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Micoses

O documento aborda diferentes tipos de micoses, incluindo micoses superficiais como pitiríase versicolor e tinea nigra, além de micoses cutâneas e subcutâneas como esporotricose e cromoblastomicose. Cada tipo de micose é descrito com suas características clínicas, agentes causadores, formas de transmissão e diagnósticos diferenciais. O tratamento varia de acordo com a infecção, sendo necessário o uso de antifúngicos e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas.
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Micoses

O documento aborda diferentes tipos de micoses, incluindo micoses superficiais como pitiríase versicolor e tinea nigra, além de micoses cutâneas e subcutâneas como esporotricose e cromoblastomicose. Cada tipo de micose é descrito com suas características clínicas, agentes causadores, formas de transmissão e diagnósticos diferenciais. O tratamento varia de acordo com a infecção, sendo necessário o uso de antifúngicos e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas.
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Yumi N.

Gomes

Micoses
Micoses super ciais:
Acometem o de cabelo, estrato córneo da pele; tem um aspecto mais estético do que um dano
mesmo tecidual;
• Pitiríase versicolor:
Existem alguns tipos de pitiríase, sendo que nem todas são de origem fúngica;
Chamada de versicolor pois a cor da lesão pode se alterar, as vezes a pessoa vai apresentar
manchinhas hiperpigmentadas na pele - falta de expressão de melanina - temos situações em
que são expressadas manchinhas mais avermelhadas; então a lesão nem
sempre tem o mesmo aspecto;
- Malassez (1874): Gênero Malassezia; esse fungo faz parte da nossa
microbiota normal; presente na nossa pele e dependendo do tipo de
pele pode estar em maior ou menor quantidade;
Ele consegue sua energia metabolizando lipídeos então uma pele
mais oleosa tem uma tendencia a ter quantidades maiores desse
fungo;
- Microbiota normal da pele;
- Levedura polimór ca lipodependente;
Ao fazer um tratamento dermatológico, pode-se diminuir os riscos para manifestações de
pitiríase; retira a oleosidade da pele; bom também para evitar reincidência em pessoas
que já apresentam a pele oleosa;
- Infecção leve, assintomática e crônica do estrato córneo; infecção é mais super cial, então é
responsável por trazer um desconforto estético, não causam coceira, os pacientes não
relatam sintomas apenas a questão estética;
É uma infecção mais crônica e geralmente aparece mais no tórax, nas costas ou na parte
anterior dos membros superiores; partes com um pouco mais de oleosidade;
- Tórax, costas, ombros;
- Máculas hipo ou hiperpigmentadas, escamosas, com bordas
delimitadas que podem con uir;
São lesões descamativas, conseguimos delimitar bem a lesão com
a pele saudável ao redor;
Vemos na imagem ao lado um exemplo de máculas
hiperpigmentadas;
- Diagnóstico diferencial:
Nem sempre clinicamente é possível fazer o diagnóstico, as vezes as lesões podem se
confundir com outras doenças; importante fazer uma análise laboratorial;
Colhe-se um raspado da pele como amostra; sendo ela uma levedura, no exame
microscópico direto do material clínico já consegue-se ver uma quantidade grande de
leveduras;
-> Pitiríase alba; esta não tem causa infecciosa;
-> Vitiligo;

• Tinea nigra:
Tem esse nome pois é causada por um fungo demaciáceo; capaz de
expressar pigmentos então causa lesões de cor mais acastanhada;
- Levedura Hortaea werneckii;
- Infecção assintomática e crônica do estrato córneo;
- Palma das mãos; lesões geralmente aqui; mas podemos observar
também em outros locais;
- Máculas escuras, com bordas bem de nidas, sem descamação;
também não causa coceira, vemos mais o aspecto estético; é uma
lesão progressiva, então a mácula escura vai crescendo;
Deve-se fazer o uso de antifúngico para combater a infecção;
- Forma de transmissão desconhecida; esta ainda não é muito clara,
mas suspeita-se que seja devido a microtraumas;
- Diagnóstico diferencial:
Importante fazer a coleta do material para fazer diagnósticos de doenças não infecciosas;
Na imagem do pé acima, podemos facilmente confundir a lesão com melanomas;
-> Doenças dermatológicas malignas (melanomas…);
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Yumi N. Gomes

