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Culturadoazevém

O artigo revisa aspectos e manejos da cultura do azevém, destacando sua importância como forrageira e a necessidade de estudos mais integrados. Os objetivos incluem avaliar o impacto de manejos e populações na qualidade e produtividade do azevém, com experimentos focados em reguladores de crescimento e produtividade de genótipos. Os resultados indicam variações significativas em características como altura da planta e produção de matéria seca, sugerindo que cultivares específicas podem ser mais adequadas para sistemas forrageiros na região sul do Brasil.
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O artigo revisa aspectos e manejos da cultura do azevém, destacando sua importância como forrageira e a necessidade de estudos mais integrados. Os objetivos incluem avaliar o impacto de manejos e populações na qualidade e produtividade do azevém, com experimentos focados em reguladores de crescimento e produtividade de genótipos. Os resultados indicam variações significativas em características como altura da planta e produção de matéria seca, sugerindo que cultivares específicas podem ser mais adequadas para sistemas forrageiros na região sul do Brasil.
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REVISÃO BIBLIOGRAFICA DE ASPECTOS E MANEJOS NA

CULTURA DO AZEVÉM (Lolium multiflorum Lam)

Carlos Evandro de Lima

Vinicius Schafaschek
Bruno Sobczack Schroeder
Vitor Alfranio Stolarski

1. INTRODUÇÃO.
O azevém, uma planta herbácea perene da família das poáceas, tem sido uma fonte de
alimento animal e renda para comunidades rurais em diversas partes do mundo. Com uma
longa história de utilização, o azevém tem sido objeto de estudo em diversas áreas do
conhecimento principalmente na agronomia.
No entanto, apesar de sua importância, o azevém ainda é uma área de estudo
relativamente pouco explorada. A maioria dos estudos se concentra em aspectos
específicos, como a produção de matéria seca, manejo ou a utilização como alimento
animal. No entanto, é necessário um estudo mais amplo e integrado que aborde a
complexidade e as adversidades da cultura do azevém.
Este artigo de revisão visa contribuir para a compreensão mais profunda da cultura do
azevém. Através de uma análise crítica da literatura existente, este artigo visa identificar as
principais manejos, produtividades e caracteristicas relacionadas a cultura.
Espera-se que este artigo seja útil para pesquisadores, agricultores e outros interessados
na cultura do azevém, e que contribua para a valorização e a preservação dessa cultura.

2. OBJETIVO GERAL.
Estudar o impacto dos diferentes manejos e populações nos atributos de qualidade e
produtividade na cultura do azevém.

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3. OBJETIVOS ESPECIFICOS.

• Uso de regulador de crescimento vegetal na cultura.


• Comportamento de diferentes populações de azevém.
• Produtividade de matéria seca e qualidade bromatológica de genótipos de
azevém cultivados no sul do brasil.

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.

4.1 COMPORTAMENTO DE POPULAÇÕES DE AZEVEM ANUAL

O objetivo do artigo é avaliar o comportamento das diferentes populações da cultura do


azevém anual para cultivo invernal na região sudeste do Brasil.
O experimento foi realizado no Campo Experimental de Santa Mônica da Embrapa Gado
de Leite, localizado no município de Valença RJ, em área de baixada, sendo o solo
classificado como aluvial eutrófico. Foram avaliadas 30 populações de azevém, sendo 22
resultantes de coletas de germoplasma desta forrageira realizadas em 2002 e 2003 nos
Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (acessos precedidos do acrograma
CNPGL) e oito populações pertencentes à coleção de forrageiras da Embrapa Clima
Temperado e Embrapa Pecuária Sul. O experimento foi implantado em 07/05/2004, sendo
realizados sete cortes rentes ao solo (28/06, 13/07, 28/07, 12/08, 25/08, 14/09 e 06/10),
quando a altura média das plantas de uma das populações atingia 20 cm. Realizou-se
irrigação por aspersão, o que ocorreu a intervalos de cerca de quatro dias, visando manter
o solo, permanentemente, úmido. No plantio, o solo foi adubado na base de 300 kg/ha da
fórmula 08-28-16. Foi realizada adubação em cobertura utilizando-se 500 kg/ha de sulfato
de amônio, dividida em cinco doses de 100 kg/ha, aplicados após cada corte de avaliação.
Após os últimos dois cortes não foi utilizada adubação de cobertura. Utilizou-se o
delineamento experimental de blocos ao acaso com três repetições. Cada parcela foi
representada por uma linha de 3 m de comprimento, espaçadas entre si por 0,3 m. Na
avaliação foram desprezados 0,5 m de cada extremidade, ficando a área útil da parcela
com 0.6 m2. Foram realizadas as seguintes observações: altura da planta, média de três
medidas por parcela, em cm, tomadas do nível do solo até a curvatura das folhas mais altas
(ALT); porcentagem de matéria seca (%MS), produção de matéria seca em kg/ha (PMS) e

