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Ecossistemas: Estrutura e Tipos

Os ecossistemas são formados por organismos vivos e fatores abióticos que interagem em um ambiente específico, incluindo produtores, consumidores e decompositores que compõem as cadeias tróficas. Eles são classificados em terrestres e aquáticos, com o Brasil apresentando diversos ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado. A gestão dos ecossistemas é crucial para a preservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos que sustentam a vida no planeta.

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Thayane Carvalho
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Ecossistemas: Estrutura e Tipos

Os ecossistemas são formados por organismos vivos e fatores abióticos que interagem em um ambiente específico, incluindo produtores, consumidores e decompositores que compõem as cadeias tróficas. Eles são classificados em terrestres e aquáticos, com o Brasil apresentando diversos ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado. A gestão dos ecossistemas é crucial para a preservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos que sustentam a vida no planeta.

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ECOSSISTEMAS

Ecossistemas

Os organismos vivos que ocupam uma determinada área, também descritos como comunidades, inte-
ragem continuamente entre si e com o ambiente físico (fatores abióticos). Essa composição formada
por biodiversidade, interações tróficas e ciclos de matéria e energia com o meio compõe um sistema
ecológico, ou Ecossistema.

De forma geral, os ecossistemas são constituídos por substâncias inorgânicas, compostos orgânicos,
o regime climático, os organismos autotróficos (ou produtores) e os organismos heterotróficos (ou con-
sumidores) que também incluem os decompositores. As substâncias inorgânicas são aquelas encon-
tradas no solo, água e ar, servindo de nutrientes essenciais para a manutenção da vida (tais como O2 e
CO2, essenciais na respiração e fotossíntese).

Os compostos orgânicos são provenientes de atividade biológica e formam os corpos dos seres vivos,
também servindo como fonte de energia quando consumidos (alguns exemplos são os carboidratos, li-
pídios e proteínas). Por fim, os produtores, consumidores e decompositores formam as teias tróficas
responsáveis pela transferência de energia e pela ciclagem de matéria nos ecossistemas.

Funcionalmente, descrevemos os ecossistemas através do fluxo de matéria e energia (principalmente


através das relações tróficas), ciclos biogeoquímicos, padrões de ocorrência, ausência e distribuição
de organismos no tempo e espaço e também através dos mecanismos de evolução. As populações de
organismos formam as cadeias tróficas, onde os produtores são os organismos base e, comumente,
mais numerosos do ecossistema. Consumidores podem ocupar diferentes nichos, dependendo das
características intrínsecas à cada espécie.

Os decompositores são os organismos que reciclam a matéria orgânica e, muitas vezes, participam
dos ciclos biogeoquímicos. O ciclo do nitrogênio, por exemplo, possui uma importante etapa biológica
na qual as bactérias nitrificantes transformam nitritos em nitratos, forma que pode ser absorvida e utili-
zada pelas plantas. A distribuição das diferentes populações em um ecossistema é diretamente relaci-
onada aos limites de vida de cada espécie.

Temperatura, umidade e pH são apenas alguns exemplos de fatores abióticos que determinam a ocor-
rência ou ausência dos organismos. Como estes fatores se modificam com o passar do tempo (em uma
escala geológica) os seres vivos passam por processos de seleção que podem resultar em migrações
para locais com melhores condições, adaptação às novas condições (caso exista naquela população
diversidade genética que permita tal adaptação) ou extinção.

Um fator muito importante relacionado aos ecossistemas são os serviços ecossistêmicos. Um conceito
criado nos anos 2000, ele está relacionado aos benefícios que a sociedade humana obtém livremente
dos ambientes naturais que estejam preservados e sejam funcionais. Este conceito for criado a fim de
induzir a valorização da natureza através de um ponto de vista monetário.

Desde então, diversos serviços foram descritos, tais como: a polinização, a manutenção do ciclo da
água, a ciclagem da matéria orgânica e a decomposição, a regulação do clima regional e global e a
produção de alimento e matéria-prima. Nota-se que todos estes são processos essenciais para a ma-
nutenção da vida, tanto humana quanto de toda a biosfera.

Como os ecossistemas englobam grandes áreas e uma gama de populações da fauna e flora, muitas
ações de manejo de biodiversidade e recursos naturais são aplicadas nestas unidades ecológicas.
Existem diferentes abordagens quanto ao plano de manejo de ecossistemas e o que os define é o
objetivo principal relacionado a cada local. Em algumas áreas existem recursos biológicos raros ou com
alto risco de extinção que demandam a criação de áreas de proteção isoladas do contato humano e
com continuo monitoramento.

