Aluna: Beatriz Amorim da Silva
Curso: Psicologia
Instituição: Universidade Paulista (Unip - Tatuapé)
Resumo do filme: Para Sempre Alice produtora Pamela Koffler ano 2014, nos
Estados Unidos.
O filme Para Sempre Alice (Still Alice), dirigido por Richard Glatzer e
Wash Westmoreland, é uma adaptação cinematográfica do livro homônimo de Lisa
Genova, que traz à tona os desafios enfrentados por pessoas diagnosticadas com a Doença
de Alzheimer precoce. A trama acompanha a vida de Alice Howland (interpretada por
Julianne Moore), uma renomada professora de linguística na Universidade de Columbia,
que aos 50 anos começa a perceber os primeiros sinais da doença: lapsos de memória,
dificuldades em encontrar palavras e desorientação. Ao longo do filme, Alice é
diagnosticada com Alzheimer precoce, uma condição genética e progressiva, que a leva
a viver uma luta interna contra a perda de sua identidade e das suas capacidades
cognitivas. O diagnóstico da doença, uma das mais comuns causas de demência no
mundo, afeta profundamente a protagonista e todos à sua volta, levantando questões sobre
a identidade, a memória e o impacto emocional dessa condição tanto no indivíduo quanto
na rede familiar e social.
Sob o ponto de vista da Psicopatologia, o filme faz um retrato detalhado
dos sintomas e da progressão da Doença de Alzheimer. A protagonista vivencia uma
perda gradual de suas funções cognitivas, o que afeta diretamente suas habilidades de
comunicação, sua capacidade de planejar e organizar tarefas e, mais profundamente, sua
memória. Ao longo do filme, acompanhamos a maneira como Alice tenta enfrentar esses
desafios, inicialmente recorrendo ao uso de aplicativos para lembrar-se de detalhes
simples do seu cotidiano, como datas e compromissos. A doença vai avançando de forma
inexorável, e ela começa a enfrentar o medo de ser esquecida, de perder a sua própria
identidade. A luta de Alice para manter a sua autonomia, mesmo diante do diagnóstico, é
um tema central da obra, que retrata a angústia e o sofrimento emocional de quem enfrenta
a perda gradual da memória e da autonomia.
O impacto psicológico da doença, tanto no paciente quanto na família, é
retratado de forma tocante. A protagonista se vê em um processo doloroso de aceitação
de sua condição, que é muitas vezes marcada pela negação e pelo medo de ser reduzida a
um "caso clínico" ou a uma pessoa sem valor. Alice é uma mulher altamente respeitada
por sua carreira e, ao ser diagnosticada, sente uma perda profunda não só de suas
capacidades intelectuais, mas também de seu papel na sociedade e na família. A maneira
como ela lida com essa nova realidade, enfrentando o sofrimento da perda da memória,
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Instituição: Universidade Paulista (Unip - Tatuapé)
das palavras e da identidade, é um reflexo das dificuldades emocionais que acometem
pessoas com Alzheimer. A obra também destaca a importância de estratégias de
enfrentamento, como a construção de um plano de cuidados que envolva a família, o
apoio psicológico e a utilização de ferramentas que possam ajudar o paciente a lidar com
os sintomas.
Do ponto de vista da Psicologia Social, o filme aborda como a sociedade
e a família lidam com o diagnóstico de Alzheimer e como o paciente com a doença
enfrenta o estigma e a marginalização social. Alice, ao perder suas habilidades cognitivas,
passa por uma transformação dolorosa em sua identidade social. Uma mulher que era
reconhecida pelo seu intelecto, que dava aulas e orientava pesquisas, agora se vê
enfrentando a incapacidade de lembrar-se de palavras simples, de se organizar e de
desempenhar as funções que antes eram fundamentais em sua vida. Isso levanta uma
reflexão sobre a forma como a sociedade valoriza o desempenho intelectual e como
pessoas com Alzheimer ou outras demências são muitas vezes tratadas como invisíveis
ou "incapazes". O filme também mostra como a doença afeta as relações familiares. O
marido de Alice, John, tenta lidar com a situação de maneira mais racional, mas também
apresenta dificuldades emocionais para aceitar o avanço da doença. Já seus filhos reagem
de maneira distinta ao diagnóstico, com algumas tentativas de manter a normalidade,
enquanto outros, como Lydia, a filha mais sensível, se envolvem mais diretamente no
cuidado.
