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Intervenções Farmacêuticas em Pacientes Idosos

O documento apresenta um estudo dirigido sobre o uso racional de medicamentos, abordando casos de pacientes com intervenções farmacêuticas recomendadas. Cada caso discute a necessidade de avaliação médica, riscos de automedicação e interações medicamentosas, além de justificar as intervenções com base em diretrizes e fontes confiáveis. As situações incluem o uso prolongado de benzodiazepínicos, automedicação com metformina e omeprazol, e a adequação de dosagens em crianças, enfatizando a importância da orientação farmacêutica.

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Intervenções Farmacêuticas em Pacientes Idosos

O documento apresenta um estudo dirigido sobre o uso racional de medicamentos, abordando casos de pacientes com intervenções farmacêuticas recomendadas. Cada caso discute a necessidade de avaliação médica, riscos de automedicação e interações medicamentosas, além de justificar as intervenções com base em diretrizes e fontes confiáveis. As situações incluem o uso prolongado de benzodiazepínicos, automedicação com metformina e omeprazol, e a adequação de dosagens em crianças, enfatizando a importância da orientação farmacêutica.

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UFCG/CES/UAS

CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA


Componente curricular: Assistência Farmacêutica
Docente: Andrezza Duarte Farias
Discente: Abner Lamarc Diniz Alves - 521120475

Estudo dirigido – Uso Racional de Medicamentos


As situações abaixo se relacionam com o uso adequado de medicamentos pela comunidade.
Apresente possíveis intervenções farmacêuticas e justifique. Ao final de cada justificativa,
apresente a fonte de informação utilizada.

1. Sra. Ivete, 55 anos, faz uso de Clonazepam 2,5mg/mL (0-0-12gts) há 23 anos. Após a
menopausa, engordou e indicaram pra ela metformina 500mg (1-0-0) que ajuda a perder
peso. Com o início do uso do medicamento, Sra. Ivete começou a sentir enjoo e comprou
omeprazol 20mg (1-0-0), pois já tinha usado anteriormente.
O uso prolongado de Clonazepam por 23 anos pode resultar em tolerância, dependência, prejuízo
cognitivo e maior risco de quedas, especialmente em idosos. Além disso, a interrupção abrupta
pode causar sintomas de abstinência. Diante disso, recomenda-se uma avaliação médica para
reavaliar a necessidade do medicamento, considerando uma descontinuação gradual ou
substituição por alternativas mais seguras, como terapia cognitivo-comportamental para insônia e
ansiedade. É essencial orientar a paciente sobre os riscos do uso prolongado, uma vez que muitos
pacientes não recebem informações adequadas sobre os efeitos colaterais a longo prazo. Justifica-
se essa abordagem devido à associação do Clonazepam com dependência e declínio cognitivo em
tratamentos prolongados, especialmente em idosos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde
(2020) e do Guia de Deprescrição de Benzodiazepínicos do CEBRID (2019).
Outro problema identificado é o uso de Metformina para perda de peso sem avaliação médica.
Embora esse medicamento seja aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2 e da resistência à
insulina, ele não possui indicação primária para emagrecimento. Seu uso indevido pode mascarar
ou agravar condições subjacentes, como pré-diabetes não diagnosticado, além de causar efeitos
adversos gastrointestinais, como náusea e diarreia, o que pode levar à automedicação inadequada.
A intervenção farmacêutica envolve esclarecer que a metformina não deve ser utilizada sem
prescrição médica, pois sua ação na perda de peso ocorre principalmente em pacientes com
resistência insulínica. Além disso, sugere-se o encaminhamento a um endocrinologista ou
nutricionista para uma abordagem adequada do ganho de peso na menopausa, priorizando
estratégias não farmacológicas. Também é importante orientar sobre os efeitos adversos comuns
da metformina e maneiras de minimizá-los, como iniciar com doses menores e ingerir o
medicamento junto às refeições. O uso de metformina sem diagnóstico adequado pode gerar
complicações e efeitos adversos frequentes, conforme a Sociedade Brasileira de Diabetes (2022) e
a Diretriz da American Diabetes Association (2023).
Por fim, a automedicação com Omeprazol é um problema relevante, pois o uso crônico de
inibidores da bomba de prótons (IBPs) está associado a riscos como deficiência de vitamina B12,
osteoporose e infecções gastrointestinais. No caso da Sra. Ivete, o sintoma de enjoo pode estar
relacionado à introdução da metformina e não necessariamente à necessidade de um IBP. A
intervenção farmacêutica inclui avaliar se o enjoo pode ser controlado por meio do ajuste da
administração da metformina, como tomá-la com alimentos ou reduzir a dose inicial. Também é
fundamental orientar que o uso contínuo de Omeprazol deve ser feito apenas sob supervisão
médica e não como automedicação. Além disso, é necessário investigar possíveis interações
medicamentosas, uma vez que Clonazepam e Omeprazol podem interagir, aumentando a sedação.
O uso indiscriminado de IBPs pode gerar efeitos adversos significativos, sendo que a náusea
induzida pela metformina geralmente pode ser controlada sem necessidade de novos
medicamentos, de acordo com o Consenso Brasileiro sobre IBPs (2021) e o FDA Drug Safety
(2022).

