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BIOGEOGRAFIA Trab

O trabalho analisa os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade da cidade da Beira, destacando que essas mudanças são causadas por atividades humanas e têm consequências diretas na saúde, agricultura e ecossistemas locais. A pesquisa utiliza uma metodologia bibliográfica para descrever como o aumento da temperatura, alterações nos padrões de precipitação e o aumento do nível do mar impactam a biodiversidade e a qualidade de vida na região. A conclusão enfatiza a urgência de abordar as mudanças climáticas para mitigar seus efeitos devastadores na biodiversidade local.

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BIOGEOGRAFIA Trab

O trabalho analisa os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade da cidade da Beira, destacando que essas mudanças são causadas por atividades humanas e têm consequências diretas na saúde, agricultura e ecossistemas locais. A pesquisa utiliza uma metodologia bibliográfica para descrever como o aumento da temperatura, alterações nos padrões de precipitação e o aumento do nível do mar impactam a biodiversidade e a qualidade de vida na região. A conclusão enfatiza a urgência de abordar as mudanças climáticas para mitigar seus efeitos devastadores na biodiversidade local.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação ầ Distancia

Turma F

Efeitos das Mudanças Climáticas na Biodiversidade Local: caso cidade da Beira

Nome do estudante: Sandra Maria A.L. Canhane

Código: 708239306

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia

Cadeira: Biogeografia

Ano de frequência: 3 ͦ

Docente:

Gurué, Maio de 2025

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Indice
1. Introdução...............................................................................................................................3
1.1 Objectivo do trabalho........................................................................................................3
1.1.1 Objectivo geral...............................................................................................................3
1.1.2 Objectivos específicos....................................................................................................3
1.2 Metodologia do trabalho...................................................................................................3
2. Efeitos das Mudanças Climáticas na Biodiversidade Local: caso cidade da Beira................4
2.1 Conceito de Biodiversidade..............................................................................................4
2.2 Conceito de Mudanças Climáticas....................................................................................4
2.3 Causas das mudanças climáticas.......................................................................................5
2.3.1 Causas naturais das Mudanças Climáticas.....................................................................5
2.3.2 Causas antropogénicas...................................................................................................5
2.3 Consequências das mudanças climáticas..........................................................................6
2.3.1 impactos do aumento da temperatura.............................................................................7
2.3.2 impactos das alterações dos Padrões de Precipitação....................................................8
2.3.3 impactos do aumento do nível Médio das águas do Mar...............................................8
2.3.4 impactos dos eventos extremos......................................................................................9
2.4 Biodiversidade e Mudanças Climáticas............................................................................9
Conclusão..................................................................................................................................11
Referências bibliográficas.........................................................................................................12

2
1. Introdução
O presente trabalho da cadeira de Biogeografia, aborda sobre efeitos das mudanças
climáticas na biodiversidade local: caso cidade da beira.

Mudanças Climáticas constituem uma ameaça sem precedentes para a humanidade e


Biodiversidade.

O clima está a mudar devido as emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera e as
profundas alterações no uso dos solos, ambas provocadas pelas actividades humanas.

1.1 Objectivo do trabalho


1.1.1 Objectivo geral
 Conhecer os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade local: caso cidade da
beira.

1.1.2 Objectivos específicos


 Descrever os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade na cidade da beira.
 Perceber como as mudanças climáticas estão afectando a biodiversidade na cidade da
beira.

1.2 Metodologia do trabalho


Para a elaboração deste trabalho foi usada a seguinte metodologia: método bibliográfico, que:

Segundo Gil (2008) “é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído


principalmente de livros e artigos científicos” (p.24).

O seu uso neste trabalho consistiu na recolha de materiais já escritos, constituídos


principalmente por livros, artigos científicos já publicados oficialmente e o uso da Internet
para fundamentar teoricamente.

3
2. Efeitos das Mudanças Climáticas na Biodiversidade
Local: caso cidade da Beira
2.1 Conceito de Biodiversidade
Segundo Costa (2021), “biodiversidade – ou diversidade biológica – é a variedade de vida no
planeta terra”.

