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Climatério: Sintomas e Tratamentos

O documento aborda a síndrome climatérica, destacando sinais e sintomas como fogachos e alterações do ciclo menstrual, além de enfatizar a importância do diagnóstico clínico e da prevenção de doenças. Também discute o rastreamento para cânceres e doenças cardiovasculares, bem como a terapia de reposição hormonal (TRH) e suas contraindicações. Por fim, menciona a terapia não-hormonal e a necessidade de acompanhamento na saúde da mulher durante o climatério.

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jorge
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Climatério: Sintomas e Tratamentos

O documento aborda a síndrome climatérica, destacando sinais e sintomas como fogachos e alterações do ciclo menstrual, além de enfatizar a importância do diagnóstico clínico e da prevenção de doenças. Também discute o rastreamento para cânceres e doenças cardiovasculares, bem como a terapia de reposição hormonal (TRH) e suas contraindicações. Por fim, menciona a terapia não-hormonal e a necessidade de acompanhamento na saúde da mulher durante o climatério.

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CLIMATÉRIO

CONCEITOS INICIAIS
SÍNDROME CLIMATÉRICA

• SINAIS e SINTOMAS decorrentes da interação entre fatores socioculturais,


psicológicos e endócrinos;
FOGACHOS
• HIPOFUNÇÃO OVARIANA;
SUA (PADRÃO DE
SANGRAMENTO)
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO;
ALTERAÇÕES DE HUMOR
• MENOPAUSA: diagnóstico retrospectivo;

• PREVENÇÃO DE DOENÇAS E PROMOÇÃO DE SAÚDE;

• HIPOESTROGENISMO;

• TRH: melhorar a qualidade de vida, diminui RCV;


SISTEMA STRAW – ESTÁGIOS
REPRODUTIVOS
CLIMATÉRIO
• >45 anos + sintomas e sinais de hipoestrogenismo:

• MENOPAUSA: diagnóstico retrospectivo


• 12 meses de amenorreia
• Dúvida: duas dosagens de FSH com intervalo
de 4-6 semanas [VR>25 mUI/mL]
- Se em uso AC – interrupção 2-4semanas

• <40 anos + sangramento uterino com padrão irregular e ciclos menstruais pouco
frequentes:
propedêutica complementar para investigação: AMENORREIA
SECUNDÁRIA IOP

• 40-45 anos: “menopausa precoce”


SINTOMAS
FOGACHOS
• sensações súbitas de calor na região central do corpo;
• região da face, tórax e pescoço;
• Duração: em média três a quatro minutos;
• Aumento na frequência cardíaca, vasodilatação periférica, elevação da temperatura
cutânea e sudorese;
• Na madrugada, podem se associar a insônia.

ALTERAÇÕES DO CICLO MENSTRUAL


SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL (1 a 3 anos)
Encurtamento da fase folicular (sangramento
frequente / piora da qualidade do corpo lúteo)

FOLÍCULOS ESTROGÊNIO INIBINA B FSH


PROGESTERONA

Anovulação frequente: falta da contraposição progestacional intervalo entre os


ciclos menstruais fica maior (40 a 50 dias). Em média aos 47 anos
SINTOMAS

SÍNDROME GENITOURINÁRIA (em substituição a atrofia genital)

Hipoestrogenismo (trato geniturinário feminino - vagina, vulva, uretra e bexiga)

• Genitais: ressecamento vulvovaginal, prurido, ardor, irritação;

• Sexuais: diminuição da lubrificação, desconforto, dor/dispareunia, disfunção sexual;



• Urinários: disúria, urgência miccional, infecção do trato urinário recorrente.
RASTREAMENTO

• CÂNCER DO COLO UTERINO:

Citologia oncótica periódica (exame citopatológico)

Intervalo: 2 citologias negativas consecutivas com intervalo anual trienal

Interrupção: > 64 anos, 2 exames negativos consecutivos nos últimos 5 anos.


(se a mulher nunca tiver apresentado histórico de lesão precursora pré-invasiva)

SGU: “células escamosas atípicas de significado indeterminado”


(ASC-US)
RASTREAMENTO
• CÂNCER DE MAMA:

Iniciado aos 40 anos

Mamografia, com periodicidade anual (se estiver normal)


- mamas densas: USG complementar
-Interrupção: expectativa de vida <7anos
ou não houver condições clínicas para o diagnóstico ou tratamento.
RASTREAMENTO
EXAME GINECOLÓGICO:
avaliação ginecológica periódica

- Ultrassonografia pélvica e transvaginal para mulheres (de risco habitual) sem sinais ou
sintomas sugestivos de doença não demonstra boa relação custo-benefício.

