0% acharam este documento útil (0 voto)
71 visualizações5 páginas

Modelos de Competência

O documento explora o conceito de competência, definindo-a como a combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desempenho eficaz em funções organizacionais. Classifica as competências em nove categorias e discute dois modelos de gestão de competências: um centrado no comportamento individual e outro na empresa. Conclui que investir em treinamento e desenvolvimento de colaboradores é crucial para o sucesso organizacional, aumentando a produtividade e a vantagem competitiva.

Enviado por

Max Gonzaga
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
71 visualizações5 páginas

Modelos de Competência

O documento explora o conceito de competência, definindo-a como a combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desempenho eficaz em funções organizacionais. Classifica as competências em nove categorias e discute dois modelos de gestão de competências: um centrado no comportamento individual e outro na empresa. Conclui que investir em treinamento e desenvolvimento de colaboradores é crucial para o sucesso organizacional, aumentando a produtividade e a vantagem competitiva.

Enviado por

Max Gonzaga
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

3.

Modelos de competências

O Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1986) define competência como qualidade de quem é
capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade,
aptidão, idoneidade.

Segundo Resende (2000),

''Autor de “O livro das Competências”, competência é a transformação de


conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e vontade, em resultados reais,
práticos, pois quando um indivíduo tem conhecimento e experiência e não sabe
aplicá-los em favor de um objectivo, de uma necessidade ou de um
compromisso, significa que este indivíduo não é realmente competente. Nesse
sentido, a competência é resultado da união de conhecimentos (formação,
treinamento, experiência e autodesenvolvimento) com comportamentos
(habilidades, interesse e vontade) ‘‘.

O conceito de competência pode ser entendido como sendo o conjunto de conhecimentos,


habilidades e atitudes (CHA) necessários ao desempenho das funções dos que as pessoas
exercem, visando o alcance dos objetivos da instituição. Essa definição foi proposta
primeiramente por McClelland, em 1973, posteriormente por Fleury e Fleury, em 2001, e
procura incorporar aspectos cognitivos, técnicos, sociais e afetivos relacionados ao trabalho
(DURAND, 1998).

Vejamos o que significa cada um dos elementos constituintes da competência de acordo com
essa proposta:

Conhecimento

O conhecimento, de acordo com essa proposta, está relacionado ao saber acumulado pelo
indivíduo durante toda a sua vida. Conhecimento é o saber, é o domínio teórico que a pessoa tem
sobre determinado tema ou assunto (DUTRA, 2008 apud CARBONE, et al., 2009).

Habilidade

A habilidade refere-se à aplicação produtiva desse conhecimento; é saber fazer, ou seja, está
relacionada à capacidade do indivíduo de instaurar conhecimentos e utilizá-los em uma acção.
Atitude

A atitude refere-se a aspectos sociais e afectivos envolvidos com o trabalho. Diz respeito ao
interesse da pessoa, à sua determinação em querer fazer. Este conceito está envolvido com o
sentimento ou predisposição da pessoa, que direcciona sua conduta com relação aos outros, ao
trabalho ou a situações (DURAND, 2000). Gagné et al.(1988, apud COELHO; FUERTH, 2009)
relatam que atitudes são estados complexos do indivíduo que afectam o seu comportamento em
relação a pessoas, coisas e eventos, determinando a direcção a ser seguida.

3.1 Tipologias de competências

Segundo Resende (2000), o autor classifica as competências em nove categorias, sugerindo que
existem vários tipos de competências:

Competências técnicas: de domínio apenas de especialistas em determinado assunto ou


trabalho;

Competências intelectuais: relacionadas a aptidões mentais;

Competências cognitivas: uma mistura de capacidade intelectual com domínio de


conhecimento;

Competências relacionais: capacidade de se relacionar e interagir;

Competências sociais e políticas: capacidade de se relacionar e participar dos


acontecimentos sociais;

Competências didáctico-pedagógicas: são as competências voltadas para a educação e


o ensino;

Competências metodológicas: capacidade de aplicar técnicas e meios de organização


de trabalhos e actividades;

Competências de liderança: capacidade de influenciar e conduzir pessoas para


diversos fins ou objectivos na vida profissional ou social;
Competências empresariais ou organizacionais: são as competências aplicadas a
diferentes objectivos e formas de organização e gestão empresarial.

