UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAMPUS PROF.ª CINOBELINA ELVAS
CURSO DE BACHARELADO EM ZOOTECNIA
DISCIPLINA: SUINOCULTURA
BEM-ESTAR: APLICADO A SUINOCULTURA
INDRODUÇÃO
O bem-estar animal é definido como o estado
físico e psicológico de um indivíduo em
relação às suas tentativas de se adaptar ao
ambiente em que vive (Broom; Jonhson,
2000).
INDRODUÇÃO
Quando se fala em bem-estar animal, deve-se considerar :
Os princípios da boa alimentação (água e ração);
Bom alojamento (local de descanso, facilidade de
movimento e conforto térmico);
Boa saúde (ausência de doenças, lesões e dor causada
pelo manejo);
evitar situações de estresse e também a possibilidade do
suíno expressar um comportamento adequado.
INDRODUÇÃO
PRÁTICAS PARA TODA A GRANJA
NUTRIÇÃO
Os suínos devem receber ração e nutrientes em quantidade e qualidade
adequadas que permitam manter boa saúde, satisfazer suas exigências
fisiológicas e suas necessidades de fuçar e buscar o alimento.
AMBIÊNCIA
A adequada e rotineira limpeza das instalações (em
especial pisos móveis ou fixos, vazados ou compactos,
assim como canaletas).
AMBIÊNCIA
A ausência de sujeira (dejetos) e umidade leva à menor formação de
gases prejudiciais (em especial, amônia – o limite máximo é de 10 a
20ppm).
AMBIÊNCIA
Cuidado com a incidência direta de luz solar sobre os animais.
pode causar queimaduras com consequente desconforto e dor
e/ou abortos em matrizes gestantes.
CLIMATIZAÇÃO
Boa qualidade do ar e ventilação são importantes para a saúde e bem estar,
reduzem risco de desconforto respiratório, doenças e comportamento anormal.
A qualidade do ar é influenciada pelo manejo e desenho da instalação.
SAÚDE ANIMAL
Inclui prevenção, tratamento e controle de doenças e das
condições que afetam o rebanho (em particular
enfermidades respiratórias, reprodutivas e entéricas).
O programa deve incluir os protocolos de biosseguridade e
de quarentena, aclimatação das reposições, vacinações, boa
colostragem, registro de dados da produção, taxas de
morbidade, mortalidade, de descarte e tratamentos médicos.
ENRIQUECIMENTO DO AMBIENTE
São duas as formas básicas para realizar o enriquecimento
do ambiente dos suínos:
Enriquecimento ambiental (ex.: palha, madeira, feno, corda,
corrente, brinquedos comestíveis, rígidos ou deformantes)
ENRIQUECIMENTO DO AMBIENTE
Enriquecimento estrutural (ex.: zona de fuga, abrigos, rampas,
lâminas d’água).
CRITÉRIOS MENSURÁVEIS DE BEM-ESTAR DOS SUÍNOS
Indicadores baseados no animal:
1. Comportamento
2. Taxas de morbidade
3. Taxas de mortalidade e de descarte
4. Mudanças de peso e condição corporal
5. Eficiência reprodutiva
6. Aparência física
7. Respostas ao manejo
8. Claudicação
9. Complicações decorrentes de procedimentos de rotina
APTIDÕES E QUALIDADES
Rendimento de carcaça entre 75% e 78% de carcaça.
Tipo “intermediário” para carne e toucinho.
Boa eficiência alimentar.
Carne vermelha muito suculenta.
POLAND CHINA
É originária do condado de Boone, condados de
Butler e Warren (Ohio) nos Estados Unidos
Os fundadores da raça foi a família Shaker de
Union Village e o seu aperfeiçoamento se deve
a Peter Mown de Iowa
No Brasil essa raça não é muito conhecida.
CARACTERISTICAS FISÍCAS
O Poland China é preto com rosto e pés brancos
e ponta branca na cauda.
Cabeça de tamanho pequena.
Orelhas para frente e pendentes.
Pescoço curto e grosso.
CARACTERISTICAS FISÍCAS
PRODUTIVIDADE DA FÊMEA
Média de leitões nascidos – 15
Média de leitões aos 21 dias – 13,95
Peso médio aos 21 dias (kg) – 4,21
Peso aos 360 dias (kg) – 160
TEMPERAMENTO E COMPORTAMENTO
São animais conhecidos por sua docilidade e
tranquilidade, o que facilita o manejo e a criação em
sistemas intensivos.
Esta raça adaptou-se bem a uma variedade de
ambientes e sistemas de produção, desde fazendas
familiares até operações industriais.
APTIDÕES E QUALIDADES
CRESCIMENTO RAPÍDO.
CARNE SUCULENTA E SABOROSA.
ADAPTÁVEIS A DIFERENTES AMBIENTES E CONDIÇÕES
DE CRIAÇÃO.
PRODUÇÃO DE BACON E BANHA.
ÓTIMA CONVERSÃO ALIMENTAR.
MOURA
Surgida na região sul do Brasil principalmente
no estado do Paraná.
Um patrimônio brasileiro que precisa ser
preservado.
CARACTERISTICAS FISÍCAS
Tem pelagem escura entremeada de pelos claros
(chamado também de tordilho ou gris), com um
típico padrão “rajado” e uma estrela.
Orelhas intermediárias entre ibéricas e célticas
Perfil cefálico retilíneo ou subconcavilíneo,
CARACTERISTICAS FISÍCAS
PRODUTIVIDADE DA FEMÊA
Produzem 8 a 10 leitões por leitegada
foto Prof. Narciso/arquivo
CRUZAMENTOS
Fêmea Suína Embrapa MO25C
Desenvolvida a partir do cruzamento entre as
Raças/linhas Landrace, Large White e Moura.
Foto: CARDOSO, Lucas Scherer
MO 370 MACHO MOURA PO
APTIDÕES E QUALIDADES
Suínos da raça Moura produzem carne
com grande teor de marmoreio.
A carne é mais vermelha e com sabor
mais marcante.
Adaptabilidade a diferentes condições
ambientais e sistemas de produção.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COSTA, André Ribeiro Corrêa da et al. Estimação de parâmetros genéticos em
características de desempenho de suínos das raças Large White, Landrace e
Duroc. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 30, p. 49-55, 2001.
FÁVERO, Jerônimo A. et al. A raça de suínos Moura como alternativa
para a produção agroecológica de carne. Revista Brasileira de Agroecologia,
v. 2, n. 1, 2007.
Briggs, HM e DM Briggs. Raças Modernas da suinocultura. Quarta edição.
1980