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Entendendo o Inquérito Policial: Conceitos e Funções

O documento aborda o conceito e a importância do inquérito policial como um procedimento investigativo pré-processual, que visa apurar elementos de informação sobre infrações penais. Ele detalha as finalidades do inquérito, suas características, o sigilo envolvido e o acesso dos advogados aos autos. Além disso, discute a instauração do inquérito a partir da notitia criminis e a função do delegado na condução das investigações.

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Entendendo o Inquérito Policial: Conceitos e Funções

O documento aborda o conceito e a importância do inquérito policial como um procedimento investigativo pré-processual, que visa apurar elementos de informação sobre infrações penais. Ele detalha as finalidades do inquérito, suas características, o sigilo envolvido e o acesso dos advogados aos autos. Além disso, discute a instauração do inquérito a partir da notitia criminis e a função do delegado na condução das investigações.

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Sumário
1. Introdução 2
2. Conceito de Inquérito 3
2.1 Linha do Tempo 3
2.1.1 Natureza jurídica do Inquérito 3
2.1.2 Dupla Função 4
2.1.3. Lei de Abuso de Autoridade 5
3. Finalidades do Inquérito 5
4. Provas no Inquérito 5
4.1 Características do Inquérito 6
5. Sigilo no Inquérito 7
6. Instauração do Inquérito Policial 8
6.1 Espécies de notitia criminis 8
6.2 Indiciar: Mudar o status 10
4. Indiciamento 11
4.1 Prazos no Inquérito Policial 12
PRAZOS!! 13
5. Conclusão do Inquérito Policial 14
5.1 Arquivamento do Inquérito Policial 14
5.2 Desarquivamento 15
5.3 Vamos relembrar 16
6. Como o Tema Aparece na 2ª Fase do Exame de Ordem 17
7. Raio-X 17
8. Referências Bibliográficas 18

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1. Introdução

É um prazer ter a sua companhia!! Sejam bem vindos ao método VDE!!

Nesse momento, estamos falando da nossa pastinha azul, que representa o


inquérito, já que ainda estamos na fase de investigações.

O Inquérito é um procedimento investigativo. Ou seja, em tese, acontece um fato


criminoso, entendemos o fato criminoso como crime e buscamos analisar ao longo
das investigações que acontecem no inquérito se realmente se trata de um crime.
Quando achamos que um fato criminoso está ocorrendo, chamamos a polícia, em
regra, essa polícia é a militar, pois é a polícia militar que geralmente faz o
patrulhamento na rua. Com isso, a polícia irá fazer um BO (Boletim de Ocorrência) e
esse boletim de ocorrência será lavrado. As pessoas envolvidas (tanto no fato, quanto
os policiais que foram chamados e as pessoas que chamaram esses policiais) serão
encaminhadas para a delegacia.

No caso, poderá ser tanto a delegacia de polícia civil, quanto a delegacia de polícia
federal - a depender da competência do crime.

Na delegacia, temos a instauração do inquérito - para que se dê início às


investigações - e o delegado irá analisar o que de fato ocorreu.

Tudo o que for analisado e colhido no inquérito servirá de base para que o MP
(Ministério Público), em caso de ação penal pública, ofereça a denúncia, peça inicial
do processo. É nesse momento que entra em cena a nossa pastinha cinza.

Esquematizando…

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2. Conceito de Inquérito

De olho na doutrina:

“Inquérito é o ato ou efeito de inquirir, isto é, procurar


informações sobre algo, colher informações acerca de um
fato, perquirir”.

(LOPES JÚNIOR, Aury. Direito processual penal. 11. ed. – São


Paulo : Saraiva, 2014. p. 192).

É o conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária para a apuração de


elementos de informação de uma infração penal e de sua autoria, a fim de que o
titular da ação penal possa ingressar em juízo.

É um dos procedimentos investigativos que existem, não o único (existe o


Procedimento Investigatório Criminal – PIC – do MP, por exemplo).

