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Planejamento em Sistema de Gestão Integrado

O documento aborda o planejamento integrado de um sistema de gestão, enfatizando a importância de ações preventivas para lidar com riscos e oportunidades. Destaca a necessidade de uma mentalidade de risco na organização, promovendo uma abordagem proativa em vez de reativa. Além disso, menciona que a análise de riscos e oportunidades é uma exigência normativa, mas não especifica uma metodologia única para sua abordagem.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Tópicos abordados

  • Gestão Ambiental,
  • Comunicação,
  • Conformidade,
  • Riscos,
  • ISO 45001,
  • Objetivos do SGI,
  • Gestão de Riscos,
  • Mudanças,
  • Avaliação de Impacto,
  • SGI
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Planejamento em Sistema de Gestão Integrado

O documento aborda o planejamento integrado de um sistema de gestão, enfatizando a importância de ações preventivas para lidar com riscos e oportunidades. Destaca a necessidade de uma mentalidade de risco na organização, promovendo uma abordagem proativa em vez de reativa. Além disso, menciona que a análise de riscos e oportunidades é uma exigência normativa, mas não especifica uma metodologia única para sua abordagem.

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Tópicos abordados

  • Gestão Ambiental,
  • Comunicação,
  • Conformidade,
  • Riscos,
  • ISO 45001,
  • Objetivos do SGI,
  • Gestão de Riscos,
  • Mudanças,
  • Avaliação de Impacto,
  • SGI

RI

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RRE
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07
NO
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A
25
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Planejamento
Integrado
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RR
EI
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NO

INTERPRETAÇÃO
RO

Sistema de Gestão
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DO
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A
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Ficha Técnica
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
Autor

A
Planejamento

NH
Carolina de Carvalho

RO
Heitor Grima

NO
RA
Sílvio Túrtera

EI
RR
FE
Coordenação e Revisão

DO
AR
Eduardo Domingues

IC
0R
89
47
Publicação
15
86

Agosto/2020
25
A
NH

Revisão 00
RO
NO

Todas as informações fornecidas neste documento são protegidas por direitos autorais e são de propriedade do BUREAU VERITAS
RA

CERTIFICATION (BVQI do Brasil), salvo indicação em contrário por escrito. Nenhuma parte do documento pode ser reproduzida,
EI

copiada, transmitida a qualquer pessoa, de qualquer forma e por qualquer meio, sem o prévio consentimento por escrito da BUREAU
RR

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FE

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O

Nenhuma licença ou direito explícito ou implícito de qualquer tipo é concedido em relação a quaisquer marcas registradas ou outros
RD

direitos de propriedade intelectual da BUREAU VERITAS CERTIFICATION HOLDING ou BUREAU VERITAS SA.
CA
0RI
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A
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A
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SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
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15
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25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
1 INTRODUÇÃO

EI
A estrutura em PDCA das normas do SGI tem, na etapa de planejamento, algumas das

RR
atividades mais significativas para o desenvolvimento de um sistema de gestão eficaz.

FE
Esta etapa de planejamento, além de prever e determinar o que será feito nas demais

DO
etapas do sistema de gestão possui ainda uma outra função primordial: a de promover

AR
um sistema que tenha um caráter preventivo, e que tenha condições de agir com

IC
antecipação às situações que se apresentam e não somente aguardar os resultados para

0R
reagir a eles.

89
Todo o capítulo 6 das normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001 é direcionado a esse

47
15
propósito: o de direcionar as ações da organização a agir preventivamente. Ao abordar
86
riscos e oportunidades estratégicos, seus aspectos ambientais, perigos e riscos de SST,
25

e os requisitos legais aos quais está submetida, por exemplo, a organização tem a chance
A

de agir preventivamente sobre as situações que podem colocar seu negócio em risco e
NH

mitigar seus impactos, além de agir proativamente em busca de oportunidades de


RO

melhorar as condições de seus negócios.


NO
RA

2 6.1.1 AÇÕES PARA ABORDAR RISCOS E OPORTUNIDADES1


EI
RR

Alinhado com o contexto da organização e com as necessidades e expectativas das


FE

partes interessadas, as normas requerem que a organização identifique os riscos e as


O

oportunidades que poderiam, potencialmente, afetar o seu negócio.


RD

Para entendermos a extensão desta análise, é importante que levemos algumas


CA

definições em consideração:
0RI
89

Risco
7
54

Efeito da incerteza
861
25

NOTA 1 - Um efeito é um desvio do esperado


A

— positivo ou negativo.
NH
RO

NOTA 2 - Incerteza é o estado, ainda que


parcial, de deficiência de informação, de
NO

compreensão ou de conhecimento
A
IR
RE
R

1
Na ISO 9001 estes temas são tratados sob a cláusula 6.1, que se subdivide em 6.1.1 e 6.1.2.
FE
O
RD

3
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
relacionado a um evento, sua consequência

EI
ou sua probabilidade.

RR
NOTA 3 - Risco é frequentemente

FE
caracterizado pela referência a “eventos”

DO
potenciais e “consequências”, ou uma

AR
combinação desses.

IC
0R
NOTA 4 - Risco é frequentemente expresso em

89
termos de uma combinação das

47
consequências de um evento (incluindo
15
mudanças em circunstâncias) e a
86
25

“probabilidade” associada de ocorrência.


A

(ABNT NBR ISO 9000:2015; item 3.7.9 pp. 25-


NH

26)
RO
NO

(ABNT NBR ISO 14001:2015; item 3.2.10 p. 4)


RA

(ISO 45001:2018; item 3.20 pp. 12-13)


EI

Risco, portanto, é o resultado de uma incerteza, uma possibilidade que, caso se


RR

concretize, pode gerar consequências para a organização.


FE
O

As normas entendem que um sistema de gestão deve funcionar baseado no conceito de


RD

“Mentalidade de Risco”, uma abordagem sobre essas incertezas para avaliá-las e agir
CA

sobre elas de maneira preventiva, mitigando ou, ao menos, controlando seus efeitos.
RI

Este pensamento baseado em risco, que se inicia com a contextualização das


0
89

organizações, é uma filosofia ou uma cultura a ser desenvolvida pela Alta Direção, e
7
54

transmitida a todos os níveis da empresa, de forma que a determinação da estratégia,


61

das ações e dos controles sejam proativos, e não reativos, na prevenção ou redução de
8

efeitos indesejados.
25
A

Essas incertezas ou potencialidades, além dos riscos, podem ser vistas por um prisma
NH

positivo e entendidas como pontos a serem buscados pela organização para


RO

potencializar seus resultados: as oportunidades.


NO

Portanto, ao trazer riscos e oportunidades à discussão, a intenção das normas é fazer


A
IR

com que a organização aprimore seu Sistema de Gestão Integrado reduzindo os efeitos
RE
R
FE
O
RD

4
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
indesejáveis ao agir sobre os riscos e busque a melhoria contínua ao perseguir as
oportunidades.

EI
RR
Os riscos e as oportunidades abordados nesta cláusula são aqueles que se relacionam

FE
com o negócio da organização e com a sua capacidade de abordá-los estrategicamente.

DO
Estes podem ter muitas origens diferentes na organização, mas, de maneira geral, eles

AR
ocorrem como um desdobramento da identificação do contexto, tratado na cláusula 4.1.

IC
0R
Figura 1: O SWOT, riscos e oportunidades. Fonte: O autor.

