Unidade 5
Unidade 5
Conteudista
Prof.ª Dra. Silvia Augusta de Barros Albert
Revisão Textual
Mírian Lúcia Ferreira
Sumário
Objetivos da Unidade.............................................................................................................3
Introdução............................................................................................................................... 4
Estrutura da Resenha...........................................................................................................17
Uso Facultativo..................................................................................................................... 29
Atividade de Fixação...........................................................................................................34
Material Complementar..................................................................................................... 37
Referências............................................................................................................................ 38
Gabarito................................................................................................................................. 39
2
Objetivos da Unidade
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zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
3
VOCÊ SABE RESPONDER?
Introdução
Nesta Unidade, vamos apresentar alguns gêneros acadêmico-científicos, suas carac-
terísticas de composição, de conteúdo e finalidades com o objetivo de desenvolver
habilidades de leitura e de produção de textos exigidas no contexto da universidade.
Sabemos que, na esfera de atividade acadêmica, alguns gêneros circulam com bas-
tante frequência.
Reflita
Por isso, dominar a maneira particular como são construídos e
constituídos consiste em um importante diferencial para seu de-
senvolvimento e formação como estudante graduado e, com cer-
teza, será de grande valia em sua prática profissional, concorda?
Reflita
Então, para começar... Você tem familiaridade na elaboração
dos gêneros resumo e resenha? Você sabe diferenciar esses
dois gêneros? E fazer um fichamento?
4
Antes de responder, assista ao vídeo que explora, de forma bem sintética, os
gêneros acadêmico-científicos mais comuns no meio universitário. Para isso,
acesse o link a seguir:
Vídeo
Tipos de Trabalho Acadêmico
Assistiu? Agora, com base em seus conhecimentos prévios e com o que apreendeu
no vídeo, analise os dois itens a seguir para determinar qual deles é a definição de
resumo e de resenha:
Então... decidiu? Guarde a sua resposta e, ao final da leitura do material teórico, ava-
lie se respondeu corretamente, ok?
Embora seja essencial para a vida acadêmica, a leitura não é considerada, por muitas
pessoas, como um processo natural ou já assimilado ao longo da trajetória estudan-
til. Muitas vezes, a falta de familiaridade com leituras gera significativa dificuldade
quando o estudante chega à universidade. Tais dificuldades, no entanto, podem ser
vencidas com empenho e método. E também com o desejo de avançar cada vez
mais em seus conhecimentos sobre a leitura, concorda? Então, vamos lá!
5
Vídeo
A questão da leitura e da representação do
leitor no Brasil é abordada pela professora
Dra. Luzmara Curcino Ferreira da UFSCAR.
Vale a pena conferir e saber mais sobre a lei-
tura e os leitores brasileiros!
Então, agora, vamos prosseguir com nosso estudo e falar das leituras exigidas na
universidade, como aquelas com fins à pesquisa. Para orientar a leitura de um texto
com finalidades de pesquisa, Antonio Joaquim Severino (2002) sistematizou um
método, chamado de método de leitura analítica. Os passos propostos pelo método
contribuem muito para uma proveitosa compreensão e assimilação dos textos. A
leitura analítica avança por etapas sucessivas de um processo lógico até a com-
preensão global de uma unidade de leitura. As referidas etapas são: análise textual,
análise temática, análise interpretativa, problematização e síntese pessoal.
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A etapa final é a análise interpretativa da unidade de leitura. Nela, o leitor
deve exercer uma atitude crítica com relação às posições do autor, verifi-
cando a coerência da argumentação, originalidade do tratamento do pro-
blema, profundidade da análise, alcance das conclusões do autor e suas
consequências.
Em Síntese
Por fim, o leitor deve reelaborar a mensagem do autor, com
base em sua reflexão pessoal, o que Severino chama de síntese.
A síntese não se confunde com resumo, puro e simplesmen-
te, porque o resumo é a abordagem sintética e simplificada das
ideias do autor. Na síntese, há um diálogo efetivo entre as ideias
do autor e as reflexões efetuadas pelo leitor a partir da interpreta-
ção do texto lido.