2. Sr. Yuri Alberto, usuário de losartana 50mg (1-0-0), AAS 100mg (0-1-0) e Metformina 850mg
(1-0-0), completou 65 anos recentemente. Foi a farmácia pegar seus medicamentos e
encontrou D. Severina, que lhe deu os parabéns e perguntou como ele estava. Sr. Yuri
Alberto falou que estava bem, porém “to vendo que comecei a esquecer as coisas”. Ela
então, disse que usava Gingko biloba que tinha visto no youtube que era bom para a
memória. Ele informou que ia aproveitar a viagem na farmácia e comprar logo.
O esquecimento em idosos pode ter diversas causas, incluindo efeitos adversos de medicamentos,
desidratação, déficits nutricionais, alterações metabólicas ou até patologias neurológicas iniciais,
como comprometimento cognitivo leve ou demência. A metformina, por exemplo, pode reduzir a
absorção de vitamina B12, aumentando o risco de neuropatia e sintomas cognitivos em uso
prolongado. Diante desse quadro, o farmacêutico deve investigar possíveis causas do
esquecimento, questionando sobre outros sintomas associados, histórico familiar e tempo de início
das queixas. Além disso, é fundamental orientar a necessidade de avaliação médica, uma vez que
exames podem ser necessários para descartar fatores como deficiência de B12, hipotireoidismo ou
efeitos adversos de medicamentos. Como justificativa, o esquecimento pode ter causas reversíveis,
e um diagnóstico médico adequado é essencial antes de iniciar qualquer suplementação (Fonte:
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2023; Diretrizes para Diagnóstico de
Comprometimento Cognitivo Leve, Alzheimer’s Association, 2022).
Outro ponto relevante é o uso de Ginkgo biloba sem avaliação médica. Embora alguns estudos
sugiram benefícios leves para a memória, sua eficácia ainda é controversa. O maior problema é o
risco aumentado de sangramento, pois o Ginkgo biloba inibe a agregação plaquetária, o que pode
ser perigoso para um paciente que já faz uso de AAS 100 mg. Além disso, interações com
antihipertensivos, como Losartana, podem levar a oscilações na pressão arterial. Nesse contexto, o
farmacêutico deve alertar sobre os riscos de hemorragia devido à interação entre Ginkgo biloba e
AAS, pois o uso concomitante pode potencializar o efeito antiplaquetário, aumentando o risco de
sangramentos gastrointestinais e cerebrais. Também é importante esclarecer que o Ginkgo biloba
não substitui uma investigação médica adequada e sugerir alternativas mais seguras, como a
adoção de hábitos saudáveis, incluindo atividade física, dieta equilibrada e estimulação cognitiva.
Como justificativa, destaca-se que o Ginkgo biloba pode interagir com antiplaquetários,
aumentando o risco de hemorragia, e que sua eficácia para memória não é plenamente
comprovada (Fonte: FDA Drug Safety, 2022; Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2021; Diretrizes
de Fitoterapia da ESCOP, 2020).

