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Unidade 5

O documento aborda gêneros acadêmico-científicos, como fichamento, resumo e resenha, e apresenta estratégias de leitura e escrita para o contexto acadêmico. Destaca a importância da leitura analítica e da produção textual, enfatizando a preparação e revisão como etapas essenciais. O conteúdo é destinado a aprimorar as habilidades dos estudantes na elaboração de textos acadêmicos.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Unidade 5

O documento aborda gêneros acadêmico-científicos, como fichamento, resumo e resenha, e apresenta estratégias de leitura e escrita para o contexto acadêmico. Destaca a importância da leitura analítica e da produção textual, enfatizando a preparação e revisão como etapas essenciais. O conteúdo é destinado a aprimorar as habilidades dos estudantes na elaboração de textos acadêmicos.
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Gêneros da Esfera Acadêmico-científica:

Estratégias e Métodos de Leitura


e de Escrita

Conteudista
Prof.ª Dra. Silvia Augusta de Barros Albert

Revisão Textual
Mírian Lúcia Ferreira
Sumário

Objetivos da Unidade.............................................................................................................3

Introdução............................................................................................................................... 4

A Leitura e a Escrita na Esfera de Atividade Acadêmica............................................... 5

Para Fazer um Fichamento................................................................................................. 10

Para Fazer um Resumo.........................................................................................................12

Para Fazer uma Resenha......................................................................................................17

Estrutura da Resenha...........................................................................................................17

Para Terminar, Por Enquanto…..........................................................................................20

Regência Nominal, Verbal e Uso da Crase...................................................................... 22

As Preposições e os Sentidos ...........................................................................................24

Regras Gerais do Emprego da Crase............................................................................... 25

Regras Práticas para a Utilização da Crase.................................................................... 26

Casos Especiais – Uso Obrigatório da Crase.................................................................. 27

Uso Facultativo..................................................................................................................... 29

Uso Incorreto da Crase (de Acordo com a Gramática Normativa)........................... 29

Atividade de Fixação...........................................................................................................34

Material Complementar..................................................................................................... 37

Referências............................................................................................................................ 38

Gabarito................................................................................................................................. 39

2
Objetivos da Unidade

• Apreender o conceito de gêneros acadêmico-científicos e diferenciar ficha-


mento, resumo e resenha;

• Desenvolver estratégias e métodos para a leitura e a produção escrita no âm-


bito acadêmico;

• Aprimorar conhecimentos sobre regências nominal e verbal e o uso da crase.

Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para


que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento
do conteúdo.

Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.

3
VOCÊ SABE RESPONDER?

Como a compreensão dos gêneros acadêmico-científicos, como fichamento, re-


sumo e resenha, pode auxiliar na leitura crítica e na produção escrita no contexto
acadêmico?

Introdução
Nesta Unidade, vamos apresentar alguns gêneros acadêmico-científicos, suas carac-
terísticas de composição, de conteúdo e finalidades com o objetivo de desenvolver
habilidades de leitura e de produção de textos exigidas no contexto da universidade.
Sabemos que, na esfera de atividade acadêmica, alguns gêneros circulam com bas-
tante frequência.

Reflita
Por isso, dominar a maneira particular como são construídos e
constituídos consiste em um importante diferencial para seu de-
senvolvimento e formação como estudante graduado e, com cer-
teza, será de grande valia em sua prática profissional, concorda?

Ler e redigir, no contexto da universidade, é saber atribuir sentidos e produzir tex-


tos acadêmicos, como resenhas, artigos científicos, monografias, os quais possuem
funções diferentes. Cada um desses gêneros apresenta características específicas e
devem ser reconhecidos pela maneira particular com que se constroem em relação
a: tema e objetivo do texto; público-alvo e natureza e organização das informações.

Nesta Unidade, abordaremos o fichamento, o resumo e a resenha para estabelecer


as suas especificidades e apresentar estratégias que possam auxiliá-lo para a leitura
e a escrita de cada um deles.

Reflita
Então, para começar... Você tem familiaridade na elaboração
dos gêneros resumo e resenha? Você sabe diferenciar esses
dois gêneros? E fazer um fichamento?

4
Antes de responder, assista ao vídeo que explora, de forma bem sintética, os
gêneros acadêmico-científicos mais comuns no meio universitário. Para isso,
acesse o link a seguir:

Vídeo
Tipos de Trabalho Acadêmico

Assistiu? Agora, com base em seus conhecimentos prévios e com o que apreendeu
no vídeo, analise os dois itens a seguir para determinar qual deles é a definição de
resumo e de resenha:

• É a síntese do conteúdo de uma obra, abordando as ideias principais em poucas


palavras, sem análise crítica;

• É a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica.

Então... decidiu? Guarde a sua resposta e, ao final da leitura do material teórico, ava-
lie se respondeu corretamente, ok?

A Leitura e a Escrita na Esfera


de Atividade Acadêmica
A leitura é um processo importante para a aprendizagem no contexto acadêmico,
pois as referências teóricas partem, quase sempre, do universo dos livros, dos arti-
gos científicos e de trabalhos de pesquisa como teses e dissertações; trata-se de
um aspecto do conhecimento enciclopédico, como se costuma dizer. Mesmo que
investiguemos fenômenos sociais ou naturais que podem ser observados nos am-
bientes naturais ou na sociedade, não podemos prescindir dos textos, pois esse é o
espírito da pesquisa.

Embora seja essencial para a vida acadêmica, a leitura não é considerada, por muitas
pessoas, como um processo natural ou já assimilado ao longo da trajetória estudan-
til. Muitas vezes, a falta de familiaridade com leituras gera significativa dificuldade
quando o estudante chega à universidade. Tais dificuldades, no entanto, podem ser
vencidas com empenho e método. E também com o desejo de avançar cada vez
mais em seus conhecimentos sobre a leitura, concorda? Então, vamos lá!

5
Vídeo
A questão da leitura e da representação do
leitor no Brasil é abordada pela professora
Dra. Luzmara Curcino Ferreira da UFSCAR.
Vale a pena conferir e saber mais sobre a lei-
tura e os leitores brasileiros!

Então, agora, vamos prosseguir com nosso estudo e falar das leituras exigidas na
universidade, como aquelas com fins à pesquisa. Para orientar a leitura de um texto
com finalidades de pesquisa, Antonio Joaquim Severino (2002) sistematizou um
método, chamado de método de leitura analítica. Os passos propostos pelo método
contribuem muito para uma proveitosa compreensão e assimilação dos textos. A
leitura analítica avança por etapas sucessivas de um processo lógico até a com-
preensão global de uma unidade de leitura. As referidas etapas são: análise textual,
análise temática, análise interpretativa, problematização e síntese pessoal.

