MARKETING
MARKETING
Museus e Técnicas
de Divulgação para
Entidades
Culturais
Autor
Amadeu Nogueira de Paula
Autor revisor
Raul Fonseca Silva
Videoaula - Apresentação
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Apresentação
Sejam bem-vindos ao curso de Marketing de Museus e Técnicas de divulgação para Entidades
Culturais! Apresentaremos um material interessante, um conteúdo que não está disponível com
frequência em estudos acadêmicos e profissionais no mercado brasileiro, especificamente na
ótica da gestão de museus e eventos culturais.
O Marketing, na leitura de Pondé (2017), pode tirar o indivíduo do grau zero das necessidades,
atribuindo novos significados a bens já repletos de significados que, consequentemente,
conferem significados à vida.
Na última parte, Unidade 4, a abordagem será voltada para a comunicação por meio do
planejamento dos contatos com públicos objetivados. A parte final estabelece uma relação entre
a estrutura do mix de comunicação por meio da atração, retenção e fidelização de públicos
estratégicos.
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1 Compreendendo o Marketing
O Marketing de museus e exposições representa uma oportunidade de impactar potenciais
visitantes por meio da gestão de locais que transmitem e reproduzem interações e conexões
entre indivíduos, grupos e subgrupos. Tendo bases sociológicas e antropológicas, é responsável
por transmitir conhecimento e promover a educação por meio da cultura, seja ela do passado ou
atual.
Existem as mais variadas formas de definir o Marketing. Cada autor usará uma delas,
dependendo do ponto de vista a ser considerado, mas quase todas as definições convergem para
criação, planejamento, comunicação e execução da oportunidade de venda de produtos ou
serviços, ou valor ligado à compra de uma atividade. Considerando que, “[...] o objetivo do
Marketing é tornar a venda supérflua, é conhecer muito bem o cliente, que o produto ou serviço
se vende por si próprio [...]” (DRUCKER, 2013), temos, aqui, um dos motes principais do
Marketing, ou seja, a identificação do que o cliente realmente necessita ou deseja para atendê-lo
de forma eficiente e completa.
Para alcançar os objetivos do Marketing, no entanto, é necessário descobrir quais são os desejos
do público consumidor, seu ambiente e suas oportunidades de compra. Pesquisar, conhecer e
determinar as capacidades do produto, incluindo as capacidades da empresa, é parte
significativa de uma administração de Marketing eficiente.
O Marketing não deve ser considerado um bloco fechado em si, isto é, uma área exclusiva dentro
da empresa, como um departamento, nem uma atividade isolada para projetar e executar ações.
Deve ser compreendido, na verdade, como um conjunto de instituições e empresas externas,
institutos de pesquisa, agências de promoção ou comunicação e consultorias das mais diversas,
dependendo do tipo de atividade desenvolvida. Para a sua execução, muitas vezes é necessário,
também, o envolvimento de equipes internas da empresa, bem como de outros departamentos
que podem participar da ação desejada.
Há, ainda, outro ponto importante quando se fala de conceituar o que o Marketing é, de fato, para
a empresa. Tradicionalmente, o Marketing era baseado em transações de vendas, ou seja, o
fabricante produzia um determinado produto, comunicava sua existência, suas características,
vantagens e benefícios e o disponibilizava para o mercado comprador. Essa era a base do
mercado de massa: vender sempre o máximo possível, com a preocupação primordial de
economizar e lucrar em larga escala. Uma venda, no entanto, não garantia outra, isto é, cada
transação ocorria por si só, uma transação de sucesso de venda, sem que houvesse
preocupação em repô-la, o que seria natural em um contexto de fidelidade de marca.
O processo mudou e, hoje, a empresa precisa manter seus clientes cativos agindo de forma
sustentável, conhecendo toda a cadeia produtiva e, principalmente, garantindo que cada cliente
tenha ficado satisfeito com o que recebeu. Caso o produto não tenha agradado ao consumidor, é
preciso mudar, inovar.
A Comunicação virou via de mão dupla e o consumidor passou a ser visto pelo Marketing não
apenas como um ator momentâneo, mas como um cliente fiel, cujas necessidades devem ser
atualizadas, pois, quanto mais longa essa fidelidade, melhor para a garantia de vendas. Isso se
obtém por meio do chamado Marketing de relacionamento.
A empresa, quando se relaciona com seu cliente, está em constante contato com ele e, junto a
isso, uma série de “pequenos” valores simples, mas que mantêm o cliente, devem ser
respeitados, como ética, verdade, sinceridade e vontade.
Com a preocupação de garantir a recompra, toda uma série de novos métodos e ferramentas
surgiu, sintetizadas no mundo do Customer Relationship Management (CRM). Hoje, o
relacionamento é vital para o negócio de vendas, pois é fundamental cativar o consumidor.
Figura 1 – Operação de venda.
Fonte: Mediamodifier/[Link]
Já na estratégia, deve-se estipular qual vai ser a demanda esperada, pois é esse mix de
Marketing que irá determinar o que será sucesso. Como a estratégia está voltada para essa
construção de produto-mercado-demanda, ela está, nitidamente, focada no longo prazo, ou seja,
considerando o que poderá acontecer por anos em termos de vendas. A estratégia planeja a
busca eficaz e efetividade para a sobrevivência do produto ou serviço, preocupando-se com os
fins, ou seja, com o que vai acontecer com o produto a longo prazo.
Fonte: geralt/[Link]
Se uma estratégia não deve ser revertida, uma ação operacional oferece essa possibilidade.
Imagine uma situação na qual a estratégia estipulada foi de comunicação. O operacional optou
por fazer propaganda em determinado meio, mas os resultados não foram satisfatórios. Nesse
caso, o operacional poderá avaliar a possibilidade de se fazer a comunicação em outro formato.
As questões básicas do Marketing estratégico são “o quê?” e “como?”, de modo que Marketing
estratégico é pensamento. Já o Marketing operacional tem uma preocupação imediata de atingir
um objetivo específico de participação no mercado.
Videoaula - Processos e Mix de Marketing
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O Marketing, portanto, deve entregar, por meio de “processos amplos”, bens ou serviços que vão
além da simples troca, de maneira que toda a cadeia se beneficie com a entrega. Clientes e
consumidores devem ficar satisfeitos, ter suas necessidades atendidas, ocasionando que
parceiros atinjam suas expectativas de negócios, pois um fornecedor terá maior perenidade
quanto mais o consumidor estiver satisfeito. Além disso, um intermediário terá seu negócio
garantido por meio de um produto girando. Em suma, os “processos” representam caminhos de
ação para o Marketing e meios para se chegar à compra final.
Figura 3 – Interação digital.
Fonte: Urupong/[Link]
É importante lembrar que produtos podem ser fabricados aos milhares, mas as compras só
podem ser realizadas uma a uma. Portanto, processos e conceitos exigem a materialização de
elementos de Marketing. Diante dessa necessidade, é importante pensar nas ferramentas de
análise do Marketing que envolvem os 4 Ps do Marketing: produto, preço, promoção (ou
comunicação) e praça (ou distribuição).
Criação (produto): é concretizar uma ideia de produto, um dos Ps, mesmo que de forma intangível. A
partir da identificação de uma necessidade do consumidor, deve-se criar ou produzir algo, inovar,
vender um produto que atenda a essa necessidade. Esse produto pode ser um objeto com
características específicas, diferenciadas e únicas em relação à concorrência, e objetiva satisfazer a
um desejo do consumidor.
Comunicação (promoção): envolve a comunicação em todos os sentidos. De nada adianta ter um
produto que satisfaça às necessidades do consumidor sem que ele saiba dessas vantagens. É um
termo genérico de contato com o consumidor, porque é formado por atividades de propaganda,
relações-públicas e estratégias de difusão do produto no ponto de venda. A propaganda contata
informando; as relações-públicas, por meio de ações institucionais, buscam influenciar as opiniões e
crenças dos consumidores, acionistas, fornecedores e empregados; e o chamado “trade Marketing”,
por meio da seleção de canais de vendas, torna o produto e suas características visíveis nos seus
formatos verdadeiros, orgânicos (ao vivo).
Entrega (praça): refere-se à distribuição. É uma etapa que exige um planejamento detalhado das
vendas do produto, porque define as atividades para alocar o produto em determinado ponto,
englobando tanto a localização física quanto os caminhos da transação de compra e venda, em um
processo de acompanhamento até o destino final. Esse processo incorpora, também, a logística de
estoque e de transporte da mercadoria e a gestão da remuneração da operação.
Troca (preço): o preço representa a determinação do valor cobrado pelo produto ou serviço com base
na relação custo/benefício para o consumidor final. A troca só vai acontecer quando houver
equivalência entre o que se entrega e o que se espera. É, definitivamente, quando o valor aflora e a
decisão de compra acontece. A troca é a venda final, quando se estabelece a ligação entre o produtor
e o consumidor.
Figura 4 – Consumo.
Fonte: Alexas_Fotos/[Link]
Quando se fala em um custo que pode ser benéfico, efetivamente, é um custo diferente de preço.
Preço é um componente de aquisição ou o montante a pagar; já o custo representa o tempo para
achar, analisar e escolher um determinado produto, componentes da equação psicológica da
oportunidade de escolha.
Se o consumidor, para obter um determinado produto, bem ou serviço percebe um custo menor
que os benefícios oferecidos, significa que o valor desses itens foi percebido pelo comprador, o
que, para o Marketing, representa a entrega da utilidade ou do valor em si.
Para empresas centradas no cliente, a satisfação de clientes é ao mesmo tempo uma meta e
uma ferramenta de Marketing. Empresas que alcançam altos índices de satisfação de clientes
fazem questão que seu mercado-alvo saiba disso (KOTLER, 2003, p. 59).
O desejo de compra passa por outras expectativas do consumidor além das necessidades,
podendo advir, também, de informações comunicadas pela marca para favorecer um diferencial
de imagem e se destacar diante da concorrência.
Figura 5 – Desejo.