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avaliação do vigor da rebrota (VIGOR). Os cortes das plantas e a determinação de ALT
nos tratamentos foram realizados quando uma das populações atingia média de 20 cm de
altura; para o vigor de rebrota foram atribuídas notas variando de 1 (baixa) a 3 (alta). Uma
quarta repetição com todos os tratamentos não recebeu cortes, tendo sido utilizada para
estimar o número dias até o florescimento (FLOR) e o potencial de produção de sementes
(SEM). Considerou-se florida quando mais de 50% das plantas da população apresentava
inflorescências. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste de F, em
seguida, para as características que foram significativas (P< 0,05), as médias foram
comparadas pelo teste de Scott-Knott.

4.2 DE REGULADOR DE CRESCIMENTO VEGETAL

O uso de reguladores vegetais visa aperfeiçoar e potencializar o desempenho da cultura em


suas fases iniciais de desenvolvimento, gerando consequentemente um aumento na sua
produtividade. Dessa forma, o experimento teve como principal objetivo avaliar a resposta de
pastagem de azevém sob diferentes doses de regulador de crescimento vegetal na forma de
giberelina. Os parâmetros avaliados foram: altura de planta, número de perfilhos, massa
verde, matéria seca, fibra bruta e proteína bruta. Testou-se 5 tratamentos, sendo T1 com
ausência do regulador de crescimento e os demais com 5, 10, 20 e 40 g/ha do regulador de
crescimento ProGibb 400, caracterizando os tratamentos 2, 3, 4 e 5, respectivamente. A
cultura passou um longo período do experimento em estresse hídrico e térmico, assim as
condições climáticas desfavoráveis à cultura, foram um fator determinante nos resultados
finais obtidos. Até o tratamento 3 (10 g/ha), obteve-se resposta nos resultados de
produtividade, destacando-se o tratamento 2 (5 g/ha) e 3 (20 g/ha) que produziram a melhor
média de massa verde e matéria seca, já nos tratamentos de alta dosagem 4 (20 g/ha) e 5 (40
g/ha), ocorreu uma estabilização na produtividade da cultura, onde não impactou em um
aumento de produtividade.
O experimento foi conduzido na área experimental de agrárias da Unidade de Educação Faem
Faculdade (Uceff), Campus Palmital, na cidade de Chapecó/SC (27°07’57” S e 52°36’49” W),
altitude de 696 m. O clima da região, segundo a classificação de Köeppen, é do tipo Cfa,
caracterizado como subtropical úmido (mesotérmico com verões quentes), com precipitação e
temperatura média anual de 1800 mm e 18,5°C, respectivamente, no período de 21/04 a
23/09/2021. O solo da área experimental foi classificado como Latossolo Vermelho
distroférrico. A espécie foi submetida à adubação de acordo com análise e recomendação do
Manual de Adubação e Calagem (2004), para uma expectativa de 5 t/ha de MS. Antes do
plantio, foi realizada a aplicação e incorporação com grade leve da adubação de manutenção
com mais 75 kg ha-1 de P2O5 e 50 kg ha-1 de K2O. A aplicação com Nitrogênio foi com
ureia quando a cultura estava estabelecida, onde foram aplicadas duas doses de Nitrogênio
(Yara Bela), na dosagem de 0,270g (30 kg ha-1) por parcela, após o primeiro e o segundo
cortes. Foi realizada a dessecação antecipada da área, utilizando o herbicida com princípio