2.1 Linha do Tempo

2.1.1 Natureza jurídica do Inquérito

O IP deve ser considerado um procedimento administrativo pré-processual que tem


o objetivo de formar a convicção do titular da ação penal.

Dessa forma, auxilia o representante do Ministério Público (titular da denúncia), no


caso de ação penal pública, e colhe fundamentos para o exercício do direito de ação

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do ofendido (titular da queixa-crime, que é peça inicial nos casos de propositura de


ação privada).

De olho no artigo!

CPP, Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia


ou queixa, sempre que servir de base a uma ou outra.

➔ Mas o que é essa fase pré-processual?

Como o nome sugere, a fase pré-processual acontece antes de instalada a relação


processual. Em regra, nesse momento apenas o presidente do inquérito (que é o
delegado de polícia) vai decidir o que será feito. Ou seja: via de regra, o nosso
indiciado não terá voz nem pedirá pela produção de diligências, porque nessa fase
ainda não estamos diante do sistema acusatório, mas sim do sistema inquisitório -
que não tem contraditório nem ampla defesa (essas características são da nossa
pastinha cinza - ação/processo).

É por esse motivo que o inquérito é um procedimento pré-processual, pois ele vem
antes do processo. Com ele, teremos base para “abrir” o processo.

2.1.2 Dupla Função

Função preparatória: formar a opinião do titular da ação penal colhendo os


elementos necessários para um lastro probatório mínimo.

Justamente porque vem antes do processo, sendo assim, o inquérito vai servir de
base para preparar o titular da ação em relação à materialidade e à autoria para que,
com isso, ele possa oferecer a denúncia ou a queixa-crime. Lembre-se, elementos de
informação não são provas, tendo em vista que no inquérito não temos o
contraditório e a ampla defesa.

Função preservadora: evitar a instauração de um processo penal infundado, além


de se preservar a imagem do investigado (princípio da presunção de inocência). Essa
função tem relação com o princípio da presunção de inocência, pois qualquer
pessoa que esteja sendo investigada, ou mesmo denunciada, só pode ser
considerada culpada após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

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2.1.3. Lei de Abuso de Autoridade

Art. 30. Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou


administrativa sem justa causa fundamentada ou contra
quem sabe inocente:
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 32. Negar ao interessado, seu defensor ou advogado
acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo
circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro
procedimento investigatório de infração penal, civil ou
administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias,
ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso,
ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo
sigilo seja imprescindível:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

3. Finalidades do Inquérito

O inquérito fornece elementos importantes para formar a convicção do titular da


ação penal, sendo útil também para subsidiar a decretação de medidas cautelares
pelo magistrado ao longo da investigação.

Ainda, o IP intenciona colher elementos de informação e não provas propriamente


ditas. Isso porque as provas são produzidas na ação penal, momento em que existe a
observação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.

Resumindo → O inquérito é um procedimento pré-processual que busca indícios,


elementos de informação, de materialidade e de autoria, a fim de que o titular da
ação tenha base para poder iniciar o processo, seja por denúncia ou queixa.

4. Provas no Inquérito

Diante do sistema inquisitório, o IP tem valor probatório relativo, isto é, algumas


provas, excepcionalmente, podem ser produzidas ao longo de seu desenrolar.

Provas cautelares: produzidas para evitar o desaparecimento;

Provas não repetíveis: reprodução em juízo impossível pelo desaparecimento de


vestígio;

Provas antecipadas: baixa probabilidade de ser realizada em juízo por questão de


tempo.

Exemplo: Aconteceu um crime e os vestígios restam visíveis no chão. Para que


aqueles vestígios não se percam, temos que aproveitar o momento para colhê-los,
de modo que o exame de corpo de delito seja possível e as diligências necessárias
sejam realizadas antes que as provas se percam com o tempo.

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Atenção!

