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Forragem

A forragicultura é essencial para a produção de carne e leite no Brasil, que se destaca mundialmente devido ao uso de pastagens em vez de ração. A qualidade e manejo das pastagens são cruciais, pois 90% dos nutrientes dos bovinos vêm delas, e a degradação das pastagens é um grande desafio. O estudo das forrageiras e a integração de sistemas agrícolas podem melhorar a produção e a qualidade da forragem, resultando em maior eficiência na pecuária.

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Forragem

A forragicultura é essencial para a produção de carne e leite no Brasil, que se destaca mundialmente devido ao uso de pastagens em vez de ração. A qualidade e manejo das pastagens são cruciais, pois 90% dos nutrientes dos bovinos vêm delas, e a degradação das pastagens é um grande desafio. O estudo das forrageiras e a integração de sistemas agrícolas podem melhorar a produção e a qualidade da forragem, resultando em maior eficiência na pecuária.

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Aula 1 – Introdução a forragicultura

Por que é importante estudar forragicultura?

Sistema de produção baseado em pastagens

Por que somos destaque mundial na produção de carne, leite e derivados de


bovinos? Por que a nossa produção é baseada em pastagem, diferente dos outros países
que a produção é em confinamento ou semi confinamento, em que há a utilização de
ração ou de feno e silagem que são formas de forragem conservada. Nossa produção é a
pastagem, ou seja, é a planta verde colhida pelo animal. Por que temos um grande
desempenho ainda em relação a outros países? Mesmo a gente tendo baixos índices
zootécnicos (temos baixa produção de leite de vaca/dia e tempo de abate do animal
bovino muito longo)? Porque temos um número de animais muito grande e isso só é
possível porque temos a forrageira sendo utilizada como base na alimentação dos
animais, através da pastagem. Essas forrageiras tem um baixo custo para o produtor, em
relação a ração, feno ou a silagem, que são 3 elementos muito utilizados em outros
países.

O custo da forragem em pastejo equivale a 1/3 do custo de outras fontes de


alimento, tais como silagem (forragem colhida, picada, compactada no silo, vedada e
armazenada nesse silo. Devido a compactação e a ausência de ar pela vedação, essa
forragem começa a fermentar, chegando a um ponto de equilíbrio com o pH e ai vamos
ter um alimento conservado na forma de fermentação) feno (forragem verde colhida e
desidratada na condição de sol e sombra, não tendo a reumidificação e é conservada
nessa forma desidratada) e concentrado (ração a base de alimentos energéticos como o
milho e sorgo ou alimentos proteicos como algumas leguminosas). Isso faz com que
produto animal bovino, leite, carne e derivados, tenha uma alta competividade lá fora. A
gente consegue produzir muito barato mesmo sendo pouco eficientes zootecnicamente.

Nutrientes exigidos pelos bovinos

90% dos nutrientes exidos pelos bovinos são supridos a partir de pastagem, um
pasto com uma forrageira em boa qualidade e bom manejo. 10% são outras fontes,
nutrientes que não são obtidos nas pastagens como os minerais, por isso a importância
de oferecer o sal mineral aos bovinos. Em relação a custo, a forragem equivale 1/3 em
relação ao valor de outros alimentos. Então a forragem é o alimento mais barato que
podemos oferecer ao animal para produção.

22% do território brasileiro é ocupado por pastagens. Area agricultável no


Brasil: 349 mi há

Qual a situação das pastagens brasileiras? Não estão boas. Em grande parte do
território brasileiro, as pastagens e o solo estão degradados

Quais seriam as causas principais dos processos de degradação? Erros na


formação (na adubação, no manejo); não reposição dos nutrientes e correção do solo;
ausência de controle de plantas daninhas e pragas; manejo inadequado dos animais
(número de animais muito grande ou muito menor).

Qual o maior problema da pecuária? É a falta de pasto e comida, além da má


qualidade, as vezes tem muito pasto, mas a qualidade é ruim.

Qual a importância do estudo das forrageiras? Transformar áreas e pastagens


degradadas em pastagens produtivas, gerando uma produção de forragem alta e alta
qualidade, ai sim teremos os índices zootécnicos melhorados.

No Brasil temos o maior rebanho comercial do mundo, 214.000 milhões de


cabeças.

É necessário transformar áreas degradadas em áreas produtivas, aí sim teremos


uma alta produção de forragem, alta qualidade e um alto desempenho animal. Então
queremos uma pastagem bem estabelecida e bem manejada ao longo de anos. Assim
teremos alta produção de carne e derivados.

Outra coisa que podemos trabalhar é a integração lavoura pecuária floresta ou


lavoura pecuária (cultivo agrícola com a forrageira)

Forrageira + arvore: sistema silvipastoril

Pastagens consorciadas de gramíneas + leguminosas: podemos consorciar elas


porque as gramíneas tem menor qualidade do que as leguminosas, se a gente consegue
manter a leguminosa na mesma área junto com a gramínea o animal vai colher as duas
e, a leguminosa por ter uma qualidade maior, maior teor de proteína, maior
digestibilidade pq tem menor fibra indigestível, nos termos um alimento de maior
qualidade sendo colhido pelo animal, o que vai resultar em maior desempenho animal.
Além disso, a leguminosa tem a capacidade de fixação biológica de nitrogênio, esse
aporte de nitrogênio natural ao solo vai favorecer a gramínea que está em consorcio. O
gasto com adubo ou composto orgânico vai ser menor nessas áreas.

Produzir animais é fácil? Não. É preciso um manejo adequado dos animais e da


pastagem, isso vai fazer com que tenhamos um desempenho dos animais a partir da
produção de qualidade dessa forragem. Temos que produzir o animal pensando primeiro
na planta.

O que é preciso para produzir forrageiras e aumentar a produção animal?


Conhecimento das plantas forrageiras; Conhecimento em formação, recuperação e
renovação de pastagens; Conhecimento de manejo das pastagens.

Forragicultura: refere-se ao estudo das plantas forrageiras, das pastagens e dos


processos de conservação de forragem.

Agrostologia: ciência que abrange o estudo das gramíneas, leguminosas e


plantas de outras famílias utilizadas na alimentação de animais herbívoros.

Planta forrageira: planta apropriada para alimentação animal.

Forragem: alimento de origem vegetal, destinado à alimentação animal, colhido


via pastejo ou corte.

Pasto: espécie e, ou, cultivar de planta forrageira que o animal encontra na


pastagem.

Pastagem: área com plantas forrageiras e infraestrutura adequada para a


produção animal.

Pastagem natural: pastagem com plantas forrageiras que se estabeleceram


natural e espontaneamente em áreas modificadas pela interferência do homem.

Pastagem nativa: pastagens com plantas forrageiras que se estabeleceram sem a


interferência do homem.

Pastagem cultivada: pastagem com plantas forrageiras adaptadas e de alta


produção, estabelecidas com uso de técnicas agronômicas apropriadas.

Pastagem melhorada: pastagem na qual se fez introdução de outra planta


forrageira pi de pratica de manejo com o objetivo de aumentar a produção e a qualidade.
Pastejo: colheita da forragem pelo animal.

Pastoreio: ato de conduzir os animais nas pastagens.

Plantas cespitosa: forma touceiras e apresenta, em geral, crescimento


perpendicular ao solo.

Planta estolonífera: apresenta talões, que são colmos aéreos com crescimento
paralelo ao solo, possuem nós, entrenós e gemas, que podem originar perfilhos.

Planta rizomatosa: apresenta rizomas, que são colmos subterrâneos, que


possuem gemas, nós e entrenós e folhas escaminosas; e contem reservas.

Plantio: ato de estabelecer plantas utilizando estruturas vegetativas.

Semeadura: ato de estabelecer plantas utilizando sementes.

Recuperação de pastagens: restabelecimento da capacidade produtiva da


pastagem mantendo a mesma espécie.

Renovação da pastagem: restabelecimento da capacidade produtiva da pastagem


substituindo a planta forrageira.