A primeira etapa, a análise textual,


consiste na busca de uma visão geral
do texto, mediante uma leitura rápi-
da e atenta aos elementos mais im-
portantes. Nesse momento, o leitor
deve buscar esclarecimentos sobre
palavras desconhecidas, fatos, doutri-
nas e autores citados no texto, sobre
os quais não possua conhecimento. É
fundamental para o entendimento do
texto, compreender a posição do au-
tor e o contexto por ele tratado. Essa
etapa culmina com um esquema ou
plano de texto, que auxiliará na formu-
lação de uma visão de conjunto.

A etapa seguinte é a análise temática, que consiste em compreender a mensagem


do autor, com a identificação do tema abordado na unidade de leitura, isto é, do pro-
blema apresentado pelo autor e sua tese. Trata-se de identificar o caminho seguido
pelo raciocínio do autor entre ideias principais e secundárias.

6
A etapa final é a análise interpretativa da unidade de leitura. Nela, o leitor
deve exercer uma atitude crítica com relação às posições do autor, verifi-
cando a coerência da argumentação, originalidade do tratamento do pro-
blema, profundidade da análise, alcance das conclusões do autor e suas
consequências.

O levantamento de pontos para discussão a partir do que está explícito/aparente ou


implícito/subentendido no texto é o processo que Severino chama de problemati-
zação. Nesse momento, o leitor faz seus questionamentos às posições do autor e
temas trazidos pelo texto, realizando uma reflexão individual ou debate em grupo.

Em Síntese
Por fim, o leitor deve reelaborar a mensagem do autor, com
base em sua reflexão pessoal, o que Severino chama de síntese.
A síntese não se confunde com resumo, puro e simplesmen-
te, porque o resumo é a abordagem sintética e simplificada das
ideias do autor. Na síntese, há um diálogo efetivo entre as ideias
do autor e as reflexões efetuadas pelo leitor a partir da interpreta-
ção do texto lido.

Esse roteiro de leitura, proposto pelo professor Severino, está diretamente relacio-
nado à produção escrita de alguns gêneros que circulam na esfera de atividade aca-
dêmica, podendo auxiliar bastante em sua elaboração. Vamos tratar de alguns deles
ainda nessa unidade. Aguarde!

Por ora, vamos falar sobre a escrita acadêmica que exige seguirmos, sobretudo, duas
etapas essenciais para a sua elaboração, de acordo com Motta-Roth e Hendges
(2010, p. 14-15):

A preparação para a produção textual (definição do tópico e seleção da


literatura de referência) e o processo de produção textual (distinguir a
função de diferentes gêneros acadêmicos; definir o público-alvo, o estilo,
e manter o ciclo de escrever, revisar e editar).

7
De acordo com essas autoras, a definição do tópico depende essencialmente da
leitura. Vale lembrar, ainda, que a atividade de leitura alimenta a escrita, portanto,
deve-se selecionar bibliografia relevante na área e atentar para temas que carecem
de estudos mais aprofundados ou problemas relativos a um tema que ainda não
foram explorados.

A seleção da literatura de referência é um passo importante para a redação do texto,


tendo em vista que ela definirá a perspectiva teórica adotada para o estudo do tema.
Existem três critérios que devem ser seguidos nesta seleção: a qualidade da fonte
dos textos utilizados, a relevância dos autores e seus estudos para a área em ques-
tão, e a atualidade dos trabalhos, ou seja, deve-se procurar por textos publicados
nos últimos cinco anos (MOTTA-ROTH; HENDGES, 2010).

É fato que trabalhar com textos recentes é uma forma de garantir a atuali-
zação de informações e de dados. No entanto, não se deve preterir textos
clássicos e fundantes da perspectiva teórica adotada.

Outro ponto que merece atenção é o público a quem se dirige o texto acadêmico.
É preciso ter uma representação clara desse leitor, para encontrar o tom adequado
e poder projetar expectativas quanto aos conhecimentos prévios que trará para a
leitura do texto. É preciso ainda definir como será o relacionamento com esse leitor
a partir de suas características, pois podemos escrever para iniciantes no assunto
(alunos de graduação; leigos) ou para professores (especialistas no tema). Dessa
variação do leitor depende o estilo a adotar (tom mais ou menos formal, a escolha
do vocabulário) e os objetivos da escrita do texto (pedagógicos, mostra de familia-
ridade e de conhecimento na área, ou mesmo para estudos e a própria pesquisa).

Importante
É muito importante ter em mente, ainda, que a escrita é um
processo que solicita alguns procedimentos que devem ser se-
guidos para alcançarmos sucesso no produto que almejamos: o
texto finalizado. Por isso, além das etapas que destacamos, an-
teriormente, um procedimento essencial é o planejamento que
deve ocorrer antes da escrita do texto.

8
Respaldada nos estudos de David e Plane (1996) e também de Coirier, Gaonac’h e
Passerault (1996), Cabral (2013) afirma que o planejamento é tanto o momento de
busca das ideias para escrita quanto o momento de organizá-las e procurar imagi-
nar o conhecimento que o leitor já detém, para, a partir desses dados, organizar o
texto. Com efeito, ressalta a autora, um texto será tanto melhor quanto as ideias
forem mais bem dominadas e organizadas na base de conhecimentos do produtor
(DAVID; PLANE, 1996 apud CABRAL, 2013).

Cabral (2013, p. 253) destaca ainda


que “[...] desse ponto de vista, a ela-
boração de um plano prévio constitui
uma ferramenta para o trabalho da
escrita, uma estratégia que permi-
te assegurar maior coerência entre o
querer dizer e o dizer efetivado pelo
texto.”. Outro procedimento a que
devemos estar bem atentos é a revi-
são, posterior à escrita do texto. Para
Motta-Roth e Hendges (2010), “a pa-
lavra-chave para a qualidade de qual-
quer texto é ‘revisão’.”.

Por isso, a cada versão escrita de seu texto é preciso relê-lo com distanciamento
e espírito crítico, conforme apontam essas autoras. Recomendamos que, ao reler
e encontrar fragilidades no seu texto, não hesite em reescrevê-lo, integralmente
ou em parte, para reestruturá-lo, reorganizá-lo, realizando todas as mudanças que
achar cabíveis, sempre tendo em vista seus objetivos e o seu leitor.

Em Síntese
Para finalizar, reiteramos que os textos acadêmico-científicos
possuem funções diferentes, seja recolher elementos para pre-
parar a parte teórica de uma monografia, dissertação ou tese; seja
apresentar um posicionamento crítico e reflexões sobre um tema
e a literatura científica que dele se ocupa, entre outras. Por isso, é
preciso conhecê-los de perto para poder desenvolver estratégias
de leitura e de escrita para bem produzi-los. Apresentamos, a se-
guir, três deles: o fichamento, o resumo e a resenha.