Baseando-se no pressuposto de que o domínio de certas competências é determinante para um


melhor desempenho dos indivíduos, as organizações passaram a buscar estratégias que possam
mobilizar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Essa mobilização leva a um desempenho
mais eficiente e agrega valor pessoal e institucional. Mas, como adverte Dutra (2004, p. 28),
mobilizar essas capacidades não é suficiente. É preciso observar a capacidade de entrega/
resultados dessas competências pessoais no ambiente de trabalho.

Porém, Silva (2003), nas pesquisas realizadas junto da ETDF – European Training and
Development Federation), procurou identificar, de entre as empresas europeias, quais os modelos
de competência em que baseavam a sua gestão. O estudo realizado pela ETDF identificou a
predominância de dois modelos de gestão de competências:

Modelo Centrado nos Comportamentos/Competência Individual e

Modelo Centrado na Empresa /Competência Organizacional.

Modelo centrado nos comportamentos

É um modelo que se baseia nas capacidades individuais dos sujeitos e nas suas características
distintivas, procurando o desenvolvimento do individuo dentro de uma organização na realização
da função que lhe é incumbida, através de instrumentos adequados, formação e aprendizagem.

Este modelo caracteriza-se pela existência de sistemas mais qualitativos, onde se buscam as
qualidades comportamentais e indivíduos com elevados conhecimentos funcionais, com
capacidade de mobilidade e espírito multicultural. É característica predominante destes modelos
a primazia pelo conhecimento (Silva, 2003).

Modelo centrado na empresa

Foca-se nas competências técnicas e na tecnologia para o negócio. O indivíduo aqui trabalha
única e exclusivamente em função da concretização dos objectivos organizacionais. Desta forma
a gestão de competências presente neste tipo de ambiente, procura meramente o alcance de
resultados globais e colectivos, por um lado, e visa encontrar pontos de harmonia entre a
evolução da organização e os métodos de trabalho, por outro lado.

Neste modelo presta-se atenção aos conhecimentos e às capacidades meramente associadas à


execução da função atribuída ao indivíduo, não se verificando a ideia de desenvolvimento e
crescimento dos sujeitos, pessoal e profissionalmente (Silva, 2003).

3.1.2 Processo de Identificação de competência

Os autores Picareli e Wood (1999) apresentam uma contribuição na árdua tarefa de identificação
de competência, afirmando que para isto é necessário desenvolver uma lista sintética e completa.
Eles estruturam o processo para identificação de competências em quatro passos:

Primeiro passo: o objectivo é levantar informações relacionadas à intenção estratégico


da empresa, a visão do futuro, direccionamento estratégico e missão;

Segundo passo: identificar as competências essenciais à organização;

Terceiro passo: desdobrar as competências essências (colectivas) em cada área


(marketing, vendas, pesquisas e desenvolvimento...) e processo (desenvolvimento de
novos serviços, lançamento de produtos, logísticas...);

Quarto passo: desdobramento final as competências grupais em competências


individuais.

Eles ainda identificam fontes adicionais de informações sobre competências, sendo elas: lista
de competências (frutos de um trabalho de copilação de um pesquisador), experiências de
outras empresas e análise dos principais processos de negócios. Neste caso, eles ressaltam a
necessidade dos processos coerentes com a estratégia empresarial.

Conclusão

No mercado competitivo é importante ressaltar que é necessário a organização ter colaboradores


motivados, treinados e com disposição para crescer junto com a empresa. Por esse motivo deve-
se investir nos funcionários, pois é um factor relevante para o sucesso organizacional.
Nesse contexto o estudo procurou mostrar que investir em processos de treinamento e
desenvolvimento de pessoas é uma vantagem, aumentando a produtividade e consequentemente
os lucros da empresa além de se destacar perante os concorrentes, é uma maneira eficaz de
aumentar as habilidades e conhecimentos de seus colaboradores, estimular o crescimento pessoal
de cada um e agregar valor e benefício económico para organização, isso porque o desempenho
das actividades será realizada de maneira mais eficiente e motivada.

Portanto, conclui-se que, as organizações que implantarem um programa de treinamento e


desenvolvimento de pessoas ficam mais próximas de atingir seus objectivos, ampliando
vantagem competitiva, colaboradores mais produtivos e motivados, aumento da eficiência e
eficácia no trabalho, mais agilidade nas actividades rotineiras e rapidez na resolução de
problemas, porém é necessário o acompanhamento e avaliação do treinamento, além da escolha
certa do método a ser aplicado, o mesmo sendo inadequado ou ineficiente pode atrapalhar todo o
processo de aprendizagem.

Você também pode gostar