Unidade i: introdução ao ensino das dip’s
As doenças infecciosas e parasitárias e seus condicionantes socioambientais
Licenciatura em Ciências · USP/UNIVESP - Susana S. Muñoz, Ana Paula M. Fernandes
1. Início de conversa
No século XXI, doenças infecciosas e parasitárias (DIP) ainda fazem parte da rotina diária das
famílias das classes populares nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento,
representando um problema de saúde pública. Algumas infecções e parasitoses, como diarreia,
escabiose, verminoses intestinais, micoses cutâneas, doenças sexualmente transmissíveis,
infecções exantemáticas agudas, resfriados, pediculose, pneumonia, faringites, entre outras,
afetam de maneira permanente a saúde da população, principalmente de grupos mais
vulneráveis. Neste texto, abordaremos aspectos gerais das doenças infecto-parasitárias:
principais grupos de agentes etiológicos e doenças associadas, condicionantes ambientais que
favorecem sua disseminação e sua significância sanitária no âmbito da saúde pública.
1.2 agentes etiológicos das doenças infecciosas e parasitárias
os agentes etiológicos das doenças infecciosas e parasitárias pertencem a cinco principais
grupos de organismos: bactérias, fungos, protozoários, helmintos e vírus. A seguir resumimos
Bactérias: As bactérias são organismos muito pequenos, embora maiores
que os vírus, e visíveis somente ao microscópio. Apresentam formas
variadas e pertencem ao reino Monera, sendo, portanto, seres unicelulares
– procariontes.
as características mais importantes de cada grupo. De acordo com a forma das células:
Arredondadas: são chamadas cocos, como o streptococcus pneumoniae, capaz de
causar a pneumonia no homem.
Alongadas: são denominados bacilos, como o clostridium tetani, responsável pelo
tétano.
Espiraladas: recebem o nome de espirilos, como a treponema pallidum, que causa a
sífilis.
Em forma de vírgula: são conhecidas como vibriões, como o vibrio cholerae, causador
da cólera.
quanto à respiração, as bactérias podem ser aeróbias ou anaeróbias. Chamam-se aeróbias as
que fazem uso do oxigênio. As anaeróbias vivem na ausência desse gás, e são encontradas
principalmente no sedimento (fundo) de ambientes aquáticos. Quanto à nutrição, as bactérias
obtêm seu alimento de matéria orgânica morta, animal ou vegetal, e são chamados saprófitos.
Há espécies de bactérias que produzem o seu próprio alimento, o que pode ser feito por
fotossíntese ou quimiossíntese. Até os anos 1980 já haviam sido descritas cerca de 2.020
Protistas: constituído por seres também formados por uma só célula, porém com seu
material genético protegido por uma membrana nuclear (célula eucariótica). Esses seres
unicelulares, que apresentam estrutura um pouco mais complexa, são denominados
Eucariontes.
espécies.
no reino protista encontram-se os protozoários. Muitos deles vivem como parasitos do ser
humano e de muitos mamíferos, sendo capazes de causar doenças graves-caso do
plasmodium falciparum, causador da malária, e as diarreias amebianas provocadas pelas
amebas.
Helmintos: são seres multicelulares; portanto, pertencem ao reino Animalia. Durante o ciclo
reprodutivo, apresentam-se sob três formas: ovo, larva e verme adulto. O termo “helminto” é
utilizado para todos os grupos de vermes de interesse humano que vivem como parasitos.
Os helmintos são separados em dois grupos menores: o filo platelminto e o filo nematelminto.
Os platelmintos se caracterizam por apresentarem simetria bilateral, uma extremidade anterior
com órgãos sensitivos e de fixação e uma extremidade posterior, e são achatados
dorsoventralmente. Os platelmintos podem ser de vida livre, ecto ou endoparasitos. Os
nematelmintos apresentam simetria bilateral, são cilíndricos, alongados, de tamanho variável e
com tubo digestivo completo. Nesse grupo são encontrados representantes com diversos tipos
de vida e habitat, desde espécies saprófitas de vida livre aquática ou terrestre até
invertebrados e vertebrados.
Fungos: encontram-se no reino Fungi. Não são considerados plantas porque não fazem
fotossíntese; nem animais porque não são capazes de se locomover à procura de alimentos.
Absorvem do ambiente todos os nutrientes de que necessitam para sobreviver.
Existem fungos úteis ao homem, como:
Os cogumelos utilizados na alimentação;
Os empregados no preparo de bebidas (cerveja);
Os utilizados na produção de medicamentos (antibióticos).
no entanto, alguns fungos são parasitos de plantas e animais, podendo causar doenças
denominadas micoses. Algumas micoses ocorrem dentro do organismo, mas a maioria se
desenvolve na pele, nas unhas e nas mucosas como a da boca.