Temos dois tipos de infecções fúngicas que causam queda de cabelo: Piedra preta e branca;
• Piedra preta:
- Piedraia hortae; causada por um fundo demáceo
- Nódulos nos os de cabelo; vemos ao lado numa imagem de
microscopia ótica do fungo;
Ele vai se acumulando e crescendo no o até que causa a quebra
do o;
Em termos de manifestações clínicas, a doença não causa maiores
sintomas além da queixa de cabelo quebradiço;
Existem duas formas de tratar: cortar o cabelo, ou utilizar
substâncias/Shampoos antifúngicos;
- Relativamente frequente no Brasil;
• Piedra branca:
Clinicamente tem um aspecto bem similar da Piedra preta, mas é
um outro fungo; temos várias espécies de um gênero que pode
estar causando essa micose;
Na imagem ao lado vemos um o de cabelo com o fungo, em que
foi semeado no meio de cultura, e vemos o fungo crescendo e
formando uma colônia;
Nessa colônia vamos fazer microscopia, provas bioquímicas para
fazer identi cação desse fungo;
- Trichosporon spp;
- Nódulos amarelos nos os de cabelo;
As queixas do paciente são as mesmas da Piedra preta, queda ed cabelo; tratamento
também é similar: utilização de antifúngicos em formulações tópicas ou quando possível
cortar o cabelo;
Não é um tratamento difícil, não são antifúngicos com resistência;

Micoses cutâneas:
Acometem pele, anexos da pele (unhas);
• Fungos dermató tos:
Dentre as infecções cutâneas temos 3 principais gêneros de fungos que podem estar causando
essas infecções; cada um deles com várias espécies;
As infecções por esses 3 gêneros são muito comuns; as doenças citadas abaixo podem ser
causadas por esses 3 gêneros;
- Microsporum spp
- Trichophyton spp
- Epidermophyton spp
• Infecção crônica de pele, cabelo, unhas;
• Transmissão por contato com solo ou animais/ homem infectados; São fungos ambientais e
pode ocorrer transmissão também de forma direta por indivíduo contaminado;
Transmissão também pode se dar de forma indireta, dividir toalha ou objetos com alguém
que tenha essa micose;
Não fazem parte da nossa microbiota normal;
• Difícil tratamento; alguns fungos apresentam resistência e é um tratamento a longo prazo;
principalmente quando se trata de unha em que temos que esperar a unha crescer, utilizando
antifúngico;
Mesmo que a lesão desapareça, não quer dizer que o fungo foi embora, nós só não
estamos vendo macroscopicamente; por isso mesmo depois do desaparecimento da
micose nós temos que continua utilizando o antifúngico por um tempo para ter certeza
que a micose não vai retornar;

• Tinea pedis:
Muito comum, o fungo vem do ambiente; pessoas que
entram em contato com o fungo, utilizando calçado
fechado, tomam banho e não secam direito os pés;
umidade entre os dedos; se o fungo tiver presente
acaba tendo infecção no local;
- “pé-de-atleta”;
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Yumi N. Gomes

- Infecção nos espaços interdigitais;


- Pequenas vesículas, descamação com fendas, prurido; geralmente a lesão começa com
pequenas vesículas que coçam bastante; estas acabam se rompendo dando um aspecto
descamativo; muitas vezes se formam fendas; que além do fungo, pode ser uma porta de
entrada para outras infecções;
- Infecção bacteriana secundária; podem se aproveitar da fenda formada para adentrar no
organismo, podem ser da microbiota da pele normal;

• Tinea unguium:
Unha ca com um aspecto mais espesso, descamativo,
unha quebra, as vezes ca mais amarelada ou escurecida,
depende da espécie do fungo, se é capaz de expressar
algum pigmento ou não;
As infecções por dermató tos são mais comuns nas
extremidades das unhas; existem outros tipos de fungos
que acometem mais o início da unha; então a posição
onde ocorrer a infecção é um bom indicativo para qual microrganismo está causando;
Mas para ter certeza de qual espécie apenas com exames, colhe-se amostra, um pedaço da
unha, encaminha-se para o laboratório para saber certinho.
- Onicomicose;
• Tinea corporis:
Geralmente as lesões são mais maculares, mas como vemos na imagem ao
lado as bordas podem ter uma elevação. Normalmente as lesões começam
com um aspecto mais circular, mas como vamos tendo vários pontos, as
áreas de lesão vao se juntando tendo um acometimento grande da
pele. Mostrado na imagem ao lado, várias lesões circulares, que
podem se juntar.
As bordas geralmente são descamativas e e causam coceira;
- Pele glabra;
- Lesões anulares, secas ou vesiculares, descamativas,
pruriginosas;
Coleta-se um raspado dessa lesão para enviar ao laboratório para fazer exame microscópico
direto, mas também por no meio de cultura, para identi cação laboratorial;
Clinicamente não temos como saber qual dermató to é, lesões são muito similares;

• Tinea cruris;
É quando os dermató tos acometem a região inguinal;
podemos ver regiões avermelhadas, começam com
lesões pequenas que vao con uindo e formam uma área
bem grande;
Importante secar a região após o banho para não car
umidade;

• Tinea manus;
Esses dermató tos podem acometer também as mãos;
dorso e palma de mão;
Podemos ver lesões mais anulares como os outros, mas
aqui vemos também bordas mais espalhadas, não tão
delimitadas.
O aspecto clínico pode variar um pouco, mas vemos por
exemplo, a forma descamativa; a coceira é uma queixa das pessoas que
procuram tratamento;