Aula 2: Fisiologia de plantas


forrageiras
 O que é fisiologia vegetal?
 Fisiologia: estudo dos processos e das funções dos
vegetais
 Principais funções das plantas forrageiras:
a) Proteção do solo;
b) Alimentação animal;
 Por que conhecer a fisiologia de plantas forrageiras?
 Estabelecer limites: até que ponto podemos explorar uma
planta sem prejudicar o seu desenvolvimento?!
Somente conhecendo o funcionamento do metabolismo e
princípio de desenvolvimento da planta podemos
estabelecer conceitos associados ao MANEJO.
O conhecimento da fisiologia garante que mantenha a exigência fisiológica da
planta forrageira e, com isso, a exigência do animal sob pastejo. Não adianta
recomendar ao produtor exigência do animal sob pastejo sem ter a preocupação da
exigência fisiológica da planta forrageira durante e pós o pastejo, porque se a planta está
bem produtiva e se coloca mais animais na área ou irão ficar por muito tempo
desfolhando muito o pastejo, ela irá sofrer para retomar a sua produção. Caso ela não
esteja em condições habitas (ter reservas) para o novo desenvolvimento e crescimento
posterior a essa grande desfolha pode ser que ocorra a degradação do pasto.

Os fatores do ambiente determinam e influenciam o crescimento da planta:

 Fatores modificáveis: nutrientes e água


 Fatores não modificáveis: temperatura, radiação e CO 2
Na ausência de outras limitações, a radiação representa a oferta de energia do
meio necessária para o crescimento: FOTOSSÍNTESE.

 A produção primária de uma pastagem é determinada pela


quantidade de CARBONO que é acumulado por unidade de área
e tempo. O carbono é acumulado por unidade de área e tempo
por meio da fotossíntese na transformação de CO 2 fixado em
carboidrato (carboidrato, hidrogênio e oxigênio).
 Essa produção resulta de processos importantes:
 Fixação do C (fotossíntese)
 Utilização do C:
a) Fotorrespiração;
b) Respiração;
c) Transporte de assimilados.
Todos esses processos são influenciados pelo status nutricional da planta,
principalmente o nitrogênio por se ele que garante a divisão celular, uma vez que ele é
componente de aminoácidos e com isso, garante o desenvolvimento de novos órgãos e o
alongamento, ou seja, o crescimento desses órgãos.
I. Principais processos fisiológicos de plantas
a) Fixação de Carbono (Fotossíntese)
Luz
CO 2 ;H 2 O

Fotossíntese: ocorre principalmente nas folhas: cloroplasto.


 Fotoquímica (fase clara): ocorre enquanto tem luz. O início da
fixação de CO 2 e será produzido o ATP e NADPH 2 .
 Bioquímica (fase escura): não há necessidade de luz. Nessa
fase, o CO 2 é reduzido, oxidado e depois transforma em
carboidrato.
 Formas de fixação de Carbono pelas plantas
 Ciclo C3 (Ciclo de Calvin)
 Ciclo C4
 Ciclo CAM
a) Ciclo C3: Fixação do carbono à carboidrato ocorre em 4 fases:
1. Carboxilação: catalisada pela enzima Rubisco
2. Redução onde se utiliza o ATP e NADPH 2 .
3. Regeneração do aceptor de CO 2
4. Síntese de produtos: síntese dos carboidratos.
PRIMEIRO COMPOSTO QUE SERÁ FORMADO TEM 3
CARBONOS
Rubisco se liga ao CO2, inicialmente, permitindo com que o CO 2 se ligue ao
aceptor inicial, tendo a função de carboxilase.

1ª fase: Carboxilação: CO2 entra por meio dos estômatos abertos se ligando a
Ribulose-1,5-bifosfato, sendo permitido pela Rubisco. Com isso, irá ser formado duas
moléculas de Ácido fosfoglicérico (PGA). 2ªfase: Redução: as moléculas de Ácido
fosfoglicérico serão reduzidos a Triose fosfato tendo gasto de ATP e tendo o poder
redutor do NADPH. 3ª fase: Regeneração: Parte da Triose fosfato, duas moléculas, irá
gerar o aceptor inicial: Ribulose-1,5-bifosfato e uma molécula de Triose fosfato irá
gerar glicose. Nessa fase, a gasto de ATP. 4ª fase: síntese de produtos:
Glicose=carboidrato.
b) Ciclo C4 (Ciclo de Hatch-Slack)
PLANTA C4

 Fixação do carbono em compostos de 4 carbonos:


1- Oxalacetato (AOA)
2- Malato Produz qualquer um deles.
3- Aspartato
Para plantas forrageiras, não há muito interesse em qual será
produzido.

 Fixação do carbono em compostos ocorre em duas vias:


1- PEP carboxilase: fosfoenolpiruvato carboxilase (atua no
mesofilo)
2- Rubisco: Ribulose-1,5-bifosfato carboxilase (atua nas
células da Bainha do feixe vascular).
No mesofilo, 1ªfase: carboxilase: o piruvato se liga ao CO2 a partir da enzima
PEP carboxilase 2ªfase: redução: formando um composto de 4 carbonos (oxaloacetato,
malato ou aspartato). 3ªfase: reciclagem do aceptor inicial: O composto de 4 carbonos
será transportado para as células da bainha do feixe vascular, parte desse composto irá
se transformar em Piruvato e 4ªfase: a outra parte irá formar produto: carboidrato, para
isso o CO2 irá entrar no ciclo da C3.

c) Ciclo CAM (metabolismo ácido das crassuláceas): Fixação do CO 2


em compostos ocorre em duas vias:
1. PEP carboxilase: fosfoenolpiruvato carboxilase (noite)
2. Rubisco: Ribulose-1,5-bifosfato carboxilase (dia) Atuam
separadas.
C3: gramíneas de clima temperado, leguminosas de clima tropicais e
temperadas.

C4: gramíneas de clima tropicais

Sul do Brasil: gramíneas e leguminosas de clima temperado IDEAIS.


Utilização do Carbono: Respiração,
fotorrespiração e partição.
Liga-se ao

OXIGÊNIO

Não tem fotorrespiração nas plantas C4 porque a Rubisco age nas células da
bainha no feixe vascular e quem age no mesofilo é a PEP carboxilase que não se liga ao
oxigênio mesmo que este esteja em baixa concentração. Já a Rubisco, com baixas
concentrações de carbono, se liga ao oxigênio.

C= Carboidratos.
Plantas C3: fotossíntese < respiração e a fotorrespiração: a planta utiliza reserva.

Plantas C4: fotossíntese < respiração: a planta utiliza reserva.

 Fonte: folhas com alta capacidade fotossintética.


 Dreno: folhas novas, flores, frutos e raízes novas.
Gravar o esquema

Fatores abióticos e a relação com a


produção de forragem
A partir da luz, as plantas a transforma em energia química por meio da
fotossíntese, ou seja, em carboidratos, molécula fundamental para a vida em qualquer
planeta, garantindo crescimento e produção de forragem.
Absorção da luz é feita pelos fótons (elétrons) que é absorvido pelos pigmentos
fotossintetizantes (xantofilas, clorofilas) principalmente as CLOROFILAS.

Os órgãos que conseguem absorver são as folhas por terem mais clorofilas.

C4: produzem mais, maior taxa fotossintética em condições tropicais.

C3: produzem mais em condições temperadas.


Se há uma diminuição de luz até um certo ponto, poderá reduzir a produção de
forragem, embora exista forrageiras que se adapta melhor a condições de não
intensidade luminosa (sombra) podendo produzir mais que no sol. Esse fato é que na
presença de sombra há uma melhor qualidade de forragem, pois tem maior umidade e
microbiota no solo, maior quantidade de nitrogênio tendo uma maior absorção e, com
isso, maior produção de proteína naquela forragem.
Experimento: casa de vegetação (estufa) quando se entra a temperatura está
próxima a 50, 51°C. Caso haja, por exemplo, plantas cultivadas em vasos, deve-se
molhar as plantas em horários mais frescos, antes das 10 horas, principalmente na época
do calor, senão a planta irá morrer. Se molhar em excesso durante esse horário para
evitar a volta ao local, a planta morre, porque se ela tiver houver muita água no solo e
calor, a planta abrirá os estômatos, perdendo muita água. Mas se a temperatura é muito
alta irá continuar perdendo água por meio entre as células e intracelulares (parede
celular se rompe, perdendo a água e com esse rompimento, a célula não volta e a planta
acaba morrendo).
Plantas que tem tolerância ao alagamento possuem um parênquima bastante
desenvolvidas com aerênquima.

Ponto de Compensação de CO2: fotossíntese = respiração, ou seja, já tem uma


concentração de CO2 em que a fotossíntese é maior que a respiração. No caso das
plantas C3 a rubisco se liga no CO2 precisando que essa quantidade seja maior.