Esse roteiro de leitura, proposto pelo professor Severino, está diretamente relacio-
nado à produção escrita de alguns gêneros que circulam na esfera de atividade aca-
dêmica, podendo auxiliar bastante em sua elaboração. Vamos tratar de alguns deles
ainda nessa unidade. Aguarde!
Por ora, vamos falar sobre a escrita acadêmica que exige seguirmos, sobretudo, duas
etapas essenciais para a sua elaboração, de acordo com Motta-Roth e Hendges
(2010, p. 14-15):
7
De acordo com essas autoras, a definição do tópico depende essencialmente da
leitura. Vale lembrar, ainda, que a atividade de leitura alimenta a escrita, portanto,
deve-se selecionar bibliografia relevante na área e atentar para temas que carecem
de estudos mais aprofundados ou problemas relativos a um tema que ainda não
foram explorados.
É fato que trabalhar com textos recentes é uma forma de garantir a atuali-
zação de informações e de dados. No entanto, não se deve preterir textos
clássicos e fundantes da perspectiva teórica adotada.
Outro ponto que merece atenção é o público a quem se dirige o texto acadêmico.
É preciso ter uma representação clara desse leitor, para encontrar o tom adequado
e poder projetar expectativas quanto aos conhecimentos prévios que trará para a
leitura do texto. É preciso ainda definir como será o relacionamento com esse leitor
a partir de suas características, pois podemos escrever para iniciantes no assunto
(alunos de graduação; leigos) ou para professores (especialistas no tema). Dessa
variação do leitor depende o estilo a adotar (tom mais ou menos formal, a escolha
do vocabulário) e os objetivos da escrita do texto (pedagógicos, mostra de familia-
ridade e de conhecimento na área, ou mesmo para estudos e a própria pesquisa).
Importante
É muito importante ter em mente, ainda, que a escrita é um
processo que solicita alguns procedimentos que devem ser se-
guidos para alcançarmos sucesso no produto que almejamos: o
texto finalizado. Por isso, além das etapas que destacamos, an-
teriormente, um procedimento essencial é o planejamento que
deve ocorrer antes da escrita do texto.
8
Respaldada nos estudos de David e Plane (1996) e também de Coirier, Gaonac’h e
Passerault (1996), Cabral (2013) afirma que o planejamento é tanto o momento de
busca das ideias para escrita quanto o momento de organizá-las e procurar imagi-
nar o conhecimento que o leitor já detém, para, a partir desses dados, organizar o
texto. Com efeito, ressalta a autora, um texto será tanto melhor quanto as ideias
forem mais bem dominadas e organizadas na base de conhecimentos do produtor
(DAVID; PLANE, 1996 apud CABRAL, 2013).
Por isso, a cada versão escrita de seu texto é preciso relê-lo com distanciamento
e espírito crítico, conforme apontam essas autoras. Recomendamos que, ao reler
e encontrar fragilidades no seu texto, não hesite em reescrevê-lo, integralmente
ou em parte, para reestruturá-lo, reorganizá-lo, realizando todas as mudanças que
achar cabíveis, sempre tendo em vista seus objetivos e o seu leitor.
Em Síntese
Para finalizar, reiteramos que os textos acadêmico-científicos
possuem funções diferentes, seja recolher elementos para pre-
parar a parte teórica de uma monografia, dissertação ou tese; seja
apresentar um posicionamento crítico e reflexões sobre um tema
e a literatura científica que dele se ocupa, entre outras. Por isso, é
preciso conhecê-los de perto para poder desenvolver estratégias
de leitura e de escrita para bem produzi-los. Apresentamos, a se-
guir, três deles: o fichamento, o resumo e a resenha.
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Para Fazer um Fichamento
O fichamento é um procedimento prático e uma ferramenta indispensável para todo
leitor que realiza uma pesquisa. Uma boa ficha de leitura, independente do suporte
utilizado, digital ou analógico, possibilita sintetizar de forma sistemática o conteúdo
essencial da leitura de uma obra, bem como articulá-la com nossa reflexão pessoal.
