538 0,604 0,679 11,32NS
111 dias experimentais
L 38,00 39,33 37,58 35,50 38,33 35,58 34,67 13,62NS
a 28,58 22,92 27,67 25,00 24,75 23,83 27,25 14,22NS
b 35,17 36,50 36,75 31,17 36,08 36,67 33,75 10,90NS
C 0,587 0,614 0,587 0,617 0,601 0,620 0,606 3,73NS
M 1,061 1,014 1,038 1,049 1,024 1,022 1,080 6,35NS
Y 1,396 1,437 1,428 1,331 1,434 1,461 1,427 6,18NS
K 0,559 0,568 0,566 0,592 0,585 0,620 0,622 12,45NS
126 dias experimentais
L 32,75 36,58 34,33 37,75 38,33 37,58 34,08 11,17NS
a 26,58 19,83 23,42 25,00 23,92 23,08 22,17 16,81NS
b 29,67 35,00 33,75 33,67 34,67 35,17 32,50 13,72NS
C 0,617 0,645 0,626 0,610 0,615 0,619 0,639 4,81NS
M 1,081 0,983 1,023 1,032 1,011 1,010 1,026 5,30NS
Y 1,327 1,453 1,421 1,369 1,402 1,438 1,416 6,51NS
K 0,655 0,617 0,631 0,574 0,569 0,592 0,651 11,23NS
141 dias experimentais
L 37,50 41,58 39,42 41,00 41,42 39,67 40,75 7,54NS
a 23,08 20,00 21,50 21,83 21,17 24,17 16,42 20,94NS
b 26,58b 32,17ab 33,08ab 34,00a 33,42ab 33,58a 29,75ab 9,53*
C 0,630 0,622 0,625 0,614 0,614 0,608 0,651 5,08NS
M 1,011 0,939 0,982 0,968 0,959 0,998 0,918 5,27NS
Y 1,165b 1,272ab 1,306ab 1,325ab 1,352a 1,342ab 1,247ab 6,18*
K 0,592 0,541 0,565 0,562 0,532 0,549 0,565 10,41NS
156 dias experimentais
L 44,83 44,25 45,25 43,50 45,25 42,25 42,08 8,87NS
a 20,25 22,17 23,33 23,42 25,17 24,58 23,00 19,16NS
b 30,00 35,67 37,08 29,17 37,33 32,50 30,67 15,24NS
C 0,610 0,593 0,582 0,602 0,572 0,590 0,598 5,43NS
M 0,925 0,948 0,952 0,967 0,970 0,590 0,973 6,48NS
Y 1,165 1,295 1,335 1,174 1,355 1,247 1,248 7,02NS
K 0,473 0,485 0,461 0,486 0,454 0,506 0,505 13,27NS
*Médias na mesma linha seguidas de letras distintas diferem (P<0,05) pelo teste de Duncan.
Fonte: Elaboração dos autores.

No sistema de coordenadas CMYK foram urucum na alimentação de peixes ornamentais para


observadas diferenças significativas (P<0,05) intensificação da coloração vermelha-amarelada
aos 96 dias para C (ciano) e aos 141 dias para Y da pele dos peixes, podem ser explicadas pela
(amarelo). O que corrobora com observações feitas presença de vários pigmentos, carotenóides e
por piscicultores que utilizam de forma empírica, flavonóides, no corante de urucum, entre os quais