• Tinea capitis:
Acomete couro cabeludo, não estamos falando das micoses super ciais
como as Piedras, não estamos falando do comprometimento do o de
cabelo em sua extensão, mas sim do couro cabeludo;
- Placas circulares cinzas;
- Alopécia (queda do cabelo), descamação, prurido;
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Yumi N. Gomes

Observamos lesões descamativas que podem causar queda do


o do cabelo a partir da raiz; paciente vai apresentar áreas onde
o cabelo ta caindo, podemos analisar no exame físico;
Faz-se um raspado das descamações e envia-se para o
laboratório para descobrir qual dermató to está causando tal
infecção;
Na imagem ao lado vemos a área de queda do cabelo e presença de descamação principalmente
nas bordas; Na imagem da esquerda vemos um estágio bem avançado da micose, sendo uma
ferida aberta para uma infecção secundária;

• Tinea barbae;
Na barba é comum confundir infecções fúngicas com
bacteriana, por isso a importância da coleta de material para
encaminhar para o laboratório e descobrir o microrganismo;
Quando temos o acometimento da barba por fungos pode
acontecer formação de nódulos, muito fácil de confundir com
uma foliculite causada por Staphylococcus por exemplo;
Na imagem debaixo vemos uma lesão que parece ser característica de ser
causada por fungos, mais seca, descamativa. Mas na imagem de cima a
esquerda já podemos ter dúvidas.
Clinicamente esses fungos podem causar lesões bem diferentes por isso a
importância do diagnóstico laboratorial.

OBS: Essas doenças acima são todas micoses cutâneas, e conforme a área do corpo afetada,
teremos uma denominação diferente; corporis quando pega o corpo de uma maneira geral, não
especí co como os outros tipos; pedis quando é no pé; manus quando é na Mão;
São micoses causadas principalmente pelos 3 gêneros citados anteriormente: Microsporum spp,
Trichophyton spp e Epidermophyton spp.
OBS 2: o prurido (coceira) faz parte das queixas de micoses cutâneas;

Micoses subcutâneas:
Algumas delas são relativamente frequentes no Brasil;
Essas micoses não pegam apenas a derme, seguem para tecido subcutâneo; geralmente são
contraídas por traumas, pessoas que tem ocupações relacionadas a estar no campo, se ferir com
vegetais; espinhos por exemplo são uma forma de transmissão do fungo;
• Fungos do solo ou vegetação; são fungos ambientais;
Animais também podem transmitir o fungo através de arranhaduras, isso porque a patinha deles
ta no solo, então os fungos podem estar na unha deles;

• Esporotricose:
- 1896: estudante de medicina Benjamin Robinson Schenck;
- Fungo dimór co: Sporothrix schenckii; doença causada por esse
fungo; nome dado em homenagem ao estudante de medicina
que estudou esse fungo;
- Micose subcutânea mais comum no Brasil; tivemos um aumento
do número de casos no Paraná, associada principalmente a
transmissão por animais, arranhadura de gatos;
O animal não ca doente, mas transmite para o ser humano;
- Linfangite (forma lnfocutânlea 75%); os linfonodos perto da
região da lesão normalmente estão aumentados; vemos na
imagem a direita; resposta do nosso sistema imunológico.
Como a infecção se dá normalmente por microtraumas,
quando uma pessoa está no meio do mato por exemplo, podem ter lesões principalmente
nos membros inferior e superior se expostos. Mas podemos ter também o acometimento
de outras regiões, basta ter a porta de entrada.
Descon amos bastante de infecções fúngicas devido a lesões descamativas e nódulos
que atingem o tecido subcutâneo e podem acometer derme provocando ulcerações;
Como a maioria das infecções fúngicas, tem um curso mais crônico, então na imagem da perna
lesionada vemos uma área bem grande, mas isso porque o paciente demorou a procurar
atendimento.
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Yumi N. Gomes

• Cromoblastomicose:
Vemos vários agentes fúngicos diferentes que podem estar provocando essa micose; todos são
dematiáceos/demáceos - capazes de expressar melanina - , e todos pertencem a mesma família;
Cromo = cor: micoses com cor pois são causados por fungos demáceos.
- Família Dematiaceae:
OBS: Todos os fungos dessa família são dematiáceos mas nem todos os dematiáceos
são dessa família;
-> Fonsecaea pedrosoi
-> Fonsecaea compacta
-> Phialophora verrucosa
-> Cladosporium carrionii
-> Rhinocladiella aquaspersa
No Brasil vemos principalmente espécies de Fonsecaea
sendo causadores da Cromoblastomicose;
- Infecção crônica;
- Lesões polimór cas; lesões podem se apresentar de
diferentes formas, a fome acoimo o fungo chegou em tecido
subcutâneo geralmente é por trauma.
Vemos nas imagens ao lado lesões mais avançadas, essas
pessoas demoraram um tempo para procurar atendimento;
Observamos um aspecto bem verrucoso, lesões mais
acastanhadas (indicativo de dematiáceos), secas,
descamativas.
Vemos também presença de nódulos pois temos o tecido subcutâneo acometido, estes
progridem e podemos ver as manifestações super ciais na pele.
Tem que coletar material clínico dessas lesões para enviar ao laboratório e fazer cultura
para chegar ao microrganismo causador dessa micose.