Com sua experiência de pesquisador e escritor, Umberto Eco (2002, p. 96-111) pro-
põe que uma ficha de leitura contenha alguns elementos:
10
BUENO, Ângelo (org.). Cultura brasileira. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense,
1991. 112 p.
Estudo da identidade nacional. Está profundamente ligada à reinterpreta-
ção da cultura popular brasileira que, por sua vez, está relacionada a grupos
sociais e à própria construção do Estado brasileiro. Baseia-se no fato da
ausência de uma identidade autêntica e na existência de uma pluralidade de
identidades culturais, construídas por diferentes grupos sociais em diferen-
tes momentos históricos. Os autores abordam a cultura brasileira da identi-
dade nacional, assunto que segundo eles têm sua origem no Brasil antigo e
permanece até os dias de hoje. Os elementos são mencionados como “raça
e meio” e são fundamentos do conhecimento intelectual do povo brasileiro,
imprescindível para a construção e preservação da identidade cultural.
Fonte: modelo extraído de FACHIN, O. Fundamentos de Metodologia.
5. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
Importante
Importância do fichamento para a elaboração de uma resenha,
de um artigo científico ou de uma monografia. O produtor po-
derá consultar suas “fichas” no momento de fazer uma citação
ou de retomar suas reflexões a respeito da obra lida anterior-
mente, sem precisar retomar a leitura do livro.
Além disso, as indicações bibliográficas (ano, autor, número de páginas, etc.) podem
ser facilmente reproduzidas no texto que está sendo elaborado. Por isso, comece,
desde já, a preparar os seus fichamentos!
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Para Fazer um Resumo
Antes de abordarmos o resumo como um gênero acadêmico-científico, vale lem-
brar que o ato de resumir está bastante presente em nosso cotidiano, na fala, pois
vivemos muitas situações que nos exigem a concisão em relatos que fazemos
sobre notícias de jornal, de fatos do trabalho, ou mesmo ao reportar conversas
entre amigos. Quando lemos um livro, vemos um filme, e gostamos, ao conversar
com o outro não é possível contar toda a história, não é mesmo? Por isso, estamos
sempre resumindo.
Sendo assim, para as autoras, “[...] o resumo deve manter a estrutura de base e o fio
condutor do texto original, ao mesmo tempo em que deve ter um cunho pessoal ao
mostrar os conceitos, as informações e as ideias fundamentais do texto resumido
em uma perspectiva de assimilação individual do produtor do resumo.” (ILHESCA;
MUTTER DA SILVA, 2013, p. 115).
Importante
É muito importante, pois, que se compreenda que resumir não
é simplesmente recortar, copiar e colar partes de um texto. Não
se trata de uma redução de palavras ou parágrafos. Trata-se de
uma nova produção textual, mais sintética, que tem como base
um texto de proporções maiores. Por isso, para resumir um tex-
to, é preciso assimilá-lo, compreendê-lo. Lembre-se disso.
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De acordo com a NBR 6028/2003 da ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2003), um resumo sintetiza os pontos principais de um texto,
podendo ser indicativo, informativo ou crítico. O resumo informativo é detalhado
e traz informações sobre a finalidade, a metodologia e as conclusões a que chega
o autor da obra lida. Já o resumo indicativo pontua os aspectos principais do texto
(título, autor, edição, veículo, breve resumo das ideias, rápido comentário para utili-
zação posterior), mas não detalha informações quantitativas e qualitativas. Por fim,
o resumo crítico, também chamado de resenha, que traz uma análise crítica de um
ou mais aspectos apresentados no documento, além dos elementos comuns ao do
resumo indicativo.
Somente após essa leitura detalhada, vamos escrever o resumo. Por se tratar de
trabalho de natureza informativa, devemos desenvolver no texto a sequência lógica
de ideias do autor, tanto seus objetivos iniciais e a problematização quanto ao escla-
recimento da tese e argumentação.