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ativo glifosato (Roundup), na dosagem recomendada pelo fabricante. Para a implantação
foram utilizados 40 [Link]-1 de semente de azevém da cultivar BRS Ponteio. A semeadura foi
realizada a lanço no dia 21/04/2021 e as sementes incorporadas com uso de grade leve.
Porém, devido às condições pluviais do período, no dia 26/05/2021 ocorreu o replantio em
função da baixa germinação, deixando dessa maneira o campo experimental desuniforme em
número de plantas. A demarcação das parcelas foi realizada em 05/06/2021 pelo uso de
equipamento topográfico Estação Total. Para a aplicação dos tratamentos foram realizadas
duas aplicações do regulador de crescimento Progibb 400, dissolvido em água e aplicado em
cada tratamento, sendo a primeira aplicação conforme recomendação do fabricante quando a
cultura atingiu os seus primeiros 15cm (29/06/2021) e a segunda após o primeiro corte
(16/07/2021). Os tratamentos foram aplicados com pulverizador costal de 4 bicos com vazão
de 20 [Link]-1. Foram testados 5 tratamentos, sendo T1 a ausência do regulador de crescimento
(testemunha), e os demais com 5, 10, 20 e 40 g/ha de regulador de crescimento,
caracterizando os tratamentos T2, T3, T4 e T5, respectivamente. O delineamento experimental
foi de blocos completamente casualizados com strat e quatro repetições. Essas doses testadas
partiram da recomendação do fabricante de fazer até 3 aplicações, em uma dosagem de 20/40
g/ha e um volume de calda de 100 [Link]-1, sendo a primeira aplicação quando a cultura estiver
com 8 a 10 cm de altura em estádio de elongação. A segunda aplicação quando as plantas
atingirem 15 cm de altura. Após a segunda aplicação, deve ser realizado o primeiro corte
quando as plantas atingirem 30 cm de altura. A terceira aplicação deve ser feita quando as
plantas atingirem 10 cm de altura, levando em consideração as condições ambientais e
experimentais. Foram realizados 3 cortes (simulando 3 pastejos), a partir do momento em que
a cultura apresentava em média 25-30 cm, estando apta ao corte, sendo utilizado para tal uma
altura residual de 10 cm. A uniformização da pastagem foi realizada com moto segadeira de
parcela. Antes do primeiro corte a após cada corte foi realizada a aplicação do fertilizante
nitrogenado com suas respectivas doses, sendo essa superficial e a lanço. Os cortes foram
realizados respectivamente nas datas: 13/07 (1º corte), 18/08 (2° corte) e 20/09 (3° corte).
Durante o experimento foi feito o acompanhamento da altura da cultura através de medições
com régua graduada para se obter a medida média, para assim serem realizados os cortes na
cultura, quando as plantas atingiram altura média de 30 cm. A área de corte das amostras
bromatológicas era de 50 por 50 cm em cada tratamento, e para a análise de perfilhamento
eram cortados 120 g da cultura por tratamento. Posteriormente a cada corte foi analisada a
massa verde, matéria seca e o número de perfilhos. Para obtenção da matéria seca, as amostras
foram secas na estufa com ventilação forçada a 65 °C, e trituradas em moinho tipo Willey,
com peneira granulométrica de dois milímetros. As variáveis de qualidade avaliadas foram:
teor de proteína bruta (PB, %) (Tedesco et al. 1995) e teor de fibra bruta pelo método de
análise proximal de Weende. As condições meteorológicas de temperaturas máxima e mínima
e precipitação pluvial foram obtidas junto à estação meteorológica da Epagri/Cepaf. Os
resultados obtidos foram submetidos à análise de variância para verificar a possível interação
e as modificações no fator tempo pela análise de regressão polinomial. Para proceder às
análises estatísticas, utilizou-se o programa SISVAR (2015) e EXCEL (2016).

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4.3 PRODUTIVIDADE DE MATERIA SECA E QUALIDADE
BROMATOLOGICA DE GENOTIPOS DE AZEVÉM CULTIVADOS NO SUL
DO BRASIL

O objetivo do trabalho foi avaliar a produção de biomassa e qualidade bromatológica de