As plantas C4 não tem ponto de compensação porque quem liga ao CO 2 é a PEP


carboxilase e não se liga ao oxigênio. Com pouca quantidade de CO 2 a fotossíntese já se
iguala.
Em
condições tropicais e
de altas
temperaturas em
grande parte do
Brasil, exato no Sul.

Produção de forragem é medida pela fotossíntese líquida (FL).

F. Bruta: o que foi produzido na fotossíntese.

Plantas C4 tem vantagens competidoras em relação a C3.


Maior temperatura menor o
valor nutritivo.

Menor temperatura maior o


valor nutritivo.

Maior
parede celular
em relação ao
conteúdo
celular.
Se houve a adubação tem que fazer o manejo correto.
Aula 3 – Morfologia de gramíneas e leguminosas forrageiras

O que é morfologia vegetal? É o estudo das características físicas (estrutura


externa) das plantas.

A morfologia é a base para a identificação das plantas – especialmente através


das folhas, flores e sementes.

Morfosiologia de plantas forrageiras

A morfologia tem uma grande interdependência com a fisiologia.

Fisiologia: estudo dos processos e das funções dos vegetais; processo e/ou
metabolismo dos vegetais. Morfofisiologia: é a relação da forma e da função dos
vegetais. O estudo tanto da forma quanto da função. As diferentes plantas, com as
diferentes formas, suas especificidades fisiológicas e suas funções são diferentes e nos
permite também identificar planta ou grupos de plantas em diferentes famílias.

Existem várias espécies de plantas forrageiras pertencentes às famílias:


Cactaceas, leguminosas, gramíneas e cucurbitáceas.

Morfofisiologia de gramíneas forrageiras

O perfilho é a unidade básica de crescimento e desenvolvimento da planta. Então


uma planta gramínea é formada de vários perfilhos, quanto maior o numero de
perfilhos, maior a produção, maior o desempenho e potencial de desempenho de
produção animal. Já nas leguminosas, essa unidade básica de crescimento é a
ramificação. Uma planta leguminosa é formada por varias ramificações, quando mais
ramificações, mais produtiva é aquela leguminosa.

Caracterização morfológica de gramíneas forrageiras

Sistema radicular: fibroso (muita fibra e carboidrato lignificado), fasciculado


(também conhecida como gameleira(?), consiste de várias raízes que surgem dos nós do
colmo). Raízes pouco profundas, no máximo 30cm.

Em geral, o sistema radicular é subterrâneo, aclorofilado (não tem clorofila),


com pelos absorventes, apresenta geotropismo positivo (movimento em relação ao
centro da terra, tem crescimento em sentido ao centro da terra) e fototropismo negativo
(crescimento em relação a luz solar, é negativo, então ela cresce para baixo).

Funções:

- Mecânicas: fixação da planta;

- Fisiológicas: absorção de água e nutrientes; Essa absorção é superficial. Se tem


pouca agua no solo ou limitações de nutrientes, a raiz não tem potencial de aumentar
sua profundidade buscando esses nutrientes, por isso o preparo do solo, a correção e a
adubação é tão importante quando se tem gramíneas: para um bom desempenho dessas
raízes, consequentemente alta absorção de agua e nutrientes e, ai sim vamos garantir um
bom crescimento e desenvolvimento do pasto. E com isso teremos uma pastagem bem
desenvolvida e bom desempenho animal.

Folha: simples (aquela folha que tem apenas uma lâmina folear), incompletas
(sem pecíolo – parte da folha que se liga ao caule/colmo) e constituídas de lâmina
folear/limbo, bainha (abraça o colmo/caule), lígula, colar e aurícolas.

Funções: absorção de CO2, interceptação de luz e fotossíntese e respiração

Pseudocolmo: bainhas das folhas mais novas que são envoltas pelas bainhas das
folhas mais velhas.

Tipos de folhas:

1- Completamente expandidas; cresceu e desenvolveu ao máximo, ela não vai


crescer e desenvolver mais. Como saber que uma folha não vai mais crescer e
desenvolver? Quando se tem a lígula visível. Se eu não preciso destacar a folha para ver
a lígula, sinal que já está desenvolvida.

2- Emergentes; são folhas que estão visíveis, mas não conseguimos visualizar a
lígula, significa que ela ainda vai crescer e se expandir. Já emergiram do pseudocolmo,
mas não tem a lígula visível.

3- Em expansão; são as folhas que estão totalmente dentro do pseudocolmo, eu


não consigo visualizar porque ela inda não emergiu, não é visível.

4- Senescentes; em processo de morte ou totalmente morta, começa a ficar


amarela ou secar.
Antes da completa expansão da folha ser atingida, provavelmente, uma ou duas
folhas novas aparecem, isso garante a perenidade no pasto. Após a duração de vida da
folha, ocorre a sua morte/senescência. O aparecimento de uma nova folha é compensado
pela mortalidade da folha mais velha.

O processo de senescência de gramíneas forrageiras se inicia no ápice da folha,


que é a parte mais velha, e se estende para a base.

Aparecimento da gema -> aparecimento de folha -> aparecimento de perfilho ->


perenidade e longevidade dos pastos. O colmo é formado de nós e entrenós, naquela
região do nó tem uma gema, essa gema apical é potencial para formação de uma folha,
então a folha só surge na região da gema. Existe gemas que formam folhas e gemas que
não formam, mas todas as gemas são potenciais para formação de folhas porque a gema
é uma região meristemática (de divisão celular), então se tiver o estimulo (ex: água e
luz) ocorre a formação de novas células e o aparecimento de uma nova folha. Quando
nasce uma nova folha pode formar um novo perfilho, aí esse perfilho ao invés de ser
basal, será aéreo.

Um perfilho é formado por: folhas, pseudocolmos, colmo verdadeiro.

Colmo: caule cilíndrico ou achatado (normalmente na maioria das gramíneas é


cilíndrico, mas em algumas espécies é achatado), com nós e entrenós, sendo os basais
mais curtos, ou seja, quanto mais perto da base, mais esses nós e entrenós são próximos
e quanto mais longe da base, maior a distância de nó ao outro porque depois que ele se
desenvolve, se alonga e cresce.

Funções: condução de seiva elaborada (produzida a partir da fotossíntese,


principalmente nas folhas e é conduzida através do floema para o restante da planta) e
de água (que absorvida pela raiz e vai transportar da raiz para a parte aérea da planta
através dos feixes de xilema); sustentação

Colmo: aéreo

- Cespitoso (cresce verticalmente em relação ao solo, forma touceiras). O


crescimento vertical resulta em: melhor competição por luz (em pastos “fechados”);

- Estolonífero: cresce paralelo em relação à superfície do solo. Funções: maior


colonização de novas áreas -> ocupação de microclimas mais favoráveis à planta -> alta
capacidade competitiva -> pontos de crescimento próximos ao solo -> maior tolerância
à desfolhação severa;

- Subterrâneo: rizomatoso: crescimento sob a superfície do solo (subterrâneo).


Tem função de reserva porque são ricos em carboidratos de reserva. Funções: proteção
dos pontos de crescimento; Acumulo de compostos reservas, esses carboidratos são
utilizados em funções adversas do crescimento da planta, por ex.: veranico, onde parou
de chover e planta usa sua reserva.

Pode-se ter os 3 tipos de colmos ao mesmo tempo em uma planta.

Caracterização morfológica das gramíneas forrageiras

Inflorescência: é o agrupamento de flores, sua unidade é a espigueta; O conjunto


das espiguetas vai formar a inflorescência. Função: reprodução (perpetuação da espécie)

Tipos de inflorescência:

1- Espiga: o eixo principal é chamado de ráquis, ela é única e é chamado de


ráquis primaria e as espiguetas se ligam diretamente na ráquis;

2- Racemo: só tem uma estrutura principal onde as espiguetas se ligam e cada


espigueta se liga à ráquis pelo pedicelo.

3- Panícula: além da ráquis primaria, tem a secundaria e as vezes até a terciaria.


Tem também o pedicelo

Fruto: seco, indeiscente (não se abre) com uma única semente

Aula 4 – Morfologia de gramíneas e leguminosas forrageiras

Caracterização morfofisiológica de leguminosas forrageiras

Cada planta é formada por unidades básicas, denominadas ramificações ou


ramos. Quanto maior o numero de ramificações/ramos mais produtiva é a
leguminosa.