OBS: Ao coletar material vamos sempre procurar as bordas da lesão, pois são áreas onde temos
crescimento fúngico mais recente; no centro da lesão é a parte mais antiga.
Se tivermos nódulos podemos puncioná-los, podemos fazer biópsia também.
Tudo depende do tipo de lesão, se é nódulo, mácula, descamativa.
Sempre vamos cultivar em meios especí cos para fungos pois neles normalmente encontramos
substâncias antibacterianas. Pois se pegarmos lesões como as mostradas nas fotos, vao crescer
outros microrganismos, pois são amostras clínicas super ciais. Por isso a necessidade de meios
especí cos, não quero que cresçam outros microrganismos.
Se eu tenho lesões com diferentes manifestações clínicas, e dentre elas tenho nódulos, o melhor
material de se coletar é por meio da punção, pois estou eliminando os contaminantes super ciais
da pele, ao colocar na cultura vai crescer o que eu quero, o agente infeccioso.

• Feo-hifomicose:
Nessa doença é comum a presença de nódulos subcutâneos devido a
presença de fungos; esses fungos geralmente causam uma resposta
local que forma uma cápsula envolta do fungo que está crescendo, por
isso formam-se nódulos fechados.
Vemos pelas imagens ao lado essa infecção se dando nos membros
inferiores, destacando que são mais acometidos pois cam mais
expostos a microlesões e contato com fungos ambientais.
- Cladosporium bantianum
- Wangiella dermatitidis
- Exophiala jeanselmei
- Phialophora richardsiae
- Scytalidium lignicola
- Phoma sp
- Nódulos com secreção serossanguinolento ou seropurulenta;
-> Lesões verrucosas semelhantes a cromomicose;
Na imagem ao lado vemos a remoção cirúrgica desse nódulo com secreção; faz-se essa
remoção cirúrgica mas mantem-se o uso de antifúngico para garantir que todo fungo foi
removido, que não cou nenhum resquício no tecido subcutâneo.
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Yumi N. Gomes

• Micetoma:
- Eumicetomas; micetomas verdadeiros, micetoma causado por fungos;
- Actinomicetomas; não são micetomas verdadeiros pois são causados por
bactérias: Actinomices - são bacilos gram positivos, crescem formam cadeias
longas; a bactéria en leirada lembra a estrutura de uma hifa, por isso “mices”
no nome;
Tratando-se de micetomas, temos os dois tipos citados acima; causado por
bactéria e causado por fungo;
Clinicamente esses dois tipos podem se confundir, por isso importante analisar a
causa, o agente infeccioso, pois há diferença no tratamento; tem que fazer
exames laboratoriais para descobrir que microrganismo está causando a infecção;
- Madurella grisea
- Madureza mycetomatis
- Exophiala jeanselmei
Essas acima são as espécies de fungo mais comuns que causam essa infecção no Brasil;
- Infecções crônicas; nas imagens ao lado vemos lesões mais avançadas, em que o paciente
demorou a buscar por atendimento;
- Lesões nodulares no início;
- Comprometimento de músculos e ossos;
- Invalidez e, até mesmo, óbito; se demorar demais para tratar, podem haver sequelas
de nitivas, paciente perde algum tipo de movimento, ou mesmo uma evolução para óbito se
não tiver diagnóstico e tratamento;

Micoses sistêmicas:
• Paracoccidioidomicose (PCM):
Essa é a micose sistêmica mais comum no nosso país, em especial na região sul, onde temos
bastante agricultura;
Fungo encontrado no solo, então normalmente pessoas que lidam com agricultura são mais
acometidas por esse fungo;
Adquirimos através do trato respiratório por inalação; antigamente não se sabia como se dava a
transmissão da doença, acreditava-se que era mascando capim, hoje sabemos que e um fungo
ambiental leve que acaba então sendo inalado.
Equipamentos que mexem na terra e levanta poeira acabam deixando também o fungo em
suspensão, sendo facilmente inalados;
O trato respiratório superior, principalmente os pulmões são os mais atingidos, mas podem
atingir corrente sanguínea fazendo um quadro de fungemia e se disseminar para diversos outros
tecidos, mas a porta de entrada seria o trato respiratório;
- 1908: médico Adolpho Lutz; descrita pela primeira vez por esse médico;
- Paracoccidioides brasiliensis;
- “roda de leme de navio” e “Mickey Mouse”; uma característica
que nos ajuda a diferenciar qual o microrganismo é a
visualização no mesmo no microscópio; juntamente com a
clínica, pro ssão da pessoa;
Esse fungo, quando está causando infecção no ser humano
tem forma de levedura; vemos brotamentos nesse fungo que
podem lembrar o Mickey ou o leme do navio;
- Pulmões -> dormência -> ativação -> infecção pulmonar ou
disseminação;
Vemos na imagem a esquerda o comprometimento do septo do
paciente, infecção atingiu o trato respiratório superior;
Na imagem da direita vemos que o fungo atingiu a mucosa, tecido
subcutâneo, pele;
Muitos dentistas podem também estar fazendo o diagnóstico pois é
um fungo que pode acometer a língua, esse pro ssional pode
coletar amostra para enviar ao laboratório e descobrir que
microrganismo está causando tais alterações;
Vemos na imagem da direita uma erosão na língua, esta que pode ser confundida com outras
infecções fúngicas, por isso a necessidade de coletar o material;
Se não tratada, a Paracoccidioidomicose pode se disseminar e atingir o sangue, tendo acesso a
todos os outros tecidos, SNC, trato urinário, digestório;
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Yumi N. Gomes