3407
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

são descritos a bixina, norbixina, quercetina, (9’Z)- Rema (2005), fatores como tamanho do peixe, idade,
apo-6’-licopenato, 7-glicosilapigeina, 7-bissulfato- composição da dieta, período de suplementação,
apigeina, 7-glicosilluteolina, 7-bissulfato-luteolina fonte e concentração de carotenóides, maturação
(LIMA et al., 2001). Moyle e Cech (1996) sexual, fatores genéticos e a temperatura da
salientam que a cor dos peixes é controlada pelo água afetam a pigmentação do peixe. Os mesmo
sistema endócrino e nervoso, no entanto, fontes de autores afirmam que, para esse último parâmetro, o
pigmentos alimentares também podem desempenhar ambiente onde os C. auratus estão inseridos deve
um papel na coloração dos peixes. A glândula permanecer entre 26 a 30 °C. Valores esses que são
pituitária segrega hormônios que controlam o bem superiores ao presente estudo.
metabolismo e o armazenamento de pigmentos
O uso de pigmentos carotenóides está bem
ao longo da vida de um peixe e em particular,
documentado na literatura e as suas funções mais
quando é alcançada a maturidade. A produção e
efetivas são como antioxidante e pró-vitamina A,
armazenamento desses elementos normalmente
bem como aumentam a resposta imune, reprodução,
são maiores no início da maturidade, podendo essa
crescimento, maturação e fotoproteção. Essas
ser a razão pela qual muitas das espécies de peixes
mesmas moléculas desempenham papel vital na
lançam mão da sua coloração para a camuflagem
fisiologia e saúde em geral por serem nutrientes
e para atrair um parceiro (SINHA; ASIMI, 2007).
essenciais e, portanto, devem ser incluídos em dietas
Os autores sugerem ainda que a intensificação da
para animais aquáticos (SINHA; ASIMI, 2007).
cor da pele de kinguios pode ser usada como um
marcador para o desenvolvimento das gônadas. No Lima et al. (2001) afirmam que o efeito
entanto, as interações entre os fatores supracitados hipolipidêmico da bixina no controle e prevenção
são complexas e parcialmente estudadas pelos da aterosclerose de animais vem sendo atribuído à
fisiologistas (CHATZIFOTIS et al., 2005). sua ação antioxidante. Ao explicar seu mecanismo
de ação, Lima et al. (1999) sugeriram a formação
A bixina é o carotenóide majoritário em
de quelatos entre a enzima e a bixina, que levam à
sementes de urucum (cerca de 80%) e a norbixina
mudança conformacional da enzima, alterando seu
está presente em menor quantidade, no entanto,
centro ativo. As moléculas da bixina e norbixina, após
as concentrações da primeira podem variar de
serem capturadas protegem o endotélio dos vasos
1.540 a 3.540 mg kg-1 de colorífico (TOCCHINI;
sanguíneos da oxidação de lipoproteínas de baixa
MERCADANTE, 2001). A grande variação nas
densidade (LDL), pois, danos ao endotélio podem
concentrações desse elemento dos coloríficos
causar lesões ateroscleróticas (LIMA et al., 2001).
dificulta uma recomendação precisa para a sua
Lima et al. (1999), salientam que a concentração
utilização como ingrediente na formulação de
de 5,4 x 10-5 mol L-1 de bixina e norbixina
rações, a menos que análises químicas prévias
maximiza a atividade da lipase lipoprotéica, sendo,
sejam realizadas para determinar seu conteúdo
a enzima, responsável por catalisar a hidrólise de
específico (TOCCHINI; MERCADANTE, 2001).
triacilglicerídeos a ácidos graxos e glicerol.
A salinidade, intensidade de luz e temperatura
Os resultados obtidos por Mukherjee, Mandal
da água são fatores ambientais que influenciam na
e Banerjee (2009) indicaram melhor deposição de
pigmentação dos peixes (STOREBAKKEN; NO,
astaxantina para Poecilia reticulata com 45 mg
1992). O fato de não haver diferenças desse fator na
de astaxantina g-1 de dieta, tendo como fonte a
pele dos peixes aos 156 dias pode estar relacionado
cúrcuma (Curcuma longa). Para Pseudotropheus
às baixas temperaturas e a alta transparência da
acei os maiores índices de luminosidade, tonalidade
água, pois a mesma permaneceu cristalina durante
amarela e vermelha foram observados nos peixes
todo o período experimental. Segundo Gouveia e
3408
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

que receberam as dietas suplementadas com 2006), Trichogaster trichopterus (ALAGAPPAN;