Virus: não pertencem a nenhum reino. Não são considerados seres vivos, pois não
são formados nem mesmo por uma célula completa, constituídos apenas pelo
material genético (DNA ou RNA) e um revestimento (membrana) de proteína. Não
dispõem de metabolismo próprio e são incapazes de se reproduzir fora de uma célula.
São parasitos obrigatórios, só se manifestam como seres vivos quando estão no
interior de uma célula.
Os vírus são responsáveis por várias doenças infecciosas, tais como:
Aids Hepatite
Gripes Caxumba
Raiva Sarampo
Poliomielite (paralisia Rubéola
infantil)
Meningite Mononucleose
Febre amarela Herpes
Dengue Catapora etc.
também serão estudados neste texto os artrópodes, que participam na disseminação de
Os artrópodes são animais metazoários, com simetria bilateral, com corpo
formado por segmentos, com exoesqueleto quitinoso e com pernas ou patas
articuladas.
doenças infectocontagiosas de diferentes maneiras.
Três grandes grupos apresentam significância sanitária, pelo papel que desempenham, descritos a
seguir:
Artrópodes veiculadores de doenças: são simples/meros transportadores de agentes
patogênicos (transporte mecânico); neles, os agentes patogênicos não se multiplicam, nem
fazem ciclo evolutivo; exemplos: moscas e baratas (veiculam, por exemplo, os agentes
causadores da giardíase, amebíase, enterobíase, himenolopíase, bactérias, fungos);
Artrópodes transmissores de doenças: participam ativamente na propagação da doença.
São os vetores biológicos; por exemplo, o barbeiro, que transmite o agente patogênico da
doença de chagas; os anofelinos, que transmitem o agente causador da malária; e
flebotomíneos, que transmitem o agente etiológico da leishmaniose. Também estão incluídos
neste grupo os carrapatos relacionados com a febre maculosa. Neles, os agentes patogênicos
se multiplicam e/ou continuam o ciclo evolutivo.
Artrópodes produtores de doenças: destacam-se dois grupos: os piolhos, causadores de
diferentes tipos de pediculose, e o ácaro sarcoptes scabiei, causador da escabiose,
popularmente conhecida como sarna.
1.3 tríade agente etiológico-hospedeiro-ambiente
Para que ocorram doenças infecciosas e parasitárias é fundamental que haja elementos
básicos expostos e adaptados às condições do meio. Os elementos básicos da cadeia de
transmissão das doenças infecciosas e parasitárias são:
Agente etiológico Hospedeiro Ambiente
Na figura 1.1, é apresentada esquematicamente a tríade agente etiológico-hospedeiro-
ambiente com os fatores relacionados a cada um desses elementos. Em muitos casos, temos
também a presença de um quarto elemento: o vetor, isto é, insetos que transportam os
agentes infecciosos de um hospedeiro parasitado a outro, até então sadio (não infectado).
1.3.1 agente etiológico
o agente infeccioso é um ser vivo capaz de reconhecer seu hospedeiro, nele penetrar,
desenvolver-se, multiplicar-se e, mais tarde, sair para alcançar novos hospedeiros. Os agentes
infecciosos são também conhecidos pela designação de micróbios ou germes, como as bactérias,
protozoários, vírus, ácaros e alguns fungos. Existem, também, os helmintos e alguns artrópodes,
que são parasitos maiores e facilmente identificados sem a ajuda de microscópios. Entre os
Endoparasitos: são aqueles que penetram no corpo do hospedeiro e aí passam a
viver.
Ectoparasitos: que não penetram no hospedeiro, mas vivem externamente, na
superfície do aseu corpo, como
parasitos existe classificação em:os artrópodes, entre os quais se destacam as pulgas,
A patogenicidade dos agentes infecciosos depende de diversos fatores, tais como: virulência,
dose infectante, tempo de exposição, fatores de virulência, porta de entrada, capacidade de
multiplicação (figura 1.1). Nas próximas aulas, discutiremos esses conceitos com mais
profundidade.
1.3.2 hospedeiro
Na cadeia de transmissão, o hospedeiro pode ser o homem ou um animal, sempre exposto aos
microrganismos, parasito ou ao vetor transmissor, quando for o caso. Na relação parasito-
hospedeiro, este pode comportar-se como um portador saudável (sem sintomas aparentes) ou
como um indivíduo doente (com sintomas), mas ambos são capazes de transmitir o agente
infeccioso. O hospedeiro pode ser chamado de:
Intermediári Quando os agentes infecciosos se reproduzem de forma assexuada
o
Definitivo Quando os agentes nele alojados se reproduzem de modo sexuado
Os hospedeiros podem mostrar-se resistentes ou vulneráveis aos agentes infecciosos
dependendo de algumas características, como: idade, fatores genéticos, sexo, estado
nutricional e condição do sistema imune/resposta imunológica (figura 1.1). Durante o
desenvolvimento desta disciplina, estudaremos as especificidades dos hospedeiros ante os
diferentes agentes infecciosos.