“Incluem-se a variedade genética dentro das populações e espécies; a variedade de espécies da


flora, da fauna e de microrganismos; a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos
organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas
formados pelos organismos” (Costa, 2021, p.23).

Para Gomes (2009), “Biodiversidade refere- se tanto ao número de diferentes categorias


biológicas quanto à abundância relativa dessas categorias”.

2.2 Conceito de Mudanças Climáticas


Segundo Muchangos (1994), “as Mudanças Climáticas, são as mudanças no estado do clima
que podem ser identificadas pelas mudanças da média e/ou variabilidade das suas
propriedades e que persistem por um longo período de tempo causadas pelas variações
naturais ou como resultado das actividades do Homem” (p.108).

Oliveira (1998), considera como sendo “as mudanças do clima atribuídas directa ou
indirectamente às actividades humanas que alteram a composição global da atmosfera e que
se adicionam às mudanças/variabilidades naturais observadas num período comparado”
(p.48).

Como se pode constatar, as mudanças climáticas são causadas por factores ou processos
intrínsecos do próprio sistema solar e forças extrínsecas, principalmente as que são
promovidas pelas actividades do Homem na Terra. Estas duas causas não são mutuamente
exclusivas, mas sim se apresentam como complementares, proporcionando um agravamento à
natural dinâmico global do estado climático (Pisani, 2001, p.34).
Duma forma geral, o estado climático é naturalmente dinâmico e dependente do equilíbrio
entre a energia recebida do Sol em forma de luz e radiação ultravioleta e a quantidade de
energia que a Terra liberta para a atmosfera em forma de energia infra-vermelha.

Portanto, quaisquer forças naturais ou antropogénicas que se impõem aos factores de


manutenção deste estado de equilíbrio, irá alterar o sistema climático global.

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2.3 Causas das mudanças climáticas
2.3.1 Causas naturais das Mudanças Climáticas
Segundo Oliveira (1998), “principais processos e forças naturais responsáveis pelas mudanças
climáticas incluem movimentos das placas tectónicas vulcanismos, variação da órbita terrestre
e as variações oceânicas vulcanismos, variação da órbita terrestre e as variações oceânicas”.

Os movimentos das placas tectónicas são responsáveis pela reconfiguração dos continentes e
oceanos num processo que leva milhões de anos. Esta reconfiguração dos continentes e
oceanos altera a transferência da temperatura e humidade ao nível global e determina o estado
climático global.

O processo de excreção do magma, gases, partículas quentes e cinzas para a superfície


terrestre (vulcanismo) são fenómenos que ocorrem regulamente no planeta Terra. Este
processo resulta no bloqueio parcial da transmissão da radiação solar para a superfície da
Terra influenciando assim o estado climático global (Oliveira, 1998, p.51).
A órbita do Planeta Terra sofre 3 tipos de variações:

 a excentricidade,
 a inclinação e
 a orientação do ângulo do eixo de rotação da Terra em relação ao Sol.

Estas variações naturais da órbita terrestre influenciam a quantidade e distribuição de radiação


solar que atinge a superfície terrestre, contribuindo assim para alteração do estado climático
global.

Oliveira (1998), acrescenta que:

os oceanos constituem parte fundamental do sistema climático global pelo papel que
desempenham na redistribuição da temperatura. Para além das variações de curta duração
(oscilação do Sul - El Niño, oscilação do Pacífico, oscilação do Norte Atlântico e oscilação do
Árctico) que provocam variabilidades climáticas, há também circulação oceânica de longa
duração, o “termohaline”, que é responsável pelo transporte e distribuição da temperatura no
globo.

2.3.2 Causas antropogénicas


Actualmente é consenso científico que o rápido aumento da temperatura média global
registada na superfície terrestre e nos oceanos desde meados do século XX e projectadas a
continuar até os finais do século XXI, é causado principalmente pelas actividades humanas
que contribuem para a emissão de gases de efeito de estufa.

