Preparatório RESMULTI -
NUTRIÇÃO
Professora: Ms. Alane Nogueira Bezerra
Especialista em Diabetes – HUWC/UFC
Especialista em Nutrição Clínica e Funcional
Especialista em Prescrição Fitoterápica na prática Clínica e Esportiva
Mestre em Nutrição e Saúde - UECE
Doutoranda em Ciências Médicas - UFC
Professora de Nutrição – UNIFAMETRO e UNICHRISTUS
Professora da Equipe MS
@alaneebezerra
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DOENÇAS CARDIOVASCULARES
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DISLIPIDEMIA
Hipertrigliceridemia: acúmulo de quilomícrons e/ou de VLDL no
plasma. Decorre da diminuição da hidrólise dos TGs destas
lipoproteínas pela LPL e pelo aumento da síntese de VLDL.
Hipercolesterolemia: acúmulo de lipoproteínas ricas em colesterol
(LDL e HDL) no plasma. Decorre de defeitos genéticos.
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DISLIPIDEMIA
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DISLIPIDEMIA
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DISLIPIDEMIA
Classificação etiológica:
Causas primárias: são aquelas nas quais o distúrbio lipídico é de
origem genética.
Causas secundárias: a dislipidemia é decorrente de estilo de vida
inadequado, de certas condições mórbidas, ou de medicamentos.
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DISLIPIDEMIA
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DISLIPIDEMIA
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DISLIPIDEMIA
Classificação laboratorial:
Hipercolesterolemia isolada: aumento isolado do LDL (≥ 160 mg/dL).
Hipertrigliceridemia isolada: aumento isolado dos TG (≥ 150 mg/dL ou ≥ 175
mg/dL, se sem jejum).
Hiperlipidemia mista: aumento do LDL (≥ 160 mg/dL) e dos TG (≥ 150 mg/dL
ou ≥ 175 mg/ dL, se sem jejum).
HDL-c baixo: redução do HDL (homens < 40 mg/dL e mulheres < 50 mg/dL)
isolada ou em associação ao aumento de LDL ou de TG.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional na Hipertrigliceridemia
Hipertrigliceridemia primária grave (caracterizada pelo aumento da
concentração plasmática de quilomícrons, por diminuição da enzima
lipoproteína lipase): no máximo, 10% do VET de GORDURA;
Hipertrigliceridemia primária moderada: 25-35% do VET proveniente de
Gorduras e controle da ingestão de açúcares.
Hipertrigliceridemia de causa secundária (obesidade e diabetes): 30-35% do
VET de gorduras e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na
restrição de açúcares.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional na Hipertrigliceridemia
Perda de peso (↓ 500-1000kcal): ↓ 20% TG plasmático.
Consumo ↑ de etanol e AGS: ↑ TG.
CHO: Açúcares de adição (sacarose e xarope de milho) até 5% do VET.
AGS < 7% do VET para risco CV aumentado = Substituição parcial de AGS
por AGM (↓ risco CV) e AGP (↓ CT, LDL, eventos e mortes CV).
Substituição parcial de AGS por AGM e AGP.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional na Hipertrigliceridemia
O colesterol alimentar exerce pouca influência na mortalidade CV, mesmo com
linearidade entre o consumo de colesterol alimentar e o LDL-c.
O aumento do consumo de ovos, em dieta com baixo teor de gordura, manteve
a relação LDL-c/HDL-c, tanto entre indivíduos que absorvem mais colesterol da
dieta quanto nos hiporresponsivos.
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DISLIPIDEMIA
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional nas Dislipidemias
Ômega-3: atividade cardioprotetora. Peixes: 2x/sem.
Suplementação: ↓ TG, pode ↑ HDL e LDL.
Suplementação (EPA e DHA): 2-4g/dia, pode reduzir a concentração
plasmática de TG em até 25 a 30%.
Suplementação pode aumentar discretamente a concentração plasmática de
HDL-c (1 a 3%) e aumentar o LDL-c (até 5 a 10%).
Em altas doses (4 a 10g ao dia), reduzem os TG e aumentam discretamente o
HDL-c, podendo, entretanto, aumentar o LDL-c.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional nas Dislipidemias
Ômega-3:
Óleo de Krill: é fonte de EPA e DHA, com maior biodisponibilidade dos ácidos graxos
ômega 3 de krill do que os de ácidos graxos ômega 3 marinhos (2:1).
Por ser hidrossolúvel, o óleo de krill apresenta melhor digestibilidade, minimizando o
odor residual de peixe.
O krill não tem o risco de contaminação por mercúrio.
Óleo de krill (0,5-4g/dia, por 6 semanas): redução de TG.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional nas Dislipidemias
Fibras: ≥25g/dia.
