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Sistema Circulatrio

O documento aborda o sistema circulatório, detalhando a circulação sistêmica e pulmonar, a relação entre pressão e volume, e os princípios biofísicos que regem o fluxo sanguíneo. Discute a importância da área de seção transversal dos vasos e a velocidade do fluxo, além de descrever os tipos de escoamento, como o fluxo laminar e turbulento. Também explora como fatores como resistência vascular e viscosidade do sangue influenciam a circulação e as trocas gasosas nos tecidos.
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Sistema Circulatrio

O documento aborda o sistema circulatório, detalhando a circulação sistêmica e pulmonar, a relação entre pressão e volume, e os princípios biofísicos que regem o fluxo sanguíneo. Discute a importância da área de seção transversal dos vasos e a velocidade do fluxo, além de descrever os tipos de escoamento, como o fluxo laminar e turbulento. Também explora como fatores como resistência vascular e viscosidade do sangue influenciam a circulação e as trocas gasosas nos tecidos.
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA E FISIOLOGIA ANIMAL


ÁREA DE BIOQUÍMICA E BIOFÍSICA

Sistema Circ

ulatório

MONITORIA

BI FÍS CA
Introdução
A circulação sanguínea se divide em dois grandes componentes, a circulação
sistêmica e a circulação pulmonar a circulação sistêmica também chamada de
grande circulação leva o sangue a todos os tecidos corporais exceto pulmão, a
circulação pulmonar ou pequena circulação como o próprio nome indica é a
circulação que ocorre nos pulmões.

A distribuição do sangue no
traqueia
corpo se dá nas seguintes
brônquios
proporções: 84% na circulação

circulação pulmonar
pulmões
alvéolos
sistêmica sendo que destes 64%
está nas veias 9% na circulação
pulmonar e 7% no coração. Na
circulação sistêmica, as artérias
arteríolas vênulas
são os vasos que transportam o
capilares
sangue rico em oxigênio
artéria veia proveniente do coração e
pulmonar pulmonar
distribui para o corpo. Elas se
ramificam em vasos cada vez
válvulas
cardíacas menores até chegar às
arteríolas, que por sua vez
circulação sistêmica

válvulas
cardíacas dividem-se nos capilares. Em
veias sistêmicas aorta seguida, o sangue flui para as
vênulas, as quais se fusionam
capilares
progressivamente, até formarem
tecidos
as veias que levam o sangue rico
em CO2 ao coração para que,
vênulas arteríolas
por meio da pequena circulação
valvas artérias
venosas (pulmonar) o sangue seja
oxigenado.

O sistema circulatório é um circuito fechado, no qual o coração é uma bomba


que faz o sangue circular através do sistema de vasos (estado estacionário). os
líquidos e os gases fluem por gradientes de pressão (ΔP) de regiões de alta
pressão para regiões de baixa pressão. Por essa razão, o sangue pode fluir no
sistema circulatório apenas se uma região desenvolver pressão mais elevada do
que outras.
Relação entre pressão, volume e energética no circuito
vascular
Ao longo da circulação, a pressão cai de forma contínua com o movimento do
sangue para longe do coração. A pressão mais alta nos vasos do sistema
circulatório é encontrada na aorta e nas artérias sistêmicas, as quais recebem
sangue do ventrículo esquerdo. A pressão mais baixa ocorre nas veias cavas,
imediatamente antes de desembocarem no átrio direito.

O sangue flui para fora do coração (a região de pressão mais alta) para o
circuito fechado de vasos sanguíneos (uma região de menor pressão). A pressão
na aorta varia entre as fases de sístole (contração) e diástole (relaxamento)
cardíacas, durante as quais têm a variação dos volumes cardíacos. Essa relação
entre o aumento da pressão nas câmaras cardíacas como consequência da
redução do seu volume segue a lei de Boyle, numa relação inversamente
proporcional. A pressão positiva gerada pela contração da musculatura cardíaca
expulsa o sangue da referida câmara cardíaca em direção à região de menor
pressão.

Ao estudar a relação entre pressão e volume no sistema circulatório, é


importante considerar as variações energéticas que ocorrem desde a ejeção do
sangue do coração esquerdo até o seu retorno ao coração direito. Durante a
ejeção do sangue, o coração esquerdo se contrai e empurra o sangue para as
artérias, gerando uma pressão chamada pressão sistólica. À medida que o sangue
se move pelos vasos sanguíneos, a resistência oferecida por esses vasos faz com
que a pressão diminua gradualmente. Isso ocorre porque os vasos sanguíneos
possuem um diâmetro menor que o do coração, o que aumenta a resistência ao
fluxo sanguíneo.
A pressão média na aorta é de 100 mmHg, enquanto nas veias cavas, próximo
ao coração, a pressão é de aproximadamente 0 mmHg. Nos capilares, a pressão
varia entre 35 mmHg próxima à extremidade arteriolar e 10 mmHg próximo à
extremidade venosa. A pressão média nos capilares (17 mmHg) é suficiente para
permitir que nutrientes sejam direcionados para o leito extravascular em direção
aos tecidos, ao mesmo tempo que mantém o plasma nos vasos. Nos pulmões, a
pressão é bem mais baixa quando comparada à aorta (média de 16 mmHg na
circulação arterial e 7 mmHg na circulação venosa).