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Reflita bem antes de decidir sobre:
Não se atenha ao seu gosto pessoal, à sua opinião: considere unicamente a impor-
tância da ideia expressa pelo autor do texto. Lembre-se que o desafio de resumir é
ser fiel ao texto original!
Importante
No “material complementar” dessa unidade, você encontrará algu-
mas estratégias e exemplos de resumos que vão auxiliá-lo na es-
crita de bons textos nesse gênero! Não deixe de ler esse material!
Agora, observe, com atenção, o quadro a seguir, pois ele apresenta um roteiro que
vai auxiliá-lo quando estiver às voltas com a elaboração de um resumo informativo!
Objetivo
Compreender
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Situação Inicial
Palavras-chave
Tese
Anotar e Assinalar
Organizar
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Frases Curtas
Ao redigir o resumo, prefira frases curtas. Redija o resumo com bastante cui-
dado e atenção, pois essa redação não pode ser uma sucessão de pedaços de
frases extraídas do texto original.
Referência Bibliográfica
Revisão do Texto
Resumo
Essencial
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Reformular
Não desanime se os seus primeiros resumos saírem muito longos, ou meio desa-
jeitados. Como tudo, é a prática na elaboração, a revisão e a reescrita dos textos
que traz o aperfeiçoamento. Seja perseverante! Vamos, na próxima seção, abordar
a resenha! Preparado?
Estrutura da Resenha
A resenha, normalmente, compõe-se de quatro partes: introdução; descrição da
obra; resumo e reflexão.
Introdução
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Descrição da Obra
Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra, isto é,
informar como ela se organiza: para os livros, indicar a divisão em capítulos, os
assuntos dos capítulos e os índices; para os textos, indicar os subtítulos.
Resumo da Obra
O resumo deve trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra (tema) e
do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, etc.).
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A extensão da resenha depende do
seu conhecimento sobre o tema, visto
que os comentários devem ser de na-
tureza teórica e científica. Para fazer
uma resenha, convém fazer uma boa
leitura do texto, identificando:
• Qual o tema tratado pelo autor?
• Qual o problema que ele focaliza?
• Qual a posição defendida pelo au-
tor em relação ao problema?
• Quais os argumentos centrais e
complementares utilizados pelo
autor para defender sua posição?
Após ter identificado esses pontos, elaborar a crítica, isto é, a análise sobre o texto.
Ela depende, em síntese, da sua capacidade de relacionar os elementos do texto lido
com outros textos. Para fazer a análise, portanto, seria interessante ter primeiro:
• Informações sobre o autor, suas outras obras e sua relação com outros autores;
Em Síntese
Uma resenha deve ser organizada da seguinte maneira:
• Nos parágrafos iniciais, fazer uma introdução à obra resenhada,
apresentando:
• O assunto/tema;
• O problema elaborado pelo autor;
• A posição do autor diante desse problema.
• No desenvolvimento, a apresentar resumidamente o conteúdo
da obra, enfatizando:
• As ideias centrais do texto;
• Os argumentos e ideias secundárias.
• Na conclusão, elaborar uma crítica pessoal, ou seja, uma avalia-
ção das ideias do autor frente a outros textos e a outros autores.
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Vale destacar que nem sempre a crítica pessoal ou a avaliação das ideias do autor da
obra se encontram apenas na conclusão. Dependendo do estilo do produtor da re-
senha, elas podem aparecer logo na introdução ou espaçadas no decorrer do texto.
Site
Resenhas e resumos devem sempre conter in-
dicações bibliográficas sobre a obra, livro, ca-
pítulo, artigo científico, etc. Essas indicações
variam segundo o gênero de texto, deven-
do-se, pois, seguir as normas estabelecidas
pela ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas). Veja no QR Code ao lado.
Lembre-se de que esses gêneros também exigem uma linguagem escrita clara, ob-
jetiva e autoral; por isso, evite a transferência pura e simples de ideias de outro autor.
