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Sem Título

A dor pélvica é uma condição comum entre mulheres na menopausa, afetando sua saúde física e qualidade de vida devido a fatores multifatoriais, incluindo alterações hormonais e aspectos psicossociais. A falta de suporte médico e a estigmatização contribuem para o subdiagnóstico e tratamento inadequado dessa síndrome. Este trabalho analisa as causas, impactos e abordagens terapêuticas da dor pélvica na menopausa, enfatizando a necessidade de um diagnóstico preciso e um tratamento multidisciplinar.
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A dor pélvica é uma condição comum entre mulheres na menopausa, afetando sua saúde física e qualidade de vida devido a fatores multifatoriais, incluindo alterações hormonais e aspectos psicossociais. A falta de suporte médico e a estigmatização contribuem para o subdiagnóstico e tratamento inadequado dessa síndrome. Este trabalho analisa as causas, impactos e abordagens terapêuticas da dor pélvica na menopausa, enfatizando a necessidade de um diagnóstico preciso e um tratamento multidisciplinar.
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Introdução

A dor pélvica é uma condição que afeta uma significativa parcela da população feminina,
especialmente durante a menopausa, um período marcado por diversas mudanças hormonais
e fisiológicas. Essa síndrome de dor pode manifestar-se de diferentes formas, impactando não
apenas a saúde física das mulheres, mas também sua qualidade de vida, relações interpessoais
e saúde mental. A relevância acadêmica deste tema reside na necessidade de compreender as
causas multifatoriais da dor pélvica, que podem incluir fatores ginecológicos, urológicos,
gastrointestinais e musculoesqueléticos, além das implicações emocionais e sociais que essa
condição pode acarretar.

Socialmente, a dor pélvica na menopausa é um tema que merece atenção, uma vez que muitas
mulheres enfrentam esse problema sem o devido suporte médico e psicológico. A falta de
informação e a estigmatização em torno da saúde da mulher podem levar a um
subdiagnóstico e a um tratamento inadequado, resultando em um ciclo de dor e sofrimento
que poderia ser mitigado com intervenções adequadas.

Diante desse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar a dor pélvica na menopausa,
explorando suas causas, manifestações e impactos na vida das mulheres. Além disso, busca-
se discutir as abordagens terapêuticas disponíveis e a importância de um diagnóstico preciso
e de um tratamento multidisciplinar. Através dessa análise, espera-se contribuir para uma
maior compreensão do tema e para a promoção de melhores práticas de cuidado e suporte às
mulheres que enfrentam essa condição.

Definição
A dor pélvica relacionada à menopausa, frequentemente enquadrada no contexto da síndrome
de dor pélvica crônica, caracteriza-se por uma sensação dolorosa persistente ou recorrente
localizada na região inferior do abdome, com duração superior a seis meses, e que não está
associada exclusivamente ao ciclo menstrual, gestação ou processos infecciosos agudos. Essa
condição pode envolver múltiplos sistemas, incluindo o ginecológico, urológico,
gastrointestinal e musculoesquelético, refletindo sua natureza multifatorial e complexa
(Haruta, 2022).

No contexto da menopausa, a dor pélvica pode ser agravada por alterações hormonais, que
influenciam diretamente a sensibilidade dos tecidos pélvicos e a resposta inflamatória local.
A definição clínica da síndrome de dor pélvica crônica inclui não apenas a presença da dor,
mas também o impacto negativo sobre a qualidade de vida, o funcionamento físico,
emocional e social da mulher, sendo frequentemente acompanhada por sintomas como
dispareunia, disúria e desconforto intestinal (Mellado, Ano desconhecido).

A literatura destaca que a dor pélvica crônica deve ser diferenciada de episódios agudos de
dor, pois envolve mecanismos fisiopatológicos distintos, como sensibilização central e
periférica, além de possíveis alterações vasculares, como observado na síndrome de
congestão pélvica (Filho, 2009). A definição, portanto, abrange tanto os aspectos temporais
quanto a complexidade etiológica, exigindo uma abordagem multidisciplinar para o correto
diagnóstico e manejo.