1.3.3 ambiente
o ambiente ocupa um papel determinante na disseminação das
doenças infectocontagiosas no homem. O conceito de ambiente
deve ser ampliado na tríade agente etiológico-hospedeiro-
ambiente, apresentando diferentes facetas, que podem ser
denominadas: ambiente físico, ambiente social, ambiente cultural e ambiente político (figuras
1.1 e 1.2).
O ambiente físico é o espaço constituído pelos fatores químicos, biológicos e físicos que têm
influência sobre o parasito e o hospedeiro. Como exemplos, podemos apontar:
Fatores químicos: gases atmosféricos (ar), ph, teor de oxigênio, agentes tóxicos, presença
de matéria orgânica;
Fatores biológicos: água, nutrientes, seres vivos (plantas, animais);
Fatores físicos: temperatura, umidade, clima, luminosidade (luz solar).
as relações que se estabelecem, a todo momento, entre os seres vivos e os agentes
infecciosos (parasitos) não são estáticas, definitivas; pelo contrário, são muito dinâmicas e
exigem constantes adaptações de ambos os lados, tendendo sempre a se aproximarem do
equilíbrio para o bem das partes envolvidas. Sabemos que um agente infeccioso, para
sobreviver, deve superar e se adaptar a todos os fatores que existem no ambiente, para poder
preservar a sua espécie.
Popularmente, pode-se afirmar
que a adaptação ao ambiente
físico representa uma “corrida de
obstáculos” (figura 1.3).
No ambiente físico, considera-se
o clima fundamental porque
condições ambientais favoráveis
de temperatura, umidade e
precipitação podem determinar a
sobrevivência e multiplicação dos
agentes infecciosos.
O ambiente social também deve ser considerado neste contexto; como foi já descrito,
condições de moradia, emprego, alimentação e saneamento são componentes fundamentais
para a disseminação dos agentes infecciosos. Sabe-se que a falta ou precariedade do acesso
ao saneamento básico favorece o aumento do contágio de doenças. Segundo a organização
mundial da saúde (oms), 24% das enfermidades e 23% das mortes prematuras, que ocorrem
mundialmente, estão relacionadas a deficiências sanitárias.
Paralelamente, o ambiente cultural ocupa também um lugar de destaque: educação de
qualidade certamente ajuda a população a exercer um papel fundamental no processo do
autocuidado, favorecendo a promoção da saúde e a prevenção das doenças. Devemos
considerar também, na sociedade atual, o ambiente político: iniciativas governamentais
para manter adequadas as condições de vida da população, como o abastecimento
permanente de água segura, coleta de resíduos sólidos, coleta e tratamento de esgoto,
infraestrutura rodoviária, condições adequadas de moradia, oferta de serviços de saúde
eficazes, entre outras condições, são fatores determinantes para evitar a proliferação de
agentes infecciosos e vetores.
1.4 ciclo pobreza-doença
os agentes infecciosos e
parasitários interagem numa
dinâmica complexa em razão das
condições socioambientais em
que a população está inserida. As
dip enquadram patologias
relacionadas a condições de
habitação, alimentação e higiene
precárias. Além disso, sua
disseminação está associada à
pobreza e à qualidade de vida,
refletindo as condições de desenvolvimento de uma determinada região, através da relação
entre níveis de mortalidade e morbidade, assim como das condições de vida da população. A
perpetuação da pobreza tem sido um fator determinante na perpetuação da disseminação de
agentes patogênicos na população, como se mostra na figura 1.4. A partir da figura 1.4,
podemos refletir que a pobreza leva a população a morar em condições de precariedade, sem
bens e serviços, sem alimentação e educação adequada, o que a fragiliza e a torna mais
susceptível a doenças. Estando doentes, as pessoas ficam fragilizadas e não conseguem
trabalhar, estudar ou buscar meios para melhorar a sua condição de vida e continuam pobres,
perpetuando no tempo um ciclo perverso de pobreza-doença.
Unidade i: introdução ao ensino das DIP’S
Conceitos segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde)
Aderência: é a propriedade dos microrganismos de se ligarem as células.
Afecção: processo mórbido.
Agente etiológico: determinante de um processo mórbido, pode ser de origem nutricional,
física, química ou parasítica.