• Coccidioidomicose:
Dentre as micoses sistêmicas conhecidas no Brasil, esta é uma das mais comuns; bem
frequente;
- Coccidioides immitis;
- Geralmente auto-limitada; geralmente é uma micose que não causa manifestações clínicas,
a maioria dos casos de infecções por esse fungo acabam sendo assintomáticos ou tendo
um quadro mais localizado;
A porta de entrada é o trato respiratório, nós inalamos o fungo;
Quando a doença se manifesta clinicamente, o trato respiratório é o mais afetado;
É considerada uma micose sistêmica pois do trato respiratório o fungo pode se
disseminar, sendo esta a forma menos frequente;
Dentre as micoses sistêmicas estudadas esta é a que tem o melhor prognóstico, não tem
maiores complicações, e se houver manifestações clínicas acomete principalmente o trato
respiratório superior, podendo atingir outros tecidos;
Nas imagens ao lado vemos as manifestações
cutâneas; após o acometimento respiratório, um dos
sinais é a febre; e a seguinte disseminação da
doença, que nos casos ao lado foi e atingiu tecido
cutâneo;
Na imagem da direita vemos uma lesão bem
verrucosa, já nos indiciando que pode ser causada
por fungos;
- Infecção:
-> Assintomática (60%);
-> Forma pulmonar aguda (semelhante a uma gripe);
-> Forma cutânea;
-> Forma disseminada (rara);

• Histoplasmose:
Doença sistêmica que é endêmica no nosso país, a forma de transmissão é a mesma das outras,
por meio do trato respiratório; é um fungo que está no ambiente e através da inalação deste
acabamos sendo infectados;
A forma pulmonar da infecção é a mais comum, existem outras formas clínicas possíveis já que é
uma micose sistêmica, mas as infecções pulmonares são as mais frequentes;
A porta de entrada é sempre o local mais sensível para ter infecções, mas com o passar do
tempo se não houver tratamento podem se disseminar via corrente sanguínea;
- Histoplasma capsulatum;
- Infecção pulmonar aguda;
- Infecção pulmonar crônica: reativação;
Ao entrar em contato com o fungo a pessoa já pode manifestar a
doença, forma aguda, mas pode acontecer também do sistema
imunológico do indivíduo conter a infecção; não elimina o
microrganismo mas clinicamente não há progressão da infecção;
Paciente continua com a infecção mas não está manifestando a
doença;
Fungo pode car no organismo sem causar problemas,
controlado, mas a partir do momento que a imunidade baixa,
vemos as manifestações clínicas;
Então a forma mais crônica da infecção tem haver com o Sistema
imunológico, reativação da infecção, fungo volta a crescer e não
ca contido pelas células do nosso sistema imune.
Vemos na imagem ao lado uma infecção cutânea, esta que pode
facilmente se confundir com lesões causadas por uma série de outros
patógenos, sejam fúngicos ou bacterianos, então clinicamente não é
possível fazer diagnóstico, temos que pegar amostra e enviar para o
laboratório;
O acometimento cutâneo se dá após o contato via trato respiratório que
se dissemina via corrente sanguínea;
Vemos que podem ocorrer lesões bucais, estas que também podem se
confundir com outras doenças;
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Yumi N. Gomes