Fonte: urbazon/[Link]
É o momento do julgamento do valor final, no qual o futuro consumidor está com o poder de
compra nas mãos e busca satisfazer a uma necessidade/desejo, ao avaliar a qualidade dos
benefícios na escolha do produto e a validade do conjunto de atributos, considerando preço,
qualidade, opções de tamanhos, cores etc. Essa avaliação passa por processos subjetivos e
experiências vividas na fase de desejos. Pode ser ainda que um conjunto de marcas ofereça
condições semelhantes, exigindo uma avaliação mais detalhada para que o consumidor faça a
escolha conveniente.
A decisão final de comprar pode ser feita de forma planejada ou por impulso, variando em
relação ao nível de envolvimento preferido pelo consumidor. Nesse sentido, é importante
conhecer o perfil do público, objetivando e tendo em mente a chamada “persona”, que consiste,
basicamente, no conhecimento de hábitos e assuntos de interesse, identificados em pesquisas
para conhecimento de desejos de posse, nível cultural, crenças e causas para aplicação de
mecanismos de convencimento personalizado. A decisão de compra de produtos, em alguns
casos, é reflexo da necessidade de ascensão social, antecipando as tendências sociais.
Além disso, para Bauman (2008), no chamado “mundo líquido”, tudo pode acontecer de forma
rápida para os indivíduos, que também podem perder o valor com rapidez: a lentidão das
decisões indica a morte social do indivíduo. Caso ele não tenha a antecipação da compra de um
novo celular, por exemplo, socialmente o seu papel pode não ser o de inovador. Ao mesmo tempo,
no mundo líquido, com o surgimento de um novo modelo de celular, imediatamente o anterior
torna-se obsoleto pela simples razão de ter sido fabricado um novo modelo. Esse é o mundo
líquido que estabelece parâmetros de argumentação para a Comunicação e para o próprio
Marketing.
Por isso, essa fase é, também, considerada importante para a divulgação das qualidades da
marca, caso a experiência seja plenamente satisfeita. Essa satisfação é uma boa oportunidade
para o fabricante ampliar a comunicação e o testemunhal de qualidade. Ignorar essa fase do
consumo pode ser ignorar a oportunidade de um relacionamento duradouro com o público.
Nesta fase, é importante conhecer algumas teorias de necessidades. Um dos primeiros teóricos
que alocou essas etapas foi o psicólogo americano Abraham H. Maslow (1908 –1970), na
década de 1950, para determinar em uma escala o conjunto de condições necessárias para que
um indivíduo tenha a satisfação de determinadas necessidades, sejam pessoais ou profissionais.
Para ele, a perspectiva de satisfazer a essas necessidades é motivadora para os indivíduos.
Fonte: metamorworks/[Link]
Os sites e redes sociais ou ainda a internet como um todo tornaram-se os principais meios de
informação para a compra de bens e serviços, em razão da facilidade de pesquisa e
multiplicidade de opções. Qualquer planejamento de Marketing deve se atentar para as
possibilidades geradas pela comunicação via internet, tanto em termos de pesquisa de opinião
quanto de mercado.
O Marketing precisa conhecer com clareza as motivações do consumidor, uma vez que uma
comunicação que gere bons insights no cliente pode incentivar vendas. É preciso conhecer,
principalmente:
A pirâmide de Maslow não é a mesma para todas as culturas, mas é interessante porque
demonstra a hierarquia das necessidades, descrevendo desde as fisiológicas, na base da
pirâmide, até as mais elaboradas, próximas ao topo. As necessidades básicas garantem a
sobrevivência, como fome, sede e abrigo. As necessidades de segurança envolvem o emprego,
que garante renda, família e propriedade. As de relacionamento envolvem contextos de
pertencimento a grupos, como clubes, igrejas etc., que identificam o indivíduo diante de seus
pares. Por fim, as necessidades de estima asseguram reconhecimento com respeito, e as de
realização pessoal identificam valores e independência.
Figura 7 – Pirâmide de Maslow.
Fonte: [Link]
[[Link]
essidades_de_Maslow.svg]
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Segundo a American Marketing Association (2007), marca é um "[...] nome, termo, sinal, símbolo
ou design, ou a combinação desses elementos, destinado a identificar os produtos ou serviços
de um fornecedor (ou grupo de fornecedores) para diferenciá-los dos outros concorrentes”. É
uma definição que deriva do conceito de logotipo e de características visuais, sendo demasiado
restritiva, uma vez que não considera os componentes intangíveis e as percepções dos
consumidores, aspectos essenciais no conceito de marca e incontornáveis no domínio das
instituições culturais.
Segundo De Chernatony e Riley (1998), a partir da análise de várias definições, “marca” poderia
ser definida como:
serviços acrescentando valores as qualificações das marcas, facilitando o processo pelo qual os
Nessa perspectiva, Kotler e Keller (2006, p. 269) afirmam que uma marca é “[...] um produto ou
serviço que agrega dimensões que, de alguma forma, a diferencia de outros produtos ou serviços
desenvolvidos para satisfazer a mesma necessidade”. As diferenças podem ser:
[...] funcionais, racionais ou tangíveis, ou seja, podem ser relativas ao desempenho do produto [o
nome, o logotipo, os slogans], ou ser, ainda, simbólicas, emocionais ou intangíveis, ligadas a tudo o
O Marketing, portanto, deve promover bens e marcas que vão além da simples troca. Toda a
cadeia deve se sentir beneficiada por estar ligada à marca. Clientes e consumidores devem ter
suas necessidades atendidas, e parceiros e intermediários devem conviver, girando o produto em
razão da imagem divulgada em todas as situações vivenciadas de contato sustentável.
Embora seja uma discussão ampla, é importante lembrar que a imagem de uma marca envolve
“sociedade”, isto é, gente, comunidades, grupos e o meio ambiente. Entra, aqui, a
responsabilidade social empresarial, que começa com o produto e termina com uma imagem
(sustentabilidade) ligada a temas voltados ao meio ambiente, que é natural e social.
Sustentabilidade é um conceito amplo. Uma empresa realmente sustentável é aquela que tem
compromisso com três grandes fatores conhecidos como triple botton line, que envolvem as
esferas econômica, ambiental e social. Uma empresa de sucesso deve dar lucro nas três esferas
para ser considerada sustentável. É interessante apontar que o lucro não deve ser o objetivo
maior da empresa, e, sim, satisfazer às necessidades dos seus clientes, com lucratividade.
Na esfera ambiental, quando a empresa retira algo da Natureza, deve recolocá-lo, de preferência
promovendo a melhoria do meio ambiente. O Marketing atua nessa responsabilidade social e
ambiental para manter padrões de governança e sustentabilidade na qualidade do produto, o que
gera, consequentemente, uma imagem positiva da marca.
Figura 8 – Sustentabilidade.
Fonte: Cecilie_Arcurs/[Link]
O lucro não deve ser o objetivo maior da empresa e, sim, satisfazer às necessidades dos seus
clientes com lucratividade. A partir desse pressuposto, os três fatores conhecidos como triple
botton line, que envolvem as esferas econômica, ambiental e social, devem ser lucrativos para
que a empresa seja sustentável.
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Exercícios de fixação
A Comunicação virou via de mão dupla e o consumidor passou a ser visto pelo Marketing não
apenas como um ator momentâneo, mas como um cliente fiel, cujas necessidades devem ser
atualizadas, pois, quanto mais longa essa fidelidade, melhor para a garantia de vendas. Assinale
a alternativa correta:
Com a preocupação de garantir a recompra, toda uma série de novos métodos e ferramentas
surgiu, mas o CRM (Customer Relationship Management) é, hoje, a única forma de manter o
relacionamento.
A empresa, quando se relaciona com seu cliente, deve estar em constante contato com ele.
Junto a isso, uma série de “pequenos” valores devem ser respeitados, como a ética, verdade,
sinceridade e vontade, coisas simples que mantém o cliente.
Verdadeiro Falso
A análise SWOT deve considerar apenas os pontos fortes da categoria de produto a ser
analisada.
Verdadeiro Falso
Verdadeiro Falso
Nos chamados bens duráveis, cuja seleção por parte do comprador pode ser mais criteriosa, o
Marketing não requer processos elaborados.
Verdadeiro Falso
Recapitulando
“Marketing é a atividade, um conjunto de instituições e processos, para criação, comunicação,
entrega e troca de ofertas que tenham valor para clientes, consumidores, parceiros e sociedade
em geral.” (AMA, 2013).
Uma vez definidos a missão e os valores de uma organização, assim como em que ponto se
encontram, o Plano de Marketing descreve claramente onde se poderá chegar, e como, diante de
todas as análises de viabilidade. O Planejamento abrange os objetivos e justificativas de todo o
contexto do Marketing, além do público-alvo almejado, envolvendo as ações especificadas nas
estratégias e táticas de vendas de produto, preço, distribuição nos pontos de venda e promoção.
A base para as justificativas dessas interpretações (estratégicas e táticas) relacionam-se a
oportunidades de resultados e informações de pesquisa vinculadas à sustentabilidade do
projeto.
Na estrutura mais detalhada de formatação, o Plano de Marketing descreve como serão feitos a
implantação e o controle das ações sugeridas diante de um cronograma de atividades que darão
oportunidade de lucro. A defesa de um planejamento de Marketing pode contar com uma análise
financeira diante dos investimentos sugeridos, envolvendo previsão de vendas e estimativas de
custos nas fases de implementação das ações. Deve, também, considerar se, porventura, alguma
estratégia não foi atingida (riscos), quais as possíveis consequências e, principalmente, qual o
caminho para reverter a situação.
Quando se estipula uma estratégia, levam-se em conta o mercado, o ambiente e a empresa. Se,
porventura, algum objetivo de curto prazo não for atingido, há forte tendência de se mudar a
estratégia. As estimativas de custos envolvem desde o desenvolvimento do produto e canais de
distribuição até o treinamento das equipes de vendas e propaganda para comunicar o produto.
O processo de decisão de compra deve considerar, nos seus detalhes, o envolvimento com o
consumidor, ser sistemático e ter em conta as etapas pelas quais o consumidor passa antes da
compra, até considerar a oportunidade de adquirir um produto ou serviço.