89
47
15
86
Oportunidades

25

S W
A

(Forças) (Fraquezas)
NH

Riscos
RO
NO
RA
EI
RR

O A
(Oportunidades) (Ameaças)
FE
O
RD
CA
0 RI

Tudo aquilo que foi identificado no “lado positivo” do SWOT, sejam os pontos fortes
89

internos ou o que há externamente e que pode ser buscado pela organização podem ser
7
54

entendidos como oportunidades. A intenção é potencializar o que, internamente,


61

funciona bem, para torná-lo mais eficiente, garantir seus resultados e planejar ações
8
25

para compreender e buscar as ocasiões favoráveis para trazer à organização as


A

condições de melhorar seus processos e seu desempenho.


NH
RO

Já o que foi levantado no “lado negativo” do SWOT pode se converter em riscos, sejam
eles por conta de deficiências ou pontos fracos internos ou ainda riscos que podem ser
NO

trazidos por agentes externos, como ameaças aos negócios da organização.


A
IR

Além da abordagem do SWOT, outras fontes de riscos e oportunidades podem ser


RE

admitidas pela organização:


R
FE
O
RD

5
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
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25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Tabela 1: Outras fontes de riscos e oportunidades. Fonte: O autor.

EI
Necessidades e Expectativas das Algumas das partes interessadas relevantes

RR
Partes Interessadas identificadas pela organização podem

FE
expressar necessidades e expectativas que, se

DO
não atendidas, podem se converter em riscos
aos negócios da organização.

AR
Requisitos Legais e Outros Requisitos legais podem ser fontes de riscos

IC
para o negócio seja pela dificuldade da

0R
organização em atendê-los, pela falta de

89
infraestrutura ou a necessidade de

47
investimentos vultosos, ou ainda pela
15
alteração constante da legislação aplicável.
86
Riscos associados à possibilidade de
25

autuações dos órgãos de controle ou prejuízo


A
NH

à imagem da empresa, por exemplo, podem


ser riscos associados ao negócio que têm sua
RO

origem nos requisitos legais. Por outro lado, ir


NO

além dos requisitos legais pode impactar


RA

positivamente a imagem da organização


EI

perante o público e seus clientes e pode ser


RR

visto como uma oportunidade para o SGI.


FE

Nível de complexidade e criticidade A depender do nível de criticidade e


dos produtos/serviços, aspectos complexidade dos produtos e serviços de uma
O
RD

ambientais e perigos e riscos de SST. organização, o nível de impacto ambiental dos


aspectos que ela possui em seus processos ou
CA

mesmo dos perigos intrínsecos às suas


RI

atividades, aliados à falta de recursos, baixo


0
89

nível tecnológico ou déficit de competência


7

dos seus colaboradores, um risco ao negócio


54

pode se configurar, pelo nível de exigência e


61

excelência exigido pelo mercado, pela alta


8
25

carga poluidora ou pela exposição dos


A

trabalhadores a condições extremas.


NH

Condições Ambientais Escassez de recursos naturais, clima, umidade


RO

(ou falta dela), condições do solo e do ar,


NO

características físico-química da água


disponível, entre outras condições podem
A
IR

gerar riscos de nível estratégico para o


RE

desempenho global da organização.


R
FE
O
RD

6
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Propensão a emergências, Uso e armazenamento de substâncias
incidentes e não conformidades inflamáveis ou explosivas, materiais

EI
RR
agressivos ao meio ambiente ou às pessoas,
produtos perecíveis ou de difícil manuseio e

FE
transporte podem trazer riscos que afetarão,

DO
se não forem bem gerenciados, os negócios

AR
da organização.

IC
Novas tecnologias Novas práticas, métodos, ferramentas,

0R
equipamentos, sistemas de informação etc.,

89
que podem ser buscados pela organização

47
para o incremento de suas capacidades
15
produtivas, melhoria na gestão de seus
86
aspectos ambientais ou a mitigação de um
25

risco de SST.
A

Subsídios e parcerias O aproveitamento de subsídios


NH

governamentais ou investimentos de
RO

parceiros estrangeiros e o estabelecimento de


NO

acordos com associações e universidades


podem ser oportunidades de crescimento de
RA

um Sistema de Gestão Integrado.


EI

A análise destes riscos e oportunidades estratégicos é uma exigência normativa, mas


RR

nenhuma das normas define uma metodologia específica para abordagem, que pode
FE

ser qualitativa ou quantitativa, conforme a necessidade da organização.


O
RD

2.1 Como abordar?


CA

As normas não exigem nenhuma ferramenta de gestão de riscos para abordar esta
RI

cláusula, mas a organização, se assim desejar, pode buscar modelos de gestão que
0
89

facilitem a maneira como ela gerenciará estes riscos e oportunidades (a ISO 31000, por
7

exemplo, traz requisitos para um Sistema de Gestão de Riscos, que pode auxiliar as
54
61

organizações nesta tarefa).


8
25

Após identificar os riscos e oportunidades estratégicos, a organização deverá


A

determinar uma forma de abordá-los. A abordagem pode variar de acordo com cada um
NH

destes riscos e oportunidades, e as ações posteriores devem ser definidas pela Alta
RO

Direção. Dentre as várias ações possíveis, como eliminar a fonte de risco, mitigá-lo ou
NO

monitorá-lo, assumir algum risco para perseguir uma oportunidade pode ser, também,
A

uma iniciativa válida.


IR
RE
R
FE
O
RD

7
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 2: Etapas do gerenciamento de riscos –– Fonte: ISO 31000

EI
RR
Estabelecimento do

FE
Contexto

DO
AR
Identificação dos riscos

IC
0R
Monitoramento e

89
Comunicação e Consulta Análise dos riscos
análise crítica dos riscos

47
15
86
Avaliação dos riscos
25
A
NH

Tratamento dos riscos


RO
NO
RA

O processo de avaliação de riscos se dá pelas etapas:


EI
RR

 Identificação dos riscos: é o levantamento de um conjunto de riscos devem ser


FE

identificados, o objetivo é gerar uma lista abrangente de riscos que possam


criar, aumentar, evitar, reduzir, acelerar ou atrasar a realização dos objetivos;
O
RD

 Análise dos riscos: a análise de riscos pode ser realizada com diversos graus de
CA

detalhe, dependendo do risco, da finalidade da análise e das informações,


RI

dados e recursos disponíveis. Dependendo da circunstância, a análise pode ser


0

qualitativa, parcialmente quantitativa, totalmente quantitativa ou uma


89

combinação destas;
7
54

 Avaliação dos riscos: envolve comparar o nível de risco encontrado durante o


61

processo de análise com os critérios de risco estabelecidos quando o contexto


8
25

foi considerado, com o objetivo de priorizar quais serão tratados.


A
NH

Nenhum procedimento documentado é necessário para definir a metodologia de


RO

identificação e avaliação de riscos, mas o resultado desta análise deve ser documentado.
NO

Normalmente, uma tabela ou uma matriz para controlar estes riscos e oportunidades é
suficiente para este gerenciamento.
A
IR

As ações que serão tomadas para, efetivamente, mitigar riscos e buscar oportunidades
RE

devem ser definidas pela organização, posteriormente.


R
FE
O
RD

8
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
6.1.2 ASPECTOS AMBIENTAIS2

RA
3

EI
Se na cláusula 6.1.1 as normas requerem a identificação dos riscos e oportunidades em

RR
níveis estratégicos, a visão da cláusula 6.1.2, na ISO 14001, é operacional. As interações

FE
das atividades da organização com o meio ambiente, ou seja, seus aspectos ambientais,

DO
devem ser identificados e avaliados, com o intuito de cumprir um dos compromissos

AR
firmados na Política Integrada: a proteção do meio ambiente.

