Nota Informativa n.
º 04/IGeFE/2025
ASSUNTO: PROCESSAMENTO DE REMUNERAÇÕES 2025
Enquadramento Legal:
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho;
Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 70-A/2000, de 05 de maio;
Estatuto da Carreira docente (ECD);
Decreto-Lei 84-F/2022, de 16 de dezembro
Portaria n.º 280/2022, de 18 de novembro
Portaria n.º 107-A/2023, de 18 de abril
Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto
Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro
Decreto-Lei n.º 1/2025, de 16 de janeiro
Tendo em vista o processamento das remunerações do pessoal docente e não docente do Ministério da
Educação, Ciência e Inovação, são de transmitir as seguintes orientações:
1. O Decreto-Lei nº 1/2025, de 16 de janeiro, procede à alteração da base remuneratória e à atualização
do valor das remunerações da Administração Pública, produzindo estas alterações efeitos a 1 de
janeiro de 2025.
2. O valor da base remuneratória da Administração Pública (BRAP) foi atualizado, sendo fixado em
878,41€ (cfr. artigo 2.º).
3. Revisão dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios
O valor dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios da tabela remuneratória única (TRU),
publicada em anexo ao Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro, na sua redação atual, é atualizado
nos seguintes termos:
a) O valor do montante pecuniário do nível 5 da TRU é atualizado para o valor da BRAP;
b) O valor do montante pecuniário dos níveis remuneratórios 6 a 39 da TRU, inclusive, é atualizado em
€56,58;
c) O valor dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios acima do nível 39 da TRU é atualizado
em 2,15%.
É publicada no anexo ao Decreto-Lei nº 1/2025, a revisão dos montantes pecuniários dos níveis
remuneratórios da TRU, de acordo com o disposto no nº 1 do artigo 3.º.
1
A presente atualização salarial produz efeitos a 1 de janeiro de 2025, pelo que deverá ser processada com
efeitos aquela data.
4. Atualização das remunerações base na Administração Pública
A remuneração base dos trabalhadores é atualizada nos termos da revisão constante do artigo 3.º, do
Decreto-Lei nº 1/2025, ou, em caso de falta de identidade da respetiva remuneração com um nível
remuneratório da TRU, de acordo com as regras constantes do artigo 4.º, do citado diploma legal:
a) A remuneração base mensal dos trabalhadores que auferem uma remuneração até € 2 631,62 é
atualizada em € 56,58.
b) A remuneração base mensal dos trabalhadores que auferem uma remuneração igual ou superior a
€ 2 631,63 é atualizada em 2,15 %.
5. Tabelas salariais atualizadas:
PESSOAL DOCENTE
Escalão Índice Montante 2024 Montante 2025
1º 167 1 657,53 € 1 714,11 €
2º 188 1 854,09 € 1 910,67 €
3º 205 2 016,85 € 2 073,43 €
4º 218 2 141,31 € 2 197,89 €
5º 235 2 304,07 € 2 360,65 €
6º 245 2 399,80 € 2 456,38 €
7º 272 2 658,30 € 2 715,45 €
8º 299 2 919,83 € 2 982,61 €
9º 340 3 320,22 € 3 391,60 €
10º 370 3 613,16 € 3 690,84 €
TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
Habilitação Académica Formação Profissional Montante 2023 Montante 2024 Montante 2025