Em outros locais é possível estabelecer reservas extrativistas, em que a retirada de recursos é feita de
maneira controlada e consciente. Seja qual for a ação, o manejo dos ecossistemas é vital para a ma-
nutenção da biodiversidade, do funcionamento dos serviços ecossistêmicos e da preservação dos re-
cursos naturais.

Ecossistema é o conjunto dos organismos vivos e seus ambientes físicos e químicos.

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ECOSSISTEMAS

O termo ecossistema é originado a união das palavras "oikos" e "sistema", ou seja, tem como signifi-
cado, sistema da casa. Ele representa o conjunto de comunidades que habitam e interagem em um
determinado espaço.

Ecossistema Terrestre

Os componentes dos ecossistemas são:

• Fatores bióticos: Todos os organismos vivos. Produtores primários, consumidores, decomposito-


res e parasitas.

• Fatores abióticos: Ambiente físico e químico que fornece condições de vida. Nutrientes, água,
chuva, umidade, solo, sol, ar, gases, temperatura,etc.

O ecossistema é a unidade básica de estudo da Ecologia.

Tipos de Ecossistemas

Os ecossistemas são divididos em:

• Ecossistemas terrestres: São representados pelas florestas, desertos, montanhas, pradarias e pas-
tagens.

• Ecossistemas aquáticos: Compreendem os ambientes de água doce como lagos, mangues, rios.
Além dos ambientes marinhos como os mares e oceanos.

Ecossistema Marinho

Ao conjunto de ecossistemas terrestres damos o nome de bioma. Os biomas são ecossistemas com
vegetação característica e um tipo de clima predominante, o que lhes confere um caráter geral e único.

Exemplos de Ecossistemas

Os ecossistemas apresentam diferentes escalas. Não existe tamanho para se definir um ecossistema.

O maior ecossistema que existe é a biosfera. Ela reúne todos os ecossistemas existentes. Refere-se à
camada da Terra habitada pelos seres vivos e onde os mesmos interagem.

Os ecossistemas também podem ser mais simples. Por exemplo, uma poça de água é um ecossistema,
pois nela existem diversos microrganismos vivos que interagem entre si e com fatores do ambiente.

As florestas tropicais representam os ecossistemas mais complexos, dada a grande biodiversidade e


inúmeras relações ecológicas entre os seres vivos e os fatores abióticos.

Ecossistemas Brasileiros

O Brasil apresenta grande extensão territorial, isso confere diferentes tipos de clima e de solo, resul-
tando em diferentes condições ambientais e ecossistemas.

Os principais ecossistemas brasileiros são:

• Amazônia: O maior ecossistema brasileiro. Abrange, aproximadamente, 60% do território do Brasil.

• Caatinga: Compreende o Nordeste do Brasil. Apresenta vegetação adaptada às secas.

• Cerrado: O segundo maior bioma brasileiro em extensão. Abrange os estados do Amapá, Maranhão,
Piauí, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo,
Tocantins, Bahia.

• Mata Atlântica: Corresponde a 15% do território brasileiro. É o ecossistema mais ameaçado do Bra-
sil.

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ECOSSISTEMAS

• Mata dos Cocais: Abrange parte do Nordeste. Representa uma vegetação de transição entre a flo-
resta amazônica e a caatinga.

• Pantanal: Localiza-se na região Centro-Oeste do Brasil. É considerado a maior planície inundável


do mundo.

• Mata de Araucárias: Abrange a região Sul do Brasil. É característico pelo predomínio do pinheiro-
do-paraná, conhecido como Araucária.

• Mangue: É característico de regiões alagadiças do ambiente de encontro entre águas doces e ma-
rinhas.

• Pampa: Presente no estado do Rio Grande do Sul. Tem como características a presença de gramí-
neas, plantas rasteiras, arbustos e árvores de pequeno porte.

Fluxo de e de

A transformação de energia mais importante nos ecossistemas é a conversão da luz solar em energia
química através da fotossíntese.

Por meio da cadeia alimentar, a energia passa através do ecossistema.

A cadeia alimentar representa o percurso de matéria e energia no ecossistema. Ela inicia com os seres
produtores, passa pelos consumidores e termina nos seres decompositores.