Micoses oportunistas
• Candidíase:
É a principal micose oportunista, não só no Brasil, mas no mundo inteiro;
OBS: Durante a pandemia houve um aumento da incidência dos casos de Candida; está sendo
comprovado que um paciente com covid tem comprometimento das células intestinais,
enterócitos e como a Candida faz parte da nossa microbiota, esse comprometimento acaba
causando uma situação de translocação intestinal; fungos que normalmente fazem parte da
nossa microbiota, conseguem penetrar nos enterócitos e vir a causar uma infecção;
O Gênero Candida tem um número muito grande de espécies que podem estar causando
infeções, abaixo vemos as principais no nosso país;
Sem dúvida a Candida albicans é a mais comum;
Algumas espécies crescem melhor em mucosas, locais de maior umidade, algumas espécies
preferem a pele (ex: Candida auris);
A predileção pelos diferentes sítios vai depender das características de cada espécie; se prefere
ambiente mais seco, úmido, com mais nutrientes;
- Gênero Candida: Candida albicans
Candida parapsilosis
Candida tropicalis
Candida glabrata
Candida krusei
Candida pseudotropicalis
Candida guilliermondii
Candida lusitaniae
Candida dublinienses
Candida kefyr
Candida auris esta espécie tem chamado atenção pois
apresenta bastante resistência a antifúngicos,
di cultando o tratamento; mostrado na imagem ao lado;
- Microbiota normal da pele e mucosas;
- Infecções oportunistas; as infecções por cândida estão associadas a um quadro de baixa de
imunidade de hospedeiro; podem ser: situações de estresse, paciente hospitalizado,
doenças de base que a pessoa tem (diabetes por exemplo); pessoas em tratamento com
corticoides ou quimioterápicos; situações clínicas, que podem estar associadas a outras
doenças ou tratamentos que acabam permitindo que esse fungo se torne patogênico,
mesmo fazendo parte da microbiota normal;
- Infecções endógenas; as infecções normalmente são endógenas, o fungo faz parte da nossa
microbiota;
- Fatores predisponentes: idade avançada (imunosenescência, nosso Sistema imunológico
também envelhece), AIDS, diabetes, pacientes transplantados, imunode ciências,
queimaduras (este paciente está mais susceptível a infecções não só por cândida, mas
microrganismos em geral, paciente com a pele exposta, sem barreira física), gravidez
(variações hormonais, comuns episódios de candidíase na gestação), uso de dispositivos
invasivos (importante pois cândida forma bio lme), anticoncepcionais orais (alteração na
mucosa), corticóides, antimicrobianos (o uso de antibióticos pode alterar nossa microbiota);
- Fatores de virulencia:
-> Adesinas; formação de bio lme, microrganismos conseguem aderir não só a mucosa
mas também a dispositivos invasivos implantados no paciente;
-> Formação de pseudo-hifas;
OBS: A Candida é uma levedura, mas quando está crescendo pode ter brotamentos bem
compridos, se confundindo com hifas;
Vemos na imagem ao lado a representação de uma Hifa
verdadeira, e no meio vemos uma pseudo-hifa, que é um
prolongamento de uma Candida que se alonga; se viso por uma
pessoa pouco experiente, pode se confundi com uma Hifa;
Quando um fungo levedurifome forma esses brotamentos
longos, indica que ele está numa forma agressiva da infecção,
está invadindo tecidos;
Então encontrar essas pseudo-hifas direto na microscopia do
material clínico indica que o fungo está invadindo algum tipo de tecido;
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Yumi N. Gomes

-> Toxinas (canditoxina - é uma exotoxina, liberada no local da infecção); algumas


espécies de fungo são capazes de produzir toxinas, não apenas bactérias; e algumas
espécies de candida podem expressar canditoxina;
-> Enzimas (proteases, lipases); algumas cepas possuem essas enzimas, estas que são
mais virulentas, maior capacidade de invadir tecidos pois possuem enzimas para fazer
hidrólise;
- Resistência aos antifúngicos; algumas espécies de candida são mais resistentes que outras,
sempre importante fazer um teste de sensibilidade (disco-difusão, ta gradiente, difusão em
caldo); os testes de sensibilidade feitos para bactérias também podem ser feitos para
candida;
Candida auris: este fungo tem capacidade de desenvolver resistência muito rápido, viu-se
em pacientes hospitalizados no Brasil que de início ele não apresentava resistência aos
antifúngicos mas com o passar do tempo, paciente continuo hospitalizado e percebeu-se
que eles estavam se tornando resistentes;
É uma cepa que desenvolve resistência muito tratamento então as falhas no tratamento
são grandes; deve-se fazer associação de antifúngicos para tentar um efeito sinérgico;
Essa espécie foi descrita pela primeira vez em 2009 pelo Japão, mas assim que o artigo
foi lançado, laboratórios começaram a pesquisar se já tinham catalogado a espécie, mas
com nome diferente, ou erroneamente; então descobriu-se que em 1996 a Coreia do Sul
já tinha catalogado.
Esta chegou no Brasil em 2020 (primeira vez que foi descrita aqui), foi encontrada na
ponta do cateter; onde foi isolado esse fungo; uma vez que a cepa já está aqui deve-se
fazer o monitoramento, vigilância, saber a quais antifúngicos ele é resistente;
Ainda não conseguiram descobrir exatamente de onde veio, mas investigando as pessoas
próximas ao infectado, perceberam que eles também tinham esse fungo em sua
microbiota; é um fungo resistente não só a antifúngicos, mas também a desinfetantes;
- Manifestações clínicas:
1. Candidíase cutâneo-mucosa:
-> Forma intertriginosa;
Candida crescendo em
dobrinhas do corpo,
geralmente porque a pessoa
não seca direito;
Fungo presente na pele tem o
ambiente quentinho da dobra,
tem a umidade porque a pessoa não secou direito, então podemos ver o desenvolvimento
das infecções.

