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Teoria Antropológica II: Estruturas e Métodos

O curso PGANS504 - Teoria Antropológica II oferece uma visão abrangente da produção antropológica desde a década de 1970, abordando temas como estruturalismo, colonialismo, antropologia feminista e métodos etnográficos. Com uma carga horária de 60 horas e 4 créditos, o curso visa estimular a leitura crítica e a reflexão autônoma dos estudantes sobre textos clássicos e contemporâneos. Os professores responsáveis são Thiago Mota Cardoso, Raimundo Nonato Pereira da Silva e Sidney Antonio da Silva.

Enviado por

André Santos
Direitos autorais
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Teoria Antropológica II: Estruturas e Métodos

O curso PGANS504 - Teoria Antropológica II oferece uma visão abrangente da produção antropológica desde a década de 1970, abordando temas como estruturalismo, colonialismo, antropologia feminista e métodos etnográficos. Com uma carga horária de 60 horas e 4 créditos, o curso visa estimular a leitura crítica e a reflexão autônoma dos estudantes sobre textos clássicos e contemporâneos. Os professores responsáveis são Thiago Mota Cardoso, Raimundo Nonato Pereira da Silva e Sidney Antonio da Silva.

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PGANS504 - Teoria Antropológica II (2021.

2)
Carga Horária: 60hs
Créditos: 4

PROFESSORES:
Thiago Mota Cardoso (responsável)
Raimundo Nonato Pereira da Silva (colaborador)
Sidney Antonio da Silva(colaborador)

EMENTA
Mapeamento das produções estruturalistas e pós-estruturalistas, bem como os
estudos sobre colonialismo e descolonização, abordagem interpretativista e pós-
moderna e antropologia feminista, pós-social e ecológica. Problematização dos
grandes divisores (agência e estrutura; natureza e cultura; sujeito e objeto;
sociedade e individuo) e do método etnográfico.

OBJETIVO
Este curso tem como objetivo apresentar uma visão geral da produção
antropológica a partir da década de 1970, destacando temas de ordem teórica e
metodológica que orientam o debate contemporâneo da disciplina. Em termos
específicos, visa:
a) Estimular a leitura de monografias consolidadas que permitem o contato com
temas de relevante impacto na constituição do campo disciplinar da
Antropologia contemporânea;
b) Lidar com a pluralidade epistemológica da disciplina e suas capacidades de
produção de conhecimento.
c) Capacitar os/as estudantes para a construção de uma reflexão autônoma
referente aos textos clássicos e contemporâneos da Antropologia Social.

CONTEÚDO

1. Introdução e apresentações - 17/08/2021

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Sobre o pensamento antropológico.


Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003.
GOLDMAN, Marcio; LIMA, Tânia Stolze. Como se faz um grande
divisor. GOLDMAN, M. Alguma antropologia. Rio de Janeiro: Relume-
Dumará, p. 83-92, 1999.

VELHO, Otávio Guilherme. Antinomias do real. Editora UFRJ, 2018.


(Capítulo 15 e Posfácio)

Leitura Complementar:

ORTNER, Sherry. 2011 [1984]. Teoria na antropologia desde os anos


sessenta. MANA 17(2): 419-466. Disponível em
http://www.scielo.br/pdf/mana/v17n2/a07v17n2.pdf

PEIRANO, Mariza. 1990. Os antropólogos e suas linhagens. Série


Antropologia 102. Brasília: UnB.
Disponível em: http://www.dan.unb.br/images/doc/Serie102empdf.pdf

2. A noção de estrutura - 24/08/2021

LÉVI-STRAUSS, Claude. O campo da Antropologia. In Antropologia


Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976, pp. 11-40.

LÉVI-STRAUSS, Claude. A noção de Estrutura em Etnologia. In


Antropologia Estrutural. São Paulo: UBU Editora, 2017, pp. 281-324.

LÉVI-STRAUSS, Claude. A estrutura e a Forma. In Antropologia


Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976, pp. 121-151.

3. Mito, ciência do concreto, natureza e cultura - 31/08/2021

LÉVI-STRAUSS, Claude. A ciência do concreto. In O pensamento


selvagem. 6ª. Edição. Campinas: Papirus Editora, 1989, pp. 15-50.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Capítulo I – Natureza e Cultura. In As formas


elementares do parentesco. Petrópolis: Editora Vozes, 2003, pp. 41-49.

LÉVI-STRAUSS, Claude. A gesta de Asdiwal. In Antropologia Estrutural.


São Paulo: UBU Editora, 2017, pp. 281-324.

4. Cultura, interpretação, ação simbólica – 10/09/2021 (extra)


GEERTZ, Clifford. Parte II – Capítulo 4 O senso comum como sistema
cultural, Capítulo 5 A arte como sistema cultural e Capítulo 6 Centros,
reis e carisma: reflexões sobre o simbolismo do poder. In O saber local –
Novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: Editora Vozes,
2004, pp. 111-248.

GEERTZ, Clifford. Dois Países, Duas Culturas. In Observando o Islã. Rio


de Janeiro: Jorge ZAHAR Editor, 2004, pp. 15-35.

