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Gerenciamento de Risco: Lilian Zarpon

O documento aborda o gerenciamento de risco na indústria de saneantes, destacando a importância do responsável técnico em identificar e avaliar riscos relacionados a produtos, processos e colaboradores. Ele descreve as etapas do gerenciamento de risco, incluindo identificação, análise, avaliação e documentação, além de apresentar ferramentas e técnicas para análise de risco. Por fim, enfatiza a necessidade de um plano de ação e revisão periódica para garantir a mitigação eficaz dos riscos.

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Elaine
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Gerenciamento de Risco: Lilian Zarpon

O documento aborda o gerenciamento de risco na indústria de saneantes, destacando a importância do responsável técnico em identificar e avaliar riscos relacionados a produtos, processos e colaboradores. Ele descreve as etapas do gerenciamento de risco, incluindo identificação, análise, avaliação e documentação, além de apresentar ferramentas e técnicas para análise de risco. Por fim, enfatiza a necessidade de um plano de ação e revisão periódica para garantir a mitigação eficaz dos riscos.

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Gerenciamento de Risco

Lilian Zarpon
Bacharel em Química
Industrial e Biotecnologia
PAPEL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO

Dentre as diversas responsabilidades do responsável técnico (RT) inclui-se a necessidade


de conhecer os processos e produtos existentes na empresa que atua, bem como, os
riscos atrelados a eles.

Eis então que surge a questão, mas como fazer isso?


Arrrrr!!
Gulp!

2
RISCOS NA INDÚSTRIA DE SANEANTES

VINCULADOS AO PRODUTO:
▪ Contaminações (Ex: químicas, físicas, biológicas);
▪ Desvios de qualidade/regulatório (Ex: vazamento, peso baixo, inkjet ilegível,...)

VINCULADOS AOS PROCESSOS:


▪ Satisfação do cliente;
▪ Implementação de projeto.

VINCULADOS AOS COLABORADORES E AMBIENTE:


▪ Acidentes de trabalho;
▪ Acidentes ambientais (impacto ao meio ambiente).

VINCULADOS AO NEGÓCIO
▪ Cenário financeiro e político;
▪ Greves. 3
DEFINIÇÃO DE RISCO

Mas afinal, o que é risco?


Conforme ABNT NBR ISO 31000:2009, risco é o efeito da incerteza nos objetivos.

Nota 1: efeito é um desvio em relação ao esperado;

Nota 2: como objetivo tem-se diferentes aspectos (ambiental, financeiro, de saúde, de


qualidade,...);

Nota 3: o risco é, muitas vezes, avaliado através da probabilidade do evento ocorrer e sua
consequência.

4
PENSAMENTO BASEADO EM RISCO

Conforme ABNT NBR ISO 9001:2015, pensamento baseado em risco significa: “considerar o
risco qualitativamente (e, dependendo do contexto da organização, quantitativamente) ao
definir o rigor e o grau de formalidade necessários para planejar e controlar o sistema de
gestão da qualidade, bem como seus processos e atividades que o compõem.”

Fonte: ABNT NBR ISO 9001:2015 5


IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS

Esta etapa consiste em encontrar, reconhecer e registrar os riscos. Para tal deve-
se:

▪ Definir uma equipe multifuncional;

▪ Estabelecer se o método de identificação será baseado em:


▪ Evidências (ex: listas de verificação; dados históricos);
▪ Abordagens sistêmicas (equipe identifica os riscos por meio de um
conjunto estruturado de instruções ou perguntas);

▪ Garantir que os dados levantados sejam mantidos como informação


documentada.
6
ANÁLISE DE RISCOS

Esta etapa diz respeito ao entendimento do risco. Sendo assim, ela consiste em:

▪ Determinação das consequências e probabilidades para os eventos


identificados;

▪ Mapeamento dos controles já existentes para mitigar os riscos;

▪ Definição do método que será utilizado para a análise:


▪ Qualitativos (nível de riscos definidos como alto; médio, baixo);
▪ Semiquantitativos (nível de risco numérico);
▪ Quantitativos (nível de risco em unidades específicas conforme o
contexto).
7
AVALIAÇÃO DE RISCOS

A avaliação de risco consiste em comparar os níveis estimados de risco a fim de


determinar a significância e o tipo de risco.

A avaliação utiliza a compreensão dos riscos, realizada na etapa anterior para


tomar as decisões futuras quanto a:

▪ Risco necessita de tratamento?


▪ Quais as prioridades para o tratamento?
? ?? ?

??
▪ Qual/quais caminhos devem ser seguidos?
▪ O risco será eliminado ou apenas mitigado?