Spirulina (GÜROY et al., 2012). Baron et al. VIJULA; SINHA, 2004) e C. auratus (GOUVEIA
(2008) ao adicionar astaxantina sintética em dietas et al., 2003; JAMES; VASUDHEVAN; SAMPATH,
para Colisa lalia obtiveram aumento significativo 2009). Ako et al. (2000), relataram que dietas
na coloração vermelha da pele, enquanto que a contendo 1,5-2,0% de cepa de carotenóides
betalaína e antocianina não modificaram essas ricos em S. platensis e 1,0% de H. Pluvialis
características. promovem coloração significativamente melhor em
Pseudomugil furcatus e Cichlasoma myrnae.
Fontes naturais de carotenóides, a exemplo das
pétalas desidratadas de rosa chinesa H. rosasinensis A coloração da pele e do músculo de C. auratus,
(SINHA; ASIMI, 2007), mistura de β-caroteno no padrão Hunter (L*, a*, b*), utilizado colorímetro
e astaxantina (WANG; CHIEN; PAN, 2006) e portátil Minolta-CR410S, não apresentou variação
uma complexa mistura de fontes de carotenóides significativa (P<0,05) em ambos os locais, no
(MORA et al., 2006) são eficientes na pigmentação entanto oscilações significativas foram observadas
da pele de peixes. Dietas com Spirulina tem sido para a luminosidade da pele dos animais (Tabela 4).
utilizada com sucesso para aumentar a coloração A luminosidade variou entre 62,64 (4,0% de adição)
da pele de Xiphophorus helleri (JAMES et al., e 66,56 (0,50% de adição).

Tabela 4. Índices de coloração no sistema de coordenadas Hunter (L*a*b*) obtidos de C. auratus alimentados com
diferentes teores de Bixa orellana L. na dieta a partir de colorímetro (Minolta-CR410S) da pele e músculo aos 156
dias experimentais.

Índices de Níveis de adição de urucum


coloração 0,00 0,25 0,50 1,00 2,00 4,00 8,00 CV (%)
L 64,94ab 65,94a 66,56a 64,67ab 64,26ab 62,54b 63,28b 1,74*
Pele

a 10,39 11,17 10,86 9,73 9,01 11,59 10,22 14,83NS


b 11,41 13,20 10,12 12,33 13,57 10,61 11,22 15,73NS
L 62,40 62,44 63,28 61,82 61,78 60,13 60,37 2,25NS
Músculo

a 8,41 8,91 8,56 7,93 7,66 8,68 9,12 8,95NS


b 2,21 2,70 2,26 1,69 1,79 1,74 2,40 25,27NS
*Médias na mesma linha seguidas de letras distintas diferem (P<0,05) pelo teste de Duncan.
Fonte: Elaboração dos autores.

A cor do músculo dos peixes reage de forma De acordo com Schiedt (1989), a velocidade
diferente de acordo com a alimentação que de absorção dos carotenóides varia de acordo com
recebem. Yesilayer e Erdem (2011) observaram a espécie de peixe e, segundo Putnam (1992) a
que a luminosidade diminuiu enquanto a* e b* capacidade de converte-los em pigmentos utilizáveis
aumentaram ao longo do período experimental, varia de acordo com a espécie, bem como com a taxa
influenciadas pelo consumo de rações com de deposição dos mesmos no tegumento (HUDON,
incorporação de agentes pigmentantes, com as cores 1991). Em virtude deste fato, mesmo dietas ricas em
sendo mais intensas pela adição de astaxantina em carotenóides podem ser deficientes nos compostos
comparação a óleo resina de páprica (YESILAYER; apropriados para a pigmentação da pele de uma
ERDEM, 2011). determinada espécie. Baixas taxas de assimilação

3409
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

refletirão na coloração, visto que a quantidade de diferenças significativas (P<0,05) para peso final
pigmento depositado aumenta com a concentração médio, ganho em peso médio, conversão alimentar
de carotenóides na dieta (SOMMER; D’SOUZA; aparente, taxa de crescimento diário e eficiência
MORRISSY, 1992). alimentar. Neste trabalho, pode-se verificar que a
adição de 8% de urucum na dieta apresentou o pior
Os resultados das características de desempenho
índice de conversão alimentar aparente dos animais,
produtivo dos peixes ao final do experimento
embora não tenha influenciado no crescimento dos
encontram-se na Tabela 5. Observaram-se
peixes.

Tabela 5. Desempenho produtivo de alevinos de kinguios (C. auratus), em função dos níveis de adição de urucum na
dieta.

