ESCOLA SECUNDÁRIA DE SILVES 2018-2019
PORTUGUÊS
set. 2015
professor
aluno nº ano e turma
ESCOLA
SECUNDÁRIA DE Graça P into
10º
SILVES
Direção Regional de
Educação do Algarve
Frase complexa
As frases complexas são constituídas por duas ou mais or açõe s. Essas orações podem ligar-se umas às outras por dois
processos, a coordenação e a subordinação.
1. Coordenação de orações
As orações coordenadas são orações sintaticamente independentes entre si. A segunda oração apresenta uma informação
adicional em relação à primeira e estabelece com ela uma relação de natureza semântica (de adição, de oposição, de
disjunção, de conclusão ou de explicação).
Ex.:
Ela trabalha muito I e ganha bem. (adição)
Ela trabalha muito, I mas não ganha bem. (oposição)
Ou ela trabalha bem I ou é despedida. (alternativa; disjunção)
Ela trabalha bem; I vai, pois, ter um aumento de ven cimento. (conclusão)
Ela trabalha bem, I pois todos querem pertencer à equipa dela. (explicação)
Consoante a relação semântica que se estabelece entre elas, as orações coordenadas classificam-se como copulativas,
adversativas, disjuntivas, conclusivas e explicativas.
1. Oração coordenada copulativa
Exprime um valor de adição em relação à anterior.
Ex.: Ela não só canta bem I como dança ainda melho r.
(ação de cantar + ação de dançar)
2. Oração coordenada adversativa
Estabelece uma relação de oposição ou de contraste com a anterior.
Ex.: Ele sabe muito, mas não consegue dar uma explicação cla ra.
(a dificuldade na capacidade de explicar contrasta com o conhecimento que tem)
3. Oração coordenada disjuntiva
Apresenta uma situação alternativa à expressa na outra oração.
Ex.: Ou lhe ofereço um lenço I ou lhe dou um envelope co m dinheiro .
(as duas situações não são cumulativas, mas alternativas: ou o lenço ou o dinheiro)
4. Oração coordenada conclusiva
Apresenta uma conclusão em relação ao enunciado na oração precedente.
Ex.: Está a chover; portanto , não vou passear para o ja rdim.
(a conclusão que se tira do facto de estar a chover é a da impossibilidade do passeio)
5. Oração coordenada explicativa
Esclarece o que foi expresso na oração anterior.
Ex.: Vem cedo, I que vais ter uma surpresa.
(pedido de que venha cedo + explicação do motivo pelo qual esse pedido é feito)
A oração coordenada explicativa apresenta as seguintes características:
1. é iniciada pelas conjunções que ou pois, precedidas sempre por vírgula;
2. surge na sequência de uma ordem, de um pedido, de um conselho ou de uma dedução;
3. esclarece o motivo pelo qual o pedido, o conselho ou a ordem são dados ou a dedução é feita.
A oração coordenada explicativa justifica a ação referida na oração anterior, mas apresenta a ideia, o raciocínio que leva o
emissor a referir aquela situação, a fazer aquele pedido, a dar aquele conselho, a fazer aquela dedução, etc.
Ex.:
1. Come esta canja, que está muito boa.
O facto de a canja estar muito boa não é a causa de a pessoa a comer; é o motivo que leva o emissor a aconselhar o
recetor a comer a sopa. Para se observar a relação entre o que está explícito e o que não está, poder -se-ia construir uma
frase complexa, com orações subordinadas: "Aconselho-te a que co mas esta canja porque ela está muito boa."
2. O Miguel ainda deve estar aco rdado, pois as luzes estão acesas.
O facto de as luzes estarem acesas não é a causa de o Miguel estar acordado; é o motivo que leva o emissor a pensar, a
deduzir, a supor que o Miguel ainda esteja acordado. Se se construir uma frase complexa em que esteja claro o que ficou
subentendido com a utilização da oração explicativa, poder -se-ia, então, clarificar essa dedução: "Como as luzes estão
acesas, deduzo que o Miguel ainda esteja acordado."
Na coordenação, chama-se coordenada à oração que não é introduzida por qualquer partícula de ligação e em relação à
qual se estabelece a adição, a oposição, a explicação, etc., protagonizada pela outra oração (ou outras orações).