IC
0R
Figura 3: Diferença de entre as cláusulas 6.1.1 e 6.1.2. Fonte: O autor.

89
47
6.1.1 - Riscos e Oportunidades 15
(foco estratégico)
86
25
A
NH

6.1.2 - Aspectos Ambientais


RO

(foco operacional)
NO
RA

A primeira coisa a ser levada em consideração no momento de identificar os aspectos e


EI
RR

impactos ambientais é que todos os aspectos ambientais que se relacionam com as


FE

atividades, produtos e serviços da organização devem ser levantados, sob uma


perspectiva de ciclo de vida.
O
RD

Na prática, o que a organização deve fazer, é estender seu olhar para além dos processos
CA

controlados por ela e considerar aquilo que vem antes e aquilo que acontece depois da
RI

ação de seus processos. Um olhar sob a perspectiva do ciclo de vida compreende


0
89

identificar os aspectos ambientais que estão sob controle direto da organização, ou seja,
7

oriundos dos produtos, serviços, atividades e processos que ela mesma opera e aqueles
54
61

que estão sob seu controle indireto ou, melhor dizendo, aqueles aspectos ambientais
8

sobre os quais a organização pode somente exercer influência.


25
A

Os aspectos ambientais influenciados pela organização estão relacionados,


NH

normalmente, à atuação de fornecedores e clientes. No caso dos fornecedores, a


RO
NO

2
Requisitos para “aspectos ambientais” são exclusivos da ISO 14001. Pode-se fazer um paralelo desta
A

cláusula com a de mesma numeração na ISO 45001, sob o ponto de vista de que ambas abordam
IR

questões operacionais da organização, sendo que o foco da ISO 14001 está nas questões ambientais
RE

enquanto o foco da ISO 45001 vai para temas de SST. A cláusula 6.1.2 da ISO 9001 tem outra natureza e
R

não deve ser entendida como correspondente desta, em um Sistema de Gestão Integrado.
FE
O
RD

9
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
organização deve identificar os aspectos relacionados aos produtos ou serviços que
consome, mas que são de responsabilidade dos seus fornecedores e sobre cujos

EI
RR
aspectos ambientais ela não pode exercer controle direto, mas pode, por sua condição

FE
de cliente, exigir de seu fornecedor que atenda a alguns requisitos ambientais,
influenciando, assim, sua cadeia de fornecimento. Para os clientes, normalmente, o

DO
poder de influência é menor e, muitas vezes, se exerce apenas em uma sugestão de

AR
como o cliente pode utilizar e descartar os produtos de maneira ambientalmente

IC
responsável.

0R
89
3.1 Aspectos ambientais e sua significância

47
Os aspectos ambientais identificados podem variar a depender do tipo de organização,
15
86
dos produtos e serviços que opera, do nível de tecnologia que têm à sua disposição e de
25

diversos outros fatores.


A
NH

Figura 4: Tipos de Aspectos Ambientais. Fonte: O autor.


RO
NO

Emissão de
RA

poluente
EI

atmosférico
RR
FE
O

Consumo de
Descarga de
RD

recursos
efluente
naturais
CA

Aspectos
RI

Ambientais
0
89
7
54
61

Emissão de
8

energia que
25

impacte a Geração de
vizinhança resíduo sólido
A

(calor, ruído,
NH

vibração)
RO
NO

Para além da identificação dos aspectos ambientais de controle direto e dos controles
sobre os quais a organização pode exercer influência, a norma lembra de algumas
A
IR

situações que também geram aspectos ambientais e que não devem ser negligenciadas
RE

durante a avaliação.
R
FE
O
RD

10
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 5: Outras atividades para as quais deve-se identificar os aspectos e impactos ambientais. Fonte:
O autor.

EI
RR
Situações Normais

FE
DO
•Aspectos relacionados com a operação normal da organização. Aqueles associados à
organização recebendo insumos, produzindo, prestando serviços, expedindo, vendendo,

AR
conforme seu cotidiano.

IC
Situações Anormais

0R
89
•São aqueles aspectos associados às atividades que não fazem parte da operação normal, do dia
a dia da organização, mas que são necessárias para que a organização continue operando e

47
executando suas atividades. Ex: Parada para manutenção, uma atividade de setup de máquina,
as atividades de limpeza, etc. 15
86
25

Emergências
A

•Aspectos associados às possíveis situações de emergência que a organização poderá enfrentar,


NH

tais como a emissão de fumaça e geração de cinzas em um incêndio, o vazamento de produto


RO

químico armazenado no almoxarifado, etc.


NO

Mudanças
RA

•Sempre que houver uma mudança que possa trazer novos aspectos ambientais ou, de alguma
EI

maneira, modificar os aspectos ambientais existentes, esta deve ser avaliada e os aspectos
RR

ambientais associados a ela considerados pela organização. Ex: comissionamento ou


descomissionamentro de uma área, novo layout, troca de matéria prima, alteração de um
FE

processo, etc.
O
RD

Após a identificação de todos os aspectos ambientais, levando em consideração todas


CA

as premissas descritas acima, a organização deve, então, determinar um critério para


RI

classificar estes aspectos com relação à sua significância.


0
89

Novamente, a metodologia a ser utilizada fica a critério da organização. Mas, seja qual
7
54

for, deve ser suficientemente criteriosa para que, levando em conta os impactos
61

ambientais associados, possa definir a significância com maior precisão.


8
25

3.2 Informação documentada


A
NH

Em termos de documentação, a norma exige que três informações estejam


RO

documentadas: os aspectos e impactos ambientais, os critérios definidos para a


NO

determinação da significância e uma indicação, dentre os aspectos ambientais, quais são


os significativos.
A
IR
RE
R
FE
O
RD

11
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Para o levantamento dos aspectos ambientais, normalmente uma planilha que
concentre estas informações (geralmente dividida por área ou processo) é documento

EI
RR
suficiente para a gestão, lembrando que aspectos ambientais semelhantes podem ser

FE
agrupados e abordados de uma só vez. Um exemplo é a geração de efluentes sanitários
em uma organização que possui mais de uma unidade, com diversas instalações. Uma

DO
vez que a frequência de utilização é aproximadamente a mesma e que o volume de

AR
efluentes gerados em média se equivale, já que a cada acionamento de descarga a

IC
mesma quantidade de água é liberada, este aspecto pode ser identificado uma única

0R
vez, considerando todos os sanitários.

89
47
Nesta mesma planilha, com base nas premissas adotadas para a avaliação dos aspectos
15
ambientais, uma indicação pode ser feita para esclarecer quais destes são significativos
86
em relação aos demais.
25
A

Sobre os critérios para a determinação da significância, estes podem estar descritos na


NH

própria planilha ou pode-se criar um procedimento que descreva essa sistemática com
RO

detalhes.
NO

3.3 Como abordar?


RA

Para realizar o levantamento dos aspectos ambientais é necessário que se faça uma
EI
RR

avaliação criteriosa das atividades, processos, produtos e serviços da organização,


FE

considerando as entradas, saídas, resíduos, subprodutos, usos e consumos etc., além


das atividades anormais e aspectos de possíveis emergências, e documentá-los.
O
RD

Para a definição dos critérios para determinação da significância, pode ser adotada uma
CA

metodologia baseada na gestão de riscos que leva em consideração dois fatores


RI

principais: a frequência em que aquele aspecto ambiental ocorre e a severidade deste


0
89

ao ocorrer (ou seja, uma quantificação de seu impacto ambiental).


7
54

Tabela 2: Critérios para avaliação de frequência. Fonte: Bureau Veritas.