3. Sra. Ludmila, hipertensa e tem diabetes, usuária de Losartana 50 mg (1-0-0),


Hidroclorotiazida 25mg (1-1-1), Metformina 850mg (1-0-0) e Fluoxetina 20mg (0-0-1). Tem tido
tremores e foi ao médico pegar a receita de fluoxetina. Ele disse que esses tremores eram da
fluoxetina que deixavam ela agitada. Na ocasião, o médico estava sem receituário de
controle especial e prescreveu em uma receita comum informando-a que mesmo assim ela
podia pegar na farmácia.
A fluoxetina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), pode causar agitação,
tremores e ansiedade, especialmente em doses iniciais ou em pacientes mais sensíveis. Idosos e
pessoas com comorbidades metabólicas, como diabetes, apresentam maior risco de efeitos
adversos. Além disso, o uso concomitante com hidroclorotiazida pode contribuir para desequilíbrios
eletrolíticos, como hipocalemia ou hipomagnesemia, que também podem causar tremores. Diante
disso, o farmacêutico deve orientar a paciente a relatar os sintomas ao médico para reavaliação do
tratamento, o que pode envolver ajuste de dose, troca do antidepressivo ou uso de um ansiolítico
em curto prazo. Também é importante sugerir o monitoramento de eletrólitos, pois a
hidroclorotiazida pode levar a perdas minerais que favorecem tremores e arritmias. A justificativa
para essa intervenção é que a fluoxetina pode causar tremores devido ao seu efeito estimulante no
sistema nervoso central e que desequilíbrios eletrolíticos induzidos por diuréticos podem
intensificar esses sintomas (Fonte: Manual MSD, 2023; Sociedade Brasileira de Psiquiatria, 2022).
Outro problema identificado é a receita inadequada para a fluoxetina, que está classificada na Lista
C1 da Portaria 344/98 e exige receituário de controle especial em duas vias para sua dispensação.
No caso analisado, o médico prescreveu o medicamento em receita comum, o que impossibilita
sua entrega na farmácia sem violação da legislação sanitária. Assim, o farmacêutico deve informar
à paciente que a dispensação não pode ser realizada sem a receita adequada, orientando-a a
retornar ao médico para que a prescrição seja feita corretamente. Caso a paciente não tenha
acesso imediato ao médico, pode-se sugerir a busca por um serviço público de saúde que possa
emitir a receita correta. A justificativa para essa conduta baseia-se na necessidade de cumprimento
da legislação sanitária vigente, sendo vedada a dispensação de medicamentos de controle
especial sem a documentação exigida. No entanto, caso o farmacêutico queira dispensar o
medicamento, a dispensação pode ser realizada pelo farmacêutico responsável, desde que este
comunique a irregularidade à Vigilância Sanitária em até 72 horas. Assim, o farmacêutico deve
informar a paciente sobre a necessidade de regularização da prescrição e orientá-la a retornar ao
médico para que futuras receitas sejam emitidas corretamente. A justificativa para essa conduta
baseia-se na legislação sanitária vigente, que permite a dispensação do medicamento sob a
responsabilidade do farmacêutico, mas exige a comunicação do ocorrido às autoridades
competentes. (Fonte: RDC 471/2021 – Anvisa; Portaria 344/1998 – MS).

4. Yonara, 24 anos, mãe de Miguel, vai à Farmácia para adquirir Amoxicilina suspensão (5mL
3x/dia) para seu filho. Ela questiona se a quantidade está certa, pois achou pouco. Miguel
pesa 26Kg e faz uso de Depakote (2x/dia). Yonara trabalha das 7h às 13h, tem uma rotina
corrida. Miguel está na escola integral desde julho, após ela conseguir um emprego. Ele
dorme normalmente às 21h.
A dose usual de amoxicilina para crianças varia de 20 a 40 mg/kg/dia em casos leves a moderados
e pode chegar a 80 a 90 mg/kg/dia para infecções graves, dividida em duas ou três doses. No caso
de Miguel, que pesa 26 kg, a dose diária total dependerá da concentração do medicamento
prescrito. Para o caso de Miguel, a dose necessária será de 6,5mL 2x ao dia. Se necessário, deve-
se entrar em contato com o médico para ajuste da posologia. Além disso, é importante explicar a
Yonara que a dose pode parecer pequena, mas foi calculada especificamente para a faixa de peso
de Miguel e de acordo com a gravidade da infecção. A justificativa para essa intervenção é que a
posologia da amoxicilina deve ser ajustada conforme a severidade da infecção e o peso da criança
(Fonte: Nelson’s Pediatrics, 2022; Sanford Guide, 2023).
Outro ponto de atenção é a interação medicamentosa entre a amoxicilina e o Divalproato de sódio
(Depakote), um anticonvulsivante usado no tratamento de epilepsia, transtorno bipolar e
enxaqueca. Antibióticos beta-lactâmicos, como a amoxicilina, podem reduzir a eficácia do
Depakote, aumentando o risco de crises epilépticas. Diante disso, é essencial orientar Yonara a
monitorar sinais de crises convulsivas em Miguel durante o tratamento com amoxicilina e, caso
perceba qualquer alteração no comportamento ou crises convulsivas, relatar imediatamente ao
médico. Além disso, deve-se avaliar se o médico considerou essa interação ao prescrever o
antibiótico e sugerir um acompanhamento mais próximo durante o tratamento. Essa intervenção se
justifica pelo fato de que o uso de antibióticos pode alterar a microbiota intestinal e a absorção de
anticonvulsivantes, impactando sua eficácia (Fonte: Micromedex, 2023; Uptodate, 2023).
Por fim, outro desafio identificado é a adaptação da rotina de administração do antibiótico, já que
Yonara trabalha das 7h às 13h e Miguel estuda em uma escola integral e dorme às 21h, o que
pode dificultar a adesão ao esquema de três administrações diárias. Para garantir a eficácia do
tratamento sem comprometer a rotina da família, é possível sugerir um esquema de duas
administrações diárias em horários viáveis, com a primeira dose sendo administrada antes de
Yonara sair para o trabalho (entre 6h e 6h30), a segunda quando Miguel retornar da escola (entre
18h e 18h30). Essa estratégia é fundamental para manter intervalos regulares entre as doses e
garantir a eficácia do antibiótico (Fonte: Manual de Administração de Medicamentos em Pediatria,
2022).