Agente infeccioso: agente biológico capaz de produzir infecção ou doença infecciosa.
Anatoxia (toxóide): toxina tratada pelo formol ou outras substâncias vírgulas que perde
sua capacidade de toxigênica, mas conserva a sua imunogenicidade.
Anfixenose: doença adquirida de modo intercambiável - homem/ animal.
Antibiótico: substância obtida da natureza a partir de microrganismos.
Anticorpos: globulina encontrada em fluidos teciduais e no soro.
Anticorpo monoclonal: anticorpo produzido de uma única célula.
Antigenicidade: capacidade de um agente ou fração de estimular a formação de
anticorpos.
Antígeno: porção ou produto de um agente etiológico capaz de estimular a formação de
anticorpos específicos.
Antroponose: infecção restrita aos seres humanos (poliomielite; sarampo).
Antropozoonose: doença própria de animais que acometem acidentalmente o homem
(raiva; leptospirose).
Assepsia: medidas utilizadas para impedir ou minimizar o acesso de agentes infecciosos no
organismo do hospedeiro.
A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA
Conceitos de saúde
1. O que significa ter saúde?
Prática clínica
“ausência de doença”
2. O que contribui para que as
Doenças: “falta ou perturbação da saúde”
pessoas tenham saúde? Oms 1948
“saúde é um completo estado de bem estar físico, mental e
3. Como os profissionais de
social”
saúde interferem no processo Aurélio
saúde-doenças? Saúde é o estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas
e mentais se acham em situação normal”
Como percebemos a doenças?
Saúde como ausência de doença
Processo saúde-doença
Saúde como tratamento e
Determinantes
recuperação
&
Saúde como prevenção da doença
Condicionantes
Saúde como promoção da vida
Saúde como direito de cidadania
O conceito de saúde reflete a conjuntura social,
econômica, política e cultural. Ou seja: saúde não
representa a mesma coisa para todas as pessoas (scliar,
2007).
Os gregos cultivavam, além da divindade da medicina, Asclepius, ou Aesculapius. Duas outras
as deusas "Higéia" e "Panacea". Deve-se notar que a cura, para os gregos, era obtida pelo uso
de plantas e de métodos naturais, e não apenas por procedimentos ritualísticos. A visão
religiosa das vistas ao importante personagem: o pai da medicina, Hipócrates de cós (460-377
a.C). O texto ilustrado "a doença sagrada" começa com a seguinte afirmação: "a doença
chamada sagrada não é, em minha opinião, mais divina ou mais sagrada que qualquer outra
doença; tem uma causa natural e sua origem e supostamente divina reflete a ignorância
humana". O texto conhecido como "ares, água, lugares" discute os fatores ambientais ligados
à doença, defendendo um conceito ecológico de saúde-enfermidade.
Galeno (129-199) usou a teoria humoral e ressaltou a importância dos quatro temperamentos
do estado de saúde. - "via a causa da doença como endógena". No oriente, a concepção de
saúde e de doença seguia, e segue, um rumo diferente, mas de certa forma análogo ao da
concepção hipocrática.
Fala-se de forças vitais que existem no corpo:
Quando funcionam de forma harmoniosa = saúde
Em desarmonia = doença
As medidas terapêuticas (acupuntura, yoga) tem por objetivo restaurar o normal fluxo de
energia ("chi", na China; "prana", na Índia) no corpo. Na idade média europeia, a influência da
religião cristã manteve a concepção da doença como resultado do pecado e a cura como
questão de fé.
O suíço Paracelsus (1493-1541) afirmava que as doenças eram provocadas por agentes
externos ao organismo. Já o desenvolvimento da mecânica influenciou as ideias de René
Descartes, no século XVII. Ele postulava um dualismo menta-corpo, o corpo funcionando como
uma máquina. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da anatomia, também consequência da
modernidade, afastou a concepção humoral da doença, que passou a ser localizada nos
órgãos.
A ciência avança e no final do século XIX registrou-se aquilo que depois seria conhecido como
a revolução pasteuriana. No laboratório de Louis Pasteur, o microscópico, descoberto no século
XVII, revela a existência de microrganismos causadores de doença e possibilitando a
introdução de soros e vacinas. Esses conhecimentos impulsionaram a chamada medicina
tropical.
O trópico atraía a tensão do colonialismo, mas os empreendimentos comerciais eram
ameaçados pelas doenças transmissíveis endêmicas e epidêmicas. Nessa época nascia
também a epidemiologia, baseada no estudo do pioneiro da cólera em Londres John Snow.
O conceito da OMS, divulgado na carta de 7 de abril de 1948 (desde então o dia mundial da
saúde), implicando o reconhecimento do direito à saúde e da obrigação do estado na
promoção e proteção da saúde.