É conveniente ler e reler o texto várias vezes, para evitar o plágio ou a cópia. Durante
a leitura atenta e com foco, convém refletir sobre e analisar bem os aspectos que
vêm ao encontro do propósito de estudos, pois cada autor tem um estilo próprio de
redigir, formas diferentes de se expressar. Ao elaborar um resumo e uma resenha,
portanto, você tanto deve ter o cuidado de não fazer uma simples reprodução das
palavras do outro pesquisador quanto deve cuidar para que o seu texto revele de
forma clara, concisa e acessível à sequência lógica do seu raciocínio, ou seja, o autor
do texto em questão.
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Ao escrever gêneros acadêmico-científicos, você deve:
Reflita
Então... agora ficou fácil responder às questões que colocamos
no início desta Unidade, sobre saber diferenciar um resumo de
uma resenha, não é mesmo?
Além disso, você conta com uma série de procedimentos e estratégias que podem
auxiliá-lo na leitura e escrita desses gêneros acadêmico-científicos. Lembre-se de
utilizá-los em seus futuros trabalhos e na sua prática acadêmica!
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Regência Nominal, Verbal
e Uso da Crase
Como já sabemos, conhecer regras da gramática normativa nos auxilia na leitura e
na escrita, sobretudo quando devemos utilizar a norma urbana de prestígio, como é
o caso nos gêneros acadêmico-científicos. Por isso, a seguir apresentamos o fenô-
meno da regência, nominal e verbal, e regras sobre o uso da crase.
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Quando essa relação de dependência
ocorre entre um nome (substantivo, ad-
jetivo ou advérbio) e seu complemen-
to, dá-se o nome de regência nominal.
Exemplos:
• O professor sempre faz referên-
cia ao bom desempenho escolar
dos seus estudantes. (referência
– substantivo);
• As mulheres estão sempre aten-
tas a novos lançamentos da moda.
(atentas – adjetivo);
• O diretor agiu favoravelmente ao meu
pedido. (favoravelmente – advérbio).
Importante
Quem define qual a preposição a ser usada é o termo regente.
Sendo assim, para descobrir a preposição correta a usar, deve-
mos pensar no termo regente, usando a seguinte fórmula: Quem
se refere, se refere a algo ou a alguém. Quem precisa, precisa de
algo ou de alguém. Quem tem medo, tem medo de algo ou de
alguém. Quem está atento, está atento a algo ou a alguém.
E assim por diante... Em geral, essa dica sempre dá certo, mas em caso de dúvidas,
consulte um dicionário, uma gramática ou dê um Google! Mas não é só isso! Leia a
seção a seguir para entender como o uso das preposições está relacionado não só à
regência, mas também à produção de sentidos!
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As Preposições e os Sentidos
As preposições desempenham papel relevante no capítulo da regência. Conhecer
e saber usá-las são aspectos fundamentais para estabelecer as relações de depen-
dência entre os elementos regentes e regidos, pois elas são capazes de modificar
completamente o sentido do que se quer dizer. Observemos as seguintes frases:
• Falei de você;
Primeiro
No primeiro caso, um locutor afirma ter falado com alguém, isto é, ele esteve
conversando com essa pessoa.
Segundo
Terceiro
24
Uma simples mudança no uso da preposição pode alterar o sentido daquilo que
queremos dizer. Há também diferenças no uso da preposição em relação aos níveis
de linguagem. Observe os seguintes exemplos:
• Cheguei ao metrô;
• Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que fui; portanto, a preposição “a” indica mo-
vimento, deslocamento no espaço; no segundo caso, o metrô é o lugar de chegada,
portanto, a preposição “em” indica uma localização, no interior de algum lugar.
• a + a(s) = à(s);
• a + aquela(s) = àquela(s);
• a + aquele(s) = àquele(s);
• a + aquilo = àquilo.
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O primeiro “a” é sempre a preposição exigida pelo verbo ou pelo nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio). O segundo “a” é o artigo ou o “a” do pronome demonstrativo
(aquele, aquela, aquilo) que antecedem uma palavra feminina:
• Ir a + a bahia = ir à bahia;
Portanto: levei Paula à escola. (Com crase!) Substituir por “vir de” os verbos que
indicam movimento: ir a, chegar a, voltar a, retornar a. Se o “de” se transformar em
“da”, há crase; caso contrário, não:
• Vir de São Paulo → ir a, retornar a, voltar a São Paulo. Uma rima para lembrar: “Vir
da, crase há. Vir de, crase pra quê?”