?
8
DOCUMENTAÇÃO

A documentação elaborada, exceto para cenários muito simples, poderá incluir:

▪ Objetivo e escopo;
▪ Critérios de risco aplicados e sua justificativa;
▪ Limitações, premissas e justificativas de hipóteses;
▪ Metodologia de avaliação;
▪ Resultados da identificação de riscos;
▪ Dados, premissas e suas fontes;
▪ Resultados da análise de riscos e sua avaliação;
▪ Ações propostas;
▪ Conclusões e recomendações.
9
GERENCIAMENTO DE RISCO - ETAPAS

1. Identificação e análise → aceitação;

2. Divulgação “aos gestores”

3. Revisão/Elaboração da documentação;

4. Tratamento de riscos → mitigação e


controles;

5. Revisão periódica.

10
Fonte: ABNT NBR ISO 31010:2012
FERRAMENTAS/TÉCNICAS DE ANÁLISE
DE RISCO

Identificação de
Ferramenta/técnica Consequência Probabilidade Nível de risco Avaliação de risco
riscos

Brainstorming FA NA NA NA NA
Análise preliminar de
FA NA NA NA NA
perigos (APP)
Estudo de perigos e
FA FA A A A
operabilidade (HAZOP)
Análise de perigos e
pontos críticos de FA FA NA NA FA
controle (APPCC)
Técnica estrutura: E SE? FA FA FA FA FA
FA – fortemente aplicável
NA – não aplicável
A - aplicável 11
ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGOS APP

Sistema Aquisição/Instalação Subsistema Compra e utilização do equipamento


de IR
Equipe Engenharia/Qualidade Data 25.05.2023
PERIGO CAUSA EFEITO NÍVEL MEDIDAS
Comprar equipamento bivolt
Queimar o Prejuízo
Voltagem errada Crítico Instalar apenas tomada com
equipamento financeiro
voltagem = do equipamento
Comprar Requisitos/espe Prejuízo
Definir requisitos
equipamento cificações não financeiro Marginal
Revisar fluxo de aprovação
errado definidos
Interrupção da
Manuseio Ausência de Programar treinamento
operação de Marginal
incorreto treinamento Contratar assistência do forn.
análise
Fonte: Zarpon, 2023
12
E SE? WHAT IF?

Processo Gestão de documentos Subsistema Upgrade de software


Equipe L. Zarpon; J. Costa; Data 25.05.2023
Atividade Instalação da nova versão
O que acontece(ria) se...? Faltar Windows 10 ou superior
Risco Funcionamento parcial
Causas potenciais Desatualização dos equipamentos
Consequências potenciais Interrupção do fluxo de controle de documentos
Controles Mapeamento das máquinas
Probabilidade do risco 3
Consequência do impacto 3
Nível de risco 9
Ações recomendadas Atualização das máquinas previamente

Fonte: Zarpon, 2023


13
EXEMPLO – QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES

PROBABILIDADE /
SEVERIDADE NOTA RATING RESULTADO

MUITO BAIXA 1 MUITO ALTO >20

BAIXA 2 ALTO >15 e <20

MODERADA 3 MODERADO >10 e <15

ALTA 4 BAIXO <10

MUITO ALTA 5

14
EXEMPLO – QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES

Controle de Fornecedores - Matérias Primas


HISTORICO DE ANALISE DE RISCO Frequência
Nome Químico Funçâo Qualificação
FORNECIMENTO Anual
PROBABILIDADE SEVERIDADE RESULTADO

Lauril Eter Sulfato de Sódio


Tensoativo Sim Lote Contaminado 5 5 25 1
27%
Amida 90 Tensoativo Sim Cor alterada 2 3 6 5

Propilenoglicol USP Solvente Sim Atraso na Entrega 2 4 8 5

Acido Citrico Anidro Ajuste / Corretor de pH Sim Lote Devolvido (pH) 5 5 25 1

Extrato Glicólico de Gengibre Ativo Sim Lote Contaminado 2 3 6 5


Regulador de Lote trocado com outro
Carbopol 940 Sim 3 5 15 3
viscosidade Carbopol
EDTA Dissodico Sequestrante Sim Fora da Especificação (pH) 2 3 6 5
Regulador de
Goma Guar Quaternizada Sim Cor alterada 5 5 25 1
viscosidade
Glicerina Bi-Destilada Umectante Sim Embalagem "suja" 1 3 3 5
Regulador de
Cocoamidopropilbetaina 30% Sim Cor Alterada 2 3 6 5
viscosidade
PEG-12 Dimethicone Condicionate Sim Produto periodo de Falta 3 5 15 3

Base Perolizante a Frio Tensoativo Sim Embalagem aberta 1 5 5 5

Misturas de Isotiasolinonas Conservante Sim Fora da Especificação (pH) 4 4 16 2


15
EXEMPLO – QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES

CONCLUSÃO:

Baseado no resultado da análise de risco e, por conseguinte, no ranqueamento dos


fornecedores, tem-se que:

▪ Uma programação de autoavaliação e/ou auditoria pode ser elaborada;

▪ Um plano de ação, com responsáveis/prazos, pode ser solicitado aos fornecedores;

▪ Os resultados da análise de risco deve ser apresentada aos envolvidos (empresas


certificadas na ISO 9001:2015 podem ter que apresentá-la na reunião de análise
crítica com a alta direção);

▪ Uma avaliação acerca da ferramenta utilizada e dos resultados obtidos deve ser
executada, com o intuito de avaliar necessidade de mudanças/melhorias.

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