61
8
25
A
NH
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

12
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Tabela 3: Critérios para avaliação de severidade. Fonte: Bureau Veritas.

EI
RR
FE
DO
AR
IC
0R
89
Uma vez definidos os critérios e classificados os aspectos ambientais com relação à sua

47
frequência e severidade, define-se, por meio do produto das variáveis, a significância do
15
aspecto. Para esta situação, os resultados poderiam variar entre 1 (baixa frequência e
86
baixa severidade) e 9 (frequência e severidade altas). Para efeitos de significância
25

poderíamos assumir, por exemplo, que qualquer produto maior que 4 seria considerado
A
NH

significativo.
RO

Tomemos como exemplo dois aspectos ambientais identificados em uma empresa


NO

transportadora: o consumo de papel nas atividades administrativas e a emissão fumaça


pela frota de caminhões.
RA
EI

Se tomarmos o critério exposto acima, poderíamos classificar que a emissão de fumaça


RR

é sim um aspecto significativo, afinal ocorre todos os dias (frequência = 3) e seu impacto
FE

é severo, uma vez que a emissão se estende por todos os locais onde o caminhão
O

transita (severidade = 3), tendo como resultado o grau máximo de 9.


RD
CA

Já o consumo de papel, ainda que ocorra todos os dias (frequência = 3), tem um impacto
mínimo considerando o volume de papéis utilizados (severidade = 1), resultando em
RI

produto 3 e, portanto, não significativo.


0
89
7
54

Tabela 4: Avaliação de significância de aspectos ambientais. Fonte: Adaptado de Bureau Veritas.


61
8
25
A
NH
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

13
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Além do próprio critério de frequência e severidade definido, outros fatores podem ser
utilizados como balizadores para a avaliação de significância:

EI
RR
 Legislação: Caso haja um requisito legal relacionado àquele aspecto, ele pode

FE
ser considerado significativo, uma vez que seu não atendimento geraria um

DO
risco à organização e iria de encontro ao compromisso firmado pela Política

AR
Integrada.

IC
0R
 Partes Interessadas: Há alguma parte interessada relevante para quem este

89
aspecto é especialmente importante? Há demanda de alguma parte

47
interessada com relação a este tema? Se sim, este aspecto poderia ser
15
considerado significativo pela organização ainda que sua frequência e
86
severidade não sejam tão elevados.
25

 Riscos ao negócio: Este aspecto ambiental está associado a algum risco do


A
NH

negócio identificado no contexto ou coloca a organização em risco? No caso da


RO

transportadora que tomamos como exemplo, muitos clientes hoje em dia


NO

avaliam a fumaça emitida pelos caminhões de fornecedores (normalmente com


o uso de um opacímetro ou uma avaliação qualitativa por meio da Escala de
RA

Ringelmann). Um caminhão com motor desregulado poderia ser reprovado


EI

nestes testes e ter uma entrega rejeitada pelo cliente, o que afetaria
RR

diretamente o negócio daquela organização.


FE
O
RD

4 6.1.2 A IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E AVALIAÇÃO DE RISCOS DE SST3


CA

Para tratarmos destes temas, é necessário rememorarmos alguns conceitos


RI

fundamentais em SST:
0
89
7

Perigo
54
61

fonte com potencial para causar lesão e


8
25

doenças.
A
NH
RO
NO

3
Requisitos para “identificação de perigos e avaliação de riscos de SST” são exclusivos da ISO 45001.
Pode-se fazer um paralelo desta cláusula com a de mesma numeração na ISO 14001, sob o ponto de
A

vista de que ambas abordam questões operacionais da organização, sendo que o foco da ISO 14001 está
IR

nas questões ambientais enquanto o foco da ISO 45001 vai para temas de SST. A cláusula 6.1.2 da ISO
RE

9001 tem outra natureza e não deve ser entendida como correspondente desta, em um Sistema de
R

Gestão Integrado.
FE
O
RD

14
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
(ISO 45001:2018; item 3.19 p. 12)

EI
Exemplos incluem: trabalho em altura, exposição a produtos químicos, exposição a

RR
ruído, atividades repetitivas, dentre outros

FE
Risco de SST

DO
AR
combinação da probabilidade de ocorrência

IC
de um evento perigoso ou exposição perigosa

0R
relacionados ao trabalho e da gravidade da

89
lesão e doença que pode ser causada pelo

47
evento ou exposição.
86
15
(ISO 45001:2018; item 3.19 p. 13)
25
A

Ao contrário dos riscos descritos na cláusula 6.1.1, estratégicos, os riscos de SST são
NH

somente aqueles operacionais, referentes às atividades que a organização executa.


RO
NO

Local de trabalho
RA

local sob o controle da organização onde uma


EI

pessoa precisa estar ou ir para fins de


RR

trabalho.
FE
O

(ISO 45001:2018; item 3.6 p. 10)


RD

Exemplos de locais de trabalho: áreas administrativas e produtivas da organização, local


CA

onde o serviço é prestado em um cliente, vias de trânsito no caso de atividades de


RI

transporte etc.
0
89

Basicamente, o levantamento de perigos e riscos SST tem por base as seguintes etapas:
7
54
61
8
25
A
NH
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

15
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 6: Processo de identificação de perigos e avaliação de riscos de SST. Autora: Carolina de
Carvalho

EI
RR
FE
DO
AR
Identificação dos Definição da Aplicação da

IC
perigos metodologia de metodologia de

0R
• Considerar os processos avaliação de riscos SST avaliação de riscos SST
realizados pela organização Proposição de ações
• Deve ser padrão e mantida • Aplicada considerando os Identificação dos riscos
como informação perigos identificados para cada para controlar os riscos
significativos

89
documentada atividade significativos

47
15
86
25
A
NH
RO

4.1 Identificação de Perigos


NO

Inicialmente, para a identificação dos perigos envolvidos na organização é preciso


RA

conhecer os seus processos, uma vez que os perigos estarão associados a eles, no que
EI

diz respeito a:
RR
FE

 Onde são realizados



O

Quais pessoas os realizam


RD

 Quais equipamentos e ferramentas são utilizados


CA

 Se existem substâncias químicas aplicadas nestas atividades


RI

 Frequência da atividade
0
89

No levantamento dos perigos deverão ser consideradas todas as atividades que estão
7
54

sob controle da organização, sejam as realizadas por empregados ou contratados, no


61

local da empresa ou fora dela.


8
25

Além disso, o levantamento de perigos precisa ser contínuo e atualizado, considerando


A

as mudanças ocorridas na organização e seu histórico de incidentes.


NH
RO

Durante o levantamento de perigos, como já discutido no módulo anterior, a norma


NO

prevê a participação dos trabalhadores, o que ajudará a identificar situações que


envolvam:
A
IR


RE

A forma que a atividade é executada, podendo possibilitar a identificação de


situações não ergonômicas, ou estressantes;
R
FE
O
RD

16
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO

RA
Se são atividades rotineiras (são as atividades do dia a dia, ou seja, as rotinas
diárias que cada tipo de negócio apresenta) ou não rotineiras (manutenção,

EI
RR
setup, limpeza, paradas e retomadas etc.);

FE
Situações com potenciais emergências;

DO
O levantamento de perigos pode ser realizado através da avaliação das atividades, por

AR
meio, por exemplo, de uma APR (Análise Preliminar de Risco) e de PTs (Permissões de

IC
Trabalho). A metodologia deve ser estabelecida pela organização, considerando o

0R
contexto dos seus processos.

