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Profa Grima Trans. Alim 5°

Os transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar, afetam cerca de 4,7% da população brasileira, especialmente jovens e mulheres. Fatores como redes sociais, dietas restritivas e questões emocionais contribuem para o desenvolvimento desses transtornos, que exigem tratamento multidisciplinar. A intervenção precoce da família e profissionais de saúde é crucial para ajudar os pacientes a reconhecerem e enfrentarem suas condições.

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Os transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar, afetam cerca de 4,7% da população brasileira, especialmente jovens e mulheres. Fatores como redes sociais, dietas restritivas e questões emocionais contribuem para o desenvolvimento desses transtornos, que exigem tratamento multidisciplinar. A intervenção precoce da família e profissionais de saúde é crucial para ajudar os pacientes a reconhecerem e enfrentarem suas condições.

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De ruminação a compulsão: os transtornos alimentares

que afetam os jovens

No Brasil, os transtornos alimentares, como bulimia, anorexia


e compulsão alimentar, afetam cerca de 4,7% da população
Por Letícia Passos
11 jan 2020

Em tempos de rede social, cultura da magreza e modismo de


dieta, muitas pessoas ficam mais vulneráveis a desenvolver
problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.
Mas há outros riscos ainda pouco discutidos que afetam cerca de 4,7% da população brasileira, segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS): os transtornos alimentares – um conjunto de doenças
psiquiátricas de origem genética, hereditária, psicológicas e/ou nervosa, bulimia nervosa e transtorno
da compulsão alimentar (TCA).
Conhecidos, entenda-se, graças aos depoimentos de celebridades, que revelaram sofrer dos problemas.
Entre elas, as cantoras Demi Lovato e Lady Gaga e a atriz e cantora Anahí. No Brasil, atrizes como
Débora Nascimento, Cássia Kiss e Débora Evelyn. O caso mais recente é o da atriz e cantora Cléo Pires.
Mas há um número muito maior de tipos de transtorno, alguns com nomes inusitados — transtorno de
ruminação, restritivo e evitativo, por exemplo. A seguir, a lista completa definida pela Associação
Americana de Psiquiatria.

Os transtornos

1. Anorexia Nervosa: caracterizada pela restrição da ingestão calórica mediante o medo de engordar e
perturbação na forma como o paciente enxerga o próprio corpo. Geralmente tem início na adolescência
ou na idade adulta jovem.
.
2. Bulimia Nervosa: apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de práticas
compensatórias para evitar o ganho de peso.

3. Transtorno de Compulsão Alimentar: ocorre quando o paciente apresenta episódios recorrentes de


compulsão alimentar; ou seja, come demais mesmo sem fome e depois se sente culpado. Apesar de ser
menos falado do que a anorexia e bulimia, é o mais comum dos transtornos alimentares.

4. Pica: conhecida também por alotriofagia, esse transtorno é caracterizado pela ingestão de substâncias
não alimentares, como pedra, terra ou cabelo, por exemplo. A condição pode causar problemas e/ou
perfurações intestinais, infecções, intoxicação e deficiência nutricional.

5. Transtorno de Ruminação: consiste em um quadro de regurgitação repetida de alimento. A comida


pode ser remastigada, ingerida novamente ou cuspida.. Entre as consequências mais comuns do
transtorno está a restrição alimentar já que o paciente evita comer para não regurgitar.

6. Transtorno Alimentar Restritivo/ Evitativo: definido pela falta de interesse em se alimentar devido à
textura ou gosto do alimento, por exemplo. Também pode caracterizar quadro da primeira infância de
seletividade alimentar extrema, e fobia de comer.. É comum que o paciente sofra com desnutrição e
perda de peso.

7. Transtorno de Purgação: caracterizado pelo uso da indução de vômito, uso de laxantes ou


medicamentos para perda de peso sem que haja compulsão alimentar.

8.Sindrome do comer noturno: consiste em episódios recorrentes de ingestão alimentar durante a


noite. Geralmente, o paciente come mais no período noturno do que durante o dia e sofre com problemas
para dormir.
Fatores de risco
Os transtornos alimentares podem afetar qualquer pessoa, mas adolescentes e mulheres jovens estão
mais predispostos a desenvolvê-las. Entre os fatores de risco estão questões genéticas, histórico familiar,
perfeccionismo, baixa autoestima e família altamente apegada a estereótipos de beleza. ―Algumas
pessoas têm o fator de risco, mas não manifesta a doença. Outros podem ter o problema despertado
após situações traumáticas. O gatilho mais comum, no entanto, são dietas restritivas―, explica Marle
Alvarenga, do Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM), do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Redes sociais

Segundo Marle, as redes sociais têm desempenhado um importante papel no gatilho de transtornos
alimentares, especialmente o Instagram uma vez que os perfis mais populares nessa mídia são
aqueles que supervalorizam a magreza e o corpo perfeito- muitas vezes editados em aplicativos.‖ A mídia
como um todo fala da magreza como sendo necessária. Isso faz com que as pessoas que não atingem
esse patamar sintam-se insatisfeitas com o próprio corpo e essa insatisfação é um fator predisponente
para os transtornos alimentares‖,, comenta. E aqui está uma explicação para o fato de os jovens serem
mais vulneráveis aos transtornos.

Os tratamentos
De acordo com Marle, não existe uma causa específica para o surgimento de um quadro de transtorno
alimentar. O problema geralmente surge por meio de uma combinação de fatores de risco. Por esse
motivo, o tratamento precisa ser individualizado, considerando o tipo de transtorno e os fatores que
possam ter desencadeado o problema. Apesar de ser uma condição de saúde
mental, a equipe médica precisar ser multidisciplinar, pois a condição afeta
outros aspectos da vida do paciente. Uma equipe básica de atendimento inclui:

- Psiquiatra, que vai avaliar possíveis comorbidades mentais, como


depressão, e talvez prescrever medicamentos de acordo com a necessidade;

– Psicólogo, para ajudar a tratar as questões emocionais, além da imagem


corporal;

– Nutricionista, para ajudar o paciente a estabelecer uma alimentação saudável que ele seja capaz de
manter, com o diferencial de trabalhar a relação do paciente com a comida.
―É fundamental ajudar esse paciente a fazer as pazes com a comida. Também precisamos estar atentos
a imagem que ele tem do próprio corpo.
Apenas trabalhando essas questões será possível ajudá-lo a aceitar uma alimentação ‗normal'‖, explica
Marle.

A especialista ainda ressalta que algumas pessoas apresentam resistência para reconhecer o quadro e
buscar ajuda, especialmente os pacientes no início da adolescência. Por isso, os pais devem ficar atentos
e intervir na situação o mais rápido possível. A recomendação também vai para os profissionais da saúde
, que muitas vezes notam algum sintoma , mais deixam de conversar com o paciente do assunto

Já os adolescentes mais velhos e adultos jovens são mais abertos a aceitar que têm um problema, mas
podem se mostrar inseguros para começar o tratamento por temer o que pode acontecer no processo.
Por isso, a presença da família é importante para que paciente se sinta apoiado e possa superar a
doença.

Texto adataptado: https://veja.abril.com.br/saude/de-ruminacao-a-compulsao-os-transtornos-alimentares-que-afetam-os-


jovens?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=eda_veja_audiencia_institucional&gad_source=1&gclid=EAIaIQobChMIpYfO5qK
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