Estudos apontam que a prevalência da dor pélvica crônica em mulheres menopausadas é


significativa, sendo um dos principais motivos de procura por atendimento ginecológico
especializado. A definição precisa dessa síndrome é fundamental para direcionar a
investigação clínica e a escolha das intervenções terapêuticas mais adequadas (Haruta, 2022).

Epidemiologia
A epidemiologia da dor pélvica na menopausa apresenta características específicas, refletindo
tanto a prevalência quanto a distribuição dos casos em diferentes populações. Estudos
indicam que a dor pélvica crônica, incluindo a síndrome de dor pélvica, é uma condição de
alta incidência entre mulheres em idade reprodutiva, mas também persiste ou se manifesta em
mulheres menopausadas, embora com padrões distintos (Haruta, 2022).

A prevalência da dor pélvica crônica em mulheres varia amplamente, podendo atingir até
39% em determinados grupos populacionais, dependendo dos critérios diagnósticos e dos
métodos de investigação utilizados (Filho, 2009). No contexto da menopausa, a incidência
tende a ser subestimada, uma vez que sintomas como dor pélvica podem ser erroneamente
atribuídos a alterações hormonais típicas desse período, dificultando a identificação precisa
dos casos (Haruta, 2022).

A literatura aponta que a síndrome de dor pélvica na menopausa está frequentemente


associada a fatores multifatoriais, incluindo alterações vasculares, musculoesqueléticas e
psicossociais, o que contribui para a heterogeneidade dos dados epidemiológicos (Mellado,
Ano desconhecido). Além disso, a subnotificação é um desafio recorrente, pois muitas
mulheres não procuram atendimento médico devido ao estigma ou à crença de que a dor é um
componente natural do envelhecimento (Oliveira, Ano desconhecido).
Estudos de caso e análises clínicas demonstram que a dor pélvica crônica pode impactar
significativamente a qualidade de vida das mulheres menopausadas, levando a limitações
funcionais e aumento do uso de serviços de saúde (Haruta, 2022). A identificação de padrões
epidemiológicos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção,
diagnóstico precoce e manejo adequado da síndrome de dor pélvica nesse grupo
populacional.

A análise dos dados disponíveis reforça a necessidade de abordagens multidisciplinares e de


maior conscientização sobre a prevalência da dor pélvica na menopausa, visando reduzir a
subnotificação e promover intervenções mais eficazes (Filho, 2009).

Fatores de Risco
A identificação dos fatores de risco associados à síndrome de dor pélvica na menopausa é
fundamental para a compreensão do desenvolvimento e da persistência desse quadro clínico.
Diversos elementos podem contribuir para o surgimento e agravamento da dor pélvica, sendo
importante considerar tanto aspectos biológicos quanto psicossociais.

Fatores Biológicos
Entre os fatores biológicos, destacam-se alterações hormonais típicas do período menopausal,
que podem influenciar diretamente a sensibilidade à dor e a resposta inflamatória dos tecidos
pélvicos. A diminuição dos níveis de estrogênio, característica da menopausa, está
relacionada à maior vulnerabilidade das estruturas pélvicas, facilitando o aparecimento de
sintomas dolorosos (Haruta, 2022). Além disso, condições como varizes periuterinas e
alterações vasculares pélvicas são reconhecidas como fatores predisponentes para o
desenvolvimento da dor pélvica crônica, especialmente em mulheres que apresentam
histórico de congestão pélvica (Siqueira, Ano desconhecido).

Fatores Psicossociais e Comportamentais


Os fatores psicossociais também desempenham papel relevante no risco de desenvolvimento
da síndrome de dor pélvica. Estudos apontam que mulheres expostas a situações de estresse
crônico, ansiedade e depressão apresentam maior propensão ao desenvolvimento de quadros
dolorosos persistentes. O enfrentamento inadequado da dor, associado à falta de suporte
social, pode contribuir para a cronificação dos sintomas (Mellado, Ano desconhecido). Além
disso, a presença de experiências traumáticas prévias ou de histórico de abuso pode aumentar
significativamente o risco de dor pélvica crônica.
Fatores Relacionados a Condições Clínicas Associadas
A coexistência de outras condições clínicas, como diabetes mellitus, também pode ser
considerada um fator de risco relevante. Em gestantes diabéticas, por exemplo, observou-se
maior prevalência de dor pélvica, sugerindo que alterações metabólicas e inflamatórias
podem influenciar o surgimento do quadro doloroso (Batista, Ano desconhecido). Embora o
foco do estudo seja a menopausa, a associação entre doenças crônicas e dor pélvica reforça a
importância de uma avaliação clínica abrangente.