"saúde é o estado do mais completo bem-estar físico, mental e social e não apenas
ausência de enfermidade". História do Conceito de Saúde. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro,
17 (1): 29-41, 2007 37.
Esse conceito refletia, de um lado, uma aspiração nascida dos movimentos sociais do pós-
guerra: o fim do colonialismo, a ascensão do socialismo. Saúde deveria expressar o direito de
uma vida plena, sem privações. De acordo com esse conceito, o campo da saúde abrange:
A biologia humana, que compreende a herança genética e os processos biológicos inerentes
à vida, incluindo os fatores de envelhecimento;
O meio ambiente, que inclui o solo, a água, o ar, a moradia, o local de trabalho;
O estilo de vida, do qual resultam decisões que afetam a saúde: fumar ou deixar de fumar,
beber ou não, praticar ou não exercícios;
A organização da assistência à saúde.
Por causa disso, a nossa Constituição Federal de 1988, artigo 196 evita discutir o conceito
de saúde, mas diz que: "A saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo
mediante políticas sociais e econômicas que vivem a redução do risco de doença e
de outros agravos e o processo universal e igualitário as ações e serviços para
promoção, proteção e recuperação". Esse é o princípio que norteia o sus sistema único de
saúde. E é o princípio que está colaborando para o desenvolver a dignidade aos brasileiros,
como cidadãos e como seres humanos.
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇAS (HND)
Caso alóctone: casos que se originam em outras regiões. Caso importado.
Caso autóctone: casa de origem dentro dos limites de referência da investigação.
Caso confirmado: pessoa de quem foi isolado e identificado o agente etiológico.
Caso índice: primeiro caso Clínico diagnosticado.
Caso presuntivo: pessoa com síndrome Clínica compatível com a doença, porém sem
confirmação.
Coeficiente: razão entre o número de vezes em que o evento foi observado e o número
máximo de vezes em que o evento poderia ser observado.
Coeficiente de incidência: razão entre o número de casos novos de determinada doença,
num período de tempo numa comunidade.
+ SAÚDE – DOENÇAS
Doença é uma condição anormal que afeta negativamente o organismo e a estrutura ou
função de parte de ou de todo o organismo e que não é causado por um trauma físico externo.
Doenças são frequentemente interpretadas como condições médicas que são associadas a
sintomas e sinais específicos.
MODELOS DE SAÚDE-DOENÇA
Modelo biomédico: doenças infecciosas; doenças não infecciosas
Modelo processual: pré-patogênese; potogênese
Modelo sistêmico: agente e suscetível; ambiente; sistemas epidemiológicos
Modelo sociocultural: conceito saúde-doença; doença como processo fisiopatológico
Desajustamento ou falha nos mecanismos de adaptação do organismo ou uma ausência de
reação aos estímulos a cuja ação está exposta. Portanto, o conceito de doença se aplica
indiferentemente aos organismos de todas as espécies e por isso deve ser analisado em
termos biológico.
Clínica médica: privilegia uma abordagem semiológica e terapêutica de sinais e sintomas
(agudos crônicos)
Patologia: valoriza o mecanismo etiopatogênico subjacente às doenças (infecciosas e não
infecciosas)
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A DURAÇÃO E A ETIOLOGIA
Etiologia
Duração Agudas Crônicas
Tuberculose, Calazar,
INFECCIOSAS Tétano, Raiva, Difteria, Gripe
Hanseníase
Diabetes, doenças
NÃO Envenenamento por picada de cobra,
coronarianas, Cirrose
INFECCIOSAS acidentes
(álcool)
Noção de prevenção: tem como fundamento o modelo processual dos fenômenos
patológicos denominados de "História Natural da doença".
Leavell & Clark, 1976: a história natural das doenças é um conjunto de processos
interativos que criam obstáculo patológico no meio ambiente, ou em qualquer outro lugar,
passando pela resposta do homem ao estímulo, até que as alterações que levam um defeito,
invalidez, recuperação ou morte.
..." admite-se que a prevenção se faz Com base no conhecimento da História Natural da
doença".
Define-se: processos interativos compreendendo - interações do agente; do suscetível e do
meio ambiente.
Período epidemiológico (Período Pré-patogênese) e Período Patológico (Período de
Patogênese)
Conceitos e definições
Constituição de 1988: privilegia as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde,
colocando essas ações em um mesmo plano.
O que se entende? Promoção da Saúde; educação em saúde; prevenção.
