Doença Renal Crônica: Diagnóstico e Tratamento
Doença Renal Crônica: Diagnóstico e Tratamento
ETIOLOGIA
As mais comuns são: HAS, DM, doenças glomerulares e a • uso frequente de drogas nefrotóxicas;
doença renal policística autossômica do adulto • tabagismo;
A maioria dos pacientes com DRC apresentam idade > 65 • HAS;
anos. • doença cardiovascular/aterosclerótica;
Pode ser causado por outras patologias . • doenças autoimunes;
• raça negra;
Screaning para DRC • antecedente familiar de DRC
idosos (> 65 anos); Deve realizar exame de urina 1 simples, USG para avaliar o
tamanho renal sendo do corte e ecoicidade e de tem
• DM; alterações da DRC
• doenças urológicas (p. ex., litíase e doenças de
refluxo urinário, predispondo a pielonefrites);
DIAGNÓSTICO
KADIGO
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
creatinina sérica e urinária (em urina de 24 horas) Edema → ocorre a perda de proteínas ao mesmo tempo que
ou estimada a partir de fórmulas, exame de urina 1 simples, tem-se a retenção de sódio e água.
USG
Sinais e sintomas Doença mineral óssea → diminui a excreção de fósforo
HAS → apresenta para isso uma sobrecarga volêmica e pelos rins, por isso tem a produção de ossos fosfatoninas +
retenção de sódio aumento da ação do paratormônio.
A progressão da DRC depende fundamentalmente de dois fatores: a função renal atual e a taxa de albuminúria
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
TRATAMENTO
NÃO MEDICAMENTOSO • Esses medicamentos só não devem ser utilizados
Cessação tabagismo, evitar o uso de drogas nefrotóxicas e se houver desenvolvimento de hiperpotassemia
contraste iodado, reduzir o peso (por causa do impacto na (potássio sérico > 5,5 mEq/L)
redução da proteinúria) e praticar exercício físico (que pode
reduzir a proteinúria mesmo sem mudança no IMC). Anemia → reposição de ferro sendo DRC em estádios 1 e
Ingestão proteica elevada acarreta elevação de ureia e 2 devem receber suplementação de Fe VO, em estádios 3 e
fósforo séricos, além de promover acidose metabólica pelo 5 ferro EV
metabolismo de proteínas. Recomenda-se que ao menos • Preconiza-se saturação de transferrina > 20% e
50% das proteínas ingeridas sejam de elevado valor ferritina sérica entre 200-500 ng/mL (ou 100-500
biológico (proveniente de carnes, laticínios e ovos) ng/mL se estádios III e IV com Hb > 11 g/dL)
■ saturação de transferrina < 20% e
ferritina < 200 ng/mL: 1.000 mg
MEDICAMENTOSO
(divididos em 5 ou 10 doses);
Enzima conversora da angiotensina (iECA) ou de
■ saturação de transferrina de 20-40% e
bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), ao
ferritina entre 200 e 500 ng/mL: 200 mg
promover a redução da pressão intraglomerular por dilatação
(divididos em 2 ou 4 doses)
preferencial da arteríola eferente, também acarreta redução
da proteinúria e, portanto, da progressão da DRC.
• Medicamentos estimuladores da eritropoiese: • – entre 16 e 30 ng/mL: 50.000 UI/mês;
usado quando tem estoque de ferro reavaliar em 6 meses;
estabelecido. Paciente com DRC em estádio 5 Hiperparatireoidismo secundário → ocorre pois na
em hemodiálise pode ser prescrito para manter produção de vitamina D tem a produção de uma enzima
a Hb> 11,5 que estimula a produção de PTH e como não ocorre a
Doença mineral óssea → Ocorre a sobrecarga do produção de vitamina D na DRC portanto tem-se o
fósforo, redução da produção de calcitriol + aumento da hiperparatireoidismo secundário .
produção de fosfatoninas . restringir ingesta de fósforo • paratireoidectomia: está indicada em pacientes
em Kadigo 3 e 4 , em diálise pode liberar mais . com DRC nas seguintes situações
• Alimentos ricos em fósforo: carnes em geral, (recomendações extraídas das diretrizes
ovos, leite e derivados, grãos (ervilha, feijão, brasileiras de distúrbios minerais ósseos na
amendoim, nozes, soja), refrigerantes DRC):
(principalmente à base de cola), corantes e – hiperparatireoidismo secundário, com PTH >
conservantes presentes em produtos 800 pg/mL associado a:
industrializado a. hipercalcemia ou hiperfosfatemia refratárias
• quelantes de fósforo: seu uso corresponde a ao tratamento clínico;
uma estratégia que permite reduzir a carga total b. calcificações extraósseas ou arteriolopatia
de fósforo ofertada ao organismo. Devem ser urêmica calcificante (calcifilaxia);
utilizados impreterivelmente antes das c. doença óssea avançada e progressiva que não
refeições, por promover menor absorção responde ao tratamento clínico;
intestinal de fósforo. Sempre devem ser d. glândulas paratireoides volumosas à USG (>
associados à restrição de fósforo na alimentação 1 cm³);
(sevelamer – 800 mg/comprimido, até 3 • – hiperparatireoidismo terciário (produção
comprimidos, 3 vezes ao dia; carbonato de autônoma de PTH) associado a:
cálcio – 500 mg/comprimido de cálcio a. hipercalcemia maligna (cálcio total > 14
elementar, máximo de 1 comprimido, 3 vezes mg/dL);
ao dia). b. hipercalcemia persistente após transplante
Vitamina C → deve estar maior que 30. renal associada à disfunção do enxerto ou
• – níveis séricos < 5 ng/mL: reposição de 50.000 mantida após 1 ano do transplante.
UI/semana por 3 meses; após, 50.000 UI/mês;
reavaliar em 6 meses;
• – entre 5 e 15 ng/mL: 50.000 UI/semana por 4 Hipertensão arterial →
semanas; após, 50.000 UI/mês; reavaliar em 6 Restrição de sódio: limitar a ingestão de sódio.
meses; Restrição hídrica: avaliação clínica é fundamental para
se avaliar o status volêmico do paciente. Presença de
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
edema de membros inferiores, turgência de veias • vacinação tende a ser menor, e a perda da
jugulares, crepitações à ausculta pulmonar, queixa de memória imunológica, mais rápida nesses
dispneia, ortopneia e dispneia paroxística noturna são indivíduos. Desse modo, a vacinação para
sinais e sintomas sugestivos de sobrecarga volêmica. A hepatite B geralmente é realizada com o dobro
presença de edema de membros inferiores, um dos sinais da dose usual, em 3 ou 4 tomadas.
mais clássicos de hipervolemia, só ocorre quando há Distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos →
sobrecarga de, ao menos 3 kg de água, devido à conforme a evolução da DRC menor a capacidade dos
complacência do leito venoso e à drenagem linfática; rins de manejar o excesso de potássio e íons H+ .