GEERTZ, Clifford. Parte IV – 6. Ideologia como sistema cultural e 7. A


política do significado. In A Interpretação da Cultura. Rio de Janeiro:
LCT, 2015, pp. 000-000.

5. Antropologia da prática e performance - 14/09/2021

BOURDIEU, CHAMBOREDON E PASSERON. Pierre, Jean-Claude e


jean-Claude. Primeira Parte – A ruptura. In Ofício de sociólogo –
Metodologia da Pesquisa na sociologia. Petrópolis: Editora Vozes, 2015,
pp. 23-44.

BOURDIEU, Pierre. Livro 1 Crítica da razão teórica. In O senso prático.


Petrópolis: Editora Vozes, 2009, pp. 41-238.

TURNER, Victor W. 3. Liminaridade e “Communitas”, 4. A


“Communitas” e Modelo e Processos e Humanidade e Hierarquia. A
Liminaridade da Elevação e da Reversão de “Status”. In O processo
ritual. Petrópolis: Editora Vozes, 1974, pp. 116-246.

6. Indivíduo, estrutura, modernidade - 21/09/2021

DUMONT, Louis (1985) O individualismo: uma perspectiva


antropológica da ideologia moderna. Introdução e gênese 1 (Do indivíduo
fora do mundo ao indivíduo no mundo) e 5. Rio de Janeiro: Rocco; p. 11-
71.

DUMONT, Louis (1992) Homo Hierarchicus: o sistema das castas e suas


implicações. Introdução, Caps. 1, 2, 3 e cap. 11. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, p. 49 - 143; 277 – 299.

Leitura Complementar:
STOLCKE, Verena. Gloria o maldición del individualismo moderno según
Louis Dumont. Rev. Antropologia, São Paulo, v. 44, n. 2, 2001,

7. Estrutura, agência, história - 28/09/2021

SAHLINS, Marshall 1985. Ilhas de História. Chicago: Univ. of Chicago


Press. [Cap. 1,2,4 e 5]

SAHLINS, Marshall Metáforas históricas e realidades míticas. 2008.


Prefácio; Introdução; Cap. 1; Conclusão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; p.
17-68; 125-143.

Leitura Complementar:

OVERING, Joana. O mito como história: um problema de tempo,


realidade e outras questões. In: Mana. Estudo de Antropologia Social.
Volume 1, número 1, outubro de 1995.

KUPER, Adam. 2002 (1999) “Marshall Sahlins: história como cultura”.


In: Cultura: a visão dos antropólogos. Bauru, São Paulo: EDUSC, pp.
207-258

8. Etnicidade e globalização - 05/10/2021

BARTH, F. Grupos Étnicos e suas Fronteiras. In: Teorias da Etnicidade,


p.185-227.

CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Etnicidade: da cultura residual mas


irredutível. Antropologia do Brasil, p. 97-108, 1986.

RIVERA CUSICANQUI, Silvia. Etnicidad estratégica, nación y (neo)


colonialismo en América Latina. Alternativa. Revista de Estudios
Rurales, v. 3, n. 5, 2013.

Leitura Complementar:

BARTOLOMÉ, Miguel Alberto. As etnogêneses: velhos atores e novos


papéis no cenário cultural e político. Mana, v. 12, n. 1, p. 39-68, 2006.

9. Pós-modernismo, virada reflexiva e o trabalho etnográfico - 19/10/2021


CLIFFORD, James - 1998. “Sobre a autoridade etnográfica”. In:
A Experiência Etnográfica . Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1998

CLIFFORD, James. “Introducción: verdades parciales”. In: CLIFFORD, James &


MARCUS, GeorgeE. (org.). Retoricas de la antropologia . Madrid, Ediciones
Júcar, 1991, pp. 25-60) OU CLIFFORD, James &MARCUS, George (orgs.). 2016
[1986].

MARCUS, George. O que Vem (logo) Depois do “Pós”: o Caso da


Etnografia. Revista de Antropologia, p. 7-34, 1994.

Leitura complementar:

MARCUS, George - Entrevista - Mana, Vol 21, n. 2, 2015

10. Colonialismo e o outro - 26/10/2021

TAUSSIG, Michael T. Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem:


um estudo sobre o terror e a cura. Paz e Terra, 1993.

RIVERA CUSICANQUI, Silvia. Ch'ixinakax utxiwa. Una reflexión sobre


prácticas y discursos descolonizadores. Tinta limon, 2010.

Leitura Complementar:

BORGES, Antonádia et al. Pós-Antropologia: as críticas de Archie Mafeje


ao conceito de alteridade e sua proposta de uma ontologia
combativa. Sociedade e Estado, v. 30, p. 347-369, 2015.

ASAD, Talal. Introdução a" Anthropology and the Colonial Encounter",


Talal Asad. Ilha Revista de Antropologia, v. 19, n. 2, p. 313-327, 2017.

CARVALHO, José Jorge. 2001. O olhar etnográfico e voz subalterna.


Horizontes Antropológicos15:107- 147

11. Feminismo e antropologia - 04/11/2021

HARAWAY, Donna. Antropologia do ciborgue: as vertigens do Pós-


humano. Belo horizonte, Autêntica, 2009.