● EM REGRA:

● Durante o IP – vale o sistema inquisitório: produzem-se ELEMENTOS DE


INFORMAÇÃO

● Durante a ação – vale o sistema acusatório: produzam-se PROVAS!!

4.1 Características do Inquérito

➔ Administrativo: não impõe diretamente uma sanção penal;

➔ Informativo: visa apurar elementos de informação;

➔ Escrito: peças reduzidas a escrito ou datilografadas (CPP, art. 9º);

➔ Inquisitivo: as atividades concentram-se nas mãos da autoridade policial, que


decide o que será feito ou não (CPP, arts. 14 e 107);

➔ Dispensável: desnecessário se o titular da ação já tiver as informações que


precisa para iniciar o processo;

➔ Indisponível: após instaurado, não pode ser arquivado pela autoridade


policial (CPP, art. 17);

➔ Oficialidade: as investigações são feitas por órgãos oficiais;

➔ Oficiosidade: pode ser instaurado de ofício (CPP, art. 5º, I)

➔ Sigiloso: o sigilo é necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse


da sociedade (CPP, art. 20).

➔ Como assim sigiloso?

Exemplo: Eu sou delegada e estou investigando o Davi. Eu vou deixar o Davi saber
que irei realizar uma busca e apreensão na casa dele? Não, porque se ele souber, ele
já vai tirar algo que eu queira apreender, algo que seja importante para a
investigação. É sigiloso, pois isso poderia atrapalhar as investigações e a posterior
elucidação do fato.

Observação: A diligência de busca e apreensão é realizada através de um mandado.


Assim, o Davi acabaria sabendo de tal realização, mas no momento adequado. No
entanto, o sigilo do inquérito está no fato de o investigado não ter acesso a essas
informações com muita antecedência, a ponto de atrapalhar as investigações.

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5. Sigilo no Inquérito

De acordo com o Estatuto da OAB, os advogados têm direito de acessar e examinar,


mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações.

Lei nº 8.906/94, Art. 7º - São direitos do advogado: [...]

XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por


conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de
flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou
em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou
digital;

O acesso aos advogados, no entanto, refere-se a tudo que já tenha sido


documentado no IP, ou seja, não pode atrapalhar as investigações que estão em
curso.

Ou seja: regra: acesso sem procuração, se caso realmente em sigilo: necessidade


de procuração.

→ O acesso aos advogados, no entanto, refere-se a tudo que já tiver sido


documentado no IP (não pode atrapalhar as investigações em curso);

De olho na súmula:

→ Vale lembrar que toda súmula vinculante é do STF.

Súmula Vinculante nº 14: É direito do defensor, no interesse


do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova
que, já documentados em procedimento investigatório
realizado por órgão com competência de polícia judiciária,
digam respeito ao exercício do direito de defesa.

Para que possamos exercer essa defesa lá na frente, o advogado terá amplo acesso a
esses autos do inquérito policial.

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6. Instauração do Inquérito Policial

O Inquérito policial é iniciado com a chegada da notitia criminis, que é a “notícia do


crime” em si.

A notícia do crime não se confunde com a denúncia oferecida pelo Ministério


Público diante dos elementos de materialidade delitiva e indícios de autoria de uma
ação penal, nem com o possível indiciamento realizado pela autoridade policial ao
finalizar os trabalhos de investigação.

Notitia criminis: É o conhecimento, pela autoridade, espontâneo ou provocado, de


um fato aparentemente criminoso. Normalmente é endereçada à autoridade
policial, ao membro do Ministério Público ou ao magistrado. É mais comum ser
encaminhada à autoridade policial, pois o inquérito vai correr na própria delegacia.

Esse indiciamento, veremos mais a frente, é uma mudança de status.

Exemplo: Eu, delegada, estou investigando o Davi, mero investigado, mas pelos
elementos de informação até então colhidos, concluí que foi o Davi que cometeu o
crime, sendo assim, irei mudar o status dele. Dessa forma, de mero investigado, Davi
passará a ser indiciado.