Ex.: Ela come muito, mas não engorda.
Temos de nos encontrar, pois quero contar-te as novidades.
Quer goste, I quer não goste, ele terá de comer fruta.
Por vezes, omite-se a conjunção que liga as orações coordenadas. Nesse caso, a oração chama-se assindética. Se a
conjunção estiver expressa, a oração chama-se sindética.
Orações sindéticas Orações assindéticas
O Pedro fez o jantar, I e a Júlia ajudou-o. O Pedro fez o jan tar; I a Júlia ajudou-o.
Entrei I e atirei-me para o sofá. Subi as escadas, I abri a porta , entrei, atirei-me para o sofá...
Ele não veio, I portanto , ela vai ficar tristíssima. Ele não veio; I ela vai ficar tristíssima.
Quadro das orações coordenadas
Tipo de oração Valor Exemplo de oração Elementos que introduzem
coordenada semântico as orações
1. Copulativa Adição A Marta abriu a porta I e entrou. e, nem, não só... mas
Ela não só é bonita I como irradia simpatia . também, não só... como
Ele não escreve nem telefona. (também), tanto... co mo
2. Adversativa Oposição Ele come muito, | mas não engorda. mas, porém, todavia,
Ele usou vários argumentos; | no entanto, não me contudo, no entanto, apesar
convenceu. disso, ainda assim, mesmo
assim
[Link] Alternativa Ou trabalhas bem | ou és despedido. ou, ou... ou, já... já, ora...
Alternância Ela ora chora, I ora ri. ora, quer... quer, seja... seja
Ela vai passear, I quer chova, I quer faça sol.
4. Conclusiva Conclusão Ela estudou muito, I portanto, sabe a lição. portanto, logo, assim, pois
Ele fala bem; | convence, pois, toda a gente. (entre vírgulas, depois do
verbo) por conseguinte
5. Explicativa Explicação Não te aflijas, | que eles estão bem. que, pois
O Manuel deve ter dinheiro, | pois co mprou um ba rco.
2. Subordinação de orações
Oração subordinante e oração subordinada
Na subordinação, além da relação de sentido entre as orações , existe uma dependência sintática, isto é, uma das orações
(a oração subordinada) desempenha uma função sintática em relação à outra (a oração subordinante).
Ex.: Neste caso, a oração subordinada indica uma circunstância
Os operários interro mperam o trabalho I de tempo em relação ao que é referido na oração
(oração subordinante) subordinante, isto é, indica o momento em que os
quando bateram as onze horas da manhã. operários interromperam o trabalho.
(oração subordinada)
A oração subordinada quando bateram as onze horas da
Essa oração subordinada pode ser subs tituída por um
manhã desempenha, assim, a função sintática de
modificador não oracional:
modificador em relação à oração subordinante Os
Os operários interro mperam o trabalho às onze horas da
operários interromperam o trabalho.
manhã.
As orações subordinadas dependem, pois, sintaticamente das orações subordinantes, isto é, desempenham uma função
sintática (de sujeito, de complemento, de modificador, etc.) em relação à respetiva subordinante ou a algum constituinte
dessa subordinante.
Ex.: A primeira oração (oração subordinada temporal)
Quando acordámos, I já o meu pai tinha saído. desempenha a função sintática de modificador da segunda.
Gostava mesmo I que o Francisco viesse à minha festa de A segunda oração (oração subordinada completiva)
aniversário. desempenha a função sintática de complemento direto da
primeira.
Não podem cortar aquelas árvo res I que o meu avô A terceira oração (oração subordinada relativa restritiva)
plantou! desempenha a função sintática de modificador do nome
restritivo da palavra árvores, núcleo do complemento
direto da primeira oração.
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Na subordinação, chama-se, então, subordinante à oração que não é introduzida por qualquer partícula de ligação e em
relação à qual a(s) outra(s) oração(ões) desernpenha(m) uma função sintática.
Ex.:
Ele vencerá a corrida, I se se esforçar.
Ele pensava I que a prova era ainda mais difícil.
Como te atrasaste, I perdeste o comboio.
Ele não foi passear I porque estava a chover.
A mãe faz tudo I para que o filho se sinta bem.
Consoante a função sintática que desempenham na frase, as orações subordinadas classificam-se como adverbiais,
adjetivas ou substantivas.
