O estudo das Relações Internacionais vem
ganhando importância nos últimos anos,
principalmente com o processo de
globalização verificado a partir da década de
1990. As inter-relações
entre as nações expandiram-se tanto que o
conhecimento dessa realidade tornou-se
fundamental para o entendimento da nova
dimensão
das relações e da interdependência entre os
países e as regiões.
As transformações ocorridas no último século
foram bastante ricas para o aprofundamento e
complexidade do sistema internacional. Como
afirma Hobsbawm (2007), o século XX foi a
era
mais extraordinária, combinando catástrofes
humanas de dimensões
inéditas, conquistas materiais substanciais e
um aumento sem precedentes da nossa
capacidade de transformar e talvez destruir o
planeta
e até penetrar no espaço exterior.
As relações entre Estados, organizações
internacionais e
outros atores do sistema mundial, bem como
as transformações do
sistema internacional, no decorrer do tempo,
são os focos principais
das interpretações que fazem parte das teorias
estudadas pelas Rela-
ções Internacionais. Suas análises combinam
as relações de força
entre os Estados e as atuações dos
organismos internacionais públicos e privados.
Assim, podemos afirmar que o estudo das
Relações
Internacionais reflete a necessidade específica
das sociedades compreenderem a realidade
externa no processo de interação entre os
diversos
atores, acontecimentos e fenômenos da
atualidade. Estão concentradas na
interpretação dos fenômenos que extrapolam
as fronteiras dos
Estados.
Por sua natureza, o estudo das Relações
Internacionais está
associado ao campo das ciências sociais, com
grande inter-relação
entre a ciência política, a economia, a história,
o direito, e as ciências
sociais de uma forma geral. É, portanto, uma
matéria multidisciplinar, e não uma ciência
exata, porque os fenômenos do estudo da
matéria antagonizam o tradicional, baseado
nas observações histó-
ricas, filosóficas e do direito internacional,
enquanto que a observa-
ção científica se baseia nas provas científicas
e matemáticas ou nos
processos de verificação empírica.
No início, pelos aspectos que predominavam
nas Relações
Internacionais, o estudo se concentrava nas
análises militares e da
guerra. No entanto, após a 2ª Grande Guerra,
com a polarização do
poder global do sistema internacional dividido
entre os Estados
Unidos e a União Soviética, com o
desenvolvimento
econômico e a
transnacionalização do processo produtivo, as
relações internacionais tornaram-se mais
complexas, exigindo um maior esforço na
compreensão desses novos fatores, dentre
eles as empresas multinacionais e as
organizações não-governamentais. A
geografia, como
matéria que ensinava a geopolítica do poder,
perde espaço para a
compreensão sociológica dessas
transformações.
Inicialmente, o estudo das Relações
Internacionais concentrava-se no papel do
Estado como único agente ativo da política
externa e da estratégia de poder de uma
nação, mas a crescente
influência de outros atores que não o Estado
tem permitido a reflexão
sobre o papel dessas organizações
internacionais.
Suas abordagens abrangem a análise das
perspectivas internacionais envolvendo os
principais atores e organizações, dentre
eles o Estado e as organizações
internacionais. Diversos fatores
constituem essas análises, notadamente nas
relações verificadas após
a 2ª Guerra Mundial, quando os Estados
Unidos e URSS transformaram-se nas nações
hegemônicas no contexto internacional,
perdurando até o início da década de 1990 do
século passado, quando a
hegemonia passa a se concentrar apenas nos
Estados Unidos.
As Relações Internacionais estão normalmente
associadas
às inter-relações entre os Estados, mas com a
evolução das organizações internacionais
governamentais e não-governamentais, outros
temas de interesse da sociedade internacional
vêm ganhando espaço
nessas relações. Gonçalves (2005) descreve
que, entre as diversas
definições da realidade do estudo das
Relações Internacionais, estas
podem ser sintetizadas em dois grupos:
1. O primeiro grupo é o que apresenta as
relações internacionais como resultado das
relações entre Estados.