genótipos de azevém, em dez municípios das regiões Oeste e Planalto Norte Catarinense,
Estado de Santa Catarina, Brasil. Foram comparados os cultivares La Estanzuela 284
(diploide), Bar HQ, Barjumbo, INIA Escorpio, Potro e Winter Star (tetraploides), distribuídos
em um delineamento blocos casualizados, em que os municípios constituíram os blocos, com
três repetições. Os cortes foram realizados quando as plantas atingiram 30cm, deixando um
resíduo de 10cm. Sob três cortes, os cultivares Barjumbo e Bar HQ foram os mais produtivos,
ultrapassando 4,6 t ha-1 de matéria seca. Nos locais em que ocorreram cinco cortes, a
produção destes cultivares superou 7,3 t ha-1, posicionando-os novamente à frente dos
demais. O teor médio de proteína bruta em três cortes foi superior a 25% em todos os
cultivares. Não houve diferença entre os genótipos no teor de fibra detergente neutro e de
nutrientes digestíveis totais. Verificou-se correlação significativa entre variáveis produtivas
quantitativas e qualitativas. Os cultivares testados representam boas opções para compor
sistemas forrageiros hiberno primaveris de curta ou longa duração, ajustando-se à integração
com lavouras ou pastagens anuais de estação quente.
Os dados obtidos no trabalho em duas mesorregiões do Estado de Santa Catarina, Brasil,
indicam que as cultivares tetraplóides Barjumbo e Bar HQ foram mais produtivas do que três
outros genótipos tetraplóides e um genótipo diplóide, considerando três ou cinco cortes. A
produção de 3,5 a 4,9 t ha-1 de MS atingida até o terceiro corte, realizado na segunda
quinzena de agosto ou em setembro, indicou que todos os materiais foram boas opções para
sistemas de ciclo curto, como no caso dos modelos de integração com culturas de verão, muito
comuns na região Sul do país.

5. METODOLOGIA
Este trabalho foi desenvolvido a partir de levantamento bibliográficos qualitativo, com
o intuito de avaliar os impactos dos diferentes manejos e técnicas na cultura do azevém.
Foi desenvolvido uma pesquisa de caráter descritivo sobre as consequências de cada
manejo.

6. RESULTADOS E DISCUSSÕES.

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Com o estudo dos resultados notou-se uma variedade de características, como altura da
planta, porcentagem de matéria seca, produção de matéria seca e também vigor da rebrota.
Foi observado efeitos significativos dos fatores genótipos, cortes e interação entre
genótipos, menos para interação genótipos e cortes em relação a altura da planta.
Em relação a altura da planta, as populações de azevém foram agrupadas em três
diferentes grupos com variação de 7,91 cm entre a população mais baixa e a mais alta.
Sobre a produção de matéria seca, aconteceu um aumento da produção de matéria seca
até o quinto corte, seguido por uma redução nos cortes subsequentes, o que indica um
declínio no crescimento da planta no final do ciclo vegetativo.
No vigor da rebrota em dois grupos diferentes foi identificado, um com maior vigor (18
genótipos) e outro com menor vigor (12 genótipos), indicando variabilidade genética
significativa.

7. CONCLUSÃO

Percebe-se a importância da seleção e melhoramento de populações de azevém para a


adaptação as condições climáticas do sudeste do Brasil. Foi identificado diferenças
genéticas consideráveis que impactam a produção de matéria seca e a qualidade
nutricional da cultura.
Portanto algumas populações possuem melhor potencial produtivo e vigor de rebrota,
sendo recomendadas para cultivo e para programas de melhoramento genéticos.
O azevém é uma cultura importante para a produção de forragem e alimentação animal. O
trabalho de revisão bibliográfica realizado demonstrou a importância da seleção de
populações de azevém para adaptação às condições climáticas do sudeste do Brasil. Foi
identificado uma variabilidade genética significativa entre as populações, impactando na
produção de matéria seca e qualidade nutricional. Além disso, o uso de reguladores de
crescimento é uma ferramenta importante para aumentar a produtividade da cultura. Portanto
recomenda-se que os agricultores e pesquisadores considerem a seleção de populações de
azevém adaptadas às condições locais e o uso de reguladores de crescimento vegetal para
melhorar a produtividade e qualidade da cultura.

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6. REFERÊNCIAS.
PEREIRA, A. V. et al. Comportamento agronômico de populações de azevém anual (Lolium
multiflorum L.) para cultivo invernal na região sudeste. Revista Brasileira de Agronomia,
Brasília, v. 54, n. 2, p. 567-575, 2020.

DALLA BETHA, T. V.; TRAVI, M. R. L. Produtividade e qualidade da pastagem de azevém


(Lolium multiflorum Lam) sob uso de regulador de crescimento vegetal.

RAMOS, A. R.; ZAMPAR, A.; SILVA, A. W. L. Produtividade de matéria seca e qualidade


bromatológica de genótipos de azevém cultivados no Sul do Brasil. Arquivos Brasileiros de
Medicina Veterinária e Zootecnia, Belo Horizonte, v. 73, n. 1, p. 247-255, 2021.

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