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Metrologia

A metrologia é a ciência que estuda a medição de grandezas físicas, sistemas de unidades e instrumentos de medida, com foco na metrologia elétrica. A medição envolve a comparação de valores com unidades preestabelecidas, e a necessidade de medir é fundamental para a compreensão quantitativa dos fenômenos físicos. O Sistema Internacional de Unidades (SI) padroniza as unidades de medida, e as medições podem ser realizadas por métodos diretos ou indiretos, utilizando diversos aparelhos de medida elétrica.

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Metrologia

A metrologia é a ciência que estuda a medição de grandezas físicas, sistemas de unidades e instrumentos de medida, com foco na metrologia elétrica. A medição envolve a comparação de valores com unidades preestabelecidas, e a necessidade de medir é fundamental para a compreensão quantitativa dos fenômenos físicos. O Sistema Internacional de Unidades (SI) padroniza as unidades de medida, e as medições podem ser realizadas por métodos diretos ou indiretos, utilizando diversos aparelhos de medida elétrica.

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0 que e a metrologia?

A metrologia e a ciencia que se ocupa do estudo da medigao das gran-


dezas fisicas, dos sistemas de unidades, dos instrumentos de medida e
dos respectivos metodos e tecnicas associados a esse estudo.
£ isso que, de forma sucinta, vamos tentar compreender ao longo desta
unidade, dirigindo a descrigao e a analise, sempre que se justifique, para a
"metrologia electrica".

No^ao de medida
0 acto de medir esta sempre associado ao acto de comparar. Se o valor
ou termo usado como base de comparagao for pouco exacto, teremos obri-
gatoriamente uma medigao pouco rigorosa.
Na Antiguidade, os povos usavam, por exemplo, as partes do corpo
como termos de comparagao das suas medigoes: a polegada era a espes-
sura do polegar e a jarda a distanda entre o queixo e as pontas dos dedos
quando o brago estava estendido. 0 covado, a mao travessa, o pe, etc.,
eram ainda outras unidades de comprimento habitualmente usadas.
Eram medigoes, obviamente, inexactas e variaveis, pois o tamanho dos
bragos ou dedos, como se sabe, varia de pessoa para pessoa.
Mas, se utilizarmos como base de comparagao uma unidade bem defi-
nida e precisa, a medigao tera outra credibilidade e rigor.

Podemos, entao, dizer que:

Medir uma determinada grandeza consiste em comparar o seu valor com


outro preestabelecido, tornado como unidade dessa mesma grandeza.

A necessidade de medir
A necessidade de medir vem desde os povos primitives, subsiste no
mundo actual e continuara, por certo, a sentir-se nas geragoes futuras.
A Ffsica, enquanto ciencia, se se limitasse apenas a descrever e analisar
qualitativamente os respectivos fenomenos era seguramente uma ciencia
incompleta. A evolugao desses fenomenos so fica, em pleno, compreendida
se forem estabelecidas relagoes exactas entre as diferentes grandezas que os
caracterizam. Por isso, torna-se tambem necessaria a analise quantitative,
atraves da existencia de grandezas caracteristicas desses fenomenos, capa-
zes de serem medidas.
E importante mas nao basta, por exemplo, na teoria da electricidade
explicar a origem do movimento dos electroes. E tambem necessario quanti-
ficar esse movimento e dai partir para a definigao da respectiva unidade de
rnedida - o ampere.
Muitos outros exemplos poderiam ser apontados. Deles resultam duas
nogoes que convem, desde ja, distinguir: grandeza e unidade de medida.

• Grandeza - e toda a propriedade de urn corpo ou caracteristica de um


fenomeno susceptivel de ser medida.
Exemplos: comprimento de uma sala; massa de uma substancia; resis-
tencia electrica, etc.
• Unidade de medida - e a parte especifica da grandeza a partir da
qual se avalia o seu valor numerico. Este depende da unidade escolhida e
e inversamente proporcional ao tamanho da unidade - quanto menor
for esta, maior e o numero que exprime o valor da grandeza.

Exemplos: metro; milimetro; quilograma; tonelada; ohm; quiloohm; etc.