9
Para Fazer um Fichamento
O fichamento é um procedimento prático e uma ferramenta indispensável para todo
leitor que realiza uma pesquisa. Uma boa ficha de leitura, independente do suporte
utilizado, digital ou analógico, possibilita sintetizar de forma sistemática o conteúdo
essencial da leitura de uma obra, bem como articulá-la com nossa reflexão pessoal.
Com sua experiência de pesquisador e escritor, Umberto Eco (2002, p. 96-111) pro-
põe que uma ficha de leitura contenha alguns elementos:

• Indicações bibliográficas da obra que está sendo fichada;

• Informações sobre o autor (quando não o conhecemos e necessitamos desse


suporte);

• Citações literais de trechos mais importantes da obra (usando aspas nas


transcrições);

• Comentários pessoais (quando fizermos nossas observações; é importante dei-


xar claro seu caráter pessoal, diferenciando-as por cores ou usando colchetes
para tudo aquilo que for opinião nossa e não do autor).

Com a prática sistemática do ficha-


mento, certamente faremos adapta-
ções pessoais, incorporaremos outros
elementos e marcas particulares ao
trabalho. É o caminho natural da apli-
cação de uma orientação metodoló-
gica. As fichas de leitura podem ser
iniciadas pela bibliografia do autor ou
pelo tema/assunto referente à pes-
quisa. Depois, apresenta-se um resu-
mo sucinto e preciso sobre a leitura.

A apresentação dos elementos bibliográficos obedece à seguinte ordem: cabeçalho,


referência e comentário (resumo). Vejamos um exemplo de fichamento de leitura,
começando pelo autor:

10
BUENO, Ângelo (org.). Cultura brasileira. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense,
1991. 112 p.
Estudo da identidade nacional. Está profundamente ligada à reinterpreta-
ção da cultura popular brasileira que, por sua vez, está relacionada a grupos
sociais e à própria construção do Estado brasileiro. Baseia-se no fato da
ausência de uma identidade autêntica e na existência de uma pluralidade de
identidades culturais, construídas por diferentes grupos sociais em diferen-
tes momentos históricos. Os autores abordam a cultura brasileira da identi-
dade nacional, assunto que segundo eles têm sua origem no Brasil antigo e
permanece até os dias de hoje. Os elementos são mencionados como “raça
e meio” e são fundamentos do conhecimento intelectual do povo brasileiro,
imprescindível para a construção e preservação da identidade cultural.
Fonte: modelo extraído de FACHIN, O. Fundamentos de Metodologia.
5. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.

De acordo com o modelo apresentado, podemos observar que ele contempla, em


primeiro lugar, as indicações bibliográficas da obra, mas não traz comentários sobre
o autor, por se tratar de uma coletânea de textos de vários autores organizada por
Ângelo Bueno. Em seguida, apresenta-se um resumo da obra, destacando o tema e
informando qual a base do estudo apresentado. Ao final, há um parágrafo em que o
leitor da obra faz uma reflexão a respeito dessa abordagem, destacando alguns ele-
mentos (meio e raça) imprescindíveis para o estudo do tema (identidade nacional).

Importante
Importância do fichamento para a elaboração de uma resenha,
de um artigo científico ou de uma monografia. O produtor po-
derá consultar suas “fichas” no momento de fazer uma citação
ou de retomar suas reflexões a respeito da obra lida anterior-
mente, sem precisar retomar a leitura do livro.

Além disso, as indicações bibliográficas (ano, autor, número de páginas, etc.) podem
ser facilmente reproduzidas no texto que está sendo elaborado. Por isso, comece,
desde já, a preparar os seus fichamentos!

11
Para Fazer um Resumo
Antes de abordarmos o resumo como um gênero acadêmico-científico, vale lem-
brar que o ato de resumir está bastante presente em nosso cotidiano, na fala, pois
vivemos muitas situações que nos exigem a concisão em relatos que fazemos
sobre notícias de jornal, de fatos do trabalho, ou mesmo ao reportar conversas
entre amigos. Quando lemos um livro, vemos um filme, e gostamos, ao conversar
com o outro não é possível contar toda a história, não é mesmo? Por isso, estamos
sempre resumindo.

Na esfera de atividade acadêmica, no


entanto, tomamos o resumo como
um gênero de texto e nos interessa
compreender melhor seu processo
de produção escrita. Segundo Ilhesca,
Mutter da Silva (2013, p. 114), pode-
mos conceituar o gênero acadêmico-
-científico “resumo” como a “[...] apre-
sentação concisa dos pontos mais
importantes de um texto, que tem
como característica principal a fideli-
dade às ideias do autor.”

Sendo assim, para as autoras, “[...] o resumo deve manter a estrutura de base e o fio
condutor do texto original, ao mesmo tempo em que deve ter um cunho pessoal ao
mostrar os conceitos, as informações e as ideias fundamentais do texto resumido
em uma perspectiva de assimilação individual do produtor do resumo.” (ILHESCA;
MUTTER DA SILVA, 2013, p. 115).

Importante
É muito importante, pois, que se compreenda que resumir não
é simplesmente recortar, copiar e colar partes de um texto. Não
se trata de uma redução de palavras ou parágrafos. Trata-se de
uma nova produção textual, mais sintética, que tem como base
um texto de proporções maiores. Por isso, para resumir um tex-
to, é preciso assimilá-lo, compreendê-lo. Lembre-se disso.

12
De acordo com a NBR 6028/2003 da ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2003), um resumo sintetiza os pontos principais de um texto,
podendo ser indicativo, informativo ou crítico. O resumo informativo é detalhado
e traz informações sobre a finalidade, a metodologia e as conclusões a que chega
o autor da obra lida. Já o resumo indicativo pontua os aspectos principais do texto
(título, autor, edição, veículo, breve resumo das ideias, rápido comentário para utili-
zação posterior), mas não detalha informações quantitativas e qualitativas. Por fim,
o resumo crítico, também chamado de resenha, que traz uma análise crítica de um
ou mais aspectos apresentados no documento, além dos elementos comuns ao do
resumo indicativo.

A seguir, trataremos do resumo informativo e, na próxima seção, da resenha. Vamos


a eles!

Para elaborar um resumo informativo, é necessária uma leitura completa do


texto. Durante essa leitura, vamos identificar as passagens mais importan-
tes e as ideias principais do autor. É conveniente que assinalemos no can-
to do texto cada ideia identificada. Depois, em uma leitura mais detalhada,
devemos voltar aos pontos assinalados e sublinhar os que forem realmente
centrais para o entendimento da tese/ideia do autor e do problema aborda-
do no texto.

Somente após essa leitura detalhada, vamos escrever o resumo. Por se tratar de
trabalho de natureza informativa, devemos desenvolver no texto a sequência lógica
de ideias do autor, tanto seus objetivos iniciais e a problematização quanto ao escla-
recimento da tese e argumentação.

Um resumo dessa natureza exige fidelidade ao pensamento do autor, mas a reela-


boração da mensagem do autor deve ser feita com nossas próprias palavras. Como
estamos elaborando um resumo informativo, não vamos pontuar no texto nossas
opiniões pessoais. Quanto ao estilo empregado, convém usar frases curtas e diretas.