89
47
4.2 Como abordar?
15
Após a identificação dos perigos relacionados às atividades da organização, o próximo
86
passo é realizar a avaliação dos riscos de SST, e, para isso, é necessária a definição de
25

uma metodologia padrão a ser aplicada na organização, com o objetivo de se ter o


A
NH

mesmo conceito e o mesmo critério difundidos nas áreas.


RO

A metodologia definida pela organização precisa estar alinhada à complexidade dos seus
NO

processos, e deve ser mantida como informação documentada, podendo ser revisada
RA

caso necessário. Essa metodologia deve ser aplicada a todos aos perigos levantados, e
EI

normalmente, considera a probabilidade da ocorrência da ocorrência do evento


RR

perigoso e a severidade da lesão ou doença que pode vir a ocorrer no caso de exposição
FE

ao evento perigoso.
O

Diante disso, temos que o risco de SST será sempre um valor, podendo ser qualitativo
RD

(quando não é possível mensurar o agente em relação a exposição do trabalhador ao


CA

perigo, como por exemplo: queda de escadas, explosões, etc.) ou quantitativo (quando
RI

é possível mensurar o agente em relação a exposição do trabalhador ao perigo, como


0
89

por exemplo: solventes, ruído, radiação, etc.). O valor do risco de SST deve ser
7

comparado com um valor considerado aceitável pela organização (limite de aceitação),


54
61

com o objetivo de se priorizar as tomadas de ação, focando naqueles riscos de SST que
8

possuírem maior significância.


25
A

Abaixo trazemos um exemplo de metodologia a ser aplicada na avaliação de risco de


NH

SST:
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

17
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Tabela 5: Matriz de classificação de riscos de SST. Fonte: os autores

EI
RR
FE
DO
AR
IC
0R
89
47
15
86
25

Tabela 6: Classificação de probabilidades. Fonte: os autores


A
NH
RO
NO
RA
EI
RR
FE
O
RD
CA
0 RI
89

Figura 7: Classificação de severidades. Fonte: os autores


7
54
61
8
25
A
NH
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

18
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Para a aplicação da metodologia de avaliação de riscos, a ISO 45001 exige que sejam
considerados os controles existentes na organização.

EI
RR
A seguir se desenha o fluxo que demonstra o processo de identificação de perigos e

FE
avaliação de riscos SST

DO
AR
Figura 8: Fluxo de identificação de perigos e avaliação de riscos de SST. Fonte: os autores

IC
0R
89
47
15
86
25
A
NH
RO
NO
RA
EI

Note que, no fluxo, a primeira avaliação do risco de SST refere-se ao risco inicial, em que
RR

não são considerados os controles operacionais existentes. No segundo momento, a


FE

avaliação do risco de SST já considera a implantação dos controles, sendo considerado


O

como risco residual.


RD
CA

A organização pode fazer a avaliação do risco de SST envolvendo os dois estágios,


RI

considerando o risco inicial (sem os controles existentes), e depois do risco residual


0

(considerando os controles), ainda que a norma exija apenas a avaliação dos riscos
89

residuais, levando em consideração a eficácia dos controles existentes.


7
54
61

4.2.1 Exemplo:
8
25

Considere uma atividade de inspeção do telhado da fábrica (3,5 metros de altura)


A

realizada pela equipe de manutenção, com frequência semestral, como na figura a


NH

seguir:
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

19
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 9: Realização de trabalho em altura. Fonte: Getty Images.

EI
RR
FE
DO
AR
IC
0R
89
47
 Perigo identificado: Exposição ao trabalho em altura
 15
Controles existentes: Equipamento com guarda corpo e EPI (Cinto de
86
segurança com talabarte e trava quedas).
25

 Probabilidade: Baixa, visto que a inspeção é semestral e existe o guarda corpo


A
NH

da plataforma elevatória, porém na inexistência do guarda corpo a


probabilidade seria média.
RO

 Severidade: Considerando que estão implantados controles operacionais, a


NO

severidade seria 2, pois em caso de queda a lesão poderia ser grave. Caso não
RA

existissem os controles implantados (EPIs), a severidade seria 3, já que em caso


EI

de queda poderia ocorrer uma fatalidade.


RR

 Risco de SST:
FE

o Não considerando os controles implantados (Risco Inicial) – Risco


O

Substancial
RD

o Considerando os controles implantados (Risco Residual) – Risco


CA

Tolerável
0 RI

4.3 Avaliação de oportunidades de SST e outras oportunidades para o sistema de


89

gestão da SST:
7
54

Uma oportunidade de SST está relacionada a situações que podem melhorar o


61
8

desempenho do sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho.


25
A

As oportunidades de SST podem estar ligadas à melhoria de sistemáticas, ou até mesmo


NH

na tomada de ações sobre riscos de SST que não são mais significativos.
RO

Exemplos de melhorias em sistemáticas:


NO

 Realização de rondas de SST por parte dos trabalhadores;


A
IR

 Criação de regras que salvam vidas;


RE
R
FE
O
RD

20
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO

RA
Definição de sistemáticas de permissão de trabalho, aplicadas antes da
realização das atividades;

EI
RR
 Implantação de programas comportamentais, como de observações de

FE
atividades para identificação de perigos;

DO
Implantação de grupos para análise e avaliação de incidentes.

AR
4.4 Aspectos ambientais x Perigos e riscos de SST

IC
0R
É importante não fazermos confusão quando, em um Sistema de Gestão Integrado,
abordarmos as cláusulas 6.1.2 da ISO 14001 e da ISO 45001.

89
47
Por conta da numeração, que é a mesma, uma primeira análise pode nos levar a pensar
15
que ambas as normas tratam do mesmo assunto e abordam seus requisitos da mesma
86

forma.
25
A

De fato, há uma certa proximidade entre elas no que diz respeito ao abandono de temas
NH

estratégicos para adotarem uma abordagem operacional. Tanto na identificação dos


RO

aspectos ambientais quanto no levantamento de perigos e na avaliação de riscos de SST


NO

estamos olhando para as operações da organização e buscando, nessas operações,


RA

aquilo que impacta o meio ambiente e a saúde e segurança dos trabalhadores.


EI

Mas, ao final, é necessário entender que, ainda que mirem nos processos operacionais
RR

(que também incluem as atividades dos processos administrativos), cada norma aborda
FE

uma análise e as ações que lhes cabem de maneira diferente.


O
RD

Enquanto a ISO 14001 busca uma avaliação dos aspectos ambientais e, de maneira
CA

direta, a avaliação de sua significância (risco puro), a ISO 45001 espera que os controles
RI

existentes sejam levados em consideração na avaliação de riscos de SST (risco residual).


0

Também, a norma de SST determina que os critérios para a avaliação dos riscos de SST
89

sejam o produto “probabilidade x severidade”, enquanto a norma de gestão ambiental


7
54

não coloca nenhuma restrição para a avaliação de significância de seus aspectos,


61

podendo a organização usar metodologia similar à de SST ou se valer de outra, que


8
25

melhor atenda às suas características ambientais.


A
NH

Há espaços para integração destes dois temas ao criar um procedimento só para tratar
RO

de aspectos ambientais e perigos e riscos de SST, ou ao se estabelecer um registro


comum onde aspectos e perigos das atividades sejam levantados, mas é essencial
NO

entender que esses levantamentos são diferentes e se direcionam a propósitos


A
IR

distintos, devendo ser tratados cada um à sua maneira no Sistema de Gestão Integrado.
RE
R
FE
O
RD

21
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
6.1.3 REQUISITOS LEGAIS E OUTROS REQUISITOS4

RA
5

EI
Como discutido anteriormente, um dos compromissos da Política Integrada é o de

RR
atender aos requisitos legais e outros aplicáveis às suas atividades. Para que seja

FE
possível atendê-los, entretanto, é necessário identificá-los. É disso que a cláusula 6.1.3

DO
trata.