2. O segundo grupo de definições é aquele
que compreende
os seguintes fenômenos:
a) paz e guerra;
b) armas nucleares e desarmamento;
c) imperialismo e nacionalismo;
d) as relações assimétricas entre sociedades
ricas e sociedades pobres;
e) preservação do meio ambiente;
f) combate ao narcotráfico;
g) combate ao terrorismo internacional;
h) defesa dos direitos humanos;
i) influência das instituições religiosas;
j) organizações internacionais;
l) processo de integração regional;
m)formação e fragmentação dos Estados;
n) comércio e ação das corporações
multinacionais;
o) raça e gênero em todo o mundo;
p) desenvolvimento e transferência
tecnológica;
q) globalização.
Para o primeiro grupo tais temas são
necessariamente produtos das relações
diplomáticas, militares e estratégicas que os
Estados estabelecem entre si, quer por meio
de diplomacia da paz, ou
mesmo por imposições da força bélica.
Já para o segundo grupo apresentado pelo
autor, o objeto de
estudo é bastante abrangente, incluindo
fenômenos que influenciam
a vida dos cidadãos em qualquer parte do
mundo e envolvem, para
sua solução ou discussão, entidades que não
necessariamente o
Estado, apesar deste manter seu poder de
decisão em fatores que
abranjam a territorialidade e soberania. Os
conflitos que levam à
guerra têm sido, portanto, o tema central para
o estudo das Relações
Internacionais, que despertou maior interesse
depois da 1ª Guerra
Mundial, motivado, segundo Silva e Gonçalves
(2005), em grande
medida, pelo interesse em investigar de
maneira sistemática as causas da guerra e a
possibilidade de edificações de mecanismos
capazes
de evitar a eclosão futura desse tipo de
conflito.
A geopolítica internacional após a 2ª Guerra
Mundial transferiu-se da Europa para os
Estados Unidos, que em sua estratégia de
poder, viu-se confrontado com a União
Soviética (URSS), bloco
hegemônico dos países socialistas. Instalou-
se, então, um novo con-
flito de poder, desta vez um conflito de
ameaças que ficou conhecido
como guerra fria. Os Estados Unidos usaram
toda sua estratégia,
inclusive militar, para proteger sua área de
atuação, que envolvia os
países capitalistas da Europa Ocidental,
América, Ásia e África,
enquanto a URSS buscava ampliar seu poder
entre os países socialistas, principalmente na
Europa Oriental, conquistando adeptos para a
expansão socialista.
Conforme comentado, o estudo das Relações
Internacionais
não é considerado “ciência”, por não possuir
um objeto próprio e ser
passível de interpretações diversas. Sua
interpretação dos fenômenos
é baseada na observação da história, na
análise filosófica e sociológica desses
fenômenos e na análise econômica e do direito
internacional. Seu estudo não pode ser à base
de provas científicas e lógicas,
porque os fatos e relações não são passíveis
de serem repetidos no
tempo para que sua interpretação seja
uniforme.
Para melhor entender essas relações e
fenômenos, o objeto
de estudo das Relações Internacionais é assim
tratado por Gonçalves:
“A disciplina Relações Internacionais tem
procurado, desde que seu projeto foi lançado,
definir com
maior exatidão possível os limites de seu
objeto de estudo e
elaborar os instrumentos teórico-conceituais
que permitam
a análise desse objeto. Seu grande desafio é
assumir sua
indispensável configuração interdisciplinar. Isto
é, ser capaz de produzir uma visão integrada
do meio internacional
que vá além das visões parciais da Economia
Internacional, do Direto Internacional, da
História Internacional e da
Política Internacional”. (2004:30)
A análise das Relações Internacionais
apresenta diversas
teorias que explicam as estratégias de política
externa, segundo sua
interpretação histórica e pelas diversas
correntes acadêmicas, que
serão descritas a seguir.