O objetivo do resumo informativo é assegurar maior clareza, maior unidade a


uma informação. Por isso, você não deve ater-se a detalhes, listas, números.

13
Reflita bem antes de decidir sobre:

• O que você vai eliminar;

• O que você vai conservar.

Não se atenha ao seu gosto pessoal, à sua opinião: considere unicamente a impor-
tância da ideia expressa pelo autor do texto. Lembre-se que o desafio de resumir é
ser fiel ao texto original!

Importante
No “material complementar” dessa unidade, você encontrará algu-
mas estratégias e exemplos de resumos que vão auxiliá-lo na es-
crita de bons textos nesse gênero! Não deixe de ler esse material!

Agora, observe, com atenção, o quadro a seguir, pois ele apresenta um roteiro que
vai auxiliá-lo quando estiver às voltas com a elaboração de um resumo informativo!

Para produzir um resumo informativo, portanto, é importante seguir algumas etapas:

Objetivo

Estabelecer o objetivo para elaborar o resumo: estudar para prova, preparar


resenha, apresentar como trabalho, fazer seminário.

Compreender

Compreender bem o texto antes de resumir. A produção de um resumo de-


pende também do gênero do texto e da maneira como o lemos.

14
Situação Inicial

No resumo de texto narrativo, por exemplo, apresentar a situação inicial, o pro-


blema ou conflito e a solução do problema ou situação final.

Palavras-chave

No resumo de um texto informativo, utilizar as palavras-chave e as frases que


servem para resumir o pensamento do autor.

Tese

No texto argumentativo, destacar a tese defendida pelo autor e os principais


argumentos.

Anotar e Assinalar

Anotar e assinalar no texto ideias importantes para lembrar, discriminar o es-


sencial do secundário e situar as ideias nos parágrafos ou partes do texto.

Organizar

Organizar as ideias apresentadas, obedecendo à sequência utilizada no texto


de origem.

15
Frases Curtas

Ao redigir o resumo, prefira frases curtas. Redija o resumo com bastante cui-
dado e atenção, pois essa redação não pode ser uma sucessão de pedaços de
frases extraídas do texto original.

Referência Bibliográfica

Ao final, indicar a referência bibliográfica (nome do autor, título, editora, local


e ano de publicação).

Revisão do Texto

Elaborado o resumo, fazer sempre revisão do texto, observando a correção


gramatical (regras de concordância, regência, ortografia, pontuação, etc.). É
importante:

Resumo

O resumo exige duas habilidades: analisar e sintetizar.

Essencial

É importante discernir o essencial do acessório, marcar as etapas de desenvol-


vimento do texto e escolher as palavras de ligação mais adequadas.

16
Reformular

É importante reformular o conteúdo do texto, condensando-o. Utilize suas


próprias palavras, mas seja fiel para com as ideias do autor.

Não desanime se os seus primeiros resumos saírem muito longos, ou meio desa-
jeitados. Como tudo, é a prática na elaboração, a revisão e a reescrita dos textos
que traz o aperfeiçoamento. Seja perseverante! Vamos, na próxima seção, abordar
a resenha! Preparado?

Para Fazer uma Resenha


A resenha não deixa de ser uma condensação do texto, um tipo de resumo que traz
uma análise interpretativa. É um resumo crítico que contém uma reflexão sobre o
tema do texto ou da obra. Uma boa resenha depende de um bom resumo, pois é a
partir da síntese do texto que elaboramos um comentário crítico. A resenha é impor-
tante porque permite ao estudante/pesquisador apresentar pontos de vista a respeito
de um tema em discussão ou em estudo. Veja como se organiza a resenha, a seguir.

Estrutura da Resenha
A resenha, normalmente, compõe-se de quatro partes: introdução; descrição da
obra; resumo e reflexão.

Introdução

Nessa primeira parte, deve constar o nome do autor, sua qualificação, se o


texto permitir que se reconheça essa informação, (jornalista, escritor, médico,
advogado, cientista); o gênero do texto: um artigo científico, um conto, etc.; o
tema principal: para depreendê-lo, esteja atento ao título, no entanto, em cer-
tos textos, só chegamos a extrair a ideia geral no fim; o(s) objetivo(s) do autor:
para expressá-los, utilizar verbos de declaração, de opinião; o tom do texto:
normalmente, basta um qualificativo (adjetivo): pessimista, irônico, persuasivo.

17
Descrição da Obra

Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra, isto é,
informar como ela se organiza: para os livros, indicar a divisão em capítulos, os
assuntos dos capítulos e os índices; para os textos, indicar os subtítulos.

Resumo da Obra

O resumo deve trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra (tema) e
do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, etc.).

Reflexões do Autor da Resenha

Nessa parte final, deve-se avaliar o conteúdo do texto, estabelecendo com-


parações com outros textos e situando esse determinado conteúdo na sua
área de estudo. A resenha crítica, portanto, consiste tanto em uma síntese das
ideias principais quanto em uma visão crítica sobre o texto original.

Convém destacar que a elaboração da resenha exige um conhecimento mais pro-


fundo sobre o tema do que o resumo. É preciso, pois, para escrever esse gênero de
texto, já ter um envolvimento com o tema do livro ou capítulo.

18
A extensão da resenha depende do
seu conhecimento sobre o tema, visto
que os comentários devem ser de na-
tureza teórica e científica. Para fazer
uma resenha, convém fazer uma boa
leitura do texto, identificando:
• Qual o tema tratado pelo autor?
• Qual o problema que ele focaliza?
• Qual a posição defendida pelo au-
tor em relação ao problema?
• Quais os argumentos centrais e
com­plementares utilizados pelo
autor para defender sua posição?

Após ter identificado esses pontos, elaborar a crítica, isto é, a análise sobre o texto.
Ela depende, em síntese, da sua capacidade de relacionar os elementos do texto lido
com outros textos. Para fazer a análise, portanto, seria interessante ter primeiro:

• Informações sobre o autor, suas outras obras e sua relação com outros autores;

• Elementos que possam contribuir para um debate acerca do tema em questão.

Em Síntese
Uma resenha deve ser organizada da seguinte maneira:
• Nos parágrafos iniciais, fazer uma introdução à obra resenhada,
apresentando:
• O assunto/tema;
• O problema elaborado pelo autor;
• A posição do autor diante desse problema.
• No desenvolvimento, a apresentar resumidamente o conteúdo
da obra, enfatizando:
• As ideias centrais do texto;
• Os argumentos e ideias secundárias.
• Na conclusão, elaborar uma crítica pessoal, ou seja, uma avalia-
ção das ideias do autor frente a outros textos e a outros autores.

19
Vale destacar que nem sempre a crítica pessoal ou a avaliação das ideias do autor da
obra se encontram apenas na conclusão. Dependendo do estilo do produtor da re-
senha, elas podem aparecer logo na introdução ou espaçadas no decorrer do texto.