A cadeia alimentar é importante porque garante a sobrevivência do ecossistema, auxiliando na absor-


ção de nutrientes e de energia pelos organismos vivos.

As pirâmides ecológicas representam o fluxo de energia e matéria entre os níveis tróficos. Através de-
las, observamos que a energia vai diminuindo a cada nível tróficosucessivamente acima.

Além da energia, os organismos ajudam a transportar elementos químicos através dos ciclos biogeo-
químicos que ocorrem nos ecossistemas.

Eles representam o movimento dos elementos químicos entre os seres vivos e a atmosfera, litosfera e
hidrosfera do planeta.

O que é Ecossistema:

Ecossistema significa o sistema onde se vive, o conjunto de características físicas, químicas e biológi-
cas que influenciam a existência de uma espécie animal ou vegetal.

É uma unidade natural constituída de parte não viva (água, gases atmosféricos, sais minerais e radia-
ção solar) e de parcela viva (plantas e animais, incluindo os microrganismos) que interagem ou se
relacionam entre si, formando um sistema estável. Os ecossistemas são divididos em ecossistemas
terrestres e ecossistemas aquáticos.

É considerado como o conjunto de todos os organismos (biocenose) que habitam em um determinado


espaço vital (ecótopo), com a totalidade de fatores inanimados desse espaço. Vários ecossistemas
parecidos formam um bioma.

Fatores bióticos são os efeitos das diversas populações de animais, plantas e bactérias umas com as
outras e abióticos são os fatores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento. Em um determi-
nado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga, mata atlântica ou floresta amazônica,
por exemplo, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente é chamado de
ecossistema.

Existem também os agroecossistemas que atuam em uma população agrícola. A alteração de um único
elemento pode causar modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente,
o conjunto de todos os ecossistemas do mundo formam a biosfera.

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ECOSSISTEMAS

Tipos de Consumidores em um Ecossistema

Dentro de um ecossistema existem vários tipos de consumidores, que juntos formam uma cadeia ali-
mentar. Os tipos de consumidores são divididos em:

Consumidores primários: São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, as espécies her-
bívoras;

Consumidores secundários: São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de
animais carnívoros;

Consumidores terciários: São os grandes predadores como tubarões, orcas e leões, os quais capturam
grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia;

Decompositores: São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transfor-


mando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente.

Ecossistemas Brasileiros

O Brasil, sendo um país vasto na sua extensão, possui vários ecossistemas, como por exemplo:

• Floresta Amazônica;

• Mata Atlântica;

• Cerrado;

• Caatinga

• Campos;

• Pantanal

• Restingas;

• Manguezais.

Dentro das categorias mencionadas anteriormente, existem ecossistemas específicos, como a Mata de
Araucária, Mata de Cocais (localizada entre a floresta amazônica e a Caatinga), Floresta Ombrófila
(densa, aberta e mista), Floresta Estacional (semidecidual e decidual), etc.

Ecossistema é o nome dado a um conjunto de comunidades que vivem em um determinado local e


interagem entre si e com o meio ambiente, constituindo um sistema estável, equilibrado e autossufici-
ente. O termo foi utilizado pela primeira vez em 1935 pelo ecólogo Arthur George Tansley. Desde en-
tão, faz parte do vocabulário da comunidade científica e da sociedade.

→ Componentes de um ecossistema

Um ecossistema é formado por dois componentes básicos:o biótico e o abiótico. O primeiro diz respeito
aos seres vivos da comunidade, tais como plantas e animais. Esses seres desempenham diferentes
papeis em um ecossistema e ocupam diferentes níveis tróficos, podendo ser produtores, consumidores
ou decompositores.

De alguma forma, todos os seres vivos de um ecossistema dependem uns dos outros. Os produtores,
por exemplo, garantem a entrada de energia no sistema. Os consumidores, por sua vez, promovem o
fluxo de energia e matéria. Por fim, os decompositores garantem a ciclagem dos nutrientes.

Além dos componentes bióticos, temos os componentes abióticos, que são as partes sem vida do am-
biente, como o solo, a atmosfera, a luz e a água. Esses fatores são fundamentais para a manutenção
da vida, pois garantem a sobrevivência das espécies, atuando, inclusive, no metabolismo dos seres
vivos, como é o caso da água.