Segundo "Leawell & Clark": promoção como os cuidados à saúde, em atividades dirigidas a
mudanças de comportamento dos indivíduos, tendo como base as atitudes e hábitos (modo de
vida) - nível primário. ● Campanha de prevenção das DIPS
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Introdução: informação é um instrumento essencial para a tomada de decisões,
imprescindível a vigilância em saúde. Informação; decisão; planejamento; ação.
Dados: um valor quantitativo referente a um fato ou circunstância.
Informação: conhecimento obtido a partir dos dados.
Informação em saúde: é a base para a gestão dos serviços - Orientar implementação,
acompanhamento e avaliação dos modelos de atenção em saúde; prevenção e controle de
doenças.
Sistemas de informações em saúde (SIS): é um conjunto integrado de partes que se
articulam para uma finalidade comum.
Unidade de produção, análise e divulgação de dados que atuam de forma integrada para
atender demandas para o qual foi concebido;
Reunião de pessoas e máquinas que visam o processamento de dados para entender a
instituição que os implementa;
Estrutura administrativa e unidade de produção articuladas para obtenção de dados por
registro, coleta, processamento, análise, com transmissão de dados e informação.
Objetivo do SIS: possibilitar a análise da situação em saúde no nível local, tomada como
referencial microrregiões homogêneas e considerando, necessariamente, as condições da vida
da população na determinação do processo saúde-doença.
Fluxo hierarquizado: localidades - municípios - estados - nacional
SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO (SINAN) - Sistema de maior
importância
É mais importante para a vigilância em saúde; desenvolvido em 1990/93; alimentado pela
notificação e investigação de casos de doenças e agravos (lista nacional de doenças de
notificação compulsória).
SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE MORTALIDADE (SIM): criado em 1975; instrumento -
declaração de óbito (do); preenchido exclusivamente por médicos; a obrigatoriedade e
amparada pela lei federal nº 6.015/73.
SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE OS NASCIDOS VIVOS (SINASC): criado em 1992;
instrumento - preenchido para todos os nascidos vivos; preenchido por hospitais e outras
instituições; a obrigatoriedade e amparada pela lei federal n° 6.015/73.
SISTEMA DE INFORMAÇÕES HOSPITALARES (SIH/SUS): 984 para operar pagamentos de
internação hospitalar; finalidade - construção de indicadores de avaliação de desempenho de
unidades hospitalares; instrumento - autorização de internação hospitalar (AIH).
SISTEMA DE INFORMAÇÃO AMBULATORIAL DO SUS (SIA/SUS): criado em 1991
ordenação de pagamento de serviços ambulatoriais.
Outros sistemas:
SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE ATENÇÃO BÁSICA (SIAB);
SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL (SISVAN);
SISTEMA DE INFORMAÇÕES DO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES (SIPNI);
SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE VIGILÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO
HUMANO (SISAGUA).
Os sistemas de informações em saúde de outras fontes podem ser consultados via internet:
demografia; mobilidade; recursos de saúde; produção de serviços.
Divulgações das informações: retroalimentação dos sistemas - processo de
aperfeiçoamento, gerência e controle de qualidade dos dados; divulgação das informações
geradas pelo sistema - revista: informe epidemiológico do sus.
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS DE INTERESSE A SAÚDE PÚBLICA
A emergência e a reemergência das doenças infecciosas: Influências das modificações sociais
e econômicas após a segunda grande guerra:
Desenvolvimento acelerado da ciência e tecnologia;
Variações no estilo de vida e nas interações entre indivíduo e nações.
Consequências:
Alterações no perfil das doenças condicionadas por fatores determinantes.
Fatos:
Registro de incidência de novas doenças nos últimos anos;
Reaparecimento de doenças consideradas erradicadas.
Emergentes: "Infecções surgidas atualmente numa população ou que, tendo existido
previamente, estão em acelerado o crescimento na incidência e/ou alcance geográfico".
Exemplo: aids doença genuinamente emergente (por mais de 20 anos) e dengue doença
reemergente, em período de tempo inferior.
Reemergentes: "Surgem mudanças no comportamento epidemiológico voltado a configurar
ameaça à saúde humana” exemplo: retorno da dengue, cólera e a ampliação da leishmaniose
visceral.
Doenças emergentes
VÍRUS ZIKA (ZIKV): agente infeccioso emergente isolado em 1947 na floresta da república
de Uganda. Até 2006 a infecção era rara na espécie humana.
Transmissor: mosquito aedes aegypti.
No brasil descrita pela primeira vez em abril de 2015;
No final de 2016 todos os estados haviam notificados casos autóctones.
Cerca de 80% dos infectados são assintomáticos.
Principais sintomas: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações vírgulas
manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Evolução benigna e os sintomas
desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias e não há vacinas.