As variações de volume também desempenham um papel crucial no sistema


circulatório. Durante a sístole ventricular, o coração se contrai e empurra o
sangue para fora dos ventrículos. Esse volume de sangue ejetado é conhecido
como volume sistólico. Durante a diástole ventricular, o coração relaxa e permite
que os ventrículos se encham novamente de sangue. Esse volume de sangue que
retorna aos ventrículos é chamado de volume diastólico final.

A relação entre pressão e volume ao longo da circulação é regida por


princípios biofísicos, como a lei de Pascal e a lei de Poiseuille. A lei de Pascal
estabelece que a pressão em um fluido é transmitida igualmente em todas as
direções. Isso significa que, quando o coração se contrai e gera pressão sistólica,
essa pressão é transmitida por todo o sistema circulatório.

A lei de Poiseuille, por sua vez, descreve a relação entre a pressão, o fluxo e a
resistência em um vaso sanguíneo. De acordo com essa lei, o fluxo sanguíneo é
diretamente proporcional à diferença de pressão e inversamente proporcional à
resistência vascular. Isso significa que, se a resistência aumentar, o fluxo
sanguíneo diminui, resultando em um aumento na pressão.

O fluxo sanguíneo é o volume de sangue que passa por determinado ponto da


circulação em um determinado intervalo de tempo. Em média, o fluxo sanguíneo
total da circulação é de aproximadamente 5 litros por minuto.
A diferença de pressão entre o início e o final do vaso muitas vezes
referida como gradiente de pressão vascular e a resistência vascular que é
o atrito sofrido pelo sangue no interior do vaso, se a pressão no início do
vaso é P1 e no final do vaso é P2, então P1 - P2 é a diferença entre as
extremidades e é referida como Δp. Logo, quanto maior for a diferença
entre a pressão no início e no fim do vaso (Δp), maior será o fluxo de
sangue, e quanto maior for a resistência, menor será o fluxo.

As arteríolas podem variar o seu diâmetro em até 4 (quatro) vezes. Se o


aumento da resistência vascular variasse linearmente com o diâmetro,
quando o vaso diminuísse 4 vezes o seu diâmetro, a resistência deveria
aumentar em quatro vezes. Porém, a variação ocorre seguindo a lei da
quarta potência. Ou seja, numa redução do diâmetro do vaso em quatro
vezes, a resistência vascular irá aumentar em 256 vezes! Isso tem
importantes implicações fisiológicas, pois demonstra que pequenas
variações no calibre das artérias causa profundas alterações na resistência
ao fluxo sanguíneo, o que permite aumentar ou diminuí-lo drasticamente,
conforme a necessidade de tecidual.

Outro fator que afeta a resistência do fluxo sanguíneo é a viscosidade, a


viscosidade de um fluido é a sua resistência à deformação, quanto maior a
viscosidade maior a resistência ao deslocamento, com o sangue ocorre a
mesma coisa, variações da viscosidade sanguínea afeta a resistência
vascular de forma que quanto maior a viscosidade maior a resistência e
menor o fluxo sanguíneo.

O principal fator de viscosidade do sangue o hematócrito é a proporção


do volume sanguíneo que é constituído por hemácias, podendo este valor
variar bastante, a viscosidade do sangue eleva-se quanto maior o
hematócrito. O sangue com hematócrito normal tem uma viscosidade de
três, o que indica que para impulsionar o sangue pelo vaso é necessário
uma pressão três vezes maior do que paga impulsionar água.

As variações energéticas também ocorrem durante a circulação do


sangue. Durante a ejeção do sangue pelo coração esquerdo, uma
quantidade de energia é fornecida ao sangue para superar a resistência dos
vasos sanguíneos e impulsionar o sangue pelo sistema circulatório. À
medida que o sangue se move através dos vasos, ocorrem perdas de
energia devido à dissipação por atrito. No entanto, a energia é
parcialmente recuperada quando o sangue retorna ao coração direito,
devido à contração das veias e ao efeito da bomba muscular esquelética.
Relação entre área de secção transversal e
velocidade do fluxo
A área das veias (8 cm²) é cerca de quatro vezes maior que o das artérias
correspondentes, isso explica em grande parte o porquê o sistema venoso
armazena um volume de sangue muito maior que o arterial, isso nos ajuda a
entender a velocidade do fluxo sanguíneo, como o mesmo volume de sangue deve
passar por cada segmento da circulação a cada minuto. Para fluxos constantes, a
velocidade é inversamente proporcional à área de secção transversal do vaso.
Logo o sangue irá fluir em uma velocidade menor na veia cava, o mesmo vale para
comparação entre qualquer segmento do leito vascular.