A – Orações subordinadas adverbiais
As orações subordinadas adverbiais, tal como muitos advérbios, fornecem uma informação acessória, enriquecendo o
conteúdo da ação expressa na oração subordinante, mas não sendo selecionadas por nenhum elemento dessa
subordinante. Desempenham, assim, a função de modificadores.
Ex.:
Quando nos levantámos, I estava a chover.
Vou-me embora I porque este tipo de música me faz dores de cabeça.
As orações subordinadas adverbiais que estudamos são sete.
1. Oração subordinada adverbial causal
Esta oração exprime a causa, o motivo pelo qual ocorre a ação expressa n.a oração subordinante.
Ex.:
Ele teve boa nota na prova I porque estudou bastante.
Como estudou bastante, I ele teve boa nota na prova.
Já que não me contas o teu segredo, I também não te vou conta r o meu.
Exemplo de conjunções e locuções conjuncionais por meio das quais se introduzem as orações subordinadas adverbiais
causais:
• porque • visto que • dado que
• co mo • uma vez que • já que
2. Oração subordinada adverbial temporal
Esta oração exprime uma circunstância de tempo (o momento, o dia, a hora, a duração, a simultaneidade, a
anterioridade, a posterioridade...) em relação ao conteúdo da oração subordinante.
Ex.:
Quando a neta foi visitar a avó, I ela mostrou-lhe um álbu m de fotografias.
Enquanto a avó folheava o álbum, I a neta observava atentamente.
Mal ela lhe telefonou, I ele foi ter com ela.
Vou-me embora I antes que comece a chover.
À medida que os convidados chegavam, I eram conduzidos para o ja rdim.
Exemplo de conjunções e locuções conjuncionais por meio das quais se introduzem as orações subordinadas adverbiais
temporais:
• quando • assim que • até que • todas as vezes que
• enquanto • logo que • desde que • cada vez que
• mal • antes que • sempre que • à medida que
• apenas • depois que • primeiro que
3. Oração subordinada adverbial condicional
Esta oração exprime uma condição que afeta a oração subordinante.
Ex.:
Se te apressares, I ainda apanhas o comboio.
Caso a encomenda chegue, I telefono-te.
Não me impo rto de esperar uma hora, I desde que o problema fique resolvido.
Eles chegarão a tempo, I a não ser que haja algum acidente.
A menos que me contes tudo, I não te apoiarei n essa aventu ra.
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Exemplo de conjunções e de locuções conjuncionais por meio das quais se Introduzem as orações subordinadas
adverbiais condicionais:
• se • desde que • salvo se
• caso • a menos que • exceto se
• contan to que • a não ser que • sempre que
4. Oração subordinada adverbial final
Esta oração exprime a finalidade, a intenção, o propósito, o objetivo da ação expressa na subordinante.
Ex.:
Ele fez tudo I para que ela aceitasse o convite.
Para que o problema se resolva, I não basta a nossa interven ção.
Poderá enviar-nos a sua direção, I a fim de que possamos mandar a encomenda?
As orações subordinadas adverbiais finais são introduzidas pelas locuções conjuncionais para que, a fim de que.
5. Oração subordinada adverbial comparativa
Nesta oração, estabelece-se uma comparação entre o seu conteúdo e o da correspondente oração subordinante.
Ex.:
Ela fala tão bem I como escr eve.
Ela fez um almoço tão bom I como o faria uma cozinheira profissional.
Ele falou co m toda a discrição, I como se se tratasse de algo sigiloso.
Este exercício é mais fá cil I do que à primeira vista parecia.
Tal como tu sabes jogar xadrez, I sabe ele fazer palavras cruzadas.
Exemplo de conjunções e locuções conjuncionais por meio das quais se introduzem as orações subordinadas adverbiais
comparativas:
• co mo • tal como • que nem
• assIm co mo • (tanto) quanto • conforme
• bem como • co mo se • segundo
• tal qual • (do) que • consoante
6. Oração subordinada adverbial consecutiva
Nesta oração, apresenta-se a consequência do que é referido na oração subordinante.
Ex.:
Ele comeu tanto e tão depressa I que ficou maldisposto.
O pudim de laranja é tão bom I que nunca sobra para ojantar.