METROLOGIA
Sistema International de unidades (S. I.)
0 problema das medigoes tornar-se-ia confuso caso nao houvesse acor-
dos sobre as unidades de medida escolhidas.
Os sistemas de unidades criaram-se exactamente para unificar, em ter-
mos internacionais, certas unidades de medida, sendo a Conferencia Geral
de Pesos e Medidas, na qual Portugal participa, o organismo responsavel
pela definigao e aperfeigoamento de unidades aceitaveis por todos.
Em 1789 foi criado em Franga o sistema metrico, que teve como uma
das unidades fundamentais o metro e que se baseou no sistema decimal -
os multiples e submultiplos obtem-se sempre com potencias inteiras de 10.

Desde essa altura ate hoje, a definigao de metro tern sofrido varias alte-
ragoes, sempre com o objective de garantir o rigor dessa medida padrao.
Vejamos, como curiosidade:

Primeira
0 metro e igual a decima milionesima parte de um quarto
definicao
do meridiano terrestre entre o polo Norte e o equador.
de metro
Segunda
0 metro foi marcado numa barra de platina, guardada no
definicao
Museu de Sevres, em Franca.
de metro
Terceira
0 metro e igual a 1 650 763, 73 comprimento de onda da
definicao
radiacao no vazio do atomo de cripton-86.
de metro

Definiqao 0 metro e igual a distancia percorrida pela luz em


actual do metro 1/299 792 458 do segundo.

Alem do sistema metrico outros foram entretanto criados. Contudo, o


Sistema Internacional de unidades, designado abreviadamente por S. I.,
e o sistema actualmente em vigor em quase todos os paises do Mundo. Ele
tern por base um conjunto de sete unidades fundamentais corresponden-
tes a outras tantas grandezas.

Grandezas fundamentais Unidades fundamentais


NOME SIMBOLO NOME SiMBOLO

Comprimento t Metro m
Massa m Quilograma kg
Tempo t Segundo s
Intensidade de corrente electrica I Ampere A
Quantidade de materia n Mole mol
Temperatura T Kelvin K
Intensidade luminosa Candela cd

10
Como se pode verificar pelo quadro, em termos de grandezas e unida-
des electrkas apenas a intensidade de corrente e o ampere fazem parte
do grupo das unidades fundamentals do S. I.
Convem, no entanto, referir que as restantes unidades ja estudadas
(ohm, volt, watt, hertz, etc.) tambem pertencem ao S. I., na condigao de
unidades de grandezas derivadas.

Multiples e submultiplos
Atentemos, por exemplo, nas duas afirmagoes seguintes:
• "A distancia do Porto a Lisboa sao 330 000 metres";
• "O valor da intensidade de corrente num circuito e de 0,0005 ampe-
res".

Muito embora tais afirmagoes possam ser verdadeiras, ninguem as pro-


nuncia porque elas nao tern grande sentido pratico.
No primeiro caso deverfamos usar um multiple do metro - o quilome-
tro - e no segundo um submultipio do ampere - o microampere. As leitu-
ras tornar-se-iam, assim, bastante mais facilitadas: 330 km e 500 uA, res-
pectivamente.
0 quadro seguinte indica as designagoes de alguns dos prefixes mais
usados.

PREFIXO SiMBOLO

deca da 10
hecto h 100 = 102
quilo k 1000 = 103
MULTIPLOS
mega M 1000000=10'
giga G 1 000000000= 109
tera T 1 000000000000 = 1012
IK||

deci d 0,1 = 10-1


centi c 0,01 = 10'2
mili m 0,001 = 10'3
SUBMULTIPLOS
micro |j 0,000001 = 10'6
nano n 0,000000001 = 10'9
pico p 0,000000000001 = 10'12
Apliquemos agora estes prefixes e respectivos valores, por exemplo, as
grandezas "comprimento" e "massa".

Unidades de comprimento
Multiplos
HBM>BmaSH«eE3IHBHMHMBMHHBHHKR -
NOME SiMBOLO RELACAO COM 0 METRO

quilometro km 1000m
hectometre hm 100m
decametre dam 10m
metro m 1m
_ . ,,. ,
Submultiplos
decimetre dm 0,1 m
centimetre cm 0,01 m
milimetro mm 0,001 m
micrometre pm 0,000 001 m

Unidades de massa
VALOR CORRESPONDENTE
SIMBOLO
EM QUILOGRAMAS

Tonelada ou
Multiplos do kg TouMg 1T=1000kg
megagrama
• : '

quilograma kg 1

hectograma hg 1hg = 0,1kg


decagrama dag 1 dag = 0,01 kg
grama g 1 g = 0,001 kg
Submultiplos do kg decigrama dg 1 dg = 0,0001 kg
centigrama eg 1 eg = 0,000 01 kg
miligrama mg 1 mg = 0,000 001 kg
micrograma ug 1 ug = 0,000 000 001 kg