Site
Resenhas e resumos devem sempre conter in-
dicações bibliográficas sobre a obra, livro, ca-
pítulo, artigo científico, etc. Essas indicações
variam segundo o gênero de texto, deven-
do-se, pois, seguir as normas estabelecidas
pela ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas). Veja no QR Code ao lado.

Para Terminar, Por Enquanto…


Finalizando o que vimos, redigir textos no ambiente acadêmico requer um conjunto
de conhecimentos reunidos em obras de diversas qualificações e assuntos. Por isso,
podemos dizer que a leitura alimenta ainda mais a escrita nessa esfera de atividade.
A vida intelectual e cultural do estudioso e pesquisador deve ser fundamentada em
fontes primárias e secundárias de pesquisa, que orientem a busca de conhecimen-
tos para pensar novas descobertas e soluções.

Nesse sentido, o hábito da prática de fichamentos, de resumos e de rese-


nhas pode contribuir de forma bastante eficiente para o aproveitamento
futuro na elaboração de monografias (TCC), artigos científicos, projetos de
pesquisa, dissertações e teses.

Lembre-se de que esses gêneros também exigem uma linguagem escrita clara, ob-
jetiva e autoral; por isso, evite a transferência pura e simples de ideias de outro autor.
É conveniente ler e reler o texto várias vezes, para evitar o plágio ou a cópia. Durante
a leitura atenta e com foco, convém refletir sobre e analisar bem os aspectos que
vêm ao encontro do propósito de estudos, pois cada autor tem um estilo próprio de
redigir, formas diferentes de se expressar. Ao elaborar um resumo e uma resenha,
portanto, você tanto deve ter o cuidado de não fazer uma simples reprodução das
palavras do outro pesquisador quanto deve cuidar para que o seu texto revele de
forma clara, concisa e acessível à sequência lógica do seu raciocínio, ou seja, o autor
do texto em questão.

20
Ao escrever gêneros acadêmico-científicos, você deve:

• Definir o tema e fazer um levantamento de bibliografia relevante na área;

• Estar atento ao seu público leitor;

• Ter clara a função do gênero acadêmico escolhido;

• Estabelecer objetivo(s) e segui-lo(s) na escrita do texto;

• Fazer um planejamento do texto;

• Revisar e reescrever seu texto antes de apresentá-lo em sua forma final.

Além disso, você deve:

• Estar atento ao encadeamento e progressão das ideias (coesão) e à unidade de


sentido do texto (coerência);

• Dar preferência ao emprego de frases completas e curtas;

• Ser impessoal na linguagem, evitando o pronome pessoal em primeira pessoa do


singular;

• Evitar expressões rebuscadas, ambíguas ou inadequadas;

• Ser bem criterioso na escolha do vocabulário.

Reflita
Então... agora ficou fácil responder às questões que colocamos
no início desta Unidade, sobre saber diferenciar um resumo de
uma resenha, não é mesmo?

Além disso, você conta com uma série de procedimentos e estratégias que podem
auxiliá-lo na leitura e escrita desses gêneros acadêmico-científicos. Lembre-se de
utilizá-los em seus futuros trabalhos e na sua prática acadêmica!

21
Regência Nominal, Verbal
e Uso da Crase
Como já sabemos, conhecer regras da gramática normativa nos auxilia na leitura e
na escrita, sobretudo quando devemos utilizar a norma urbana de prestígio, como é
o caso nos gêneros acadêmico-científicos. Por isso, a seguir apresentamos o fenô-
meno da regência, nominal e verbal, e regras sobre o uso da crase.

Na estrutura frasal, as palavras estabelecem relações de dependência en-


tre elas. Os elementos que têm o seu sentido complementado por outro
são chamados de regentes e os complementos a eles ligados são chama-
dos de regidos.

Quando essa relação de dependência ocorre entre o verbo e seus complementos


dá-se o nome de regência verbal. Exemplos:

• O homem precisa de constantes carinhos;

• O professor sempre se refere ao bom desempenho escolar.

Explicação: há uma relação de dependência entre os verbos nos exemplos (precisar


de/referir-se a(o) e seus complementos (constantes carinhos/bom desempenho
escolar). Essa relação pode ser direta (sem o uso de preposição) ou indireta (com o
uso de preposição), como nos exemplos anteriores em que foram usadas as prepo-
sições de e a.

22
Quando essa relação de dependência
ocorre entre um nome (substantivo, ad-
jetivo ou advérbio) e seu complemen-
to, dá-se o nome de regência nominal.
Exemplos:
• O professor sempre faz referên-
cia ao bom desempenho escolar
dos seus estudantes. (referência
– substantivo);
• As mulheres estão sempre aten-
tas a novos lançamentos da moda.
(atentas – adjetivo);
• O diretor agiu favoravelmente ao meu
pedido. (favoravelmente – advérbio).

Explicação: nos exemplos anteriores há uma relação de dependência entre os no-


mes (referência a/atentas a e favoravelmente a) e seus complementos (bom de-
sempenho escolar dos seus estudantes/novos lançamentos da moda/meu pedido).
Essa relação pode ser direta (sem o uso de preposição) ou indireta (com o uso de
preposição), como nos exemplos anteriores em que foi usada a preposição “a” em
todos eles.

Importante
Quem define qual a preposição a ser usada é o termo regente.
Sendo assim, para descobrir a preposição correta a usar, deve-
mos pensar no termo regente, usando a seguinte fórmula: Quem
se refere, se refere a algo ou a alguém. Quem precisa, precisa de
algo ou de alguém. Quem tem medo, tem medo de algo ou de
alguém. Quem está atento, está atento a algo ou a alguém.

E assim por diante... Em geral, essa dica sempre dá certo, mas em caso de dúvidas,
consulte um dicionário, uma gramática ou dê um Google! Mas não é só isso! Leia a
seção a seguir para entender como o uso das preposições está relacionado não só à
regência, mas também à produção de sentidos!

23
As Preposições e os Sentidos
As preposições desempenham papel relevante no capítulo da regência. Conhecer
e saber usá-las são aspectos fundamentais para estabelecer as relações de depen-
dência entre os elementos regentes e regidos, pois elas são capazes de modificar
completamente o sentido do que se quer dizer. Observemos as seguintes frases:

• Falei com você;

• Falei de você;

• Falei por você.

Em todas elas, aparece a mesma estrutura, praticamente as mesmas palavras. A


única diferença está no uso das preposições. No entanto, para cada uma delas, atri-
buímos sentidos diferentes.

Primeiro

No primeiro caso, um locutor afirma ter falado com alguém, isto é, ele esteve
conversando com essa pessoa.

Segundo

No segundo, há uma mudança, pois o locutor afirma que esteve conversando


com alguém sobre essa pessoa.