Tratamentos
Parâmetros
0,00 0,25 0,50 1,00 2,00 4,00 8,00 CV (%)
Peso Inicial Médio 1,17 1,16 1,18 1,16 1,17 1,16 1,16 1,59NS
Peso Final Médio 7,10ab 7,10ab 6,62b 7,29 a
6,60b 6,71b 6,92ab 4,79*
Ganho de Peso Médio 5,93ab 5,94ab 5,44b 6,12 a
5,43b 5,55b 5,76ab 7,71*
Comprimento Padrão 4,74 4,73 4,72 4,77 4,74 4,66 4,72 2,45NS
Comprimento Total 7,14 7,14 7,13 7,18 6,93 7,07 7,13 3,13NS
Sobrevivência 97,92 95,83 100 100 95,83 100 97,92 3,46NS
Conversão Alimentar Aparente 1,56b 1,64ab 1,70ab 1,55 b
1,68ab 1,53b 1,76a 6,35*
Taxa Crescimento Diário 1,31abc 1,31ab 1,25c 1,33 a
1,26c 1,27bc 1,29abc 2,65*
Eficiência Alimentar 0,64ab 0,61abc 0,60bc 0,65 ab
0,60abc 0,65a 0,60c 6,26*
Fator de Condição 1,98 1,96 1,83 1,98 1,98 1,91 1,91 10,61NS
*Médias na mesma linha seguidas de letras distintas diferem (P<0,05) pelo teste de Duncan.
Fonte: Elaboração dos autores.

São inexistentes trabalhos avaliando fatores poedeiras, especialmente quando se usa uma fonte
antinutricionais ou possível toxidade causada por ausente de pigmentos, como sorgo, quirera de arroz,
níveis elevados de adição do urucum em dietas entre outros (OLIVEIRA, 2004), substituindo o
para peixes. No entanto, em estudo com ratas milho amarelo, que apresenta o pigmento zeaxantina
Paumgartten et al. (2002), não tiveram redução (LIÑAN-CABELLO; PANIAGUA-MICHEL;
de peso corporal aos 21 dias de gestação e em HOPKINS, 2002).
suas proles, após administração de dose diária de
Os carotenoides têm papel fundamental no
extrato seco de urucum (500 mg), contendo 28%
metabolismo intermediário dos peixes (SEGNER et
de bixina, por quilo de peso corporal, essa dosagem
al., 1989), podendo melhorar a absorção de nutrientes
equivale ao consumo diário médio de 140 mg de
e consequentemente incrementar o crescimento
bixina por quilo de massa corporal. O fato da bixina
dos animais (AMAR et al., 2001). Gouveia et al.
não ser tóxica, quando utilizada em doses elevadas
(2003) utilizando dietas enriquecidas com biomassa
(140 mg por quilo de massa corporal ao dia) na
de Chlorella vulgaris, Haematococcus pluvialis,
alimentação, demonstra que a mesma não apresenta
Arthrospira maxima (Spirulina) e astaxantina
fator limitante quanto ao uso na alimentação animal
sintética para juvenis de carpas koi (Cyprinus carpio)
(REZENDE, 2006). Esse é o fato pelo qual a bixina
e C. auratus não observaram diferenças na taxa de
tem sido usada na pigmentação de gemas de ovos de
3410
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