Licenciado Com Certificado de Aptidão Profissional 1 456,18 € 1 508,81 € 1 565,39 €
Licenciado Sem Certificado de Aptidão Profissional 1 223,80 € 1 276,43 € 1 333,01 €
Não Licenciado Com Certificado de Aptidão Profissional 1 093,67 € 1 146,30 € 1 202,88 €
Não Licenciado Sem Certificado de Aptidão Profissional 879,89 € 932,52 € 989,10 €
2
PESSOAL NÃO DOCENTE
CARREIRA DE ASSISTENTE OPERACIONAL
Categoria: Encarregado Operacional
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 8 961,40 € 1ª 8 1 017,98 €
2ª 9 1 017,56 € 2ª 9 1 074,14 €
3ª 10 1 070,19 € 3ª 10 1 126,77 €
4ª 11 1 122,84 € 4ª 11 1 179,42 €
5ª 12 1 175,46 € 5ª 12 1 232,04 €
6ª * 13 1 228,09 € 6ª * 13 1 284,67 €
7ª * 14 1 280,72 € 7ª * 14 1 337,30 €
*Posições remuneratórias complementares
CARREIRA DE ASSISTENTE OPERACIONAL
Categoria: Assistente Operacional
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 5 821,83 € 1ª 5 878,41 €
2ª 6 869,84 € 2ª 6 926,42 €
3ª 7 922,47 € 3ª 7 979,05 €
4ª 8 961,40 € 4ª 8 1 017,98 €
5ª 9 1 017,56 € 5ª 9 1 074,14 €
6ª 10 1 070,19 € 6ª 10 1 126,77 €
7ª 11 1 122,84 € 7ª 11 1 179,42 €
8ª 12 1 175,46 € 8ª 12 1 232,04 €
*Posições remuneratórias complementares
CARREIRA DE ASSISTENTE TÉCNICO
Categoria: Coordenador Técnico
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 15 1 333,35 € 1ª 15 1 389,93 €
2ª 17 1 438,62 € 2ª 17 1 495,20 €
3ª 20 1 596,52 € 3ª 20 1 653,10 €
4ª 22 1 701,78 € 4ª 22 1 758,36 €
5ª * 23 1 754,41 € 5ª * 23 1 810,99 €
6ª * 24 1 807,04 € 6ª * 24 1 863,62 €
*Posições remuneratórias complementares
3
CARREIRA DE ASSISTENTE TÉCNICO
Categoria: Assistente Técnico
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 7 922,47 € 1ª 7 979,05 €
2ª 8 961,40 € 2ª 8 1 017,98 €
3ª 9 1 017,56 € 3ª 9 1 074,14 €
4ª 10 1 070,19 € 4ª 10 1 126,77 €
5ª 11 1 122,84 € 5ª 11 1 179,42 €
6ª 12 1 175,46 € 6ª 12 1 232,04 €
7ª 13 1 228,09 € 7ª 13 1 284,67 €
8ª 14 1 280,72 € 8ª 14 1 337,30 €
9ª 15 1 333,35 € 9ª 15 1 389,93 €
10ª * 16 1 385,99 € 10ª * 16 1 442,57 €
11ª * 17 1 438,62 € 11ª * 17 1 495,20 €
12ª * 18 1 491,25 € 12ª * 18 1 547,83 €
*Posições remuneratórias complementares
CARREIRA DE TÉCNICO SUPERIOR
Categoria: Técnico Superior
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 16 1 385,99 € 1ª 16 1 442,57 €
2ª 21 1 649,15 € 2ª 21 1 705,73 €
3ª 26 1 915,46 € 3ª 26 1 972,04 €
4ª 30 2 132,32 € 4ª 30 2 188,90 €
5ª 34 2 349,15 € 5ª 34 2 405,73 €
6ª 38 2 566,01 € 6ª 38 2 622,59 €
7ª 42 2 783,21 € 7ª 42 2 843,05 €
7ª-A* 43 2 838,52 € 7ª-A* 43 2 899,55 €
8ª 46 3 004,40 € 8ª 46 3 068,99 €
9ª 50 3 225,58 € 9ª 50 3 294,93 €
10ª 54 3 446,76 € 10ª 54 3 520,87 €
10ª-A* 55 3 502,05 € 10ª-A* 55 3 577,34 €
11ª 58 3 667,94 € 11ª 58 3 746,80 €
*Posições remuneratórias complementares
4
CARREIRA DE TÉCNICO SUPERIOR
Categoria: Técnico Superior
Reposicionamento na Nova Estrutura Remuneratória da Carreira de TS (01/01/2024) com atualização salarial
2024 2025
Posições Níveis Montante Posições Níveis Montante
remuneratórias remuneratórios pecuniário (€) remuneratórias remuneratórios pecuniário (€)
1ª 16 1 385,99 € 1ª 16 1 442,57 €
