0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações12 páginas

2023.2.2 - Devolutiva CM

O documento apresenta um relatório de devolutiva de prova do curso de Medicina, abordando questões sobre diagnósticos e tratamentos em diversas condições médicas, como insuficiência cardíaca, diabetes, hepatite B e HIV. Cada questão é acompanhada de respostas comentadas e referências bibliográficas relevantes. O foco é fornecer orientações práticas e fundamentadas para o manejo de pacientes em situações clínicas específicas.

Enviado por

nathaliappbat
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações12 páginas

2023.2.2 - Devolutiva CM

O documento apresenta um relatório de devolutiva de prova do curso de Medicina, abordando questões sobre diagnósticos e tratamentos em diversas condições médicas, como insuficiência cardíaca, diabetes, hepatite B e HIV. Cada questão é acompanhada de respostas comentadas e referências bibliográficas relevantes. O foco é fornecer orientações práticas e fundamentadas para o manejo de pacientes em situações clínicas específicas.

Enviado por

nathaliappbat
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

NOTA FINAL

CURSO DE MEDICINA - AFYA


Aluno:
Componente Curricular: Estágio em Atenção Ambulatorial e Hospitalar em
Clínica Médica
Professor (es):
Período: 202302 Turma: Data:

Prova N2 de CM 2023 II Rot 2

RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA


PROVA 09596 - CADERNO 001

1ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Todas as alternativas se encontram corretas e são medidas essenciais para o cuidado e


tratamento do paciente que apresenta quadro de insuficiência cardíaca descompensada.

Referência:

Heidenreich PA, Bozkurt B, Aguilar D, et al. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management
of Heart Failure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint
Committee on Clinical Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 2022; 79(17): e263-e421.

2ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Uma Taxa de Filtração Glomerular estimada de entre 15 e 30 mL/min corresponde a uma


doença renal crônica grau 4. Já uma albuminúria maior que 300mg/g de creatinina, corresponde
a um grau de proteinúria A3.

Referência:

KDIGO 2022
KDIGO 2022 CLINICAL PRACTICE GUIDELINE FOR DIABETES MANGEMENT IN CHRONIC KIDNEY
DISEASE.

3ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 1 de 12
Resposta comentada:

Temos um paciente adulto jovem, com sintomas clássicos de pericardite, sendo eles a dor
torácica, febre, atrito pericárdio e supra de S-T difuso que fecha diagnóstico para tal doença. O
infarto agudo do miocárdio não é comum em sua faixa etária e dificilmente acontece em todas
as derivações do ECG não sendo acompanhado de febre. Para TEP o paciente não descreve
uma dor súbita limitante que evolui com insuficiência respiratória como seria esperado para tal
diagnóstico. As principais alterações congênitas ocorrem com alterações septais do coração o
que também não é visualizado no paciente, além da febre que não se justifica e pôr fim, a
Síndrome de Loeffer é uma condição pulmonar em que ocorre um ciclo parasitário neste sítio.

REFERÊNCIA:

Cecil: Tratado de Medicina Interna. 22ªEdição. Rio de Janeiro:ELSEVIER, 2005. Porto & Porto,
Exame clínico 7ª. Edição Guanabara Koogan Rio de Janeiro 2011, Cap 5. BICKLEY, L.S. BATES –
Propedêutica Médica. 13ª ed. Guanabara Koogan, 2022.

4ª QUESTÃO
Resposta comentada:

O Eletrocardiograma (ECG) é um exame essencial na investigação de pericardite. Ele pode


mostrar alterações típicas associadas a essa condição, como elevação do segmento ST em
múltiplas derivações e possíveis alterações do complexo QRS. A ecocardiografia tem se
mostrado uma ferramenta muito útil no diagnóstico das doenças do pericárdio, assim como no
acompanhamento da resposta terapêutica e do prognóstico. Também tem sido utilizada como
guia na drenagem do derrame pericárdico, mas não auxilia na investigação etiológica. A
pesquisa viral através de sorologia em sangue não deve ser realizada, pois não possui
correlação com os achados no pericárdio. A ressonância magnética (RM) do coração pode ser
utilizada em situações mais complexas ou quando outras investigações não esclarecem a causa
da pericardite. A dosagem de glicemia em jejum não está diretamente relacionada à
investigação etiológica da pericardite.