O que estamos explicando não se confunde com a denúncia, pois a notitia criminis
é o que vai dar início ao inquérito. Ou a autoridade policial vai instaurar de ofício
(por conta própria) ou alguém vai até a delegacia pedir para que se instaure o IP.

➔ Caso o advogado não participe dos atos de investigação e dos


depoimentos em solo indiciário, esses atos serão nulos?

Em regra não é obrigatória a presença de advogado em autos de inquérito. Isso


porque o inquérito policial é um procedimento inquisitivo, que não possui
contraditório e nem ampla defesa. Assim, a ausência de advogado não gera nulidade
(em regra)!

Mas se o acusado quiser a presença do seu advogado, este direito deve ser
preservado, então as autoridades devem colaborar para ter a presença do advogado
em alguns atos do inquérito, como no interrogatório em inquérito policial, no auto
de prisão em flagrante e etc (nesse caso, pode gerar nulidade). Porém, vale lembrar
também que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os vícios do
inquérito policial não maculam a ação penal, “quando as provas serão
renovadas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa” (AgRg no RHC
130.654/SP).

6.1 Espécies de notitia criminis

Notitia criminis de cognição imediata (ou espontânea): A autoridade policial toma


conhecimento do fato delituoso por meio de suas atividades rotineiras (ex.: por meio
da imprensa);

Notitia criminis de cognição mediata (ou provocada): A autoridade policial toma


conhecimento da infração penal por meio de um documento escrito (ex.: requisição
de Ministro de Justiça);

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Notitia criminis de cognição coercitiva: A autoridade policial toma conhecimento


da infração penal por meio de apresentação de alguém preso em flagrante;

Notitia criminis inqualificada (delatio criminis): É o conhecimento da infração


penal por meio de uma denúncia anônima. Nessa hipótese, o delegado de polícia
deve realizar um procedimento preliminar, chamado de Verificação de Procedência
das Informações (VPI), antes de efetivamente instaurar o IP.

Tal VPI é necessária porque para se instaurar o inquérito deve haver justa
causa fundamentada, lastro probatório mínimo. O delegado de polícia
não pode abrir inquérito só para perturbar a vida do Fulaninho nem
mover a máquina pública “à toa”.

Exemplo de Ação Penal Privada: Davi cometeu um crime em relação à Bruna ao


dizer que ela é uma “caloteira e não paga nada”. No caso, estamos diante de um
crime contra a honra. Bruna quer que seja instaurado o inquérito para que o caso
seja investigado. Sendo assim, Bruna vai à delegacia com essa representação. Ela
pode apresentar para o delegado (quem vai presidir o inquérito) ou para o juiz ou
MP, mas é mais comum que seja para o próprio delegado.

Tratando-se da ação penal privada propriamente dita, o ofendido possui o prazo de 6


meses, contado da data do conhecimento da autoria delitiva, para oferecer a
queixa-crime. Caso não o faça nesse período, estará configurada a decadência, e,
portanto, a extinção da punibilidade do agente!

Atenção! Denúncia anônima não é meio idônea para justificar a instauração


de inquérito policial.

Segundo o STF, a mera existência das chamadas peças apócrifas (anônimas) não é
suficiente para embasar a instauração de um IP. Apesar disso, tais peças podem
sim ser justificativa válida para a apuração dos fatos pela autoridade policial.
Justamente porque quando tiver uma denúncia anônima, o delegado tem que
fazer aquele VPI (Verificação da Procedência de Informações) antes para verificar a
procedência das informações para mover a máquina do Estado - que é cara -, para
realizar as investigações. Tem que ter uma justa causa fundamentada.

→ Nas infrações de menor potencial ofensivo, será lavrado termo circunstanciado


de ocorrência (TCO), peça muito mais simples em comparação ao IP.