Videoaula - Elementos do Marketing cultural
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2 Conceitos e noções
Conceitos centrais do Marketing cultural e noções de Marketing
2.1 social
descobridores, chatos, emocionantes, arcaicos, futuristas. O mágico é que qualquer um deles possa
ser tudo isso simultaneamente... O que é um museu e o que não é? (BONNIFACE; FOWLER, 1993)
Estabelecer vínculos entre a marca e a cultura é um diferencial para uma empresa em relação
aos seus concorrentes, demonstrando que se preocupar com o bem-estar da sociedade está
entre seus principais objetivos.
Cultura é um conceito muito diverso porque representa uma sociedade e sua tentativa de
organizar sua vida social com seu conjunto de tradições, crenças e costumes de determinada
época. São criados parâmetros de relacionamento entre os indivíduos e grupos, definindo os
valores das suas ações sociais. A cultura pode ser representada por comportamentos humanos
e a vivência social. Os elementos culturais variam em cada sociedade, pois, afinal, cada uma
delas possui sua própria cultura.
Fonte: geralt/[Link]
Cultura erudita: é a cultura formatada para classes sociais mais altas, como a acadêmica, econômica,
social ou intelectual. Por exemplo, a música clássica, a escultura, a ópera.
Fonte: 4997826/[Link].
Cultura popular: é a cultura do povo com manifestações nascidas da interpretação de fatos sociais.
Por exemplo, o grafite, o cordel, o samba.
Figura 11 – Carnaval.
Fonte: MonicaVolpin/[Link].
Fonte: Free-Photos/[Link].
A diversidade cultural é uma norma da sociedade global, havendo uma variedade de padrões de
comportamento, línguas e culinária, por exemplo, inerente a diferentes localizações geográficas.
O Marketing Cultural é uma alternativa para empresas e instituições que objetivam se apresentar
com seus produtos positivamente para a sociedade e obter benefícios para suas imagens
institucionais. Muito antes de surgir o termo “Marketing Cultural”, porém, as sociedades já
registravam iniciativas para incentivar as artes, denominadas “mecenatos”. Atualmente,
chamamos essa ação de patrocínios e copatrocínios (quando há dois ou mais patrocinadores de
uma ação cultural, comprando cotas para dividir o investimento), viabilizando a realização de
projetos.
Quando uma anunciante investe em projetos culturais, seu objetivo é de venda de produto,
mesmo que seja nem um formato de contato com o consumidor aparentemente institucional. As
principais metas de um patrocínio são:
Imagem institucional.
Valor à marca.
Identidade do papel social da empresa.
Benefícios fiscais.
Retorno de espaço em meios de comunicação.
Aproximação do público-alvo.
Fonte: mohamed_hassan/[Link].
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A instituição cultural representa a oportunidade que fisicamente é expressa por meio de museus,
escolas e bibliotecas. Algumas empresas possuem suas próprias instituições com objetivos de
divulgação da cultura. Os anunciantes buscam concretizar a sua imagem institucional atrelando
o patrocínio dessas instituições ou o patrocínio das atividades dessas instituições, visando a um
contato mais sinergético entre o valor da instituição e o valor do anunciante que está
patrocinando a instituição.
O mercado cultural extrapola sua área de influência imediata: ele estabelece interfaces com o
Turismo Cultural, Gastronomia, Educação, Área Social, Ciência e Tecnologia, Urbanismo,
Educação, Lazer, Saúde, Comunicação, Artesanato e em muitas outras áreas importantes para a
sociedade. Com a utilização de leis de incentivo federais, estaduais e municipais, as empresas
podem investir em ações culturais que, afinal, compõem uma parcela importante do PIB (Produto
Interno Bruto) nacional. Naturalmente, as instituições e os produtores culturais estão motivados
por essas leis de incentivo a propor projetos para as empresas e, uma vez aprovados, há uma
série de conexões que produzem empregos e renda para milhares de pessoas.
Figura 14 – Comunicação.
Fonte: nucleoset/[Link].
Como lugar de encontro entre as diversas atividades culturais, o museu assume uma função
global e, simultaneamente, local, sendo um ambiente de trabalho, produção e investigação. Um
centro em que todos esses elementos interagem sinergicamente e onde surge a possibilidade de
novas institucionalidades, espaços e oportunidades.
As próprias instituições culturais contam com a visão estratégica do Marketing para sobreviver
em um mercado cada vez mais complexo e desafiante. Um museu ou galeria pode ter entre seus
objetivos de Marketing aumentar a receita, a fidelização de públicos, a ampliação da quantidade
de visitantes, a popularização na mídia ou o fazer que a localização alcance maior destaque. Na
definição da estratégia empresarial e, consequentemente, de Marketing, uma instituição cultural
considera:
Missão.
Liderança que a motive a cumprir sua missão.
Transmissão para a equipe dos valores da instituição para a comunidade.
Administrar recursos humanos e financeiros.
Um bom planejamento estratégico não deve reduzir etapas em seu ritual de execução, que
compreende:
Análise de situação.
Determinação de oportunidades de mercado.
Definição das metas de Marketing.
Desenvolvimento e implementação de estratégias e programas.
Monitoramento e avaliação.
A segmentação adequada do público objetivado permite a criação de um posicionamento de
acordo com os pontos observados no contexto de valores avaliados na análise dos resultados.
Esse posicionamento abrange a apresentação de benefícios diferenciados frente à concorrência
e o envolvimento com o público-alvo, de acordo com as forças e fraquezas detectados na
avaliação contextualizada da SWOT.
Ação centrada em um tema diferenciado: por exemplo, um museu ou galeria que exibe Picasso em
sua fase cubista).
Atividade segmentada: dedica-se a um segmento específico do público, por exemplo, a comunidade
LGBT.
Experimental: destaca os seus benefícios para o consumidor, como a experiência única do ambiente.
Promocional de preços: se concentra em preços reduzidos para públicos, dias com menor demanda
ou que destaca a reputação do espaço.
Conceito: número um, mais moderna, mais divertida, melhor.
Nos últimos cinquenta anos, houve uma enorme readequação dos museus em relação às suas
funções, práticas e eventos sociais e políticos em todo o mundo. Em geral, os museus são
considerados espaços que promovem a cultura, por meio do apoio estatal ou de organizações
privadas. As modificações econômicas, tecnológicas e culturais resultaram na necessidade de
obter recursos por meio de estratégias de Marketing.
Fonte: Pexels/[Link].
Para incrementar a demanda por parte da população, os museus utilizam o Marketing em suas
gestões, que representa uma maneira de sobreviver à redução de visitantes, das verbas
direcionadas para a cultura pelas administrações públicas e à multiplicação de outras formas de
lazer. É importante que a abordagem seja estratégica, propondo um tempo mais estendido e um
planejamento coordenado de princípios e ferramentas.
Os benefícios em museus foram destacados por diversos autores. Entre eles, François Colbert
(2009), que registrou a importância para os profissionais de Marketing dos museus sobre da
gestão com posicionamento de marca visando às necessidades dos clientes visitantes e
tornando o museu um bem de consumo. Kotler (2008) reafirmou esse conceito sugerindo que o
diferencial pode estabelecer envolvimento por meio de lojas, cafeterias, restaurantes ou aluguel
de espaços internos.
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No Brasil, o Marketing cultural surgiu nos anos 1990 e vem obtendo bons resultados, já que é
uma solução relativamente econômica para as empresas no que diz respeito à diferenciação de
suas marcas. Machado Neto (2005) define quatro modalidades de Marketing cultural:
a. Marketing Cultural de Fim: quando a organização busca viabilizar financeiramente projetos culturais com
a intenção de promoção ou difusão da cultura, estabelecendo uma forma de comercialização através de
venda de ingressos ou captação de recursos de patrocínio. Exemplos: HSBC Arena, Citibank Hall.
b. Marketing Cultural de Meio: a empresa patrocinadora não objetiva a promoção ou difusão cultural, e sim a
atividade comercial ou a prestação de serviços. Essa modalidade se dá quando a empresa, como estratégia
de marketing, decide adotar a atividade de marketing cultural como meio de promoção e posicionamento
institucional, viabilizando iniciativas artístico- culturais. Exemplo: Festival de Teatro de Curitiba
patrocinado pelo Banco Itaú.
c. Marketing Cultural Mista: aliam as modalidades de marketing cultural de fim com marketing cultural de
meio, é o caso, por exemplo, de produções patrocinadas por empresas (como marketing cultural de meio)
que tem lugar em centros culturais (que praticam marketing cultural de fim), resultando numa parceria
que constitui o marketing cultural misto. Exemplos: Ford do Brasil trouxe ao Brasil uma exposição de
Andy Warhol e a montou no Centro Cultural Banco do Brasil. Provavelmente, essa seja no momento a
forma de fazer marketing cultural que vive a maior expansão entre as demais modalidades.
d. Marketing Cultural de Agente: tem origem no empreendedor de cultura e no risco dos projetos/eventos;
são produtores que combinam os diversos elementos que compõe o composto de marketing cultural:
manifestação artística, local mais apropriado, custo adequado ao público, patrocínio e divulgação, com
riscos próprios do produtor, mesmo que em momento posterior busque parcerias para minimizar esse
risco.
Um plano estratégico de Marketing para qualquer instituição cultural envolve conhecer cenários
e todas as suas variáveis, cobrindo qualquer chance de satisfazer necessidades e os objetivos
das empresas patrocinadoras.
Figura 16 – Gestão.
Com estratégia definida, as empresas alcançam a efetivação dos esforços sociais e contribuem
com a comunidade à qual os projetos se destinam. Mas é preciso identificar quais empresas
realmente utilizam o Marketing social para efetivamente gerar um ganho real para a sociedade,
seu engajamento, ou se apenas usam uma “fachada” para se aproveitar de uma imagem positiva.
O compromisso deve ser de mão dupla, sério e legítimo.
São diversas as estratégias que podem ser adotadas para a construção da imagem do
patrocinador. As vantagens vão desde o alinhamento do público objetivado pelo projeto até a
transparência divulgada pelos contatos de divulgação da causa adotada.