→ Exemplos de ecossistemas

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ECOSSISTEMAS

Os ecossistemas podem ser observados em diferentes escalas. O maior ecossistema existente é a


própria biosfera, que corresponde a todos os locais do globo onde existe vida. Outro exemplo são as
florestas tropicais, que se destacam por sua grande biodiversidade.

Entretanto, ecossistemas podem ocorrer em pequena escala, com em um pequeno aquário autossufi-
ciente que contenha plantas, peixes e algas. Vale destacar ainda que uma única planta de uma floresta
pode ser considerada um ecossistema, pois engloba ali vários organismos que interagem com os fato-
res abióticos.

É importante entender que todos os ecossistemas estão interligados e, portanto, existe a troca de ma-
téria e energia entre eles, independentemente de seu tamanho. Assim sendo, cada ecossistema,
mesmo que pequeno, é importante para garantir o equilíbrio do planeta.

Quando o assunto é Ecologia, frequentemente utilizamos a palavra ecossistema. Apesar de fazer parte
do nosso vocabulário, muitas pessoas não compreendem o real significado desse termo.

Podemos definir ecossistema como um conjunto de organismos que vivem em determinado local e in-
teragem entre si e com o meio, formando um sistema estável. Cada ecossistema é formado por várias
populações de espécies diferentes, constituindo, assim, uma comunidade.

A Floresta Amazônica com todos as suas plantas, animais, clima, tipos de solo e rios forma um ecos-
sistema. Um pequeno jardim, um aquário e um lago, por exemplo, também formam ecossistemas, uma
vez que, nesses locais, há organismos vivos interagindo com o ambiente em que vivem.

Podemos dividir o ecossistema em dois componentes básicos: os bióticos e os abióticos.

Os componentes bióticos de um ecossistema são os seres vivos, como as plantas, animais e micro-
organismos. Podemos dividir esses componentes em dois grupos principais: os organismos autotrófi-
cos e os heterotróficos. Os primeiros produzem seu próprio alimento através de processos de fotossín-
tese e quimiossíntese, já os heterotróficos são os consumidores e os decompositores.

Os componentes abióticos, por sua vez, são aqueles fatores não vivos, como a luz, a temperatura, os
nutrientes, o solo e a água. Apesar de não darmos muita importância aos fatores abióticos quando
pensamos em um ecossistema, eles são fundamentais para a sobrevivência dos organismos. Dentre
esses componentes, podemos destacar a radiação solar, que permite o processo de fotossíntese pelos
seres fotossintetizantes. Além disso, a água e a temperatura também exercem um importante papel na
sobrevivência de organismos.

Para facilitar a compreensão e o ensino, frequentemente os ecossistemas são divididos em dois gru-
pos: os aquáticos e os terrestres. Dentre os ecossistemas terrestres, podemos citar as florestas, deser-
tos, campos, savanas, entre outros. Como exemplos de ecossistemas aquáticos, podemos citar rios,
mares, oceanos e lagos.

Curiosidade: Você sabia que uma pequena gota de água pode ser um ecossistema? Se pensarmos
que nessa gota pode haver uma comunidade de micro-organismos que interage com o meio em que
estão, podemos afirmar que se trata de um pequeno ecossistema.

Ecologia: Estrutura Dos Ecossistemas E Fluxo De Energia.

Os ecossistemas apresentam dois componentes estruturais básicos e intimamente inter-relacionados:

• Componentes abióticos: podem ser físicos (como a radiação solar, a temperatura, a luz, a umidade,
os ventos),químicos (como os nutrientes presentes nas águas e nos solos) ou geológos (como o solo);

• Componentes bióticos: são os seres vivos.

Em um ecossistema existem várias populações de diferentes espécies de seres vivos, e o conjunto


dessas populações compõe uma comunidade ou biocenose ou, ainda biota.

Os componentes abióticos

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ECOSSISTEMAS

A radiação solar é um dos principais fatores físicos dos ecossistemas, pois é por meio dela que os
seres clorofilados realizam fotossíntese. Nesse processo, liberam oxigênio para a atmosfera e transfor-
mam a energia luminosa em energia química, única forma de energia que se pode ser aproveitada
pelos demais seres vivos.

Os componentes bióticos

Os componentes bióticos podem ser divididos em dois grupos:

• Organismos autótrofos: representados pelos seres fotossintetizantes e quimiossintetizantes, conside-


rados os produtores dos ecossistemas;

• Organismos heterótrofos: representados pelos consumidores e pelos decompositores.