Lei nº 9.099/1995, Art. 69. A autoridade policial que tomar


conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e
o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do
fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames
periciais necessários. Parágrafo único. Ao autor do fato que,
após a lavratura

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do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou


assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá
prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. Em caso de
violência doméstica, o juiz poderá determinar, como medida
de cautela, seu afastamento do lar, domicílio ou local de
convivência com a vítima.

6.2 Indiciar: Mudar o status

Conforme dito anteriormente, a notícia do crime não se mistura com a denúncia


nem com o indiciamento, que é a mudança de status.

Exemplo: Mudança de status de relacionamento do facebook.

No inquérito, para que ocorra essa mudança de status, o Fulaninho passa de


INVESTIGADO para INDICIADO. Ocorre essa mudança quando a autoridade policial
tem suficientes indícios de autoria e materialidade.

Exemplo: Letícia é delegada e está investigando um fato que o Davi, em tese,


cometeu. O Davi é, até então, um mero investigado, mas todos os elementos
apontam para ele como o autor do fato. Era o endereço dele, era ele quem estava
passando na rua naquele dia do crime, e Letícia pensa “não tem como não ser ele”.
Assim, de investigado, ele passa a ser indiciado.

Sendo assim, ela, como delegada, vai fazer esse indiciamento, que é uma peça
incluída na nossa pastinha azul, mas ao final dos documentos (quase chegando
ao relatório de conclusão do inquérito policial).

Vamos resolver, a seguir, uma questão para praticar!

Hora de Praticar!

(Questão Adaptada) Agostinho foi preso em flagrante pela


prática do crime de estelionato, sendo encaminhado para a
Delegacia. Ao tomar conhecimento dos fatos, a mãe de
Agostinho vai até a delegacia e é informada pelo Delegado que,
por se tratar de procedimento investigativo, não há direito de
seu filho ser assistido por advogado em seu interrogatório policial.

A mãe de Agostinho, desesperada, entra em contato com advogado, solicitando


esclarecimentos e pedindo auxílio para seu filho.

De acordo com a situação apresentada, o Delegado agiu de forma correta?


Justifique.

Gabarito: Não. O Delegado agiu de forma incorreta, pois, ainda que em sede de
Inquérito Policial, há a possibilidade de assistência de advogado, de modo que

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existe uma faculdade na contratação de seus serviços para acompanhamento do


procedimento em sede policial, direito este que não pode ser cerceado pelo
Delegado, nos termos do Art. 5º, LV, LXIII, da CRFB/1988; Art. 7º, XIV, do EOAB;
Art. 306 do CPP.

4. Indiciamento

É um ato policial por meio do qual o presidente do inquérito conclui haver


suficientes indícios de autoria e materialidade do crime. É a imputação, a alguém, da
prática do ilícito investigado.

→ Tem peso significativo na formação da opinião do membro do Ministério Público,


mas não vincula o Promotor nem o Procurador de Justiça, e muito menos o juiz.

Exemplo: Quando digo que o Davi não é um mero investigado, mas sim, indiciado,
quer dizer que tudo me faz concluir que foi ele que cometeu o crime. Esse
indiciamento/ imputação tem peso significativo na opinião do membro do MP, mas
não vincula o promotor e nem o procurador de justiça. Porque o indiciado pode não
ser condenado lá na frente (no contexto do processo).

Em regra, qualquer pessoa pode ser sujeito passivo do IP. Assim, qualquer pessoa
pode ser investigada (pois isso não fere a presunção de inocência) e,
consequentemente, pode ser indiciada.

→ Em regra, qualquer pessoa pode ser sujeito passivo do IP. Assim, qualquer pessoa
pode ser investigada (pois isso não fere a presunção de inocência) e,
consequentemente, pode ser indiciada.

→ Exceções:

Titulares de prerrogativa de foro (competência absoluta em razão da pessoa): a


Suprema Corte entende que a autoridade policial não pode indiciar parlamentares
sem prévia autorização do ministro relator. No mesmo sentido, a própria abertura de
inquérito fica também condicionada à autorização do relator responsável. Isto é,
torna-se necessária a autorização do Tribunal competente para que as investigações
possam seguir seu curso.

