PDI Modelos
PDI Modelos
DESENVOLVIMENTO
INDIVIDUAL
MODELOS
0
SUMÁRIO
1. Deficiência Auditiva 2
1.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno 2
1.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado 8
1.3 Quadro de Evolução 10
2. Deficiência Visual 11
2.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno 12
2.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado 14
2.3 Quadro de Evolução 16
3. Deficiência Física 17
3.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno 17
3.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado
3.3 Quadro de Evolução
4. Deficiência Intelectual
4.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno
4.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado
4.3 Quadro de Evolução
5. TEA
5.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno
5.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado
5.3 Quadro de Evolução
6. Altas Habilidades/Superdotação
6.1 Parte I – Informações e Avaliação do Aluno
6.2 Parte II – Plano Pedagógico Especializado
6.3 Quadro de Evolução
1
PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
PARTE I – INFORMAÇÕES E AVALIAÇÃO DO ALUNO1
Identificação
Dados familiares
Informação escolar
Avaliação geral
Âmbito familiar
1- Características do ambiente familiar (condições da moradia e atitudes): os pais são separados e
residem em municípios vizinhos, sendo que P.S.S. mora com a mãe e dois irmãos (um de 12 anos e
outro, 13) em uma casa de sete cômodos, num conjunto habitacional.
2- Convívio familiar (relações afetivas, qualidade de comunicações, expectativas): o pai e os irmãos
demonstram aceitar e utilizar a Libras para se comunicar com P.S.S. com mais facilidade do que a mãe,
embora esta tenha passado a utilizar a Libras nas situações de interlocução com o filho. P.S.S. mantém
contato frequente com o pai que é separado da mãe.
3- Condições do ambiente familiar para a aprendizagem escolar: em casa, a criança tem tido mais contato
com materiais escritos, como livros e jogos infantis.
Âmbito escolar
1- Em relação à cultura e filosofia da escola: a escola em que P.S.S. se encontra matriculado parece não
estar preparada para a atuação com crianças com necessidades educacionais especiais em geral e, em
particular, com alunos surdos. Não possui intérprete nem Sala de Recursos Multifuncional, embora
direcione os alunos para tal serviço realizado em outra escola. No que tange a análise dos registros da
participação do aluno com surdez na escola, foi possível perceber a ausência de elementos que
atendessem às condições linguísticas com vistas à sua plena participação nas atividades em sala de aula
comum. A língua Portuguesa, ao ser ensinada como primeira língua, dificultava o acesso aos conteúdos
curriculares e à sua participação nas situações interlocutivas dentro e fora da classe. A ausência de
interlocutores fluentes em língua de sinais e de intérprete de Libras/Português, reforçada pelo ensino
inadequado da L2 – Língua Portuguesa, reiterava o modelo de escola monolíngue. Foi verificado o uso
de práticas pedagógicas pouco efetivas à aprendizagem do aluno, sendo desconsiderada a sua condição
bilíngue.
3- Em relação aos recursos humanos (professor auxiliar de sala, instrutor de Libras, tutor na sala de aula,
parceria com profissionais da saúde etc.): a escola em questão não conta nem mesmo com intérprete de
Libras com formação apropriada para a atuação, em sala de aula, junto a alunos surdos. A professora
participa de curso de formação continuada oferecido pela Secretaria Municipal de Educação. Entretanto,
para que a escola possa implementar a abordagem bilíngüe, faz-se necessário capacitar os profissionais
que nela circulam, de forma a compreender que a língua de sinais é a primeira língua do surdo e que
este se constituirá na/pela linguagem, produzindo sentidos e significados compartilhados
historicamente. Tais mudanças remetem a considerar o ensino da língua de sinais para todos os
profissionais da escola, os surdos e seus familiares nos projetos educacionais. O Atendimento
3
Educacional Especializado na área da surdez, dentre outras tarefas, deve também se responsabilizar por
fiscalizar: a qualidade das interações linguísticas entre surdos e ouvintes, o número de alunos surdos que
compartilham a Libras na escola, o domínio dessa língua pelos profissionais da instituição, a forma
como a língua portuguesa tem sido empregada para os surdos em sala de aula comum, a qualificação
dos intérpretes de Libras e a presença de temas relacionados à diversidade nos projetos pedagógicos da
escola.
4- Em relação às atitudes frente ao aluno (alunos, funcionários, professores, gestores, pais etc.): a partir
do curso frequentado pela professora atual, o aluno procurou ampliar os contatos com ela e os demais
colegas. Sabe-se que a manutenção de práticas discursivas simplificadas entre surdos e ouvintes, como
no caso aqui demonstrado, apenas tem contribuído para reforçar a sua condição marginal às situações
de comunicação e socialização dos conhecimentos produzidos na escola. Contrariamente a tal
posicionamento, tem sido defendida a inclusão de vários alunos surdos agrupados em uma mesma sala
de aula como a melhor alternativa para a organização de uma escola que atende aos princípios da
filosofia educacional bilíngue. Nesse contexto, é desejável que a Libras seja materializada como língua
utilizada entre os integrantes surdos e os demais interlocutores ouvintes, integrando o currículo da
escola.
5- Em relação ao professor da sala de aula regular (formação inicial e continuada, motivação pra
trabalhar, reação frente às dificuldades do aluno, aspecto físico da sala de aula, recursos de ensino-
aprendizagem, estratégias metodológicas, estratégias avaliativas, apoio de especialistas etc.): a
professora atual de P.S.S. demonstra interesse em ensinar os conteúdos curriculares por meio da
adaptação de materiais com mais pistas visuais. Também realiza um curso de Libras, na tentativa de
melhorar a qualidade da comunicação e interação com o menino. Ela, até o momento, não recebeu
orientações do professor especializado ou da coordenação da escola sobre como organizar o currículo
para classe incluindo o atendimento às demandas educacionais do aluno surdo para o ciclo frequentado.
Mencionou ainda a dificuldade de parceria com o professor especialista responsável pelo AEE desse
aluno, em razão da distância entre as duas escolas (de ensino regular e do AEE) e da sua
indisponibilidade de tempo, por trabalhar em dois turnos. Tal situação remete à necessidade de instaurar
uma reflexão que vise o desenvolvimento de ações articuladas entre os profissionais que nela atuam na
construção de um projeto pedagógico que valorize: 1) a contratação de instrutor surdo para o ensino da
Libras no currículo escolar e em Sala de Recursos Multifuncional para os alunos surdos; 2) a capacitação
em serviço de professores e intérpretes que atuam na escola; 3) o fortalecimento entre o professor
especialista e o regente da sala de aula, na tomada de decisões que envolvam o uso da Libras entre surdos
e ouvintes na escola; 4) a organização de práticas educacionais bilíngues para a oferta de Atendimento
Educacional Especializado, com vistas ao ensino da L2 (o português – na modalidade escrita), estratégia
metodológica de ensino de segunda língua, entre outros. Tais medidas, certamente, contribuirão para o
estabelecimento de um ambiente escolar acolhedor às diferenças dos surdos no processo de constituição
da linguagem e da apropriação dos conhecimentos escolares, como sujeitos bilíngues.