AR
As normas esperam que a organização possa identificar e ter acesso aos requisitos legais

IC
0R
que se aplicam a ela de maneira que tenha conhecimento do que deve ser atendido para
se estar em conformidade com a legislação vigente.

89
47
Esse levantamento não deve omitir nenhuma lei ou obrigação a que a organização esteja
sujeita, em nenhum âmbito. 15
86
25

Figura 10: Esferas de atuação da legislação. Fonte: O autor.


A
NH
Aplicável

RO
NO

Federal
A
IR
RE

Estadual
ER
Legislação
O
F

Municipal
RD
CA
0 RI
89

No caso de meio ambiente, a legislação federal, normalmente expressa por resoluções


7
54

do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão ligado ao Ministério do Meio


61

Ambiente, ou por legislações de cunho mais abrangente como a lei 12.305/2010 -


8
25

Política Nacional de Resíduos Sólidos - tem aplicação mais geral, com efeitos em todo o
A

território nacional, enquanto que os estados têm suas próprias legislações, aplicáveis
NH
RO
NO
A

4
Cláusula existente somente nas normas ISO 14001 e ISO 45001. Vimos nos módulos anteriores que,
IR

também para a ISO 9001, há a necessidade de se compreender quais os requisitos legais que são
RE

aplicáveis às suas atividades. Isso, porém, é abordado pela norma na cláusula 8.2.2, que fala sobre a
R

determinação dos requisitos para produtos e serviços.


FE
O
RD

22
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
naquela unidade federativa e que, em geral, possuem critérios mais rigorosos do que os
previstos na legislação federal.

EI
RR
Para SST, a maior parte das questões legais está descrita nas Normas Regulamentadoras

FE
(NRs), hoje vinculadas à Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, de alcance

DO
federal.

AR
Mesmo que haja legislações de esferas diferentes tratando de temas semelhantes, é

IC
necessário que as organizações façam um levantamento completo e não negligenciem

0R
nenhuma das legislações aplicáveis mesmo que haja outra que se sobreponha a ela ou

89
que seja mais restritiva.

47
15
Já sobre os “outros” requisitos citados pelas normas, eles representam todos aqueles
86
requisitos que não são legais, mas que, por qualquer motivo, a organização assumiu um
25

compromisso de atender. Estes podem ser:


A
NH

 Requisitos assumidos pela organização como condições para obtenção de


RO

aprovações do órgão ambiental ou da Secretaria de Trabalho, como


NO

condicionantes ou exigências técnicas de licenças ambientais, ou termos para


RA

aceite de um TAC, o Termo de Ajustamento de Conduta;


 Requisitos de desempenho ambiental ou de SST assumidos com um cliente, por
EI
RR

meio, por exemplo, da assinatura de um contrato de prestação de serviços;



FE

Requisitos de comprometimento ambiental ou de SST de uma filial com a sua


matriz;
O
RD

 Acordos com partes interessadas, tais como a vizinhança, ONGs, sindicatos,


CA

entre outros.
RI

5.1 Como abordar?


0
89

A organização deve possuir uma metodologia para que possa acessar todos os requisitos
7
54

legais que lhe couberem e que esteja apta a associá-los aos seus aspectos ambientais e
61

perigos, para entender onde cada um deles se aplica, além de um controle constante de
8
25

atualizações.
A
NH

Isso normalmente é feito de duas maneiras: ou por uma equipe própria (da qual poderia
RO

participar a área jurídica, por exemplo) ou por uma empresa especializada.


NO

Quando há uma equipe própria para realizar o levantamento dos requisitos legais, a
A

organização necessita estabelecer um formato de registro que permita documentar


IR

todos os requisitos legais aplicáveis (normalmente uma planilha), além de garantir que
RE

a equipe responsável consulte, com frequência, os meios de divulgação oficiais (Diário


R
FE
O
RD

23
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Oficial, site do órgão ambiental, página da Secretaria de Trabalho, etc.) para que
nenhuma atualização ou alteração legal seja ignorada.

EI
RR
Nos casos em que esta atividade é terceirizada, uma empresa especializada faz este

FE
levantamento e disponibiliza à organização um portal na internet, onde é possível

DO
verificar os requisitos legais que lhe são aplicáveis.

AR
Seja por qualquer dos dois caminhos, os resultados do levantamento dos requisitos

IC
legais devem estar documentados pela organização.

0R
89
47
6 6.1.4 PLANEJAMENTO DE AÇÕES5
15
86
Para abordar os riscos e oportunidades organizacionais em nível estratégico, abordar os
25

aspectos ambientais e os perigos e riscos de SST, ou mesmo definir o que é necessário


A

ser feito para que se cumpra com algum requisito legal, é necessário que se estabeleçam
NH

ações que agirão em todo o SGI, podendo abranger os níveis estratégico, tático e
RO

operacional. Esta cláusula estabelece requisitos para que tais ações sejam planejadas.
NO
RA

Figura 11: Abrangência dos planos de ação para ISO 14001 e ISO 45001. Fonte: O autor.
EI
RR

Perigos e
Requisitos
Riscos de SST
Legais e Outros
FE

(6.1.2 - ISO
(6.1.3)
45001)
O
RD

Aspectos Oportunidades
CA

Ambientais de SST
(6.1.2 - ISO (6.1.2.3 - ISO
RI

14001) 45001)
0
7 89
54
61

Riscos e Planejamento
8

Oportunidades Emergências
25

Estratégicos de Ações (8.2)


(6.1.4)
A

(6.1.1)
NH
RO
NO
A
IR

5
Cláusula existente somente nas normas ISO 14001 e ISO 45001. A norma ISO 9001 vai tratar das ações
RE

para abordar riscos e oportunidades estratégicos na cláusula 6.1.2. Riscos e oportunidades operacionais
R

não são abordados pela ISO 9001.


FE
O
RD

24
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
O objetivo da cláusula 6.1.4 é tratar da definição de planos de ação para abordar os
riscos estratégicos, a fim de mitigá-los, traçar quais serão os controles operacionais que

EI
RR
serão aplicados aos aspectos ambientais significativos e aos perigos e riscos

FE
identificados e aqueles necessários para o atendimento aos requisitos legais.

DO
6.1 Abordagem da ISO 9001

AR
A norma ISO 9001 não determina requisitos para que riscos e oportunidades

IC
operacionais sejam identificados e abordados (entretanto não há nenhum impedimento

0R
caso a organização deseje fazê-lo), limitando-se à exigência de que a organização

89
levante os riscos e oportunidades estratégicos. Sendo assim, as ações para abordar estes

47
riscos e oportunidades estratégicos são exigidas na cláusula 6.1.2 da norma, fazendo
86
15
referência direta à sua cláusula anterior, 6.1.1, onde os requisitos para a identificação
25

de tais riscos e oportunidades são descritos.


A
NH

Figura 12: Abordagem de planos de ação para riscos e oportunidades estratégicos conforme a ISO
RO

9001. Fonte: O autor.


NO
RA
EI
RR

Identificação de Plano de ação para


FE

riscos e abordar riscos e


O

oportunidades oportunidades
RD

estratégicos (6.1.1) estratégicos (6.1.2)


CA
0 RI
89
7
54
61

6.2 Como abordar?


8
25

Baseado nas necessidades de abordagem de riscos e oportunidades estratégicos,


A

aspectos ambientais, perigos, riscos de SST, oportunidades de SST e requisitos legais e


NH

outros etc. a organização deve propor quais as ações serão tomadas.