crescimento específico, eficiência alimentar e ganho Conclusões


de peso. Segundo os autores nenhuma mortalidade
Baseado nas condições em que foi realizado o
foi associada com as dietas experimentais, no
experimento, recomenda-se uma dieta contendo
entanto, a suplementação de carotenóides na dieta
1,0% de adição de urucum para alevinos de C.
aumentou o teor total dessas substâncias na pele dos
auratus para o melhor desempenho produtivo
peixes.
e de 1,0 a 4,0% para intensificar a cor vermelho-
Wang, Chien e Pan (2006) avaliando astaxantina amarelada e promover aumento da intensidade
e β-caroteno como fonte de carotenóide em dieta luminosa na pele dos peixes.
para Hyphessobrycon callistus não constataram
efeito significativos sobre o crescimento e
sobrevivência dos peixes. O mesmo foi observado Comitê de Ética
por Bell et al. (2000) no desempenho produtivo de Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética
Salmo salar alimentado com dietas suplementadas no Uso de Animais (CEUA) da Universidade
com astaxantina (70 mg kg-1) durante 22 semanas de Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE),
cultivo. Amar et al. (2001) não observaram diferenças Campus de Cascavel, sob o protocolo número 3612,
significativas em truta arco íris alimentadas com considerando seus aspectos éticos e metodológicos.
dietas enriquecidas com astaxantina e β-caroteno
para a taxa de crescimento. O crescimento e a
eficiência alimentar de Sparus aurata não foram Referências
influenciados pela suplementação de astaxantina e AHILAN, B.; PRINCE JEYASEELAN, M. J. Effect of
H. pluvialis ou sem carotenóides (GOMES et al., biofilter on the environmental parameters and growth of
goldfish (Carassius auratus). Indian Journal of Fisheries,
2002). Segundo Thompson et al. (1994) a ingestão Indian, v. 51, n. 3, p. 371-374, 2004.
de carotenóide afeta os aspectos de imunidade
AKO, H.; TAMARU, C. S.; ASANO, L.; YUEN, B.;
humoral em salmão do Atlântico, refletindo em YAMAMOTO, M. Achieving natural colouration in fish
maior taxa de sobrevida. under culture. UJNR Technical Report, Kihei, v. 28, p.
1-4, 2000.
A redução na conversão alimentar não
influenciou no crescimento dos peixes. Resultados ALAGAPPAN, M.; VIJULA, K.; SINHA, A. Utilization
of Spirulina algae as a source of carotenoid pigment
semelhantes foram encontrados por Gouveia e Rema for blue gouramis (Trichogaster trichopterus, Pallas).
(2005) avaliando a suplementação de biomassa de Journal of aquaculture and aquatic sciences, California,
micro algas (C. vulgaris), não observaram efeitos v. 10, n. 1, p. 1-11, 2004.
significativos no peso final médio, ganho em peso, AMAR, E. C.; KIRON, V.; SATOH, S.; WATANABE,
conversão alimentar e taxa de crescimento específico T. Influence of various dietary synthetic carotenoids on
bio-defence mechanisms in rainbow trout, Oncorhynchus
em C. auratus. Sinha e Asimi (2007) avaliando o
mykiss (Walbaum). Aquaculture Research, Oxford, v. 32,
desempenho produtivo de C. auratus, observaram, n. 1, p. 162-173, 2001.
após o período de alimentação de oito semanas, que
BARON, M.; DAVIES, S.; ALEXANDER, L.;
a pétala de rosa chinesa promove maior ganho em SNELLGROVE, D.; SLOMAN, K. A. The effect of
peso (91,75%), com alto valor de carotenóide na pele dietary pigments on the coloration and behavior of flame-
(4,01 g kg-1). As fontes de pigmentos carotenóides red dwarf gourami, Colisa lalia. Animal Behaviour,
Nottingham, v. 75, n. 3, p. 1041-1050, 2008.
usadas pelos autores supracitados foram Spirulina
(5,0 mg kg-1), pétalas de rosa chinesa (Hibiscus BELL, J. G.; MCEVOY, L. A.; TOCHER, D. R.;
SARGENT, J. R. Depletion of α-tocopherol and
rosasinensis) (5 mg kg-1), pétalas de “marigold” (5
astaxanthin in Atlantic salmon (Salmo salar) affect
mg kg-1) e lactobacilos (5.000.000 kg-1). autoxidative defense and fatty acid metabolism. Journal
of Nutrition, Bethesda, v. 130, n. 7, p. 1800-1808, 2000.

3411
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Fries, E. M. et al.