Avaliação do aluno
Condições de saúde geral
Foi diagnosticado com surdez neurossensorial congênita bilateral profunda, com limiares de 95 dB na
orelha direita e 110 dB, na esquerda, aos dois anos de idade. Não tem outros problemas de saúde. Não
faz uso de medicamentos controlados.
Necessidades educacionais especiais do aluno
1- Sistema linguístico utilizado pelo aluno na sua comunicação: Língua Brasileira de Sinais.
2- Tipo de recurso e/ou equipamento já utilizado pelo aluno: AASI.
3- Tipo de recurso e/ou equipamento que precisa ser providenciado para o aluno: intérprete de Libras
para acompanhamento em sala de aula regular.
4
4- Implicações da NEE do aluno para a acessibilidade curricular: o aluno apresenta dificuldade em
acessar o currículo escolar proposto para o ano frequentado, em decorrência da ausência de intérprete
de Libras para o acompanhamento em sala de aula; o professor necessita de melhor formação e
orientação para o uso de materiais pedagógicos com apoio visual; os professores do ensino regular e o
professor especialista precisam estabelecer parceria para que o aluno em questão receba uma educação
de melhor qualidade que garanta não apenas o acesso aos conteúdos curriculares propostos, mas à efetiva
aprendizagem dos mesmos. São necessárias adaptações no âmbito da escola, da sala de aula e
individuais. Nesse sentido, as ações necessárias deverão partir da Secretaria Municipal de Educação, no
que se refere à organização político pedagógica das escolas para a educação de alunos surdos; da própria
escola, no que se refere à atuação do gestor e coordenador quanto à aquisição/contratação de
infraestrutura; do professor do ensino regular, na busca pelo aperfeiçoamento dos conhecimentos e
parceria com o colega especialista para que, por meio da Libras, P.S.S. possa se apropriar dos conteúdos
curriculares propostos; do professor especialista da sala de recursos, que além de fomentar tal parceria
precisa acompanhar mais diretamente os resultados, na sala de aula regular, do suporte que oferece ao
aluno.
5- Outras informações relevantes: em função da falta do intérprete na sala, da ausência de orientação ao
professor da sala de aula comum e da pouca integração deste com o professor especialista que atua na
SRM, o aluno não consegue acompanhar os conteúdos curriculares propostos, nas situações em que não
é capaz de compreender o que a professora explica. Em especial, demonstra uma defasagem curricular
acentuada no que se refere à apropriação do português escrito.
Desenvolvimento do aluno
Função cognitiva
PERCEPÇÃO: P.S.S. apresenta surdez neurossensorial congênita bilateral profunda. Não
apresenta dificuldades quanto à percepção visual, tátil, olfativa e sinestésica. É capaz de organizar,
quanto ao desenvolvimento da noção temporal, ações em sequência lógica e, por meio da Libras,
explicita experiências cotidianas vividas, obedecendo à sequência lógica correspondente. A organização
espacial encontra-se preservada e bem desenvolvida, sendo bastante utilizada durante a comunicação
por meio da Libras.
ATENÇÃO: A atenção de P.S.S. sempre foi motivo de queixa por parte de seus professores,
no ensino regular, uma vez que não oraliza, e a Libras, modalidade linguística que domina, ainda não é
efetivamente utilizada em sala, em função da ausência do intérprete. Tal situação contribui para que não
mantenha atenção nas atividades desenvolvidas em sala de aula, principalmente aquelas situações
dialógicas que exigem maior número de troca, de interações. Nas situações pedagógicas apoiadas em
recursos visuais, a atenção do aluno é mais significativa, de forma que a partir desses recursos apresenta
maior concentração e entendimento acerca do que está sendo trabalhado em sala de aula. Nas situações
dialógicas com a professora, tem sido capaz de manter maior atenção, pois ela tem solicitado mais dele,
em Libras. Tal condição o tem motivado a interagir mais com a professora. Na SRM, com a professora
especialista, o aluno apresenta-se motivado e atento nas atividades propostas, porém, após o intervalo,
costuma alegar cansaço e sono, tendo em vista que seu AEE ocorre, três vezes por semana, no período
contrário ao ensino regular.
MEMÓRIA: P.S.S. é um aluno aplicado. No ensino regular, apesar de ainda não ter sido
alfabetizado, tem se empenhado em aprender os conteúdos nas situações em que é capaz de utilizar a
Libras. Nas situações em que a modalidade sinalizada não é utilizada, o que representa a maior parte das
situações dialógicas ocorridas em sala de aula, o menino parece perder a motivação. Sob tal condição,
pode-se afirmar que memoriza o que aprende quando tem a possibilidade de entender o conteúdo
trabalhado, para o qual demonstra ter a capacidade de retomar em situações posteriores. Nas situações
em que são utilizados materiais de apoio com pistas visuais, tais como figuras de ações e/ou de
sequências lógicas, a sua memória visual apresenta-se melhor explorada. Na sala de recursos, como a
interlocução com a professora ocorre em Libras, P.S.S. demonstra ter maior interesse nas atividades
propostas, é capaz de entender o conteúdo trabalhado e se dedica mais às atividades que envolvem o uso
do português escrito.
LINGUAGEM: A Libras se configura como a primeira língua – L1 para P.S.S. Embora utilize
recursos da oralidade, por meio da leitura orofacial, se comunica quase que exclusivamente por meio da
5
modalidade sinalizada. No entanto, como não recebe o auxílio do intérprete de Libras, em sala de aula
regular, não tem fluência em Libras e não conta com nenhum colega de classe que a domine, as situações
de interação e interlocução são reduzidas. Não demonstra paciência para a realização de leitura orofacial,
bem como seus colegas não tem por hábito incluí-lo em situações dialógicas, uma vez que P.S.S.
apresenta timidez e pouca intenção comunicativa quando a situação dialógica envolve mais de um
interlocutor. Como ainda não se encontra alfabetizado, é capaz de escrever o próprio nome, frases curtas
e textos com poucos enunciados, além de apresentar substituições e omissões de grafemas. Sua escrita
apresenta-se dentro dos parâmetros da gramática da Libras, de forma que se verifica a supressão de
elementos de coesão, ausência de conjugação verbal, entre outras características. Quando solicitado a
explicar o que escreve, em Libras, é capaz de ampliar o sentido do que escreveu, bem como explicitar
noções de progressão temática, temporalidade, quantidade, distância, entre outras.
RACIOCÍNIO LÓGICO: Quanto ao raciocínio lógico matemático, desde que consiga
entender os enunciados e/ou as solicitações da professora, é capaz de realizar as operações de adição,
subtração, divisão e multiplicação, conforme previsto no conteúdo curricular proposto para a série que
frequenta. O uso de materiais lúdicos de apoio com pistas visuais tem contribuído para facilitar a
compreensão de P.S.S. acerca dos conteúdos de matemática trabalhados em sala de aula, a exemplo do
material dourado, que manuseia com destreza. Nas situações em que não consegue compreender as
explicações da professora, apresenta dificuldade quanto à compreensão acerca do que a atividade
proposta exige, situação agravada pelo fato de ainda não ter se apropriado, efetivamente, do português
escrito e, consequentemente, ainda não ter desenvolvido habilidades específicas para a leitura.
