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Estranho Familiar

O narrador se encontra em um quarto desconhecido e sombrio, onde um boneco de seu namorado imaginário desperta sentimentos de amor e estranheza. Ao explorar o ambiente, descobre uma foto antiga que a liga a uma memória de infância, trazendo à tona questionamentos sobre a presença do boneco e a mancha na parede. A atmosfera é de mistério e desconforto, refletindo uma bruma mental que confunde o real e o imaginário.

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Estranho Familiar

O narrador se encontra em um quarto desconhecido e sombrio, onde um boneco de seu namorado imaginário desperta sentimentos de amor e estranheza. Ao explorar o ambiente, descobre uma foto antiga que a liga a uma memória de infância, trazendo à tona questionamentos sobre a presença do boneco e a mancha na parede. A atmosfera é de mistério e desconforto, refletindo uma bruma mental que confunde o real e o imaginário.

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No que viria a ser meu quarto, mas também não é ainda.

Eu estava
em um tempo desconhecido, não sabia que dia era hoje e nem que
ano era. Havia uma cama, uma janela com uma cortina fechada,
estava escuro e as paredes era mal pintadas. Aquele local parecia ser
de um tempo indefinido, não sendo real mas também não sendo
imaginário? Eu estava em uma bruma mental e sentaria na minha
suposta cama. E de repente eu veria um boneco, não, não era
qualquer boneco. Era o boneco do meu namorado imaginário que eu
cheguei até nele e o encarei. Como ele estava naquele quarto
desconhecido? Eu comecei a sentir aquele quarto familiar, não, esse
quarto nunca estive mas com aquele boneco tão familiar para mim se
tornou conhecido. Olhei para o piso, era cinza e parecia não ter a
cerâmica. A janela estava trancada eu não podia a abrir, não sei onde
esse quarto estava nessa dimensão tempo-espaço desconhecida. O
boneco parecia me encarar, ao mesmo tempo que eu sentia um
sentimento de afeto e amor por ele, parecia também que ele era
estranho e desconhecido para mim. Um estranho amor imaginário
familiar? Talvez? O teto do quarto era feita do teto de barro colonial,
aquele quarto parecia nunca ter existido na forma que ele é mas eu
estou nele. Quando eu toco no boneco, eu sinto minhas mãos
empoeiradas. Ele parecia estar aqui há muito tempo, sem nunca ter
visto alguém há bastante tempo. O armário que ele estava em cima
era velho, parecia familiar para mim ao mesmo tempo que o móvel
era estranho e esteticamente desconfortável de se vê, como se
aquele móvel nunca tivesse fabricado em nenhum tempo. Meu
namorado imaginário estava lá, isolado naquele quarto meio escuro,
parecia que ele estava esperando que algo aconteça dentro do
quarto? Eu o peguei e abracei-o, eu o amava sinceramente apesar de
ser imaginário. Eu senti um leve arrepio na espinha quando comecei a
pensar o motivo do boneco estar nesse quarto isolado, comecei a
pensar que ponto do quarto ele parecia encarar e percebia que ele
encarava em uma mancha na parede. A mancha era escura e parecia
ser feita por um líquido que caiu ali? Mas que líquido? Aliás, quem
vivia nesse quarto que as paredes mal são pintadas? De repente,
sinto que sou observada pelo boneco. Não, ele é meu amor
imaginário, não pode ser algo perigoso para mim. Eu segurava o
boneco e sentia cada vez mais a poeria nos meus dedos. Eu estava já
me sentindo nervosa e desconfortável quando o boneco parecia cada
vez ficar ameaçador para mim. Eu percebo que existe um pequena
abertura no armário de forma circular, isso chega a ser levemente
perturbador esteticamente. Eu abro essa abertura com minhas mãos
suja de poeria e senti um leve corrente de ar frio quando abri. Eu
agacho um pouco e vejo que tem uma foto? Eu pego essa foto que já
estava levemente apagada e vejo que é uma foto minha antiga com
um desenho do meu namorado imaginário. Não, como essa foto
minha está em um quarto que eu nem conheço? Eu começo a ficar
parcialmente pálida a pensar porquê existe todos esses detalhes
estranhos aqui. Essa fotografia era eu com 12 anos, mas como ela
esteve aqui? Por que justamente essa fotografia? Eu vejo que a
cabeça do boneco se moveu centímetros, era minha imaginação? Eu
quando olhava para aquela mancha escura, eu comecei a lembrar de
uma memória antiga minha que eu quando criança tinha jogado sem
querer um suco de laranja na parede da minha casa, e lembro da
expressão furiosa da minha mãe quando viu meu estrago da parede e
quase me colocando de castigo. Mas por que essa mancha apareceu
aqui? Por que ela foi um detalhe importante?

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