Sistema radicular: pivolante, com uma raiz principal, da qual ramificam-se


raízes secundarias e, destas, as terciarias. apresentam nódulos (estrutura que garante
que esteja ocorrendo simbiose entre leguminosas e bactérias, capazes de fixar o N
atmosférico e disponibilizar esse nitrogênio para essa planta leguminosa e até
mesmo melhorando o solo após decomposição de partes dessa leguminosa e da
ciclagem de nutrientes; Função: fixação; absorção de nutrientes e água; associações
simbióticas.

Caule: existem tipos distintos.

* Aéreo herbáceo (planta herbácea: planta que cresce mais próxima ao solo
e pode atingir no máximo 1,5m de comprimento, de 1,5m a 3m são plantas
arbustivas e acima de 3m são plantas arbóreas.)

- Ereto: cresce ereto;

- Volúvel: tem a capacidade de se enrolas nas estruturas da própria planta, de


outras plantas da mesma espécie ou de outras espécies, cercas e outas estruturas;

- Rasteiro ou prostado: caule de crescimento paralelo ao solo;

- Trepador ou sarmentoso: tem umas gavinhas capazes de segurar as


estruturas, como a uva.

* Aéreo arbustivo: de 1,5m a 3m. O caule é mais grosso.

* Aéreo arbóreo: mais de 3m. caule bem mais desenvolvido e robusto. Tem
uma quantidade de xilema e células lignificadas maiores.

Folhas: são completas, simples ou compostas (um único limbo ou quantidade


maior de limbos chamados folíolos), e de distintos tipos.

Uma folha com uma lâmina é uma folha simples, uma folha com mais de um
folíolo por folha é uma folha composta.

Tipos de folhas:

1- Pinada composta: tem a ráquis primaria e dois folíolos que saem do


mesmo ponto em junção dessa ráquis;

2- Bipinada: tem um conjunto de folicúlos (vários folíolos)

4- Palmada composta: vários folíolos saem do mesmo ponto, como se


lembrasse a palma da mão.

Inflorescência: agregação de flores em um eixo principal denominado ráquis;


em geral, é um racemo do tipo cacho. Função: reprodução (perpetuação da espécie).
Tipos de inflorescência:

- Capitulo globoso: bolinha que se abre e forma várias flores;

- Somente uma flor;

Fruto: em geral, é do tipo legume ou vagem que podem ter diferentes


formatos. Função proteção e dispersão das sementes.

A vagem se abre por meio de suturas tanto ventral quanto dorsal, mas não
são em todas as espécies que essa vagem se abre.

As sementes apresentam dormência pós colheita

Aula 5: Leguminosas Forrageiras


1- Diferenças na morfologia de leguminosas e gramíneas forrageiras
 Sistema Radicular: Das leguminosas é o sistema radicular
pivotante em que a raiz principal é de alto calibre e é por onde sai
as raízes segundarias e depois as terciarias e por ai vai são de
baixo calibre. Essa raíz pivotante é uma raiz que é capaz de atingir
uma profundade maior em relação as gramíneas, então é capaz de
explorar uma profundidade do solo maior do que as gramíneas que
normalmente é uma raíz mais superficial. Desse modo, as
leguminosas suportam mais a seca por causa dessa absorção de
nutrientes e água em profundidades maiores. Já as raízes das
gramíneas é uma raíz chamada faciculada do tipo cabeleira que são
varias raízes de mesmo diâmetro saindo do mesmo local que é a
região do nó na base do colmo.
 Caule: leguminosas temos herbáceas, arbustiva e arboria.
Herbácias são as plantas que crescem até um metro e meio de
comprimento, são baixas de crescimento mais próximo do solo. As
arbustivas crescem de 1,5 a 3 metros, apresentam o caule mais
finos então com baixo teor de lignina. E as arbóreas acima de 3
metros, apresentam o caule bem desenvolvimento, bem lenhoso e
bem fibroso, com bastante lignina, baixa digestibilidade.
2- Morfofisiologia de leguminosas forrageiras.
As folhas podem ser simples composta de um fólio ou composta por 2
ou mais fólio e completa por ter o pecíolo que liga a folha ao caule. A
inflorescência chama-se de racimo ou de cacho, podendo ter uma ou
várias flores e essa inflorescência se liga ao caule por meio do
pedúnculo. O fruto da leguminosa é vagem tem uma ou várias
sementes de diferentes formas. Então temos a semente que são
dicotiledônea, além disso a semente tem dormência.
3- ESPÉCIES.
 Nome comum: ALFAFA, sua origem é no sudeste da Ásia.
 É uma planta perene (ciclo de produção acima de 2 anos), herbácea
com crescimento ereto (1,0 a 1,50 m).
 Folha e caules bastante macios. As folhas são compostas por três
fólios e não apresentam pelos, chamado de folhas glabras.
 Inflorêscendia: rácemo com várias flores e é arroxeada
 As sementes estão dentro do fruto: vagem em formado espiralado,
as sementes são pequenas e numerosas (15-20 kg/ha)
 Exige solos drenados, profundos e de alta fertilidade com pH:6,5.
 Adaptada a diferentes tipos de clima (10 a 35ºC)
 Alto custo de implantação e manutenção
 Bom preparo do solo (baixa competição com plantas daninhas)
 Baixa rustilidade: bastante atacada por pragas, principalmente
lagarta e insetos.
 Propagação por sementes (outono)
 Maior qualidade, maior teor de proteína (PB:18-20%), maior
digestibilidade, baixo teor de lignina e maior aceitabilidade pelos
animais
 Produção portencial: 25 a 30 t/ha ano de MS
 Forma de utilização: produção de feno ou sob pastejo.
 Nomes comuns: calopogônio, calopo, falso-oró, enxada-verde. Tem
origem na América do Sul
 Vegeta espontaneamente em diversas regiões do Brasil
 Anual ou perene
 Herbácea
 Volúvel: capacidade de se enrolar a estruturas.
 Planta altamente competidora
 Pelos curtos, “marrons dourados”, “ferruginosos”
 Pilosidade depende da época do ano, podendo está com mais pelo
(outono e inverno) ou com menos pelo (verão e primavera)
 Flores pequenas de coloração azulada
 Vagem deiscente (se abre quando alcança a maturidade, se abre,
deixando cair as sementes), espiralada, coberta de pelos, curta de 3 a
4 cm e reta.
 Multiplicação é por semente (2-4kg/ha)
 Folhas são trifoliadas, com folíolos ovais cobertos de pelos.
 Baixa exigência em fertilidade
 Adaptadas as condições tropicais úmidas e quentes (Norte)
 Não tolera geada, seca prolongada e fogo.
 Baixa aceitabilidade pelos animais (filosofia de linhas de pesquisa)
 Utilização: consórcio
 Após desfolhação, a rebrotação é lenta
 Atualmente é pouco utilizada
 Nome comum: soja perene de origem na ásia e áfrica
 É comum em áreas marginais, sem animais
 Perene
 Volúvel
 Herbácea
 Folhas com 3 folíolos
 Inflorescência: rácemo
 Flor pequena, branca e, ou, bege
 Vagem curta, com pelos brancos de 3 a 4 cm
 Exige solo de alta fertilidade e tem boa resposta à adubação
 Não tolera solo mal drenado, seca e geada.
 Crescimento inicial é lento (CARACTERÍSTICA DE TODAS AS
LEGUMINOSAS)
 Boa aceitabilidade pelos animais, PB: 10-20%)
 Uso: consórcio ou produção de feno
 Necessita ser inoculada e escarificada (quebra de dormência)
 Nomes comuns: estilosantes, mata-pasto, estilo
 Principal centro de origem: América do Sul e Central
 São mais de 40 espécies do gênero.
 S. guianensis: principal espécie do gênero
 Uma das leguminosas tropicais mais estudas
 Arbustiva
 Crescimento ereto
 Sistema radicular profundo
 A inflorescência é uma flor amarela e é revestida de flores
modificadas
 Vagem com 1 só semente: aquênio
 Adaptada a solos de baixa fertilidade
 Eficiente na absorção e utilização do P
 Grande problema: fungos (antracnose) - causa necrose nas folhas
tendo menor fotossíntese e com isso, menor produção.