1. Modelos de Análise das Relações
Internacionais
Algumas abordagens explicativas sobre as
Relações Internacionais foram sendo
desenvolvidas a partir dos principais
acontecimentos mundiais que envolveram os
Estados. Desde o início da
humanidade que os povos vêm se
comunicando e se relacionando,
muitas vezes como aliados e, infinitas vezes,
como inimigos, usando
os conflitos armados como a única forma de se
resolver pendengas.
A guerra, então, transformou-se no mecanismo
mais adequado para
demonstrar hegemonia e poder.
A partir da 1ª Guerra Mundial, as nações
vencedoras procuraram encontrar fórmulas
que garantissem a paz mundial, tentando
criar mecanismos que garantissem a não-
beligerância como único
caminho para solucionar divergências entre as
nações. Por essa
razão, conforme descreve Gonçalves, sobre o
interesse do estudo das
Relações Internacionais, desenvolvido a partir
da 1ª Grande Guerra:
“quando o conflito chegou ao fim, os líderes
das
potências vencedoras foram fortemente
pressionados pela
opinião pública de seus respectivos países
para punir duramente os responsáveis pela
guerra e, também, para tomar
as providências necessárias para que outra
guerra como
aquela não voltasse a acontecer”. (2004:29).
Como conseqüência dessa guerra, e em
função do desenvolvimento tecnológico bélico
proporcionado pelo conflito e pelo seu
envolvimento geográfico em escala mundial,
percebeu-se a necessidade de se conhecer
melhor esses fenômenos, o que levou ao
maior
interesse pela disciplina das Relações
Internacionais.
Isso não quer dizer que os fenômenos
internacionais não
fossem estudados antes, mas, como as
relações anteriores envolviam
poucos países e concentrados basicamente no
continente europeu, as
primeiras manifestações sobre o assunto
foram tratadas a partir do
acordo da “Paz de Westphália”, em 1648,
quando foram tratadas as
primeiras discussões sobre paz e guerra e
estabeleceu-se um sistema
baseado no direito internacional com relação à
soberania dos Estados. Sobre esse assunto
trataremos mais adiante.
O estudo das Relações Internacionais busca,
então, mostrar
essas interpretações a partir dos diversos
modelos e teorias explicativas. Não há, entre
os analistas, consenso sobre a classificação
de
modelos e teorias que estudam a matéria.
Dentre os modelos mais conhecidos,
descrevemos os abordados por Carvalho
(2003) e Gonçalves (2003), que apresentam
os
seguintes esquemas explicativos,
considerando os aspectos militares,
econômicos e estratégicos.
1.1. O Modelo da Corrida Armamentista
Este modelo foi desenvolvido após a 1ª Guerra
Mundial. A
razão principal dessa tese era a de que os
países precisavam priorizar
sua segurança para evitar outra guerra. Desta
maneira, era necessário
um expressivo orçamento militar, para
aumentar seu poderio armamentista e
desenvolver novas tecnologias bélicas.
Dentre os objetivos dos Estados, a segurança
está relacionada com a defesa e a expansão
territorial e para atingir esse objetivo
os Estados utilizam-se de sua potência militar
como uma demonstração de poder, para se
proteger ou para evitar que outros Estados
invadam seu território. Como elemento
relevante da corrida
armamentista a relação de forças é
determinada pela estratégia militar
dos adversários potenciais, pela ordenação
das tropas e recursos
materiais.
Antes da 1ª Guerra Mundial, a preocupação
com o exagerado crescimento da força militar
da Alemanha levou os países aliados
a se armarem, também, para uma possível
defesa contra qualquer
ação daquele país. O modelo da corrente
armamentista considerava
que o dispêndio com armamentos deveria ser
proporcional aos gastos
do seu rival. Seu poder era medido pela
capacidade armamentista. Os
governos viviam no dilema da corrida
armamentista ou desenvolvimento.