Função motora
DESENVOLVIMENTO E CAPACIDADE MOTORA: P.S.S. utiliza letra cursiva em
caderno com pauta e lápis comum. Não apresenta dificuldades de marcha ou equilíbrio em atividades
de educação física, anda de patins e manuseia o computador.
Função pessoal e social
ÁREA EMOCIONAL – AFETIVA – SOCIAL: P.S.S. interage com os familiares, alguns
colegas que moram na mesma rua, a professora e os colegas de classe, embora seja tímido. Nas situações
que não consegue entender ou se fazer entender demonstra impaciência. Quando solicitado a ensinar a
Libras para a professora e/ou colegas da classe torna-se mais expansivo e alegre, bem como interage
melhor com seus pares.
Estudo de caso
P.S.S é um menino que completou quatorze anos de idade. Filho de pais ouvintes, aos dois
anos foi diagnosticado com surdez neurossensorial congênita bilateral profunda, com limiar de 95 dB
na orelha direita e 110 dB, na esquerda. P.S.S. firmou a cabeça aos três meses e sentou com apoio por
volta dos cinco. Aos sete meses, engatinhou, levantou com apoio aos nove e andou por volta dos 13.
Os pais observaram que o menino, aos 12 meses de idade, não reagia praticamente a nenhum
som e não pronunciava qualquer palavra. Após a peregrinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que,
de acordo com o pai, atrasou o diagnóstico em um ano, a surdez neurossensorial bilateral profunda foi
confirmada após uma avaliação audiológica realizada em um hospital especializado, num outro
município do interior paulista próximo ao de residência da família.
Desde então, P.S.S. passou a utilizar aparelho de amplificação sonora individual (AASI) nos
dois ouvidos, diariamente. Realizou atendimento fonoaudiológico por seis anos, mas não chegou a se
apropriar, efetivamente, da modalidade oral de linguagem, uma vez que é capaz de pronunciar apenas
palavras isoladas e algumas frases justapostas (máximo de duas palavras: sujeito e verbo principalmente,
tais como: “eu comer”; “fala menino”; “Diego pega”; entre outras), acompanhadas de substituições,
omissões ou distorções de fonemas. Utiliza a oralidade com frequência reduzida em situações de
interação e interlocução nos contextos familiar e escolar. Desenvolveu a habilidade de realizar leitura
orofacial (LOF), no entanto, tal recurso não é suficiente para que consiga estabelecer uma comunicação
efetiva com seus interlocutores ouvintes, a ponto de compreender o que lhe é dito e de se fazer
compreender verbalmente.
6
Por insistência do pai e contra a vontade da mãe, por volta dos quatro anos de idade, P.S.S.
passou a ter contato com a Língua de Sinais (Libras), em uma igreja, local em que vem aprendendo essa
modalidade linguística desde então. Aos sete anos, deixou de utilizar o AASI, bem como passou a
frequentar o atendimento fonoaudiológico, esporadicamente, por mais um ano, tendo finalizado tal
atendimento aos oito anos de idade, uma vez que se recusava a dar continuidade ao mesmo. Desde então,
melhorou significativamente a apropriação da Libras, embora não seja completamente fluente. Ainda
utiliza a LOF para tentar se comunicar com os colegas ouvintes, no entanto, como somente por meio da
LOF não é capaz de se manter como interlocutor em situações dialógicas com ouvintes, apresenta
reduzida intenção comunicativa com ouvintes que não têm o domínio da Libras. Na escola e na igreja,
apresenta-se bem entrosado com outros surdos usuários de sinais. A mãe continua resistente ao uso dessa
modalidade de linguagem, mas reconhece que a criança passou a se comunicar mais depois que a
aprendeu e que a família também se apropriou de sinais básicos dos sinais. De acordo com a mãe, os
outros dois filhos têm fluência em Libras e o pai de P.S.S. também utiliza a modalidade sinalizada com
mais facilidade do que ela, nas situações de interlocução com o menino.
P.P.S. ingressou na Educação Infantil aos quatro anos, mas somente aos sete teve acesso à Sala
de Recursos Multifuncional em período contrário, na rede estadual, em uma parceria com a rede
municipal de ensino. O encaminhamento para tal sala foi motivado, na oportunidade, pela necessidade
de apropriação da Libras e do português escrito. Ao final do primeiro ano do Ensino Fundamental, não
obteve resultados satisfatórios quanto à alfabetização e à apropriação do português escrito. Nessa
ocasião, não contava, ainda, na sala regular, com o auxílio de intérprete de Libras, sendo que a escola,
questionada pela família, alegou dificuldade em contratar um profissional devidamente qualificado para
essa função, mas também não informou sobre a adoção de nenhum procedimento específico para o
atendimento educacional de alunos surdos. Em razão da progressão continuada, aos oito anos, seguiu
para o segundo ano. Aos nove anos, cursou o terceiro ano, e se encontra atualmente com quatorze anos,
cursando o oitavo ano, com histórico de aprendizagem muito semelhante ao início de seu ingresso na
escola, ou seja, fase inicial da alfabetização.
Segundo a mãe, a professora da sala regular do primeiro ano reclamava bastante do
comportamento desatento da criança e das dificuldades para ler e escrever. Ela também relatou que, por
não conhecer a Libras e não ter na escola nenhum suporte para ela, não conseguia ensinar a P.S.S. Ainda
referiu não possuir condições de conversar frequentemente com a professora da Sala de Recursos
Multifuncional que ficava em outra escola, mais distante, e que tinha dificuldade para trabalhar com a
criança, embora tenha tentado adaptar os materiais e as aulas para o aluno. De acordo com a professora,
nunca houve qualquer aproximação com profissionais da área da saúde que acompanhavam P.S.S., pois,
como havia praticamente abandonado o tratamento fonoaudiológico e não utilizava mais o AASI, ele
esporadicamente passava pelo pediatra na Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima à escola.
A mãe enfatiza que o menino apresenta uma séria defasagem curricular, não tendo ainda sido
alfabetizado. P.S.S. é capaz de reconhecer grafemas, escrever o próprio nome, fazer listas de palavras e
produzir textos curtos com enunciados com estruturação gramatical própria da Libras, com ocorrências
divergentes da norma culta, sendo necessário que explicite ao professor, por meio de gestos ou sinais
nem sempre próprios dessa modalidade de linguagem, o sentido atribuído ao que escreveu. Atualmente,
o menino participa de um programa de atendimento pedagógico, vinculado a uma universidade pública,
direcionado às práticas de leitura e escrita.