Ele falou de tal maneira I que conseguiu convencer os indecisos.
Tamanha aflição foi a dela I que nem conseguia dizer-nos nada.
De tal modo ele nos apresentou a situação I que ficámos inter essados.
As orações subordinadas adverbiais consecutivas iniciam-se pela conjunção que precedida de tão, tanto, tal, tamanho, de
tal modo ou de tal maneira (elementos presentes na oração subordinante).
7. Oração subordinada adverbial concessiva
Por meio deste tipo de orações, admite-se algo que pareceria poder vir a ter um deter minado resultado, mas que vai ter
um resultado diferente, vai ser contrariado, vai sofrer oposição ou alguma reserva, alguma limitação.
Ex.:
Embora ela tenha trabalhado muitas horas, I não conseguiu limpar tudo.
Admite-se, concorda-se que ela tenha trabalhado muitas horas, o que faria supor que a limpeza ficaria concluída. No
entanto, na oração subordinante é revelado que tal não aconteceu.
Ela publicará o livro, I nem que todos se oponham.
Na oração subordinante, refere-se a publicação do livro; na subordinada, admite-se alguma dificuldade, ou seja, admite-
se que haja quem se oponha.
Mesmo que ele tivesse tido cuidado, ! não teria conseguido evitar u m acid ente daqueles.
Ainda que não me compreendas, I vou manter esta atitude.
As orações subordinadas adverbiais concessivas podem i niciar-se pelas seguintes conjunções e locuções conjuncionais:
• embora • ainda que • nem qu e
• muito embo ra • mesmo que • por meis que
• conquanto • se bem que • por muito que
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B – Orações subordinadas adjetivas
Com as orações subordinadas adjetivas, normalmente confere-se um atributo a um nome ou especificam-se as suas
características. Estas orações desempenham, assim, a função de modificadores do nome.
Ex.:
Ainda conservo o primeiro livro I que me deram. (modificador do nome restritivo)
Esta cidade, I onde me fiz homem, I mudou tanto! (modificador do nome apositivo)
As orações subordinadas adjetivas são as orações relativas com antec edente. São iniciadas pelo pronome, pelo
determinante ou pelo advérbio relativo: que, qual, quanto, cujo, onde.
Estudamos duas orações subordinadas adjetivas relativas: as restritivas e as explicativas.
1. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva
As orações subordinadas adjetivas relativas restritivas iniciam-se pelo pronome relativo que, pelo determinante relativo
cujo (cuja, cujos, cujas) ou pelo advérbio relativo onde. Com estas orações, restringe-se, limita-se o âmbito do nome ao
qual se refere o pronome, o determinante ou o advérbio relativo.
Ex.:
A Marta gostou muito dos livros I que o José lhe ofereceu.
O pronome que é relativo ao nome livros. Com a oração que o José Lhe ofereceu , limita-se o âmbito dos livros de que a
Marta gosta: não é de todos, mas, especificamente, daqueles que o José lheoferec eu.
Aquele realizado r só faz filmes I cuja ação se passa à beira-mar.
Ele não devia ter estacionado no lugar I onde costumava estar o contentor.
2. Oração subordinada adjetiva relativa explicativa
As orações subordinadas adjetivas relativas explicativas iniciam-se pelos pronomes relativos que, o que, o qual (a qual, os
quais, as quais). pelos determinantes relativos cujo (cuja, cujos, cujas) e quanto (quantos, quanta, quantas) e pelo
advérbio relativo onde.
Estas orações estão sempre separadas do antecedente por vírgulas.
Ex.:
A nossa História, I que é um fator de identidade, I devia ser bem estudada.
Os filhos de D. João I, I cujos nomes conhecem, I são chamados "a ínclita gera ção "
Adoro este país, I onde tive a sorte de nascer.
As orações subordinadas adjetivas relativas explicativas também podem desempenhar a função de modificador de toda a
oração subordinante, e não apenas do nome.
Ex.:
O meu irmão conduz co m muita velocidade, lo que não me agrada nada .
C – Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas assumem funções sintáticas normalmente desempenhadas por constituintes cujo
núcleo é um substantivo (ou nome) ou um pronome, ou seja, as funções de sujeito e de compl emento.
