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Relato Rangeliose

O documento descreve um caso de rangeliose em um cão na Serra da Mantiqueira, RJ, destacando a importância do diagnóstico diferencial em hemoparasitoses. O cão apresentava sintomas como mucosas hipocoradas e sangramentos, e a necropsia revelou alterações significativas, incluindo a presença de Rangeliavitalli. Os achados sugerem que a rangeliose deve ser considerada em casos suspeitos na região, onde não havia relatos anteriores.

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O documento descreve um caso de rangeliose em um cão na Serra da Mantiqueira, RJ, destacando a importância do diagnóstico diferencial em hemoparasitoses. O cão apresentava sintomas como mucosas hipocoradas e sangramentos, e a necropsia revelou alterações significativas, incluindo a presença de Rangeliavitalli. Os achados sugerem que a rangeliose deve ser considerada em casos suspeitos na região, onde não havia relatos anteriores.

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RANGELIOSE EM CÃO NA REGIÃO DA SERRA DA MANTIQUEIRA-RJ

Nunes, M. M.a; Chagas-Bastos, P. G.b; Takahashi, T. V.c; Silva, L. C. A.c; Abreu, C. C.d.
a
Centro Universitário de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil.
b
Clínica Veterinária Quintal dos Bichos, Taubaté, SP, Brasil.
c
Universidade Paulista, São José dos Campos, SP, Brasil.
d
Patologista Veterinária, PatoVetVale, Taubaté, SP, Brasil.

Introdução: A rangeliose é uma hemoparasitose caracterizada por distúrbios hemolíticos e


hemorrágicos, que afeta caninos principalmente da região sul do Brasil. Possui sintomatologia
semelhante a outras hemoparasitoses, como babesiose e erliquiose. O presente trabalho
descreve um caso de rangeliose em um cão de Visconde de Mauá, distrito do município de
Resende, RJ, a região fica situada na parte alta da serra da Mantiqueira. Material e métodos:
Foi recebido para necropsia um cão, macho fértil, Pastor-belga Malinois, um ano, 26 Kg, com
histórico clínico de mucosas hipocoradas, hipotermia e com tendência a sangramento em locais
de aplicação de fluidoterapia subcutânea. O paciente veio a óbito no mesmo dia do atendimento
clínico. Resultados: No exame externo, mucosas oculares e orais levemente ictéricas. No
exame interno, aumento generalizado de linfonodos e de tonsilas, esplenomegalia e
hepatomegalia com evidenciação do padrão lobular. No esfregaço de linfonodo ilíaco medial
foram observadas raras estruturas parasitárias em células endoteliais e extracelulares, com
morfologia compatível com Rangeliavitalli. Na histopatologia foram observados numerosos
vacúolos parasitóforos intracitoplasmáticos em células endoteliais de capilares sanguíneos dos
seguintes órgãos: adrenal, bexiga, coração, esôfago, estômago, fígado, intestinos, linfonodos,
língua, musculatura esquelética (intercostal), olhos (trato uveal coroide), pâncreas,
paratireoide, próstata, pulmão, rim, timo, tireoide e tonsila. Conclusão: A rangeliose deve ser
considerada como um dos diagnósticos diferenciais em casos suspeitos de hemoparasitose na
região da serra da Mantiqueira, uma vez que não foram observados relatos anteriores. Neste
caso, o diagnóstico foi possível através das informações clinicas aliadas aos achados de
necropsia e microscopia.

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