Stylosanthes
guianesis
a) Cultivar Mineirão
 Colhido em 1979 na serra do Cipó (MG). Foi lançado em 1993
pelo CNPGC e CPAC.
 Possui caule grosso na base
 Presença de pelos na extremidade do caule.
 Folha com 3 folíolos (2 a 3 cm) lanceolados.
 Alta cerosidade que se acentua no período seco
 Não pede folha na seca
 Flor amarela
 Adaptado ao bioma Cerrado: clima quente e úmido no verão e
seco e frio no inverno
 Adaptado aos solos argilosos e de baixa fertilidade.
 Nodula com estirpes nativas Rhizobium
 Boa aceitação pelos animais, principalmente na seca
 Baixa recuperação por ressemeadura natural
 Menor persistência
 Utilização: pastejo – consórcio e, ou, banco de proteína
 Possui fator antinutricional: não é recomendado que o animal
consuma 30% da dieta por dia
b) S. macrophala e S. capitata: Campo Grande
 Mistura de sementes: 20% de S. macrophala e 80% S. capitata
 Adaptado à solos de baixa fertilidade
 Mais adaptada aos solos arenosos.
 Boa capacidade de regenerar por sementes (média-professora)
 Nome comum: leucena, esponjeira. Sua origem é na
América Central
 Perene
 Arbustiva a arbórea
 Comum em praças e estradas
 Folhas recompostas bipinada: tem a ráquis primária e a
segundária.
 Inflorescência tipo capítulo globoso, branco
 Vagem achatada, linear, com até 30 cm
 Grande produção de sementes de forma elíptica e marrom
(até 800 kg/ha viáveis por até 3 anos)
 Necessita de escarificação para “quebrar” a dormência e de
inoculação.
 Alta aceitabilidade pelos animais
 Muito atacada por formigas
 Estabelecimento lento (por mudas ou sementes)
 Exigente em solo fértil e drenado
 Alta produção
 Fixa até 600 kg/[Link] de N
 Utilização: consórcio com gramíneas em faixas e banco de
proteínas
 Manejo: iniciar o pastejo quando as plantas estiverem com
1,0 a 1,5 m
 Contém mimosina, alcaloide presente nas folhas que
provoca queda de pelos, salivação excessiva, perda de peso
no animal. Dessa forma, a alimentação não deve exceder
30% (massa seca)
 Há pesquisas com o objetivo de obter plantas com baixo
teor de mimosina via cruzamento entre L. leucocephala e L.
pulverulenta.
 Outros usos:
 Vagem na alimentação humana (Indonésia e México)
 Corantes (América central)
 Confecção de colares
 Planta ornamental
 Produção de madeira (variedades “gigantes
havaianas”)
 Nome comum: guando, guandu, andu. Sua origem é na África
Ocidental
 Anual, bianual ou perene
 Arbustiva (2-3m)
 Norte de Minas: consumo humano “farofa de andu”
 Grande número de ramificações
 Trifoliada: folíolos elípticos com extremidades afilada
 Folíolos: parte dorsal: +pelos e cor verde + intensa/parte ventral: cor
“verde prateado”
 Flor amarela, com o dorso do estandarte avermelhado
 Produz muita semente: vagem deiscente
 Sistema radicular profundo: resistência ao déficit hídrico
 Adaptada aos solos de baixa fertilidade e bem drenados
 Bom valor nutritivo e boa aceitabilidade
 Possui taninos, mas não é um fator limitante ao consumo animal
 8 a 20 t/ha de massa verde em 3 a 4 cortes
 Formas de uso: legumineira (mais comum), banco de proteína,
consórcio (pastejo ou ensilagem) e feno e consumo humano.
 Nome comum: amendoim forrageiro. Sua origem é na América do Sul
 Perene
 Herbácea e rasteira
 Raiz pivotante bem desenvolvida
 Grande capacidade de enraizamento
 Caules circulares, ocos e ligeiramente achatados
 Folha com 4 folíolos ovais e glabros.
 Flor amarela (floresce várias vezes no ano)
 Vagem indeiscente, com 1 ou 2 sementes (raramente 3). Tipo
geocarpo: desenvolvimento sob o solo.
 Média exigência em fertilidade de solo (tolera aos teores alto de Al 3 + )
 Prefere áreas úmidas (Região Norte)
 Tolera sombreamento
 Boa aceitabilidade e bom valor nutritivo
 Multiplicação: sementes ou mudas
 Cultivares: amarilho, Belmonte (< florescimento e produção de
semente)
 Formas de uso: pomar e jardins: fixar N e consórcio com
gramíneas
 Muito divulgado nos meios de comunicação, produtores com bastante
interesse para consórcio.
 Forma de crescimento prostada;
 Tipo de sementes sob o solo
 Baixa exigência em fertilidade do solo.

 Nome comum: kudsu tropical, puero. Sua origem é na Ásia


(Malásia e Indonésia)
 Perene
 Herbácea e volúvel
 Robusta
 Bastante pubescente
 Folhas com 3 folíolos grandes e largos, sendo o central
maior que os laterais.
 Inflorescência em rácemo longo, flor púrpura ou branca.
 Vargem cilíndrica, longa, fina e deiscente
 Adaptada ao clima tropical úmido (Norte do país)
 Baixa exigência em fertilidade de solo
 Tolera solos com deficiência de drenagem
 Resistência a doenças
 Propagação: sementes ou ramos
 Utilização: pastejo, silagem e adubo verde
 Nome comum: gliricidia. Sua origem é no México até o
norte da América do sul
 Perene
 Arbórea (15 m e o diâmetro 30 cm)
 Folha é do tipo pinada. Tem alta aceitabilidade e teor alto de
PB (15 a 20%). Limitação: folhas caem durante o período
seco do ano.
 Flor é branca a rosa
 Pouco exigente em solos férteis
 Não tolera solos mal drenados
 Resistente à seca e ao fogo
 Multiplica-se por estacas e sementes
 Sob pastejo: consórcio ou legumineira
 Nome comum: siratro. Sua origem é na América Central e do sul
 Perene, herbácea
 Volúvel
 Prostrada: emite raízes nos caules em contato com o solo
 Flor de cor púrpura. O florescimento é indeterminado: dificulta
produção comercial de sementes e não tem brácteas na base do
pendúnculo
 Vagem cilíndrica, reta, com pelos de até 10 cm de comprimento
 Multiplicação por sementes
 Média exigência em fertilidade
 Tolerante à baixa temperatura, não tolera seca prolongada
 Susceptível aos fungos
 Utilizações: pastejo, feno ou consórcio
 Boa aceitabilidade pelo animal
 Nome comum: feijão-bravo. Tem origem no Norte de Minas
 Semelhante ao siratro
 Perene, herbácea
 Volúvel
 Prostrata: emite raízes nos caules em contato com o solo
 A flor púrpura
 Possui brácteas na base do pendúnculo.
 Sem lóbulos (ou menos pronunciados) nos folíolos laterais (3
folíolos)
 Média exigência em fertilidade
 Tolerante à baixa temperatura, não tolera seca prolongada
 Susceptível aos fungos
 Utilização: pastejo, feno ou consórcio
 Boa aceitabilidade pelo animal
 Nome comum: lab-lab; labe-labe, feijão-de-orelha, mangalô
(Bahia). Sua origem é na África.
 Anual ou bianual, dependendo do manejo
 Herbácea
 Crescimento ereto e volúvel
 Vagem larga e recurvada
 Produz boa quantidade de sementes que germinam facilmente (não
necessita escarificação)
 Adaptada aos climas tropicais e subtropical
 Adaptada a solo mais leves e de maior fertilidade
 Não tolera solos encharcados
 Utilização: consórcio (silagem), adubo verde, pastejo
(legumineira) e produção de feno.
 Nome comum: mucuna-preta, feijão-veludo. Sua origem é na índia
 Anual de ciclo longo (mais ou menos 5 meses)
 Ribusta
 Volúvel e prostrada
 Caules longos e flexível
 3 folíolos bem desenvolvidos com nervura não central nos folíolos
laterais.
 Vagem bem desenvolvida, com poucas sementes grandes (preta com
íleo branco)
 Produz muita semente: facilidade de germinação-não necessita de
escarificação
 Vegeta bem em clima tropical e subtropical
 Pouco exigente em fertilidade de solo, mas não tolera acidez, solos
encharcados (melhor em solos arenosos)
 Utilização principal: adubação verde e recuperação de erosão
 Nome comum: beiço-de-boi, pega-pega e carrapicho. Sua origem é no
Brasil
 Perene, porte muito baixo (caule rasteiros e extremidade levantada)
 Herbácea
 Folha trifoliada
 Flor rosa (floresce várias vezes no ano)
 Fruto tipo lomento (vagem septada): subdidivida em porções que se
separam ao alcançarem a maturidade.
 Vagem com pelos: aderência em animais e vestimentas de pessoas
 Baixa produção de forragem: não é plantado (pastejo ou fenação)
“aparece espontaneamente” e melhor a qualidade da dieta
 Adaptado a diversos tipos de solo, mesmo os de baixa fertilidade
 Tolerante ao corte, fogo e pisoteio e moderadamente tolera o frio
(mais que o siratro)
 Nome comum: folha prateada ou silver leaf. Sua origem é brasileira
 Perene
 Herbácea e protrada.
 3 folíolos muito pilosos com caules também pilosos
 Cor verde com manchas prateadas ao longo da nervura central
 Inflorescência cacho com várias flores pequenas e de coloração lilás
 Média exigência em fertilidade de solo
 Adaptado a clima tropical e subtropical e a solo bem drenado
 Propaga-se por sementes
 Baixa aceitabilidade: manter-se no consórcio. Filosofia- fixar N e
melhorar a dieta animal.