Ou seja, para que possamos indiciar um parlamentar, precisamos da autorização do


ministro relator desse processo. No mesmo sentido, a abertura desse inquérito fica
condicionada à autorização desse ministro relator.

O prefeito, dentre outras autoridades, tem foro privilegiado e é julgado pelo Tribunal
de Justiça. Nesse caso, o ministro relator teria que autorizar a abertura do inquérito
contra esse prefeito, justamente em razão da prerrogativa de foro que ele detém
pelo cargo que ocupa.

Membros do Ministério Público: Lei n. 8.625/93 (Lei Orgânica do Ministério Público).

Art. 41. Constituem prerrogativas dos membros do Ministério


Público, no exercício de sua função, além de outras previstas
na Lei Orgânica: [...]

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II – não ser indiciado em inquérito policial, observado o


disposto no parágrafo único deste artigo;

De olho no entendimento do STF:

Sendo o ato de indiciamento de atribuição exclusiva da


autoridade policial, não existe fundamento jurídico que
autorize o magistrado, após receber a denúncia, requisitar ao
Delegado de Polícia o indiciamento de determinada pessoa.
(HC 115015, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma,

julgado em 27/08/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-179


DIVULG 11-09-2013 PUBLIC 12-09-2013).

4.1 Prazos no Inquérito Policial

O prazo de desenvolvimento do IP é de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em


flagrante ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir
do dia em que se executar a ordem de prisão.

Caso o investigado esteja solto, mediante fiança ou sem ela, o prazo para conclusão
do inquérito é de 30 dias.

*Sempre que o investigado estiver preso, o prazo será menor para evitar uma
injustiça.

→ É possível a prorrogação? SIM!

Exemplo: O Delegado, então, clama ao juiz: “10 dias é muito pouco, sr juiz. Não vou
conseguir dar conta de analisar tudo em busca dos indícios de materialidade e
autoria.”

O delegado neste momento:

Brincadeiras à parte, o delegado poderá, sim, requerer a prorrogação desse prazo,


mas tem que fundamentar o pedido.

O delegado pode pedir tal prorrogação ao juiz (art. 10, §3º do CPP) e este vai dar a
palavra final. Lembre-se que o juiz é a única autoridade capaz de arquivar o inquérito
policial.

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Informações importantes:

O prazo do inquérito será em regra de 10 dias se o indiciado estiver


preso (improrrogáveis), e de 30 dias se solto (prorrogáveis).

Os prazos podem variar se estivermos diante de crimes hediondos (será


o prazo de conclusão do IP igual ao tempo da prisão temporária de 30 dias
podendo ser por mais 30 dias prorrogados) ou Lei de Drogas ( os prazo de
conclusão do IP de 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30 dias o indiciado
preso OU 90 dias podendo ser prorrogados por mais 90 se o indiciado estiver
solto)!!

Para indiciado solto, as prorrogações podem ser por prazos superiores (60, 90,
120...).

Para indiciado preso, há a possibilidade de prorrogação do prazo por mais 15 dias,


uma única vez (Pacote Anticrime). No entanto, o STF, nas ADIs 6.298/DF, 6.299/DF,
6.300/DF e 6.305/DF (2023) afirmou que tal prorrogação pode ocorrer
sucessivamente, desde que o juiz decida de forma fundamentada, diante da
necessidade e da complexidade das investigações.

PRAZOS!!

TIPO DE INQUÉRITO INVESTIGADO INVESTIGADO SOLTO


PRESO

Justiça Comum (Estadual) 10 dias 30 dias, prorrogáveis.

Justiça Federal 15 dias + 15 30 dias, prorrogáveis.