Os consumidores são organismos que se alimentam de outros organismos, como fazem todos os ani-
mais. Os que se alimentam de produtores são chamados consumidores primários, como é o caso dos
herbívoros, cujo alimento são as plantas.

Os decompositores degradam a matéria orgânica contida nos produtores e nos consumidores, utili-
zando alguns produtos da decomposição como alimento e liberando para o meio ambiente apenas
minerais e outras substâncias, que podem ser novamente utilizadas pelos produtores. Os decomposi-
tores estão representados pelas bactérias e pelos fungos.

Todos os seres vivos necessitam de matéria-prima e de energia para a realização de suas atividades
vitais. Essas necessidades são supridas pelos alimentos orgânicos.

Os orgânismos produtores (autótrofos) sintetizam seu próprio alimento orgânico a partir de matéria
não-orgânica, e esse alimento é utilizado por eles e pelos consumidores (heterótrofos), que não são
capazes de executar essa função.

Os principais produtores são os organismos fotossintetizantes. A energia luminosa so Sol é transfor-


mada em energia química pelos produtores e é tranmitida aos demais seres vivos.

Essa energia, no entanto, diminui à medida que passa de um consumidor prao utro, pois parte dela é
liberada sob a forma de calor e parte é utilizada na realização dos processos vitais do organismo.
Assim, sempre restará uma parcela menos de energia disponível para o nível seguinte. Como na trans-
ferência de energia entre os seres vivos não há reaproveitamento da energia liberada, diz-se que essa
tranferência é unidirecional e ocorre como um fluxo de energia.

A matéria no entanto, pode ser reciclada, falando-se em ciclo da matéria ou ciclo biogeoquímico.
Os decompositores são fundamentais nesse ciclo, pois eles decompõem organismos mortos de todos
os níveis tróficos, devolvendo ao ciclo elementos fundamentais.

O Brasil é um país com proporções territoriais continentais, e em seu grande território existem vários
tipos de conjuntos ambientais, os chamados ecossistemas. Como ecossistema entende-se um con-
junto de seres vivos, animais e vegetais, que convivem em equilíbrio num dado ambiente físico. Os
ecossistemas possuem como base para seu desenvolvimento as condições físicas do meio, como o
relevo, o clima, a hidrografia, dentre outros.

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ECOSSISTEMAS

Ecossistemas Brasileiros

Floresta Amazônica

Também conhecida como Floresta Pluvial Equatorial, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical
existente no mundo. No caso do Brasil, ela se estende por mais de 3,7 milhões de quilômetros quadra-
dos, existindo em sua abrangência uma expressiva parcela constituída por unidades de conservação,
ou seja, ambientes onde as atividades humanas são restritas, por conta dos riscos de degradação
ambiental.

Houve uma intensa devastação da Floresta Amazônica, especialmente nos anos de 1970, quando
houve uma expansão da ocupação humana em direção à região Norte do Brasil, quando ocorreu a
construção de rodovias na região. Além disso, atividades como mineração, garimpos, expansão agrí-
cola e exploração madeireira, também foram as responsáveis pela expansão humana em direção às
áreas florestais.

A Floresta Amazônica é formada por três estratos vegetais, sendo eles uma área de igapó, a qual é
constituída por um ambiente permanentemente alagado, onde a vegetação que se desenvolve é adap-
tada aos elevados índices de umidade, como a vitória-régia. Há também a várzea, a qual é uma região
suscetível aos alagamentos, mas não fica permanentemente alagada. Neste local se desenvolvem
plantas como a seringueira.

Os ambientes de terra firme são aqueles que nunca inundam, e onde se desenvolve a vegetação de
maior porte, com árvores de grande dimensão, podendo chegar aos 60 metros de altura, como a cas-
tanheira.

Mata Atlântica

A Floresta Pluvial Tropical, chamada de Mata Atlântica, é um bioma bastante devastado no território
brasileiro. Esse tipo de mata ocupou originalmente extensões que iam desde o litoral do Rio Grande do
Sul até o Rio Grande do Norte, adentrando o interior de alguns estados, como São Paulo e Minas
Gerais.

A Mata Atlântica é uma das áreas de maior biodiversidade do mundo, mas também é uma das mais
atingidas pela ação humana, especialmente por serem áreas amplamente habitadas pelos brasileiros.