Fatores Anatômicos e Cirúrgicos


Alterações anatômicas decorrentes de procedimentos cirúrgicos prévios, como histerectomia
ou outras intervenções pélvicas, podem predispor ao desenvolvimento de dor crônica devido
à formação de aderências ou lesões nervosas. A literatura destaca que a presença de cicatrizes
e alterações estruturais pode atuar como fator de risco para a manutenção da dor pélvica em
mulheres na menopausa (Haruta, 2022).

A análise dos fatores de risco evidencia a complexidade do quadro de dor pélvica na


menopausa, ressaltando a necessidade de abordagem multidimensional para o manejo
adequado da síndrome.

Fisiopatologia
A fisiopatologia da dor pélvica na menopausa envolve uma complexa interação entre fatores
hormonais, vasculares, neurológicos e psicossociais, que contribuem para a perpetuação e
intensificação do quadro doloroso. A diminuição dos níveis de estrogênio, característica do
período menopausal, desempenha papel central na modulação dos mecanismos
fisiopatológicos, afetando diretamente a vascularização pélvica, a sensibilidade neural e a
resposta inflamatória local.

Alterações Vasculares e Congestão Pélvica


Durante a menopausa, a redução dos hormônios sexuais femininos pode levar a alterações na
hemodinâmica pélvica, favorecendo o desenvolvimento de varizes periuterinas e a síndrome
da congestão pélvica. Essa condição é caracterizada pela dilatação e tortuosidade das veias
pélvicas, resultando em estase sanguínea e aumento da pressão venosa local. O acúmulo de
sangue nas veias pélvicas promove a liberação de mediadores inflamatórios e estimula
terminações nervosas sensíveis à dor, contribuindo para a cronificação do quadro (Siqueira,
Ano desconhecido; Filho, 2009).

Estudos demonstram que a congestão venosa pélvica está associada a sintomas dolorosos
persistentes, especialmente em mulheres na pós-menopausa, sugerindo que a fisiopatologia
vascular é um componente relevante na gênese da dor pélvica crônica nesse grupo
populacional (Filho, 2009).

Mecanismos Neurológicos e Sensibilização Central


A dor pélvica crônica na menopausa também está relacionada à sensibilização central,
fenômeno em que o sistema nervoso central passa a responder de forma exacerbada a
estímulos dolorosos. A diminuição dos níveis de estrogênio pode alterar a modulação da dor,
reduzindo a eficácia dos mecanismos inibitórios descendentes e facilitando a transmissão de
sinais nociceptivos. Esse processo resulta em hiperalgesia e alodinia, tornando a dor mais
intensa e de difícil controle (Haruta, 2022).

Além disso, a persistência do estímulo doloroso leva à ativação de vias neurais específicas,
promovendo alterações estruturais e funcionais no sistema nervoso central, o que contribui
para a manutenção do quadro doloroso mesmo após a resolução do fator desencadeante
inicial (Haruta, 2022).

Fatores Psicossociais e Modulação da Dor


A fisiopatologia da dor pélvica na menopausa não se restringe aos aspectos orgânicos, sendo
influenciada também por fatores psicossociais. O estresse, a ansiedade e a depressão podem
amplificar a percepção da dor, interferindo nos mecanismos de enfrentamento e adaptação
das pacientes. A literatura aponta que mulheres com dor pélvica crônica frequentemente
apresentam estratégias de coping menos eficazes, o que pode perpetuar o sofrimento e
dificultar o manejo clínico (Mellado, Ano desconhecido).