Esse modelo mostrou-se bastante ativo na
guerra fria, principalmente por parte dos
Estados Unidos, que mantiveram um arsenal
espalhado pelo mundo, sob a justificativa de
defesa contra a
URSS. Esta, por sua vez, também mantinha
um forte aparato militar
para se defender contra os Estados Unidos e
aliados. Nesse caso
específico, o que se observou foi uma corrida
constante para obter
mais e melhores armas, em uma disputa
qualitativa e quantitativa
pela superioridade armamentista.
Somente com o fim da guerra fria, em 1990, é
que o ímpeto
armamentista foi se reduzindo, principalmente
no lado da ex-URSS,
que não pôde manter sua corrida
armamentista.
Um importante fator que contribuiu para
reduzir a corrida
armamentista foi o estabelecimento do Tratado
de não-Proliferação
de Armas Nucleares (TNP), pela Organização
das Nações Unidas
(ONU) a partir da década de 1980 e de um
acordo assinado pelos
Estados Unidos e a Rússia para redução dos
mísseis nucleares de
ambos os países.
Na impossibilidade de expandirem seu poderio
nuclear,
alguns países, inclusive os Estados Unidos
desenvolveram a tecnologia das Armas de
Destruição em Massa (ADM) baseadas na
biologia,
na química e com armas bacteriológicas.
Essas armas químicas são
caracterizadas pela utilização de agentes
altamente tóxicos, com
poderes de matar ou mesmo deixar os
atingidos incapacitados, enquanto que as
armas biológicas utilizam microorganismos ou
toxinas
biológicas capazes de produzir doenças fatais,
tais como a peste
bubônica e o antrax. As armas referidas estão
proibidas pela Conven-
ção de Armas Biológicas, de 1972, e pela
Convenção de
Armas Químicas, de 1992. Mesmo assim,
alguns países ainda ameaçam o
sistema internacional com sua utilização ao
serem provocadas em
seus interesses.
A posição recente da política de segurança
americana é de
não tolerância à corrida armamentista no
mundo, principalmente
entre os países do Oriente Médio, China e
Coréia do Norte, obrigando-os a destruírem
seu arsenal nuclear e de armas de destruição
em
massa. Para isso, a potência americana
envolveu-se e ameaça envolver-se em
conflitos que resultem no desarmamento
desses países,
classificando-os como inimigos, como foi o
caso do Iraque em 2003
e atualmente o Irã, que insiste em manter seu
programa nuclear,
mesmo que para fins pacíficos, como
anunciado pelo presidente
Iraniano.
Mais recentemente a Coréia do Norte realizou,
para provar
seu poderio armamentista, testes nucleares,
confrontando os Estados
Unidos e a comunidade internacional, mas
depois de diversas
pressões resolveram abandonar seu programa
nuclear em troca de
apoio e financiamento econômico para o País.
Para evitar a corrida armamentista, as grandes
potências
têm procurado desenvolver um sistema de
segurança
internacional
coletivo baseado em três fatores essenciais,
segundo os autores Silva
e Gonçalves (2005), que são:
1. A estrutura anárquica do sistema
internacional dificulta
a manutenção de uma política de segurança
coletiva e
leva os Estados a desenvolverem mecanismos
próprios
de defesa, criando uma competição por sua
capacidade
militar, aumentando a corrida armamentista.
2. Há a crescente dificuldade de diferenciação
da natureza
dos armamentos militares, proporcionada pelo
avanço
tecnológico na área militar das grandes
potências que
produzem instrumento de defesa, mas que
podem ser
utilizados no ataque.
3. A comunicação imperfeita entre os Estados
impede o
conhecimento de suas intenções, levando-os à
corrida
armamentista como uma prevenção às
ameaças que possam acontecer.
Historicamente, a desconfiança entre as
nações sempre foi e é um fator relevante que
levam as na-
ções à corrida armamentista.
Muitas vezes, a corrida armamentista é
justificada como
fator que pode evitar as guerras do que como
um passo que fatalmente premedita uma
guerra. Quando o conflito leva à guerra, o uso
militar de armamentos justifica a utilização do
todos os tipos de
armas existentes, desde as convencionais até
mesmo as nucleares,
como as bombas atômicas ou de nêutrons e
as armas de destruição
em massa, como as químicas, biológicas ou
bacteriológicas.