Ex.:
Quem nunca viu Lisboa I não viu coisa boa. (sujeito)
Muito eu queria I que compreendesses a minha atitude. (complemento direto)
Diz I a quem quiseres I que eu me vou embora. (complemento indireto + complemento direto)
Estudamos dois tipos de orações subordinadas substantivas: completivas e relativas.
1. Oração subordinada substantiva completiva
As orações subordinadas substantivas compl etivas são iniciadas por conjunções subordinativas compl etivas (que ou se) e
desempenham a função de sujeito ou de complemento da oração subordinante ou de complemento de um nome ou
adjetivo dessa subordinante.
Ex.:
Não sabemos I se os nossos primos chegam amanhã. (complemento direto)
Queria muito I que visses o espetáculo. (complemento direto)
Ele pensa I que um dia viveremos na Lua. (complemento direto)
Para nós, foi excelente I que essa vacina existisse. (sujeito)
É fundamental I que esse trabalho fique concluído hoje. (sujeito)
Ele convenceu-se I de que um dia viveremos na Lua . (complemento oblíquo )
Ele tem a convicção I de que um dia viveremos na Lua . (complemento do nome)
Ele está convicto I de que um dia viveremos na Lua. (complemento do adjetivo)
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2. Oração subordinada substantiva relativa
As orações subordinadas substantivas relativas são iniciadas por um pronome ou um advérbio relativo (precedido ou não
de preposição) e desempenham a função de sujeito, de predicativo do sujeito ou de compl emento da oração
subordinante.
Ex.:
Quem tudo quer I tudo perde. (sujeito)
Eles ajudam I quem precisa . (complemento direto)
Ela pediu ajuda I a quem sabe. (complemento indireto)
Ele precisa I de quem o ensine. (complemento oblíquo)
Ele não nos disse I quanto ganhou com aquele trabalho . (complemento direto)
Ele sabe I onde ficou o carro. (complemento direto)
Eles sabem I como hão de sair da cidade. (complemento direto)
Quadro das orações subordinadas
Tipo de or ação Elementos que introduzem as
Exemplo de oração
subordinada orações
A. Adverbial
1. Causal Ele não foi à escola | porque está doente. porque, co mo, visto que, já que,
Como ele fala bem, | todos o escuta m. uma vez que, dado que
Visto que o assunto não te interessa, | calo-me já.
2. Temporal Quando ele entrou, | a Jacin ta estava a cantar. quando, mal, apenas, enquanto,
Mal ele começou a falar, | ela prestou aten ção. semp re que, antes que, logo
Ele põe a mesa | enquanto a irmã cozinha. que, assim que, depois que
3. Condicional Se ele não telefonar, | a mãe fica triste. se, desd e que
Vou convosco, | desde que voltemos hoje.
4. Final Ele fez tudo | para que ela fosse feliz. para que, a fim de qu e
5. Consecutiva Ele fala tão alto | que todos o ouvem. que (precedido de tão, tanto, de
Ela esfo rçou-se tanto | que ficou exausta. tal modo)
Cantou de tal modo | que todos a aplaudiram.
6. Concessiva Embora esteja calor, | o bebé tem frio . embora, conquanto, ainda que,
Mesmo que ele lhe escr eva, | ela não aceitará o seu pedido. se bem que, mesmo que, nem
que
7. Comparativa Ela canta tão bem | como toca. como, co mo se, conforme, do
Ela canta melhor | do que toca. que
B. Adjetiva
8. Relativa restritiva Tenho medo de animais | que rastejam. que, cujo, onde
Gosto das terras | cujos habitantes se conhecem.
Habito numa cidade I onde se preza o saber.
9. Relativa explicativa Ele deu-me este livro, | que é um exemplar raro. que, qual, cujo, onde
Ele não passava frio, | o que já não era mau.
C. Substantiva
10. Completiva Eu pensava | que ele sabia cantar. que, se
Perguntei-lh e | se ele sabia cantar.
É impossível | que ele tenha feito isso.
11. Relativa Quem não arrisca | não petisca. quem, quanto, onde, como
Eles já decidirem I quem é o vencedor.
Sabemos bem I quanto isso nos custou.
O polícia informou-nos I onde podíamos estacionar.
In, Gramática de Português do Ensino Secundário, Porto Edi tora
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