BITTENCOURT, F.; SOUZA, B. E.; BOSCOLO, W. R.; vitamins, minerals and lipid levels in diets for Atlantic
RORATO, R. R.; FEIDEN, A.; NEU, D. H. Benzocaína salmon (Salmo salar, L.): effects on growth performance
e eugenol como anestésicos para o quinguio (Carassius and fillet quality. Aquaculture Nutrition, Oxford, v. 10, n.
auratus). Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária 2, p. 113-123, 2004.
e Zootecnia, Belo Horizonte, v. 64, n. 6, p. 1597-1602,
HUDON, J. Unusual carotenoid use by the western
2012.
tanager (Piranga ludoviciana) and its evolutionary
BOSCOLO, W. R.; HAYASHII, C.; FEIDEN, A.; implications. Canadian Journal of Zoology, Ottawa, v. 9,
MEURER, F.; SIGNOR, A. A. Composição química e n. 69, p. 2311-2320, 1991.
digestibilidade aparente da energia e nutrientes da farinha
JAMES, R.; SAMPATH, K.; THANGARATHINAM,
de resíduos da indústria de filetagem de tilápias, para a
R.; VASUDEVAN, I. Effect of dietary spirulina level on
tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). Ciência Rural,
growth, fertility, coloration and leucocyte count in red
Santa Maria, v. 38, n. 9, p. 2579-2586, 2008.
swordtail, Xiphophorus helleri. The Israeli Journal of
CHATZIFOTIS, S.; PAVLIDIS, M.; JIMENO, C. D.; Aquaculture-Bamidgeh, Tel Aviv, v. 2, n. 58, p. 97-104,
VARDANIS, G.; STERIOTI, A.; DIVANACH, P. The 2006.
effect of different carotenoid sources on skin coloration
JAMES, R.; VASUDHEVAN, I.; SAMPATH, K.
of cultured red porgy (Pagrus pagrus). Aquaculture
Interaction of Spirulina with different levels of vitamin
Research, Oxford, v. 36, n. 15, p. 1517-1525, 2005.
E on growth, reproduction, and coloration in goldfish
INTERNATIONAL COMMISSION ON (Carassius auratus). The Israeli Journal of Aquaculture-
ILLUMINATION - CIE. Official recommendations Bamidgeh, Tel Aviv, v. 4, n. 61, p. 330-338, 2009.
on uniform color space, color difference equations and
JOHNSON, E. A.; AN, G. H. Astaxanthin from microbial
metric color terms. Paris: Commission International de l
sources. Critical Reviews in Biotechnology, London, v.
Eclairage, 1976.
11, n. 4, p. 297-326, 1991.
GOMES, E.; DIAS, J.; SILVA, P.; VALENTE, L.; EMPIS,
LIMA, L. R. P.; OLIVEIRA, T. T.; NAGEM, T. J.;
J.; GOUVEIA, L.; BOWEN, J.; YOUNG, A. Utilization
OLIVEIRA, M. G. A.; PINTO, A. S.; TINOCO, A. L.
of natural and synthetic sources of carotenoids in the
A., STRINGHETA, P. C.; OLIVEIRA, M. L. Efeito de
skin pigmentation of gilthead seabream (Sparus aurata).
flavonóides (luteolina e apigeina) e corantes naturais
European Food Research and Technology, Berlin, v. 214,
(norbixina e bixina) do urucum sobre a atividade da
n. 4, p. 287-293, 2002.
lípase. Revista da Escola de Farmácia e Odontologia de
GOMES, L. C.; CHIPPARI-GOMES, A. R.; LOPES, Alfenas, Alfenas, v. 42, n. 1, p. 29-36, 1999.
N. P.; ROUBACH, R.; ARAUJO-LIMA, C. A. R. M.
LIMA, L. R. P.; OLIVEIRA, T. T.; NAGEM, T. J.;
Efficacy of benzocaine as an anesthetic in juvenile
PINTO, A. S.; STRINGHETA, P. C.; TINOCO, A. L. A.;
tambaqui Colossoma macropomum. Journal of the World
SILVA, J. F. Bixina, norbixina e quercetina e seus efeitos
Aquaculture Society, Oxford, v. 32, n. 4, p. 426-431,
no metabolismo lipídico de coelhos. Brazilian Journal of
2001.
Veterinary Research and Animal Science, São Paulo, v.
GOUVEIA, L.; REMA, P. Effect of microalgal biomass 38, n. 4, p. 196-200, 2001.
concentration and temperature on ornamental goldfish
LIÑAN-CABELLO, M. A.; PANIAGUA-MICHEL,
(Carassius auratus) skin pigmentation. Aquaculture
J.; HOPKINS, P. M. Bioactive roles of carotenoids and
Nutrition, Oxford, v. 11, n. 1, p. 19-23, 2005.
retinoids in crustaceans. Aquaculture Nutrition, Oxford,
GOUVEIA, L.; REMA, P.; PEREIRA, O.; EMPIS, v. 8, n. 10, p. 299-309, 2002.
J. Colouring ornamental fish (Cyprinus carpio and
MORA, G. I.; ARREDONDO-FIGUEROA, J. L.;
Carassius auratus) with microalgal biomass. Aquaculture
PONCE-PALAFOX, J. T.; BARRIGA-SOSA, I. D.
Research, Oxford, v. 9, n. 2, p. 123-129, 2003.
L. A.; VERNON-CARTER, J. E. Comparison of red
GÜROY, B.; ŞAHIN, İ.; MANTOĞLU, S.; KAYALI, chilli (Capsicum annuum) oleoresin and astaxanthin on
S. Spirulina as a natural carotenoid source on growth, rainbow trout (Oncorhyncus mykiss) fillet pigmentation.
pigmentation and reproductive performance of yellow tail Aquaculture, Amsterdam, v. 258, n. 1-4, p. 487-495,
cichlid Pseudotropheus acei. Aquaculture International, 2006.
Netherlands, v. 20, n. 5, p. 869-878, 2012.
MOYLE, P. B.; CECH, J. J. Behavior and communication.
HAMRE, K.; CHRISTIANSEN, R.; WAAGBØ, R.; In: MOYLE, P. B.; CECH, J. J. (Ed.). Fishes: an
MAAGE, A.; TORSTENSEN, B. E.; LYGREN, B.; introduction to ichthyology. Davis: University of
LIE, Ø.; WATHNE, E.; ALBREKTSEN, S. Antioxidant California, 1996. p. 157-176.