Na Mata Atlântica há uma vasta diversidade de espécies vegetais e animais, com a predominância de
florestas ombrófilas densas, abertas e mistas, e ainda florestas deciduais e semideciduais, bem como
campos, mangues e ainda restingas. As condições vegetais apresentadas vão depender do local no
qual a Mata Atlântica está abrangida.

Mata das Araucárias

A Mata das Araucárias é também chamada de Mata dos Pinhais, ou ainda, Floresta Pluvial Subtropical.
Esse tipo de vegetação é comum nas regiões de clima subtropical, no Sul do Brasil e em algumas
partes do Sudeste deste.

A espécie mais comum neste tipo de floresta é a Araucária Angustifolia, uma árvore conhecida por sua
aparência curiosa, cuja copa parece um “guarda-chuva”. A Mata das Araucárias foi amplamente devas-
tada por conta da extração de madeira, restando uma pequena parcela de uma condição original.

Mata dos Cocais

Esse tipo de vegetação é comum no estado do Maranhão, em uma área entre a Floresta Amazônica,
o Cerrado e a Caatinga, sendo, portanto, uma zona de transição entre biomas. São comuns as palmei-
ras, com predominância do babaçu e, esporadicamente, da carnaúba.

A região foi bastante explorada para extração do óleo de babaçu e da cera de carnaúba, o que vem
ocorrendo desde o período colonial. No contexto atual, a expansão das atividades agrícolas, especial-
mente pelas plantações de soja em grandes extensões, tem denegrido ainda mais a região da Mata
dos Cocais.

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ECOSSISTEMAS

Caatinga

A Caatinga é uma vegetação adaptada ao clima semiárido, sendo comum sua existência no Nordeste
brasileiro. A vegetação da Caatinga é formada porplantas xerófilas, arbustos caducifólios e espinhosos.
Essas plantas possuem uma adaptação para reduzir o processo de evapotranspiração, com armaze-
namento de água em seus troncos ou folhas, o que favorece sua sobrevivência nos períodos mais
secos.

Quando há a incidência de chuvas, ainda que em níveis reduzidos, as folhagens ficam mais verdes,
sendo que nos períodos de maior seca, a vegetação fica com coloração clara, o que denotou o nome
de “Mata Branca” para a região de Caatinga.

Cerrado

O Cerrado é um dos biomas mais devastados do território brasileiro, especialmente pela expansão das
fronteiras agrícolas. A vegetação destas regiões é formada por árvores caducifólias, também chamadas
de estacionais, arbustivas e com raízes profundas. As árvores do Cerrado possuem troncos retorcidos
e a casca destas é bastante grossa, as quais são adaptadas ao clima da região, com chuvas abundan-
tes no período do verão e invernos com pouca precipitação. Em algumas regiões, o Cerrado é carac-
terizado como “Cerradão”, quando por conta dos índices pluviométricos mais elevados, a vegetação se
torna mais densa e expressiva.

Pantanal

Esse tipo de ecossistema se estende no território brasileiro pelos estados do Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul, constituindo-se em uma extensa área de planícies sujeitas a inundações, ou seja, são
ambientes com relevos planos nos quais há durante o ano ocasiões em que as terras ficam submersas
ou semi-submersas. O Pantanal é um complexo que agrupa vários tipos de vegetação, bem como uma
fauna rica em biodiversidade.

Campos

Os campos são formações comuns na região Sul do Brasil, sendo os campos mais conhecidos aqueles
que se localizam no Rio Grande do Sul, na área chamada de Campanha Gaúcha. São formações ras-
teiras ou herbáceas, dependendo do local em que se encontram. São regiões com solos rasos, ampla-
mente utilizados para criação de gado em extensão e também para produção agrícola mecanizada, por
serem terras relativamente planas.

Vegetação litorânea

São consideradas como vegetações litorâneas os manguezais e as restingas, sendo formações vege-
tais típicas do litoral brasileiro. A restinga é uma vegetação que se desenvolve nas áreas com areia,
com a existência de arbustos e algumas árvores. Os manguezais são considerados como “nichos eco-
lógicos”, pois é nestes ambientes em que acontece a reprodução de vários animais, como peixes, mo-
luscos e ainda crustáceos.

Os manguezais ocorrem em áreas alagadas, e as raízes das plantas podem ficar expostas durante as
marés baixas, sendo que as plantas também são adaptadas para resistirem a água salgada do mar.

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