As empresas estão cada vez mais interessadas em promover e participar de ações que atuem
positivamente sobre a vida das pessoas, buscando aproximação da sua imagem com uma
participação efetiva em demandas sociais. A elaboração de um plano de Marketing social torna
necessário, portanto, para estabelecer propósitos, entender seus elementos e processos em sua
plenitude, tais como:
Atividade reflexiva
Colocando-se como profissional, como gestor de um museu, de que forma você poderia
contribuir para que esses intercâmbios se tornassem mais frequentes, sem interferir
nos objetos de valor significativo para os povos a serem representados?
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2.4 Branding e imagem da instituição cultural
As coleções dos museus não são o único fator que os diferencia das demais instituições
culturais. Suas identidades abrangem variáveis complexas, como a programação, os serviços
disponibilizados, os edifícios em que se situam etc. Essas características podem contribuir,
efetivamente, para a construção da marca, associando-se ao diferencial de conteúdo, uma vez
que os museus, como os produtos de consumo, necessitam de uma marca diferenciada de seus
concorrentes.
Conforme já visto na definição da AMA (2007), a marca possui sinais que a identificam e
traduzem um significado para o consumidor de acordo com as suas necessidades. No entanto,
outras definições ocorrem em relação à marca, como as seguintes, que possuem pontos em
comum:
Segundo De Chernatony e Riley (1998), a marca pode ser definida como “[...] um conceito complexo e
multidimensional, em que os gestores aumentam produtos e serviços com valores, facilitando o
processo pelo qual os consumidores confiam e reconhecem e apreciam esses valores”.
Kotler e Keller (2006, p. 269) afirmam que uma marca é “[...] um produto ou serviço que agrega
dimensões que, de alguma forma, o diferenciam de outros produtos ou serviços desenvolvidos para
satisfazer a mesma necessidade”.
Diferenciações que podem ser:
[...] funcionais, racionais ou tangíveis, ou seja, podem ser relativas ao desempenho do produto [o
nome, o logotipo, os slogans] ou, ainda, simbólicas, emocionais ou intangíveis, ligadas a tudo o que a
Fonte: jacquesvandinteren/[Link].
Fonte: javierAlamo/[Link]
No âmbito dos museus, a gestão da marca assume um papel fundamental, contribuindo para o
que alguns autores designam como “brand equity” ou “ativo da marca”, ligada à sua notoriedade,
reputação e qualidade, um fator essencial para atrair, entre outros, mecenas e patrocinadores,
cada vez mais importantes para as organizações sem fins lucrativos.
Análise de situação.
Determinação de oportunidades de mercado.
Definição de metas de Marketing.
Desenvolvimento e implementação de estratégias e programas.
Monitoramento e avaliação.
A fase de análise da situação abrange a utilização de pesquisa de mercado, pela qual é possível
obter dados sobre o perfil demográfico e psicográfico dos visitantes, além das características
que motivam as decisões por uma ou mais visitas, as exposições mais populares, e outras
informações pertinentes.
Figura 20 – Pesquisa.
Conhecer os diversos públicos é fundamental para a eficácia da comunicação, bem como para
que sejam desenvolvidos programas adequados aos desejos de quem pode visitar um museu.
Nesse sentido, os museus mais profissionais em Marketing utilizam a pesquisa científica para
desenvolver ou alterar exposições. O conhecimento da verdadeira percepção do público em
relação aos museus é importante para a determinação de caminhos da comunicação.
As pesquisas de Marketing dos museus têm atenção especial aos dados obtidos dos visitantes
em relação aos seus padrões de gastos, para formar suas estruturas de preços. Outras
pesquisas de audiência para avaliar potencial de visitas, que têm relação com o cronograma de
exposições, podem propiciar ajustes referentes aos diversos mercados-alvo, exposições
temporárias e programações.
A prestação de serviços das equipes dos museus tem também necessidades de informações que
examinem as percepções recolhidas dos visitantes. É provável, que, nesse caso, haja uma
fragmentação dessa percepção em diferentes áreas dos serviços, como a simpatia dos
funcionários, sua disponibilidade e conhecimentos. Ao ser examinado o desempenho de uma
equipe, pode-se conhecer o que deve ser melhorado para que a experiência geral dos visitantes
seja mais aprazível.
Todos os museus coletam números de visitas com o objetivo de chegar à real dimensão do
mercado. Os critérios aplicados são semelhantes aos utilizados para a segmentação de mercado
do Marketing, sendo mais comum a combinação de segmentação demográfica e geográfica.
Para gerar uma segmentação alternativa, outras abordagens compreendem a participação dos
visitantes no lazer ou a autodescrição deles sobre seus desejos de conhecimento. O desafio de
conquistar uma maior audiência não é, geralmente, explicitado como um objetivo da pesquisa.
É preciso destacar as alterações produzidas pela internet no papel de curadoria, que foi
visivelmente alterado. Há uma democratização do cargo, o que resulta no equilíbrio entre o
conhecimento especializado e a opinião da comunidade. Todos podem ser potenciais curadores;
está nas mãos das instituições museológicas a forma como a curadoria utiliza as opiniões dos
visitantes e viabiliza ações de envolvimento. Para saber mais, acesse:
[Link] [[Link]
portugal/museus-virtuais-e-cibermuseus-a-internet-e-os-museus]
Videoaula - Segmentação de Públicos
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Exercícios de fixação
Sobre o Cross cultural, assinale a alternativa correta:
Parcerias entre o “museu-sede” e uma cidade ou outra instituição são chamadas de Cross
cultural. O museu Guggenheim de Bilbao, por exemplo, com sua arquitetura arrojada,
contribuiu decisivamente para transformar um porto abandonado em uma atração turística
valorizada de forma global.
A empresa, quando se relaciona com seu cliente, apresentando objetos simples conhecidos
por todas as culturas, representa o Cross cultural.
Muito antes de surgir o termo “Marketing Cultural”, as sociedades já registravam iniciativas para
incentivar as artes, que eram denominadas “mecenatos”. Atualmente, chamamos essa ação de
patrocínios e copatrocínios.
Verdadeiro Falso
Verdadeiro Falso
Estabelecer vínculos entre a marca e a cultura cria diferenciação da empresa em relação aos seus
concorrentes.
A cultura pode ser definida como uma tentativa do ser humano de organizar sua vida social com suas
tradições, crenças e costumes.
Há três tipos básicos de cultura, no que diz respeito à estética e arte: a Cultura Erudita, A Cultura
Popular e a Cultura de Massa.
O patrocínio assume três formas básicas: o patrocínio institucional, o patrocínio promocional e o
patrocínio híbrido ou misto.
A instituição cultural é entendida como importante ou valorizada por uma sociedade, como museus,
escolas e bibliotecas.
Na definição da estratégia empresarial, uma instituição cultural considera: missão; liderança que a
motive a cumprir sua missão; transmissão para a equipe dos valores da instituição para a
comunidade; administrar recursos humanos e financeiros.
Os museus utilizam o Marketing em suas gestões porque ele representa uma maneira de sobreviver à
redução de visitantes, das verbas direcionadas para a cultura pelas administrações públicas e à
multiplicação de outras formas de lazer.
O Marketing Cultural é o conjunto de ações do Marketing tradicional de vendas envolvendo as
formatações culturais para a divulgação ou projeção de uma marca e/ou de um produto, associando
empresas a expressões e manifestações artísticas.
A estratégia do Marketing cultural para a viabilização de um projeto considera que há vários fatores
envolvidos para sua viabilização: definição governamental de políticas culturais; instituições
culturais que oferecem espaço físico e profissionais; intermediários culturais, como curadores;
produtores culturais; empresas patrocinadoras.
O Marketing social desenvolve inovações sociais com o objetivo de produzir alterações no
comportamento, atitudes e práticas individuais e coletivas. Com essa estratégia, as empresas
promovem esforços sociais e ambientais para contribuir com o seu meio e a sua comunidade.
A importância da marca tem relevância crescente, já que os consumidores avaliam a segurança que
oferecem para assegurar da melhor maneira um custo/benefício que leva em conta qualidade, preço
e tempo.
As coleções dos museus não são o único fator que os diferencia das demais instituições culturais.
Sua identidade abrange variáveis complexas, como a programação, os serviços disponibilizados, o
edifício em que se situa etc. Essas características podem contribuir, efetivamente, para a construção
da sua marca.
O Cross Marketing cultural foi reforçado pelo aparecimento da internet e pela proliferação de sites de
museus, propiciando o acesso a inúmeras informações sobre as instituições, que apresentam as
coleções que disponibilizam no contexto digital. O conceito de “público” deixou de ser regional,
tornando-se muito mais amplo.
O Processo de Planejamento Estratégico de Marketing, de acordo com Aageson (1999), refere-se a
cinco etapas: análise de situação; determinação de oportunidades de mercado; definição de metas de
Marketing; desenvolvimento e implementação de estratégias e programas; monitoramento e
avaliação.
Videoaula - Marketing estratégico
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3 Planejamento
Quando a estratégia é idêntica à dos concorrentes, não é uma estratégia eficiente. Kotler (2003)
define que, se a estratégia for diferente, mas facilmente imitável, será uma estratégia ruim. Se for
absolutamente diferente e difícil de copiar, será uma estratégia poderosa e sustentável.
A ideia de ambiente de Marketing foi mencionada por Kotler (1998) ao abordar o fato de que a
administração de Marketing analisa ambientes constituídos por forças que estão fora de seu
controle e que, por isso, podem afetar a administração das empresas no desenvolvimento de
transações de sucesso. Assim, é preciso estar preparado para adaptações constantes de forças
ou novos fatos desenvolvidos nesses ambientes.
Fonte: jirsak/[Link]
3.2.1 Microambiente
Forças e fatos ambientais podem ter origem nos clientes, fornecedores, distribuidores,
concorrentes e comunidades em que o negócio realiza operações, sendo esses os elementos
que, em um ambiente menor, podem ser controlados por gestores. A função da administração de
Marketing inclui o relacionamento com o público de interesse, criando satisfação em suas
transações. No entanto, existe uma dependência de atores próximos no microambiente da
empresa:
Clientes: a empresa constantemente estuda seus clientes de perto. Eles são a razão de ser dos
negócios e do Marketing, o núcleo do microambiente, e representam o público-alvo consumidor.