-> Forma cutânea:

Vemos nas imagens ao lado lesões que podem ser facilmente


confundidas com dermató tos (Tineas), lesões secas,
descamativas, começam em formatos circulares;
Por isso importante fazer exames laboratoriais, pegar um raspado
da pele para descobrir que fungo está causando essa lesão;
Se tratado corretamente, caso não tenha acometimento de
tecidos profundos, a pele pode voltar ao normal, somem as
manchas.
Vemos ao lado outros acometimentos cutâneos, nos bebês
podem se dar devido ao uso de fraudas (pode ocorrer em
indivíduos que usam frauda geriátrica também);
Fungo ta na pele, ao colocar a frauda o local ca quente,
úmido e não trocando a frauda pode levar ao
desenvolvimento do fungo;

Vemos nas imagens ao lado infecções de pele e de anexos; Na


imagem da unha, a lesão cresceu tanto que pode ser confundida
com lesões por dermató tos;
Com o tratamento adequado, é possível reverter essas situações,
pele pode voltar ao normal;
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Yumi N. Gomes

-> Onicomicose;
As infecções de unha podem ser causadas também por
dermató tos; sendo que as infecções por dermató tos
acometem principalmente a parte distal da unha, elas
tem um aspecto mais amarelado, ou mesmo
acastanhado dependendo do dermató to; unha ca
mais espessa, quebradiça, com riscos na vertical;
No caso das infecções por Candida, vamos observar
infecções que ocorrem mais perto da cutícula, na posição
mais proximal; é uma região que acaba cando mais úmida se a pessoa mexer com água
e não seca a mão direito (dona de casa - lava louça); A região ca mais esbranquiçada,
espécies de cedida ou não produzem ou produzem pouco pigmento; isso já são
indicativos para qual microrganismo está causando, porem apenas com exames
laboratoriais para saber;
Fungo já está presente na pele, então nessas condições de umidade e calor pode haver
crescimento do fungo;

-> Comprometimento da mucosa:


OBS: Pacientes com HIV tem maior incidência de candidíase oral
dependendo do estágio da doença quando CD4 começa a diminuir;
• Candidíase oral (“sapinho”); os casos de candidíase oral são comuns
em crianças, visto que estas não estão com sua imunidade 100%
estabelecida, ou adultos com algum tipo de
imunocomprometimento;
• Queilite angular (“boqueira”); vemos no canto da boca a presença do
fungo, este que está presente na microbiota normal da mucosa oral e
pele; local úmido;
As infecções seguintes correspondem a candidíase genital; diferentes de outras infecções
do trato genital, forma clínica ajuda a diferenciar;
A espécie mais comum é a Candida albicans, tem
característica de ser uma espécie não produtora
de pigmento então a secreção tem coloração mais
esbranquiçada;
• Balanopostite; infecção da glande;
Vemos na imagem ao lado o crescimento
de pequenos pontinhos, a candida;
• Vulvovaginite;
Secreção tem uma característica de leite coalhado, esbranquiçado;

2. Candidíase visceral ou sistêmica:


Diferente das outras micoses sistêmicas estudadas, aqui eu vejo que a doença pode se
tornar sistêmica devido a uma situação de imunossupressão; nas micoses sistêmicas
estudadas vimos que o fungo pode se disseminar se não tratado, agricultor com corte
que serviu de porta de entrada; não tive uma situação de baixa do sistema imune;
Aqui nos referimos a um fungo oportunista, que pode levar a um quadro sistêmico;
Podemos ter quadros de candidate intestinal como mostrado na
imagem ao lado, vemos na endoscopia placas de crescimento de
candida; estes que estão crescendo mais que o usual;
Podemos ver também infecção respiratória; pneumonia por
candida não é das mais comuns, mas pode estar associada
a presença de cânulas, tubos, paciente com assistência
respiratória (capacidade da candida formar bio lme);
As infecções urinárias também são comumente associadas
a presença de sondas, catéteres,
Na imagem ao lado em que vemos o acometimento do olho
uma manifestação mais rara, mas pode acontecer;

3. Candidíase alérgica; a Candida tem alguns antígenos de superfície que podem causar
reações de hipersensibilidade nos indivíduos, mas isso é mais raro, as mais comuns são
as citadas acima;