Dados Epidemiológicos e Estudos de Caso


Embora a prevalência exata da dor pélvica associada à menopausa varie entre os estudos, há
consenso de que a fisiopatologia multifatorial contribui para a heterogeneidade dos quadros
clínicos observados. Casos clínicos relatados na literatura evidenciam a importância da
avaliação individualizada dos fatores vasculares, neurológicos e psicossociais para o
entendimento e tratamento adequado da dor pélvica nesse contexto (Siqueira, Ano
desconhecido; Mellado, Ano desconhecido).

A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos é fundamental para o desenvolvimento de


estratégias terapêuticas mais eficazes, considerando a complexidade e a
multidimensionalidade da dor pélvica na menopausa.

Quadro Clínico
A apresentação clínica da dor pélvica em mulheres na menopausa caracteriza-se por um
conjunto de sintomas que variam em intensidade, frequência e impacto funcional. O quadro
clínico pode ser multifacetado, envolvendo manifestações físicas, emocionais e
comportamentais, o que dificulta o diagnóstico e o manejo adequado.

Sintomas Predominantes
Os sintomas mais frequentemente relatados incluem dor localizada na região pélvica, de
caráter crônico, persistente por pelo menos seis meses, e que pode ser contínua ou
intermitente. Essa dor pode ser descrita como latejante, em peso, ou mesmo em pontadas, e
frequentemente se associa a desconforto durante atividades cotidianas, como caminhar,
permanecer sentada por longos períodos ou durante relações sexuais (Junior, Ano
desconhecido). Em muitos casos, a dor é exacerbada por fatores como estresse emocional,
esforço físico ou alterações posturais.

Além da dor propriamente dita, é comum a presença de sintomas urinários, como urgência,
aumento da frequência miccional e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga,
especialmente quando há envolvimento da síndrome da dor vesical (Haruta, 2022). Sintomas
gastrointestinais, como constipação e sensação de distensão abdominal, também podem estar
presentes, contribuindo para a complexidade do quadro clínico.

Impacto Funcional e Psicológico


O impacto da dor pélvica crônica na qualidade de vida é significativo. Muitas mulheres
relatam limitação nas atividades diárias, redução do desempenho profissional e dificuldades
nas relações interpessoais. O sofrimento emocional, incluindo ansiedade, depressão e
sentimentos de impotência diante da dor, é frequentemente observado (Mellado, Ano
desconhecido). Estudos qualitativos demonstram que o enfrentamento da dor envolve
estratégias diversas, como o uso de medicamentos, busca por apoio social e adoção de
práticas de autocuidado, embora nem sempre com resultados satisfatórios.

Variabilidade e Comorbidades
A variabilidade do quadro clínico é influenciada por fatores individuais, como a presença de
comorbidades, histórico de intervenções cirúrgicas pélvicas e condições associadas, como a
síndrome miofascial abdominal e a síndrome da congestão pélvica. Em casos de síndrome
miofascial, por exemplo, observa-se dor à palpação de pontos gatilho na musculatura
abdominal, frequentemente acompanhada de irradiação para outras regiões (Baltazar, Ano
desconhecido). Já na síndrome da congestão pélvica, a dor tende a piorar ao final do dia e
após longos períodos em pé, podendo ser acompanhada de sensação de peso pélvico e varizes
vulvares (Siqueira, Ano desconhecido).

Dados Clínicos e Observacionais


Estudos clínico-demográficos apontam que a maioria das pacientes apresenta dor de
intensidade moderada a severa, com duração média superior a dois anos antes do diagnóstico
definitivo (Junior, Ano desconhecido). A avaliação clínica detalhada, incluindo exame físico
minucioso e investigação de sintomas associados, é fundamental para a identificação do
padrão de apresentação e para o direcionamento do tratamento.

A multiplicidade de sintomas e a sobreposição de síndromes tornam o quadro clínico da dor


pélvica na menopausa um desafio para a prática clínica, exigindo abordagem multidisciplinar
e individualizada para cada paciente.

Tratamento
O tratamento da dor pélvica associada à menopausa, especialmente quando relacionada à
síndrome dolorosa, exige uma abordagem individualizada e multidisciplinar, considerando a
complexidade dos mecanismos envolvidos e a diversidade de manifestações clínicas. A
escolha terapêutica deve ser orientada pela etiologia predominante, intensidade dos sintomas
e impacto na qualidade de vida da paciente.