Em retrospectiva, gases de estufa tais como o vapor de água, dióxido de carbono, metano,
ozono, entre outros, ocorrem naturalmente na atmosfera e são responsáveis pelo processo de

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absorção e emissão de radiação infra-vermelha que permite a manutenção da temperatura
atmosférica e da superfície do planeta - efeito de estufa - criando um ambiente propício para a
manutenção da vida no planeta Terra.

Contudo, a partir da Revolução Industrial (1780-1850) quando os maiores avanços


tecnológicos mundiais tiveram lugar, resultou num aumento significativo da concentração
destes gases (dióxido de carbono, metano, ozono, clorofluorcarboneto e óxidos nitroso) na
atmosfera. Estes gases resultaram das transformações de materiais e da queima de
combustíveis fósseis, principais alavancas do desenvolvimento. O aumento de gás de efeito de
estufa na atmosfera contribuiu significativamente para o fenómeno do “aquecimento global”
(Tucci, 2007, p.8).
Para além das emissões de gás de efeitos de estufa na atmosfera, contribuíram para o
aquecimento global as queimadas descontroladas e a redução da cobertura vegetal no planeta,
que é o principal reservatório do dióxido de carbono.

o aquecimento global como resultado da combinação da concentração de gás de efeito de


estufa, a conversão do uso de terra e o desmatamento, induziram a um desequilíbrio das forças
de manutenção do sistema climático global, que consequentemente promove o aumento da
temperatura global, alteração dos padrões da precipitação, alteração do ciclo de eventos
climáticos extremos (cheias, seca, ciclones), alteração dos padrões entomológicos das espécies
(Mendes, 2024).

2.3 Consequências das mudanças climáticas


“A mudança climática terá impactos sobre uma ampla variedade de sectores, como uso da
terra, habitação, transportes, saúde pública, abastecimento de água e saneamento, manejo de
resíduos sólidos, segurança alimentar e energia” (Gomes, 2009).

Para além disso as chuvas intensas e prolongadas durante tempo chuvoso, podem gerar
consequências negativas para algumas cidades quando somadas a falta de infraestrutura e a
ausência de planeamento urbano, uma vez que, estas áreas tornam-se vulneráveis,
aumentando os riscos de danos e prejuízos à população.

Importa referir que as mudanças climáticas afectam o sector agrário devido as mudanças de
comportamento habitual das chuvas e das estações, o aumento da temperatura, tornando os
solos cada vez mais secos, comprometendo o abastecimento de alimentos para as zonas
urbanas.

Gomes (2009), diz que:

na saúde, as inundações nos bairros criam hábitat propício para a reprodução de vectores
transmissores de doenças hídrica, como a cólera e a malária. É importante lembrar que a seca
também pode estar associada com a cólera e outras doenças transmissíveis pela água, devido
ao declínio na higiene pessoal que lhes está associado bem como à falta de água potável.

6
A malária, é a maior causa de morte de crianças, colocando assim uma ameaça aos afectados
pelas cheias. Os mosquitos tendem a aumentar em poças de água paradas geradas após o
recuo das águas das inundações.

De referir que, além das inundações as altas temperaturas contribuem prolongamento da


sazonalidade da transmissão de doenças causadas por um vector, especialmente a malária.
Ademais esta doença acontece quer através da transmissão estável, quer através de epidemias.

As alterações climáticas reduzem a qualidade da água não tratada e coloquem riscos


adicionais para a qualidade da água potável com tratamento convencional.

Segundo Muchangos (1994), “a cidade da Beira corre o risco de ficar separada do interior,
neste caso tornando-se numa ilha por causa do degelo polar por conseguinte subida do nível
do mar”.

Lembrando que Beira ficou submersa na passagem do ciclone Idai, o segundo maior centro
espaço urbano de Moçambique, dado número de vidas humanas e infraestruturas perdidas.

2.3.1 impactos do aumento da temperatura


A temperatura atmosférica tem impactos directos e indirectos sobre os ecossistemas e sobre as
plantas em particular.