USG = sangramento uterino anormal

“Não existem evidências científicas que justifiquem o rastreamento do câncer de


ovário e do câncer de endométrio em mulheres que apresentam risco habitual para
essas neoplasias até o presente momento.”
RASTREAMENTO
RASTREAMENTO DO CÂNCER COLORRETAL:
50 anos
Anual
Sangue oculto nas fezes
RASTREAMENTO
RASTREAMENTO DE FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIOVASCULAR

Hipertensão, diabetes mellitus, obesidade, tabagismo e dislipidemia


Escore Global de Risco de Framinghan

SÍNDROME METABÓLICA
ESCORE
FRAMINGHAM

ESESC
RASTREAMENTO

“A transição menopausal é uma janela de vulnerabilidade para o desenvolvimento de


alterações do humor, como o transtorno depressivo. Identificar mulheres que apresentam
sintomas depressivos é importante para que a terapêutica adequada possa ser instituída.”

QUESTIONÁRIOS:
PHQ-9
Menopause Rating Scale

ALTERAÇÕES:
Síndrome do Ninho Vazio
Auto-imagem
(envelhecimento)
Disforia, Irritabilidade,
Insônia
RASTREAMENTO

RASTREAMENTO DE OSTEOPOROSE:

DMO e FRAX-Brasil

65 anos

climatério < 65 anos com >1 fator de risco para osteoporose


ÍNDICE FRAXX
CÁLCULO DO RISCO DE
OSTEOPOROSE
RASTREAMENTO
RASTREAMENTO PARA ISTs:
Momento oportuno
Saúde sexual + libido

CASTRO, i. G. DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMÍSSÍVEIS (DST) NA TERCEIRA IDADE:


MONOGRAFIA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – UFMG, CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
EM SAÚDE DA FAMÍLIA, 2010.
RASTREAMENTO

RASTREAMENTO PARA DOENÇAS DA


TIREOIDE:
Exame físico da mulher climatérica
>60 anos ou com sintomas de disfunção
tireoidiana: dosagem TSH

“ o rastreamento do câncer de tiroide em mulheres de risco habitual não parece ser


custo-efetivo, entretanto a avaliação clínica da tireoide deve ser realizada
rotineiramente durante o exame físico da mulher climatérica. Quando houver alguma
alteração, como suspeita de bócio ou nódulo, a realização de ultrassonografia da
tireoide está indicada.”
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
MELHORA:
• Sintomas vasomotores associados ao hipoestrogenismo,
• Síndrome geniturinária da menopausa,
• Prevenir a perda de massa óssea e
• Diminuir o risco de fraturas por fragilidade óssea.

PARA INICIAR:
• MMG <1 ano
• Glicemia de jejum
• Perfil lipídico

ORAL: TRANSDÉRMICA
Diminui LDL DIMINUI EVENTOS
Aumenta TGC e HDL TROMBOEMBÓLICOS
REGIMES DA TRH

PERIMENOPAUSA (12-14d)
DIFERENÇA DAS VIAS DE ADM

Diminui testo circulante


TRH COMBINADA
TRH

JANELA DE OPORTUNIDADE: até 10 anos após menopausa


E <60 anos
peri e na pós-menopausa inicial
Diminui RCV
10 anos de pós-menopausa aumenta RCV

SGU: estrogênio tópico

Prevenção da osteoporose: TRH mantem ou melhora a densidade mineral óssea

Melhora a satisfação sexual por aumentar a lubrificação vaginal, o fluxo sanguíneo e a


sensibilidade da mucosa vaginal e melhorar a dispareunia, mas não se correlaciona
com o aumento do interesse sexual, excitação, orgasmo ou desejo sexual hipoativo.

International Menopause Society (IMS): sem tempo limite de uso.


SOBRAC: suspensão se benefícios não forem mais necessários ou quando risco-
benefício for desfavorável.
Cancer de mama: aumento do risco em >0,1% ao ano.
TVP: depende dose/via/progesterona
CONTRAINDICAÇÕES A TRH

PODE SER UTILIZADA: hipertensão arterial controlada, diabetes controlado, hepatite C, antecedentes pessoais de
neoplasia hematológica de outros cânceres, como o de colo uterino de células escamosas, ovário, vagina, vulva,
colorretal, pulmonar, tireoidiano, hepático, renal ou gástrico
TERAPIA ESTROGÊNICA

Risco relativo (RR) de TVP de 4,2 apenas para a via oral, mas não para a transdérmica (RR = 0,9) (nível de evidência:
B)
Motivo: mecanismo de primeira passagem hepática, alteração de via pró-trombótica
Adição do progestagênio a pacientes com útero é necessária para proteção endometrial, contrabalanceando os
efeitos proliferativos do estrogênio e diminuindo, dessa forma, os riscos de hiperplasia e câncer endometrial (nível
de evidência: A)
TERAPIA COMBINADA (P4)

SIU-LNG***
TIBOLONA
• esteroide sintético derivado da 19-nortestosterona, com propriedades
progestagênica, estrogênica e androgênica;

• empregada para alívio dos sintomas climatéricos e da atrofia


vulvovaginal e na prevenção da perda de massa óssea e de fraturas
osteoporóticas (nível de evidência: A);

• pós-menopausa: efeitos positivos sobre a sexualidade, o bem-estar


físico e o humor;

• não estimula a proliferação mamária nem


aumenta a densidade mamográfica, com baixa
incidência de mastalgia.
TERAPIA NÃO-HORMONAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
HORA DE TIRAR DÚVIDAS

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