Referência:

Montera M.W., Mesquita E.T., Colafranceschi A.S., Oliveira Junior A.M., Rabischoffsky A., Ianni
B.M., et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites.
Arq Bras Cardiol 2013; 100(4 supl. 1): 1-36.

5ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Trata se de uma paciente com psoríase, doença de evolução crônica, prevalência de 1,31% no
Brasil e mais prevalente no Sul e Sudeste. Caracterizada por presença de placas eritematosas e
desmacativas, podendo haver pontos hemorrágicos após destacamento das escamas. Em
casos leves, deve ser feito o tratamento tópico e nos casos de falha terapêutica tópica ou
graves a terapia deve ser a sistêmica. Farmacos sistêmicos: metotrexato, acitretina,
ciclosporina e imunobiológicos.

Referência:

Cecil Medicina Interna. 24. ed. Saunders-. Elsevier, 2012. 12. McPHEE, Stephen J.;
PAPADAKIS, Maxine A. CURRENT Diagnosis & Treatment:.

6ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 2 de 12
Resposta comentada:

A paciente apresenta quado clínico compatível com hipertireoidimso. No hipertireoidismo


autoimune a paciente apresenta o Anti TRAB elevado (marcador) e uma alta taxa de hormônio
tireoidiano T4.

Referência:

Williams´ - Tratado de Endocrinologia Clínica – 11ª edição Endocrinologia Clínica 6ª edição, 2016
Vilar, Lúcio HARRISON – Medicina Interna, Mc Graw Hill, 19ª ed, 2016.

7ª QUESTÃO
Resposta comentada:

O exame importante no plano de investigação para o diagnóstico de hepatite B é a detecção de


antígenos do vírus da hepatite B (HBsAg). O HBsAg é um marcador que indica a presença do
vírus da hepatite B no organismo e é o primeiro sinal de infecção ativa. Os outros exames
listados não são específicos para o diagnóstico da hepatite B. A quantificação do HBsAg é útil
para: diagnóstico das fases crônicas da infecção; risco de progressão da doença; chance de
resposta à terapia com interferon; e, no tratamento com análogos antivirais, avaliar a
possibilidade de interrupção da terapia após um período de consolidação.

Referência

Ferraz ML, Strauss E, Perez RM, Schiavon L, Kioko Ono S, Pessoa Guimarães M, Ferreira AP,
Nabuco L, Carvalho-Filho R, Tovo C, Souto F, Abrão P, Reuter T, Dantas T, Vigani A, Porta G,
Ferreira MS, Paraná R, Cimerman S, Bittencourt PL. Brazilian Society of Hepatology and Brazilian
Society of Infectious Diseases Guidelines for the Diagnosis and Treatment of Hepatitis B. Braz J
Infect Dis. 2020 Sep-Oct;24(5):434-451. doi: 10.1016/j.bjid.2020.07.012. Epub 2020 Sep 11.
PMID: 32926839; PMCID: PMC9392086.

8ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Diabetes Mellitus Tipo 2: Caracterizado por resistência à insulina e disfunção das células beta
pancreáticas, frequentemente relacionado a fatores genéticos e estilo de vida.

O DM2 é o tipo mais comum. Está frequentemente associado à obesidade e ao


envelhecimento. Tem início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina e deficiência
parcial de secreção de insulina pelas células ß,pancreáticas, além de alterações na secreção de
incretinas. Apresenta frequentemente características clínicas associadas à resistência à insulina,
como acantose nigricans e hipertrigliceridemia.

O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes. Apresenta deficiência grave de insulina


devido a destruição das células ß, associada à autoimunidade. A apresentação clínica é abrupta,
com propensão à cetose e cetoacidose, com necessidade de insulinoterapia plena desde o
diagnóstico ou após curto período.

Referência:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.


Diabetes Mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de
Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

9ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 3 de 12
Resposta comentada:

Descontinuar o uso de metformina em pacientes com RFG < 30 mL/min/1.73 m2 (Estágio 4 a


5 de DRC) ou ajuste de dose em paciente com RFG 45 a 30 mL/min/1.73 m2.

Referência:

https://kdigo.org/wp-content/uploads/2016/10/KDIGO-2012-Anemia-Guideline-English.pdf

10ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Administração imediata de corticosteroides.