Fibras solúveis: formam um gel que se liga aos ácidos biliares no intestino,
aumentando sua excreção nas fezes e diminuindo sua reabsorção. Isso induz a
síntese de novos ácidos biliares, diminuindo o colesterol disponível para as
lipoproteínas.
Psyllium: 7-15g/dia reduz LDL e TG. Consumir fracionado, antes das grandes
refeições.
Farelo de aveia: reduz LDL. 3g/dia de betaglucanas.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional nas Dislipidemias
Fitoesteróis: ↓ absorção intestinal de colesterol.
Suplementação de 2g/dia: ↓ CT, LDL.
2 col s de creme vegetal com fitoesteróis.
Crianças (>5a):1,2-1,5g/dia.
Podem ser administrados incorporados a alimentos ou sob a forma de cápsulas.
Devem ser ingeridos preferencialmente nas refeições, podendo ou não ser
fracionados em várias tomadas, sendo seus efeitos observados a partir de 3 a
4 semanas.
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DISLIPIDEMIA
Terapia Nutricional nas Dislipidemias
Soja: 15-30g/dia de proteína de soja reduz LDL e TG e aumenta HDL.
Probióticos: reduz CT, TG e LDL.
Principais cepas: Lactobacillus acidophilus, mistura de L. acidophilus e
Bifidobacterium lactis, e Lactobacillus plantarum.
Dose usual: 109UFC por ≥ 10 semanas.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
É considerado hipertensão valores de PAS e PAD igual ou acima de 140 por
90 mmHg.
- Objetivos da Terapia Nutricional:
Reduzir níveis tensionais, diminuir a morbidade e a mortalidade por meio de
modificações de estilo de vida (tabagismo, peso corporal e ingestão de álcool
e sódio);
Alcançar os alvos pressóricos (PAS <140mmHg; PAD <90mmHg);
Alcançar e manter os alvos de massa corporal (peso corpóreo e CC);
Prevenir complicações associadas à HAS.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
As dietas DASH, mediterrânea, baixo teor de carboidrato, paleolítica,
hiperprotéica, com baixo índice glicêmico, baixo teor de sódio e baixo teor de
gordura foram significativamente mais eficazes na redução da PAS e PAD.
Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) enfatiza o consumo de
frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura; inclui a ingestão de
cereais integrais, frango, peixe e frutas oleaginosas; preconiza a redução da
ingestão de carne vermelha, doces e bebidas com açúcar.
Rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, e contém quantidades reduzidas de
colesterol, gordura total e saturada.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Dieta do Mediterrâneo: rica em frutas, hortaliças e cerais integrais, porém
possui quantidades generosas de azeite de oliva (fonte de gorduras
monoinsaturadas) e inclui o consumo de peixes e oleaginosas, além da ingestão
moderada de vinho.
Dietas vegetarianas preconizam o consumo de alimentos de origem vegetal,
em especial frutas, hortaliças, grãos e leguminosas; excluem ou raramente
incluem carnes; e algumas incluem laticínios, ovos e peixes.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Suplementação com evidências de significativa redução da PA: potássio,
vitamina C, peptídeos bioativos derivados de alimentos, alho, fibras dietéticas,
linhaça, chocolate amargo (cacau), soja, nitratos orgânicos e ômega 3.
Suplementações de cálcio, magnésio, vitaminas combinadas, chá e coezima
Q10 não demonstraram redução significativa da PA.
O limite de consumo diário de sódio em 2,0 g está associado à diminuição da
PA. A ingestão de 1.500mg/dia melhoraria ainda mais os níveis pressóricos.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Ácidos graxos insaturados:
Os ácidos graxos ômega-3 provenientes dos óleos de peixe
(eicosapentaenoico – EPA e docosaexaenoico - DHA) estão associados com
redução modesta da PA.
Ingestão ≥ 2g/dia de EPA+DHA reduz a PA e que doses menores (1 a 2
g/dia) reduzem apenas a PAS.
O consumo de ácidos graxos monoinsaturados também tem sido associado à
redução da PA.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Fibras (20-30g/dia, sendo 5-10g/dia FS):
FS: farelo de aveia, pectina (frutas) e pelas gomas (aveia, cevada e
leguminosas: feijão, grão-de-bico, lentilha e ervilha);
FI: celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças).
A ingestão de fibras promove discreta diminuição da PA, destacando-se a
beta-glucana proveniente da aveia e da cevada.