O filme coloca em foco os dilemas familiares que surgem quando um dos
membros é diagnosticado com uma doença degenerativa. A reação dos familiares ao
diagnóstico, o papel de cuidador que é atribuído, muitas vezes de forma involuntária, e o
desgaste emocional enfrentado pelo cuidador são questões centrais da obra. O filme
também toca no impacto da doença na identidade do paciente, que, ao perder suas
capacidades cognitivas, também pode perder seu lugar dentro da estrutura familiar e
social. Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de apoio e compreensão tanto para a
pessoa com Alzheimer quanto para os seus cuidadores.
Além disso, Para Sempre Alice também aborda a importância da rede de
apoio social e da conscientização sobre a doença. A sociedade muitas vezes marginaliza
aqueles que sofrem de doenças como o Alzheimer, tratando-os como pessoas sem valor
ou sem utilidade. O filme, por sua vez, mostra que a pessoa diagnosticada com Alzheimer
ainda é capaz de ter uma vida significativa, mesmo com as limitações impostas pela
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Instituição: Universidade Paulista (Unip - Tatuapé)
doença. Alice, em diversos momentos, tenta resistir à perda de identidade e de
funcionalidade, buscando maneiras de continuar sendo a mesma pessoa, embora isso se
torne progressivamente mais difícil. Esse dilema entre manter-se como a pessoa que ela
era e aceitar sua nova realidade é uma questão profunda e angustiante, tanto para ela
quanto para sua família.
Por fim, Para Sempre Alice é um filme que oferece uma análise sensível e
detalhada dos efeitos da Doença de Alzheimer, abordando de forma realista as questões
emocionais e psicológicas enfrentadas pelos pacientes e seus familiares. A obra vai além
da representação dos sintomas da doença e nos leva a refletir sobre as implicações sociais
e familiares do diagnóstico. Ao fazer isso, o filme proporciona uma compreensão mais
profunda das dificuldades, mas também das possibilidades de enfrentamento e adaptação
que surgem quando se vive com Alzheimer. A maneira como a protagonista lida com o
diagnóstico, as reações de sua família e o impacto social da doença fazem do filme uma
reflexão importante sobre identidade, estigma e a perda das capacidades cognitivas que
nos tornam "quem somos". Ao mostrar esses aspectos, o filme contribui
significativamente para a discussão sobre como lidar com doenças neurodegenerativas e
como a sociedade pode apoiar melhor aqueles que enfrentam tais condições.
Aluna: Beatriz Amorim da Silva
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RELATÓRIO
ATIVIDADE DESENVOLVIDA: Para Sempre Alice (2014), nos Estados Unidos
LOCAL: Própria residência
DATA: 16/04/2025
Link do Filme: https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Para-Sempre Alice.
O filme O Lado Bom da Vida proporciona uma rica oportunidade de reflexão
sobre transtornos mentais, vínculos familiares e relações humanas a partir de uma
narrativa acessível e envolvente. Através da vivência de Pat, que convive com o
transtorno bipolar, e de Tiffany, que está em um processo de luto, somos levados a
compreender como o sofrimento psíquico se manifesta no cotidiano e como a construção
de vínculos afetivos pode atuar como catalisadora da transformação emocional. A
atividade contribui diretamente para minha formação em Psicologia por estimular um
olhar mais empático e clínico sobre as relações interpessoais, as estratégias de
enfrentamento do sofrimento e a importância das redes de apoio social no tratamento de
transtornos mentais. Além disso, evidencia o papel da escuta, da aceitação e da construção
de sentido como ferramentas terapêuticas.