VÍRUS EBOLA: identificado pela primeira vez em humanos em 1946, em dois surtos
simultâneos. Morcegos frutíferos são considerados os hospedeiros naturais do vírus. A taxa de
letalidade varia entre 25 a 90%, depende da cepa. Hemorrágica, produzida por um dos seus
estipes, quer no homem quer em primatas.
A infecção leva uma inaptidão das respostas imune, dado que são afetados os fagócitos
mononucleares (sistema reticular fibroplástico) e estes são essenciais para a resposta imune,
juntamente com os nódulos linfáticos. Os macrófagos e monócitos transportam vírus pelo
organismo. Após decorrer em 3 dias, existe uma invasão do sistema endotelial a venda
destruição dos leucócitos levando a morte.
Doenças reemergentes
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA): doença infecciosa causada por
protozoário do gênero leishmania sp. A transmissão ao ser humano é pela picada do
flebótomo fêmea infectada. Os vetores da LTA pertencem ao gênero lutzomya, conhecido
popularmente, como mosquito palha, tatuquira, birigui entre outros. É problema de saúde
pública em 85 países, distribuídos em quatro continentes (Americano Europeu, Africano e
Ásia), com registro anual de 0,7 é 1,3 milhões de casos novos. A Organização Mundial da
Saúde (OMS) considera como uma das seis mais importantes doenças infecciosas pelo seu alto
índice de detecção e a capacidade de produzir deformidade dermatológicas de grande
magnitude. Além disso a desenvolvimento psicológico e reflexos no corpo social e econômico.
Em 2003 e 2008, no brasil, foram notificados mais de 300 mil casos, com média de 2.158
casos por ano. A região norte foi a área com maior número de notificações durante o período,
seguido do centro-oeste. Em âmbito nacional, o coeficiente médio de detecção foi de 11,3
casos por 100 mil habitantes variando de 5,7 a 17,8.
MALÁRIA: doença infecciosa aguda ou subir aguda causada por um dos quatro gêneros do
protozoário do plasmodium. Transmissão natural por ação vetorial - mosquito fêmea de
anófeles.
Resultado de infecção no homem sendo até o seu reservatório.
Os sintomas mais descritos são: febre, arrepia os, transpiração, dor de cabeça, náusea,
vômito, dor no corpo e mal-estar generalizado.
A malária é grave advém de infecções complicadas por falha orgânica ou anomalias no sangue
ou metabolismo do paciente. As manifestações clínicas são variadas, como acidose
metabólica, anemia, e insuficiência renal aguda, coagulação sanguínea alterada, hipoglicemia.
A malária continua ser uma das doenças de maior importância em saúde pública.
DENGUE: o vírus da dengue compreende quatro sorotipos diferenciados (DEN-1; DEN-2;
DEN-3; DEN-4) que pertence ao gênero flavivírus, família flaviviridae. Os vetores são as
fêmeas do mosquito aedes aegypti ou aedes albopictu. O aumento exagerado da dengue nos
últimos 50 anos deve-se a vários fatores, como o aumento da população, movimentos
imigratórios e emigratórios, fontes de água contaminadas e prevenção insuficiente e/ou
sustentável.
Combate:
Fortalecimento da vigilância epidemiológica;
Habilidade dos profissionais de saúde no reconhecimento de casos suspeitos;
Epidemiologista hábitos para realizar a exploração de campo e na utilização dos sistemas
de informação para intervenções em tempo hábil;
Vigilância em saúde (ambiental e sanitária) e
Saúde pública veterinária.
Alvos: prevenção e controle; vigilância; pesquisa; infraestrutura.
Introdução à medicina de viagem: a medicina de viagem no mundo - a importância dos
viajantes na introdução e reintrodução de enfermidade
Nas últimas décadas evidenciou-se um crescimento exponencial do movimento de pessoas no
mundo. Em 2004, segundo a Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), cerca de 1 bilhão
e 800 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais. Pois os viajantes, por desconhecer os
riscos ou pela inobservância das medidas de prevenção podem adoecer durante a viagem ou
após o seu retorno. Medicina de viagem: uma área de atuação médica em movimento.
Surgiu na década de 1970 como especialidade médica;
Na Europa ocidental e nos estados unidos;
Como ramo da medicina tropical;
Objeto, proteção à saúde do viajante;
É resultante da percepção de que o deslocamento de pessoas, praticamente para regiões
menos desfavorecidas, é capaz de gerar esse adoecimento por agentes infecciosos;
Promover medidas preventivas para redução desses riscos.
Criada em 1990 Internacional Society of Travel Medicine (ISTM)
Riscos para a saúde - viajar pode implicar na exposição de riscos à saúde:
Violência;
Acidentes;
Doenças infecciosas;
Relacionados às condições ambientais.