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Casos Especiais –
Uso Obrigatório da Crase
O acento indicativo de crase será obrigatório antes de:
Distância Determinada
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Nome Particularizado (de Cidade ou da Palavra Casa)
Pronomes Relativos
• Estas são as obras às quais me referi. (Estes são os livros aos quais me referi).
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Uso Facultativo
Depois da palavra até:
• Foi até à porta e ficou admirando a paisagem. Obs.: Foi até o/até ao portão;
• Com locuções constituídas de palavras idênticas: Ficamos cara a cara por longo
tempo. Tomava o remédio gota a gota;
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• Antes dos pronomes femininos ela, elas, esta, essa, toda, cada, alguma: Vou en-
tregar a ela o seu processo. Entregarei o processo a alguma juíza;
• Antes dos pronomes mim, ti, nós, vós e si: Dirigia a palavra a mim e a ti, simulta-
neamente. Falava a si mesmo, não a nós;
Em Síntese
Nesta Unidade, vimos importantes aspectos dos gêneros tex-
tuais acadêmico-científicos: fichamento, resumo e resenha. O
resumo e a resenha apresentam algumas semelhanças, mas se
distinguem por algumas características. Por isso, atenção!
Esperamos que os conhecimentos que construímos nessa
Unidade sejam úteis tanto em sua vida acadêmica quanto em
sua prática profissional!
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Exemplo de Resumo
Para complementar seus estudos sobre o gênero resumo, preparamos esse mate-
rial complementar que aborda algumas regras básicas que com certeza vão ajudá-
-lo na elaboração de seus textos nesse gênero. Por isso, a leitura desse material é
muito importante!
Resumo
Na universidade, para fazer um resumo podemos lançar mão de três regras de re-
dução de informação, definidas por Sprenger-Charolles (1980), que são muito úteis:
Vamos ver a seguir exemplos de resumos utilizando cada uma dessas regras:
31
Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 15.
Texto Resumido
Na Grécia Antiga, somente os filhos homens dos cidadãos livres tinham direito à
educação e isso representava apenas um terço da população (GUTEK, 1995).
Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 19.
Texto Resumido
32
computadores pessoais e o advento da Internet marcam a passagem da segunda
para a terceira geração de EAD, marcada pontualmente pela possibilidade de uso
de ferramentas de comunicação para promoção de interação sincrônica – chat e
teleconferência – e assincrônica – e-mail, fóruns e listas de discussão – entre os
participantes do processo educacional.
Fase de Seleção
Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 21-22.
33
Atividades de Fixação
1 – Leia com atenção as assertivas a seguir, que tratam a respeito dos gêneros
acadêmico-científicos, resumo, resenha e fichamento, analisando-as como ver-
dadeira (V) ou Falsa (F):
( ) I – A resenha é a síntese do conteúdo de uma obra, abordando as ideias princi-
pais em poucas palavras, sem análise crítica.
( ) II – O resumo é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma
avaliação crítica.
( ) III – O fichamento é um procedimento prático e uma ferramenta indispensável
para todo leitor que realiza uma pesquisa.
34
Podemos dizer que os trechos destacados mostram que esse excerto foi retirado de
a. um resumo, por seu caráter avaliativo e crítico.
b. um resumo, por trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra.
c. uma resenha, por seu caráter avaliativo e crítico.
d. uma resenha, por trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra.
e. um fichamento, por seu caráter avaliativo e crítico.
3 – Observe atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B”, que tra-
tam sobre tipos de resumos para, em seguida, assinalar a alternativa que reúne as
correspondências CORRETAS entre elas.
Coluna A
I – [...] é detalhado e traz informações sobre a finalidade, a metodologia e as conclu-
sões a que chega o autor da obra lida.