1.2. Modelo da Teoria da Decisão e a Teoria
dos Jogos
O modelo da teoria da decisão busca analisar
a escolha
possível para um ator que não conheça a
opção do inimigo. É um
modelo de estratégia em que o Estado é
considerado o principal ator
na tomada de decisão nas situações
complexas, quer no âmbito
interno ou na política externa.
Na análise das decisões pressupõe-se que as
soluções, muitas vezes, sejam imprevisíveis
para os protagonistas. A racionalidade
das escolhas é resultado de uma análise de
custo-benefício das
múltiplas opções disponíveis, a partir das
informações existentes e
consideradas as relações de diferentes
estruturas de poder de cada
Estado envolvido. As decisões dependem de
parâmetros, tais como a
complexidade do assunto, a natureza do
regime político, a autoridade
do Chefe do Executivo e de sua
personalidade, assim como de sua
provável percepção do problema e do grau de
qualidade de seus
conselheiros.
A análise da decisão pressupõe, desse modo,
uma dinâmica
interna ao governo cuja saída, freqüentemente
imprevisível, pesa sob
as escolhas da política externa. Para o analista
de decisão, o importante é compreender por
qual razão algumas opções
foram escolhidas em vez de outras
supostamente imagináveis ex ante.
O exemplo mais utilizado para associar esse
modelo foi a
crise dos mísseis cubanos, em outubro de
1962, quando os Estados
Unidos descobriram a instalação de mísseis
soviéticos no solo cubano, capazes de atingir o
território americano. Apesar das ameaças
simultâneas por parte dos Estados Unidos e
da URSS, o medo de
uma guerra nuclear fez com que o presidente
Kennedy negociasse
para que os mísseis fossem retirados, sob o
compromisso americano
de não invadir Cuba e de retirar seus mísseis
da Turquia, que eram
uma ameaça para a URSS. O comportamento
do presidente Kennedy
demonstra a decisão de um dirigente racional,
no cálculo dos custos
e benefícios de cada opção a tomar.
Calculando que o bloqueio não
resolveria todos os problemas, o presidente
americano decide propor aos soviéticos o
desmantelamento dos mísseis americanos na
Turquia.
Conforme comenta Pecequillo (2003), a crise
dos mísseis
em Cuba quase levou ao enfrentamento direto
entre as superpotências, sinalizando o risco da
destruição mútua. Deflagrada pela
intenção da União Soviética de instalar uma
base de mísseis defensivos em Cuba,
invadindo uma esfera tradicional do
interesse norteamericano, a crise levou à uma
escalada de tensões entre Estados
Unidos e União Soviética até antes nunca
vista, cujas conseqüências poderiam ter sido
bem piores. Como resultado, os soviéticos
abandonaram o projeto, inaugurando uma
nova fase do relacionamento entre ambas as
superpotências, baseado na aceitação mútua
e
na coexistência.
Essa abordagem deu origem ao Dilema da
Segurança, de
Hertz, ao procurar explicar que a decisão de
um Estado é feita em
função da suposta decisão de um outro
Estado, ou seja, quando um
Estado sente a necessidade de garantir sua
segurança investe em
armamentos e os demais Estados, por não
saberem a intenção daquela decisão, sentem-
se ameaçados e procuram, também, adquirir
armas para se defender de uma suposta ação
daquele Estado.
Para tentar entender esse dilema, os analistas
das Relações
Internacionais buscaram no modelo da teoria
dos jogos as explica-
ções devidas. Este modelo tem o objetivo de
explicar o comportamento racional de alguns
atores. Parte de premissas matemáticas
para encontrar a solução para muitas questões
profundas. É o famoso
jogo do ganha x ganha. O modelo procura
explicar os fenômenos de
forma estratégica por esse modelo
matemático.