1.ª e 2.ª 20 1 596,52 € 1.ª e 2.ª 20
1 653,10 €
2.ª e 3.ª 24 1 807,04 € 2.ª e 3.ª 24
1 863,62 €
3.ª e 4.ª 28 2 023,89 € 3.ª e 4.ª 28 2 080,47 €
4.ª e 5.ª 32 2 240,74 € 4.ª e 5.ª 32 2 297,32 €
5.ª e 6.ª 36 2 457,57 € 5.ª e 6.ª 36 2 514,15 €
6.ª e 7.ª 40 2 674,43 € 6.ª e 7.ª 40
2 731,93 €
7ª-A* 43 2 838,52 € 7ª-A 43 2 899,55 €
8ª 46 3 004,40 € 8ª 46 3 068,99 €
8.ª e 9.ª 49 3 170,28 € 8.ª e 9.ª 49 3 238,44 €
9.ª e 10.ª 52 3 336,16 € 9.ª e 10.ª 52
3 407,89 €
10ª-A* 55 3 502,05 € 10ª-A 55
3 577,34 €
11ª 58 3 667,94 € 11ª 58 3 746,80 €
*Posições remuneratórias complementares
CARREIRA SUBSISTENTE
Categoria Subsistente
2024 2025
Posições Níveis
Indice Montante Montante
remuneratórias remuneratórios
pecuniário (€) pecuniário (€)
Chefe dos
370 -- Entre 16 e 17 1 403,54 € 1 460,12 €
Serviços de
390 -- Entre 17 e 18 1 473,71 € 1 530,29 €
Administração
420 -- Entre 19 e 20 1 578,97 € 1 635,55 €
Escolar
465 -- Entre 22 e 23 1 736,87 € 1 793,45 €
480 -- Entre 23 e 24 1 789,49 € 1 846,07 €
500 -- 25 1 861,25 € 1 917,83 €
535 -- Entre 27 e 28 1 987,76 € 2 044,34 €
Nota: Aguarda atualização por parte da DGAEP no Sistema Remuneratório da Administração Pública 2025.
As tabelas salariais das Carreiras Gerais, as quais integram as carreiras do Pessoal Docente e Não docente,
constam do Catálogo sobre o Sistema Remuneratório da Administração Pública e podem ser consultadas
no sítio da DGAEP em:
[Link]
5
6. Subsídio de Refeição
O montante do subsídio de refeição mantem-se em 6€, nos termos definidos na Portaria n.º 107-A/2023,
de 18 de abril.
O valor do subsídio de refeição previsto na Portaria citada, constitui o valor de referência para efeitos de
tributação.
Relembra-se, ainda, que relativamente aos dias de tolerância de ponto, e de acordo com a informação nº
1/DRJE/2011, de 3 de janeiro, da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público, sobre a qual
recaíram os despachos de concordância de S. Exas. o Secretário de Estado da Administração Pública, de
22.03.2011, e do Senhor Ministro das Finanças, de 30.03.2011, só há lugar ao abono do subsídio de
refeição quando se verifique a prestação diária de serviço e o cumprimento de, pelo menos, metade da
duração normal do trabalho diário, ou seja, quando se mostrem cumpridos os pressupostos da sua
atribuição, nos termos do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, na redação conferida
pelo Decreto-Lei n.º 70-A/2000, de 5 de maio.
A. Pessoal Docente
Ao pessoal docente, em matéria de subsídio de refeição, é aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 57-B/84,
de 20 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 70-A/2000, de 05 de maio.
Nos termos do disposto, no nº 2 do artigo 3.º, ao pessoal docente com horário de trabalho incompleto
será atribuído o subsídio de refeição desde que:
a. O exercício das respetivas funções se distribua por 2 períodos diários;
b. Preste serviço por um período total mínimo diário de 4 horas.
Para efeitos do total mínimo diário de 4 horas, devem ser consideradas as componentes letiva e não letiva
de estabelecimento, marcadas no horário do docente.