A atual professora da sala regular participa de um curso de Libras oferecido pela Secretaria
Municipal de Educação e, de acordo com a mãe, referiu que tem se comunicado melhor com a criança,
embora ainda tenha muita dificuldade para passar as instruções e informações. A mãe foi informada,
recentemente, de que, para o próximo ano, a escola conseguirá contratar uma intérprete em Libras, com
formação em pedagogia. Em casa, a criança tem tido mais contato com materiais escritos, como livros
e jogos infantis. Uma de suas atividades preferidas é andar de patins e usar o computador. Reside,
atualmente, com a mãe de 37 anos (vendedora que completou o Ciclo II do Ensino Fundamental) e dois
irmãos, sendo um com 12 anos e outro com 13, numa casa de sete cômodos, num conjunto habitacional
de um município do interior paulista. Mantém contato frequente com o pai, A.S., de 46 anos, que é
representante comercial e também cursou até o Ciclo II do Ensino Fundamental, que reside em um
município próximo, separado da família.
7
PARTE II – PLANO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO
8
Professor:
Período de execução:
Atividades
Objetivo (Indicador de Estratégia Metodológica/Recursos Avaliação
Planejamento)
▪ Favorecer o ▪ AEE de ▪ Ensino da Libras com referências ▪ Será avaliado
conhecimento e Libras visuais e baseadas no contexto de vida observando a sua fluência e
aquisição da favorecendo o da aluna. seu desenvolvimento
Língua de conhecimento e ▪ Linguagens lúdicas durante o processo de
Sinais. aquisição da ▪ Leitura de ícones, sinais, índices, ensino aprendizagem nos
Língua de símbolos e signos linguísticos. três momentos.
Sinais. ▪ Interpretação/compreensão por meio ▪ Avaliação qualitativa
do desenho. continua de acordo com o
▪ Jogos de memória desenvolvimento do aluno.
▪ Dramatização
▪ Leitura visual de imagens
▪ Confecção de materiais adaptados
para Língua de Sinais;
▪ Elaboração de recursos didáticos
pedagógicos;
▪ Paineis de gravuras;
▪ Jogos didáticos que trabalham a
memória;
▪ Quebra cabeça;
▪ Alfabeto manual
▪ Dicionários de Libras e Português
▪ DVDs
▪ Desenvolver ▪ AEE em ▪ Explicação do conteúdo através de
as ideias dos Libras imagens
conteúdos desenvolvendo ▪ Filmes
curriculares de as ideias dos ▪ Leitura visual de imagens
todas as conteúdos ▪ Dramatização
disciplinas curriculares de ▪ Interpretação/compreensão por
(matemática, todas as meio do desenho.
ciências, disciplinas ▪ Linguagens lúdicas
geografia, (matemática, Utilização de recursos visuais para
história) da ciências, facilitar a compreensão dos conteúdos
classe comum geografia, curricular em Libras.
por meio da história) da ▪ Adaptação dos conteúdos estudados
Libras. classe comum com o apoio de imagens e datilologia;
por meio da ▪ Elaboração de recursos didáticos
Libras. pedagógicos;
▪ Paineis de gravuras;
▪ Recursos visuais dependendo dos
conteúdos oferecidos.
▪ Alfabeto manual
▪ Dicionários de Libras e Português
▪ DVDs
9
▪ Desenvolver ▪ AEE para o ▪ Leitura de ícones, sinais, índices,
a competência ensino de símbolos e signos linguísticos.
gramatical e Língua ▪ Filmes
linguística, bem Portuguesa ▪ Explicação do conteúdo através de
como textual desenvolvendo imagens
para que seja a competência ▪ Dramatização
capaz de gerar gramatical e ▪ Elaboração de frases e /ou texto com
sequências linguística, bem uso de livro e dicionário;
linguísticas bem como textual ▪ Interpretação/compreensão por
formadas. para que seja meio do desenho.
capaz de gerar ▪ Linguagens lúdicas
sequências ▪ Leitura de texto escrito: texto -
linguísticas bem frases - palavras - sílabas – letras.
formadas. ▪ Exploração de gravuras com
legendas em língua portuguesa escrita
▪ Confecção de materiais adaptados
para Língua de Sinais;
▪ Elaboração de recursos didáticos
pedagógicos;
▪ Paineis de gravuras;
▪ Recursos visuais dependendo dos
conteúdos oferecidos.
▪ Alfabeto manual
▪ Dicionários de Libras e Português
▪ DVDs
Data: 09/04/2019.
10
Nome: P.S.S.
Ano/Série: 8º ano do Ensino Fundamental
Professor(a) __________________________________
DEFICIÊNCIA VISUAL
11
PARTE I – INFORMAÇÕES E AVALIAÇÃO DO ALUNO
Identificação
Nome completo: A. A. S. L.
Data de nascimento: XXX
Naturalidade: XXX
Endereço: XXX
Telefone: XXX
Dados familiares
Informação escolar
Avaliação geral
Âmbito familiar
Segundo a mãe, a gravidez foi esperada e a filha foi muito amada desde o primeiro momento.
A. é alegre, carinhosa e boa filha. Não faz uso de nenhum medicamento porém possui recomendação
cirúrgica nos olhos, a qual não realizou por medo de ter perda imediata e total da visão. Sua rotina inclui
a frequência na Unidade Escolar XXX no turno da manhã, almoço na Associação dos Cegos do Piauí e
atividades de reforço escolar e socialização. Nos dias de terça e quinta frequenta a sala de AEE na
própria escola, no contraturno. Em casa gosta de assistir TV e de estudar, fazendo sozinha todas as suas
tarefas de casa adaptadas. Diverte-se como toda jovem de sua idade, apenas nos finais de semana.
Começou a estudar com 03 anos de idade e é uma boa aluna. Demonstra dificuldade em química e
matemática e não consegue transcrever os conteúdos do quadro para seu caderno. Desistiu da escola
duas vezes devido a problemas de saúde, obtendo repetência no 3º ano.
Âmbito escolar
Avaliação do professor da sala comum
Conforme as professoras da sala comum onde está matriculada, A. é assídua nas aulas e
acompanha com muita atenção às explicações orais. Afirmam que na prática não é sempre possível fazer
ou recomendar adequações e predomina na rotina escolar o uso do quadro de giz, metodologia expositiva
para o estudo dos conteúdos dos livros didáticos, prejudicando muitas vezes a aprendizagem de A. Mas,
ela raramente faz perguntas e suas dúvidas são tiradas geralmente no atendimento educacional
especializado na Sala de Recursos Multifuncionais e no reforço escolar que frequenta o Centro de
Habilitação e Reabilitação para Cegos (CHARCE) no contraturno do ensino comum. Sempre que
possível verificam se está acompanhando as explicações. Declaram que tentam incluí-la por meio de
12
perguntas orais e as atividades e provas adaptadas pela professora de AEE. Entretanto, os alunos
normovisuais não interagem com A. dificultando as atividades de grupo com a sua participação e, na
maioria das vezes, fica isolada, mesmo sendo uma excelente aluna.
Avaliação do aluno
Desenvolvimento do aluno
Função cognitiva (Percepção, atenção, memória, linguagem e raciocínio lógico).