Diuréticos: a classe dos medicamentos diuréticos é • A reposição de bicarbonato de sódio deve ser
essencial em pacientes com DRC, por ajudar no preconizada com o intuito de atingir um nível
restabelecimento do balanço hídrico. Os mais utilizados sérico > 22 mmol/L.
são os diuréticos de alça, os diuréticos tiazídicos (que • Dentre as populações que podem apresentar
podem ser empregados mesmo quando RFG < 30 alterações hidroeletrolíticas
mL/min/1,73 m2, porém geralmente em doses mais desproporcionais à queda de filtração
elevadas) e os antagonistas da aldosterona; glomerular (notadamente hiperpotassemia),
anti-hipertensivos: iECA ou BRA (especialmente se destacam-se os pacientes com DM e doença
houver proteinúria). O uso combinado dessas falciforme
medicações é contraindicado em pacientes com fatores o a doença falciforme, por sua vez, as
de risco cardiovascular adicionais. A combinação com principais alterações encontradas são
inibidores da renina (alisquireno) também não é microinfartos na região medular, levando a
recomendada. hipostenúria (redução da capacidade de
concentração urinária) e redução da
excreção de potássio, por lesão de túbulos
Vacinação → são as vacinas do esquema básico, distais e coletores, em que ocorre a maior
influenzae e paneumococcica , vacina contra hepatite B; parte da secreção de potássio.
vacina contra papilomavírus (para mulheres até 26 anos
de idade); vacina contra Covid-19.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
ETIOLOGIAS
• Efeitos genéticos na ação da insulina; • Infecções;
• Doenças do pâncreas exócrino; • Outras síndromes genéticas.
• Endocrinopatias; • Diabetes gestacional: diabetes diagnosticado
• Induzido por medicamentos ou agentes durante a gravidez.
químicos;
SINAIS E SINTOMAS
Na maioria das vezes, os pacientes são assintomáticos. O observadas: poliúria, polidipsia, polifagia e perda de
diagnóstico é realizado por exames de rotina. Podem ser peso quando muito descompensado.
DIAGNÓSTICO
Sempre deve ser confirmado com 2 testes, exceto na presença de glicemia > 200 mg/dL com sintomas inequívocos de
hiperglicemia
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
TRATAMENTO
Orientação nutricional, controle de peso e atividades físicas
→ Sulfonilureias – aumentam a secreção de insulina pelas células beta
- Causam ganho de peso, hipoglicemias e não apresentam benefícios cardiovasculares
- Glibenclamida 5mg ( 2,5 a 20mg por dia) , Gliclazida(pode tomar de 80 a 320mg/dia, de 1 a 3x ao
dia) , glipizida ( 2,5 a 20mg por dia), clorpopamida ( 125 a 500mg/dia – 1x ao dia) e glimepirida
1,2mg ou 4mg ( 1 a 8mg/ dia, tomar de 1 a 2 vezes ao dia)
→ Glinidas – estimulam a secreção de insulina pelas células beta, com duração de ação rápida, sendo
indicadas para o controle das hiperglicemias pós-prandiais
- Ganho de peso e hipoglicemia
- Repaglinida ( 0,5 a 16mg/dia, 3x ao dia nas refeições) (efeitos colaterais: ganho de peso e
hipoglicemia) e nateglinida ( 120 a 360 mg/dia – 3x ao dia nas refeições)
→ Análogos do GLP-1 – ação semelhante aos inibidores da DPP-4, com aumento da produção de
insulina e redução da de glucagon
- SC
- Maior potência terapêutica, ausência de hipoglicemia e redução de peso – liraglutida ( 0,6 ouu 1,2 ou
1,8mg – 1x ao dia) , dulaglutida e semaglutida ( SC – 0,25 a 1mg – 1x na semana ou VO – 3 ou 7 ou
14mg/ dia – 1x ao dia)
apresentam significativa redução de mortalidade cardiovasculares
- Causam efeitos colaterais gastrintestinais
- Dapaglifozina ( 5 a 10mg/dia – 1 vez ao dia), empaglifozina ( 10 a 25mg/dia, 1x ao dia),
canaglifozina ( 100 a 300mg – 1x ao dia)
→ Inibidores de SGLT-2 – agem bloqueando a reabsorção de glicose pelos túbulos renais proximais,
promovem importante glicosúria com redução da glicemia e perda de 2 a 4 kg de peso, além de
diminuir a pressão arterial sistólica entre 4 e 6 mmHg
- Redução de eventos cardiovasculares, abrangendo mortalidade, internações por insuficiência
cardíaca e complicações renais
- Principais efeitos colaterais: infecções geniturinárias e cetoacidose normoglicêmica em pacientes
com baixa reserva insulínica em situações de estresse
→ Glitazonas: Aumentam a sensibilidade a insulina em musculo, adipócito e hepatócito.
- Retenção hídrica, anemia, ganho ponderal e fraturas.
- Pioglitazona ( 15 a 45mg/dia – 1 x/ dia)
→ Insulinoterapia
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Insulinoterapia
½ da quantidade de insulina diária deve ser dada de insulina basal a qual é feita em 3 aplicações sendo café da manhã,
almoço e ao deitar ou a lenta = NPH ou a insulina ultralenta que pode ser glargina, detemir e degludeca a qual é
dividida em 1 a 2 aplicações ao dia
Outra ½ deve ser adm a insulina rápida ou ultrarrápida sendo 3 aplicações ao longo do dia sendo café, almoço e
janta
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Complicações crônicas do DM
MICROVASCULARES
Nefropatia
Neuropatia autonômica
MACROVASCULARES
IAM
Doença cardiovascular
Pé diabético
Fisiopatologia
A hiperglicemia crônica leva a dano tecido alvo
Retinopatia diabética : Aumenta o risco de cegueira; Exame de fundo de olho ( DM1 por mais de 20
anos tem essas alterações); Retinopatia proliferativa (ondição mais grave, onde tem alteração em
fundo de olho); Se não tratar, em 5 anos acaba tendo segueira. A perda visual ocorre por conta do
edema vascular.
• Microaneurismas retinianos: é a tortuosidade dos neovasos
• Exsudatos duros: extravasamento de líquidos por alterações da permeabilidade celular
- os dois jutos levam ao edema e exsudatos algodonosos = manchas algodonosas.
Todos devem fazer exame de fundo de olho.