Nota: verificamos que os nomes e simbolos dos multiplos e submultiplos das unida-
des de massa resultam da juncao dos prefixes a palavra "grama", o que contraria a
regra estabelecida, pois a unidade fundamental (ou de base) e o quilograma, no S. I.
Por razoes historicas (o grama foi definido antes do quilograma), tal facto constitui
uma excepcao entre as unidades de base deste sistema.
Finalmente, pelo quadro seguinte podemos, em resume, recordar as grandezas electricas e respecti-
vas unidades de medida mais utilizadas:

GRANDEZA ELECTRICA UNIDADE DE MEDIDA MULTIPLOS HABiTUAIS SUBMULTIPLOS HABITUAIS

quilovolt (kV) milivolt (mV)


d.d.p. ou tensao (U) Volt(V)
1kV= 1000V 1 mV = 0,001 V

miliampere (mA)
Intensidade quiloampere (kA) 1 mA = 0,001 A
Ampere (A)
de corrente (I) 1 kA=1000A microampere (uA)
1 uA = 0,000 001 A

quiloohm (kii)
Resistencia electrica (R) Ohm (Q)
megaohm (MQ)
Mtt= 1000 000

ohm x mili'metro quadrado/metro


Resistividade (p) Ohm x metro (£lm)
Q.. mm 2 /m
Quantidade de
Coulomb (C)
electricidade (Q)

quilowatt (kW)
1 kW=1000W
megawatt (MW)
Potencia electrica (P) Watt (W)
1 MW= 1000 000 W
gigawatt (GW)
1GW=109W

quilowatt. hora (kWh)


Energia electrica (E) Watt, hora (Wh)
1 kWh = 1000Wh

Periodo (T) Segundo (s)

quilohertz (kHz)
1kHz =1000 Hz
megahertz (MHz)
Frequencia (f) Hertz (Hz)
1 MHz = 1000 000 Hz
gigahertz (GHz)
= 10 9 Hz

Coeficiente de auto-inducao milihenry (mH)


Henry (H)
ou Indutancia (L) 1 mH = 0,001 H
milifarad (mF)
1 mF = 0,001 F
microfarad (uF)
1 MF = 0,000 001 F
Capacidade electrica (C) Farad (F)
nanofarad (nF)
1 nF = 10'9F
picofarad (pF)

Fluxo magnetico (<(>) Weber (W)

Weber / m 2 ( W b / m 2 )
Inducao magnetica (B)
ou Tesla (T)

Intensidade decampo Ampere, espira por metro


elertromagnetico (H) (A. e/m)

METROIOGIA
Tipos de medigao
A medida do valor de uma grandeza pode ser obtida por dois processes
distintos: metodo directo e metodo indirecto.

Metodo directo
0 metodo directo resulta da comparagao da grandeza a medir com outra
da mesma espede tomada como unidade de medida.
Medir urn determinado comprimento, utilizando o metro ou a fita
metrica, medir a d.d.p. utilizando um voltimetro ou a intensidade de
corrente com o amperimetro sao exemplos de medic,6es directas, pois
os valores das respectivas grandezas sao obtidos atraves da leitura (compa-
ragao) directa com unidades de medida de grandezas da mesma espede.

Metodo indirecto
Quando o valor da grandeza a medir e obtido a partir da medigao previa
de outras grandezas de especies diferentes, com as quais esta reladonada,
estamos na presenga de uma medigao indirecta.
0 metodo indirecto esta sempre assodado a calculos e a aplicagao de
formulas.

Exemplos de medi^oes indirectas


• A superficie de uma sala rectangular e obtida multiplicando o compri-
mento da sala pela sua largura. A nova grandeza (superficie) e a sua uni-
dade (m2) estao neste caso relacionadas com a grandeza comprimento e a
sua unidade (metro). A superficie e uma grandeza derivada do compri-
mento.

Mm)

S = L x 12 (m2) £2 (m)

• 0 valor da potencia pode ser determinado atraves da relagao P = U x I.


Neste caso, duas grandezas de especies diferentes (d.d.p. e intensidade de
corrente) e respectivas unidades (volt e ampere) dao origem a uma nova
grandeza (potencia electrica) e respective unidade (watt).