Possuem características de comportamento que podem mudar, acompanhando tendências de
desenvolvimento social no contexto de consumo.
Fornecedores: são um elo importante no sistema geral de entrega de valor da empresa ao consumidor
final. Eles abastecem os recursos necessários para a empresa produzir seus bens e serviços e podem
afetar seriamente as decisões estratégicas do Marketing. Alterações de custos ou dificuldades de
entregas podem afetar a comercialização ou o preço final para o consumidor. Fornecedores devem
ser confiáveis na qualidade e na entrega para não promover alterações não planejadas.
Distribuidores: os intermediários do Marketing, ajudam a empresa a promover, vender, comercializar
e distribuir seus bens aos compradores finais. Distribuidores podem concentrar estocagem de
produtos, ser responsáveis pelo transporte e entrega no ponto de venda com custos competitivos e
com qualidade almejada pelo Marketing. Alguns intermediários podem trabalhar como
revendedores, intermediários financeiros e agentes de crédito.
Concorrentes: Os profissionais de Marketing não devem apenas visar às necessidades dos
consumidores-alvo; devem também alcançar vantagens estratégicas, posicionando seus produtos em
relação aos de seus concorrentes na mente dos consumidores para gerar preferência. Nesse sentido,
a imagem desejada para o produto é de que seja diferenciado. Em função da ação da concorrência, o
Marketing promove adaptações e inovações. Em situações de grande competição, é necessário, além
de acompanhar as atividades dos concorrentes, antecipar movimentos de envolvimento do potencial
consumidor.
3.2.2 Macroambiente
Os diversos ambientes que compõem o planejamento de Marketing devem ser analisados com
extremos cuidado, já que um erro de análise da fonte verdadeira da informação pode levar a
empresa à redução da lucratividade e até mesmo ao prejuízo.
Videoaula - Ameaças e Oportunidades
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Como vimos anteriormente, a análise ambiental representa a fase inicial para o desenvolvimento
do Plano de Marketing. Tudo o que contorna uma empresa influi direta ou indiretamente nas
forças do ambiente de Marketing. O gestor deve procurar nos fatos externos as fontes de
informação para as oportunidades de sucesso no mercado. Frequentemente, as oportunidades
criativas de vendas são acompanhadas por ameaças da concorrência ou da própria economia.
Quando o monitoramento do ambiente externo, ou mesmo interno, percebe uma alteração, faz-se
necessária a “correção de rota”, que deve continuar favorável para o cumprimento da missão
original do planejamento de Marketing (LAS CASAS, 2008). Essas alterações de rota envolvem as
novas variáveis que surgem, adaptando influências percebidas e reformulando o caminho
inicialmente criado na estratégia ou na tática.
Mudanças de leis.
Saída de um concorrente do mercado.
Necessidades latentes dos consumidores.
Aumento da cobertura geográfica.
Incentivos fiscais.
Aumento demográfico.
Novas políticas econômicas.
Aumento do poder aquisitivo.
3.3.1 Ameaças
Todos esses fatores identificados como oportunidades, quando sofrem alterações, podem, ao
mesmo tempo, representar ameaças significativas às rotas táticas dos negócios.
No contexto de ameaças, é necessário considerar outras dimensões, como: reações que não
precisam ser rapidamente implantadas, podendo ser um sintoma passageiro; problema da
indústria como um todo ou da própria empresa; problema que tem uma solução interna ou não.
A ferramenta da matriz SWOT é uma das mais conhecidas na interpretação do ambiente interno e
externo empresarial. Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats (SWOT) ou Forças,
Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA), em português, são fatores que influenciam a
interpretação do funcionamento das organizações.
Algumas características que podem ser consideradas na identificação da matriz SWOT, tendo em
vista forças e fraquezas de uma organização, são:
F - Forças F - Fraquezas
O - Oportunidades A - Ameaças
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De todo o conjunto operacional de uma empresa, o Marketing é o setor que mais envolve a
atenção das pessoas, porque interliga o ambiente interno com o ambiente externo em termos de
comunicação, relacionamentos e vendas. Na sua essência, o Marketing é um processo humano e
social que facilita a troca de valores entre um consumidor e um vendedor, quando ambos
buscam a satisfação de suas necessidades, desejos e objetivos. Nesse contexto, é importante
analisar que, na troca de valores, além da moeda, estão incluídos também, de ambos os lados:
Atenção.
Dedicação.
Tempo.
Energia.
Benefícios.
Satisfação.
Fonte: laflor/[Link].
Com suas atividades educacionais, um museu oferece satisfação cultural para seus visitantes.
Uma ONG oferece, no contexto social, a gratidão aos seus patrocinadores.
Na produção interativa da cadeia de alimentação humana:
Um produtor agrícola oferece a produção de alimentos.
Um fabricante de máquinas agrícolas facilita a produção de alimentos.
Um fabricante de produtos alimentícios oferece nutrição adequada à vida.
Um supermercado oferece a facilidade de aquisição de produtos.
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A evolução da busca das empresas pela preferência dos consumidores pode ser dividida em
quatro fases: era da produção, de vendas, do próprio Marketing, focando o consumidor, e do
Marketing de relacionamento:
Era da produção (1.0): centrada no produto, compreendeu um período carente do mercado de vendas,
em que a oferta era menor do que a demanda. A produção era praticamente artesanal e em pequena
escala, não existindo recursos industriais para permitir a produção em larga escala. Os
consumidores necessitavam comprar produtos que não estavam disponíveis, sendo um período em
que a compra acontecia quando o produto estava disponível.
Era de vendas: quando a produção passou a ser feita em série, a oferta cresceu e superou a demanda,
provocando um aumento dos estoques e dando origem às técnicas de vendas. Nessa época, os
fabricantes começaram a montar departamentos de vendas, que também passaram a pesquisar a
satisfação dos consumidores para escalonar metas nos pontos de vendas.
Era do Marketing do consumidor (2.0): a chamada Era do Marketing teve início com a necessidade de
informação advinda das equipes de vendas, num processo mais estruturado para traçar
planejamentos táticos focados no ser humano. Nessa fase, observando a concorrência que também
aumentava a oferta, os planejamentos de Marketing começaram a traçar metas de fidelização de
consumidores para garantir a continuidade de vendas. As campanhas de comunicação começaram a
abordar com didática as funções dos produtos para assegurar a imagem de marca.
Era do Marketing de Valor (3.0): outra transformação interessante, conhecida como a terceira fase
das vendas centrada no ser humano, é denominada de Marketing 3.0 (Kotler et al., 2010). Representa a
aproximação do diálogo entre consumidor e empresas, no qual o Marketing não precisa focar suas
ações em funcionalidades dos produtos, mas nos valores do consumidor que estão envolvidos nas
transações de vendas. As campanhas de comunicação passam a conter apelos emocionais
associados ao perfil, hábitos e desejos dos clientes.
Fonte: ipopba/[Link]
Era do Marketing de Relacionamento (4.0): voltado para o conteúdo, e acompanhando a jornada do
cliente, este novo conceito estudado por Kotler, Kartajaya e Setiawan (2017) transfere a capacidade de
transações para o ambiente virtual. Esse novo posicionamento do Marketing representa a
interpretação detalhada do comportamento de clientes conectados em suas decisões de compras,
que passaram a ser associadas com a identidade das organizações empresariais fabricantes de
produtos ou prestadoras de serviços. No Marketing 4.0, cada consumidor passou a ser o foco de
atenção. É a chamada comunicação “one to one”, individual, na qual a imagem da marca deve
prevalecer com estabilidade, qualidade e segurança emocional na mente das pessoas, para
incentivar o consumo e proteger os negócios das empresas.
Enquanto as redes primitivas eram limitadas geograficamente, seja pelo espaço ou pela
linguagem oral, as redes sociais digitais, por meio da tecnologia, eliminaram barreiras de contato
e proximidade, podendo, teoricamente, abranger um número ilimitado de indivíduos, grupos e
comunidades do planeta. Redes sociais favorecem as discussões entre indivíduos e a sociedade,
assim como, logicamente, entre indivíduos e indivíduos, promovendo a divulgação de
informações em uma comunidade, cooperação, experiências humanas de cultura, educação,
diversão, lazer e, principalmente, compras.
A rede social digital é composta por organizações, empresas e consumidores que geram em
conjunto uma produção relacionada à qualidade de bens e serviços. Antes de lançar um novo
produto ou serviço para a sociedade digital, a empresa além de consultá-la, também precisa
acompanhar aquilo que os indivíduos compartilham em suas interações, mostrando bem como a
rede social, composta por indivíduos consumidores, é também influenciadora das decisões sobre
produtos. A geração internet gosta de ajudar a desenvolver produtos novos porque sente que faz
parte de um grupo bem informado e exclusivo, sendo membros da sociedade digital com
capacidade de transformar ambientes e produtos.
Para conhecer mais essas duas tendências, existem diversos vídeos disponíveis nas plataformas
tradicionais de informação.
Videoaula - Segmentação de Mercado
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A pressão para que a gestão de Marketing seja mais seletiva aumentou, principalmente, por duas
razões: a proliferação de canais de comunicação e o surgimento de concorrentes que obrigam a
demarcação de alvos bem definidos ou a interpretação de hábitos e atitudes mais precisos, para
criar a diferenciação. A imagem única e diferenciada ainda representa a melhor oportunidade de
atrair a preferência do consumidor.
O Marketing pode usar várias abordagens para criar valor para os consumidores, por meio de
tipos prováveis de segmentação:
Demográfica: envolve características de sexo, idade, grupos étnicos, nível de renda, ocupação e grau
de instrução. No Brasil, a composição básica que tem sido utilizada é a de nicho socioeconômico
atrelado à idade e ao sexo.
Geográfica: representa a interpretação do mercado total através de grupos regionais com critérios de
densidade geográfica, índices de potencial de compra ou variações de clima ou crescimento
populacional.
Psicográfica: em razão dos consumidores possivelmente estarem interessados em determinados
tipos de produtos, a medição psicográfica tem a característica de avaliar os estilos de vida,
atividades, interesses e opiniões. Alguns refinamentos de avaliação consideram também a
interpretação de indivíduos em relação às suas preferências por categorias de produtos. Outros
avaliam personalidades, com divisões entre consumidores tradicionais, realizadores, batalhadores
ou adaptados.