Fatores de risco: Pacientes com DRC, tabagismo, gestação, puberdade, HAS
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Vaamento de fluidos, aumento dos vasos sanguíneos, onde a hiperglicemia causa hipoxia,
proliferação de células inflamatórias e EROS, levando a formação de neovasos, tendo a queda
de barreira, tendo o edema macular
Classificação:
Não proliferativa ou pré-proliferativa
• Mínimo: ratos micro aneurismas
• Leve: poucas hemorragias dispersas e micro aneurismas
• Moderado: moderadas hemorragias e microaneurismas, exsudatos duros e algodonosos
• tendo hemorragia intra-retiniana em todos os quadrantes.
• Grave: veias em rosário em pelo menos 2 quadrantes; anormalidades microvasculares intra-
retinianas em pelo menos 1 quadrante.
Proliferativa
• Baixo risco: neovascularização retiniana e no disco optico
• Alto risco: neovasos no disco optico maior de 1/3 da área; Hemorragia pré-retinana ou vítrea
acompanhada por neovasos de disco optico menores do que 1/3 de área de sico ou
neovascularização retiniana maior que ½ área de disco.
Deve ter um controle rigoroso da glicemia, PA e níveis lipídicos e cessação do tabagismo
Tratamento: fotocoagulação da retina com laser de argônio.
Nefropatia diabética
É a perda da função renal, levando a DRC, sendo que necessita de hemodiálise na maioria dos casos, a
Albuminuria está diretamente ligada ao risco cardiovascular.
Fisiopatologia:
aumento/ hiperfiltração glomerular, levando a vasoconstrição das arteríolas glomerulares, pois tem
uma maior pressão intraglomerular, com a dilatação da arteríola aferente e constrição da arteríola
eferente, ocorrendo a passagem de muitas macromoléculas, com uma perda glomerular de proteínas,
o que tem aumento da inflamação, por isso é importante dar ICA ou BRA, pois reduz a pressão da
membrana eferente
Albuminuria > 300mg em 24hs
• Leve a moderada: 30 a 300mg em 24 horas e 30 a 300mg de creatinina: é reversível a injúria
nesses casos
• Elevada: irreversível
Fase avançada da doença renal: precisa fazer a manutenção dos níveis pressóricos.
Com o acumulo de proteína na matriz mesangial tem a esclerose focal e perda da função dos
glomérulos afetados.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Neuropatia hiperglicêmica
Acomete pacientes com recente diagnóstico de DM;
Apresentam anormalidades reversíveis da condução nervosa – hipoestesia e parestesia em
extremidades;
Regride rapidamente após melhora do controle glicêmico.
Neuropatias autonômicas
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Pé diabético
Principal causa de amputação MMII
Mal perfusão plantar
o III par craniano é o nervo oculomotor. Dentre suas funções, estão a elevação palpebral e alguns
movimentos oculares, como olhar acima, abaixo e medialmente, bem como o controle da constrição
da pupila, sendo essa constrição realizada por meio do núcleo parassimpático dde Edinger-Westphal.
Então, lesões desse III nervo podem acabar causando ptose, estrabismo, diplopia, midríase e
oftalmoplegia.
O detalhe para responder a questão encontra-se na localização desses núcleos, que são diferentemente
afetados pela mononeuropatia diabética . O núcleo parassimpático, que controla a pupila, localiza-se
mais externamente e não é normalmente afetado no diabetes, visto que a lesão isquêmica da vasa
vasorum, que causa essa mononeuropatia diabética, acomete a região interna no III par craniano.
Então, a midríase sugere outras etiologias para essa lesão, dentre elas, o acidente vascular encefálico.
FISIOPATOLOGIA
Obstrução crônica ao fluxo aéreo pela inflamação nas bronquiolite respiratória e destruição parenquimatosa
regiões de menor calibre das vias aéreas como na que é o enfisema
FATORES DE RISCO
Tabagismo, deficiência de alfa-1-antitripsina e trabalhar em local em que tem contato com foligem, como selênio
SINAIS E SINTOMAS
• Dispneia, tosse cônica que normalmente murmúrios veiculares, abafamento das bulhas
apresenta expectoração e sibilância cardíacas, aumento do diâmetro anteroposterior
• Sibilância no exame físico do tórax e sinais de cor pulmonares.
• Quando mais avançada tem sinais de hiper
insuflação pulmonar, diminuição dos
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
DIAGNOSTICO
• sintomas sendo dispneia, tosse crônica com ou • Apresenta obstrução de fluxo pulmonar em que
sem expectoração + fatores de risco a VEF1 dividido por CVF tem valor < 0,7.
CLASSIFICAÇÃO
Leva em conta a gravidade dos sintomas, a frequência GOLD
que exacerba-se a doença e a presença de comorbidades. 1 = obstrucao leve em que o VEF1 > ou igual a 80% do
CLASSIFICACAO da gravidade da limitação ao fluxo previsto
aéreo na DPOC 2= obstrucao moderada em que a VEF1 encontra-se
entre 50 e 80%
3 = obstrução grave sendo a VEF1 entre 30 e 50%
4 = obstrucao muio grave em que a VEF1 e ,empr que
30%.
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
Hemograma espaço retroesternal e dos espaços intercostais,
A anemia pode ser a causa da dispneia e por isso e retificação dos arcos costais, abaixamento
importante solicitar das cúpulas diafragmáticas), hiperlucência,
Valor de eosinófilos no sangue periférico pode ser útil presença de bolhas, redução da vasculatura
para avaliar possível resposta ao tratamento com pulmonar
corticoide inalado Tomografia de tórax.
• maior sensibilidade e especificidade na
Gasometria identificação de enfisema
Indicada para pacientes com SpO2 ≤ 92% para avaliação • pacientes com indicação de rastreio de
de oxigenoterapia neoplasia pulmonar.
DPOC estável o aumento de bicarbonato é sugestivo • auxilia no diagnóstico diferencial com outras
de alcalose metabólica compensatória à hipercapnia doenças e na avaliação de complicações
crônica. principalmente em pacientes com redução do • pacientes para procedimentos de redução de
nível de consciência. volume pulmonar (cirúrgico ou endoscópico)
ou transplante pulmonar.
Dosagem de alfa-1-antitripsina Espirometria
• Dosagem da enzima em todos os pacientes com • exame essencial no diagnóstico, na
DPOC. classificação de gravidade da limitação ao fluxo
• Alta prevalência da doença, presença de aéreo, na avaliação da resposta à terapêutica e
enfisema precoce (< 45 anos), baixa ou no acompanhamento da progressão da doença.
ausência de exposição tabágica, enfisema com Não deve ser utilizada como rastreio de doença
predomínio basal e história familiar positiva. obstrutiva em pacientes sem sintomas
respiratórios.