• Boa percepção e memória auditiva, tátil, sinestésica e espaço temporal demonstrado na escrita
(mesmo com letras ampliadas), desenho, pintura e localização de objetos;
• Apresenta resíduo visual suficiente para cumprir tarefas escolares de leitura e escrita a tinta;
• Memoriza nomes, desenvolve boa conversa, consegue contar histórias, faz piadas e gosta de música;
• Utiliza tecnologias atuais (celular, notebook, tablet, impressora, câmera, etc);
• Faz a própria maquiagem;
• Lê, interpreta e escreve em nível de alfabetização funcional completa, identifica o que é frase,
parágrafo e conhece diferentes tipos de texto; forma frases simples oralmente; tem noção de regras
ortográficas; realiza atividades de matemática sozinha ou com pouca ajuda e faz pequenos cálculos;
• Usa letra bastão e manuscrito;
Função motora
Estudo de Caso
13
A aluna A. de A. S. L. apresenta deficiência visual, em nível de baixa visão que tem como
causa um agravamento de catarata. Tem 17 anos e começou a estudar com 03 anos, atualmente cursa o
9º ano do Ensino Fundamental na Unidade Escolar XXX
A. de A. S. L. é capaz de ler, compreender e interpretar textos apenas quando os caracteres
são ampliados para o tamanho 28, preferencialmente em Arial. Realiza cálculos matemáticos mental
com muita precisão. Na coordenação motora fina, faz recorte e colagem, mas não consegue obedecer ao
limite estabelecido, devido às dificuldades visuais. Quando escreve mostra a necessidade de fazer uma
grafia ampliada até o tamanho que consegue ler. No começo do ano letivo de 2017, conseguia fazer uso
de letras no tamanho 24, com o avanço da perda do resíduo visual, atualmente, só consegue realizar as
atividades escolares ampliadas em tamanho 28 e em negrito ou pincel grosso. Com possível perda total
da visão gradativamente. É muito inteligente, alegre e sociável, embora demonstra-se ser retraída em
situações que deveria interagir nos grupos de sua convivência escolar.
Nome do aluno: A. de A. S. L.
XXX
14
Professor:
15
softwares específicos; Lápis 3B;
informática acessível; Átril.
9 Ampliação de caracteres em
tinta de todo o material
didático;
▪ Realizar Orientação prática para 1 Desenvolver atividades que Observar a
atividades para atenção e uso de pistas favorecem ao estudante com autonomia da aluna
desenvolvimento sensoriais quando necessário cegueira na aquisição de com o uso das
da confiança na à locomoção independente conceitos fundamentais; na tecnologias
locomoção em todo o ambiente escolar e habilitação ou reabilitação para assistivas para a
independente na vida diária. locomoção independente e vida independente
acesso ao currículo:
• Explorar o ambiente da sala
de aula e outras zonas da
escola, tocando com as mãos
nas portas, janelas e móveis
(descobrindo tamanhos,
larguras, materiais de que
são feitos);
• Utilizar conceitos espaciais e
direcionais sempre que
possível. Por exemplo: direita e
esquerda os termo “ao lado” ou
“perto de”. No que se refere à
posição relativa utilize
termos como: em frente de,
atrás de, cima, por cima, em
baixo, por baixo. Ex.: à tua
direita está a janela, à tua
esquerda está a porta.
•
Trabalhar as implicações no
desenvolvimento
psicomotor, cognitivo e nas
competências sociais através
das técnicas específicas de
OM (Orientação e
Mobilidade) e AVD
(Atividade da Vida Diária),
ou seja, PEVI (Pratica
Educacional para uma Vida
Independente).
▪ Realizar Realização de intervenções • Possibilitar a participação da Observar sua
intervenções para para estimular a participação aluna em todas as atividades interação social no
estimular a da aluna em todas as propostas pela escola; grupo.
participação da atividades escolares, • Desenvolver atividades
aluna em todas as individuais e em grupo, grupais para interação.
atividades buscando sua autonomia.
escolares,
individuais e em
grupo, buscando
sua autonomia.
QUADRO DE EVOLUÇÃO
16
ALUNO: A. de A. S. L.
PROFESSOR: XXX
09/04 a A aluna mostrou-se mais confiante para uso correto da visão 70%
09/06/2019 residual com garantia de acesso a recursos de acessibilidade a
materiais adaptados na sala comum.
DEFICIÊNCIA
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FÍSICA
PARTE I – INFORMAÇÕES E AVALIAÇÃO DO ALUNO
Identificação
Nome completo: E. K. S. J.
Data de nascimento: XXX
Naturalidade: XXX
Endereço: XXX
Telefone: XXX
Dados familiares
Informação escolar
Avaliação geral
Âmbito familiar
Segundo a mãe, nasceu de parto cesariano e ficou com Paralisia Cerebral-PC. Fez acompanhamento
desde o nascimento com especialistas e se desenvolveu bem. Andava, falava, mesmo com limitações
motoras. Quanto à saúde geral, devido a uma queda teve traumatismo grave e sequelas no aspecto motor
e na fala. Recebeu diagnóstico de TCE (Traumatismo Crânio Encefálico) em XXX.
Faz uso de medicamentos: hidantal - para tratamento de crises convulsivas e baclofeno - para tratar
espasmos.Rotina inclui escola e terapias (manhã) e atividades de lazer, passeios em praças, shopping,
etc. (tarde). Gosta da escola e tem amigos.
Âmbito escolar:
Avaliação do professor da sala comum
É assídua nas aulas e acompanha com muita atenção às explicações orais. Os professores de todas as
disciplinas declaram que tentam incluir a aluna através de perguntas orais. Sua carteira é
preferencialmente na 1ª fila.Foi encaminhada ao AEE para que consiga fazer as atividades e provas com
as necessárias adequações (leitura e escrita) na sala comum.
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Segundo a diretora aluna é um orgulho para escola. É admirada por todos, por sua determinação em
continuar estudando, apesar das dificuldades físicas. Consegue participar de todos os projetos
desenvolvidos na escola no âmbito da sala de aula e extra classe, principalmente porque a coordenadora
pedagógica trabalha com a equipe de professores no sentido de estimular um processo de inclusão bem
sucedido que de fato consiga incluir todos os alunos matriculados na escola.
Avaliação do aluno
Desenvolvimento do aluno
Função cognitiva
Percepção - visual, auditiva, tátil, sinestésica, espacial e temporal: reconhece linguagem oral e estímulos
auditivos; discrimina estímulos visuais e reconhece informações por meio de pistas táteis; boa
compreensão temporal - presente, passado e futuro.
Memória - auditiva, visual, verbal e numérica: demonstra preservada memória verbal, visual e auditiva;
lembra dos fatos ocorridos, demonstrando boa noção temporal; identifica, discrimina e reconhece pistas
visuais, auditivas e verbais quando apresentadas em sequência: numérica, de objetos e letras.
Função Psicomotora
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Postura/locomoção e manipulação de objetos: consegue segurar o material de escrita.