Costa (2021), afirma que:

enquanto que os impactos directos incidem directamente sobre os processos fisiológicos da


planta tais como, a fotossíntese, transpiração, respiração, germinação, crescimento, floração e
reprodução, os impactos indirectos incidem sobre o meio ambiente onde a planta vive, isto é, a
redução da humidade no solo e aumento na frequência e magnitude das queimadas
descontroladas (p.31).
Sobre os impactos directos, importa referir que quanto maior for a temperatura (até um certo
limite), os processos da fotossíntese, transpiração, respiração também aumentam.

Segundo Pisani (2001), “altas temperaturas provocam um aumento da respiração e


transpiração por vezes superior a taxa das fotossínteses o que significa que a quantidade de
carbohidratos produzidos será inferior a demanda para a manutenção do processo de
respiração o que poderá levar a morte da planta”.

Para que haja crescimento da planta, a fotossíntese deve ser maior que a respiração para
permitir um armazenamento de carbohidratos. A respiração e transpiração aumentam com o
aumento da temperatura; a floração pode ser iniciada com o aumento da temperatura, a
dormência poder ser quebrada com o aumento da temperatura.
7
O aumento da temperatura atmosférica acelera a evaporação da humidade do solo, principal
vector da troca de minerais entre o solo e a planta.

Restringido este processo vital, a planta acabo morrendo. Por outro lado, a secagem dos solos
induz a morte das plantas sendo primeiras as gramíneas seguidas das lenhosa.

“Com a vegetação seca e a manutenção de altas temperaturas são os principais ingredientes


para ocorrência de queimadas descontroladas que não só devoram as plantas como também
reduz o banco de sementes e promove a volatilização dos nutrientes que é a causa principal da
perda da fertilidade dos solos” (Muchangos, 1994, p.109).

2.3.2 impactos das alterações dos Padrões de Precipitação


Atendendo que a água é um factor importante para a vida na Terra, as projecções globais,
regionais indicam alterações substanciais nos padrões de precipitação.

Ao nível da região tropical do continente haverá uma diminuição de entre 10 a 30% do curso
das águas dos rios, onde já se faz sentir a escassez deste precioso líquido; as áreas afectadas
pela seca poderão aumentar em superfícies e magnitude; eventos de chuvas torrenciais
poderão aumentar de frequência, fazendo crescer o risco de cheias.

Muchangos (1994), acrescenta que:

para o caso de cidade da Beira, apesar das simulações não indicarem grandes alterações da
precipitação média anual, observam-se aumentos na região centro e norte e reduções na região
Sul do país, para além do registo do começo tardio da época chuvosa. O aumento da
precipitação na região centro e norte do país significará uma maior destruição das florestas
pelas cheias. A região sul do país poderá ver uma expansão das áreas áridas ou mesmo
indícios de desertificação devido a menor precipitação.
Por outro lado, as alterações no volume do corrimento de água implicarão uma redução da
recarga dos aquíferos através da infiltração, consequentemente menor disponibilidade para as
florestas.

Duma forma geral, as alterações dos padrões de precipitação por si só não terão impactos
significativos nas florestas. Contudo, poderá ser significativo se tomarmos em consideração o
começo tardio da época chuvosa e a ocorrência de eventos extremos (chuvas torrenciais,
ciclones e secas prolongadas).

2.3.3 impactos do aumento do nível Médio das águas do Mar


Apesar das variações nas estimativas do aumento do nível das águas do mar, o consenso
científico é o de que será significativo e continuará até ao fim deste século.

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“Para o caso de cidade da beira, as projectadas subidas do nível médio das águas do mar por si
só terão impactos significativos num futuro breve; contudo, aliado aos eventos climáticos
extremos (ciclones e cheias), os impactos serão imensuráveis” (Tucci, 2007, p.10).

Mendes (2024), acrescenta que:

para além da perda de vidas humanas e infra-estruturas, resultará na perda significativa da


vegetação, particularmente das terras dos estuários, terras húmidas e de baixa altitude ao longo
da costa, das florestas costeiras, dos mangais e seus associados ecossistemas. Outro impacto
da subida do nível médio das águas do mar será a perda de terras aráveis devido a intrusão
salina nos aquíferos costeiros de água doce.