A análise do filme Para Sempre Alice contribui de forma significativa para
minha formação em psicologia, especialmente no que diz respeito à compreensão dos
impactos emocionais e psicológicos causados por doenças neurodegenerativas, como a
Doença de Alzheimer. A trama acompanha a vida de Alice Howland, uma professora
universitária de 50 anos, que começa a apresentar sintomas de Alzheimer precoce. A
doença vai lentamente apagando suas memórias e sua identidade, afetando suas relações
familiares e seu papel social. Este filme me permite refletir sobre como a psicologia pode
ajudar a entender as angústias, medos e perdas vivenciadas pelo paciente diagnosticado,
além de explorar a necessidade de apoio psicológico tanto para o paciente quanto para
seus familiares. A análise da experiência de Alice é relevante para a psicopatologia, ao
mostrar as dificuldades cognitivas e emocionais enfrentadas pelos indivíduos com
Alzheimer, e também para a psicologia social, ao abordar as dinâmicas familiares e
sociais que emergem a partir do diagnóstico de uma doença degenerativa.
O tema principal do filme é o impacto da Doença de Alzheimer precoce na
vida de Alice e na dinâmica familiar ao seu redor. A história revela, de maneira profunda,
como a protagonista lida com a perda gradual de sua memória e identidade. Inicialmente,
Alice tenta negar os sinais da doença e manter sua vida normal, mas conforme os sintomas
Aluna: Beatriz Amorim da Silva
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se intensificam, ela se vê forçada a enfrentar a realidade de que sua condição não tem
cura e que suas capacidades cognitivas estão se deteriorando. Este processo de aceitação
e luto pela perda da memória e da autonomia é um tema central do filme, que leva o
espectador a refletir sobre os desafios psicológicos enfrentados por indivíduos que sofrem
com a doença. O impacto da doença na vida familiar de Alice é igualmente explorado,
com a relação dela com o marido e os filhos se tornando cada vez mais tensa à medida
que a doença avança. O marido de Alice, John, tem dificuldades em lidar com a situação
e frequentemente busca distanciar-se emocionalmente, enquanto suas filhas reagem de
formas diferentes ao diagnóstico, com uma delas, Lydia, se tornando mais envolvida no
cuidado. O filme nos faz pensar sobre o papel da família e como ela é afetada
emocionalmente e psicologicamente por esse diagnóstico, ao mesmo tempo em que lida
com os desafios de cuidar de um ente querido com uma doença debilitante.
Este filme se articula de forma direta com as disciplinas de Psicopatologia e
Psicologia Social, ambas fundamentais no curso de psicologia. Na disciplina de
Psicopatologia, o filme oferece uma representação fiel dos sintomas da Doença de
Alzheimer, incluindo a perda de memória, a confusão e a desorientação, aspectos
essenciais para a compreensão dos transtornos neurodegenerativos. A psicologia pode
contribuir para ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento para os pacientes
diagnosticados, além de oferecer suporte psicológico para as famílias, que
frequentemente experimentam sentimento de culpa, frustração e tristeza. A Psicologia
Social, por sua vez, se articula ao abordar como a sociedade reage ao diagnóstico de
Alzheimer e ao estigma que a doença carrega. O filme evidencia a dificuldade de Alice
em manter sua identidade social à medida que perde suas habilidades cognitivas, o que
nos leva a refletir sobre como a sociedade vê a doença e as pessoas que dela sofrem. A
dinâmica familiar também é um ponto de destaque na psicologia social, uma vez que o
papel de cuidador muitas vezes recai sobre familiares próximos, o que pode gerar tensões
e transformações nas relações.
Portanto, a atividade de análise deste filme foi de grande relevância para
minha formação, pois proporcionou uma reflexão sobre a importância de compreender os
impactos psicológicos e sociais da Doença de Alzheimer, e como a psicologia pode apoiar
tanto os pacientes quanto suas famílias durante o processo de enfrentamento.
Aluna: Beatriz Amorim da Silva
Curso: Psicologia
Instituição: Universidade Paulista (Unip - Tatuapé)