Renda, instrução ou ocupação: este tipo de segmentação contribui para a decisão de Marketing na
definição de consumidores que responderão por determinada combinação de faixa de preço,
qualidade ou prestígio.
Comportamento de compra: apresentam relações entre hábitos e atitudes, com interpretações
relacionadas à lealdade e à frequência de uso dos produtos. Os indivíduos, entre outras variações,
serão considerados, em suas atitudes, como mais prudentes, impulsivos, pessimistas ou confiantes.
A estratégia da seleção dos tipos de segmentação desejada passa pela interpretação da relação
entre cliente e produto, do posicionamento do produto e distribuição, além da avaliação do perfil
da população, que pode ser diferenciado em razão das atividades profissionais.
A internet, com suas páginas e redes sociais, facilita a segmentação de mercado devido a sites
que se dedicam a conteúdos também segmentados da população, como mães, idosos, crianças,
crenças etc. As próprias organizações possuem programas que permitem avaliar internamente o
conjunto ou nichos de consumidores, com dados periféricos de interesses.
São poucos os estudos que abordam estratégias de Marketing especificamente para a gestão de
museus e galerias, pela singularidade e complexidade das ações de entidades ligadas às artes.
Apesar disso, esse tipo de função específica pode utilizar as técnicas de Marketing em suas
atividades, já que envolvem uma necessidade de fluxo de visitantes em um cenário de redução
de verbas destinados à cultura pelas administrações públicas, além da concorrência com as
outras alternativas de lazer da população. Talvez uma concepção idealista do significado das
artes tenha dificultado o uso frequente do gerenciamento de estratégias de Marketing,
originalmente desenvolvidas para a venda de produtos de massa.
A segmentação, em si, já representa uma atividade estratégica. É com base nela que se decide o
posicionamento e a consequente gestão da natureza da atividade. O museu, como McLean
(1997) contextualizou, é um fenômeno complexo, determinado por aspectos ligados à própria
evolução do envolvimento original.
Fonte: Phaelnogueira/[Link].
chatos, emocionantes, arcaicos, futuristas. O mágico é que qualquer um deles por ser tudo isso
A imagem desejada para o produto é a de ser diferenciado, para, assim, ser preferido. Em
função da ação da concorrência, o Marketing se organiza para adaptações e inovações.
O Marketing precisa conhecer com clareza as motivações do cliente, sendo preciso ter em conta,
principalmente, as seguintes questões: Quem compra o produto? Quem toma a decisão de
compra? Quem influencia a decisão de compra? Onde o produto é comprado? E quando
compram?
Fonte:
monkeybusinessimages/[Link].
O posicionamento da marca, quando usado como diferencial, estabelece um lugar forte na mente
dos consumidores. Ries e Trout (2009) apontam que isso envolve aspectos emocionais ligados a
produtos e serviços. Para esses pesquisadores, a marca, sendo líder na preferência dos
consumidores, desfruta do dobro de negócios quando comparada, por exemplo, com a segunda
marca também presente na escala de liderança.
Em relação às ameaças, é necessário ter considerações de outras dimensões, como reações que
não precisam ser rapidamente implantadas, podendo ser um sintoma passageiro, problema da
indústria como um todo ou da própria empresa, tendo uma solução interna ou não. Em todas as
interpretações, o raciocínio de implementação de uma solução radical pode determinar o grau de
urgência ou não da reação dependendo de fatores concorrenciais.
Os “processos” são os caminhos e meios para o Marketing chegar à compra final. Por definição,
os processos não param em si mesmos e nem são um mero conjunto de regras fixas.
Pressupõe-se que sejam evolutivos, que se ajustem cada vez que são aplicados, e o próprio
processo do Marketing apresentou formatos diferenciados de interpretação.
A Era da Produção (1.0) foi centrada no produto, compreendendo um período carente do mercado
de vendas em que a oferta era menor do que a demanda. Já a Era do Marketing do Consumidor
(2.0) teve início com a necessidade de informação advinda das equipes de vendas, em um
processo mais estruturado para traçar planejamentos táticos focados no consumidor. Por sua
vez, a Era do Marketing de Valor (3.0), centrada no ser humano e assim denominada por Kotler e
Kartajaya (2010), representa a aproximação do diálogo entre consumidor e empresas. Por fim, a
Era do Marketing de Relacionamento (4.0) é voltada para o conteúdo e acompanha a jornada do
cliente. Esse novo conceito estudado por Kotler, Kartajaya e Setiawan (2017) transfere a
capacidade de transações para o ambiente virtual.
Videoaula - Comunicação
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4 Comunicação com os públicos de museus e galerias
O gerenciamento de museus e galerias está em constante mudança. Os museus precisam se
adaptar com velocidade às constantes alterações que ocorrem na sociedade e nos mercados,
uma vez que a dinâmica das crenças e valores não são fixas, ou seja, as pessoas não se
comportam da mesma forma em todos os momentos e em todos os lugares. A curiosidade e o
conhecimento adquirem uma nova dimensão quando apresentam conteúdos e valores válidos. É
preciso, então, monitorar as tendências, adaptar estratégias e inovar na comunicação, difundindo
o status da cultura que se relaciona com os visitantes.
O ambiente dos museus é desafiador para operar e competir com consumidores de variadas
culturas. Sua oferta deve ser avaliada como multidimensional, repleta de valores multiculturais e
sujeita a normas artísticas de qualidade e econômicas. Avaliar a qualidade do que é bom ou ruim
em museus não é uma tarefa fácil, pois o que a indústria criativa produz depende muito do que é
apreciado pelo consumidor, das oportunidades provenientes das agências de financiamento e de
patrocinadores dispostos a investir em temáticas criativas.
Fonte: 1001slide/[Link].
Fonte: ISAWcompany/[Link].
Publicidade e Propaganda.
Promoção de Vendas (ou Trade Marketing).
Relações Públicas.
Assessoria de Imprensa.
Venda Direta.
Marketing Relacional.
Materiais Educativos.
Design Corporativo.
Web Marketing.
Fonte: Tumisu/[Link].
A comunicação dos museus é planejada muito antes da visitação, começando quando o visitante
potencial, tomando conhecimento das propriedades do museu, decide visitá-lo em função dos
diversos contatos com informações que o motivaram. Por isso, a estratégia dos museus deve ter
uma abrangência ampla, que contemple antes e depois da visita.
A comunicação dos museus tem, como objetivo essencial, o convencimento de sua importância
por meio de estratégias como:
O banco de dados também pode aproveitar as informações dos frequentadores que utilizam
empréstimos de materiais, voluntariado, loja de presentes, serviço de restaurante, biblioteca,
membros do clube de afinidades ou eventos promovidos no passado com características
semelhantes ao novo evento. É importante conhecer a atuação da concorrência em eventos,
além de suas épocas de exposições – uma força externa que pode afetar o sucesso de uma
atividade.
Fonte: geralt/[Link].
O Marketing ajusta o posicionamento dos produtos culturais aos clientes com os quais se
relaciona (internos e externos) e visitantes potenciais, adaptando e melhorando continuamente a
qualidade do relacionamento.
comunicação, incluindo mídias digitais, não forem bem coordenadas, criadas e programadas, a sua
eficácia será reduzida, porque chegarão ao público de forma inconsistente, cada uma transmitindo
O investimento dos museus em comunicação de massa, como TV, rádio e jornais, é muitas vezes
restrito, em razão das limitações financeiras existentes no próprio negócio. O desenvolvimento
das tecnologias digitais favorece a divulgação com baixos investimentos e promove o contato
direto com os públicos segmentados, interagindo e obtendo métricas de alcance de indivíduos,
que permitem avaliações de resultados em tempo real.
A comunicação torna-se eficiente e estruturada com o envolvimento do público interno, ou seja,
os profissionais da instituição, mas o contato direto dos profissionais do museu com o público
externo também é uma importante base de sucesso da comunicação. Todos na organização
devem ser convocados para pensar em como atender melhor aos seus clientes.
A conscientização, para que a comunidade saiba da existência do museu, do seu valor institucional e
social, reconhecendo seu nome e marca.
O conhecimento das qualidades da instituição e das atividades disponibilizadas para os visitantes.
A simpatia da atitude de visita, que reforça um sentimento positivo da imagem do museu.
O reforço da preferência do propósito, por meio de uma comunicação que destaque os benefícios de
determinado museu em relação aos concorrentes.
A intenção da escolha que realça significados dos públicos visitantes do museu.
O sucesso da comunicação depende do mix de Marketing estruturado para ações que compõem
o plano de comunicação, visando contatar potenciais consumidores com diferentes técnicas,
embora com os mesmos objetivos.
De acordo com Kotler (2008), o conjunto de ferramentas utilizadas no Marketing tem por objetivo
incentivar o consumidor a consumir em função de um determinado benefício. Para o Marketing,
então, destacam-se as mais variadas ações, como amostras de produtos, cupons de
promoções/descontos, brindes, concursos e recompensas pela fidelidade relacionadas a
determinado produto. A promoção de vendas não é uma ferramenta de Marketing muito utilizada
pelas instituições culturais, principalmente pelos museus, tendo em conta a sua conotação
comercial, mas alguns exemplos mostram que a sua utilização em momentos de baixa demanda
não é incompatível com a missão e os objetivos dos museus, contribuindo para a sua visibilidade
junto a públicos que poderiam não comparecer com custos normais.
A reabertura do Rijksmuseum, em Amsterdã (Museu Nacional dos Países Baixos), foi precedida
por uma campanha de Marketing muito criativa em termos de promoção de vendas: em pacotes
de leite comercializados na cidade, encontrava-se um vale de desconto para ser usado em uma
visita ao museu.
Figura 33 – Rijksmuseum.
Fonte: Pixabay/[Link].
As plataformas digitais são uma oportunidade para atrair novos públicos e fidelizar os visitantes,
quando o envolvimento é direcionado para a valorização das atividades das instituições. Nesse
sentido, um bom exemplo é o do British Museum, que, em 2010, incentivou a participação do
público no projeto “A History of the World in 100 objects”, no qual as histórias mais detalhadas de
certos objetos foram relatadas por funcionários de outros museus e pessoas de vários países,
em um contexto global de participação.