RO

A melhor forma de lidar com esta cláusula é estabelecer planos de ação formais (ainda
NO

que as normas não citem a obrigatoriedade de documentá-los) para abordar cada um


A

destes temas. Para fazê-lo, pode-se utilizar a metodologia 5W2H1S:


IR
RE
R
FE
O
RD

25
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 13: 5W2H1S. Fonte: O autor.

EI
RR
O que? Por que? Onde? Quando?

Where?
What?

When
Why?

FE
•O que vai ser •Justificativa do •Em que •Relacionado a
feito, qual ação porquê realizar locais/situações tempos de

DO
será tomada aquela ação. que esta ação execução e

AR
(etapas da será adotada. prazos de
ação) conclusão

IC
0R
9
4 78
Quem? Como? 15
Quanto? Demonstre!
How?

Show Me!
Who?

NH Much?

86
•Determinar •Como será •Determinar os •Como os
25

responsáveis feito, com qual recursos resultados da


A

pela execução metodologia, necessários, ação serão


How

dos planos adotando quais sejam eles verificados.


critérios, etc.
RO

financeiros, Evidências da
tempo, ação e
NO

pessoas, etc. indicadores


utilizados.
RA
EI
RR

7 6.2.1 OBJETIVOS DO SGI


FE
O

Uma parte central do direcionamento do Sistema de Gestão Integrado passa pela


RD

definição de objetivos claros. Aquilo que se deseja alcançar com o SGI deve servir de
CA

norte para que todos os envolvidos com o sistema estejam cientes do que se espera do
RI

desempenho global da organização.


0
89

Objetivo
7
54
61

Resultado a ser alcançado


8
25

NOTA 1 - Um objetivo pode ser estratégico,


A

tático ou operacional.
NH
RO

NOTA 2 - Objetivos podem se relacionar a


NO

diferentes disciplinas (como finanças, saúde e


A

segurança, e metas ambientais) e podem se


IR

referir a diferentes níveis (como estratégico,


RE
R
FE
O
RD

26
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
da organização, projeto, produto, serviço e

EI
processo.

RR
NOTA 3 - Um objetivo pode ser expresso de

FE
outras formas, por exemplo, como um

DO
resultado pretendido, um propósito, um

AR
critério operacional, como um objetivo da

IC
qualidade / ambiental / de SST, ou pelo uso de

0R
outras palavras com significado similar (por

89
exemplo, finalidade, meta ou alvo).

47
15
(ABNT NBR ISO 9000:2015; item 3.7.1 - p.23)
86
25

(ABNT NBR ISO 14001:2015; item 3.2.5 - p.3)


A
NH

(ISO 45001:2018; item 3.16 - p.12)


RO

Um objetivo, então, é algo a ser alcançado, um patamar que a organização ainda não
NO

atingiu, um ponto ao qual ela deseja chegar e que represente uma melhoria em relação
à sua situação atual. Um objetivo de simplesmente manter as coisas como estão não
RA

pode ser considerado como um objetivo válido, pois a organização já atingiu aquele
EI
RR

patamar e a manutenção daquela situação não configura nenhuma melhoria.


FE

Objetivos associados ao atendimento de requisitos legais tampouco podem ser


O

admitidos, já que o simples atendimento da legislação aplicável é uma obrigação da


RD

organização e não é uma busca por melhorias. No entanto, um objetivo de ser mais
CA

restritivo que a legislação pode ser válido.


RI

Em um Sistema de Gestão Integrado o que deve ser buscado são objetivos também
0
89

integrados, para levar a organização a um patamar que ela ainda não alcançou e que
7
54

deseja atingir tanto em qualidade como em meio ambiente e SST (ainda que deva haver
61

a busca por objetivos integrados, objetivos individualizados para qualidade, meio


8
25

ambiente e SST são possíveis desde que haja uma avaliação das consequências destes
objetivos para os demais sistemas de gestão). É uma melhoria em seu desempenho que
A
NH

seja coerente com sua Política Integrada. A necessidade expressa de alinhamento com
RO

a política sugere que os Objetivos do SGI devam ser adequados para que os
NO

compromissos expressos naquele documento sejam cumpridos pela organização.


A

Um objetivo será integrado quando seus efeitos tiverem consequências positivas e


IR

levarem a melhorias nos três âmbitos do Sistema de Gestão Integrado, mesmo que
RE

medido em metas individuais. A adoção de objetivos integrados tem a intenção de


R
FE
O
RD

27
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
facilitar a gestão da organização, que poderá focar seus esforços no atingimento de
objetivos específicos que terão reflexo em todo o SGI, ao invés de obrigá-la a gerenciar

EI
RR
um quadro com inúmeros objetivos que, por vezes, podem ser contraditórios entre si.

FE
Para que um objetivo seja adequado para o Sistema de Gestão Integrado, as normas

DO
colocam alguns requisitos a serem atendidos na construção deste objetivo. De maneira

AR
geral, um Objetivo do SGI será adequado atender à estrutura SMART.

IC
0R
Figura 14: Estrutura SMART para objetivos. Fonte: O autor.

89
47
Específico (Specific)

S 15
Os objetivos e suas metas devem ser claros e apontar especificamente o que se deseja melhorar.
86
25
A
NH

Mensurável (Measurable)

M
RO

As metas associadas aos objetivos devem ser passíveis de medição, preferencialmente, mesmo
NO

quie somente qualitativa.


RA
EI

Atingível (Attainable)

A
RR

Os objetivos são resultados a serem alcançados mas não devem ser utópicos ou representarem
metas inatingíveis. O bom senso deve prevalecer.
FE
O
RD

Relevante (Relevant)
CA

R A norma diz que devem ser definidos objetivos nas funções e níveis relevantes da organização. A
RI

definição de quais destes são relevantes é da Alta Direção. Não é necessário melhorar tudo ao
0

mesmo tempo.
89
7
54

Temporal (Time-based)
61

T É importante e necessário que o fator tempo esteja presente na definição dos Objetivos
8
25

Ambientais, tanto pela necessidade de se possuir um parâmetro de comparação para as metas


quanto para se definir um prazo para atingimento destes objetivos.
A
NH
RO

7.1 Como abordar?


NO

A Alta Direção deve determinar seus Objetivos do SGI, que sejam coerentes com sua
A

Política Integrada seguindo a estrutura SMART. As normas determinam que os objetivos


IR

devam estar documentados, normalmente em um documento derivado da Política


RE

Integrada ou em um documento específico para eles.


R
FE
O
RD

28
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO
RA
Figura 15: Exemplo de Objetivo Integrado. Fonte: Bureau Veritas.

EI
RR
Ampliar o rendimento de corte das chapas de aço em 25%, diminuindo a
quantidade de resíduos metálicos gerados em 10%, e restringindo o

FE
recolhimento manual de refugos metálicos com pontas vivas para

DO
apenas duas vezes por semana.

AR
IC
0R
8 6.2.2 PLANEJAMENTO DE AÇÕES PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS DO SGI

89
47
Por fim, para que a organização possa alcançar seus objetivos, um plano de ação deve
15
ser determinado. O uso da metodologia 5W2H1S demonstrada acima pode ser utilizada
86
para a abordagem desta cláusula.
25

É importante lembrar que o que se deseja é um plano para o atingimento dos objetivos
A
NH

e não um plano que responda a uma meta não alcançada. Estamos ainda no momento
RO

de planejamento, a etapa “P” do PDCA, e não no momento de tomada de ações


NO

corretivas.
RA
EI

9 6.3 PLANEJAMENTO DE MUDANÇAS6


RR
FE

Para obter os benefícios associados aos riscos e oportunidades identificados, mudanças


no sistema de gestão podem ser necessárias. Essas mudanças podem estar relacionadas
O
RD

a qualquer aspecto de processo, entradas, recursos, fornecedores, pessoal, atividades,


CA

controles, medições e saídas.