Terceiro

No terceiro, o locutor afirma que esteve em alguma situação em que precisou


tomar a palavra no lugar dessa pessoa.

24
Uma simples mudança no uso da preposição pode alterar o sentido daquilo que
queremos dizer. Há também diferenças no uso da preposição em relação aos níveis
de linguagem. Observe os seguintes exemplos:

• Cheguei ao metrô;

• Cheguei no metrô.

No primeiro caso, o metrô é o lugar a que fui; portanto, a preposição “a” indica mo-
vimento, deslocamento no espaço; no segundo caso, o metrô é o lugar de chegada,
portanto, a preposição “em” indica uma localização, no interior de algum lugar.

No entanto, a frase “Cheguei no metrô”, é popularmente usada a fim de


indicar o lugar a que se vai, o que, na norma urbana de prestígio, possui
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre o
uso que se faz da regência de alguns verbos em nível coloquial e culto.

Um exemplo notório é o emprego do verbo assistir: em nível coloquial é bastante


usada a forma “assistir o filme”, o que no nível culto corresponderia a “assistir ao filme”.

Regras Gerais do Emprego


da Crase
Para completar o tema regência nominal e verbal em relação à comunicação escrita,
vamos abordar o uso da crase como conceito geral e a aplicação em casos espe-
cíficos. Crase é a fusão de duas vogais iguais: a + a. Para marcar sua ocorrência, é
utilizado o acento grave (`). Casos em que o acento aparece:

• a + a(s) = à(s);

• a + aquela(s) = àquela(s);

• a + aquele(s) = àquele(s);

• a + aquilo = àquilo.

25
O primeiro “a” é sempre a preposição exigida pelo verbo ou pelo nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio). O segundo “a” é o artigo ou o “a” do pronome demonstrativo
(aquele, aquela, aquilo) que antecedem uma palavra feminina:

• Ir a + a bahia = ir à bahia;

• Comparecer a + as aulas = comparecer às aulas;

• Contrário a + aqueles réus = contrário àqueles réus.

Regras Práticas para


a Utilização da Crase
Substituir a palavra feminina por uma palavra masculina. Se, no lugar de “a” ou “as”,
surgir “ao” ou “aos”, é sinal de que houve o encontro do a (preposição) com o a
(artigo):

• Levei Paula a + a escola;

• Levei Paula a + o colégio. Levei Paula ao colégio.

Portanto: levei Paula à escola. (Com crase!) Substituir por “vir de” os verbos que
indicam movimento: ir a, chegar a, voltar a, retornar a. Se o “de” se transformar em
“da”, há crase; caso contrário, não:

• Vir da Europa → ir à, voltar à, retornar à Europa;

• Vir de São Paulo → ir a, retornar a, voltar a São Paulo. Uma rima para lembrar: “Vir
da, crase há. Vir de, crase pra quê?”

26
Casos Especiais –
Uso Obrigatório da Crase
O acento indicativo de crase será obrigatório antes de:

Numeral Indicando Hora

• Ele chegou às oito ou às nove horas?


• O programa será à zero hora.

Substantivo (Masculino ou Feminino)

Que subentende a palavra moda (maneira) ou denominação do gênero feminino:


• Redigi um texto à José de Alencar. (à maneira de) O bife à milanesa estava
delicioso. (à moda) Fomos à General Motors. (à companhia)

Distância Determinada

• Estávamos à distância de 100 metros do acidente. (Não é utilizada quando


a palavra relativa à distância for indeterminada: O trem passava a certa
distância da casa. Faço um curso a distância).

Terra, no Sentido de Pátria, Planeta, Região Determinada

Voltei à terra em que nasci.

27
Nome Particularizado (de Cidade ou da Palavra Casa)

Fomos à Roma dos Césares. (Mas: Fomos a Roma.) Refiro-me à Lisboa de


Camões. (Mas: refiro-me a Lisboa.) Vou à casa de Paulo. (Mas: Vou a casa, vou
para casa).

Pronomes Relativos

Que, qual e quais quando antecedidos da preposição a (neste caso, substituir


a(s) por ao(s), para ver se cabe ou não a crase):
• Aquela é a seção à qual me dirijo. (Aquele é o edifício ao qual me dirijo).

• Trata-se de uma defesa semelhante à que ele fez. (Trata-se de uma


defesa de um discurso semelhante ao que ele fez).

• Estas são as obras às quais me referi. (Estes são os livros aos quais me referi).

Locuções Constituídas de Palavras Femininas

à esquerda, à direita, às pressas, à mercê de, à noite, à proporção que, à espera


de, às vezes, à procura de, à medida que, às ocultas, à vista, etc.:
• Às vezes é bom parar para pensar;
• À medida que o tempo passa, fico mais exigente;
• Saíram às ocultas. Obs.: Locuções que indicam meio ou instrumento
normalmente não levam o acento grave indicativo de crase. No entanto,
algumas vezes, ele é utilizado por força da tradição (aqui a regra prática
de substituir a(s) por ao(s) não é válida): Escrever à máquina./Pintar à
mão. (E ainda: à bala, à faca, à vista, à tinta, etc.)

28
Uso Facultativo
Depois da palavra até:

• Foi até a porta e ficou admirando a paisagem;

• Foi até à porta e ficou admirando a paisagem. Obs.: Foi até o/até ao portão;

• Antes de pronomes possessivos:

• Falou a minha mãe sobre o assunto. (a meu pai);

• Falou à minha mãe sobre o assunto. (ao meu pai).

• Antes de nomes próprios:

• Entreguei o relatório a Cristina. (a Carlos);

• Entreguei o relatório à Cristina. (ao Carlos).

Uso Incorreto da Crase


(de Acordo com
a Gramática Normativa)
• Antes de palavras masculinas: Passear a cavalo./Daqui a pouco;

• Antes de verbos: Começar a lavar./Pôr-se a passar;

• Com locuções constituídas de palavras idênticas: Ficamos cara a cara por longo
tempo. Tomava o remédio gota a gota;

• Antes de pronomes de tratamento: A viagem fará bem a você. Enviaremos o


contrato a V. Sª;

• Antes de qualquer pronome masculino: Entreguei a lista a eles sem mencioná-la


a seu irmão;

• Antes de locuções constituídas de verbos ou palavras masculinas: Estarei em


casa a partir das 8 horas. Não se falou a respeito da promoção;

29
• Antes dos pronomes femininos ela, elas, esta, essa, toda, cada, alguma: Vou en-
tregar a ela o seu processo. Entregarei o processo a alguma juíza;

• Antes dos pronomes mim, ti, nós, vós e si: Dirigia a palavra a mim e a ti, simulta-
neamente. Falava a si mesmo, não a nós;

• Antes de numerais: Dali a dez dias. Daqui a 5 km;

• Com substantivos no plural, usados no sentido genérico: Falei a várias alunas.


Nunca dê atenção a propostas de pessoas estranhas.