P=Uxl(W)

U(V)

Igualmente se poderia utilizar o metodo indirecto no calculo das tres


grandezas fundamentais da electricidade (U; I; R) aplicando a lei de Ohm.
Aparelhos de medida electricos

Todas as grandezas electricas ja estudadas tern, como e sabido, os res-


pectivos aparelhos para as medir. A identificagao destes aparelhos bem
como algumas informagoes relativas a sua correcta utilizagao obedecem a
simbologias proprias. Os quadros seguintes referem os aparelhos de medida
electricos mais usuais e respectivas simbologias.

"
APARELHO DE MEDIDA GRANDEZA QUE MEDEM SIMBOLOGIA
^—•
Voltimetro d.d.p. ou tensao V

Amperimetro Intensidade de corrente

Ohmimetro Resistencia electrica

Resistencia, corrente e
Multimetro (D
tensao

Potencia electrica
Wattimetro
(activa)

Contador Energia electrica

Frequendmetro Frequencia
(1) A mesma simbologia do
voltimetro, amperimetro ou
ohmimetro, consoante a Fasimetro Factor de potencia
utiliza<;ao do aparelho.

ALGUNS SINAIS DOS INSTRUMENTOS DE MEDIDA

Instrumento para corrente continue

Instrumento para corrente alternada

Instrumento para corrente continua e alternada


~

Instrumento para corrente trifasica

Frequencia da corrente alternada (neste caso 50 Hz)


50

[Link] de trabalho vertical (utilizar o instrumento na posigao


J_ vertical)

Posigao de trabalho horizontal

Posic,ao de trabalho inclinada (neste caso com inclinacjao de 60°)


N60°

Na proxima unidade ("Laboratories de Electricidade") serao propostos


alguns trabalhos visando a medigao das tres grandezas fundamentals da
electricidade. Para tal, importa conhecer alguns principles que nos orientem
e nos levem a adequada utilizagao dos respectivos aparelhos de medida:
voltimetro, amperimetro e ohmimetro (multimetro).

METROLOGIA 23
0 voltimetro
0 voltimetro e o aparelho de medida destinado a avaliar a diferen^a de
potencial (d.d.p.) entre dois pontos. A caracteristica essencial deste apare-
lho e o facto de ele possuir uma elevada resistencia interna, por forma a
reduzir ao minimo a intensidade de corrente que o atravessa. Evita-se,
assim, que o normal funcionamento do circuito seja influenciado. E o valor
dessa resistencia interna (resistencia adicional) que vai determinar o
campo de medida do aparelho. Quanto maior este for maior tera de ser o
valor dessa resistencia. Varies campos de medida implicam a existencia de
varias resistencias adicionais.

0 voltimetro e urn instrumento que deve ser ligado em paralelo no cir-


cuito, isto e, cada um dos seus dois terminais deve ligar aos pontos cuja
tensao se pretende medir, depois de nos inteirarmos se o campo de medida
utilizado e o mais adequado.

Liga^ao de um voltimetro

ENRIQUECIMENTO Um dos tipos de voltfmetros mais utilizados e o designado de bobina ou


quadro movel, constituido por um iman permanente e por uma bobina
FUNCIONAMENTO que roda, sempre que por ela passa uma corrente electrica - principio das
forgas electromagneticas.
DEUM Solidaria com a bobina esta o ponteiro, cujo desvio e proporcional a
VOLTIMETRO intensidade de corrente que a atravessa. Para que esta nao atinja valores
incomportaveis para a bobina, torna-se

t necessario montar em serie uma resistencia iman permanente

adicional, como se pode ver na figura.


(man permanente O desvio maximo do ponteiro e funcao do
valor dessa resistencia. Conhecida a inten-
sidade de corrente maxima admissivel na
bobina e a tensao maxima que desejamos
medir, por aplicagao da lei de Ohm facil-
mente determinamos o valor da resistencia
adicional.
Se queremos o mesmo voltimetro a ser utili-
zado com varios campos de medida, teremos
(=0,01 A R =590 Q
de o equipar com as resistencias adicionais
equivalentes.

Voltimetro de quadro
movel
0 amperimetro
0 amperimetro e o instrumento que nos permite medir a intensidade
de corrente electrica de urn circuito. Ao contrario do voltimetro, possui
uma resistenca interna (designada de "shunt"), cujo valor e muito
pequeno exactamente para permitir que, praticamente, toda a corrente do
circuito passe por ela.
Por isso, o amperimetro deve ser sempre ligado em serie

0 campo de medida do aparelho e determinado pelo valor da resistencia


do "shunt". Esta diminui a medida que o alcance do aparelho aumenta.
Quando a corrente a medir e pequena (inferior a 1 A) e costume utilizar-
-se o miliamperimetro, cuja escala esta graduada em miliamperes (mA).