Oximetria de pulso Determinação dos volumes pulmonares
• Auxilia no rastreio dos pacientes que (pletismografia)
necessitam de gasometria arterial para melhor • determinação dos volumes pulmonares
avaliação auxiliam para diferenciar aprisionamento aéreo
• Avalia a quantidade de O2 no sangue. (aumento do volume residual), hiperinsuflação
Eletrocardiograma em repouso e ecocardiograma (aumento da capacidade pulmonar total) e
• Além da avaliação de cardiopatias primárias associação com distúrbio restritivo.
• são comumente encontradas em pacientes com • Capacidade de difusão de monóxido de carbono
DPOC (DLCO)
• são indicados para pacientes com suspeita de • reduzida (< 60%)
hipertensão pulmonar e cor pulmonale. • menor tolerância ao esforço, sintomas mais
suspeita de hipertensão pulmonar e cor intensos e aumento do risco de morte. Deve
pulmonale. sempre ser realizada no paciente com dispneia
Radiografia de tórax desproporcional à limitação do fluxo aéreo.
• avaliação de diagnósticos alternativos ou na • Cálculo de risco cirúrgico em pacientes em
presença de complicações alterações programação de ressecção pulmonar ou
radiológicas compatíveis com DPOC são: sinais procedimento de redução de volume pulmonar
de hiperinsuflação pulmonar (aumento do
• (cirúrgico e/ou endoscópico).
DIAGNOSTICOS DIFERENCIAIS
• Asma • Pan-bronquiectasia
• ICC • Tuberculose
Bronquiectasias • Bronquiolite obliterante
TRATAMENTO
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
•
• Tem o objetivo de reduzir os sintomas • Associação de LABA +LAMA: com
principalmente dispneia e tosse , melhorando antimuscarínicos e broncodilatadores beta-2
portanto o estado de saúde e tolerância ao adrenérgicos de longa ação
exercício do paciente Caso não responda a essa medicações, adicionar
• O principal são os broncodilatadores corticoide, principalmente quando a VEF1 for menor
principalmente a via inalatória de 50%, tiver eosinofilia sanguínea e histórico de
Sintomas leves e intermitentes, é indicado o uso de exacerbações ou asma associado.
broncodilatadores de curta ação (salbutamol – • LABA + corticoide
albuterol, fenoterol, ipratrópio), conforme • Corticosteroides inalatórios (CI)
necessidade. • Budesonida, beclometasona ou fluticasona
• Salbutamol/ albuterol, fenoterol • associação melhora o quadro quando é
• Usado para controle de sibilancia, dispneia e exacerbado/ grave.
intolerância ao exercício • pacientes exacerbadores e em uso de um
• monoterapia do grupo A ou terapia de aligio broncodilatador de longa ação de manutenção
dos sintomas que é o resgate me associação ao (LABA ou LAMA), que apresentem eosinofilia
tratamento de manutenção nos demais grupos. sanguínea (≥ 300 cel/mm3) ou com eosinófilos
• Ipratropio: é um antimuscarinico, ou seja ≥ 100 cel/mm3 e ≥ 2 exacerbações moderadas
bloqueia os receptores muscarínicos da arvore ou ≥ 1 exacerbação grave (hospitalização)
brônquica. Corticosteroides inalatórios associados à
- ação em 1 a 3 minutos, mas com pico de ação antimuscarínicos e broncodilatadores beta-2
em 1,5 a 2 horas, com duração de ação de 4 a 6 adrenérgicos de longa ação (terapia tripla)
horas • melhora da função pulmonar e de desfechos
• sintomas intensos e persistentes, reportados por pacientes.
broncodilatadores de longa ação, beta-2- • episódios de exacerbação graves e frequentes.
agonistas Inibidor de fosfodiesterase 4 (PDE4)
• LABA (formoterol, salmeterol) com 12 horas • roflumilaste, um inibidor de PDE4
de ação ou ultralonga ação • reduz exacerbações moderadas e graves, em
• U-LABA (indacaterol, vilanterol e pacientes com bronquite crônica, DPOC grave
oladaterol) com 24 horas de ação ou a muito grave e histórico de exacerbações.
antimuscarínicos Agentes mucolíticos (mucocinéticos,
• LAMA (brometro de tiotrópio, umeclidínio mucorreguladores) e antioxidantes (N-acetilcisteína,
ou glicopirrônio) com 24 horas de ação, são carbocisteína)
indicados para uso fixo no tratamento de • reduzir as exacerbações e apresentar melhora
manutenção. modesta do estado de saúde.
• Salmeterol causa broncodilatação que dura Terapia de reposição de alfa-1-antitripsina
12hs, inicia a ação após 20 minutos • A terapia de reposição intravenosa de alfa-1-
• Indacaterol, vilanterol e oladatrol broncodilata antitripsina pode retardar a progressão do
por 24hs. enfisema.
EXACERBAÇÃO
SINAIS E SINTOMAS
piora da dispneia, aumento da tosse e/ou expectoração negativos em longo prazo (piora dos sintomas, qualidade
(volume e/ou purulência), além da variabilidade diária, de vida, função pulmonar, aumento da mortalidade e
suficientes para exigir modificação do tratamento custos de cuidados de saúde).
habitual, sendo de grande importância por seus efeitos
ETIOLOGIA DA EXACERBAÇÃO
infecções respiratórias (virais ou bacterianas) constituem as principais causas. Fatores ambientais como poluição, inalação
de partículas tóxicas, assim como as baixas temperaturas também são fatores desencadeantes.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE
• Leve: requer somente o aumento do uso de broncodilatadores de curta ação.
• Moderada: requer uso de corticosteroides e/ou antibióticos por via oral.
• Grave: requer visitas ao departamento de emergência ou hospitalização.
TRATAMENTO
Broncodilatadores
• nebulímetro dosimetrado ou nebulização Objetivo de diminuição da frequência
• fenoterol, salbutamol – albuterol) respiratória, menor esforço respiratório, melhora
• Associação com brometo de ipratrópio pode ter as trocas gasosas, o volume pulmonar e o colapso
efeito aditivo dinâmico, melhorando a oxigenação, a
• O intervalo de administração deverá ser avaliado ventilação, e consequentemente a hipercapnia em
conforme gravidade da crise pacientes durante uma exacerbação.
Corticosteroides • Ventilação mecaninca não invasiva → redução
• melhora da função pulmonar, melhora da do esforço respiratório, da frequência
oxigenação, menor tempo de internação respiratória, melhorando a oxigenação e acidose
hospitalar, menor risco de recorrência precoce respiratória aguda. Indicações: Acidose
da exacerbação e de falha terapêutica. respiratória (PaCO2 > 45 e pH < 7,35); 2)
• prednisona 40 mg/dia durante 5 dias. Dispneia significativa com sinais de fadiga
Antibióticos muscular ou utilização de musculatura acessória,
• Sintomas: aumento da dispneia, aumento do movimentação paradoxal abdominal e retração de
volume de secreção e piora de sua purulência musculatura intercostal; 3) Hipoxemia persistente
apesar da suplementação de O2.