5. Sra. Bruna Biancardi, 32 anos, tem sentido dores de cabeça e certo dia, verificou a pressão
que estava alta. Então, começou a usar de Captopril 25mg (1-0-1), porém a dor de cabeça
continuou. Ela foi a farmácia comprar torsilax, aproveitou e comprou um teste de gravidez,
pois esqueceu de tomar seu anticoncepcional (etinilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15
mg), que fazia uso há 3meses, por 3 dias seguidos.
A Sra. Bruna iniciou o uso de Captopril 25 mg por conta própria, sem uma avaliação médica
detalhada. A hipertensão episódica pode ser transitória, causada por fatores como estresse,
ansiedade ou dor, e exige um diagnóstico correto antes do início de um tratamento contínuo com
anti-hipertensivos. Além disso, dores de cabeça persistentes podem ter diversas causas além da
hipertensão, como enxaqueca, tensão, efeitos adversos de medicamentos ou até mesmo gravidez.
Diante disso, a orientação farmacêutica é que Bruna suspenda o uso do Captopril até que um
médico avalie a necessidade real do tratamento. Também é recomendado que ela realize aferições
regulares da pressão arterial em diferentes horários do dia para identificar se há um padrão de
hipertensão sustentada. Caso necessário, deve ser encaminhada para uma consulta médica para
diagnóstico e tratamento adequado. O uso inadequado de anti-hipertensivos pode mascarar ou
agravar condições subjacentes, além de causar hipotensão e efeitos adversos (Fonte: Diretrizes
Brasileiras de Hipertensão, 2022).
Outro problema identificado é o uso de Torsilax (Carisoprodol + Diclofenaco + Paracetamol +
Cafeína) por Bruna, um medicamento que contém cafeína e diclofenaco, substâncias que podem
elevar a pressão arterial e aumentar o risco cardiovascular. Além disso, se a dor de cabeça for de
origem hipertensiva, o uso do medicamento pode piorá-la. A recomendação é explicar a Bruna os
riscos do uso de Torsilax na hipertensão e sugerir alternativas mais seguras para dor, como
dipirona ou paracetamol isolado. Caso a dor persista, é indicado que ela procure um médico para
avaliar a causa exata da cefaleia. Essa recomendação se baseia no fato de que a cafeína e os anti-
inflamatórios não esteroides (AINEs) podem agravar a hipertensão arterial (Fonte: Sociedade
Brasileira de Cardiologia, 2023).
Além disso, Bruna relatou o esquecimento do anticoncepcional combinado por três dias
consecutivos, o que aumenta o risco de gravidez. A recomendação geral para falhas na adesão ao
anticoncepcional varia conforme a semana do ciclo. Na primeira semana, há um risco alto de
ovulação, sendo necessário o uso de preservativo por sete dias e, se aplicável, considerar a
contracepção de emergência. Na segunda semana, se o medicamento foi tomado corretamente
nos sete dias anteriores, pode ser retomado sem proteção adicional. Já na terceira semana,
recomenda-se emendar a próxima cartela sem pausa. Como Bruna comprou um teste de gravidez,
há indícios de que a falha ocorreu na primeira ou segunda semana, aumentando o risco de
gestação. A orientação é que ela realize o teste no período correto, preferencialmente após o
atraso menstrual ou 14 dias após a relação desprotegida. Caso ainda esteja dentro da janela para
contracepção de emergência, pode ser indicado o uso de levonorgestrel 1,5 mg em dose única ou
acetato de ulipristal 30 mg. Além disso, independentemente do resultado do teste, deve-se orientá-
la a usar preservativo pelos próximos sete dias para evitar falhas contraceptivas. A falha na adesão
ao anticoncepcional pode resultar em ovulação e gravidez, tornando essencial essa abordagem
(Fonte: Manual de Anticoncepção da FEBRASGO, 2023).