Aprimorar os conhecimentos referentes às regras da gramática normativa exige


muita atenção e trabalho; por isso, é importante fazer as atividades da unidade e
lembrar delas ou fazer consultas no caso de dúvidas, a fim de produzir textos nos
gêneros acadêmico-científicos com correção e qualidade, na norma urbana de pres-
tígio, em nível culto da língua.

Em Síntese
Nesta Unidade, vimos importantes aspectos dos gêneros tex-
tuais acadêmico-científicos: fichamento, resumo e resenha. O
resumo e a resenha apresentam algumas semelhanças, mas se
distinguem por algumas características. Por isso, atenção!
Esperamos que os conhecimentos que construímos nessa
Unidade sejam úteis tanto em sua vida acadêmica quanto em
sua prática profissional!

30
Exemplo de Resumo
Para complementar seus estudos sobre o gênero resumo, preparamos esse mate-
rial complementar que aborda algumas regras básicas que com certeza vão ajudá-
-lo na elaboração de seus textos nesse gênero. Por isso, a leitura desse material é
muito importante!

Resumo
Na universidade, para fazer um resumo podemos lançar mão de três regras de re-
dução de informação, definidas por Sprenger-Charolles (1980), que são muito úteis:

1. Regra de cópia e apagamento: informações redundantes, irrelevantes, infe-


ríveis pelo contexto são “apagadas”, e informações consideradas primordiais,
são recuperadas;

2. Regra de generalização: informações que podem ser agrupadas em termos


mais abrangentes são “reduzidas” a essas generalizações;

3. Regra de construção: essa regra se divide em dois momentos – o da fase de


seleção, em que se trabalha parágrafo a parágrafo, construindo-se uma frase
tópico para cada parágrafo lido e o da fase de combinação, em que conjuntos
de frases tópico são agrupados em parágrafos que comporão o texto-resumo.

Vamos ver a seguir exemplos de resumos utilizando cada uma dessas regras:

Exemplo de Regra de Cópia e Apagamento


Texto Original

No berço de nossa civilização, na Atenas da [conteúdo inferível pelo contexto e ir-


relevante para o foco da informação primordial] Grécia Antiga, somente os filhos
homens dos cidadãos livres tinham direito à educação (as mulheres em Atenas não
tinham direitos legais ou econômicos; portanto, a maioria delas não ia à escola, e os
escravos e os estrangeiros não tinham direito à educação formal) [idem obs. ante-
rior] e isso representava apenas um terço da população grega [idem obs. anterior].
(GUTEK, 1995).

31
Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 15.

Texto Resumido

Na Grécia Antiga, somente os filhos homens dos cidadãos livres tinham direito à
educação e isso representava apenas um terço da população (GUTEK, 1995).

Exemplo de Regra de Generalização


Texto Original

Assistimos ao surgimento do rádio, da televisão, do gravador de fitas cassetes, do


videocassete.

Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 19.

Texto Resumido

Assistimos ao surgimento de novas mídias.

Exemplo de Regra de Construção


Texto Original

A propagação do microcomputador na década de 1980 prometeu revolucionar


o Sistema Educacional numa proporção paralela à da imprensa de Guttenberg,
que renovou a transmissão da informação no século XVI. Essa propagação dos

32
computadores pessoais e o advento da Internet marcam a passagem da segunda
para a terceira geração de EAD, marcada pontualmente pela possibilidade de uso
de ferramentas de comunicação para promoção de interação sincrônica – chat e
teleconferência – e assincrônica – e-mail, fóruns e listas de discussão – entre os
participantes do processo educacional.

Com essa perspectiva tornada possível, a aprendizagem pôde, também a distância,


constituir-se como um processo socialmente construído por meio da comunicação
mais rápida entre professores e alunos. A prática da EAD passou a incorporar as
tecnologias sofisticadas de comunicação características da Internet, que permitem
criar comunidades colaborativas.

Fase de Seleção

A propagação dos computadores pessoais e o advento da Internet na década de 80


marcam a passagem da segunda para a terceira geração da EAD, caracterizada pela
possibilidade de uso de ferramentas de comunicação para promoção de interação
síncrona e assíncrona.

A aprendizagem a distância pôde constituir-se como um processo socialmente


construído por meio da comunicação mais rápida entre professores e alunos, per-
mitindo criar comunidades colaborativas.

Livro
CARELLI, I. M. Estudar on-line: análise de um curso para pro-
fessores de inglês na perspectiva da teoria da atividade. Tese
de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em
Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-SP. São
Paulo, 2003 . p. 21-22.

Fase de Combinação – Texto Resumido

A propagação dos computadores pessoais e o advento da Internet na década de


1980 marcam a passagem da segunda para a terceira geração de EAD, caracteriza-
da pelo uso de ferramentas de comunicação que permitiram interação síncrona e
assíncrona. Desse modo, a aprendizagem a distância pôde constituir-se como um
processo socialmente construído por meio da comunicação mais rápida entre pro-
fessores e alunos, permitindo a criação de comunidades colaborativas.

33
Atividades de Fixação

1 – Leia com atenção as assertivas a seguir, que tratam a respeito dos gêneros
acadêmico-científicos, resumo, resenha e fichamento, analisando-as como ver-
dadeira (V) ou Falsa (F):
( ) I – A resenha é a síntese do conteúdo de uma obra, abordando as ideias princi-
pais em poucas palavras, sem análise crítica.
( ) II – O resumo é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma
avaliação crítica.
( ) III – O fichamento é um procedimento prático e uma ferramenta indispensável
para todo leitor que realiza uma pesquisa.

2 – Leia o excerto a seguir, com atenção, para responder à questão:


Emergência. A dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares

A gigante do comércio eletrônico, Amazon.com, envia mensagens automáticas para


os usuários avisando sobre novos lançamentos que combinam com o perfil do usuá-
rio. O sistema consegue “acertar” nas dicas, pois usa informações de compras ante-
riores, que funcionam para traçar um perfil do usuário e gerar um tipo de propaganda
personalizada. Sistemas como o usado pela Amazon são baseados em inteligência
emergente. Emergência explica os fenômenos emergentes, como surgiram e como
podem transformar a televisão, a propaganda, o trabalho, a política e, antes de tudo
isso, a tecnologia. O autor mistura biologia, história, literatura e matemática para ex-
plicar o que são esses sistemas. Uma passada de olhos pela bibliografia do livro já é
suficiente para despertar a curiosidade do leitor: Charles Dickens; Marshall McLuhan;
James Joyce; Fernand Braudel e Charles Darwin são algumas referências usadas por
Johnson, cuja formação é em semiótica e literatura inglesa. Provavelmente graças
a isso, e à abundância de analogias e bons exemplos, a leitura é agradável e simples,
mesmo quando o objetivo é entender questões específicas do mundo da programa-
ção de computadores [...] (Zahar, 2003).