STRATHERN, M. O Gênero da dádiva. Campinas: Ed. Unicamp, 2006.


(Introdução, parte II e Conclusão.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Editora
Companhia das Letras, 2020.

Leitura complementar:

STRATHERN, Marilyn. Uma relação incômoda: o caso do feminismo e da


antropologia. Mediações-Revista de Ciências Sociais, v. 14, n. 2, p. 83-
104, 2009.

12. Cultura como invenção - 09/11/2021 (extra)

WAGNER, Roy 2010 [1975]. A Invenção da cultura. São Paulo: Cosac


Naify (cap 1,2 e 3)

CUNHA, M. C. Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo, Cosac &
Naify, 2009, “Religião, comércio e identidade” [1977] (cap. 13), “‘Cultura’
e cultura: conhecimentos tradicionais e direitos intelectuais”, p. 223-233
e 311-373.

Leitura complementar:

COELHO DE SOUZA, Marcela. A vida material das coisas intangíveis. In:


Conhecimento e cultura: práticas de transformação no mundo indígena.
Brasília: Athalaia, p. 97-118, 2010.

INGOLD, Tim.”Human worlds are culturally constructed?”. In: Key


debates in anthropology. Routledge, 2003.

13. Virada Ontológica - 16/11/2021

DESCOLA, Philippe. Além de natureza e cultura. Tessituras: Revista de


Antropologia e Arqueologia, v. 3, n. 1, p. 7, 2015.

DE ALMEIDA, Mauro W. Barbosa. Caipora e outros conflitos


ontológicos. Revista de Antropologia da UFSCar, v. 5, n. 1, p. 7-28, 2013.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A antropologia perspectiva e o método


de equivocação controlada. Aceno-Revista de Antropologia do Centro-
Oeste, v. 5, n. 10, p. 247 a 264-247 a 264, 2018.

Leitura complementar:
TODD, Zoe. Uma interpelação feminista indígena à “Virada Ontológica”:
“ontologia” é só outro nome para colonialismo, 2015. Disponivel em:
https://maquinacrisica.org/2015/12/22/uma-interpelacao-feminista-
indigena-a-virada-ontologica-ontologia-e-so-outro-nome-para-
colonialismo/

CARRITHERS, Michael et al. Ontology is just another word for culture:


Motion tabled at the 2008 meeting of the group for debates in
anthropological theory, University of Manchester. Critique of
anthropology, v. 30, n. 2, p. 152-200, 2010.
GOLDMAN, Marcio. Os tambores do antropólogo: antropologia pós-
social e etnografia. Ponto Urbe. Revista do núcleo de antropología
urbana da USP, n. 3, 2008.

14. Ecologia da Vida - 23/11/2021

INGOLD, Tim. Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e


descrição. Editora Vozes Limitada, 2015.

BATESON, Gregory. Pasos hacia una ecología de la mente. Buenos Aires:


Lohlé-Lumen, 1998.

Leitura complementar:

CARDOSO, Thiago Mota. Por uma antropologia imersa na


vida. Cadernos de Campo: Revista de Ciências Sociais, n. 21, 2016.

VELHO, Otávio. De Bateson a Ingold: passos na constituição de um


paradigma ecológico. Mana, v. 7, p. 133-140, 2001.

CHIESA, Gustavo Ruiz. À procura da vida. Revista de Antropologia, v.


60, n. 2, p. 410-435, 2017.

15. Antropologia pós-social, socialidade, ANT e multiespecie - 30/11/2021

LATOUR, Bruno. Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-


rede. Salvador: EdUFBA, 2012 (Introdução e Capítulo 1 e 2)

TSING, Anna. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no


Antropoceno. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019.

Leitura complementar:
KIRKSEY, S. Eben et al. A emergência da etnografia multiespécies.
Revista de Antropologia da UFSCar, v. 12, n. 2, p. 273-307, 2020.

CARDOSO, Thiago Mota. A arte de viver no Antropoceno: um olhar


etnográfico sobre cogumelos e capitalismo na obra de Anna
Tsing. ClimaCom – Fabulações Miceliais [Online], Campinas, ano
6, n. 14, abr. 2019 . Available
from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/?p=10723

ENSINO

O curso será organizado de forma remota na plataforma Google Sala de Aula. As


aulas síncronas serão ministradas via Google Meet, em torno dos temas
previamente definidos no Plano de Aula, tendo como base a bibliografia
designada. O fórum do curso, as atividades, os exercícios ocorrerão no Google
Sala de Aula. A bibliografia será disponibilizada num Drive do curso.

AVALIAÇÃO
1. Avaliação parcial. Deverá ser entregue 03 ensaios em forma e data
estabelecida pelos professores com o seguinte formato: fonte 12, times news
roman, espaçamento duplo.
2. Trabalho final: a ser entregue em prazo estabelecido pelos professores. O
estudante deverá escolher um tema para trabalho de reflexão etnográfica, que
deverá ser cotejado com autores listados na bibliografia da disciplina. Sugere-se
que o trabalho final tenha como base o projeto de pesquisa de mestrado ou
doutorado do estudante.

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