Fonte: oversnap/[Link]
Práticas profissionais - Construindo um museu de museus na Web
(Google Arts)
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A publicidade pode ser definida como um contato editorial com informações de produtos e
serviços para fins de divulgação, com argumentações vantajosas de consumo. A característica
da credibilidade publicitária é definida pelos próprios desejos e necessidades dos consumidores,
relacionados a categorias de produtos que a propaganda disponibiliza em seu conteúdo como
promessa de satisfação.
Cada meio tem sua própria imagem e personalidade diante dos consumidores, e os meios de
comunicação, sendo fontes de informação, têm a sua credibilidade efetivada diante do
consumidor. A gestão dos contatos de mídia analisa as diferentes mídias e formatos de
argumentação de anúncios, por consequência, também o nível de envolvimento com os
indivíduos presentes em sua audiência.
Figura 35 – Público-alvo.
Fonte: geralt/[Link].
Videoaula - Estratégias e táticas de veiculação de mensagens
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Os meios tradicionais de comunicação referendados como mídias offline — sejam textos, sons
ou imagens — trazem a credibilidade desejada pelos consumidores em razão da própria
estrutura de produção da informação ou do entretenimento, feita com equipes de profissionais
especializados que criam, estruturam e reproduzem a informação verticalmente para seus
leitores, ouvintes e espectadores. A seleção dos meios e veículos de comunicação basicamente
envolve:
Os meios de comunicação tradicionais (offline), assim chamados pelo tempo de vida, como a
televisão, rádio e meios impressos de informação, representam ambientes de comunicação com
conteúdo racional ou emocional, abrangendo públicos segmentados ou uma audiência
generalizada e promovendo a chamada comunicação de massa, em virtude das audiências
significativas e da penetração que obtêm.
Fonte: franckreporter/[Link].
4.6.5 Estratégias e táticas em meios online
O ambiente digital de informações promove a difusão de atividades das pessoas, que navegam,
compram usando cartões de crédito e deixam outros rastros de suas atividades diárias, o que
permite conhecer intenções e preferências individuais ou de grupos nas redes sociais a partir de
registros digitais que personalizam as experiências das pessoas. As mídias online e offline
convivem de acordo com a plataforma desejada pelos leitores, ouvintes ou espectadores.
As redes sociais, como meios de comunicação online, permitem que todos os integrantes sejam
leitores e escritores de conteúdo, o que pode ser uma vantagem para os anunciantes quando a
comunicação expandida é favorável, ou um risco quando as opiniões são desfavoráveis.
Baixo custo: o investimento para comunicação online é mais econômico quando comparado com os
principais formatos offline. Os pontos de contato podem ser definidos de acordo com valores pré-
dimensionados para a veiculação, otimizando o orçamento.
Oportunidade de mensuração em tempo real: os meios online possuem programas para capturar os
dados de uma campanha.
Segmentação: permite a veiculação regionalizada geograficamente e para um público específico, de
acordo com as características demográficas e de hábitos ou preferências de conteúdo, idade, sexo,
interesses etc.
Além dos próprios sites, os museus estão começando a usar estrategicamente as mídias sociais,
como Facebook, Instagram, YouTube e Twitter, e ainda blogs, wikis e vlogs, ou mesmo aplicativos
específicos para engajar participantes online em experiências interativas. Para a comunicação
de museus, isso representa uma mudança na forma como os museus:
É frequente a dificuldade de distinção entre o que é de fato a mídia social e a chamada mídia
digital. A mídia social representa, para a comunicação, a formatação de conteúdo para qualquer
contato, podendo também ser a formatação de conteúdo para contextos digitais ou redes sociais.
Sant”Anna 2015 definiu que de difusão pela internet do conteúdo ou da informação (mídia social)
em plataformas digitais representa um conteúdo.
Como instituições sem fins lucrativos, os Museus enfrentam uma dificuldade crescente quanto à
redução do financiamento público e ao aumento da concorrência pela captação de visitantes.
Mcnichol (2005) considera que a oferta cultural promovida envolve outros espaços culturais e de
lazer. Considera-se, portanto, outros espaços como restaurantes, lojas de artigos relativos a
temática do museu.
O museu precisa desenvolver suas atividades com base em um plano estratégico sustentado,
capaz de garantir a sua sobrevivência e que contemple a conservação e a preservação das suas
coleções, além da gestão e administração, sendo o Marketing o responsável pelo planejamento
dessas atividades.
Figura 37 – Plano estratégico.
Fonte: mohamed_hassan/[Link]
O planejamento estratégico dos museus deve inserir em seu plano, de forma integrada, suas
várias dimensões: a gestão da coleção, a interpretação, a educação, a pesquisa, o financiamento,
a formação profissional do pessoal, a gestão dos espaços, a manutenção do edifício etc.
As instituições culturais usam cada vez mais estratégias de comunicação eficazes, normalmente
semelhantes às das empresas privadas, na busca de novos fatores de atratividade. É a lógica de
“mercado cultural”, em que os museus adaptam suas práticas de gestão, bens e serviços, e o
visitante é substituído pelo consumidor ou cliente ativo. Dessa forma, a diferenciação é traduzida
em um “[...] produto cultural de qualidade, pelo posicionamento consistente da organização, com
uma gestão orientada para resultados concretos” (COLBERT, 2009). Assim, o Marketing tem um
particular destaque, junto com a comunicação, quanto a estimular os públicos a participarem
mais e com maior frequência dessas instituições.
A estratégia de comunicação coloca o museu, para o seu o público, como o centro das suas
atenções, sendo reconhecido pela importância, diversidade, e oportunidades de conhecimento.
Kotler (2008) esclarece que os museus, com suas coleções, exposições e experiências revelam a
oportunidade de sinergia com o contexto apresentando que foram criados a partir da análise do
mix de Marketing.
A maior parte das soluções para se obter mais equilíbrio entre a oferta e a procura em termos de
cultura passa pela busca do público segmentado, atribuindo à comunicação um papel
fundamental na segmentação de conteúdo. Nas organizações culturais, tanto o artista como a
organização têm uma responsabilidade para com o(s) público(s). O Marketing é o responsável
por comunicar o trabalho do artista, atraindo a maior frequência de público possível,
satisfazendo as suas preferências e necessidades e tentando educá-lo para as artes.
A experiência cultural envolve a existência de uma comunicação entre o artista e a audiência, e a
função da instituição é a de oferecer e facilitar esse processo na escolha da programação e no
nível da comunicação para segmentos de público. Uma estratégia de Marketing eficaz abrange o
conhecimento do(s) público(s) e a busca do(s) público(s) certo(s) para uma determinada mostra,
para que esta possa ser totalmente usufruída. É fundamental que o produto cultural seja
acessível para o público e que a inspiração do artista seja compartilhada com a audiência, sem
que seja preciso mudar a visão do criador e da instituição. Assim, será possível encontrar um
equilíbrio que trará benefícios a todos, valorizando a cultura e a experiência por longos períodos.
Um produto cultural é diferente de qualquer outro, e, ao contrário de outros setores, não se trata
aqui de criar um produto a partir do mercado. A função do Marketing cultural é, justamente,
oposta: buscar, informar, apresentar e seduzir os segmentos potenciais para produtos já criados.
Então, à medida que a concorrência se torna mais feroz e a exigência e seleção dos
consumidores cada vez maior, os museus precisam cada vez mais conhecer a fundo o(s) seu(s)
público(s). É quando a pesquisa de públicos se torna fundamental para compreender os
comportamentos dos consumidores e elaborar com eficiência uma estratégia, promovendo
visitas e fidelizando públicos para futuras oportunidades culturais.
Videoaula - Relacionamento com públicos estratégicos e
patrocinadores
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Uma vez determinado um fato ou uma exposição do museu, é o Marketing que, por meio da
comunicação, viabiliza o fluxo de visitas e, antecipadamente, cria estratégias de vendas dos seus
espaços para potenciais patrocinadores. Os valores investidos para a viabilização de projetos
favorecendo a estruturação do empreendimento devem ser formatados e elaborados em um
Plano de patrocínio que inclua a execução das atividades, a veiculação de comunicação e as
oportunidades de promoção do patrocinador dentro do espaço.
O patrocínio é uma relação comercial e os benefícios são mútuos. O mecenas concede um apoio
de caráter financeiro, logístico etc., e a instituição que usufrui desse apoio oferece, em
contrapartida, visibilidade e benefícios que interessam ao patrocinador.
Há várias maneiras de se fazer a coleta de dados. Uma delas é a partir da bilheteria, quando a
equipe interna pode abordar o público diretamente e pedir informações. Outra forma seria coletar
dados durante a distribuição de folhetos.
Fonte:
monkeybusinessimages/[Link].
Em momentos em que o financiamento da cultura é reduzido, torna-se cada vez mais importante
a participação da sociedade na salvaguarda, divulgação e preservação do patrimônio cultural.
Entre outras iniciativas, há a possibilidade de se apoiar as atividades de conservação e restauro
de imóveis, a preservação e o melhoramento de espaços museológicos, inventariação e
divulgação de peças e coleções, ou de contribuir para sustentar projetos de pesquisa e
organização de exposições temporárias.
Se, por um lado, os incentivos fiscais federais, estaduais e municipais são fatores importantes
para envolver instituições ou conquistar patrocínios, estabelecer parcerias oferece a vantagem
de propiciar alta visibilidade e notoriedade, resultantes da relevância patrimonial dos seus
espaços, além da excelência e caráter único das suas coleções. Tudo isso impulsiona as
relações entre os museus e os patrocinadores.
Cada vez mais, as empresas posicionam-se não como meras unidades de produção e
comercialização de bens e serviços, mas também como instituições a serviço da sociedade. O
patrocínio na área cultural revela-se um poderoso instrumento para a empresa patrocinadora
consolidar a sua imagem junto dos consumidores, inserindo-se e se legitimando na comunidade.