Área emocional - estado emocional, reação à frustração, isolamento e medos: demonstra estabilidade
emocional e bom humor.
Estudo de Caso
E. K. S. J nasceu em 18/02/2004, de uma gravidez normal e parto cesariano, após tentativa de
parto normal sem sucesso.
Começou a estudar com 02 anos. Atualmente, com 14 anos, cursa o 8º ano do Ensino
Fundamental na Unidade Escolar XXX.
Ao nascer recebeu diagnóstico clínico de encefalopatia crônica não progressiva da primeira
infância (Paralisia Cerebral-PC) que não afetou sua função cognitiva. Porém em 17/01/2016, sofreu um
T. C. E (Traumatismo Crânio Encefálico) que fez com que ela perdesse os movimentos do corpo e
comprometimento na fala.
Tem um ambiente familiar muito bom. Mora com os pais, dos quais tem muito apoio. Filha de
E.M.J. (pai) e E.R C.S.J. (mãe) e irmã de E.C.S.J., sempre é bem entendida pelos pais, irmã e amigos.
É uma garota amável. Sua dificuldade física não a impede de se relacionar com outros alunos de sua
faixa etária e nem com adultos.
Na escola E. K. S. J presta atenção às aulas, acena com a mão sempre que o professor faz a
chamada e é pronunciado seu número, sorrir das brincadeiras dos amigos, cumprimenta a todos na
escola. Na sala comum os professores são atenciosos e ela conhece a todos.
Apresenta dificuldades motoras e precisa de acessibilidades para escrever e pegar objetos. Faz
tratamento especializado para reabilitação no CEIR (Centro Integrado de Reabilitação).
E. K.S.J fazia leitura apenas com os movimentos dos olhos devido à sua dificuldade motora.
Após os avanços nas atividades motoras com acompanhamento do Profissional de Apoio já
consegue responder algumas questões de português, geografia, ciências, artes e matemática.
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Nome do aluno: E. K. S. J
Professor: XXX
Ano/Série:
8º ano do Ensino Fundamental
Período de execução:
Atividades
Objetivo (Indicador de Estratégia Metodológica/Recursos Avaliação
Planejamento)
▪ Garantir as • Acompanhamento • Uso de ponteiras especiais para • Observar a
acessibilidades das atividades na escrever acopladas em órtese autonomia da aluna
específicas para o sala de aula e manual, aranha-mola, engrossador com o uso das
caso. provas. de lápis e uso da calculadora tecnologias
(ampliada para facilitar a assistivas.
digitação);
• Recomendações de participação
em atividades grupais com auxilio
da Profissional de Apoio - PA.
▪ Favorecer a • Uso de recursos • Uso de caderno com pauta • Observar o nível de
leitura e escrita e ópticos-lupas; ampliada; desempenho escolar
resoluções • Uso de material • Computador para ampliar a letra; com auxílio de
matemáticas com didático ampliado. • Programas de computador que recursos ópticos e
recursos ampliam o tamanho das figuras. não ópticos,
adaptados. • Uso de mapas e desenhos • Considerar o nível de
ampliados; resíduo visual para
• Atividades com figuras de cores ajustes na adaptação
contrastantes e sem detalhes; das fontes de leitura e
• Textos com letras ampliadas; escrita.
• Livros de literatura com figuras de
cores contrastantes;
• Tiposcópio para leitura;
• Jogos de percepção visual,
auditiva, tátil e sinestésica com
materiais de cores contrastantes e
ampliados.
• Favorecer a • Uso da Informática • Manipulação do teclado, • Observar habilidades
aprendizagem de acessível com conhecimento das ferramentas no letramento digital
conceitos ferramenta para disponíveis no notebook para da aluna conforme
disponíveis no ampliação. utilização nas atividades de leitura demandas
Microsoft Office Adaptação de e escrita em sala de aula e nas curriculares da sala
que possam material tarefas escolares extraclasse; comum.
auxiliar a aluna a • Orientação produção de um texto
digitar um digitado e uso da web, conforme
documento no demandas curriculares.
Word e usar a
internet.
QUADRO DE EVOLUÇÃO
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ALUNO: E.K.S.J
PROFESSOR: XXX
FREQUÊNCI
DATA DESCRIÇÃO DA EVOLUÇÃO
A
Identificação
NOME COMPLETO: M. A. B.
DATA DE NASCIMENTO: 10/07/2002 - IDADE ATUAL: 16 ANOS
ENDEREÇO: XXX
BAIRRO: XXX
CIDADE: TERESINA
Dados familiares
Informação escolar
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Avaliação geral
Âmbito familiar
1- Características do ambiente familiar (condições da moradia e atitudes): os pais moram na
mesma casa, junto com M. A. B., mais um filho de 03 anos e os avós paternos. A família mora
em residência própria em um bairro localizado em área de risco e com elevados índices de
violência e vulnerabilidade social.
2- Convívio familiar (relações afetivas, qualidade de comunicações, expectativas): O
relacionamento familiar atual é tranquilo. O aluno é carinhoso, atencioso com todos da família.
3- Condições do ambiente familiar para a aprendizagem escolar: em casa, o aluno não tem
acompanhamento pedagógico dos pais.
Âmbito escolar
1- Em relação à cultura e filosofia da escola: a escola em que M. A. B. está matriculado possui
estrutura física para atender alunos com necessidades educacionais especiais em geral. Possui
Sala de Recursos Multifuncional, com professor especializado na área. No que tange a análise
dos registros da participação do aluno na escola, foi possível perceber a dificuldade em
concentrar-se nas aulas, e consequentemente na participação das atividades em sala de aula
comum. A escrita é muito deficiente e tem dificuldade na leitura.
2- Em relação à organização da escola (acessibilidade física, organização das turmas;
mobiliários adequados, critérios de matrícula, número de alunos nas salas, interação com as
famílias, orientação/apoio aos professores, procedimentos de avaliação, formação continuada
de professores, desenvolvimento de projetos, atividades propostas para a comunidade escolar,
grupos de estudo etc.): quanto à inclusão educacional de alunos com deficiência intelectual no
ensino regular, é realizada na medida do possível. Na sala regular de M. A. B. possui 20 alunos,
e apenas ele com NEE. Na SRM, a professora utiliza recursos diversos motivadores como
facilitadores dos conhecimentos escolares.
3- Em relação aos recursos humanos (professor auxiliar de sala, instrutor de Libras, tutor na
sala de aula, parceria com profissionais da saúde etc.): a escola este ano não conta com um
Profissional de Apoio, embora já tenha solicitado. O aluno foi acompanhado por este
profissional no ano anterior e obteve excelentes avanços. Faz-se necessário capacitar os
profissionais de sala regular para que estes tenham ciência das reais dificuldades, bem como
habilidades e competências a serem trabalhadas e desenvolvidas com o aluno. A professora do
Atendimento Educacional Especializado realiza atividades voltadas para as dificuldades
apresentadas em sala de aula, a fim de conseguir uma maior independência.