• tempo recomendado varia de 5-7 dias.
• Ventilação mecânica invasiva → é a intubação,
• aminopenicilina com ácido clavulânico,
sendo usada quando tem exacerbações graves ou
macrolídeo ou tetraciclina
não responsivas a VNI devem ser intubados e
• paciente com exacerbação frequente deve fazer a
conectados à ventilação invasiva. Indicação de
cultura do escarro pois tem risco de estar
intubação: 1) parada respiratória ou
colonizado com bactéria gram – como a
cardiorrespiratória; 2) instabilidade
pseudomonas aeruginosa sou outros patógenos
hemodinâmica; 3) rebaixamento do nível de
reisitentes a ATB
consciência ou agitação psicomotora não
Suporte respiratório
controlada com medicamentos; 4) sinais de
• Oxigenioterapia → mantem SatO2 de 88-92%.
insuficiência respiratória progressiva; 5) falha
– solicitar gasometria para ver se apresenta terapêutica ou intolerância à VNI; 6) deterioração
observar a presença de hipercapnia e/ou acidose, das trocas gasosas (apesar do manejo médico
especialmente em pacientes com alteração do máximo e adequado).
nível de consciência e arritmias.
• Cateter nasal de alto fluxo → oxigênio aquecido
e umidificado a fluxos de até 60 L/minuto.
Hepatopatias crônicas
POR ALTA INGESTA DE ÁLCOOL
DEFINIÇÃO ETIOPATOGENIA
É a fibrose hepática causada pelo consumo excessivo de Ingestão diária de álcool > 40 g para homens e > 20 g
álcool para mulheres durante ≥ 10 anos está associada ao
desenvolvimento de cirrose.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
HEPATITE B
DEFINIÇÃO
A hepatite B crônica é definida pela persistência do
vírus ou presença do AgHBs durante período > 6
meses.
TRANSMISSÃO
A transmissão do vírus pode ocorrer por via parenteral,
sexual, vertical – sobretudo durante o parto ou,
raramente, via transplacentária – e por meio de solução
de continuidade (pele e mucosa).
QUADRO CLÍNICO
Os sintomas inespecíficos incluem fadiga, inapetência
e dor em hipocôndrio direito.
TRATAMENTO
DIAGNÓSTICO
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Os principais objetivos do tratamento são impedir MEDICAENTOS: entecavir na dose de 0,5 (cirrose
progressão e descompensação da cirrose e o compensada) ou 1 mg/dia (cirrose descompensada) e o
surgimento de carcinoma hepatocelular, além de tenofovir desoproxila 300 mg/dia (paciente sem
aumentar a sobrevida. O resultado final desejado após cirrose). VO
o tratamento é a negativação sustentada do AgHBs, • tenofovir alafenamida, que apresenta menor
com ou sem soroconversão para anti-HBs; porém, esse risco de toxicidade renal e óssea que o
resultado raramente é possível com os agentes tenofovir desoproxila.
atualmente disponíveis. Por isso, a supressão do DNA- - Sua indicação principal seria em pacientes
VHB (negativação da carga viral) é um desfecho não cirróticos ou com cirrose compensada em
alternativo aceitável e passível de ser atingido na que o tenofovir desoproxila é contraindicado e
maioria dos casos. que já fizeram uso prévio de lamivudina
(contraindicação ao uso do entecavir).
As principais indicações de tratamento atuais no Brasil
são:
ESQUISTOSSOMOSE
trombocitopenia (hiperesplenismo). A eosinofilia é
observada em 30 a 60% dos pacientes, sendo comum
QUADRO CLÍNICO entre pacientes com a infecção aguda por
Logo após a penetração da cercária, alguns indivíduos
esquistossomose. USG abdominal revela aumento
exibem manifestações na pele, caracterizadas por
predominantemente do lobo hepático esquerdo e
micropápulas eritematosas e pruriginosas semelhantes
esplenomegalia moderada.
a picadas de inseto e eczema de contato.
Esquistossomose aguda: início dos sintomas 4-6
semanas após a penetração de cercárias em indivíduos DIAGNÓSTICO
que tiveram contato com água de “lagoas de coceira”. ovos do parasita em amostras de fezes é o padrão-ouro
Os sintomas incluem: hepatoesplenomegalia, febre, para o diagnóstico da esquistossomose.
artralgias, mialgias, tosse seca e diarreia. Múltiplas biópsias de mucosa retal são um método
Desaparecem espontaneamente após várias semanas na diagnóstico ainda mais sensível.
maioria dos pacientes. Métodos indiretos utilizados para diagnóstico da
Esquistossomose Crônica: hepatomegalia, fibrose esquistossomose são: ensaio imunoenzimático
hepática e hipertensão portal, com risco de progressão (ELISA), imunofluorescência (IF) e reação periovular
para esplenomegalia, surgimento de varizes esofágicas (RPOV). Quando positivos, não indicam
e hemorroidas. Os pacientes geralmente toleram obrigatoriamente infecção ativa, pois a positividade
melhor os episódios de sangramento de varizes do que pode permanecer por anos, mesmo após a cura da
os pacientes com hipertensão portal associada a infecção.
cirrose. Não evolui para cirrose hepática, havendo uma USG abdominal pode revelar hiperecoicidade da veia
notável falta de estigmas de doença hepática crônica. porta principal até seus ramos intra-hepáticos
pequenos e da vesícula biliar.
EXAMES COMPLEMENTARES
níveis ligeiramente elevados de fosfatase alcalina, TRATAMENTO
aumento de IgG, anemia leve, leucopenia e
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Praziquantel (mais eficaz na larva adulta, portanto Diferindo da doença hepática alcoólica, a AST
fazer entre 6 e 8 semanas após a infecção) 40 a 60 apresenta valores inferiores aos da ALT.
mg/kg em dose única (pode ser dividido em 2 a 3 Hiperbilirrubinemia, hipoalbuminemia e TP
tomadas). ou oxamniquine 15 mg/kg, em dose única, prolongado são infrequentes e costumam ser
cerca de uma hora após a refeição. observados quando a falência hepática está bem
controlar o tratamento com exame de fezes 4-6 estabelecida.
semanas depois.
complicações de cirrose
ASCITE
DEFINIÇÃO E ETIOLOGIA TRATAMENTO
É o acumulo de líquido na cavidade peritoneal Restrição moderada de sódio (4,6-6,9 g de
causada pela cirrose sendo normalmente pela sal/dia).
permanência de cirrose compreenda dentro de Restrição hídrica só é recomendada em casos de
10 anos hiponatremia grave (< 125 mmol/L).