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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Nutrientes Recomendações
CHO 50-60%
PTN 1-1,12g/kg/dia; Desnutridos: 1,37-2g/kg/dia; Caquexia cardíaca: 1,5-
2g/kg/dia
LIP 25-30%/28-40%
Fibras 20-30g/dia (sendo 25% ou 6g FS)
Potássio 50-70mEq/dia (1,5-2,5g/dia)
Sódio 1200-2400mg/dia;
ICC moderada a grave: 1000-2000mg/dia
Pacientes muito descompensados: 500mg/dia
Sal na dieta restrita: 2-2,4g/dia; Sal na dieta moderada: 3-4g/dia; Sal em
pacientes estáveis: < 6g/dia;
Energia 25-30kcal/kg/dia; 28kcal/kg de PA/dia; Desnutridos: 32kcal/kg de PA/dia;
Caquexia cardíaca: 30-40kcal/kg ou 40-45kcal/kg/dia
Líquidos < 2000mL/dia; Descompensados: 1000-1500ml/dia;
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ATEROSCLEROSE
Nutrientes Recomendações
CHO 50-60%
PTN 15%
LIP 25-30%
AGS < 7%
AGP < 10%
AGM < 20%
Colesterol < 200mg/dia
Fibras 20-30g/dia (sendo 25% ou 6g FS)
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INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
Necessidades energéticas: Fórmula preditiva de Harris Benedict + fator lesão e
estresse ou 20-30kcal/kg/dia
Fibras: 20-30g/dia
Necessidade hídrica: > 1500mL/dia para adultos e > 1700ml/dia para
idosos.
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(ESP - 2019) Fitosteróis, fitostanóis e seus ésteres são um grupo de esteroides alcoólicos e
ésteres, que ocorrem exclusivamente em plantas e vegetais. O consumo de fitosteróis reduz
a absorção de colesterol, principalmente por comprometimento da solubilização intraluminal
(micelas), embora novos mecanismos também tenham sido propostos. De acordo com a
Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose da Sociedade Brasileira
de Cardiologia (SBC, 2017), além da manutenção de uma alimentação equilibrada e
hábitos de vida saudáveis, de que forma um paciente adulto com hipercolesterolemia pode
se beneficiar da ingestão de fitosteróis?
A)Suplementação semanal de vitaminas lipossolúveis.
B)Administração oral diária de 01 cápsula com 650 mg de fitosteróis.
C)Ingestão de quantidades moderadas de alimentos de origem vegetal.
D)Consumo de 02 colheres de sopa por dia de creme vegetal com fitosteróis.
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(UFC - 2019) A concentração plasmática de triglicerídeos é muito sensível a variações do
peso corporal e a alterações na composição da dieta, particularmente quanto à qualidade
e à quantidade de carboidratos e gorduras. A quantidade recomendada destes nutrientes
depende do tipo de hipertrigliceridemia, que pode se apresentar na forma primária ou
secundária, cujas bases fisiopatológicas são distintas. De acordo com Sociedade Brasileira
de Cardiologia (2017), qual a recomendação de ingestão de Ácido eicosapentaenoico
(EPA) e Ácido docosahexaenoico (DHA) em gramas/dia para um paciente com nível de
triglicerídeos de 382 mg/dL?
A) 0,5 a 1
B)1 a 2
C)2 a 4
D)> 4
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(UFC - 2018) A dieta preconizada pelo estudo Dietary Approaches to Stop Hypertension
(DASH) mostrou benefícios no controle da pressão arterial (PA), com redução significativa
do risco de doença coronariana e acidente vascular encefálico, inclusive em usuários
fazendo uso de anti-hipertensivos. Quais as principais características da dieta ou plano
alimentar DASH?
A)Rica em legumes, verduras, cereais refinados, leite desnatado e derivados, maior
quantidade de fibras, vitamina D e magnésio associada à redução de sódio.
B)Rica em frutas, verduras, cereais integrais, leites integral e derivados, maior quantidade
de fibras, potássio, cálcio e magnésio associada à redução de sódio.
C)Rica em frutas, verduras, cereais integrais, leite desnatado e derivados, maior
quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio associada à redução de sódio.
D)Rica em legumes, verduras, cereais integrais, leite integral e derivados, maior quantidade
de proteínas, potássio, zinco e magnésio associada à redução de sódio.
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(UFC - 2018) Com o objetivo de uniformizar as condutas e para que as equipes de saúde
tenham segurança em suas ações, respaldadas por evidências científicas, a Atualização da
Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) pretende se inserir
como ferramenta útil e instrumento da prática clínica diária. De acordo com essa
atualização, quais os alvos de colesterol total, HDL-colesterol, triglicerídeos e LDL-colesterol,
respectivamente?
A) Sem jejum: < 190, > 40, < 150 e < 130 (para pacientes de alto risco).
B) Sem jejum: < 200, > 60, < 250 e < 50 (para pacientes de alto risco).
C) Com jejum: < 190, > 40, < 150 e < 130 (para pacientes de baixo risco).
D) Com jejum: < 190, < 40, < 175 e < 130 (para pacientes de baixo risco).
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Obrigada!
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