ERRADO: Os corticosteroides não são indicados no tratamento da dengue


hemorrágica. Sua administração pode até piorar o quadro clínico do paciente.

Início imediato de transfusão de plaquetas.

ERRADO: A transfusão de plaquetas não é recomendada como medida inicial, pois a


decisão de realizar transfusões deve ser baseada em critérios específicos e
individualizados, e a contagem de plaquetas ainda está relativamente alta nesse
paciente.

Monitoramento frequente dos sinais vitais.

CORRETO: O monitoramento frequente dos sinais vitais é uma medida essencial para
o manejo adequado de casos de dengue hemorrágica. O estado do paciente pode
mudar rapidamente, e a observação contínua é crucial para identificar sinais de
deterioração.

Restrição hídrica rigorosa.

ERRADO: A restrição hídrica rigorosa não é recomendada no tratamento da dengue


hemorrágica, pois a desidratação pode agravar o quadro clínico. É importante manter
o paciente bem hidratado.

Administração de anticoagulantes.

ERRADO: Os anticoagulantes não são indicados no tratamento da dengue


hemorrágica. A coagulopatia associada à doença é complexa e não responde ao
tratamento com anticoagulantes.

Referência:

World Health Organization. (2009). Dengue: Guidelines for diagnosis, treatment, prevention,
and control. Geneva: World Health Organization. Disponível em:
https://www.who.int/tdr/publications/documents/dengue-diagnosis.pdf

11ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 4 de 12
Resposta comentada:

A presença de sintomas clássicos do diabetes (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso)


associado a glicemia sérica aleatória acima de 200mg/dl é um critério diagnóstico para diabetes
mellitus, não sendo obrigatória a solicitação de outros exames para firmar o diagnóstico da
doença.

Referência:

Silvio E Inzucchi, MD, Beatrice Lupsa, MD - Uptodate – “Clinical presentation, diagnosis, and initial
evaluation of diabetes mellitus in adults” – última revisão em fevereiro/2023.

12ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Os dados do enunciado descrevem um paciente com sintomas característicos de DPOC, o


exame físico e radiológico também são compatíveis com DPOC, além da exposição ao fator de
risco tabagismo, portanto o diagnóstico de DPOC é muito provável, e em estágio mais
avançado, pela gravidade dos sintomas descritos e dados radiológicos e de hipoxemia.

Dessa forma, o achado que se espera numa espirometria deste paciente é a presença de
distúrbio obstrutivo grave, que se mantém após o broncodilatador.

Referência:

GOLD – Global Iniciative for Chronic Obstructive Lung Disease, updated 2023, disponível em:
https://goldcopd.org.

13ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Dosagem de anticorpos IgM anti-HBc. Incorreta. Os anticorpos IgM anti-HBc indicam infecção
aguda pelo vírus da hepatite B. No entanto, o paciente não relata sintomas atuais, o que torna
essa opção menos provável.

Dosagem de antígeno de superfície do HBV (HBsAg) e anticorpos anti-HBc. Correta. O HBsAg é


o marcador mais importante para detectar a infecção pelo vírus da hepatite B. A presença de
anticorpos anti-HBc indica exposição prévia ao vírus. Nesse paciente, a dosagem do HBsAg e
dos anticorpos anti-HBc é apropriada para avaliar sua situação.

Dosagem de anticorpos anti-HBs. Incorreta. Os anticorpos anti-HBs indicam imunidade ao vírus


da hepatite B devido à infecção anterior ou à vacinação. Nesse paciente, o foco é avaliar a
infecção atual.

Dosagem de anticorpos anti-HBe. Incorreta. A presença de anticorpos anti-HBe é um indicador


de redução da replicação viral em pacientes com hepatite crônica B. Não é o marcador primário
para diagnosticar a infecção.

Dosagem de RNA do HBV. Incorreta. Embora a dosagem de RNA do HBV possa ser usada
para avaliar a replicação viral em casos de hepatite crônica B, não é o exame inicial para avaliar
a infecção nesse paciente.

Referência:

Terrault, N. A., & Lok, A. S. (2018). Hepatitis B reactivation in patients with hepatocellular
carcinoma: risk and impact on survival. Gastroenterology, 154(8), 2164-2176.