Ascite moderada: diureticoterapia
QUADRO CLÍNICO 1. espironolactona, 100 mg/dia, com
• Aumento do volume abdominal incremento de 100 mg a cada 7 dias, se
• Edema de MMII necessário
• Saciedade precoce 2. dose máxima de 400 mg/dia (redução de
• Dispneia peso < 2 kg/semana)
3. desenvolvimento de hiperpotassemia,
EXAME FÍSICO associar furosemida, 40 mg/dia, até 160
• Macicez móvel mg/dia
• Semicirculo de Skoda ou espironolactona e furosemida na proporção
• Sinal de Piparote 100mg/40mg.
Alvo da diureticoterapia é a perda de peso de
até 0,5 kg/dia ou, se houver edema de membros
inferiores, até 1 kg/dia. Deve-se monitorar a
EXAMES COMPLEMENTARES
possibilidade de efeitos colaterais, que incluem
• USG abdominal: confirmar a ascite e
piora de função renal; distúrbios de sódio,
guiar o local de punção.
potássio e magnésio; hipotensão; encefalopatia
• Análise do líquido ascítico: solicitar hepática; e ginecomastia (espironolactona).
dosagem de albumina, proteínas totais
e celularidade. Deve-se calcular o Em caso de não apresentar resposta ao diurético
gradiente de albumina soro-ascítico fazer paracentese de repetição ou stente intra-
(GASA = albumina sérica – albumina hepático portossistêmico e hepático
do líquido ascítico), sendo que GASA
≥ 1,1 mg/dL sugere hipertensão portal Nas ascites volumosas, é recomendada a
(acurácia de 97%), enquanto GASA < paracentese de alívio como tratamento inicial
1,1 mg/dL sugere doenças peritoneais. associado à diureticoterapia.
Nos casos com GASA ≥ 1,1 mg/dL e Quando retirado > 5 litros, deve-se administrar
proteínas totais > 2,5 mg/dL, deve-se albumina venosa, 8 g/L retirado para prevenção
considerar causas pós-hepáticas, de disfunção circulatória. Em paracenteses com
como insuficiência cardíaca e < 5 L, também pode ser considerada a reposição
síndrome de Budd-Chiari. de albumina, em especial naqueles pacientes
• Contagem de neutrófilos no com hipotensão, hiponatremia e ou lesão renal
hemograma:≥ 250/mm3, o aguda.
diagnóstico é de peritonite bacteriana DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
espontânea. A cirrose hepática é a causa mais comum de
ascite com GASA elevado (≥ 1,1 g/dL). A
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
SINDROME HEPATORRENAL
DEFINIÇÃO • Estádio 3: aumento da creatinina > 3 vezes
A síndrome hepatorrenal é uma causa o seu valor basal ou creatinina ≥ 4,0 mg/dL
importante de lesão renal aguda, pois ocorre a com aumento agudo ≥ 0,3 mg/dL ou
alteração hemodinâmica secundária a hipertensão indicação de diálise.
portal tendo vasodilatação esplênica e sistêmica,
ativação de sistema vasoconstritor e ocorre a DIAGNÓSTICO
vasoconstrição renal acarretando da LRA. Além SHR é realizado por meio da exclusão de outras
disso ocorre a queda do débito cardíaco, causas de alteração da função renal
inflamação sistêmica e perda da capacidade de • cirrose com ascite;
autorregulação renal. • LRA segundo os critérios ICA-AKI;
• ausência de choque;
LRA é definida quando ocorre aumento da • ausência de hipovolemia: definida por não
creatinina ≥ 0,3 mg/dL em relação ao seu valor basal melhora da função renal após 2 dias sem
em 48 horas ou aumento ≥ 50% do valor da diuréticos e expansão volêmica com
creatinina basal em 1 semana (documentada ou albumina na dose de 1 g/kg/dia (máximo de
presumida). 100 g/dia);
LRA é ainda classificada em: • sem uso atual ou recente de drogas
nefrotóxicas;
• Estádio 1: aumento da creatinina ≥ 0,3 • ausência de doença parenquimatosa renal:
mg/dL ou aumento entre 1,5 e 2,0 vezes o definida por proteinúria < 0,5 g/dia,
seu valor basal. Subdivide-se em: ausência de micro-hematúria (< 50
- 1A: creatinina < 1,5 mg/dL; hemácias/campo de grande aumento) e USG
- 1B: creatinina ≥ 1,5 mg/dL. renal normal.
• Estádio 2: aumento da creatinina 2 a 3 vezes CLASSIFICAÇÃO
o seu valor basal.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
➢ SHR tipo LRA ou SHR tipo 1: preenche infusão contínua, associada a albumina,
critérios para LRA (aumento da creatinina 20-40 g/dia
≥ 0,3 mg/dL em relação ao seu valor basal • A cada 2 dias, caso não haja redução ≥
em 48 horas ou aumento ≥ 50% do valor 25% da creatinina sérica, a dose da
da creatinina basal em 1 semana). terlipressina pode ser aumentada, em 1
- Sódio urinário abaixo de 10mEq em 24hs mg/dia, até a dose máxima de 12 mg/dia.
e não responde a infusão de albumina • O tratamento deve ser interrompido
quando creatinina retornar para até 0,3
➢ SHR tipo não LRA ou SHR tipo 2: não mg/dL acima do basal, ou após o tempo
preenche critérios para LRA.. máximo de 14 dias.
• Norepinefrina associada à albumina é um
esquema alternativo.
• A terapia de substituição renal deve ser
realizada em pacientes que não
respondem ao vasoconstritor e que são
TRATAMENTO candidatos a transplante hepático
• Rastrear e tratar o fator precipitante → • transplante hepático é o tratamento de
normalmente é por infecções bacterianas escolha na SHR, e quando faz substituição
• uso de diurético deve ser interrompido na renal prolongada (> 4 a 12 semanas), deve-
SHR tipo LRA se considerar transplante duplo (fígado e
• tratamento de escolha da SHR > 1A é a rim)
terlipressina, 2 mg/dia, em bomba de
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA
DEFINIÇÃO E ETIOLOGIA
síndrome caracterizada por manifestações
neuropsiquiátricas em pacientes com disfunção hepática
ou shunt portossistêmico.
FATORES PRECIPITANTES
constipação intestinal, infecções, dieta com grande
Ingestão proteica recomendada é de 1-1,5 g/kg/dia, sendo
quantidade de proteínas, uremia, distúrbios
preferível proteína de origem vegetal.
hidroeletrolíticos (hipo ou hiperpotassemia,
Lactulose é o tratamento de escolha na dose inicial de 40-
hiponatremia, alcalose), desidratação, uremia, uso de
60 mL/dia, VO, sendo ajustada para manter 2-3
sedativos ou opiáceos ou cirurgias.
evacuações diárias.