MOTTO

Liga^ao de urn
amperimetro

. - |

ENRIQUECIMENTO A constitui5ao e principle de funcionamento de um amperimetro sao


identicos a do voltfmetro. O que os distingue diz respeito apenas as suas
FUNCIONAMENTO resistencias internas. Nestes aparelhos o "shunt" 6 uma resistencia de
baixo valor, ligada em serie com o circuito cuja corrente pretendemos
DEUM medir e em paralelo com a bobina movel do aparelho.
AMPERIMETRO
Tal como acontecia com as resistencias adi-
cionais dos voltimetros, neste caso a existen-
iman permanente cia de resistencias "shunt" de diferentes
valores da origem a amperimetros de dife-
rentes campos de medida.

t/=0,01 A

/= 1.5A shunt Amperimetro de


bobina movel

METROLOGIA 25
0 ohmimetro

• : • a Tft.(

Os ohmimetros sao aparelhos que, por leitura directa, nos indicam o


valor da resistencia electrica ligada aos seus terminais. Empregam-se com
duas finalidades:
• verificagao da continuidade dos circuitos;
• medigao de resistencias e de isolamentos.

Um dos tipos mais utilizados e o ohmimetro de pilhas, aparelho porta-


til que possui no seu interior urn gerador de c.c. (pilha), responsavel pela ali-
mentagao da bobina movel do aparelho.
Os ohmimetros tern normalmente varios campos de medida que nos per-
mitem realizar medigoes de varios milhoes de ohm, tomando neste caso a
designacao de megaohmimetros. 0 da figura, por exemplo, e urn
megaohmimetro analogico de pilhas que pode medir resistencias ate ao
valor de 100 MW (100 milhoes de ohm).
Contudo, um dos aparelhos mais correntes na medigao de resistencias e
verificagao da continuidade de um circuito e o multimetro. E um instru-
mento tambem portatil e bastante pratico, pois, para alem de resistencias,
pode medir tambem tensoes e intensidades de corrente. Reune num so apa-
relho, para alem de outras, as fungoes de ohmimetro, voltimetro e
amperimetro. Por rotagao de um comutador podemos escolher a grandeza
a medir e os varios campos de medida normalmente disponiveis.
0 multfmetro, quando funciona como ohmimetro, possui uma pilha cuja
f.e.m. vai diminuindo com a sua utilizagao.
Tambem bastante usado e o multimetro em forma de pinqa amperime-
trica. Possui as caracteristicas do anterior, apenas diferindo no modo como
e realizada a medigao da intensidade de corrente: basta "abragar" o fio por
onde esta circula, atraves das duas hastes moveis, para obtermos directa-
mente o valor da corrente electrica na respectiva escala do aparelho.

Multimetro / pinqa amperimetrica

Cuidados a observar nas medicoes


A construgao dos instrumentos de medida requer normalmente a utiliza-
gao de materials especiais e elevada precisao de fabrico, o que os torna bas-
tante caros. Como tal, exige-se aos seus utilizadores o seu correcto manusea-
mento que salvaguarde quer o aparelho quer o maximo rigor na medigao.

Nesse sentido devem ser observados certos cuidados, dos quais se


podem destacar:
• leitura atenta de todas as informac,6es disponiveis no aparelho,
relativas a forma como ele deve ser usado e ao seu proprio fundonamento;
• selecqao do campo de medida, adequado ao valor da grandeza que
pretendemos medir. Nao esquecer que, em escalas lineares, a precisao da
leitura e tanto maior quanto maior for o desvio do ponteiro;
• escolha da classe de precisao do aparelho, tendo em conta o rigor e
a qualidade do trabalho a executar;
• colocado o aparelho na posigao conveniente, fazer a leitura olhando
perpendicularmente a escala, a fim de se evitarem erros de paralaxe;
• quando se efectuam medigoes em c.c., importa ter presente a polari-
dade dos instrumentos, isto e, os seus terminals (+) e (-) devem ser conveni-
entemente ligados; caso contrario o ponteiro desloca-se para fora da escala;
• os ohmimetros e multimetros de pilhas devem ser sempre desligados
apos a sua utilizaqao, para se evitar o desgaste premature das pilhas.

METROLOGIA 27

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