Gramíneas forrageiras
Plantas C4

1- Gramíneas do gênero BRACHIARIA


a) Brachiaria decumbens Staf.

 Nomes comuns: capim-braquiária, decumbens, braquiarinha.


 Introduzida no Brasil na década de 60
 Perene
 Crescimento sub ereto
 Colmo geniculado
 Com rizomas curtos
 Porte baixo (até média 1,5 m)
 Cobre bem o solo
 Folha linear, com muitos pelos (bainha e lâmina foliar pilosas),
coloração verde escuro (condições adequadas)
 Espiquetas bisseriadas inseridas alternadamente na ráquis:
espiquetas bisseriadas
 Raquis em zigue-zague no ápice
 Estabelecimento por sementes
 Alta produção de sementes
 Alta capacidade de competição
 Exige solo bem drenado
 Não tolera geada
 Valor nutritivo: f (manejo)
 Recomendações: sistemas de produção com baixo a médio nível
tecnológico
 Cultavares: Ipean e Basilisk
 Problemas
 Susceptibilidade à cigarrinhas-das-pastagens
 Fotossensibilização
b) Brachiaria brizantha Stapf cv.
Marandu
 Nomes comuns: capim-
marandu, braquiarão,
brizantão
 Lançada em 1983 pelo
CNPGC
 Cerca de 80% das
pastagens em alguns
estados da região norte
como Acre, Rondônia e
Pará
 Cerca de 50% das pastagens cultivadas no Brasil.
 Perene
 Cespitosa
 Forma touceira
 Não tem crescimento tão ereto.
 Cobre bem o sono
 Rizomas curtos
 Lâmina foliar líneas com pouco pelos, com base com bordas
serrilhadas.
 Bainha muito pilosa, em geral, encobre os nós.

Brachiaria
Histórico do gênero Brachiaria no Brasil: são de origem africana e a
introdução no Brasil foi um marco para a pecuária, com a B. decumbens na
década de 60-70, aumentando os índices zootécnicos.

O gênero Brachiaria possui alta adaptação as nossas condições tanto de


clima, quanto de solo porque são semelhantes à do continente Africano. Em
alguns estados elas são consideradas como plantas daninhas, são altamente
competidoras.

A principal forma de utilização é o pastejo e tem alta flexibilidade de


manejo, são plantas que não tem o crescimento tão grande e rápido e por isso
é mais fácil de manejar. Além disso, dentro desse gênero há plantas com
baixa, média e alta exigência de fertilidade, plantas de porte mais baixo que
cobre bem o solo e plantas com alta produção que não cobrem bem o solo. É
o gênero mais cultivado no Brasil.

Por que é importante conhecer as gramíneas forrageiras do gênero


Brachiaria? 85% das sementes de forrageiras comercializadas anualmente no
Brasil são de Brachiaria, temos em média 50 milhões de hectares semeados a
cada ano. É o gênero mais cultivado no Brasil. Dentro do gênero temos mais
de 100 espécies. Elas são pouco aceitas por equídeos, alguns até consomem,
mas são espécies de baixa qualidade para equídeos, então deve ser evitada.

Principais forrageiras do gênero Brachiaria:

Brachiaria decumbens Stapf.:


Nome comum: capim-braquiaria, decumbens, braquiarinha. Foi introduzida
no Brasil na década de 60. Perene, possui crescimento subereto, colmo
geniculado (cresce paralelo e depois se eleva), com rizomas curtos (no
período da seca, ela seca) e porte baixo (até 1,5m). Verde escura. Cobre bem
o solo. Folha linear, com muitos pelos na bainha e na lâmina. Inflorescência
do tipo racemo. Espiguetas bisseriadas inseridas alternadamente na ráquis.
Ráquis em zigue-zague no ápice. Estabelecimento por sementes, alta
produção de sementes. Baixa exigência em fertilidade, mas se bem adubada,
produz mais, mas não dá pra colocar muitos animais por hectare. Produz em
média oito toneladas de massa seca ao longo do ano – primavera e verão. Se
não tiver ajuste no manejo do pastejo, ela vai secar. Alta capacidade
competidora. Exige solo bem drenado, não tolera alagamento e geada. Valor
nutritivo é em função do manejo. Recomendação: sistemas de produção com
baixo a médio nível tecnológico, porque não produz muito.

Cultivares: Ipean: porte mais baixo, folhas mais pilosas e baixa produção de
sementes; Basilisk: porte mais alto, menos pelo, alta produção de sementes.
Mais utilizada.

Mas o monocultivo do campim-braquiaria resultou em problemas:


susceptibilidade a cigarrinhas-das-pastagens: reduz e piora a qualidade da
forragem; Fotossensibilização: causa por um fungo (Phitomyces chartarum)
que vive nela, mas o animal consome a forragem e gera um problema no
fígado do animal porque ele possui uma micotoxina chamada
Esporodesmina e ai o fígado começa a reter algumas substancias, como a
filoeritrina (substancia também formada na planta durante o processo de
fotossíntese), sendo que ele deveria elimina-la, que causa dermatite no
animal.

Brachiaria brizantha Stapf cv. Marandu:

Nome comum: capim-marandu, braquiarao, brizantao. Lançada em 1983


pelo CNPGC. Cerca de 80% das pastagens em alguns estados da região norte
como Acre, Rondônia e Pará. É cerca de 50% das pastagens cultivadas no
Brasil. Perene, cespitosa, forma touceira, crescimento subereto, rizomas
curtos. Porte baixo (até em média 1,5m). Lâmina foliar linear, com poucos
pelos, com base com bordas serrilhadas. A bainha é altamente pilosa (tem
pelos), em geral, encobre os nós. Inflorescência do tipo rácemo, espiguetas
unisseriadas na ráquis e alta produção e multiplicação por sementes.
Sementes grandes: capim-marandu: 1g = 145 sementes; Decumbens: 1g =
184 sementes. Forma de utilização: pastejo. Valor nutritivo: depende do
manejo. Mais produtiva do que a B. decumbens. Cobre bem o solo.
Adaptada a solo de media a alta fertilidade, alta resposta a adubação,
adaptadas as áreas de Cerrado. Não tolera solos mal drenados. Lançada
como tolerante a cigarrinha-das-pastagens, mas hoje a cigarrinha ataca.

Não tem fotossensibilização, mas tem MORTE SUBITA. Ela não tolera
alagamento e no Norte do Brasil os solos são muito alagados, então começou
a ter morte de uma hora para outra, na época chuvosa, principalmente no
Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Por
que isso acontecia? Excesso de água no solo, somada com alguma mudança
morfológica e fisiológica na planta e na raiz e a susceptibilidade a fungos
patogênicos, associado a isso tinha o superpastejo e deficiência nutricional.
Qual a solução? Substituir o campim-marandu.