3412
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014
Urucum em dietas para alevinos de kinguios Carassius auratus: desempenho produtivo e pigmentação da pele

MUKHERJEE, A.; MANDAL, B.; BANERJEE, S. SEGNER, H.; AREND, P.; POEPPINGHAUSSEN,
Turmeric as a carotenoid source on pigmentation and K. V.; SCHMIDT, H. The effect of feeding astaxanthin
growth of fantail guppy. Poecilia reticulate. Proceedings to Oreochromis niloticus and Colisa labiosa on the
of the Zoological Society, London, v. 62, n. 2, p. 119-123, histology of the liver. Aquaculture, Amsterdam, v. 79, n.
2009. 1-4, p. 381-390, 1989.
OLIVEIRA, N. T. E. Energia metabolizável de alimentos SHINDO, K.; KIKUTA, K.; SUZUKI, A.; KATSUTA,
e qualidade de ovos e carne de codornas japonesas A.; KASAI, H.; YASUMOTO-HIROSE, M.; MATSUO,
alimentadas com rações contendo colorífico do urucum Y.; MISAWA, N.; TAKAICHI, S. Rare carotenoids,
e niacina suplementar. 2004. Tese (Doutorado em (3R) saproxanthin and (3R,2’S)-myxol, isolated from
Produção Animal) - Centro de Ciências e Tecnologias novel marine bacteria (Flavobacteriaceae) and their
Agropecuárias, Universidade Estadual do Norte antioxidative activities. Applied Microbiology and
Fluminense Darcy Ribeiro, Goytacazes. Biotechnology, Berlin, v. 74, n. 6, p. 1350-1357, 2007.
PAUMGARTTEN, F. J. R.; CARVALHO, R. R.; SILVA, A. S. T.; SCHULZ, U. H. Crescimento de
ARAÚJO, I. B.; PINTO, F. M.; BORGES, O. O.; Carassius auratus (Actinopterygii: Cypriniformes) em
SOUZA, C. A. M.; KURIYAMA, S. N. Evaliation of the tanques com e sem abrigo. Acta Biologica Leopoldensia,
developmental toxicity of annatto in the rat. Food and São Leopoldo, v. 28, n. 1, p. 42-45, 2006.
Chemical Toxicology, London, v. 40, n. 11, p. 1595-1601, SINHA, A.; ASIMI, O. A. China rose (Hibiscus
2002. rosasinensis) petals: a potent natural carotenoid source
PEZZATO, L. E.; MIRANDA, E. C.; BARROS, M. M.; for goldfish (Carassius auratus L.). Aquaculture
PINTO, L. G. Q.; FURUYA, W. M.; PEZZATO, A. C. Research, Oxford, v. 38, n. 11, p. 1123-1128, 2007.
Digestibilidade aparente de ingredientes para tilápia SOMMER, T. R.; D’SOUZA, F. M. L.; MORRISSY, N.
do Nilo (Oreochromis niloticus). Revista Brasileira de M. Pigmentation of adult rainbow trout, Oncorhynchus
Zootecnia, Viçosa, v. 31, n. 4, p. 1595-1604, 2002. mykiss, using the green algae Haematococcus pluvialis.
PUTNAM, M. A review of the nature, function, variability Aquaculture, Amsterdam, v. 106, n. 1. p. 63-74, 1992.
and supply of pigments in salmonid fish. In: DE PAUW, STOREBAKKEN, T.; NO, H. Pigmentation of rainbow