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 5 de 12
14ª QUESTÃO
Resposta comentada:

O esquema de tratamento inicial recomendado para o HIV é composto por medicamentos


antirretrovirais eficazes e bem tolerados. Atualmente, um esquema comum e recomendado
inclui o uso de um inibidor da integrase (dolutegravir) combinado com duas drogas nucleosídeos
ou nucleotídeos análogos da transcriptase reversa, como a lamivudina e o tenofovir. Este
esquema é conhecido por sua alta eficácia e perfil de efeitos colaterais favorável.

As outras opções apresentadas contêm diferentes combinações de medicamentos


antirretrovirais, mas o esquema com dolutegravir, lamivudina e abacavir é uma das principais
escolhas para o tratamento inicial do HIV de acordo com as diretrizes terapêuticas atualizadas.
É importante ressaltar que o tratamento do HIV deve ser individualizado, e a escolha do
esquema terapêutico deve levar em consideração a situação clínica específica de cada paciente,
bem como suas características e necessidades.

Referência

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção
e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. –
Brasília : Ministério da Saúde, 2018.

15ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 6 de 12
Resposta comentada:

A resposta correta é Infecção aguda por hepatite B.

A presença de HBsAg positivo e anticorpos anti-HBc IgM positivos sugere uma infecção aguda
por hepatite B. Os resultados negativos para anticorpos anti-HCV e anticorpos IgM anti-HAV
excluem infecções agudas por hepatite C e hepatite A, respectivamente.

Referência:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e


Hepatites Virais. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite viral C e coinfecções /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites
Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

16ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Trata-se de um paciente com sintomas de hipotensão fora do consultório, devendo o médico


afastar pseudo-hipertensão resistente, à partir de uma medida da pressão fora do consultório
(MAPA ou MRPA) de forma correta.

Referência:

BARROSO, W. K.S, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. 2020.

17ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Paciente estava em silêncio torácico, forma mais grave de broncoespasmo. Começou a sibilar,
pois os brônquios começaram a dilatar após as medicações, melhorando a passagem de ar e
gerando o sibilo.

18ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Resposta correta: Classe II

Assintomático. Paciente com cardiopatia estrutural definida e diagnosticada, porém,


Classe I
sem sintomas e limitações para atividades físicas.

Levemente assintomático. Paciente apresenta sintomas desencadeados por


Classe II
atividades habituais. Ex.: subir 1-2 lances de escada.

Sintomático. Paciente apresenta sintomas com atividades menores que as


Classe III
habituais. Ex.: tomar banho, comer, falar.

Classe
Sintomático em repouso.
IV

Referência: New York Heart Association

19ª QUESTÃO
000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 7 de 12
Resposta comentada:

Paciente com glicemia de jejum > 126 mg/dl e HbA1c > 6,5% já apresenta dois critérios e o
diagnóstico de DM está confirmado. Paciente portador de sobrepeso ou obesidade e história
familiar de DM2 sugere fortemente a possibilidade de tratar-se também de DM2. Está, nesse
caso, indicado o início de tratamento com MEV + monoterapia com metformina, pois a HbA1c é
< 7,5.

Referência:

https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-rastreamento-do-diabetes-tipo-2/

20ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Paciente com PA de 174/112 é estágio 3, ou seja, alto risco cardiovascular, devendo
tratamento ser iniciado modificação de estilo de vida associado a tratamento medicamentos,
com pelo menos dois anti-hipertensivos.

21ª QUESTÃO
Resposta comentada:

A paciente apresenta sinais e sintomas de hipercortisolismo. A avaliação propedêutica inicial


deverá ser direcionada para comprovação do hipercortisolismo com dois exames de alta
acurácia nos pacientes de alta probabilidade: teste de supressão com dexametasona, cortisol
livre urinário e cortisol salivar noturno. Apenas depois da comprovação do hipercortisolismo,
deverá seguir a propodêutica com a dosagem do ACTH e, posteriormente, a investigação
etiológica com exames de imagem.

Referência

Ministério da Saúde: O Ministério da Saúde disponibiliza um protocolo clínico e diretrizes


terapêuticas para a síndrome de Cushing, que pode ser acessado no site:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_terapeuticas_sindrome_cushing

22ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 8 de 12
Resposta comentada:

A psoríase em placas, ou psoríase vulgar, é a forma mais comum de apresentação da doença.