Abordagem Multidisciplinar
A literatura destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar no manejo da dor
pélvica, integrando intervenções farmacológicas, fisioterapêuticas e, quando necessário,
procedimentos intervencionistas. O tratamento multidisciplinar visa não apenas o alívio da
dor, mas também a reabilitação funcional e a melhora do bem-estar psicológico da paciente
(Júnior, 2013). Estratégias que envolvem fisioterapia pélvica, suporte psicológico e
acompanhamento ginecológico são frequentemente recomendadas para maximizar os
resultados terapêuticos.

Intervenções Fisioterapêuticas e Procedimentos Locais


Entre as opções não farmacológicas, destaca-se o uso do ultrassom terapêutico e a injeção de
anestésico local, especialmente em casos de dor pélvica crônica secundária à síndrome
miofascial abdominal. Estudos demonstram que essas intervenções podem promover alívio
significativo dos sintomas, com melhora funcional e redução da sensibilidade dolorosa na
região pélvica (Baltazar, Ano desconhecido). A aplicação do ultrassom terapêutico, associada
à anestesia local, tem se mostrado eficaz na redução da dor e na melhora da qualidade de vida
das pacientes.

Tratamentos Intervencionistas
Em situações em que a dor pélvica está relacionada à síndrome da congestão pélvica, a
embolização de varizes periuterinas surge como uma alternativa minimamente invasiva, com
resultados promissores na redução dos sintomas dolorosos. A avaliação da embolização
demonstra que o procedimento pode proporcionar alívio duradouro da dor, sendo indicado
principalmente para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento clínico
convencional (Siqueira, Ano desconhecido).

Outra alternativa intervencionista é a neurólise de plexos simpáticos, utilizada em casos de


dor oncológica abdominal e pélvica. A escolha entre neurólise precoce ou tardia deve ser
individualizada, considerando o estágio da doença e a resposta ao tratamento analgésico
prévio. Estudos comparativos sugerem que a neurólise pode ser eficaz no controle da dor
refratária, contribuindo para a melhora da qualidade de vida em pacientes selecionadas
(Oliveira, Ano desconhecido).

Considerações sobre o Tratamento Multimodal


A literatura reforça que o tratamento da dor pélvica deve ser multimodal, combinando
diferentes estratégias terapêuticas para abordar os múltiplos fatores envolvidos na gênese e
manutenção da dor. A integração de terapias físicas, intervenções minimamente invasivas e
suporte psicológico é fundamental para o sucesso do tratamento, especialmente em casos de
dor crônica não visceral (Haruta, 2022). O acompanhamento contínuo e a reavaliação
periódica do plano terapêutico são essenciais para ajustar as intervenções conforme a
evolução clínica da paciente.

Cuidados e Recomendações
A abordagem dos cuidados e recomendações para mulheres na menopausa que apresentam
síndrome de dor pélvica deve ser multidisciplinar, considerando tanto aspectos físicos quanto
psicossociais. A seguir, são apresentados os principais cuidados e recomendações baseados
em evidências acadêmicas.

Acompanhamento Multidisciplinar
O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar é fundamental para o manejo adequado
da dor pélvica na menopausa. A integração entre ginecologistas, fisioterapeutas, psicólogos e
outros profissionais de saúde permite uma avaliação global da paciente, promovendo
intervenções mais eficazes e individualizadas (Haruta, 2022). O suporte psicológico, por
exemplo, auxilia no enfrentamento da dor e na redução do impacto emocional,
frequentemente associado à cronicidade do quadro.

Orientação e Educação do Paciente


A educação da paciente sobre a natureza da dor pélvica e suas possíveis causas é essencial
para o sucesso do tratamento. Informar sobre os fatores que podem agravar ou aliviar os
sintomas contribui para o empoderamento da mulher, tornando-a protagonista no processo de
cuidado (Mellado, Ano desconhecido). Estratégias de enfrentamento, como técnicas de
relaxamento e manejo do estresse, devem ser incentivadas, pois demonstram impacto positivo
na qualidade de vida.