N.; JOYCE, J. (Ed.). Aquaculture and the environment. trout. Aquaculture, Amsterdam, v. 100, n. 1-3, p. 209-
Gent Belgium: European Aquaculture Society. Special 229, 1992.
Publication, 1992. p. 245-263.
THOMPSON, I.; FLETCHER, T. C.; HOULIHAN, D. F.;
REZENDE, F. P. Níveis de bixina na ração e de eugenol na SECOMBES, C. J. Effect of dietary vitamin A intake on
água de transporte para o peixe ornamental Trichogaster the immunocompetence of Atlantic salmon (Salmo salar
leeri. 2006. Dissertação (Mestrado em Produção Animal) L.). Fish Physiology and Biochemistry, Netherlands, v.
- Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias, 12, n. 6, p. 513-523, 1994.
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy
Ribeiro, Goytacazes. TOCCHINI, L.; MERCADANTE, A. Z. Extração
e determinação por CLAE de bixina e norbixina
REZENDE, F. P.; VIDAL-JÚNIOR, M. V.; ANDRADE, em coloríficos. Ciência e Tecnologia de Alimentos,
D. R.; MENDONÇA, P. P.; SANTOS, M. V. B. Campinas, v. 21, n. 3, p. 310-313, 2001.
Characterization of a new methodology based on
the intensity of skin staining of ornamental fish with WANG, Y. J.; CHIEN, Y. H.; PAN, C. H. Effects of dietary
applications in nutrition. Journal of Agricultural Science supplementation of carotenoids on survival, growth,
and Technology, EL Monte, v. 2, p. 606-613, 2012. pigmentation, and antioxidant capacity of characins,
Hyphessobrycon callistus. Aquaculture, Amsterdam, v.
RIBEIRO, F. A. S. Panorama mundial do mercado de 261, n. 2, p. 641-648, 2006.
peixes ornamentais. Panorama da Aquicultura, Rio de
Janeiro, v. 18, n. 108, p. 32-37, 2008. YESILAYER, N.; ERDEM, M. Effects of oleoresin
paprika (capsicum annum) and synthetic carotenoids
STATISTICAL ANALYSIS SYSTEM INSTITUTE - (canthaxantin and astaxanthin) on pigmentation levels
SAS. SAS Institute Inc. SAS User’s guide statistics. 9. and growth in rainbow trout oncorhynchus mykiss w.
ed. Cary, North Caroline: SAS Institute Inc., 9.1.3. 2004. Journal of Animal and Veterinary Advances, Pakistan, v.
SCHIEDT, K. New aspects of carotenoid metabolism in 10, n. 14, p. 1875-1882, 2011.
animals. In: KRINSKY, N. I.; MATHEWS-ROTH, M. ZAVALA-CAMIN, L. A. Introdução aos estudos sobre
M.; TAYLOR, R. F. (Ed.). Carotenoids: Chemistry and alimentação natural em peixes. Maringá: EDUEM,
Biology. New York: Plenum Press, 1989, p. 247-268. 1996. 125 p.

3413
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 6, p. 3401-3414, nov./dez. 2014

Você também pode gostar