Os padrões de risco são desiguais entre países que, dentro de um país, podem haver
diferenças consideráveis entre regiões, entre cidades e, até mesmo entre os bairros de uma
mesma cidade.
Planejamento da viagem - é uma etapa fundamental para redução de transtornos e riscos
para a saúde.
Informar-se sobre as características ambientais do local de destino;
As condições de saneamento básico;
A infraestrutura médico-hospitalar;
Situação sócio-política-econômica;
Hábitos culturais, costumes e tradições;
Doenças prevalentes na região.
Aconselhamento pré-viagem - o risco de adoecimento durante uma viagem depende de
fatores:
Características do indivíduo: idade, sexo antecedentes faciais e de doenças, utilização
de medicamentos específicos;
Da viagem: meio de transporte, época do ano, roteiro, duração, outro;
Do local de destino: tipo de clima, fuso horário, altitude, segurança, outros.
Medidas de prevenção contra doenças transmitidas por água e alimentos.
Certificar-se de vacinar contra hepatite a, febre tifoide e poliomielite; hospedasse em área
com infraestrutura adequada;
Lavar sempre as mãos com água e sabão após a defecação e antes de manipular alimentos
e das refeições;
Usar água tratada para escovar os dentes;
Consumir bebidas engarrafadas ou enlatadas observando praticamente higiene;
Comer alimentos cozidos ou fervidos, preparados na hora do consumo;
Evitar comer legumes e frutas cruas;
Não consumir bebidas, sucos, sorvetes, gelo ou qualquer tipo de alimento comprado com
ambulantes.
Uso da quimioprofilaxia em medicina de viagem - uso de drogas
As drogas podem ser classificadas para vários fins:
Ação proteção - profilaxia;
Ação curativa - terapêutica.
O estudo da saúde do viajante teve início por volta dos anos 50, porém apenas a partir da
década de 80 passou a construir uma área do conhecimento médico hoje conhecida como
medicina do viajante. Sua motivação inicial era identificar e prevenir as doenças que
acometiam os viajantes de países desenvolvidos quando viajavam a região tropicais. Com o
aumento da mobilidade internacional, sua importância vem crescendo.
Exemplos de doenças as quais o viajante pode estar vulnerável são: malária, febre amarela,
diarreia do viajante, sarampo, febre tifoide, raiva, teta não, doença de Lyme, entre outros. Boa
parte dessas doenças e suas complicações podem ser prevenidas por meio da vacinação
quimio profilaxia, tratamentos autoadministrados ou medidas comportamentais. Por isso, é
muito importante que, entre 6 a 8 semanas antes de uma nova viagem ou viajante passa por
uma consulta médica chamada "aconselhamento médico pré-viagem". O objetivo dessa
consulta é atualizar o cartão de vacina, além de dar orientações de saúde específicas
conforme o roteiro e fornecer prescrições individualizadas para as necessidades de cada
viajante.
Historicamente, poder-se-á considerar que a medicina do viajante surge com as grandes
expedições terrestres do continente africano durante o século XIX. Numa época em que as
únicas medidas preventivas se limitavam a imunização para varíola, em percentagens
consideráveis, por patologia infecciosa tropical, especialmente por malária e infecções
entéricas.
A consulta de medicina do viajante é, assim, ou uma consulta médica sobretudo preventiva,
podendo ser curativa, se existirem problemas durante ou após a viagem, e compreende,
portanto, três fases: antes, durante e após a viagem (ou sejam: pré-viagem, trans-
viagem e pós-viagem).
Focos de análise e intervenção antes da viagem:
1. O viajante, avaliando e, se necessário estabilizando o seu estado de saúde, de modo a não
ter limitações na sua viagem;
2. O local, ou locais, da viagem: o médico deve obter o melhor conhecimento possível dos
riscos a que o viajante pode estar sujeito nos locais para onde se desloca; que doenças são
mais prevalentes quais as suas principais formas de transmissão (por água ou alimentos,
por insetos por contato interpessoal);
3. O tipo de viagem, como definição dos riscos para a saúde em função da interação entre o
viajante e esses locais, isso é, que atividade vai desenvolver e quais os riscos que
comportam: contato com águas e alimentos em ambientes com mau saneamento básico,
doenças transmitidas por insetos, segurança, infecções de transmissão sexual, e doenças
em surtos epidêmicos nas zonas de destino.
Identificado os riscos de cada viajante, estabelecem-se e prescrevem-se as suas formas de
prevenção (vacinações, medicações profiláticas ou terapêuticas) e, sobretudo, informação e
conselhos ao viajante, para que ele adquira ou melhor e a consciência dos seus discos
particulares e possa, mas facilmente, minimizá-los.