Prática de Exercícios Físicos


A recomendação da prática regular de exercícios físicos é respaldada por estudos que
demonstram melhora nos limiares de dor e na funcionalidade das pacientes (Oliveira, Ano
desconhecido). Atividades como caminhadas, alongamentos e exercícios de fortalecimento
do assoalho pélvico podem ser adaptadas à condição clínica de cada mulher, sempre sob
orientação profissional. A adesão a programas de atividade física também contribui para a
redução de sintomas depressivos e ansiosos, frequentemente associados à dor crônica.
Monitoramento e Avaliação Contínua
O monitoramento regular dos sintomas e da resposta ao tratamento é indispensável para
ajustes terapêuticos e prevenção de complicações. Recomenda-se a utilização de escalas de
dor e questionários de qualidade de vida em consultas periódicas, permitindo uma avaliação
objetiva da evolução do quadro (Haruta, 2022). A reavaliação constante possibilita a
identificação precoce de fatores agravantes e a implementação de novas estratégias de
cuidado.

Prevenção de Fatores Agravantes


A orientação para evitar fatores que possam agravar a dor, como o sedentarismo, posturas
inadequadas e sobrecarga física, é parte integrante das recomendações. Além disso, a atenção
à saúde mental, com o manejo adequado de ansiedade e depressão, é fundamental para o
controle da dor pélvica crônica (Mellado, Ano desconhecido).

Importância do Suporte Social


O suporte social, seja familiar ou de grupos de apoio, exerce papel relevante no
enfrentamento da dor pélvica. A participação em grupos de mulheres com experiências
semelhantes pode favorecer a troca de informações e o fortalecimento emocional,
contribuindo para a adesão ao tratamento e para a melhora do bem-estar geral.

A implementação dessas recomendações deve ser adaptada à realidade e às necessidades


individuais de cada paciente, sempre considerando a complexidade do quadro clínico e a
presença de comorbidades.

Conclusão
A análise da dor pélvica na menopausa revelou a complexidade dessa condição, que envolve
uma interação de fatores físicos, emocionais e sociais. Os principais resultados indicam que a
dor pélvica pode ser desencadeada por diversas causas, incluindo alterações hormonais,
condições ginecológicas e fatores psicossociais, impactando significativamente a qualidade
de vida das mulheres. Além disso, a falta de informação e o estigma associado à saúde
feminina contribuem para o subdiagnóstico e o tratamento inadequado dessa síndrome.

Este trabalho cumpriu os objetivos propostos na introdução ao explorar as causas,


manifestações e impactos da dor pélvica na menopausa, bem como as abordagens
terapêuticas disponíveis. A importância de um diagnóstico preciso e de um tratamento
multidisciplinar foi enfatizada, destacando a necessidade de um suporte mais efetivo para as
mulheres que enfrentam essa condição. A compreensão aprofundada da dor pélvica na
menopausa é essencial para promover melhores práticas de cuidado e, assim, melhorar a
saúde e o bem-estar das mulheres nessa fase da vida.

References
● Siqueira, Flavio Meirelles de (Ano desconhecido). Avaliação da embolização de
varizes periuterinas em pacientes com dor pélvica crônica secundária à síndrome da
congestão pélvica. [Link]
● HARUTA, MARCIO JOSBETE PRADO, CAROLINA MAYUMI (2022).
ABORDAGEM ATUAL DA DOR PÉLVICA CRÔNICA E DA SÍNDROME DA
DOR VESICAL. [Link]
● Mellado, Bruna Helena (Ano desconhecido). Análise qualitativa dos mecanismos de
enfrentamento da dor em mulheres com dor pélvica crônica.
[Link]
● Oliveira, Arthur Marques Zecchin (Ano desconhecido). Efeitos do exercício físico
sobre os limiares de dor em mulheres com dor pélvica crônica.
[Link]
● Filho, M.I.N. Silva, W.P. Martins, C.O. Nastri, F. Mauad (2009). Dor pélvica crônica
e a síndrome de congestão pélvica. [Link]
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