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Yumi N. Gomes

• Criptococose:
Doença bastante frequente em pacientes com HIV que ja estão com uma baixa do CD4;
pacientes com algum tipo de imunocomprometimento em geral estão mais suscetíveis;
- Cryptococcus neoformans; está é a principal espécie que causa essa doença, é um fungo
ambiental; presente nas fezes de pombos;
- Excretas de aves; os pombos eliminam esse fungo nas fezes, estas cam sequinhas e o
vento ca responsável por disseminar o fungo;
Para pessoas imunocompetentes, entrar em contato com o fungo não permite que nós
adoeçamos, mas pessoas imunocomprometidas podem vir a ter infecção por esse fungo;
- Cápsula espessa; característica importante em relação a sua patogenicidade;
Vemos na imagem ao lado a espessura da cápsula, é uma foto de
microscopia ótica em que foi colocado um corante escuro, este que não
consegue penetrar no fungo devido a presença da cápsula;
A cápsula ajuda o agente infeccioso a escapar das defesas no hospedeiro;
A porta de entrada/ transmissão desse fungo s dá via trato respiratório, fezes de
pombo no ambiente, uma brisa/vento deixa sequinho e as partículas cam no ar,
então nós inalamos;
- Infecção pulmonar:
-> Assintomática;
-> Semelhante a gripe;
- Infecção disseminada: meningoencefalite grave; do trato respiratório pode ter
um quadro de fungemia, fungo se disseminando;
Muitas vezes esse fungo pode causar uma meningite, então comumente o
que vem para o laboratório como amostra é o líquido cefalorraquidiano;

• Mucormicose:
Outra micose oportunista que com o COVID apareceram números maiores de casos, não só no
Brasil como no mundo inteiro; na Índia foi onde esse número de casos chamou bastante atenção;
Especula-se que na Índia tenha uma maior quantidade de matéria orgânica em suspensão no ar,
maior quantidade de microrganismos oportunistas, por isso lá houve esse aumento;
Não é apenas o gênero Mucor que pode estar causando a Mucormicose, temos outros gêneros
que fazem parte da família Mucoraceae e podem estar causando essa infecção;
- família Mucoraceae: Absidia spp
Apophysomyces spp
Mucor spp
Rhizomucor spp
Rhizopus spp
A transmissão se dá via trato respiratório, porta de entrada, e a partir daí, via corrente sanguínea,
ele pode se disseminar para outros tecidos; e assim como outras doenças oportunistas, paciente
precisa apresentar algum grau de imunocomprometimento para vir manifestar a infecção;
- Principal modo de transmissão: inalação de esporos; esporos são mais levinhos, então ao
entrar em contato com pacientes imunocomprometidos eles germinam e causam infecção;
São fungos lamentosos, vamos ter presença de Hifas;
- Mucormicose cutânea/ subcutânea;
- Mucormicose pulmonar; clinicamente podemos ver um comprometimento de trato
respiratório superior e pulmões, mas com o fungo se disseminando podemos ver outras
formas;
- Mucormicose rinocerebral; fungo atingindo SNC;
- Mucormicose gastrointestinal; Fungo atingindo TGI;
- Mucormicose disseminada; fungo pode atingir simultaneamente vários
tecidos;
Na imagem ao lado vemos um paciente que evolui para óbito, o fungo acometeu
trato respiratório mas acabou tendo uma forma disseminada;

• Aspergilose:
Outro fungo que deu mais as caras durante a Pandemia; observou-se que pacientes com covid
que infectavam-se com o Aspergillus apresentavam uma mortalidade maior do que pacientes que
não eram infectados por esse fungo;
- Aspergillus spp;
- Pode desenvolver brose pulmonar permanente;
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Yumi N. Gomes

No inverno, as pessoas que adquirem infecção pelo Vírus in uenza e


simultaneamente infecção por aspergillus apresentam um quadro mais grave da
doença, requer hospitalização e uma taxa de mortalidade mais alta;
É um fungo ambiental, então a forma de transmissão é por inalação; os conídios dos
fungos mostrados na imagem ao lado, estrutura reprodutiva, é o que nós inalamos;
A forma clínica mais comum é a pneumonia fúngica;
Outro fator que pode favorecer a infecção por esse fungo ou ter um quadro mais
grave é a utilização de corticoesteróides; diminuem a imunidade; ou pacientes hospitalizados por
muito tempo, são mais acometidos;
Abaixo vemos as formas clínicas dessa infecção; mais comumente observamos o acometimento
do trato respiratório inferior; mas a partir daqui ele pode se disseminar e causar infecção em
outros locais (o que é bem raro);
- Cutânea;
- Otomicose; infecção de ouvido;
- Onicomicose; infecção de unha;
- Aspergiloma ou “bola fúngica”;
- Pulmonar invasiva;
- Sinusite;
- Imunoalérgica;
- Micotoxicose;
OBS: Doenças fúngicas não necessariamente são transmitidas de uma pessoa para outra; as
infecções oportunistas normalmente ou sua endógenas ou são a partir de fungos ambientais;
As infecções por dermató tos podem ser passadas de uma para outra, por exemplo tenho uma
infecção na unha, vou no salão e utiliza-se o cortador em duas pessoas diferentes sem que haja
uma esterilização, é uma forma indireta de contaminação;
Então são doenças infecciosas, mas nem sempre contagiosas;

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