RI

O mesmo se dá com mudanças administrativas ou mesmo organizacionais, por exemplo,


0
89

a aquisição de uma organização por outra. O planejamento, considerando os riscos e


7

oportunidades, desta aquisição deve considerar cuidadosamente o que é mais


54

significativo decidir as ações subsequentes necessárias.


61
8
25

9.1 Como abordar?


A
NH

Para o planejamento de mudanças, a organização pode levar em consideração alguns


itens, como por exemplo:
RO
NO
A
IR

6
Cláusula existente somente na norma ISO 9001. As demais normas tratam da gestão das mudanças no
RE

capítulo 8, de Operação. A gestão de mudanças na ISO 14001 está inserida entre os requisitos de 8.1 e
R

na ISO 45001 existe uma cláusula específica para tratar deste tema, a 8.1.3.
FE
O
RD

29
CA
RI
A
IC
0R
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

89
47
15
86
25
A
Planejamento

NH
RO
NO

RA
Avaliação dos riscos envolvidos e potenciais consequências não planejadas;

EI
Descrição detalhada das mudanças que a organização pretende realizar;

RR
 Planejamento da mudança em conjunto com os níveis da organização, para

FE
levantamento de conhecimento organizacional.

DO
 Documentação da mudança, que pode incluir processos, prazos,

AR
responsabilidades, recursos, informações pertinentes, entre outros (ainda que

IC
não seja exigida informação documentada obrigatória);

0R
 Comunicação das mudanças às partes interessadas pertinentes da organização;

89
 Análise da eficácia da mudança;

47
15
Sempre que as mudanças no sistema de gestão são planejadas, a Alta Direção deve
86
garantir que todo o pessoal esteja ciente de quaisquer mudanças que afetem seu
25

processo e que o monitoramento subsequente seja realizado para garantir que as


A

mudanças no SGI sejam efetivamente implementadas.


NH
RO
NO

10 REFERÊNCIAS
RA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001:2015: Sistemas de


EI

gestão ambiental – Requisitos com orientações de uso. Rio de Janeiro, 2015.


RR

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001:2015: Sistemas de


FE

gestão da qualidade — Requisitos. Rio de Janeiro, 2015.


O
RD

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 45001 - Occupational


CA

health and safety management systems — Requirements with guidance for use.
RI

Genebra, 2018
0
89

DOMINGUES, EDUARDO. Gestão dos sistemas integrados: qualidade, meio ambiente,


7
54

segurança e saúde no trabalho e responsabilidade social. Editora Senac São Paulo.


61

São Paulo. 2019.


8
25
A
NH
RO
NO
A
IR
RE
R
FE
O
RD

30
CA
RI
RI
CA
RD
O
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RRE
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31
NO

Planejamento
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A
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54
789
0 RI
CA
RD
O
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The benefits of having integrated objectives in a management system include cohesive progress across quality, environmental, and health and safety areas, leading to improved organizational performance and alignment with integrated policy commitments. Objectives should be defined to reflect improvements not yet achieved by the organization, aiming for tangible enhancements rather than maintaining the status quo. Integration ensures that objectives mutually reinforce each other, with consideration for individual outcomes impacting overall system performance .

Legal requirements play a critical role in determining the significance of environmental aspects within an integrated management system. If an environmental aspect is tied to a legal requirement, it is automatically considered significant because non-compliance poses a risk to the organization by contradicting its commitment to integrated policy and incurring potential legal penalties. This prioritization helps ensure that compliance is maintained, risks are mitigated, and integrated management policies align with regulatory standards .

For managing health and safety risks in the workplace, the identification of hazards should be based on understanding the organization's processes, including where and by whom activities are carried out, the equipment and chemicals used, and the frequency of activities. This process should involve continuous and updated hazard identification and the participation of workers to uncover non-ergonomic or stressful situations. The methodology for evaluating these risks should be standardized and maintained as documented information, considering the complexity of processes, and aligned with continual improvement goals .

ISO 14001 and ISO 45001 use distinct methodological approaches for risk significance evaluation. ISO 14001 focuses on assessing the significance of environmental aspects using criteria like frequency and severity, often considering legal and stakeholder requirements. ISO 45001 includes an assessment of health and safety risks by accounting for existing controls, thus considering both the probability and potential severity of incidents. While ISO 14001 evaluates 'raw' significance of aspects, ISO 45001's methodology involves evaluating residual risk by taking current mitigations into account. These differences highlight a process-based evaluation in environmental aspects versus a control-based approach in health and safety risks .

Organizations can use SWOT analysis to identify strengths, weaknesses, opportunities, and threats, framing them within the context of risks and opportunities. Ideally, strengths and external opportunities identified in SWOT can be leveraged to enhance internal efficiencies and results. Conversely, internal weaknesses and external threats can be translated into risks. Integrating SWOT analysis into strategic planning helps organizations align their actions with strategic objectives by enhancing positives and mitigating negatives in the context of an integrated management system .

The concept of 'Risk-Based Thinking' in integrated management systems is characterized by an approach to uncertainties, evaluating them, and acting in a preventive manner to mitigate or control potential negative impacts. This philosophy encourages proactivity in strategy determination, actions, and controls within an organization, rather than reactivity. It fosters a culture where opportunities are sought to enhance results, while risks are managed strategically to prevent or reduce undesirable effects. The goal of incorporating risk and opportunity discussions is to improve the organization's integrated management system by reducing unwanted effects through risk management and achieving continuous improvement by pursuing opportunities .

Organizations should plan actions by first identifying strategic and operational risks and opportunities as described in their context. For strategic risks, plans should align with clause 6.1.1 of ISO 9001, focusing only on strategic aspects. For operational risks (e.g., environmental and health and safety), the use of specific frameworks in ISO 14001 and ISO 45001 is recommended to derive actionable insights. Integration involves assessing how strategic plans affect operational actions, ensuring coherence across levels. A formal action plan, potentially using methods like 5W2H1S, should ensure all identified risks and opportunities are comprehensively addressed .

Considering existing controls when evaluating health and safety risks is crucial in ISO 45001 as they significantly mitigate the severity of potential risks. For example, in work-at-height scenarios, existing controls like guardrails and safety harnesses lower both the probability and severity of potential falls. Therefore, considering these controls helps in achieving a realistic and practical assessment of residual risks, which guides effective risk management strategies and prioritizes actions to address any remaining or emerging risks .

Both ISO 14001 and ISO 45001 focus on operational issues, addressing environmental impacts and health and safety risks, respectively. Although they share a similar focus on operational processes, they approach them differently: ISO 14001 evaluates environmental aspects by assessing their significance, while ISO 45001 considers existing controls during health and safety risk evaluations. This distinction highlights the different analyses and actions each standard requires, even if both target operational implications .

In integrated management systems, risks and opportunities are differentiated based on their potential impacts on the organization. Risks, the negative aspects, result from deficiencies or threats that could adversely affect the organization, whereas opportunities, the positive aspects, arise from internal strengths or external opportunities that can be pursued to improve processes and performance. The intention is to enhance what works well internally and explore opportunities to better the organization's processes and performance .

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