6. Sr. Neymar, 63 anos, faz uso de Sinvastatina 40mg (1-1-1), Omeprazol 20mg (1-0-0).
Apresentou infecção urinaria e o médico prescreveu Ciprofloxacino 100mg (1-0-1).
O Sr. Neymar faz uso de sinvastatina 40 mg três vezes ao dia (1-1-1), quando a posologia correta
seria uma vez ao dia (1-0-0), já que a dose diária recomendada de Sinvastatina é 40 mg/dia. O uso
concomitante de Sinvastatina e Ciprofloxacino podem resultar em uma interação medicamentosa
significativa, pois o Ciprofloxacino inibe o metabolismo da Sinvastatina, aumentando sua
concentração plasmática. Esse aumento pode potencializar os efeitos adversos da Sinvastatina,
especialmente o risco de miopatia e rabdomiólise, uma condição grave que pode levar à
insuficiência renal. Diante disso, a intervenção farmacêutica recomendada é sugerir ao médico a
substituição do Ciprofloxacino por um antibiótico alternativo com menor potencial de interação,
como a Nitrofurantoína ou as Cefalosporinas, como a Cefalexina. Caso a substituição não seja
viável, recomenda-se a suspensão temporária da Sinvastatina durante o uso do Ciprofloxacino,
retomando o medicamento 48 horas após o término do antibiótico. Além disso, é essencial alertar o
paciente sobre sinais de toxicidade muscular, como dor, fraqueza ou urina escura, e orientá-lo a
procurar atendimento médico caso esses sintomas ocorram. A interação entre Sinvastatina e
Ciprofloxacino pode aumentar significativamente o risco de miopatia e rabdomiólise (Fonte:
UpToDate, 2023; Diretriz Brasileira de Dislipidemia, 2022).
Outro problema identificado é o uso prolongado de Omeprazol pelo Sr. Neymar, que faz uso
contínuo do medicamento na dose de 20 mg. O uso prolongado de inibidores da bomba de prótons
(IBPs), como o Omeprazol, pode alterar a microbiota intestinal e aumentar o risco de infecções do
trato urinário. Para minimizar esse risco, a intervenção farmacêutica envolve avaliar com o paciente
se há uma indicação clínica real para o uso contínuo do Omeprazol e, se possível, sugerir ao
médico uma estratégia de desprescrição. Caso a manutenção do IBP seja necessária, recomenda-
se adotar medidas para reduzir o risco de infecções urinárias recorrentes, como aumento da
ingestão hídrica, higiene adequada e o uso de probióticos. Estudos indicam que o uso prolongado
de IBPs pode estar associado ao aumento do risco de infecções urinárias, reforçando a
necessidade de uma abordagem cautelosa (Fonte: Journal of the American Medical Association -
JAMA, 2022).

7. Sua prima manda mensagem no whatsapp dizendo que fez uma teleconsulta e a médica
prescreveu Loratadina xarope (2mg/mL) para sua filha, Lis, de 1ano e 8meses (9Kg) que tá
corizando. Ela disse que a médica não disse qual a posologia e te pergunta.
A definição da posologia adequada da loratadina para uso pediátrico segue a recomendação de 0,2
mg/kg/dia, administrada em dose única diária. Para uma criança de 9 kg, a dose diária
recomendada é de 1,8 mg, e considerando a concentração do xarope de 2 mg/mL, o volume
necessário para administração é de 0,9 mL por dia. Dessa forma, a posologia recomendada é de
aproximadamente 1 mL uma vez ao dia. O cálculo segue referências pediátricas para o uso seguro
de antialérgicos (Fonte: Manual de Terapêutica Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria,
2022).
Além disso, é importante considerar que o uso de antialérgicos sem uma avaliação clínica
adequada pode ser inadequado, já que a coriza em crianças pequenas pode ter diversas causas,
como infecção viral, alergia ou irritação ambiental. A loratadina, sendo um anti-histamínico, é
indicada para quadros alérgicos, mas não trata infecções virais, como resfriados. Dessa forma, a
intervenção farmacêutica inclui orientar a mãe a observar sintomas adicionais, como febre, tosse
ou dificuldade respiratória, e buscar reavaliação médica se necessário. Também é fundamental
esclarecer que a loratadina não acelera a cura do resfriado, apenas alivia sintomas alérgicos, além
de reforçar medidas não farmacológicas, como hidratação adequada e lavagem nasal com soro
fisiológico. O uso de anti-histamínicos deve ser feito apenas quando há uma indicação clara, pois
são ineficazes no tratamento de infecções virais (Fonte: Guia da Academia Americana de Pediatria,
2023).

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