Brachiaria brizantha Stapf cv. Xaraés:

Nome comum: capim-xaraés, MG 5, capim-toledo, capim-vitória. Lançada


em 2003 pelo CNPGC em opção ao capim-marandu (por causa da morte
súbita). Perene e cespitosa, enraizamento nos nós inferiores, crescimento
ereto, maior porte (até 2,2m). Folha linear comprida e mais desenvolvida,
lâmina foliar pilosa, com médio serrilhamento na base, bainha foliar com
poucos pelos. Inflorescência rácemo grande. Espiguetas unisseriadas na
ráquis. Adaptada a solos de alta ou media fertilidade, responde bem a
adubação, não cobre bem o solo. Maior tolerância a umidade do que o
capim-marandu, não tolera alagamento por muito tempo. Moderadamente
tolerante ao ataque de cigarrinhas. Maior produção de forragem do que o
capim-marandu. Recomendada para áreas planas.

Brachiaria brizantha Stapf cv. Piatã:

Nome comum: capim-piatã. Lançada em 2006 pelo CNPGC. Opção lançada


ao capim-marandu por causa da morte súbita. Perene e cespitosa,
crescimento ereto. Não cobre o solo. Porte baixo a mediano (1,8m). Lâmina
foliar glabra a pouco pilosa e base com muito serrilhamento. Bainha foliar
pouco pilosa. Inflorescendia do tipo rácemo (até 12). Espiguetas unisseriadas
na ráquis. Florescimento precoce em janeiro e fevereiro. Multiplicação por
sementes. Prefere solos arenoso e de media fertilidade, mas responde a
adubação. Não é tão sensível a solo mal drenados quanto o capim-marandu.
Tem maior resistência a cigarrinha do que o Marandu. Média cobertura do
solo. Crescimento inicial mais lento que o Marandu e Xaraés, recomendada
na ILP por causa da competição.

Aula 9 – Brachiaria 2

Brachiaria ruziziensis:

Nome comum: capim-congo, ruzigrass, ruziziensis. É uma planta perene,


cespitosa, tem crescimento suberecto e forma touceiras. Rizomas curtos e
altura media = 1m. São plantas que cobrem muito bem o solo, porque ela
tem o colmo geniculado (cresce paralelo ao solo e depois se eleva), folhas
linear-lanceoladas (não é totalmente linear, no centro ela é mais larga,
formando tipo a ponta de uma lança), a coloração é verde clara em situações
adequadas de adubação e manejo. Ela tem pelos de coloração branca em toda
a folha, na lâmina folear, na bainha e no colmo. Pode ser recomendada para
áreas inclinadas. Inflorescência do tipo racemo. Espiguetas bisseriadas ao
longo da raquis. Raquis alada (larga e achatada). Florescimento tardio e a
propagação é por sementes. Adaptada a solo de media fertilidade, a solo bem
drenado e possui baixa tolerância a seca e a geada. Excelente aceitabilidade
até por equídeos (mas não são adequadas para eles pois possuem baixo valor
nutritivo) e é mais susceptível a cigarrinha. Cobre bem o solo e é menos
produtiva do que a B. decumbens. Muito utilizada em integração lavoura
pecuária e para formar palhada para o plantio direto porque ela forma a
palhada e não compete, uma vez que a semente esta no solo e ela vai
germinar depois do cultivo, a capacidade competidora dela com as outras
plantas é menor
Brachiaria spp. Cv. Mulato: cruzamento entre Brachiaria ruziziensis +
Brachiaria brizantha cv. Marandu.

Nome comum: capim-mulato. Perene, cespitosa, crescimento subereto. Porte


mais baixo que o capim-marandu. Lâmina e bainha foliar muito pilosas,
aspecto aveludado maior que na ruziziensis. Inflorescencia do tipo racemo,
com 4 a 6 racemos. Espiguetas bisseriadas e unisseriadas ao longo da ráquis.
Adaptado a solos de media a alta fertilidade, não tolera alagamento, tolerante
as cigarrinhas, cobre bem o solo. Pode ser indicada para área inclinada.
Produz de 10 a 12 toneladas de massa seca.
Brachiaria spp. Cv. Mavuno: cruzamento entre Brachiaria ruziziensis +
Brachiaria brizantha cv. Marandu + Brachiaria decumbens

Nome comum: capim-mavuno. Perene, cespitosa, crescimento subereto.


Porte mais baixo que o campim-marandu e um pouco mais alto que o
Mulato. Verde mais escuro. Lâmina e bainha foliar muito pilosas (mais do
que o Mulato). Adaptado a solos de media a alta fertilidade. Não tolera
alagamento. Tolerante a cigarrinhas. Cobre bem o solo. Mais produtivo que
o capim-mulato.

Brachiaria mutica Stapf.:

Nomes comuns: capim-angola, capim-fino, capim-bengo, capim-do-pará,


campim-de-boi. Perene, estolonífera (crescimento paralelo ao solo, colmos
de 2 a 5 m de comprimento). Lamina foliar pilosa e bainha foliar pilosa.
Elevação extremidades do estolão (se os colmo encontrar com outros
colmos, ele se eleva). Colmos ocos e sem pelos, mas os nós são pilosos. A
inflorescência é um racemo que lembra uma panícula. Florescem varias
vezes no ano. Sementes de baixa viabilidade, a multiplicação é por mudas
(um pedaço do estolão). Adaptada a solos de fertilidade media, pouco
resistentes a geada, responde a adubação, adaptada a terrenos alagados,
tolera parcialmente as secas (importância no período da seca). Boa
aceitabilidade por equideos.
Brachiaria arrecta:

Nome comum: braquiária-do-brejo, tannergrass. Altamente adaptada a


terrenos alagados e neles ela é altamente agressiva, competidora. Perene,
crescimento suberecto, estolonífera, com rizomas curtos. Folhas glabras
(totalmente sem pelo) e lanceoladas. Inflorescencia racemo, espiguetas
bisseriadas ao longo da ráquis. Não produz sementes viáveis, sua
multiplicação é por mudas. Adaptada a solos de fertilidade baixa. Em áreas
de baixadas há uma maior produção e em épocas secas prevalece verde ate
certo tempo. Boa aceitabilidade até por equideos.

Brachiaria humidicola:

Nome comum; kikuiu-da-amazonia, espetudinha, agulhinha. Porte baixo: em


media 0,5m. Perene, cespitosa, estolonífera e rizomatosa. Apresenta
serrilhamento nas bordas do ápice da lâmina foliar. Folhas: perfilhos com
crescimento estolonífero -> curtas e lanceoladas. Perfilhos com crescimento
cespitoso -> lineares e maiores. Inflorescência racemo. Espiguetas
bisseriadas ao longo da ráquis. Baixa produção de sementes porque o rácemo
é curto, mas a propagação é por semente, pode propagar por muda também.
Baixa exigência em fertilidade e o estabelecimento é lento, também é
utilizada em ILP. Tolera alagamento. Possui 3 cultivares: comum (Tully),
Llanero e Tupi (produtiva e estabelece mais rápido).

2- Gênero Panicum
 Introdução
Tem grande importância ao Brasil por ter excelente adaptação em todas as
condições brasileiras. Se adapta a diversos tipos de solos brasileiros, desde solos
arenosos e até aos argilosos. Ele é o gênero mais utilizado, depois as Brachiarias, por ter
uma alta produtividade, ou seja, produção por área. Apresentam altíssima qualidade
maior do que a de Brachiarias, sua produtividade também é maior que as brachiarias. E
tem alta aceitabilidade pelos animais, mas não é recomendado a equídeos.
Possui um porte em geral mais elevado que as braquiárias, exigência em
fertilidade, tolerante as cigarrinhas, não tolera alagamento do solo.
a) Panicum maximum cv. Colonião
 Nome comuns: capim-colonião, capim-touceira, capim-
navalha
 Perene e cespitosa
 Com rizomas curtos
 Pode atingir até 2,0m de altura
 Possui cerosidade branca na bainha foliar e, ou, no colmo.
 Folhas glabras (sem pelo), coloração verde escuro, pequeno
arroxeamento bainha foliar.
 Inflorescência tipo panícula
 Alta produção de sementes
 Estabelecimento por sementes
 Exige solos de média a alta fertilidade
 Boa resposta à adubação
 Não tolera alagamento do solo
 Resistente a cigarrinhas-das-pastagens
 Típica estacionalidade de crescimento (produzem muito na
primavera e verão)
 Exigente em manejo
b) Panicum maximum cv. Tanzânia

 Nome comum: capim-tanzânia


 Perene e cespitosa
 Planta de porte alto (1,20 a 1,80m de altura)
 Folha glabra, decumbente e com arroxeamento na bainha
 Lâmina foliar com curvatura mais acentuada: decumbente
 Inflorescência tipo panícula com arroxeamento nas espiguetas
 Alta produção de semente
 Ângulo quase 90° da raquis 2ª (amarelo) com raquis 1ª
(vermelho)
 Exige solos de alta fertilidade
 Meadiamente tolerante ao sobreamento
c) Panicum maximum cv. Mombaça

 Nome comum: capim-mombaça


 Perene e cespitosa
 Porte alto (1,50 a 1,80m de altura)
 Lâmina foliar ereta e “dura” (não decumbente)
 Bainha foliar com ligeiro arroxeamento
 Presença de pelos nos nós
 Inflorescência tipo panícula aberta, com discreto
arroxeamento nas espiguetas
 Alta produção de sementes
 Não tolera geada, baixas temperaturas, alagamento e seca.
 Adaptado aos solos de alta fertilidade
 Boa resposta a adubação
 Bastante eficiente no uso do fósforo
 Média tolerância a sombreamento
 Exigente em manejo
d) Panicum maximum cv. Zuri

 Nome comum: capim-zuri


 Perene e cespitosa
 Folha glabra, longas e decumbente
 Colmos grossos e pouca pilosidade
 Produção semelhante aos grandes panicos (Tanzânia,
Mombaça e Colonião)
e) Panicum maximum cv. Aruana
 Nome comum: capim-aruana
 Planta perene e cespitosa
 Não cobre bem o solo
 Forrageira de porte médio (1,20 a 1,50m)
 Pilosidade acentuada nas bainhas foliares e nas lâminas foliares
 Colmo fino e discretamente arroxeado
 Pelos densos, pequenos e macios em toda a folha
 Lâmina foliar ereta e de coloração verde escura
 Inflorescência do tipo panícula
 Panícula menos aberta do que a do cv. Colonião e cv. Tanzania
 Mediamente exigente em fertilidade
 Não tolera elevada saturação por alumínio
 Boa capacidade de cobertura do solo
 Medianamente tolerante à geada
 Não tolera encharcamento e seca prolongada
 Tolera ao sombreamento
 Menor produção em relação às cultivares de Panicum com
maior porte.
 Alta aceitabilidade pelos animais
 Bastante utilizada para ovinos
f) Panicum ssp. Massai

 Nome comum: capim-massai


 Híbrido espontâneo entre P. maximum e [Link]
 Perene e cespitosa
 Altura média: 60 a 80 cm
 Colmos e folhas finos, estreitos
 Inflorescência é pequena
 Lâmina foliar glabra e estreita; bainha com pelos
 Inflorescência pequena, com espiguetas ligeiramente
arroxeadas
 Floresce várias vezes no ano
 Excelente produção de sementes
 Não tolera alagamento e seca prolongados
 Exige solos de média fertilidade, de textura média a argilosa
 Eficiente no uso de nutrientes, principalmente fósforo
 Boa cobertura do solo
 Boa aceitabilidade pelos animais
 Baixa digestibilidade
 Alta relação folha/colmo (+75%de folhas)
 Menor produção em relação às cultivares de Panicum com
maior porte
g) Panicum spp cv. Tamani
 Nome comum: capim-tamani
 Porte alto (0,5 a 1,30m de altura)
 Perene e cespitosa
 Semelhante ao Massai
 Folha glabra, longas e decumbente
 Colmo e folhas finas
 Produção semelhante ao Massai

3- Gênero Cynodon
Existem três espécies usadas como forrageiras: Cynodon dactylon (L.) Pers
(Grupo Bermudas), Cynodon nlemfuensis Vanderyst (Grupo estrelas) e Cynodon
plectostachyus ([Link]) Pilg (Grupo estrelas). E mais os híbridos
interespecíficos: Cynodon spp.
 Plantas perenes
 Possuem estolão
 Formam boa cobertura da superfície do solo (denso relvado)
 Porte baixo
 Inflorescência do tipo rácemo digitado

 Elevado potencial de produção por animal (boa qualidade) e


por área (boa quantidade)
 Grande flexibilidade de manejo (pastejo e, ou, corte)
 Distribuição estacional do crescimento mais uniforme
 Toleram desfolhação mais intensa e frequente
 Exige solos mais férteis
 Boa resposta à adubação
 Propagação por muda (estolões)
4- Gênero Pennisetum
a) Pennisetum purpureum Schum.

 Nome comum: capim-elefante, cameroon e capim-cana


 Perene, cespitosa, robusta
 Rizomatosa
 Inflorescência do tipo panícula contraída, racemo
 Alto potencial de produção
 Grande resposta à adubação
 Exigente em solos férteis e bem drenados
 Exigente em manejo
 Não tolera solos alagados
 Tolera bem a seca e o fogo
 Multiplicação por “estacas”
 Formas de uso: pastejo, silagem, feno e capineira
5- Andropogon gayanus Kunth
 Nome comum: capim-andropógon
 Perene e cespitosa
 Sistema radicular profundo: Resistente à seca
 Planta com pelos “esbranquiçados”
 Estreitamento na base da lâmina foliar
 Inflorescência de tipo panícula especiforme, espiguetas com
aristas

 Bem adaptada ao bioma Cerrado


 Adaptado aos solos de baixa fertilidade
 Boa resposta à adubação
 Estabelecimento lento
 Exigente em manejo
 Tolerância a seca, ao fogo e a geadas leves
 Bem aceito por bovinos, equinos e ovinos.
 Manejo inadequado
6- Hyparrhenia rufa (Ness) Stapf
 Nome comum: capim-jaraguá, brasileirinho, capim-vermelho,
provisório
 Perene, cespitosa, forma touceiras
 Altura: até 3,0m
 Folhas lisas com pelos na junção da lâmina com bainha
 Abundância de colmos e poucas folhas
 Lâminas estreitas, longas, de margens levemente serreadas.
 Folhas completamente expandidas com lígula avermelhada
 Colmos eretos e cilíndricos, coloração verde-amarelada a
avermelhada
 Panícula especiforme, espiguetas avermelhadas com aristas
 Exigente em solos de média fertilidade
 Boa capacidade de rebrotação
 Resistente à seca
 Valor nutritivo (função do manejo)
 Multiplicação por sementes
7- Cenchrus ciliaris L.
 Nome comum: capim-bufel
 Perene, cespitosa, raízes profundas
 Rizomas bem desenvolvidos: alta resistência à seca
 Inflorescência racemo com espiguetas com aristas
 Folhas de tom verde escuro, com pelos longos e esparsos na
lâmina e bainha, próximo à inserção
 Folhas lembram de plantas do gênero Cynodon
 Exige solos de lata fertilidade
 Prefere solos arenosos
 Susceptível à cigarrinha-das-pastagens
 Não tolera solos de drenagem deficiente
 Propaga-se por sementes
 Alta resistência à seca

8- Echinochloa polystachya
 Nome comum: canarana verdadeira
 Perene, estolonífera
 Lâminas foliares glabras com 2 cm de largura
 Bainhas pilosas
 Atingem até 2 m de altura
 Inflorescência panícula racemosa
 Propagação por mudas
 Sensível a seca e ao frio
 Exigente em umidade, mais que em fertilidade
 Tolera solos mal drenados
9- Echinochloa pyramidalis
 Nome comum: canarana erecta ou canarana erecta lisa
 Perene, cespitosa
 Folhas finas com pilosidade
 Inflorescência panícula racemosa
 Sensível a seca e ao frio
 Exigente em umidade e em fertilidade
 Tolera solos mal drenados
 Produz grande quantidade de sementes, mas de baixa
germinação
10- Gênero Paspalum
a) Paspalum notatum

 Perene de porte baixo, estolonífera, rizomas curtos, sistema


radicular profundo
 Lâminas foliares finas, glabras a pouco pubescentes e colmos
estoloníferos.
 Inflorescência é do tipo racemo: média 2 racemos, espiguetas
ovaladas
 Adapta-se a diversos tipos de solos: preferindo arenosos
 Baixa a média exigência em fertilidade
 Propaga-se por sementes e mudas
 Alta capacidade de competição
 Tolera fogo, seca e geada
 Pouco tolerante ao sombreamente
 Boa aceitabilidade pelos animais: até mesmo equídeos
 Responde a adubação
 Desenvolvimento inicial lento
 Muito utilizada para formação de gramados, estabilização de
terraços, áreas de tráfego
b) Paspalum atratum

 Perene, cespitosa, altura até 2m

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