4- Em relação às atitudes frente ao aluno (alunos, funcionários, professores, gestores, pais etc.):
o aluno apresenta um bom comportamento na escola, respeita professores e funcionários e
interage bem com os colegas. É solidário e muito tranquilo. Os colegas o respeitam diante de
sua deficiência, e a escola sempre tem o cuidado de incluí-lo. Ele gosta de fazer trabalhos em
grupo.
5- Em relação ao professor da sala de aula regular (formação inicial e continuada, motivação
para trabalhar, reação frente às dificuldades do aluno, aspecto físico da sala de aula, recursos
de ensino-aprendizagem, estratégias metodológicas, estratégias avaliativas, apoio de
especialistas etc.): os professores de M. A. B. tem dificuldades em ensinar os conteúdos
curriculares, e não têm cursos específicos na área da Educação Especial, o que dificulta no
processo de transmissão dos conteúdos. Eles recebem orientações do professor especializado
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sobre como organizar atividades e elaborar avaliações. A professora do AEE constantemente
tenta levar os professores a uma reflexão sobre o trabalho que eles desenvolvem e de que forma
podem estar ajudando no desenvolvimento deste aluno, para que ele consiga êxito na vida
escolar dentro de suas limitações, medida que certamente contribuirá para um melhor ambiente
escolar acolhedor.
Avaliação do aluno
Condições de saúde geral
O diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) foi confirmado em 2017, embora o aluno tenha
acompanhamento de neurologista e psicólogo desde criança. Além de DI, apresenta problemas
visuais, passando a fazer uso dos óculos a partir deste ano de 2019 para correção do problema.
Desenvolvimento do aluno
Função cognitiva
PERCEPÇÃO: M. A. B. apresenta diagnóstico de Deficiência Intelectual. Apresenta
ainda problema visual, passando a fazer uso de óculos. Tem dificuldade de organizar, quanto
ao desenvolvimento da noção temporal.
ATENÇÃO: este aspecto sempre foi motivo de queixa por parte de seus professores.
Se referem às dificuldades na leitura, dificuldade em copiar atividades do quadro e responder
tarefas. Eles ressaltam que teve uma piora em função da ausência do P. A. . O aluno distrai-se
facilmente, principalmente com os constantes estímulos auditivos presentes na sala e/ou fora
dela, necessitando que o professor repita ordens simples e explicações para a realização das
atividades de sala. Quanto ao desenvolvimento, é um aluno participativo dentro de suas
limitações, é solidário e tranquilo. Na SRM o aluno apresenta em um curto espaço de tempo
desinteresse pelas atividades propostas .
MEMÓRIA: M. A. B. é um aluno esforçado, embora apresenta dificuldades na
memória de curto prazo, esquece letras de músicas e histórias contadas pelo professor.
Demonstra dificuldade em retomar em situação anteriores ou que irão acontecer. Conhece e
consegue ordenar adequadamente sequências de letras e números de 01 a 100. Na sala de
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recursos, com a ajuda da professora, o aluno demonstra ter maior interesse nas atividades
propostas, é capaz de entender o conteúdo trabalhado e se dedica mais às atividades que
envolvem a oralidade do que nas escritas.
LINGUAGEM: o aluno tem déficit de linguagem. A fala apresenta-se com velocidade
aumentada e com gagueira; tem dificuldades em expor e debater suas ideias, além destas serem
desorganizadas, narrando fatos sem considerar a sequência lógico-temporal. A leitura não é
compreensível e mostra dificuldade também na compreensão dos textos lidos
Função motora
DESENVOLVIMENTO E CAPACIDADE MOTORA: M. A. B. escreve com
muita força, e tem uma letra legível. Não apresenta dificuldades de marcha ou equilíbrio em
atividades de educação física e manuseia o computador com facilidade.
Função pessoal e social
ÁREA EMOCIONAL – AFETIVA – SOCIAL: o aluno exibe simpatia e facilidade
de socializar-se com toda a comunidade escolar, embora apresente quadros de medo, ansiedade,
nervosismo; quanto contrariado, chora muito; tem baixo nível de atenção e concentração, e
depende sempre de alguém para dar os comandos; gosta de realizar trabalhos em grupo. O
relacionamento familiar é tranquilo. O aluno é carinhoso, atencioso com todos da família.
Estudo de Caso
O aluno M. A. B., do sexo masculino, nascido em 10/07/2002, atualmente com 16 anos,
cursando o 7º ano do Ensino Fundamental na escola CETI Professora Bernadete Silva, reside em
Teresina-PI com os pais, um irmão de 03 anos e os avós paternos. A mãe é do lar, possui apenas Ensino
Fundamental, e o pai tem o Ensino Médio completo e trabalha como serviços gerais. A mãe relatou que
a gravidez foi desejada, mas teve algumas intercorrências como uma infecção urinária, pressão alta e
uma pré-eclâmpsia. O nascimento ocorreu através de parto normal aos 09 meses, e amamentou até os
06 meses. A família mora em residência própria em um bairro localizado em área de risco e com
elevados índices de violência e vulnerabilidade social. O relacionamento familiar atual é tranquilo. O
aluno é carinhoso, atencioso com todos da família.
O diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) foi confirmado em 2017, embora o aluno tenha
acompanhamento de neurologista e psicólogo desde criança. Além de DI, apresenta problemas visuais,
passando a fazer uso dos óculos a partir deste ano de 2019 para correção do problema. Sempre
apresentou atraso de desenvolvimento na escola, a fala teve início mais tardia; a mãe relata que sempre
foi uma criança agitada, e permanece até hoje. O aluno sempre gostou de ir à escola, e relata que gosta
de estudar, embora tenha repetido de ano algumas vezes. Podemos perceber na distorção idade/série.
Em casa, ele não tem acompanhamento dos pais nas tarefas.
A escola que o aluno frequenta sempre matriculou alunos com necessidades educacionais
especiais (NEE), e desde 2009 conta com uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRM). Quanto as
adaptações arquitetônicas, a escola reformou os banheiros e foram construídas rampas de acesso na
entrada e no seu interior. Na classe de M. A. B. estudam 20 alunos, sendo apenas ele com NEE na turma.
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A escola mantém um calendário de reuniões com as famílias dos alunos com NEE, visando o
esclarecimento da condição de desenvolvimento e aprendizagem, mas a mãe do aluno não é tão
participativa na escola, alegando afazeres em casa. Não há investimento da escola em formação
continuada de seus docentes para capacitação do trabalho destes alunos. Os professores do 7º ano, turma
que o aluno estuda, não tem habilitação em Educação Especial. Eles relatam ter dificuldades no trabalho
e sentem falta de capacitações voltadas para esta área, embora em algumas situações tenha sido ofertado,
e eles não manifestaram interesse.
A atual professora da SRM está na escola desde 2012, e sempre teve uma atuação conjunta
com a equipe escolar e demais profissionais que atendem ao aluno, favorecendo o seu desenvolvimento
geral e acadêmico. Ela oferece apoio aos professores de sala regular para a realização das adequações
curriculares necessárias, bem como estratégias para avaliação dos alunos com NEE.