Manifesta-se por placas eritematoescamosas bem delimitadas, de diversos tamanhos, afetando
de forma simétrica a face extensora dos membros, particularmente cotovelos e joelhos, couro
cabeludo e região sacral. Em menor frequência, pode atingir dobras flexurais - psoríase invertida
- quando a descamação se torna menos evidente.

Na psoríase pustulosa, como o próprio nome diz, há pústulas sobre áreas eritematosas, que
evolui com descolamento de pele, o que não corresponde à apresentação clínica relatada.

Na psoríase eritrodérmica há eritema intenso, de caráter universal, com descamação discreta,


mais frequentemente é desencadeada por terapias intempestivas, administração e posterior
interrupção de corticoide sistêmico, o que não foi descrito nesse caso clínico em particular.

A psoríase ungueal pode preceder as manifestações cutâneas e ser, durante anos, a única
apresentação da doença.

No caso clínico apresentado há acometimento ungueal, mas não de forma exclusiva, o que
torna a alternativa incorreta.

Referência:

MART.INS, Mílton de Arruda et al (ed.). Clínica médica: alergia e imunologia clínica, doenças da
pele, doenças infecciosas e parasitárias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016. v. 7.

23ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Febre, adenopatia, odinofagia são sintomas que, apesar de inespecíficos, são integrantes do
que chamamos de síndrome retroviral aguda. A presença de linfonodomegalia, aumenta o
nosso grau de suspeição para HIV, principalmente considerando o dado epidemiológico trazido
pelo enunciado da questão. Quando temos a possibilidade de uma infecção aguda ou precoce
pelo HIV em suspeição, realizamos os testes diagnósticos mais sensíveis disponíveis, como um
teste de carga viral do HIV.

Referência:

Goldman-Cecil Medicina, volume 1.; 25. ed. - Rio de janeiro: GEN. Guanabara Koogan Ltda.,
2022.

24ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 9 de 12
Resposta comentada:

A Anvisa aprovou, por meio da Resolução RE 661/23, o registro de uma nova vacina para a
prevenção da dengue. A vacina Qdenga, da empresa Takeda Pharma Ltda., é composta por
quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, conferindo assim uma ampla proteção
contra a dengue. Deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de
criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa
acumular água totalmente cobertos com telas/capas/tampas, impedindo a postura de ovos do
mosquito Aedes aegypti. Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos
devem ser adotadas por viajantes e residentes em áreas de transmissão. A proteção contra
picadas de mosquito é necessária principalmente ao longo do dia, pois o Aedes aegypti pica
principalmente durante o dia. Entre as medidas de proteção individual estão: Proteger as áreas
do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas;
Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes
expostas do corpo; A utilização de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e
janelas.

Não há evidência científica da cor de roupas, especialmente claras, para prevenção.

Referências

Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,
Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. –
5. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-nova-vacina-para-
a-dengue

REIS, C. B.; ANDRADE, S. M. O.; CUNHA, R. V. Responsabilização do outro: discursos de


enfermeiros da Estratégia Saúde da Família sobre ocorrência de dengue. Revista Brasileira de
Enfermagem, Brasília, jan-fev. 2013.

25ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Agonoista alfa-2 (clonidina e metildopa), leva a xerostomia. A furosemida não tem efeito anti-
hipertensivo de forma geral e a paciente tem incontinência urinária. O propranolol pode
desencadar/piorar a asma da paciente. Portanto, a melhor opção é o enalapril.

Referência:

BARROSO, W. K.S, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. 2020.

26ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 10 de 12
Resposta comentada:

A psoríase é uma doença imunoinflamatória crônica, com acometimento cutâneo-articular. As


manifestações clínicas da doença incluem surgimento de lesões eritematoescamosas (eritema
vivo, vermelho claro ou rosa intenso e escamas branco-prateadas), em placas, com borda bem
delimitada. Os locais mais acometidos costumam ser joelhos e cotovelos, tronco, região sacral
e couro cabeludo. Dois sinais importantes presentes durante processo de curetagem para
identificação de lesões psoriásicas ajudam no diagnóstico: o sinal do orvalho sangrante, também
chamado de sinal de Auspitz, que é um sinal semiológico representado por surgimento de
pontos hemorrágicos após remoção das escamas e sinal da vela, representada pela saída de
escamas estratificadas.