É essencial que os potenciais patrocinadores tenham sinergia com o projeto. É importante conhecer
as características, antecipadamente, do potencial patrocinador, seus produtos ou serviços, os
objetivos perante a sociedade e o público-alvo do negócio. É preciso que o patrocinador, por outro
lado, tenha certeza da seriedade do projeto e da capacidade de alcançar as metas propostas.
Ao captar patrocinadores, é interessante estabelecer uma parceria que será proveitosa para ambos.
As contrapartidas de espaços de comunicação são vantagens e garantias de visibilidade oferecidas
aos patrocinadores.
Para o patrocinador ter visibilidade, devem ser criadas ações de Marketing que o ajudem a alcançar
potenciais consumidores, como sua divulgação nas redes sociais e ativações de marca, que podem
ocorrer em determinados espaços.
A captação de patrocinadores deve apresentar flexibilidade para mudanças que possam se alinhar
com os objetivos corporativos da empresa patrocinadora.
No Brasil, o fomento à cultura ocorre principalmente por meio dos programas de incentivo
criados pelos governos federal, estaduais e municipais. Há também diversos institutos e
fundações culturais – muitos deles mantidos por empresas privadas, como o Instituto Cultural
Itaú, por exemplo – e outras instituições, como o Sesc – Serviço Social do Comércio, que
fomentam a cultura utilizando-se ou não das leis de incentivo.
Fonte: Thomas_EyeDesign/[Link]
Em relação a empresas, institutos e fundações, estes também podem utilizar recursos próprios,
diretos, ou recorrer aos diversos mecanismos de renúncia fiscal. Cielo, Faber-Castell, Petrobras,
Coca-Cola e Panco são exemplos de empresas que apoiam iniciativas culturais.
Exercícios de fixação
As ferramentas digitais têm uma importância crescente nas técnicas de captação de visitantes.
Sobre o tema, assinale a alternativa correta:
Verdadeiro Falso
O custo dos anúncios nos meios digitais não é mais econômico do que o dos meios tradicionais.
Verdadeiro Falso
O ambiente dos museus é desafiador para operar e competir com consumidores de variadas culturas.
O composto de comunicação deriva das forças constatadas através da análise dos 4 Ps, e tem o
objetivo de direcionar os esforços através de ações que contatam o potencial consumidor,
materializando atividades de envolvimento. O mix de comunicação concretiza ações para a
expansão da informação a partir de: publicidade e propaganda; promoção de vendas; relações
públicas; assessoria de imprensa; venda direta; Marketing relacional; materiais educativos; design
corporativo; web Marketing.
Segundo Garcia (2003), o sucesso do museu passa pela sua capacidade em responder aos desafios e
às mudanças estruturais da sociedade, bem como pela sua competência em influenciar a
comunidade através das suas ações de comunicação.
O próprio museu tornou-se um instrumento de comunicação, refletindo a importância do seu papel
para o conhecimento e educação na sociedade.
A comunicação de um museu cria interações que incluem a comunicação visual, estudos culturais e
de acervo, inteligência artificial, estudos comportamentais, de interface, de comunidades e de
design.
O investimento dos museus em comunicação de massa, como TV, rádio e jornais, é muitas vezes
restrito, devido às limitações financeiras existentes no próprio negócio. O desenvolvimento das
tecnologias digitais favorece a divulgação com baixos investimentos e promove o contato direto com
os públicos segmentados.
As mídias sociais oferecem novas formas colaborativas, permitindo que o museu conheça melhor a
sua audiência, podendo ajustar sua gestão e curadoria. É uma tarefa às vezes complexa, porque
necessita ter diretrizes de aplicação e de medição de resultados associadas à interpretação de
coerência dos objetivos do negócio e do resultado da comunicação.
As instituições culturais usam cada vez mais a lógica de “mercado cultural”, na qual o visitante é
substituído pelo consumidor e a diferenciação é traduzida em um “produto cultural”.
Inversamente aos outros setores, não se trata de criar um produto cultural a partir do mercado. A
função do Marketing cultural é justamente o contrário: deve buscar, informar, apresentar e seduzir os
segmentos potenciais para produtos já criados.
No Brasil, o fomento à cultura ocorre principalmente por meio dos programas de incentivo criados
pelos governos federal, estaduais e municipais. Há também diversos institutos e fundações culturais
e outras instituições que fomentam a cultura utilizando-se ou não das leis de incentivo à cultura.
Considerações finais
O Marketing de museus e exposições representa uma oportunidade de impactar potenciais
visitantes para alcançar fluxo de demanda para a missão principal desses locais, que envolve a
reprodução das interações e conexões entre indivíduos, grupos e subgrupos em seus ambientes.
A importância dessas instituições é ser uma referência sociológica e antropológica que transmite
conhecimento promovendo a educação através da própria cultura, seja ela histórica ou atual.
Com a preocupação de garantir a recompra, toda uma série de novos métodos e ferramentas
surgiu, mas o CRM (Customer Relationship Management) é, hoje, a única forma de manter o
relacionamento.
A empresa, quando se relaciona com seu cliente, deve estar em constante contato com ele.
Junto a isso, uma série de “pequenos” valores devem ser respeitados, como a ética, verdade,
sinceridade e vontade, coisas simples que mantém o cliente.
Verdadeiro Falso
A análise SWOT deve considerar apenas os pontos fortes da categoria de produto a ser
analisada.
Verdadeiro Falso
Verdadeiro Falso
Nos chamados bens duráveis, cuja seleção por parte do comprador pode ser mais criteriosa, o
Marketing não requer processos elaborados.
Verdadeiro Falso
Parcerias entre o “museu-sede” e uma cidade ou outra instituição são chamadas de Cross
cultural. O museu Guggenheim de Bilbao, por exemplo, com sua arquitetura arrojada,
contribuiu decisivamente para transformar um porto abandonado em uma atração turística
valorizada de forma global.
Os museus mais profissionais em Marketing utilizam a pesquisa científica para desenvolver
ou alterar exposições de Cross cultural.
A empresa, quando se relaciona com seu cliente, apresentando objetos simples conhecidos
por todas as culturas, representa o Cross cultural.
Muito antes de surgir o termo “Marketing Cultural”, as sociedades já registravam iniciativas para
incentivar as artes, que eram denominadas “mecenatos”. Atualmente, chamamos essa ação de
patrocínios e copatrocínios.
Verdadeiro Falso
Verdadeiro Falso
A imagem desejada para o produto é a de ser diferenciado, para, assim, ser preferido. Em
função da ação da concorrência, o Marketing se organiza para adaptações e inovações.
O Marketing de relacionamento considera o concorrente como um destruidor de mercado que
precisa ser controlado.
As ferramentas digitais têm uma importância crescente nas técnicas de captação de visitantes.
Sobre o tema, assinale a alternativa correta:
Verdadeiro Falso
O custo dos anúncios nos meios digitais não é mais econômico do que o dos meios tradicionais.
Verdadeiro Falso
Autoria
Amadeu Nogueira de Paula
Autor
Mestre em comportamento do consumidor e consumo pela ESPM-SP. Formado em jornalismo
pela faculdade Casper Líbero e graduado em comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi.
Professor de mídia da Escola Superior de Propaganda e Marketing, da Universidade Católica de
Santos, e da Universidade Anhembi Morumbi. Diretor de promoção da Associação dos
Profissionais de Propaganda Brasil, tendo atuado como Gestor de Mídia nas agências Leo
Burnett, J.W. Thompson e como anunciante na Nestlé Brasil. Atuação predominante em
Marketing, comunicação, mídia, jornalismo e administração de publicidade.
Branding
É o conjunto de ações alinhadas ao posicionamento, propósito e valores da marca. O objetivo do
branding é despertar sensações e criar conexões conscientes e inconscientes, que serão cruciais
para que o cliente escolha a sua marca no momento de decisão de compra do produto ou
serviço. Fonte: [Link] [[Link] . Acesso em: 6 jun. 2020
Cross Marketing
Promoção cruzada. Fonte: [Link] [[Link] . Acesso em: 6 jun. 2020
Crowdsourcing
Em português, contribuição colaborativa ou colaboração coletiva, é uma palavra-valise da língua
inglesa. É composta de crowd (multidão) e outsourcing (terceirização). Como exemplo, a própria
Wikipedia é um trabalho crowdsourced, pois utiliza o trabalho de voluntários para a criação e
edição de seus verbetes. Fonte: [Link] [[Link] . Acesso em: 6 jun. 2020.
Inbound Marketing
É uma concepção do Marketing focada em atrair, converter e encantar clientes. O Marketing de
Atração, como também é chamado, possibilita a conexão com o público-alvo por meio do
Marketing de Conteúdo (oferecendo notícias, e-books, vídeos e outros conteúdos valorizados
pelos consumidores).
Instituição cultural
É um elemento em uma cultura que é entendido como importante ou tradicionalmente valorizado
entre seus membros por conter valores identitários. Exemplos de instituições são Museus,
Escolas e Bibliotecas.
Macroambiente
As forças ambientais externas à empresa, sobre as quais a organização não possui controle, mas
que deve monitorar e procurar se adaptar a elas.
Marshal Macluhan
Foi um teórico da comunicação que publicou 15 livros e vários artigos focando em teorias e
conceitos que foram considerados globalmente em escolas de comunicação e planejamentos de
contatos com potenciais consumidores.
Microambiente
É composto pelas forças e agentes próximos à empresa e que, muitas vezes, alteram sua
capacidade competitiva, como a política interna da empresa, fornecedores, prestadores de
serviço, clientes, concorrentes etc.
Mix de Comunicação
Também chamado de Composto de Comunicação, formado por Publicidade e Propaganda;
Promoção de Vendas (ou Trade Marketing); Relações Públicas; Venda Pessoal; Marketing Direto;
Materiais Educativos; Design Corporativo; Web Marketing. Fonte: [Link] [[Link]
. Acesso em: 6 jun. 2020.
Mix de Marketing
Também chamado de Composto de Marketing ou, ainda, de 4 Ps, é a base para uma estratégia de
Marketing: produto, preço, promoção (comunicação) e praça (distribuição). Fonte: [Link]
[[Link] . Acesso em: 6 jun. 2020.
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