B. Pessoal Não Docente
O processamento do subsídio de refeição aos trabalhadores a tempo parcial, deverá ser efetuado, por
inteiro, sempre que a prestação de trabalho diário for igual ou superior a 3,5 horas.
6
Quando a prestação de trabalho diário for inferior a 3,5 horas deverá o processamento do abono em
causa atender à proporção do respetivo período normal de trabalho semanal.
Exemplo: Contrato de trabalho a tempo parcial, com prestação de trabalho diário de 2,5 horas.
Valor do subsídio de refeição/dia: (2,5 horas X 6€) / 7 horas = 2,14€/dia
7. Ajudas de Custo
Em cumprimento do disposto no Decreto-Lei nº 1/2025, de 16 de janeiro, e considerando o exposto nas
Notas Informativas nº 04/IGeFE/2024 e nº 10/IGeFE/DGRH/DOGEEBS/2017, o valor das ajudas de custo
é atualizado em 5%.
8. Trabalho Suplementar – Pessoal Não Docente
Considera-se trabalho suplementar, aquele que é prestado em dia normal de trabalho pelos
trabalhadores, para além das sete horas diárias e das trinta e cinco horas semanais.
A atribuição do trabalho suplementar tem caráter excecional e carece sempre de autorização do Diretor
Geral dos Estabelecimentos Escolares, cujo despacho deverá ser enviado pelo Diretor do Agrupamento
de Escolas/Escola não agrupada, ao IGeFE para cabimentação.
A prestação de trabalho suplementar em dia normal de trabalho confere ao trabalhador o direito aos
seguintes acréscimos, nos termos do disposto no artigo 162.º da LTFP:
• 25% da remuneração, na primeira hora ou fração desta;
• 37,5% da remuneração, nas horas ou frações subsequentes.
O trabalho suplementar prestado pelos trabalhadores em dia de descanso semanal, obrigatório ou
complementar e em dia feriado, confere o direito a um acréscimo de 50% da remuneração por cada hora
de trabalho efetuado.
A compensação horária que serve de base ao cálculo do trabalho suplementar é a prevista no artigo 155.º
da LTFP:
Valor da hora= (Rb x 12) / (52 x n)
Rb – remuneração base mensal;
n – n.º de horas normal de trabalho
7
9. Suplementos Remuneratórios
A atribuição dos suplementos remuneratórios só é devida quando as condições específicas ou mais
exigentes não tenham sido consideradas expressamente, na fixação da remuneração base da carreira ou
cargo, e enquanto perdurarem as condições de trabalho que determinaram a sua atribuição e haja
exercício de funções efetivo ou como tal considerado em lei. (n. º1, do artigo 159.º, da Lei n.º 35/2014,
de 20 de junho conjugado com o n.º 1 e 4 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 25/2015, de 6 de fevereiro).
A. Pessoal Docente
Os suplementos remuneratórios são atribuídos aos docentes que exercem cargos de gestão, os quais são
aferidos pela população escolar, ou seja, pelo número de alunos de cada agrupamento de escolas ou
escola não agrupada, em regime diurno.
O suplemento remuneratório é pago mensalmente, em cada um dos 12 meses do ano, perante o
exercício efetivo de funções.
Face ao disposto no Decreto-Lei nº 1/2025, de 16 de janeiro, estes suplementos não foram objeto de
atualização.
➢ Exercício dos cargos ou funções de diretor, de subdiretor ou adjunto do diretor do AE/ENA
É atribuído um suplemento remuneratório diferenciado, o qual acresce à remuneração base do respetivo
titular e que consta do Anexo I – do Decreto-Regulamentar n.º 5 /2010, de 24 de dezembro.
8
➢ Coordenação de Estabelecimento de Educação Pré-escolar ou de escola ou integrada em
agrupamento
É atribuído um suplemento remuneratório, cujo valor consta do Anexo II – do Decreto-Regulamentar n.º
5 /2010, de 24 de dezembro.