II – [...] pontua os aspectos principais do texto (título, autor, edição, veículo, breve
resumo das ideias, rápido comentário para utilização posterior), mas não detalha
informações quantitativas e qualitativas.
III – [...] traz uma análise crítica de um ou mais aspectos apresentados no documen-
to, além dos elementos comuns ao do resumo indicativo.
Coluna B
A) Resumo Informativo
B) Resumo Crítico ou Resenha
C) Resumo Indicativo
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4 – Leia com atenção as assertivas a seguir, que tratam sobre as etapas do método
de leitura analítica, proposto por Antonio Joaquim Severino (2002), analisando-as
como verdadeira (V) ou Falsa (F):
( ) I – A análise textual consiste em compreender a mensagem do autor, com a
identificação do tema abordado na unidade de leitura.
( ) II – A análise temática consiste na busca de uma visão geral do texto, mediante
uma leitura rápida e atenta aos elementos mais importantes.
( ) III – A análise interpretativa da unidade de leitura é aquela em que o leitor deve
exercer uma atitude crítica com relação às posições do autor.
( ) IV – Problematização é o processo de levantamento de pontos para discussão a
partir do que está explícito/aparente ou implícito/subentendido no texto.
( ) V – A síntese consiste no resumo, puro e simplesmente; é a abordagem sinté-
tica e simplificada das ideias do autor.
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Material Complementar
Leituras
Regência
http://bit.ly/2TSvs5c
Regência Nominal
http://bit.ly/38C1l7w
Preposição
http://bit.ly/2Tzq4Fi
Crase
http://bit.ly/2VWxfsB
37
Referências
ECO, U. Como se faz uma tese. 17. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002. (Coleção
Estudos)
38
Gabarito
Questão 1
FALSO – FALSO – VERDADEIRO
Questão 2
c) uma resenha, por seu caráter avaliativo e crítico.
Justificativa: a alternativa correta é “uma resenha, por seu caráter avaliativo e crí-
tico.”, pois os trechos sublinhados mostram a avaliação que o autor da resenha faz
sobre o livro ao dizer que ele desperta a curiosidade do leitor e avalia a leitura como
“agradável e simples”. O gênero acadêmico que comporta uma crítica pessoal e uma
avaliação é a resenha, conforme o material teórico da Unidade V.
Questão 3
d) I-A; II-C; III-B
Justificativa: a alternativa correta é I-A; II-C; III-B, pois de acordo com o material
teórico da unidade V, “O resumo informativo é detalhado e traz informações sobre
a finalidade, a metodologia e as conclusões a que chega o autor da obra lida. Já o
resumo indicativo pontua os aspectos principais do texto (título, autor, edição, veí-
culo, breve resumo das ideias, rápido comentário para utilização posterior), mas não
detalha informações quantitativas e qualitativas. Por fim, o resumo crítico, também
chamado de resenha, que traz uma análise crítica de um ou mais aspectos apresen-
tados no documento, além dos elementos comuns ao do resumo indicativo.”
Questão 4
FALSO – FALSO – VERDADEIRO – VERDADEIRO – FALSO
Questão 5
39
c) deve-se selecionar bibliografia relevante na área e atentar para temas que ca-
recem de estudos mais aprofundados, e esses processos fazem parte da etapa de
preparação para a produção.
Justificativa: a única alternativa correta é a que traz: “deve-se selecionar bibliogra-
fia relevante na área e atentar para temas que carecem de estudos mais aprofun-
dados, e esses processos fazem parte da preparação para a produção.” Todas as
outras apresentam afirmações incorretas de acordo com o texto teórico, pois: há
duas etapas importantes: processos de produção e preparação textual; a seleção
da literatura de referência é um passo importante para a redação do texto tendo
em vista que ela definirá a perspectiva teórica adotada para o estudo do tema; na
etapa de preparação para a produção textual a seleção da bibliografia deve seguir
três critérios: a qualidade da fonte de onde os textos são extraídos; a importância
dos autores e de seus estudos para a área e a recência dos trabalhos, isto é, deve-se
buscar textos publicados nos últimos 5 anos.
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