Referência:

Goldman-Cecil Medicina, volume 1.; 25. ed. - Rio de janeiro: GEN. Guanabara Koogan Ltda.,
2022.

27ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Paciente com terapia otimizada para insuficiência cardíaca de fração ejeção reduzida, evoluindo
com classe funcional III e BRE, deve ser avaliado para terapia de ressincronização cardíaca.

Referência:

Diretriz de Insuficiência Cardíaca et al. “Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e


Aguda.” Arquivos brasileiros de cardiologia vol. 111,3 (2018): 436-539.
doi:10.5935/abc.20180190.

28ª QUESTÃO
Resposta comentada:

Paciente faz tratamento para asma persistente moderada (step 3). No entanto, apresenta
piora dos sintomas e pela classificação de Gina se enquadra em Asma não controlada. No
tratamento de manutenção/controle deve subir para tratamento de manutenção de asma
persistente grave (step 4) com uso diário de Corticoide inalatório de dose moderada + β2-
agonista de longa duração (preferência pelo formoterol).

Referência:

Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2023.
Updated May 2023. Available from: www.ginasthma.org

29ª QUESTÃO

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 11 de 12
Resposta comentada:

Alta amplitude do complexo QRS ao ECG: incorreto, pois no derrame pericárdio há baixa
amplitude do QRS ao ERCG.

A ecocardiografia bidimensional permite a avaliação semiquantitativa do derrame pericárdico,


mas não de sua repercussão hemodinâmica: incorreto, pois a ecocardiografia bidimensional
permite a avaliação semiquantitativa do derrame pericárdico e de sua repercussão
hemodinâmica.

O ecocardiograma pode oferecer informações sobre a etiologia, pois permite caracterizar a


natureza do líquido: correta.

Espaços livres de eco > 20 mm caracterizam derrame moderado: incorreta, pois espaços livres
de eco > 20 mm caracterizam derrame importante.

Supradesnível do seguimento ST em todas as derivações ao ECG: incorreta, pois supradesnível


do segmento ST côncavo e difuso, exceto em aVR e V1, onde ocorre infradesnível.

Referência:

Montera M.W., Mesquita E.T., Colafranceschi A.S., Oliveira Junior A.M., Rabischoffsky A., Ianni
B.M., et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites.
Arq Bras Cardiol 2013; 100(4 supl. 1): 1-36.

30ª QUESTÃO
Resposta comentada:

A infecção aguda pelo HIV ocorre nas primeiras semanas da infecção pelo HIV, quando o vírus
está sendo replicado intensivamente nos tecidos linfoides. Durante essa fase, tem-se CV-HIV
elevada e níveis decrescentes de linfócitos, em especial os LT-CD4+, uma vez que estes são
recrutados para a reprodução viral. O indivíduo, nesse período, torna-se altamente infectante. A
erupção cutânea é um sinal/sintoma comum associado à infecção aguda pelo HIV. Como em
outras infecções virais agudas, a infecção pelo HIV é acompanhada por um conjunto de
manifestações clínicas, denominado Síndrome Retroviral Aguda (SRA). Os principais achados
clínicos de SRA incluem febre, cefaleia, astenia, adenopatia, faringite, exantema e mialgia. A
SRA pode cursar com febre alta, sudorese e linfadenomegalia, comprometendo principalmente
as cadeias cervicais anterior e, posterior, submandibular, occipital e axilar. Podem ocorrer,
ainda, esplenomegalia, letargia, astenia, anorexia e depressão.

As outras opções também podem estar associadas ao HIV, mas não são comuns na fase
aguda da infecção. A diarreia crônica e a perda de peso gradual são mais frequentemente
observadas em estágios mais avançados da doença, enquanto o aumento da frequência
cardíaca em repouso pode ter outras causas e não são específicos da infecção aguda pelo HIV.
O comprometimento do fígado e do pâncreas é raro na SRA.

Referência:

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção
e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. –
Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

000095.96001b.be70e2.455f33.e8355c.2e599d.466a68.af0b4 Pgina 12 de 12

Você também pode gostar