➢ Exercício de funções de diretor de centro de formação
É atribuído um suplemento remuneratório, tendo em consideração o número de docentes do conjunto
das escolas associadas do centro de formação de associação de escolas nos termos do Anexo III - do
Decreto-Regulamentar n.º 5 /2010, de 24 de dezembro.
Nota:
- No período de faltas ao serviço, em resultado de acidente (“reconhecido como acidente de trabalho”),
o docente mantém o direito à remuneração, incluindo os suplementos remuneratórios de carácter
permanente sobre os quais incidam descontos para o respetivo regime de segurança social e o subsídio
de refeição – artigo 15.º, do Decreto-Lei n.º 503/99, de 20 de novembro.
- No período de faltas ao serviço, por motivo de doença, não é devido o suplemento remuneratório.
9
B. Pessoal não docente
Abono para Falhas (artigo 9.º da Portaria 1553-C/2008, de 31 de dezembro)
No presente ano económico, o montante pecuniário do abono para falhas continua a ser 86,29€.
Recorde-se que o abono para falhas é apenas devido enquanto perdurem as condições de trabalho que
determinam a sua atribuição e enquanto haja exercício efetivo de funções, devendo o mesmo ser
processado reportando-se ao número de dias úteis de exercício efetivo de funções que o trabalhador
presta mensalmente. (n.º 1, do artigo 159.º, da LTFP, de 20 de junho conjugado com o nº 1 e a alínea g),
do n.º 2, do artigo 2.º, do Decreto-Lei n.º 25/2015, de 6 de fevereiro).
Valor diário do Abono para Falhas = (86,29€ x 12) / (n x 52)
n – n.º de dias de trabalho por semana
Alerta-se para o facto do direito a este suplemento remuneratório continuar a ser apenas reconhecido
aos trabalhadores que, sendo titulares da categoria de assistente técnico da carreira de assistente técnico,
ocupem postos de trabalho nas áreas de tesouraria ou cobrança que envolvam a responsabilidade
inerente ao manuseamento ou guarda de valores, numerário, títulos ou documentos, tal como se
encontra estabelecido pelo Despacho n.º 15409/2009, publicado no Diário da Republica, 2.ª Série, n.º
130, de 8 de julho de 2009.
De acordo com o referido Despacho, o reconhecimento do direito a abono para falhas a trabalhadores
integrados noutras carreiras, ou titulares de outras categorias, efetua-se mediante despacho conjunto
dos membros do Governo da tutela e das Finanças e da Administração Pública.
10. Monitorização das medidas excecionais e temporárias aprovadas pelos Decreto-Lei n.º 51/2024, de
28 de agosto e Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro.
A. Apoio Extraordinário de Deslocação
O Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro, cria um apoio extraordinário e temporário à deslocação,
destinado aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário colocados em
agrupamentos de escolas ou em escolas não agrupadas (AE/ENA) que sejam identificados como
carenciados.
10
Assim procede-se à emissão das seguintes orientações, tendo por base o disposto no artigo 14.º do citado
diploma legal:
Tem direito ao apoio os educadores de infância e os professores dos ensinos básico e secundário
colocados em AE/ENA que sejam identificados como carenciados nos termos previstos no artigo 3.º
do Decreto-Lei 51/2024, de 28 de agosto.
Este apoio é atribuído aos docentes cujo domicílio fiscal se encontre a uma distância igual ou superior a
70 km do estabelecimento de educação ou de ensino onde exerçam funções e que não sejam
proprietários ou comproprietários de habitação no concelho onde se localiza aquele estabelecimento.
Do exposto resulta que:
Distâncias Valor do Apoio
Para distâncias iguais ou superiores a 70 km e iguais ou inferiores a 200 km € 150
Para distâncias superiores a 200 km e iguais ou inferiores a 300 km € 300
Para distâncias superiores a 300 km € 450
O apoio extraordinário à deslocação não é cumulável com o apoio extraordinário à renda suportada por
docentes, previsto no Decreto-Lei n.º 130/2023, de 27 de dezembro.
O apoio é pago em 11 meses do ano, não sendo pago no mês de agosto.
À semelhança do que sucede com a remuneração base, sobre este apoio incidem os descontos normais e
obrigatórios, não devendo ser considerado como ajuda de custo.
