Elisa Felisberto
12° Classe
Turma: B
Disciplina: Português
VIDA E OBRA DE FERNANDO PESSOA
Docente: Moisés Natalício Savanguane
ESCOLA SECUNDARIA 10° CONGRESSO – PEMBE
HOMOINE
FEVEREIRO
2025
Índice.
Introdução.
Fernando Pessoa foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura
central do Modernismo português. Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia
voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que
expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu
tédio. O presente trabalho, visa falar da vida de Fernando Pessoa, suas obras,
heteronómicos usados por ele e características dessas obras
Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos - poetas
com personalidades próprias que escreveram sua poesia e, com eles procurou
detetar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo.
Biografia de Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de
junho de 1888. Era filho de Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, que era
crítico musical, e de Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, natural dos
Açores. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade.
Seu padrasto era o comandante militar João Miguel Rosa, que foi nomeado cônsul
de Portugal em Durban, na África do Sul. Acompanhando a família, Fernando
Pessoa seguiu para a África do Sul, onde recebeu educação inglesa no colégio de
freiras e na Durban High School.
Com 16 anos já havia lido os grandes autores da língua inglesa, como William
Shakespeare, John Milton e Allan Poe. Em 1902 a família voltou para Lisboa. Em
1903, Fernando Pessoa retornou sozinho para a África do Sul e frequentou a
Universidade de Capetown.
Em 1905, Pessoa regressou para Lisboa e matriculou-se na Faculdade de Letras,
porém deixou o curso no ano seguinte. A fim de dispor de tempo para ler e
escrever, recusou vários bons empregos. Só em 1908 passou a trabalhar como
tradutor autônomo em escritórios comerciais.
Entre 1902 e 1908, Fernando Pessoa escreveu poesias somente em inglês:
“Antinous”, “Sonnets” e “Inscriptions”, publicadas nos "English Poems", I, II e
III. Só em 1908 começou a compor poesias e prosas em português.
Carreira Literária e o Modernismo em Portugal
Em 1912, Fernando Pessoa estreou como crítico literário na revista “Águia”, e
como poeta em “A Renascença” (1914). A partir de 1915 liderou o grupo de
intelectuais que fundou a revista “Orpheu”, que lançou o Futurismo em Portugal.
No grupo estavam: Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Luís de Montalvor, Almada-
Negreiros e o brasileiro Ronald de Carvalho.
A revista Orpheu foi a porta-voz dos ideais de renovação futurista desejados pelo
grupo, defendendo a liberdade de expressão numa época em que Portugal
atravessava uma profunda instabilidade político-social da primeira república.
Sua irreverência tinha como objetivo “escandalizar o burguês”: colocavam-se
contra o provincianismo e a literatura estereotipada da tradição. Os modernistas
portugueses não possuíam um programa estético literário, pretendiam mais
derrubar as formas artísticas convencionais pelo escândalo. Nessa época, criou
seus heterônimos principais.
Porém, a revolução cultural que pretendiam não teve os resultados esperados. Suas
revistas tiveram duração muito curta: Orpheu (1915), Exílio (1916), Centauro
(1916), Portugal Futurista (1917), Contemporânea (1922-1923) e Athena (1924-
1925).
Fernando Pessoa publicou na revista Orpheu alguns poemas que escandalizaram a
sociedade conservadora da época. Os poemas “Ode Triunfal” e “Opiário”, escritos
por seu heterônimo Álvaro de Campos, provocaram reações violentas levando os
“orfistas” a serem apontados, nas ruas, como loucos e insanos.
Heterônimos de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo. Tendo sido "plural", como se
definiu, criou personalidades próprias para os vários poetas que conviveram nele.
Cada um tem sua biografia e traços diferentes de personalidade. Os poetas, não são
pseudônimos e sim heterônimos, isto é, indivíduos diferentes, cada qual com seu
mundo próprio representando o que angustiava ou encantava seu autor.
Alberto Caeiro
O poeta Alberto Caeiro nasceu em Lisboa, em 16 de abril de 1889. Órfão de pai e
mãe, só teve instrução primária e viveu quase toda a vida no campo, sob a
proteção de uma tia. Poeta de contato com a natureza, extraía dela os valores
ingênuos com os quais alimentava a alma.
Para Caeiro, “tudo é como é”, “tudo é assim como é assim”, o poeta reduz tudo à
objetividade, sem a mediação do pensamento. O poema “O Guardador de
Rebanhos” mostra a forma simples e natural de sentir e dizer desse poeta. Alberto
Caeiro morreu tuberculoso, 1915.
Ricardo Reis
O poeta Ricardo Reis nasceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 19 de setembro
de 1887. Teve formação em escola de jesuítas e estudou medicina. Monarquista,
exilou-se no Brasil por não concordar com a Proclamação da República
Portuguesa.
Foi profundo admirador da cultura clássica, tendo estudado latim, grego e
mitologia. A obra de Reis é a ode clássica, cheia de princípios aristocráticos.
Bernardo Soares
É um dos heterônimos que o próprio Fernando Pessoa definiu como sendo um
“semi-heterônimo”. É o autor do livro Desassossego.
Álvaro de Campos
O poeta Álvaro de Campos foi o mais importante heterônimo de Fernando Pessoa,
nasceu no extremo sul de Portugal, em Tavira, em 15 de outubro de 1890. É o
poeta moderno, aquele que vive as ideologias do século XX. Estudou Engenharia
Naval, na Escócia, mas não podia suportar viver confinado em escritórios.
De temperamento rebelde e agressivo, seus versos reproduzem a revolta e o
inconformismo, manifestados através de uma verdadeira revolução poética.
Escreveu “Ode Triunfal”, “Ode Marítima” e “Tabacaria”.
Principais obras de Fernando Pessoa
35 sonnets (1918)
Antinous (1918)
English poems (1921)
Mensagem (1934)
Livro do desassossego (1982)
Conclusões.
Fernando Pessoa foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura
central do Modernismo português. Foi vários poetas ao mesmo tempo, criou
heterônimos - poetas com personalidades próprias que escreveram sua poesia e,
com eles procurou detetar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo.
Seus dois primeiros livros — Antinous e 35 sonnets — foram publicados em
inglês. Sua primeira obra publicada em português foi Mensagem, de 1934. Assim,
o poeta, pertencente à geração de Orpheu do modernismo português, produziu
obras anticonvencionais, provocativas, com liberdade formal, elementos futuristas
e simbolistas.
Referencias Bibliográficas.
https://www.ebiografia.com/fernando_pessoa/