Hemorragia digestiva, peritonite bacterianaa espontânea,
Antibioticoterapia – em casos refratários, sendo a
constição, trombose da veia porta
rifaximina a de escolha por ser minimamente absorvível,
reduzindo a resistência bacteriana. Ela pode ser associada
QUADRO CLÍNICO à terapia com lactulose para tratamento e prevenção de
Bem variável sendo desde alteração do ciclo sono-vigília recorrência da encefalopatia. Pode ser: neomicina (1-4 g
até coma hepático a cada 4-6 horas), metronidazol (250 a 500 mg a cada 8 a
12 horas)
DIAGNÓSTICO
anamnese e exame físico AMONIA:
exclusão de outras causas e a identificação dos fatores O aumento da produção, absorção ou da entrada no
precipitantes. cérebro pode precipitar na encefalopatia hepática em
cirróticos, isso pode estar associado a obstipação,
hemorragia gastrointestinal, alcalose metabólica e
hipocalemia
TRATAMENTO
Identificar e tratar os fatores precipitantes, principalmente
as infecções bacterianas
Carcinoma hepatocelular
Pode vir associado a presença de varizes O diagnóstico precoce é fundamental para a oferta de
esofágicas/gástricas, nos quais o diagnóstico precoce tratamentos curativos e que melhorem a sobrevida
permite que atuemos de forma efetiva para minimizar dos cirróticos e por isso recomenda-se a realização
as consequências clínicas para o paciente. periódica de ultrassonografia (USG) de abdome a
carcinoma hepatocelular (CHC) em cirróticos excede cada 6 meses
1,5% ao ano, o que justifica programas de alfafetoproteína (AFP) deve ser realizada em
rastreamento para diagnóstico precoce nesta associação ao USG, já a tomografia ou ressonância
população. de abdome são para melhor caracterização de lesões
encontradas ao USG
HIPERTENSÃO PORTAL
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
É o aumento da pressão portal > 5mmHg anatomia venosa portal avaliando se tem
Etiologia: algo estenosando/ocluindo a veia porta,
Sindrome de Cruvelhier-Baumgarten: Aumento da avaliação hemodinâmica do fígado e
resistência ao fluco sanguineo avaliação se há presença de hemorragia
Fistula arterioporta: comunicação entre a artéria gastrointestinal superior.
venosa e o sistema portal: tem aumento do fluxo
sanguíneo , sem mudar a resistência
- em ambos os casos tem aumento da pressão portal
como consequencia
Etiologias mas comuns: Esquistossomose e cirrose
( 1° e mais cumu causa no BR)
Anatomia portal :
Veia porta hepática é proveniente da veia
mesentérica superior + veia esplênica , mas tem
outras veias tributáras também
Drena o sangue do tubo digestivo e do paço para o
fígado
A pressão normal na veia porta é de até 5mmHg,
sendo o fluxo sanguíneo de 1200ml/min
pressão da veia porta > 10mmHg ocorre a formação
das veias varicosas
Pressão da veia porta > 12mmHg tem risco de
ruptura das varizes esofágicas
Tratamento
Solucionar as complicações da hipertensão portal
Classificação da hipertensão portal:
• Varizes esofagogástricas
• Porção pré hepática : Trombose da veia
porta ou da veia esplénica, pois reduz o • ascite GASA</ 1,1
espaço para passagem do fluxo, tendo • Encefalopatia hepática
aumento da resistência, que pode estar • Esplenomegalia
relacionado a alguns casos de pancreatite. • Sindrome hepatopulmoar
• Intra-hepática (Sinusoides são as poções • Hipertensão portopulmonar
que recebem o sangue e o filtra) Todos os pacientes devem ser mantidos em
- Pré sinusoidal: é dentro do fágado mas ainda abstineica alcoolica, uso da menor quantidade de
não chegou ao sinusoide; Etiologias: medicações com a metabolização hepática e cuidado
esquistossomose e cirrose biliar primária (reduz primário e secundário para a formação de veias
diâmetro e aumenta a resistência) varicosas.
- Sinusoidal: no sinusoide; Etiologia: cirreose
hepática Circulação colateral
-Pós-sinusoidal: após o sinusoide, portanto após Surge a partir de 10mmHg
metabolizaçãoo; Etiologia: doença hepática Distribuição do sangue para intestino delgado, baço,
veno-oclusiva. estomago, para que diminua a pressão, sendo que
• Pós hepática: Sindrome de Buud Chiare são formados novos vasos, sendo que são veias nova
que vão não só para o fígado, mas pode retornar para
gastro,..
- Varizes esofagogástrica: comunicaão entre a veia
Diagnostico gástrica esqueda aos sintomas ásigo e hemiázigo,
• Padrão ouro: cateter balão para fluoroscopia sendo um fluxo sanguineo muito maior para essas
na veia hepática, nesse momento mede a veias, levando a dilatação que são as varizes.
pressão da veia porta normal e depois - Cabeça de medusa: quando há sangue indo para a
ocluída, caso tenha diferença de pressão > veia umbilical, a qual era funcionante apenas na
6mmHg = hipertensão portal embriologia, tendo o sopro epigástrico, que aumenta
• Diagnóstico clínico: estigma da hepatoparia na inspiração, sendo sístole e manobra de valsava
e complicações: eritema palmar, aranhas - Hemorragia interna: quando o sangue segue para o
vasculares, icterícia, ascite, cabeça de plexo hemorroidário
medusa
Redistribuição do fluxo sanguíneo
• Avaliação do paciente: normalmente são
Por meio dos shunts intra-hepáticos tem a
hepatopatas crônicos, que leva a hipertensão
redistribuição sanguínea para reduzir a pressão, por
portal, portanto deve revisar o diagnóstico
meio dos capilares sinusoidais
dessa doença, o nível da reserva funcional
hepática (Escore Echild-pugh e MELD),
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Como tem a redução do sangue da veia porta para o Após 36 horas é feito uma nova endoscopia para a
fígado, tem aumento do fluxo sanguineo na artéria ligadura elástica
hepática para que chegue sangur suficiente ao Outro método é o TIPS- Shunt portossistemico intra-
fígado, pois tem a redução por emio das diversas hepático trans jugular: por meio da jugular coloca
formas de desvio do sague. um fio guia até o sistema portal, faz uma ligação do
Hemorragia varicosa sistema venoso hepático ao venoso sistêmico, como
Complicação com maior ameaça a vida a veia cava, para que tenha uma redistribuição para
Rompimento das varizes, tanto por conta da que vá direto ao coração, reduzindo a pressão
patologia hepática, como pela presença de vasos de varicosa, do sangramento, encefalopatia hepática
médio e grosso calibre, sendo demonstrado maior para que reduza os danos hepáticos.