A leitura não é compreensível e mostra dificuldade também na compreensão dos textos lidos.
Escreve com muita força, sua letra é legível e está em processo de aquisição dos dígrafos e grafemas;
dificuldade na elaboração de textos próprios, erros ortográficos e uso de sinais de pontuação, assim
como dificuldade na estrutura gramatical.
Quanto aos aspectos emocionais, o aluno exibe simpatia e facilidade de socializar-se com toda
a comunidade escolar, embora apresente quadros de medo, ansiedade, nervosismo; quanto contrariado,
chora muito; tem baixo nível de atenção e concentração, e depende sempre de alguém para dar os
comandos. Tem déficit de linguagem e gosta de realizar trabalhos em grupo.
Nome do aluno: M. A. B.
Professor: XXXX
Março/Abril
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Período de execução:
Data: 24/04/2019.
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QUADRO DE EVOLUÇÃO
Nome: M. A. B.
Ano/Série: 7º ano do Ensino Fundamental
Professor (a) __XXXX_____________________
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DATA DESCRIÇÃO DA EVOLUÇÃO FREQUÊNCIA
▪ Maior tempo concentrado em uma atividade.
▪ Realiza atividades de pintura com mais precisão nas
30/04/2019 90%
limitações.
▪ Melhoria na escrita; escreve com menos força no papel.
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Identificação da aluna
Nome completo: A. A. S. L.
Data de nascimento: XXX
Naturalidade: XXX
Endereço: XXX
Telefone: XXX
Dados familiares
Nome do pai: XXX
Nome da mãe: XXX
Profissão, escolaridade e idade do pai:
Profissão, escolaridade e idade da mãe:
Número de irmãos:
Mora com: com os avós maternos.
Informação escolar
Nome da escola: XXX
Endereço: XXX
Telefone: XXX
Ano de escolaridade: 1º ano Técnico Informática
Idade em que entrou na escola: 03 anos
Motivo do encaminhamento: Baixo rendimento escolar, falta de socialização com os outros,
dificuldade para se expressar.
Nome da escola que faz o AEE: XXX
Avaliação geral
Âmbito familiar
O relacionamento do aluno com seus familiares é meio conflituoso. Ele sente carinho e respeito pela
avó, mas não se relaciona bem com o avô e duas tias que residem junto. Não gosta de falar sobre os
seus pais, principalmente sobre a mãe. Sente rancor por eles morarem longe. O avô e as tias não
acreditam que ele seja autista mesmo com o laudo médico, e uma das tias já pediu para mandarem
ele de volta para São Paulo, mas a avó se impôs e disse que ficará com ele. A avó sempre está disposta
a comparecer na escola quando solicitado e ao psicólogo nas datas marcadas. Em casa, os demais não
se interessam pelo aluno citado, ele se sente rejeitado, uma vez pelos pais e outra pelas tias e pelo
avô.
A avó relatou que o aluno passou a infância em creches. Começou ficando em berçários. Na escola,
ainda pequeno, começou a apresentar dificuldades na aprendizagem. Foi encaminhado ao
neurologista e diagnosticado com autismo leve a moderado. Ficou retido algumas vezes. A avó não
soube dar maiores informações, pois nessa época ele morava com os pais em São Paulo. Segundo a
avó, durante os nove meses de gestação e após o nascimento do aluno supracitado, seus pais viviam
em conflitos que resultou em separação em julho de 2015, época em que ele passou a morar com ela
(avó) em Teresina. Os pais continuaram em São Paulo.
Âmbito escolar
Avaliação do professor da sala comum
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A escola possui sala de AEE bem equipada com jogos educativos variados computadores, recursos
audiovisuais diversos, profissionais de AEE, com pós graduação em AEE, cursos de extensão, bem
como o curso de formação oferecido pela SEDUC sobre as Diretrizes Operacionais para Salas de
Recursos Multifuncionais
Avaliação do aluno
Condições de saúde geral do aluno
Apresenta boa saúde. Porém tem autoestima baixa e tendência a ficar deprimido.
Desenvolvimento do aluno
Função cognitiva:
• Possui boa percepção visual e baixa percepção auditiva;
• Atenção: mantém o foco apenas no que lhe interessa, dispersa-se com facilidade;
• Quando deseja muito algo, sabe se expressar e argumentar;
• Possui um bom desenvolvimento com jogos de internet e de tabuleiro, no entanto, não
compreende dados e conceitos matemáticos.
Função psicomotora
• Possui boa postura e locomoção e manipula bem os objetos;
• Compreende bem os conceitos de lateralidade e equilibra-se bem;
• Não há dificuldade com orientação espaço-temporal;
• Tem boa coordenação motora fina, desenha com facilidade, faz recorte, colagens e vários
tipos de pintura muito bem;
• Sua escrita é um pouco sinuosa.
Função Pessoal/Social
• É tranquilo, afetuoso com quem o trata bem;
• Às vezes apresenta isolamento, tristeza e choro. É um pouco carente de /atenção e guarda
rancor dos pais, principalmente da sua mãe;
• Mantém bom relacionamento com os professores e funcionários, porém mantém amizade
apenas com dois colegas na escola, procura manter-se sem problemas com os outros, evita
conflitos e discussões. Às vezes se isola e não aceita conselhos;
• Quando é provocado, pode ficar um pouco agressivo.
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Estudo de Caso
Professor: XXX
2 meses
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Período de execução:
Atividades
Estratégia
Objetivo (Indicador de Avaliação
Metodológica/Recursos
Planejamento)
▪ Desenvolver o ▪ Estimulação Conversa informal sobre as Na avaliação será
pensamento lógico cognitiva do atividades que serão trabalhadas observado o passo a
matemático, pensamento lógico no atendimento. passo das dificuldades
capacidade de matemático, e facilidades no
Apresentação de situação
imaginação, criação e capacidade de decorrer do processo
problema utilizando as operações
resolução de imaginação, criação da realização da
de adição e subtração.
problemas. e resolução de atividade na resolução
problemas. Utilização de material concreto de problemas
(ESTIMULAÇÃO para contagem, com o fito de que envolvendo as
COGNITIVA) a situação problema seja melhor operações de adição e
compreendida; subtração, com o
Uso da calculadora para registro de todas as
resolução da situação problema etapas.
envolvendo adição e subtração;
▪ Desenvolver Área Sócio- Uso de microfone sem fio como Nessas atividades serão
regras de condutas afetividade atividade para desenvolver a registrado as evoluções
individuais e grupais, • Desenvolvimento comunicação verbal; ou não da interação do
interação - social e de atividades Brincadeiras ‘’Passar a bola’’; aluno no decorrer das
comunicação. envolvendo interação BRINCANDO DE MÍMICAS atividades
social, esquema de acordo com a ordem do
corporal. cartão; Brincadeira do espelho
onde um aluno representa o
espelho e imitará os gestos que
outro aluno fará.
Data:_________/__________/__________
QUADRO DE EVOLUÇÃO
ALUNO: E.J.S.S.
PROFESSOR: XXX
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO