Aula 1 – Introdução a forragicultura
Por que é importante estudar forragicultura?
Sistema de produção baseado em pastagens
Por que somos destaque mundial na produção de carne, leite e derivados de
bovinos? Por que a nossa produção é baseada em pastagem, diferente dos outros países
que a produção é em confinamento ou semi confinamento, em que há a utilização de
ração ou de feno e silagem que são formas de forragem conservada. Nossa produção é a
pastagem, ou seja, é a planta verde colhida pelo animal. Por que temos um grande
desempenho ainda em relação a outros países? Mesmo a gente tendo baixos índices
zootécnicos (temos baixa produção de leite de vaca/dia e tempo de abate do animal
bovino muito longo)? Porque temos um número de animais muito grande e isso só é
possível porque temos a forrageira sendo utilizada como base na alimentação dos
animais, através da pastagem. Essas forrageiras tem um baixo custo para o produtor, em
relação a ração, feno ou a silagem, que são 3 elementos muito utilizados em outros
países.
O custo da forragem em pastejo equivale a 1/3 do custo de outras fontes de
alimento, tais como silagem (forragem colhida, picada, compactada no silo, vedada e
armazenada nesse silo. Devido a compactação e a ausência de ar pela vedação, essa
forragem começa a fermentar, chegando a um ponto de equilíbrio com o pH e ai vamos
ter um alimento conservado na forma de fermentação) feno (forragem verde colhida e
desidratada na condição de sol e sombra, não tendo a reumidificação e é conservada
nessa forma desidratada) e concentrado (ração a base de alimentos energéticos como o
milho e sorgo ou alimentos proteicos como algumas leguminosas). Isso faz com que
produto animal bovino, leite, carne e derivados, tenha uma alta competividade lá fora. A
gente consegue produzir muito barato mesmo sendo pouco eficientes zootecnicamente.
Nutrientes exigidos pelos bovinos
90% dos nutrientes exidos pelos bovinos são supridos a partir de pastagem, um
pasto com uma forrageira em boa qualidade e bom manejo. 10% são outras fontes,
nutrientes que não são obtidos nas pastagens como os minerais, por isso a importância
de oferecer o sal mineral aos bovinos. Em relação a custo, a forragem equivale 1/3 em
relação ao valor de outros alimentos. Então a forragem é o alimento mais barato que
podemos oferecer ao animal para produção.
22% do território brasileiro é ocupado por pastagens. Area agricultável no
Brasil: 349 mi há
Qual a situação das pastagens brasileiras? Não estão boas. Em grande parte do
território brasileiro, as pastagens e o solo estão degradados
Quais seriam as causas principais dos processos de degradação? Erros na
formação (na adubação, no manejo); não reposição dos nutrientes e correção do solo;
ausência de controle de plantas daninhas e pragas; manejo inadequado dos animais
(número de animais muito grande ou muito menor).
Qual o maior problema da pecuária? É a falta de pasto e comida, além da má
qualidade, as vezes tem muito pasto, mas a qualidade é ruim.
Qual a importância do estudo das forrageiras? Transformar áreas e pastagens
degradadas em pastagens produtivas, gerando uma produção de forragem alta e alta
qualidade, ai sim teremos os índices zootécnicos melhorados.
No Brasil temos o maior rebanho comercial do mundo, 214.000 milhões de
cabeças.
É necessário transformar áreas degradadas em áreas produtivas, aí sim teremos
uma alta produção de forragem, alta qualidade e um alto desempenho animal. Então
queremos uma pastagem bem estabelecida e bem manejada ao longo de anos. Assim
teremos alta produção de carne e derivados.
Outra coisa que podemos trabalhar é a integração lavoura pecuária floresta ou
lavoura pecuária (cultivo agrícola com a forrageira)
Forrageira + arvore: sistema silvipastoril
Pastagens consorciadas de gramíneas + leguminosas: podemos consorciar elas
porque as gramíneas tem menor qualidade do que as leguminosas, se a gente consegue
manter a leguminosa na mesma área junto com a gramínea o animal vai colher as duas
e, a leguminosa por ter uma qualidade maior, maior teor de proteína, maior
digestibilidade pq tem menor fibra indigestível, nos termos um alimento de maior
qualidade sendo colhido pelo animal, o que vai resultar em maior desempenho animal.
Além disso, a leguminosa tem a capacidade de fixação biológica de nitrogênio, esse
aporte de nitrogênio natural ao solo vai favorecer a gramínea que está em consorcio. O
gasto com adubo ou composto orgânico vai ser menor nessas áreas.
Produzir animais é fácil? Não. É preciso um manejo adequado dos animais e da
pastagem, isso vai fazer com que tenhamos um desempenho dos animais a partir da
produção de qualidade dessa forragem. Temos que produzir o animal pensando primeiro
na planta.
O que é preciso para produzir forrageiras e aumentar a produção animal?
Conhecimento das plantas forrageiras; Conhecimento em formação, recuperação e
renovação de pastagens; Conhecimento de manejo das pastagens.
Forragicultura: refere-se ao estudo das plantas forrageiras, das pastagens e dos
processos de conservação de forragem.
Agrostologia: ciência que abrange o estudo das gramíneas, leguminosas e
plantas de outras famílias utilizadas na alimentação de animais herbívoros.
Planta forrageira: planta apropriada para alimentação animal.
Forragem: alimento de origem vegetal, destinado à alimentação animal, colhido
via pastejo ou corte.
Pasto: espécie e, ou, cultivar de planta forrageira que o animal encontra na
pastagem.
Pastagem: área com plantas forrageiras e infraestrutura adequada para a
produção animal.
Pastagem natural: pastagem com plantas forrageiras que se estabeleceram
natural e espontaneamente em áreas modificadas pela interferência do homem.
Pastagem nativa: pastagens com plantas forrageiras que se estabeleceram sem a
interferência do homem.
Pastagem cultivada: pastagem com plantas forrageiras adaptadas e de alta
produção, estabelecidas com uso de técnicas agronômicas apropriadas.
Pastagem melhorada: pastagem na qual se fez introdução de outra planta
forrageira pi de pratica de manejo com o objetivo de aumentar a produção e a qualidade.
Pastejo: colheita da forragem pelo animal.
Pastoreio: ato de conduzir os animais nas pastagens.
Plantas cespitosa: forma touceiras e apresenta, em geral, crescimento
perpendicular ao solo.
Planta estolonífera: apresenta talões, que são colmos aéreos com crescimento
paralelo ao solo, possuem nós, entrenós e gemas, que podem originar perfilhos.
Planta rizomatosa: apresenta rizomas, que são colmos subterrâneos, que
possuem gemas, nós e entrenós e folhas escaminosas; e contem reservas.
Plantio: ato de estabelecer plantas utilizando estruturas vegetativas.
Semeadura: ato de estabelecer plantas utilizando sementes.
Recuperação de pastagens: restabelecimento da capacidade produtiva da
pastagem mantendo a mesma espécie.
Renovação da pastagem: restabelecimento da capacidade produtiva da pastagem
substituindo a planta forrageira.
Aula 2: Fisiologia de plantas
forrageiras
O que é fisiologia vegetal?
Fisiologia: estudo dos processos e das funções dos
vegetais
Principais funções das plantas forrageiras:
a) Proteção do solo;
b) Alimentação animal;
Por que conhecer a fisiologia de plantas forrageiras?
Estabelecer limites: até que ponto podemos explorar uma
planta sem prejudicar o seu desenvolvimento?!
Somente conhecendo o funcionamento do metabolismo e
princípio de desenvolvimento da planta podemos
estabelecer conceitos associados ao MANEJO.
O conhecimento da fisiologia garante que mantenha a exigência fisiológica da
planta forrageira e, com isso, a exigência do animal sob pastejo. Não adianta
recomendar ao produtor exigência do animal sob pastejo sem ter a preocupação da
exigência fisiológica da planta forrageira durante e pós o pastejo, porque se a planta está
bem produtiva e se coloca mais animais na área ou irão ficar por muito tempo
desfolhando muito o pastejo, ela irá sofrer para retomar a sua produção. Caso ela não
esteja em condições habitas (ter reservas) para o novo desenvolvimento e crescimento
posterior a essa grande desfolha pode ser que ocorra a degradação do pasto.
Os fatores do ambiente determinam e influenciam o crescimento da planta:
Fatores modificáveis: nutrientes e água
Fatores não modificáveis: temperatura, radiação e CO 2
Na ausência de outras limitações, a radiação representa a oferta de energia do
meio necessária para o crescimento: FOTOSSÍNTESE.
A produção primária de uma pastagem é determinada pela
quantidade de CARBONO que é acumulado por unidade de área
e tempo. O carbono é acumulado por unidade de área e tempo
por meio da fotossíntese na transformação de CO 2 fixado em
carboidrato (carboidrato, hidrogênio e oxigênio).
Essa produção resulta de processos importantes:
Fixação do C (fotossíntese)
Utilização do C:
a) Fotorrespiração;
b) Respiração;
c) Transporte de assimilados.
Todos esses processos são influenciados pelo status nutricional da planta,
principalmente o nitrogênio por se ele que garante a divisão celular, uma vez que ele é
componente de aminoácidos e com isso, garante o desenvolvimento de novos órgãos e o
alongamento, ou seja, o crescimento desses órgãos.
I. Principais processos fisiológicos de plantas
a) Fixação de Carbono (Fotossíntese)
Luz
CO 2 ;H 2 O
Fotossíntese: ocorre principalmente nas folhas: cloroplasto.
Fotoquímica (fase clara): ocorre enquanto tem luz. O início da
fixação de CO 2 e será produzido o ATP e NADPH 2 .
Bioquímica (fase escura): não há necessidade de luz. Nessa
fase, o CO 2 é reduzido, oxidado e depois transforma em
carboidrato.
Formas de fixação de Carbono pelas plantas
Ciclo C3 (Ciclo de Calvin)
Ciclo C4
Ciclo CAM
a) Ciclo C3: Fixação do carbono à carboidrato ocorre em 4 fases:
1. Carboxilação: catalisada pela enzima Rubisco
2. Redução onde se utiliza o ATP e NADPH 2 .
3. Regeneração do aceptor de CO 2
4. Síntese de produtos: síntese dos carboidratos.
PRIMEIRO COMPOSTO QUE SERÁ FORMADO TEM 3
CARBONOS
Rubisco se liga ao CO2, inicialmente, permitindo com que o CO 2 se ligue ao
aceptor inicial, tendo a função de carboxilase.
1ª fase: Carboxilação: CO2 entra por meio dos estômatos abertos se ligando a
Ribulose-1,5-bifosfato, sendo permitido pela Rubisco. Com isso, irá ser formado duas
moléculas de Ácido fosfoglicérico (PGA). 2ªfase: Redução: as moléculas de Ácido
fosfoglicérico serão reduzidos a Triose fosfato tendo gasto de ATP e tendo o poder
redutor do NADPH. 3ª fase: Regeneração: Parte da Triose fosfato, duas moléculas, irá
gerar o aceptor inicial: Ribulose-1,5-bifosfato e uma molécula de Triose fosfato irá
gerar glicose. Nessa fase, a gasto de ATP. 4ª fase: síntese de produtos:
Glicose=carboidrato.
b) Ciclo C4 (Ciclo de Hatch-Slack)
PLANTA C4
Fixação do carbono em compostos de 4 carbonos:
1- Oxalacetato (AOA)
2- Malato Produz qualquer um deles.
3- Aspartato
Para plantas forrageiras, não há muito interesse em qual será
produzido.
Fixação do carbono em compostos ocorre em duas vias:
1- PEP carboxilase: fosfoenolpiruvato carboxilase (atua no
mesofilo)
2- Rubisco: Ribulose-1,5-bifosfato carboxilase (atua nas
células da Bainha do feixe vascular).
No mesofilo, 1ªfase: carboxilase: o piruvato se liga ao CO2 a partir da enzima
PEP carboxilase 2ªfase: redução: formando um composto de 4 carbonos (oxaloacetato,
malato ou aspartato). 3ªfase: reciclagem do aceptor inicial: O composto de 4 carbonos
será transportado para as células da bainha do feixe vascular, parte desse composto irá
se transformar em Piruvato e 4ªfase: a outra parte irá formar produto: carboidrato, para
isso o CO2 irá entrar no ciclo da C3.
c) Ciclo CAM (metabolismo ácido das crassuláceas): Fixação do CO 2
em compostos ocorre em duas vias:
1. PEP carboxilase: fosfoenolpiruvato carboxilase (noite)
2. Rubisco: Ribulose-1,5-bifosfato carboxilase (dia) Atuam
separadas.
C3: gramíneas de clima temperado, leguminosas de clima tropicais e
temperadas.
C4: gramíneas de clima tropicais
Sul do Brasil: gramíneas e leguminosas de clima temperado IDEAIS.
Utilização do Carbono: Respiração,
fotorrespiração e partição.
Liga-se ao
OXIGÊNIO
Não tem fotorrespiração nas plantas C4 porque a Rubisco age nas células da
bainha no feixe vascular e quem age no mesofilo é a PEP carboxilase que não se liga ao
oxigênio mesmo que este esteja em baixa concentração. Já a Rubisco, com baixas
concentrações de carbono, se liga ao oxigênio.
C= Carboidratos.
Plantas C3: fotossíntese < respiração e a fotorrespiração: a planta utiliza reserva.
Plantas C4: fotossíntese < respiração: a planta utiliza reserva.
Fonte: folhas com alta capacidade fotossintética.
Dreno: folhas novas, flores, frutos e raízes novas.
Gravar o esquema
Fatores abióticos e a relação com a
produção de forragem
A partir da luz, as plantas a transforma em energia química por meio da
fotossíntese, ou seja, em carboidratos, molécula fundamental para a vida em qualquer
planeta, garantindo crescimento e produção de forragem.
Absorção da luz é feita pelos fótons (elétrons) que é absorvido pelos pigmentos
fotossintetizantes (xantofilas, clorofilas) principalmente as CLOROFILAS.
Os órgãos que conseguem absorver são as folhas por terem mais clorofilas.
C4: produzem mais, maior taxa fotossintética em condições tropicais.
C3: produzem mais em condições temperadas.
Se há uma diminuição de luz até um certo ponto, poderá reduzir a produção de
forragem, embora exista forrageiras que se adapta melhor a condições de não
intensidade luminosa (sombra) podendo produzir mais que no sol. Esse fato é que na
presença de sombra há uma melhor qualidade de forragem, pois tem maior umidade e
microbiota no solo, maior quantidade de nitrogênio tendo uma maior absorção e, com
isso, maior produção de proteína naquela forragem.
Experimento: casa de vegetação (estufa) quando se entra a temperatura está
próxima a 50, 51°C. Caso haja, por exemplo, plantas cultivadas em vasos, deve-se
molhar as plantas em horários mais frescos, antes das 10 horas, principalmente na época
do calor, senão a planta irá morrer. Se molhar em excesso durante esse horário para
evitar a volta ao local, a planta morre, porque se ela tiver houver muita água no solo e
calor, a planta abrirá os estômatos, perdendo muita água. Mas se a temperatura é muito
alta irá continuar perdendo água por meio entre as células e intracelulares (parede
celular se rompe, perdendo a água e com esse rompimento, a célula não volta e a planta
acaba morrendo).
Plantas que tem tolerância ao alagamento possuem um parênquima bastante
desenvolvidas com aerênquima.
Ponto de Compensação de CO2: fotossíntese = respiração, ou seja, já tem uma
concentração de CO2 em que a fotossíntese é maior que a respiração. No caso das
plantas C3 a rubisco se liga no CO2 precisando que essa quantidade seja maior.
As plantas C4 não tem ponto de compensação porque quem liga ao CO 2 é a PEP
carboxilase e não se liga ao oxigênio. Com pouca quantidade de CO 2 a fotossíntese já se
iguala.
Em
condições tropicais e
de altas
temperaturas em
grande parte do
Brasil, exato no Sul.
Produção de forragem é medida pela fotossíntese líquida (FL).
F. Bruta: o que foi produzido na fotossíntese.
Plantas C4 tem vantagens competidoras em relação a C3.
Maior temperatura menor o
valor nutritivo.
Menor temperatura maior o
valor nutritivo.
Maior
parede celular
em relação ao
conteúdo
celular.
Se houve a adubação tem que fazer o manejo correto.
Aula 3 – Morfologia de gramíneas e leguminosas forrageiras
O que é morfologia vegetal? É o estudo das características físicas (estrutura
externa) das plantas.
A morfologia é a base para a identificação das plantas – especialmente através
das folhas, flores e sementes.
Morfosiologia de plantas forrageiras
A morfologia tem uma grande interdependência com a fisiologia.
Fisiologia: estudo dos processos e das funções dos vegetais; processo e/ou
metabolismo dos vegetais. Morfofisiologia: é a relação da forma e da função dos
vegetais. O estudo tanto da forma quanto da função. As diferentes plantas, com as
diferentes formas, suas especificidades fisiológicas e suas funções são diferentes e nos
permite também identificar planta ou grupos de plantas em diferentes famílias.
Existem várias espécies de plantas forrageiras pertencentes às famílias:
Cactaceas, leguminosas, gramíneas e cucurbitáceas.
Morfofisiologia de gramíneas forrageiras
O perfilho é a unidade básica de crescimento e desenvolvimento da planta. Então
uma planta gramínea é formada de vários perfilhos, quanto maior o numero de
perfilhos, maior a produção, maior o desempenho e potencial de desempenho de
produção animal. Já nas leguminosas, essa unidade básica de crescimento é a
ramificação. Uma planta leguminosa é formada por varias ramificações, quando mais
ramificações, mais produtiva é aquela leguminosa.
Caracterização morfológica de gramíneas forrageiras
Sistema radicular: fibroso (muita fibra e carboidrato lignificado), fasciculado
(também conhecida como gameleira(?), consiste de várias raízes que surgem dos nós do
colmo). Raízes pouco profundas, no máximo 30cm.
Em geral, o sistema radicular é subterrâneo, aclorofilado (não tem clorofila),
com pelos absorventes, apresenta geotropismo positivo (movimento em relação ao
centro da terra, tem crescimento em sentido ao centro da terra) e fototropismo negativo
(crescimento em relação a luz solar, é negativo, então ela cresce para baixo).
Funções:
- Mecânicas: fixação da planta;
- Fisiológicas: absorção de água e nutrientes; Essa absorção é superficial. Se tem
pouca agua no solo ou limitações de nutrientes, a raiz não tem potencial de aumentar
sua profundidade buscando esses nutrientes, por isso o preparo do solo, a correção e a
adubação é tão importante quando se tem gramíneas: para um bom desempenho dessas
raízes, consequentemente alta absorção de agua e nutrientes e, ai sim vamos garantir um
bom crescimento e desenvolvimento do pasto. E com isso teremos uma pastagem bem
desenvolvida e bom desempenho animal.
Folha: simples (aquela folha que tem apenas uma lâmina folear), incompletas
(sem pecíolo – parte da folha que se liga ao caule/colmo) e constituídas de lâmina
folear/limbo, bainha (abraça o colmo/caule), lígula, colar e aurícolas.
Funções: absorção de CO2, interceptação de luz e fotossíntese e respiração
Pseudocolmo: bainhas das folhas mais novas que são envoltas pelas bainhas das
folhas mais velhas.
Tipos de folhas:
1- Completamente expandidas; cresceu e desenvolveu ao máximo, ela não vai
crescer e desenvolver mais. Como saber que uma folha não vai mais crescer e
desenvolver? Quando se tem a lígula visível. Se eu não preciso destacar a folha para ver
a lígula, sinal que já está desenvolvida.
2- Emergentes; são folhas que estão visíveis, mas não conseguimos visualizar a
lígula, significa que ela ainda vai crescer e se expandir. Já emergiram do pseudocolmo,
mas não tem a lígula visível.
3- Em expansão; são as folhas que estão totalmente dentro do pseudocolmo, eu
não consigo visualizar porque ela inda não emergiu, não é visível.
4- Senescentes; em processo de morte ou totalmente morta, começa a ficar
amarela ou secar.
Antes da completa expansão da folha ser atingida, provavelmente, uma ou duas
folhas novas aparecem, isso garante a perenidade no pasto. Após a duração de vida da
folha, ocorre a sua morte/senescência. O aparecimento de uma nova folha é compensado
pela mortalidade da folha mais velha.
O processo de senescência de gramíneas forrageiras se inicia no ápice da folha,
que é a parte mais velha, e se estende para a base.
Aparecimento da gema -> aparecimento de folha -> aparecimento de perfilho ->
perenidade e longevidade dos pastos. O colmo é formado de nós e entrenós, naquela
região do nó tem uma gema, essa gema apical é potencial para formação de uma folha,
então a folha só surge na região da gema. Existe gemas que formam folhas e gemas que
não formam, mas todas as gemas são potenciais para formação de folhas porque a gema
é uma região meristemática (de divisão celular), então se tiver o estimulo (ex: água e
luz) ocorre a formação de novas células e o aparecimento de uma nova folha. Quando
nasce uma nova folha pode formar um novo perfilho, aí esse perfilho ao invés de ser
basal, será aéreo.
Um perfilho é formado por: folhas, pseudocolmos, colmo verdadeiro.
Colmo: caule cilíndrico ou achatado (normalmente na maioria das gramíneas é
cilíndrico, mas em algumas espécies é achatado), com nós e entrenós, sendo os basais
mais curtos, ou seja, quanto mais perto da base, mais esses nós e entrenós são próximos
e quanto mais longe da base, maior a distância de nó ao outro porque depois que ele se
desenvolve, se alonga e cresce.
Funções: condução de seiva elaborada (produzida a partir da fotossíntese,
principalmente nas folhas e é conduzida através do floema para o restante da planta) e
de água (que absorvida pela raiz e vai transportar da raiz para a parte aérea da planta
através dos feixes de xilema); sustentação
Colmo: aéreo
- Cespitoso (cresce verticalmente em relação ao solo, forma touceiras). O
crescimento vertical resulta em: melhor competição por luz (em pastos “fechados”);
- Estolonífero: cresce paralelo em relação à superfície do solo. Funções: maior
colonização de novas áreas -> ocupação de microclimas mais favoráveis à planta -> alta
capacidade competitiva -> pontos de crescimento próximos ao solo -> maior tolerância
à desfolhação severa;
- Subterrâneo: rizomatoso: crescimento sob a superfície do solo (subterrâneo).
Tem função de reserva porque são ricos em carboidratos de reserva. Funções: proteção
dos pontos de crescimento; Acumulo de compostos reservas, esses carboidratos são
utilizados em funções adversas do crescimento da planta, por ex.: veranico, onde parou
de chover e planta usa sua reserva.
Pode-se ter os 3 tipos de colmos ao mesmo tempo em uma planta.
Caracterização morfológica das gramíneas forrageiras
Inflorescência: é o agrupamento de flores, sua unidade é a espigueta; O conjunto
das espiguetas vai formar a inflorescência. Função: reprodução (perpetuação da espécie)
Tipos de inflorescência:
1- Espiga: o eixo principal é chamado de ráquis, ela é única e é chamado de
ráquis primaria e as espiguetas se ligam diretamente na ráquis;
2- Racemo: só tem uma estrutura principal onde as espiguetas se ligam e cada
espigueta se liga à ráquis pelo pedicelo.
3- Panícula: além da ráquis primaria, tem a secundaria e as vezes até a terciaria.
Tem também o pedicelo
Fruto: seco, indeiscente (não se abre) com uma única semente
Aula 4 – Morfologia de gramíneas e leguminosas forrageiras
Caracterização morfofisiológica de leguminosas forrageiras
Cada planta é formada por unidades básicas, denominadas ramificações ou
ramos. Quanto maior o numero de ramificações/ramos mais produtiva é a
leguminosa.
Sistema radicular: pivolante, com uma raiz principal, da qual ramificam-se
raízes secundarias e, destas, as terciarias. apresentam nódulos (estrutura que garante
que esteja ocorrendo simbiose entre leguminosas e bactérias, capazes de fixar o N
atmosférico e disponibilizar esse nitrogênio para essa planta leguminosa e até
mesmo melhorando o solo após decomposição de partes dessa leguminosa e da
ciclagem de nutrientes; Função: fixação; absorção de nutrientes e água; associações
simbióticas.
Caule: existem tipos distintos.
* Aéreo herbáceo (planta herbácea: planta que cresce mais próxima ao solo
e pode atingir no máximo 1,5m de comprimento, de 1,5m a 3m são plantas
arbustivas e acima de 3m são plantas arbóreas.)
- Ereto: cresce ereto;
- Volúvel: tem a capacidade de se enrolas nas estruturas da própria planta, de
outras plantas da mesma espécie ou de outras espécies, cercas e outas estruturas;
- Rasteiro ou prostado: caule de crescimento paralelo ao solo;
- Trepador ou sarmentoso: tem umas gavinhas capazes de segurar as
estruturas, como a uva.
* Aéreo arbustivo: de 1,5m a 3m. O caule é mais grosso.
* Aéreo arbóreo: mais de 3m. caule bem mais desenvolvido e robusto. Tem
uma quantidade de xilema e células lignificadas maiores.
Folhas: são completas, simples ou compostas (um único limbo ou quantidade
maior de limbos chamados folíolos), e de distintos tipos.
Uma folha com uma lâmina é uma folha simples, uma folha com mais de um
folíolo por folha é uma folha composta.
Tipos de folhas:
1- Pinada composta: tem a ráquis primaria e dois folíolos que saem do
mesmo ponto em junção dessa ráquis;
2- Bipinada: tem um conjunto de folicúlos (vários folíolos)
4- Palmada composta: vários folíolos saem do mesmo ponto, como se
lembrasse a palma da mão.
Inflorescência: agregação de flores em um eixo principal denominado ráquis;
em geral, é um racemo do tipo cacho. Função: reprodução (perpetuação da espécie).
Tipos de inflorescência:
- Capitulo globoso: bolinha que se abre e forma várias flores;
- Somente uma flor;
Fruto: em geral, é do tipo legume ou vagem que podem ter diferentes
formatos. Função proteção e dispersão das sementes.
A vagem se abre por meio de suturas tanto ventral quanto dorsal, mas não
são em todas as espécies que essa vagem se abre.
As sementes apresentam dormência pós colheita
Aula 5: Leguminosas Forrageiras
1- Diferenças na morfologia de leguminosas e gramíneas forrageiras
Sistema Radicular: Das leguminosas é o sistema radicular
pivotante em que a raiz principal é de alto calibre e é por onde sai
as raízes segundarias e depois as terciarias e por ai vai são de
baixo calibre. Essa raíz pivotante é uma raiz que é capaz de atingir
uma profundade maior em relação as gramíneas, então é capaz de
explorar uma profundidade do solo maior do que as gramíneas que
normalmente é uma raíz mais superficial. Desse modo, as
leguminosas suportam mais a seca por causa dessa absorção de
nutrientes e água em profundidades maiores. Já as raízes das
gramíneas é uma raíz chamada faciculada do tipo cabeleira que são
varias raízes de mesmo diâmetro saindo do mesmo local que é a
região do nó na base do colmo.
Caule: leguminosas temos herbáceas, arbustiva e arboria.
Herbácias são as plantas que crescem até um metro e meio de
comprimento, são baixas de crescimento mais próximo do solo. As
arbustivas crescem de 1,5 a 3 metros, apresentam o caule mais
finos então com baixo teor de lignina. E as arbóreas acima de 3
metros, apresentam o caule bem desenvolvimento, bem lenhoso e
bem fibroso, com bastante lignina, baixa digestibilidade.
2- Morfofisiologia de leguminosas forrageiras.
As folhas podem ser simples composta de um fólio ou composta por 2
ou mais fólio e completa por ter o pecíolo que liga a folha ao caule. A
inflorescência chama-se de racimo ou de cacho, podendo ter uma ou
várias flores e essa inflorescência se liga ao caule por meio do
pedúnculo. O fruto da leguminosa é vagem tem uma ou várias
sementes de diferentes formas. Então temos a semente que são
dicotiledônea, além disso a semente tem dormência.
3- ESPÉCIES.
Nome comum: ALFAFA, sua origem é no sudeste da Ásia.
É uma planta perene (ciclo de produção acima de 2 anos), herbácea
com crescimento ereto (1,0 a 1,50 m).
Folha e caules bastante macios. As folhas são compostas por três
fólios e não apresentam pelos, chamado de folhas glabras.
Inflorêscendia: rácemo com várias flores e é arroxeada
As sementes estão dentro do fruto: vagem em formado espiralado,
as sementes são pequenas e numerosas (15-20 kg/ha)
Exige solos drenados, profundos e de alta fertilidade com pH:6,5.
Adaptada a diferentes tipos de clima (10 a 35ºC)
Alto custo de implantação e manutenção
Bom preparo do solo (baixa competição com plantas daninhas)
Baixa rustilidade: bastante atacada por pragas, principalmente
lagarta e insetos.
Propagação por sementes (outono)
Maior qualidade, maior teor de proteína (PB:18-20%), maior
digestibilidade, baixo teor de lignina e maior aceitabilidade pelos
animais
Produção portencial: 25 a 30 t/ha ano de MS
Forma de utilização: produção de feno ou sob pastejo.
Nomes comuns: calopogônio, calopo, falso-oró, enxada-verde. Tem
origem na América do Sul
Vegeta espontaneamente em diversas regiões do Brasil
Anual ou perene
Herbácea
Volúvel: capacidade de se enrolar a estruturas.
Planta altamente competidora
Pelos curtos, “marrons dourados”, “ferruginosos”
Pilosidade depende da época do ano, podendo está com mais pelo
(outono e inverno) ou com menos pelo (verão e primavera)
Flores pequenas de coloração azulada
Vagem deiscente (se abre quando alcança a maturidade, se abre,
deixando cair as sementes), espiralada, coberta de pelos, curta de 3 a
4 cm e reta.
Multiplicação é por semente (2-4kg/ha)
Folhas são trifoliadas, com folíolos ovais cobertos de pelos.
Baixa exigência em fertilidade
Adaptadas as condições tropicais úmidas e quentes (Norte)
Não tolera geada, seca prolongada e fogo.
Baixa aceitabilidade pelos animais (filosofia de linhas de pesquisa)
Utilização: consórcio
Após desfolhação, a rebrotação é lenta
Atualmente é pouco utilizada
Nome comum: soja perene de origem na ásia e áfrica
É comum em áreas marginais, sem animais
Perene
Volúvel
Herbácea
Folhas com 3 folíolos
Inflorescência: rácemo
Flor pequena, branca e, ou, bege
Vagem curta, com pelos brancos de 3 a 4 cm
Exige solo de alta fertilidade e tem boa resposta à adubação
Não tolera solo mal drenado, seca e geada.
Crescimento inicial é lento (CARACTERÍSTICA DE TODAS AS
LEGUMINOSAS)
Boa aceitabilidade pelos animais, PB: 10-20%)
Uso: consórcio ou produção de feno
Necessita ser inoculada e escarificada (quebra de dormência)
Nomes comuns: estilosantes, mata-pasto, estilo
Principal centro de origem: América do Sul e Central
São mais de 40 espécies do gênero.
S. guianensis: principal espécie do gênero
Uma das leguminosas tropicais mais estudas
Arbustiva
Crescimento ereto
Sistema radicular profundo
A inflorescência é uma flor amarela e é revestida de flores
modificadas
Vagem com 1 só semente: aquênio
Adaptada a solos de baixa fertilidade
Eficiente na absorção e utilização do P
Grande problema: fungos (antracnose) - causa necrose nas folhas
tendo menor fotossíntese e com isso, menor produção.
Stylosanthes
guianesis
a) Cultivar Mineirão
Colhido em 1979 na serra do Cipó (MG). Foi lançado em 1993
pelo CNPGC e CPAC.
Possui caule grosso na base
Presença de pelos na extremidade do caule.
Folha com 3 folíolos (2 a 3 cm) lanceolados.
Alta cerosidade que se acentua no período seco
Não pede folha na seca
Flor amarela
Adaptado ao bioma Cerrado: clima quente e úmido no verão e
seco e frio no inverno
Adaptado aos solos argilosos e de baixa fertilidade.
Nodula com estirpes nativas Rhizobium
Boa aceitação pelos animais, principalmente na seca
Baixa recuperação por ressemeadura natural
Menor persistência
Utilização: pastejo – consórcio e, ou, banco de proteína
Possui fator antinutricional: não é recomendado que o animal
consuma 30% da dieta por dia
b) S. macrophala e S. capitata: Campo Grande
Mistura de sementes: 20% de S. macrophala e 80% S. capitata
Adaptado à solos de baixa fertilidade
Mais adaptada aos solos arenosos.
Boa capacidade de regenerar por sementes (média-professora)
Nome comum: leucena, esponjeira. Sua origem é na
América Central
Perene
Arbustiva a arbórea
Comum em praças e estradas
Folhas recompostas bipinada: tem a ráquis primária e a
segundária.
Inflorescência tipo capítulo globoso, branco
Vagem achatada, linear, com até 30 cm
Grande produção de sementes de forma elíptica e marrom
(até 800 kg/ha viáveis por até 3 anos)
Necessita de escarificação para “quebrar” a dormência e de
inoculação.
Alta aceitabilidade pelos animais
Muito atacada por formigas
Estabelecimento lento (por mudas ou sementes)
Exigente em solo fértil e drenado
Alta produção
Fixa até 600 kg/[Link] de N
Utilização: consórcio com gramíneas em faixas e banco de
proteínas
Manejo: iniciar o pastejo quando as plantas estiverem com
1,0 a 1,5 m
Contém mimosina, alcaloide presente nas folhas que
provoca queda de pelos, salivação excessiva, perda de peso
no animal. Dessa forma, a alimentação não deve exceder
30% (massa seca)
Há pesquisas com o objetivo de obter plantas com baixo
teor de mimosina via cruzamento entre L. leucocephala e L.
pulverulenta.
Outros usos:
Vagem na alimentação humana (Indonésia e México)
Corantes (América central)
Confecção de colares
Planta ornamental
Produção de madeira (variedades “gigantes
havaianas”)
Nome comum: guando, guandu, andu. Sua origem é na África
Ocidental
Anual, bianual ou perene
Arbustiva (2-3m)
Norte de Minas: consumo humano “farofa de andu”
Grande número de ramificações
Trifoliada: folíolos elípticos com extremidades afilada
Folíolos: parte dorsal: +pelos e cor verde + intensa/parte ventral: cor
“verde prateado”
Flor amarela, com o dorso do estandarte avermelhado
Produz muita semente: vagem deiscente
Sistema radicular profundo: resistência ao déficit hídrico
Adaptada aos solos de baixa fertilidade e bem drenados
Bom valor nutritivo e boa aceitabilidade
Possui taninos, mas não é um fator limitante ao consumo animal
8 a 20 t/ha de massa verde em 3 a 4 cortes
Formas de uso: legumineira (mais comum), banco de proteína,
consórcio (pastejo ou ensilagem) e feno e consumo humano.
Nome comum: amendoim forrageiro. Sua origem é na América do Sul
Perene
Herbácea e rasteira
Raiz pivotante bem desenvolvida
Grande capacidade de enraizamento
Caules circulares, ocos e ligeiramente achatados
Folha com 4 folíolos ovais e glabros.
Flor amarela (floresce várias vezes no ano)
Vagem indeiscente, com 1 ou 2 sementes (raramente 3). Tipo
geocarpo: desenvolvimento sob o solo.
Média exigência em fertilidade de solo (tolera aos teores alto de Al 3 + )
Prefere áreas úmidas (Região Norte)
Tolera sombreamento
Boa aceitabilidade e bom valor nutritivo
Multiplicação: sementes ou mudas
Cultivares: amarilho, Belmonte (< florescimento e produção de
semente)
Formas de uso: pomar e jardins: fixar N e consórcio com
gramíneas
Muito divulgado nos meios de comunicação, produtores com bastante
interesse para consórcio.
Forma de crescimento prostada;
Tipo de sementes sob o solo
Baixa exigência em fertilidade do solo.
Nome comum: kudsu tropical, puero. Sua origem é na Ásia
(Malásia e Indonésia)
Perene
Herbácea e volúvel
Robusta
Bastante pubescente
Folhas com 3 folíolos grandes e largos, sendo o central
maior que os laterais.
Inflorescência em rácemo longo, flor púrpura ou branca.
Vargem cilíndrica, longa, fina e deiscente
Adaptada ao clima tropical úmido (Norte do país)
Baixa exigência em fertilidade de solo
Tolera solos com deficiência de drenagem
Resistência a doenças
Propagação: sementes ou ramos
Utilização: pastejo, silagem e adubo verde
Nome comum: gliricidia. Sua origem é no México até o
norte da América do sul
Perene
Arbórea (15 m e o diâmetro 30 cm)
Folha é do tipo pinada. Tem alta aceitabilidade e teor alto de
PB (15 a 20%). Limitação: folhas caem durante o período
seco do ano.
Flor é branca a rosa
Pouco exigente em solos férteis
Não tolera solos mal drenados
Resistente à seca e ao fogo
Multiplica-se por estacas e sementes
Sob pastejo: consórcio ou legumineira
Nome comum: siratro. Sua origem é na América Central e do sul
Perene, herbácea
Volúvel
Prostrada: emite raízes nos caules em contato com o solo
Flor de cor púrpura. O florescimento é indeterminado: dificulta
produção comercial de sementes e não tem brácteas na base do
pendúnculo
Vagem cilíndrica, reta, com pelos de até 10 cm de comprimento
Multiplicação por sementes
Média exigência em fertilidade
Tolerante à baixa temperatura, não tolera seca prolongada
Susceptível aos fungos
Utilizações: pastejo, feno ou consórcio
Boa aceitabilidade pelo animal
Nome comum: feijão-bravo. Tem origem no Norte de Minas
Semelhante ao siratro
Perene, herbácea
Volúvel
Prostrata: emite raízes nos caules em contato com o solo
A flor púrpura
Possui brácteas na base do pendúnculo.
Sem lóbulos (ou menos pronunciados) nos folíolos laterais (3
folíolos)
Média exigência em fertilidade
Tolerante à baixa temperatura, não tolera seca prolongada
Susceptível aos fungos
Utilização: pastejo, feno ou consórcio
Boa aceitabilidade pelo animal
Nome comum: lab-lab; labe-labe, feijão-de-orelha, mangalô
(Bahia). Sua origem é na África.
Anual ou bianual, dependendo do manejo
Herbácea
Crescimento ereto e volúvel
Vagem larga e recurvada
Produz boa quantidade de sementes que germinam facilmente (não
necessita escarificação)
Adaptada aos climas tropicais e subtropical
Adaptada a solo mais leves e de maior fertilidade
Não tolera solos encharcados
Utilização: consórcio (silagem), adubo verde, pastejo
(legumineira) e produção de feno.
Nome comum: mucuna-preta, feijão-veludo. Sua origem é na índia
Anual de ciclo longo (mais ou menos 5 meses)
Ribusta
Volúvel e prostrada
Caules longos e flexível
3 folíolos bem desenvolvidos com nervura não central nos folíolos
laterais.
Vagem bem desenvolvida, com poucas sementes grandes (preta com
íleo branco)
Produz muita semente: facilidade de germinação-não necessita de
escarificação
Vegeta bem em clima tropical e subtropical
Pouco exigente em fertilidade de solo, mas não tolera acidez, solos
encharcados (melhor em solos arenosos)
Utilização principal: adubação verde e recuperação de erosão
Nome comum: beiço-de-boi, pega-pega e carrapicho. Sua origem é no
Brasil
Perene, porte muito baixo (caule rasteiros e extremidade levantada)
Herbácea
Folha trifoliada
Flor rosa (floresce várias vezes no ano)
Fruto tipo lomento (vagem septada): subdidivida em porções que se
separam ao alcançarem a maturidade.
Vagem com pelos: aderência em animais e vestimentas de pessoas
Baixa produção de forragem: não é plantado (pastejo ou fenação)
“aparece espontaneamente” e melhor a qualidade da dieta
Adaptado a diversos tipos de solo, mesmo os de baixa fertilidade
Tolerante ao corte, fogo e pisoteio e moderadamente tolera o frio
(mais que o siratro)
Nome comum: folha prateada ou silver leaf. Sua origem é brasileira
Perene
Herbácea e protrada.
3 folíolos muito pilosos com caules também pilosos
Cor verde com manchas prateadas ao longo da nervura central
Inflorescência cacho com várias flores pequenas e de coloração lilás
Média exigência em fertilidade de solo
Adaptado a clima tropical e subtropical e a solo bem drenado
Propaga-se por sementes
Baixa aceitabilidade: manter-se no consórcio. Filosofia- fixar N e
melhorar a dieta animal.
Gramíneas forrageiras
Plantas C4
1- Gramíneas do gênero BRACHIARIA
a) Brachiaria decumbens Staf.
Nomes comuns: capim-braquiária, decumbens, braquiarinha.
Introduzida no Brasil na década de 60
Perene
Crescimento sub ereto
Colmo geniculado
Com rizomas curtos
Porte baixo (até média 1,5 m)
Cobre bem o solo
Folha linear, com muitos pelos (bainha e lâmina foliar pilosas),
coloração verde escuro (condições adequadas)
Espiquetas bisseriadas inseridas alternadamente na ráquis:
espiquetas bisseriadas
Raquis em zigue-zague no ápice
Estabelecimento por sementes
Alta produção de sementes
Alta capacidade de competição
Exige solo bem drenado
Não tolera geada
Valor nutritivo: f (manejo)
Recomendações: sistemas de produção com baixo a médio nível
tecnológico
Cultavares: Ipean e Basilisk
Problemas
Susceptibilidade à cigarrinhas-das-pastagens
Fotossensibilização
b) Brachiaria brizantha Stapf cv.
Marandu
Nomes comuns: capim-
marandu, braquiarão,
brizantão
Lançada em 1983 pelo
CNPGC
Cerca de 80% das
pastagens em alguns
estados da região norte
como Acre, Rondônia e
Pará
Cerca de 50% das pastagens cultivadas no Brasil.
Perene
Cespitosa
Forma touceira
Não tem crescimento tão ereto.
Cobre bem o sono
Rizomas curtos
Lâmina foliar líneas com pouco pelos, com base com bordas
serrilhadas.
Bainha muito pilosa, em geral, encobre os nós.
Brachiaria
Histórico do gênero Brachiaria no Brasil: são de origem africana e a
introdução no Brasil foi um marco para a pecuária, com a B. decumbens na
década de 60-70, aumentando os índices zootécnicos.
O gênero Brachiaria possui alta adaptação as nossas condições tanto de
clima, quanto de solo porque são semelhantes à do continente Africano. Em
alguns estados elas são consideradas como plantas daninhas, são altamente
competidoras.
A principal forma de utilização é o pastejo e tem alta flexibilidade de
manejo, são plantas que não tem o crescimento tão grande e rápido e por isso
é mais fácil de manejar. Além disso, dentro desse gênero há plantas com
baixa, média e alta exigência de fertilidade, plantas de porte mais baixo que
cobre bem o solo e plantas com alta produção que não cobrem bem o solo. É
o gênero mais cultivado no Brasil.
Por que é importante conhecer as gramíneas forrageiras do gênero
Brachiaria? 85% das sementes de forrageiras comercializadas anualmente no
Brasil são de Brachiaria, temos em média 50 milhões de hectares semeados a
cada ano. É o gênero mais cultivado no Brasil. Dentro do gênero temos mais
de 100 espécies. Elas são pouco aceitas por equídeos, alguns até consomem,
mas são espécies de baixa qualidade para equídeos, então deve ser evitada.
Principais forrageiras do gênero Brachiaria:
Brachiaria decumbens Stapf.:
Nome comum: capim-braquiaria, decumbens, braquiarinha. Foi introduzida
no Brasil na década de 60. Perene, possui crescimento subereto, colmo
geniculado (cresce paralelo e depois se eleva), com rizomas curtos (no
período da seca, ela seca) e porte baixo (até 1,5m). Verde escura. Cobre bem
o solo. Folha linear, com muitos pelos na bainha e na lâmina. Inflorescência
do tipo racemo. Espiguetas bisseriadas inseridas alternadamente na ráquis.
Ráquis em zigue-zague no ápice. Estabelecimento por sementes, alta
produção de sementes. Baixa exigência em fertilidade, mas se bem adubada,
produz mais, mas não dá pra colocar muitos animais por hectare. Produz em
média oito toneladas de massa seca ao longo do ano – primavera e verão. Se
não tiver ajuste no manejo do pastejo, ela vai secar. Alta capacidade
competidora. Exige solo bem drenado, não tolera alagamento e geada. Valor
nutritivo é em função do manejo. Recomendação: sistemas de produção com
baixo a médio nível tecnológico, porque não produz muito.
Cultivares: Ipean: porte mais baixo, folhas mais pilosas e baixa produção de
sementes; Basilisk: porte mais alto, menos pelo, alta produção de sementes.
Mais utilizada.
Mas o monocultivo do campim-braquiaria resultou em problemas:
susceptibilidade a cigarrinhas-das-pastagens: reduz e piora a qualidade da
forragem; Fotossensibilização: causa por um fungo (Phitomyces chartarum)
que vive nela, mas o animal consome a forragem e gera um problema no
fígado do animal porque ele possui uma micotoxina chamada
Esporodesmina e ai o fígado começa a reter algumas substancias, como a
filoeritrina (substancia também formada na planta durante o processo de
fotossíntese), sendo que ele deveria elimina-la, que causa dermatite no
animal.
Brachiaria brizantha Stapf cv. Marandu:
Nome comum: capim-marandu, braquiarao, brizantao. Lançada em 1983
pelo CNPGC. Cerca de 80% das pastagens em alguns estados da região norte
como Acre, Rondônia e Pará. É cerca de 50% das pastagens cultivadas no
Brasil. Perene, cespitosa, forma touceira, crescimento subereto, rizomas
curtos. Porte baixo (até em média 1,5m). Lâmina foliar linear, com poucos
pelos, com base com bordas serrilhadas. A bainha é altamente pilosa (tem
pelos), em geral, encobre os nós. Inflorescência do tipo rácemo, espiguetas
unisseriadas na ráquis e alta produção e multiplicação por sementes.
Sementes grandes: capim-marandu: 1g = 145 sementes; Decumbens: 1g =
184 sementes. Forma de utilização: pastejo. Valor nutritivo: depende do
manejo. Mais produtiva do que a B. decumbens. Cobre bem o solo.
Adaptada a solo de media a alta fertilidade, alta resposta a adubação,
adaptadas as áreas de Cerrado. Não tolera solos mal drenados. Lançada
como tolerante a cigarrinha-das-pastagens, mas hoje a cigarrinha ataca.
Não tem fotossensibilização, mas tem MORTE SUBITA. Ela não tolera
alagamento e no Norte do Brasil os solos são muito alagados, então começou
a ter morte de uma hora para outra, na época chuvosa, principalmente no
Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Por
que isso acontecia? Excesso de água no solo, somada com alguma mudança
morfológica e fisiológica na planta e na raiz e a susceptibilidade a fungos
patogênicos, associado a isso tinha o superpastejo e deficiência nutricional.
Qual a solução? Substituir o campim-marandu.
Brachiaria brizantha Stapf cv. Xaraés:
Nome comum: capim-xaraés, MG 5, capim-toledo, capim-vitória. Lançada
em 2003 pelo CNPGC em opção ao capim-marandu (por causa da morte
súbita). Perene e cespitosa, enraizamento nos nós inferiores, crescimento
ereto, maior porte (até 2,2m). Folha linear comprida e mais desenvolvida,
lâmina foliar pilosa, com médio serrilhamento na base, bainha foliar com
poucos pelos. Inflorescência rácemo grande. Espiguetas unisseriadas na
ráquis. Adaptada a solos de alta ou media fertilidade, responde bem a
adubação, não cobre bem o solo. Maior tolerância a umidade do que o
capim-marandu, não tolera alagamento por muito tempo. Moderadamente
tolerante ao ataque de cigarrinhas. Maior produção de forragem do que o
capim-marandu. Recomendada para áreas planas.
Brachiaria brizantha Stapf cv. Piatã:
Nome comum: capim-piatã. Lançada em 2006 pelo CNPGC. Opção lançada
ao capim-marandu por causa da morte súbita. Perene e cespitosa,
crescimento ereto. Não cobre o solo. Porte baixo a mediano (1,8m). Lâmina
foliar glabra a pouco pilosa e base com muito serrilhamento. Bainha foliar
pouco pilosa. Inflorescendia do tipo rácemo (até 12). Espiguetas unisseriadas
na ráquis. Florescimento precoce em janeiro e fevereiro. Multiplicação por
sementes. Prefere solos arenoso e de media fertilidade, mas responde a
adubação. Não é tão sensível a solo mal drenados quanto o capim-marandu.
Tem maior resistência a cigarrinha do que o Marandu. Média cobertura do
solo. Crescimento inicial mais lento que o Marandu e Xaraés, recomendada
na ILP por causa da competição.
Aula 9 – Brachiaria 2
Brachiaria ruziziensis:
Nome comum: capim-congo, ruzigrass, ruziziensis. É uma planta perene,
cespitosa, tem crescimento suberecto e forma touceiras. Rizomas curtos e
altura media = 1m. São plantas que cobrem muito bem o solo, porque ela
tem o colmo geniculado (cresce paralelo ao solo e depois se eleva), folhas
linear-lanceoladas (não é totalmente linear, no centro ela é mais larga,
formando tipo a ponta de uma lança), a coloração é verde clara em situações
adequadas de adubação e manejo. Ela tem pelos de coloração branca em toda
a folha, na lâmina folear, na bainha e no colmo. Pode ser recomendada para
áreas inclinadas. Inflorescência do tipo racemo. Espiguetas bisseriadas ao
longo da raquis. Raquis alada (larga e achatada). Florescimento tardio e a
propagação é por sementes. Adaptada a solo de media fertilidade, a solo bem
drenado e possui baixa tolerância a seca e a geada. Excelente aceitabilidade
até por equídeos (mas não são adequadas para eles pois possuem baixo valor
nutritivo) e é mais susceptível a cigarrinha. Cobre bem o solo e é menos
produtiva do que a B. decumbens. Muito utilizada em integração lavoura
pecuária e para formar palhada para o plantio direto porque ela forma a
palhada e não compete, uma vez que a semente esta no solo e ela vai
germinar depois do cultivo, a capacidade competidora dela com as outras
plantas é menor
Brachiaria spp. Cv. Mulato: cruzamento entre Brachiaria ruziziensis +
Brachiaria brizantha cv. Marandu.
Nome comum: capim-mulato. Perene, cespitosa, crescimento subereto. Porte
mais baixo que o capim-marandu. Lâmina e bainha foliar muito pilosas,
aspecto aveludado maior que na ruziziensis. Inflorescencia do tipo racemo,
com 4 a 6 racemos. Espiguetas bisseriadas e unisseriadas ao longo da ráquis.
Adaptado a solos de media a alta fertilidade, não tolera alagamento, tolerante
as cigarrinhas, cobre bem o solo. Pode ser indicada para área inclinada.
Produz de 10 a 12 toneladas de massa seca.
Brachiaria spp. Cv. Mavuno: cruzamento entre Brachiaria ruziziensis +
Brachiaria brizantha cv. Marandu + Brachiaria decumbens
Nome comum: capim-mavuno. Perene, cespitosa, crescimento subereto.
Porte mais baixo que o campim-marandu e um pouco mais alto que o
Mulato. Verde mais escuro. Lâmina e bainha foliar muito pilosas (mais do
que o Mulato). Adaptado a solos de media a alta fertilidade. Não tolera
alagamento. Tolerante a cigarrinhas. Cobre bem o solo. Mais produtivo que
o capim-mulato.
Brachiaria mutica Stapf.:
Nomes comuns: capim-angola, capim-fino, capim-bengo, capim-do-pará,
campim-de-boi. Perene, estolonífera (crescimento paralelo ao solo, colmos
de 2 a 5 m de comprimento). Lamina foliar pilosa e bainha foliar pilosa.
Elevação extremidades do estolão (se os colmo encontrar com outros
colmos, ele se eleva). Colmos ocos e sem pelos, mas os nós são pilosos. A
inflorescência é um racemo que lembra uma panícula. Florescem varias
vezes no ano. Sementes de baixa viabilidade, a multiplicação é por mudas
(um pedaço do estolão). Adaptada a solos de fertilidade media, pouco
resistentes a geada, responde a adubação, adaptada a terrenos alagados,
tolera parcialmente as secas (importância no período da seca). Boa
aceitabilidade por equideos.
Brachiaria arrecta:
Nome comum: braquiária-do-brejo, tannergrass. Altamente adaptada a
terrenos alagados e neles ela é altamente agressiva, competidora. Perene,
crescimento suberecto, estolonífera, com rizomas curtos. Folhas glabras
(totalmente sem pelo) e lanceoladas. Inflorescencia racemo, espiguetas
bisseriadas ao longo da ráquis. Não produz sementes viáveis, sua
multiplicação é por mudas. Adaptada a solos de fertilidade baixa. Em áreas
de baixadas há uma maior produção e em épocas secas prevalece verde ate
certo tempo. Boa aceitabilidade até por equideos.
Brachiaria humidicola:
Nome comum; kikuiu-da-amazonia, espetudinha, agulhinha. Porte baixo: em
media 0,5m. Perene, cespitosa, estolonífera e rizomatosa. Apresenta
serrilhamento nas bordas do ápice da lâmina foliar. Folhas: perfilhos com
crescimento estolonífero -> curtas e lanceoladas. Perfilhos com crescimento
cespitoso -> lineares e maiores. Inflorescência racemo. Espiguetas
bisseriadas ao longo da ráquis. Baixa produção de sementes porque o rácemo
é curto, mas a propagação é por semente, pode propagar por muda também.
Baixa exigência em fertilidade e o estabelecimento é lento, também é
utilizada em ILP. Tolera alagamento. Possui 3 cultivares: comum (Tully),
Llanero e Tupi (produtiva e estabelece mais rápido).
2- Gênero Panicum
Introdução
Tem grande importância ao Brasil por ter excelente adaptação em todas as
condições brasileiras. Se adapta a diversos tipos de solos brasileiros, desde solos
arenosos e até aos argilosos. Ele é o gênero mais utilizado, depois as Brachiarias, por ter
uma alta produtividade, ou seja, produção por área. Apresentam altíssima qualidade
maior do que a de Brachiarias, sua produtividade também é maior que as brachiarias. E
tem alta aceitabilidade pelos animais, mas não é recomendado a equídeos.
Possui um porte em geral mais elevado que as braquiárias, exigência em
fertilidade, tolerante as cigarrinhas, não tolera alagamento do solo.
a) Panicum maximum cv. Colonião
Nome comuns: capim-colonião, capim-touceira, capim-
navalha
Perene e cespitosa
Com rizomas curtos
Pode atingir até 2,0m de altura
Possui cerosidade branca na bainha foliar e, ou, no colmo.
Folhas glabras (sem pelo), coloração verde escuro, pequeno
arroxeamento bainha foliar.
Inflorescência tipo panícula
Alta produção de sementes
Estabelecimento por sementes
Exige solos de média a alta fertilidade
Boa resposta à adubação
Não tolera alagamento do solo
Resistente a cigarrinhas-das-pastagens
Típica estacionalidade de crescimento (produzem muito na
primavera e verão)
Exigente em manejo
b) Panicum maximum cv. Tanzânia
Nome comum: capim-tanzânia
Perene e cespitosa
Planta de porte alto (1,20 a 1,80m de altura)
Folha glabra, decumbente e com arroxeamento na bainha
Lâmina foliar com curvatura mais acentuada: decumbente
Inflorescência tipo panícula com arroxeamento nas espiguetas
Alta produção de semente
Ângulo quase 90° da raquis 2ª (amarelo) com raquis 1ª
(vermelho)
Exige solos de alta fertilidade
Meadiamente tolerante ao sobreamento
c) Panicum maximum cv. Mombaça
Nome comum: capim-mombaça
Perene e cespitosa
Porte alto (1,50 a 1,80m de altura)
Lâmina foliar ereta e “dura” (não decumbente)
Bainha foliar com ligeiro arroxeamento
Presença de pelos nos nós
Inflorescência tipo panícula aberta, com discreto
arroxeamento nas espiguetas
Alta produção de sementes
Não tolera geada, baixas temperaturas, alagamento e seca.
Adaptado aos solos de alta fertilidade
Boa resposta a adubação
Bastante eficiente no uso do fósforo
Média tolerância a sombreamento
Exigente em manejo
d) Panicum maximum cv. Zuri
Nome comum: capim-zuri
Perene e cespitosa
Folha glabra, longas e decumbente
Colmos grossos e pouca pilosidade
Produção semelhante aos grandes panicos (Tanzânia,
Mombaça e Colonião)
e) Panicum maximum cv. Aruana
Nome comum: capim-aruana
Planta perene e cespitosa
Não cobre bem o solo
Forrageira de porte médio (1,20 a 1,50m)
Pilosidade acentuada nas bainhas foliares e nas lâminas foliares
Colmo fino e discretamente arroxeado
Pelos densos, pequenos e macios em toda a folha
Lâmina foliar ereta e de coloração verde escura
Inflorescência do tipo panícula
Panícula menos aberta do que a do cv. Colonião e cv. Tanzania
Mediamente exigente em fertilidade
Não tolera elevada saturação por alumínio
Boa capacidade de cobertura do solo
Medianamente tolerante à geada
Não tolera encharcamento e seca prolongada
Tolera ao sombreamento
Menor produção em relação às cultivares de Panicum com
maior porte.
Alta aceitabilidade pelos animais
Bastante utilizada para ovinos
f) Panicum ssp. Massai
Nome comum: capim-massai
Híbrido espontâneo entre P. maximum e [Link]
Perene e cespitosa
Altura média: 60 a 80 cm
Colmos e folhas finos, estreitos
Inflorescência é pequena
Lâmina foliar glabra e estreita; bainha com pelos
Inflorescência pequena, com espiguetas ligeiramente
arroxeadas
Floresce várias vezes no ano
Excelente produção de sementes
Não tolera alagamento e seca prolongados
Exige solos de média fertilidade, de textura média a argilosa
Eficiente no uso de nutrientes, principalmente fósforo
Boa cobertura do solo
Boa aceitabilidade pelos animais
Baixa digestibilidade
Alta relação folha/colmo (+75%de folhas)
Menor produção em relação às cultivares de Panicum com
maior porte
g) Panicum spp cv. Tamani
Nome comum: capim-tamani
Porte alto (0,5 a 1,30m de altura)
Perene e cespitosa
Semelhante ao Massai
Folha glabra, longas e decumbente
Colmo e folhas finas
Produção semelhante ao Massai
3- Gênero Cynodon
Existem três espécies usadas como forrageiras: Cynodon dactylon (L.) Pers
(Grupo Bermudas), Cynodon nlemfuensis Vanderyst (Grupo estrelas) e Cynodon
plectostachyus ([Link]) Pilg (Grupo estrelas). E mais os híbridos
interespecíficos: Cynodon spp.
Plantas perenes
Possuem estolão
Formam boa cobertura da superfície do solo (denso relvado)
Porte baixo
Inflorescência do tipo rácemo digitado
Elevado potencial de produção por animal (boa qualidade) e
por área (boa quantidade)
Grande flexibilidade de manejo (pastejo e, ou, corte)
Distribuição estacional do crescimento mais uniforme
Toleram desfolhação mais intensa e frequente
Exige solos mais férteis
Boa resposta à adubação
Propagação por muda (estolões)
4- Gênero Pennisetum
a) Pennisetum purpureum Schum.
Nome comum: capim-elefante, cameroon e capim-cana
Perene, cespitosa, robusta
Rizomatosa
Inflorescência do tipo panícula contraída, racemo
Alto potencial de produção
Grande resposta à adubação
Exigente em solos férteis e bem drenados
Exigente em manejo
Não tolera solos alagados
Tolera bem a seca e o fogo
Multiplicação por “estacas”
Formas de uso: pastejo, silagem, feno e capineira
5- Andropogon gayanus Kunth
Nome comum: capim-andropógon
Perene e cespitosa
Sistema radicular profundo: Resistente à seca
Planta com pelos “esbranquiçados”
Estreitamento na base da lâmina foliar
Inflorescência de tipo panícula especiforme, espiguetas com
aristas
Bem adaptada ao bioma Cerrado
Adaptado aos solos de baixa fertilidade
Boa resposta à adubação
Estabelecimento lento
Exigente em manejo
Tolerância a seca, ao fogo e a geadas leves
Bem aceito por bovinos, equinos e ovinos.
Manejo inadequado
6- Hyparrhenia rufa (Ness) Stapf
Nome comum: capim-jaraguá, brasileirinho, capim-vermelho,
provisório
Perene, cespitosa, forma touceiras
Altura: até 3,0m
Folhas lisas com pelos na junção da lâmina com bainha
Abundância de colmos e poucas folhas
Lâminas estreitas, longas, de margens levemente serreadas.
Folhas completamente expandidas com lígula avermelhada
Colmos eretos e cilíndricos, coloração verde-amarelada a
avermelhada
Panícula especiforme, espiguetas avermelhadas com aristas
Exigente em solos de média fertilidade
Boa capacidade de rebrotação
Resistente à seca
Valor nutritivo (função do manejo)
Multiplicação por sementes
7- Cenchrus ciliaris L.
Nome comum: capim-bufel
Perene, cespitosa, raízes profundas
Rizomas bem desenvolvidos: alta resistência à seca
Inflorescência racemo com espiguetas com aristas
Folhas de tom verde escuro, com pelos longos e esparsos na
lâmina e bainha, próximo à inserção
Folhas lembram de plantas do gênero Cynodon
Exige solos de lata fertilidade
Prefere solos arenosos
Susceptível à cigarrinha-das-pastagens
Não tolera solos de drenagem deficiente
Propaga-se por sementes
Alta resistência à seca
8- Echinochloa polystachya
Nome comum: canarana verdadeira
Perene, estolonífera
Lâminas foliares glabras com 2 cm de largura
Bainhas pilosas
Atingem até 2 m de altura
Inflorescência panícula racemosa
Propagação por mudas
Sensível a seca e ao frio
Exigente em umidade, mais que em fertilidade
Tolera solos mal drenados
9- Echinochloa pyramidalis
Nome comum: canarana erecta ou canarana erecta lisa
Perene, cespitosa
Folhas finas com pilosidade
Inflorescência panícula racemosa
Sensível a seca e ao frio
Exigente em umidade e em fertilidade
Tolera solos mal drenados
Produz grande quantidade de sementes, mas de baixa
germinação
10- Gênero Paspalum
a) Paspalum notatum
Perene de porte baixo, estolonífera, rizomas curtos, sistema
radicular profundo
Lâminas foliares finas, glabras a pouco pubescentes e colmos
estoloníferos.
Inflorescência é do tipo racemo: média 2 racemos, espiguetas
ovaladas
Adapta-se a diversos tipos de solos: preferindo arenosos
Baixa a média exigência em fertilidade
Propaga-se por sementes e mudas
Alta capacidade de competição
Tolera fogo, seca e geada
Pouco tolerante ao sombreamente
Boa aceitabilidade pelos animais: até mesmo equídeos
Responde a adubação
Desenvolvimento inicial lento
Muito utilizada para formação de gramados, estabilização de
terraços, áreas de tráfego
b) Paspalum atratum
Perene, cespitosa, altura até 2m