Um capilar, por exemplo, é muito menor que artéria aorta. Então a princípio, a
velocidade do fluxo sanguíneo dentro dele deveria ser maior. porém temos que
levar em consideração que só possuímos uma única artéria aorta e uma
quantidade absurdamente maior de capilares e a área de todos os capilares
somada (2500 cm²) é muito maior do que da aorta (2,5 cm²) e por isso o sangue
flui de forma muito mais lenta dentro dos capilares. A velocidade do sangue na
aorta é cerca de 33 cm/s, enquanto nos capilares é mil vezes menor.

A relação entre a área de seção transversal dos vasos sanguíneos e a velocidade


do fluxo sanguíneo é essencial para as trocas gasosas entre o sangue e os tecidos.
A área de seção transversal dos vasos determina a rapidez com que o sangue
pode se mover através deles, enquanto a velocidade do fluxo sanguíneo influencia
a eficiência das trocas gasosas. Portanto, uma área de seção transversal maior
está associada a uma velocidade de fluxo sanguíneo menor, o que favorece a
troca de gases e nutrientes entre o sangue e os tecidos. Além disso, as artérias
possuem paredes mais espessas e elásticas, o que permite que elas resistam à alta
pressão do fluxo sanguíneo.

Nos capilares, que são os vasos sanguíneos microscópicos onde ocorrem as


trocas gasosas entre o sangue e os tecidos, a diminuição significativa na
velocidade do fluxo sanguíneo permite que ocorra a difusão eficiente de oxigênio,
nutrientes e substâncias metabólicas para os tecidos. Além disso, as paredes dos
capilares são muito finas, o que facilita a troca de gases e nutrientes através
delas.
Nas veias, que têm a função de transportar o sangue de volta ao coração, a área
de seção transversal é ainda maior do que nos capilares, o que resulta em uma
velocidade de fluxo sanguíneo ainda menor. Essa baixa velocidade é importante
para garantir que haja tempo suficiente para que as trocas gasosas e a absorção
de resíduos metabólicos ocorram antes que o sangue retorne ao coração. Além
disso, as veias possuem válvulas que impedem o refluxo de sangue, auxiliando no
retorno venoso.
área de secção transversal total

velocidade de fluxo (cm/s)


(cm²)

Tipos de escoamento no sistema circulatório


O fluxo de sangue dentro do vaso é laminar ocorrendo de forma estável em
linhas de corrente. Neste tipo de fluxo, as correntes de sangue no centro do vaso
fluem de forma mais rápida do que aquelas localizadas próximas à parede, visto
que o atrito com a parede vascular fornece resistência ao fluxo do mesmo. No
fluxo laminar, o sangue flui em camadas que se movem paralelamente ao longo
eixo do vaso sanguíneo (setas retas paralelas ao longo eixo do vaso).

Perto da parede do vaso, uma camada infinitamente fina de sangue em contato


com a parede fica estacionária (ou seja, não flui). A próxima camada em contato
com esta camada tem baixa velocidade. À medida que as camadas se estendem em
direção ao interior do recipiente, a sua velocidade aumenta. A velocidade é mais
alta para a camada no centro do lúmen do vaso. Portanto, a velocidade do fluxo
sanguíneo é zero para a camada em contato com a parede do vaso e mais alta no
centro do lúmen do vaso. O fluxo sanguíneo na maioria dos vasos do corpo é
laminar.
Apesar da natureza pulsátil do fluxo nas artérias, o fluxo sanguíneo laminar é
silencioso. Assim, normalmente nenhum som é ouvido através de um estetoscópio
colocado sobre as artérias. A constrição do vaso ou a obstrução do lúmen do vaso
interrompe o fluxo laminar e leva a um fluxo sanguíneo turbulento. Isto é
mostrado na ilustração por setas curvas e setas retas curtas mostrando o fluxo em
outras direções que não ao longo do longo eixo do vaso sanguíneo. No ponto de
constrição, a velocidade do fluxo sanguíneo aumenta, mas pequenos redemoinhos
levam ao fluxo em direções diferentes das paralelas ao longo eixo do vaso. Esses
redemoinhos atuais levam à turbulência. O fluxo sanguíneo turbulento é ruidoso e
pode ser ouvido usando um estetoscópio colocado sobre a artéria no ponto de
constrição ou obstrução ou distalmente a ele.

Com relação ao calibre dos vasos, nem sempre o fluxo será laminar. Quando o
sangue passa por um ângulo fechado ou quando encontra um obstáculo dentro do
vaso, o fluxo pode tornar-se turbilhonar. É quando o sangue flui em diversas
direções, formando uma espécie de redemoinho, o que leva a um aumento da
resistência vascular. O fluxo turbilhonar ocorre de forma fisiológica especialmente
nos vasos calibrosos e com grande fluxo de sangue. Por exemplo, na porção inicial
da aorta e da artéria pulmonar ocorre fluxo turbulento, pois o sangue é ejetado do
coração com grande velocidade e o fluxo é elevado.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA E FISIOLOGIA ANIMAL
ÁREA: BIOQUÍMICA E BIOFÍSICA

Bons Estudos!
Monitor: Felipe Amorim
Docentes: Emmanuel Pontual, Jeine Silva e Marliete
Soares

MONITORIA

BI FÍS CA

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