Só após disponibilização do respetivo cabimento na área reservada GesEdu, deverão ser requisitados
os valores na classificação económica [Link] – Apoio Extraordinário à Deslocação – Pessoal
Docente.
B. Prestação de serviço docente extraordinário
As horas de serviço docente extraordinário são compensadas por um acréscimo da retribuição horária
normal de acordo com as seguintes percentagens, conforme o previsto no artigo 62.º do ECD:
• 25% para a 1ª hora semanal de trabalho extraordinário diurno;
• 50% para as horas subsequentes de trabalho extraordinário diurno.
11
A compensação horária que serve de base ao cálculo do serviço docente extraordinário é a prevista no
artigo 61.º do ECD:
O valor da hora extraordinária de serviço docente, deve de acordo com a orientação da DGAE, constante
da Circular nº B11056754G, de 19/01/2011, ser aferido de acordo com a fórmula infra:
Remuneração horária= (Rbx12) / (52xn)
Rb – remuneração base mensal;
N – 35 h com base no n.º 1, do artigo 76.º do ECD (horário completo)
Considerando o exposto na Nota Informativa da Direção-Geral da Administração Escolar - DGAE
Monitorização das medidas excecionais e temporárias aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 51/2024, os
responsáveis pelos AE/ENA deverão proceder à inserção das horas extraordinárias atribuídas aos
docentes na aplicação informática SIGRHE.
Posteriormente, os dados recolhidos são comunicados diretamente pela DGAE ao IGeFE, a fim de se
proceder ao respetivo cabimento, que será disponibilizado pelo IGeFE aos AE/ENA, na área reservada
GesEdu.
Deste modo, deixa de ser necessária, a partir desta data, qualquer outra forma de comunicação ao
IGeFE no âmbito da prestação de serviço docente extraordinário.
De salientar, que a prestação de serviço docente extraordinário carece sempre de cabimentação do
IGeFE, pelo que, após cabimento, deverão ser requisitados os valores na classificação económica
01.02.02.A0.00, considerando a data de início e a efetiva prestação de funções.
C. Acréscimo remuneratório – Prolongamento da carreira – artigo 6.º, DL n.º 51/2024
De acordo com a Nota Informativa da Direção-Geral da Administração Escolar - DGAE Monitorização das
medidas excecionais e temporárias aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 51/2024, os responsáveis pelos
AE/ENA deverão indicar os docentes que preenchem os requisitos legais para o efeito, na aplicação
informática SIGRHE.
Seguidamente, os dados indicados são comunicados diretamente pela DGAE ao IGeFE, a fim de se
proceder ao respetivo cabimento, do valor legalmente estipulado (750€), que será disponibilizado pelo
IGeFE aos AE/ENA, na área reservada GesEdu.
12
Após disponibilização do respetivo cabimento, deverão ser requisitados os valores na classificação
económica 01.01.12.A0.R0, considerando a data de efeitos remuneratórios indicada.
Os AE/ENA poderão consultar os cabimentos supramencionados na área reservada GesEdu -
- Orçamento Pessoal>Outras Cabimentações Pessoal Docente> Medidas: +Aulas + Sucesso.
D. Contratação de docentes aposentados e reformados – artigo 5.º, DL n.º 51/2024
Os docentes aposentados ou reformados autorizados a exercer funções letivas nos termos artigo 5.º
mantêm a respetiva pensão de aposentação ou de velhice, acrescida de uma compensação adicional
correspondente ao índice remuneratório 167 da escala indiciária constante do anexo ao Estatuto, (em
função do número de horas letivas atribuídas), sendo que o valor da compensação deverá ser requisitado
na classificação económica 01.01.09.A0.R0.
Lisboa, 3 de fevereiro de 2025
A Presidente do Conselho Diretivo,
FERNANDA Assinado de forma digital por
MARIA DUARTE FERNANDA
NOGUEIRA
MARIA DUARTE
NOGUEIRA Dados: 2025.02.03 [Link] Z
Fernanda Nogueira
13