34
Podemos dizer que os trechos destacados mostram que esse excerto foi retirado de
a. um resumo, por seu caráter avaliativo e crítico.
b. um resumo, por trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra.
c. uma resenha, por seu caráter avaliativo e crítico.
d. uma resenha, por trazer uma indicação sucinta do assunto global da obra.
e. um fichamento, por seu caráter avaliativo e crítico.

3 – Observe atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B”, que tra-
tam sobre tipos de resumos para, em seguida, assinalar a alternativa que reúne as
correspondências CORRETAS entre elas.

Coluna A
I – [...] é detalhado e traz informações sobre a finalidade, a metodologia e as conclu-
sões a que chega o autor da obra lida.
II – [...] pontua os aspectos principais do texto (título, autor, edição, veículo, breve
resumo das ideias, rápido comentário para utilização posterior), mas não detalha
informações quantitativas e qualitativas.
III – [...] traz uma análise crítica de um ou mais aspectos apresentados no documen-
to, além dos elementos comuns ao do resumo indicativo.

Coluna B
A) Resumo Informativo
B) Resumo Crítico ou Resenha
C) Resumo Indicativo

A sequência CORRETA desta associação é


a. I-A; II-B; III-C
b. I-B; II-C; III-A
c. I-C; II-B; III-A
d. I-A; II-C; III-B
e. I-C; II-A; III-B

35
4 – Leia com atenção as assertivas a seguir, que tratam sobre as etapas do método
de leitura analítica, proposto por Antonio Joaquim Severino (2002), analisando-as
como verdadeira (V) ou Falsa (F):
( ) I – A análise textual consiste em compreender a mensagem do autor, com a
identificação do tema abordado na unidade de leitura.
( ) II – A análise temática consiste na busca de uma visão geral do texto, mediante
uma leitura rápida e atenta aos elementos mais importantes.
( ) III – A análise interpretativa da unidade de leitura é aquela em que o leitor deve
exercer uma atitude crítica com relação às posições do autor.
( ) IV – Problematização é o processo de levantamento de pontos para discussão a
partir do que está explícito/aparente ou implícito/subentendido no texto.
( ) V – A síntese consiste no resumo, puro e simplesmente; é a abordagem sinté-
tica e simplificada das ideias do autor.

5 – Podemos dizer sobre a escrita acadêmica que


a. ela exige ao produtor apenas uma etapa, que é a de processo de produção textual.
b. a seleção da literatura de referência não é um passo importante para a redação do
texto tendo em vista que ela pouco auxilia em sua elaboração.
c. deve-se selecionar bibliografia relevante na área e atentar para temas que care-
cem de estudos mais aprofundados, e esses processos fazem parte da etapa de
preparação para a produção.
d. na etapa de preparação para a produção textual deve-se preferir textos clássicos
e fundantes da perspectiva teórica adotada.
e. ela exige ao produtor apenas uma etapa, que é a de preparação para a produção
textual.

Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim


deste conteúdo.

36
Material Complementar

Leituras
Regência
http://bit.ly/2TSvs5c

Traços que Caracterizam a Regência Verbal


http://bit.ly/38wp7BO

Regência Nominal
http://bit.ly/38C1l7w

Preposição
http://bit.ly/2Tzq4Fi

A Semântica das Preposições


http://bit.ly/2IxQIbg

Crase
http://bit.ly/2VWxfsB

37
Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e do-


cumentação – Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro, nov. 2003.

CABRAL, A. L. T. O conceito de plano de texto: contribuições para o processo de


planejamento da produção escrita. Linha d’Água, n. 26, v. 2, p. 241-259, 2013.

CUNHA, C., CINTRA, L. F. L. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7. ed.


Rio de Janeiro: Lexikon, 2017.

ECO, U. Como se faz uma tese. 17. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002. (Coleção
Estudos)

GUTEK, B. A. The dynamics of service: Reflections on the changing nature of


customer/provider interactions. [S. l.]: Jossey-Bass, 1995.

ILHESCA, D. D.; MUTTER DA SILVA, D. Redação Acadêmica. Curitiba: Intersaberes,


2013.

MOTTA-ROTH, D.; HENDGES, G. R. Produção Textual na universidade. São Paulo:


Parábola, 2010.

PERROTTI, E. M. B.; MONTANARI, M. E. L. SOS Língua Portuguesa – Apoio Gramatical.


2. ed. São Paulo: ABNL, 1998.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. São Paulo: Cortez e


Moraes, 2002.

SPRENGER-CHAROLLES, L. Le resumé de texte. Pratiques, [s. l], n. 26, p. 59-90,


mar. 1980.

38
Gabarito

Questão 1
FALSO – FALSO – VERDADEIRO

Questão 2
c) uma resenha, por seu caráter avaliativo e crítico.
Justificativa: a alternativa correta é “uma resenha, por seu caráter avaliativo e crí-
tico.”, pois os trechos sublinhados mostram a avaliação que o autor da resenha faz
sobre o livro ao dizer que ele desperta a curiosidade do leitor e avalia a leitura como
“agradável e simples”. O gênero acadêmico que comporta uma crítica pessoal e uma
avaliação é a resenha, conforme o material teórico da Unidade V.

Questão 3
d) I-A; II-C; III-B
Justificativa: a alternativa correta é I-A; II-C; III-B, pois de acordo com o material
teórico da unidade V, “O resumo informativo é detalhado e traz informações sobre
a finalidade, a metodologia e as conclusões a que chega o autor da obra lida. Já o
resumo indicativo pontua os aspectos principais do texto (título, autor, edição, veí-
culo, breve resumo das ideias, rápido comentário para utilização posterior), mas não
detalha informações quantitativas e qualitativas. Por fim, o resumo crítico, também
chamado de resenha, que traz uma análise crítica de um ou mais aspectos apresen-
tados no documento, além dos elementos comuns ao do resumo indicativo.”

Questão 4
FALSO – FALSO – VERDADEIRO – VERDADEIRO – FALSO

Questão 5

39
c) deve-se selecionar bibliografia relevante na área e atentar para temas que ca-
recem de estudos mais aprofundados, e esses processos fazem parte da etapa de
preparação para a produção.
Justificativa: a única alternativa correta é a que traz: “deve-se selecionar bibliogra-
fia relevante na área e atentar para temas que carecem de estudos mais aprofun-
dados, e esses processos fazem parte da preparação para a produção.” Todas as
outras apresentam afirmações incorretas de acordo com o texto teórico, pois: há
duas etapas importantes: processos de produção e preparação textual; a seleção
da literatura de referência é um passo importante para a redação do texto tendo
em vista que ela definirá a perspectiva teórica adotada para o estudo do tema; na
etapa de preparação para a produção textual a seleção da bibliografia deve seguir
três critérios: a qualidade da fonte de onde os textos são extraídos; a importância
dos autores e de seus estudos para a área e a recência dos trabalhos, isto é, deve-se
buscar textos publicados nos últimos 5 anos.

40

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