risco quando a parede esta mais avermelhada. A intervenção cirúrgica: é a primeira escolha para
O risco de óbito está relacionado a funcionalidade esquistisomose. Derivação porto sistêmica, pode
do fígado, sendo que a produção de fatores de levar a encefalopatia hepática e até insuficiência
coagulação está prejudicada, portanto a chance de hepática.
sangrar e manter o sangramento é ainda maior, Outra opção cirúrgica é de desconexão ázigo-portal
sangramento de difícil controle. + esplenectomia → diminuição da pressão nas
Manejo: Assegurar via aérea, 2 acessos calibrosos+ varizes esofágicas
infusão de SF, ATB profilática + tipagem sanguínea Transplante hepático: quando há cirrose
com avaliação cruzada. significativa
Quando o paciente não apresentar histórico de
Profilaxia da hemorragia varicosa: etilismo, investigar por meio de parasitológico de
Primária, ou seja, para pacientes que nunca fezes, testes imunoólicos e biopsia hepática.
sangraram: betabloqueador ( reduz FC, fluxo portal, Em caso de hipertensão portal, com sangramento de
diâmetro das varizes) varizes de fundo gástrico e esplenomegalia, uma
Secundária, após sangramento: ligadura elástica conduta antes da esplenectomia é reazliar
endoscópica + betabloqueador embolização da artéria esplênica antes, porem está
associado à dor de difícil controle, pois causa
Endoscopia digestiva alta: laqueação elástica, pode isquemia do baço.
ser por escleroterapia também, para obliterar as Sinal de curvulier: hipertensão portal.
varizes. Associada a ocritreotide para reduzir a
pressão varicosa. Se hemorragia muito intensa, deve
passar o balão de Sengstaken-Blakemore: é a
passagem de um balão para controle da hemorragia
valumosa, ara que tenha posteriormente a
reavaliação e seja feito a ligadura elástica do vaso.
Exame clínico
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Medida da PA nos 4 membros. + Índice tornozelo- Circunferência abdominal (até 88 cm para mulheres e
braquial 102 cm para homens).
O índice tornozelo-braquial (ITB) é determinado a partir da divisão do valor de PA sistólica no tornozelo pelo
valor da PA sistólica no braço ipsilateral. Deve-se realizar a medida nos 2 lados e considerar o lado que tiver
maior valor braquial:
> 0,9: normal;
0,71-0,9: obstrução leve;
Medidas complementares da PA
• MAPA: é o resgistro do valor da PA em 24hs em que a PA é medida a cada 15 minutos em que esteja
vígil e 20 min dormindo
→ IAM, AVC, retinopatia e insuficiência renal
→ Os limites aceitáveis são: < 130 × 80 mmHg na média de 24 horas da PA; < 135 × 85 mmHg
na vigília; < 120 × 70 mmHg durante o sono.
→ Indicações para sua realização são: suspeita de hipertensão do avental branco, suspeita de
hipertensão refratária, sintomas que sugiram hipotensão, hipertensão episódica e disfunção
autonômica
• AMPA: é realizado pela família a medição da PA por diverdas vezes por dia e devem ser anotadas e são
considerados anormais valores > 130 × 85 mmHg. Podem ser usados aparelhos semiautomáticos, desde
que validados e checados anualmente.
• MRPA: são 3 medidas a pela manhã, antes da 1° região e do uso de medicamentos e 3 a noite antes da
janta por 5 dias.
→ Admite-se como alterados valores > 130 × 85 mmHg..
Avaliação complementar
• RX de tórax: se houver suspeita de insuficiência cardíaca, aneurisma de aorta e acometimento pulmonar.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
TRATAMENTO
Hipertensão em mulheres
Ocorre um incremento da prevalência após a 5ª
década de vida, igualando-se à prevalência no sexo
masculino na 6ª década. Mulheres são mais
propensas a ter a hipertensão controlada, em
comparação aos homens.
Estudos sobre o efeito da terapia de reposição
hormonal sobre a PA são inconsistentes. Os
anticoncepcionais hormonais podem aumentar a PA
e induzir hipertensão, mesmo em mulheres jovens e
com o uso de pílulas com baixa concentração de
estrogênios.
iECA e BRA são teratogênicos e devem ser evitados
em mulheres em idade fértil. Durante a gestação, a
droga de escolha é a metildopa (alfametildopa).
Outros agentes podem ser considerados. Diuréticos
são provavelmente seguros. Para nutrizes, podem
ser utilizados metildopa, hidralazina e propranolol.
iECA e BRA também devem ser evitados nessa
situação. Diuréticos podem reduzir o volume de
leite produzido.
Disfunção erétil
Intercorrência comum em indivíduos > 60 anos de
idade, a disfunção erétil pode ser decorrente tanto da
vasculopatia associada a hipertensão quanto do
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Quadro cínico
Sangramento vaginal e dor abdominal, assosciado a
hipertonia uterina pontual, com contrações • A indometacina pode ser utilizada na falha
frequentes e fracas. A maioria dos fetos apresentam da nifedipina e é utilizada, no máximo, por
sofrimento feral tendo bradicardia no cardiotoco e 48 horas;
desacelerações tardias. • Lembrando que a indometacina pode causar
Toque vaginal apresenta colo longo, sem dilatação e o fechamento do ducto arterioso e o risco
com a membrana amniótica tensa em decorrência da fica maior acima de 32 semanas.
hipertonia uterina Utilizar a Indometacina em substituição à
Nos quadros de DPP com hemorragia oculta e nifedipina, não ultrapassando 48 h de uso.
morte fetal, o primeiro sinal clínico é a
coagulopatia, que evolui para choque hipovolêmico,
que causa necrose tubular nos rins (reversível) ou
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO
Doc, não lembra direito o que é o ducto arterioso? • 1 - Ruptura de membranas com
Se liga nesse esquema da circulação fetal para duração maior de 18 horas;
relembrar : • 2 - Febre durante o trabalho de parto;
• 3 - Bacteriúria por estreptococo do grupo
B nesta gestação;
• 4 - Antecedente de recém-
nascido acometido por doença por
estreptococo do grupo B.
As gestantes com os fatores de risco 3 ou
4 receberão antibioticoprofilaxia independente do
resultado da cultura.
Doc, se liga abaixo nas indicações conforme
resultado do swab :
As indicações de profilaxia para gestante que não A incompetência istmocervical indica a falência do
colheu cultura ou (ou resultado desconhecido no sistema de oclusão do colo uterino, o que
momento do parto) são qualquer um dos seguintes impossibilita a retenção fetal até o fim da gravidez
fatores de risco: pela incapacidade de suportar o peso da gestação.
CLÍNICA MÉDICA – RESUMO INTERNATO