2.3.4 impactos dos eventos extremos


Um dos mais importantes efeitos das mudanças climáticas é a desestabilização do sistema
climático global que concorre para a ocorrência de eventos climáticos tais como as cheias, as
secas e os ciclones. Dada a desestabilização do sistema climático global, os eventos climáticos
ocorrem com maior frequência e maior intensidade.

“Os eventos extremos podem causar mortes em massa e contribuir significativamente na


determinação da ocorrência ou não de espécies em certos ecossistemas” (Pisani, 2001).

Secas prolongadas jogam papel importante na dinâmica das florestas, conduzindo por vezes à
mortalidade massiva das árvores por dissecação.

Por outro lado, a perda de habitats por eventos extremos pode conduzir a um aumento do
conflito Homem - Fauna Bravia.

2.4 Biodiversidade e Mudanças Climáticas


Algumas populações animais, principalmente as que possuem uma distribuição geográfica
limitada, habitats específicos ou populações reduzidas poderão não conseguir adaptar-se a
futuras alterações do clima, existindo risco de extinção principalmente em espécies com
baixas capacidades de reprodução e dispersão.

Durante as últimas décadas, uma erosão da biodiversidade foi observada. A maioria dos
biólogos acredita que uma extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito
dos números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é maior agora do
que em qualquer outra época da história da Terra.

Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob
ameaça de extinção. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes podem

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desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são decorrentes das actividades
humanas, em particular a destruição dos habitats de plantas e animais.

Alguns justificam a situação não tanto pelo sobre uso das espécies ou pela degradação do
ecossistema quanto pela conversão deles em ecossistemas muito padronizados (ex.:
monocultura seguida de desmatamento).

Antes de 1992, outros mostraram que nenhum direito de propriedade ou nenhuma


regulamentação de acesso aos recursos necessariamente leva à diminuição dos processos de
degradação, a menos que haja apoio da comunidade.

Entre os dissidentes, alguns argumentam que não há dados suficientes para apoiar a visão de
extinção em massa, e dizem que extrapolações abusivas são responsáveis pela destruição
global de florestas tropicais, recifes de corais, mangues e outros habitats ricos.

A domesticação de animais e plantas em larga escala é um factor histórico de degradação da


biodiversidade, gerando a selecção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são
seleccionados e protegidos pelo homem em detrimento de outros.

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Conclusão
Conclui-se que Mudanças Climáticas, são as mudanças no estado do clima que podem ser
identificadas pelas mudanças da média e/ou variabilidade das suas propriedades e que
persistem por um longo período de tempo causadas pelas variações naturais ou como
resultado das actividades do Homem. Os principais processos e forças naturais responsáveis
pelas mudanças climáticas incluem movimentos das placas tectónicas vulcanismos, variação
da órbita terrestre e as variações oceânicas vulcanismos, variação da órbita terrestre e as
variações oceânicas.

Algumas populações animais, principalmente as que possuem uma distribuição geográfica


limitada, habitats específicos ou populações reduzidas poderão não conseguir adaptar-se a
futuras alterações do clima, existindo risco de extinção principalmente em espécies com
baixas capacidades de reprodução e dispersão

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Referências bibliográficas
Costa, F. S. (2021). Riscos de climáticas e suas manifestações. (s/ed). São Paulo, p.23.

Gil, A. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). São Paulo, p.24.

Gomes, P. (2009). Impacto da subida do nível do mar sobre o turismo. (1. ed.). Lisboa, p.14.

Mendes, H. C. (2004). Reflexões sobre impactos das mudanças climáticas e propostas de


políticas de públicas mitigadoras. São Carlos, p.78.

Muchangos, A. (1994). Cidade da Beira. Aspectos geográficos. Editora escolar, Maputo,


pp.108-111.

Oliveira, L. M. (1998). Guia de prevenção de acidentes geológicos urbanos. Curitiba:


Mineropar, pp.48-51.

Pisani, M. A. J. (2001). Efeitos das Mudanças Climáticas na Biodiversidade. (3. ed.). São
Paulo, p.34.

Tucci, C. E. M. (2007). Mudanças climáticas: impactos da urbanização. Porto Alegre: p.8.

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