Lei de Drogas 30 dias + 30 90 dias + 90

Inquérito Militar 20 dias 40 dias + 20

Crimes contra a economia 10 dias 10 dias


popular

Prisão temporária para 30 dias + 30 Não se aplica


crimes
hediondos/equiparados

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5. Conclusão do Inquérito Policial

Estamos chegando ao final das nossas investigações! Com isso, tal procedimento
administrativo será concluído por um minucioso relatório feito pela autoridade
policial - que presidiu o IP - constando tudo o que foi apurado e enviará os autos ao
Juízo competente (art. 10, §1º do CPP).

→ A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao
juiz competente (CPP, art. 10, §1º).

PRAZOS:

● 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso


preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se
executar a ordem de prisão;

● 30 dias quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela;

Exemplo: Letícia exerceu a profissão de delegada e já fez tudo o que


precisava durante o inquérito. Já indiciou o Davi - ele não é mais um “mero
investigado” - e já tem os elementos de informação de materialidade e autoria. A
parte dela como delegada já se encerrou. Sendo assim, para finalizar, ela fará um
relatório conclusivo informando: “Em determinado dia foi cometido em tese um
crime na rua tal, chegou aqui um Fulaninho com os policiais … o B.O. está acostado
às folhas tais… foram colhidas, excepcionalmente, provas periciais..., o laudo está
acostado às folhas tais…”

➔ Esse relatório conclusivo é o que vai finalizar o inqué[Link] de feito isso, o


delegado irá enviar esse relatório para o Juiz. Assim, o Juiz irá enviar para o MP
(Ministério Público), que é quem vai oferecer a denúncia (se estivermos diante de um
crime de ação penal pública) e vai dar início à fase processual.

5.1 Arquivamento do Inquérito Policial

Apenas o juiz pode arquivar o inquérito.

→ Pedido pelo MP e decidido pelo juiz.

→ O delegado não tem competência para arquivar. (CPP, Art. 17)

→ O despacho que determina o arquivamento não faz coisa julgada material (não se
trata de decisão definitiva, de mérito);

O delegado faz o relatório, envia para o juiz e o juiz encaminha para o MP. O juiz
concede vista ao MP, pois o Ministério Público precisa tomar ciência do que
aconteceu no inquérito e, então, analisará tudo o que foi feito para formar a sua
opinião. Ao receber tais autos, o Ministério Público tem três opções:

● Se estiver convencido: oferece a denúncia contra o Fulaninho e de indiciado


ele passa a ser denunciado (caso a denúncia seja aceita pela autoridade judicial).

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● Se ainda estiver em dúvida: o MP poderá solicitar novas diligências para o


delegado e provavelmente haverá uma prorrogação do prazo de conclusão do
inquérito.

● Quando o MP não estiver convencido: ele pode requerer o arquivamento do


inquérito ao juiz. Caso o juiz concorde com o arquivamento, os autos serão
arquivados.

Caso o juiz não concorde, ele encaminhará o caso ao Procurador Geral de Justiça
(PGJ), que é como se fosse o “chefe do MP”, está acima do MP. Nesse caso, o
procurador tem duas opções: ou ele vai concordar com o membro do MP que
solicitou o arquivamento daquele inquérito ou vai indicar outro membro do
Ministério Público para oferecer a denúncia.

ATENÇÃO AO ARTIGO 28 DO CPP!

Houve uma alteração com o Pacote Anti crime. Todavia, a redação do artigo 28
CPP está suspensa por decisão do STF. Isso significa que a redação antiga
continua vigente.

Atualmente quem arquiva IP é somente o JUIZ, não é o MP!!

O delegado não tem competência para arquivar (CPP, Art. 17).

O despacho que determina o arquivamento não faz coisa julgada material (não se
trata de decisão definitiva, de mérito).O despacho é assinado pelo juiz, pois é ele que
decide se vai arquivar ou não. Essa decisão vai fazer uma coisa julgada formal.
Porque, caso tenha provas novas, essas investigações podem ser retomadas e, nessa
hipótese, iremos falar sobre o desarquivamento.

5.2 Desarquivamento

Então cabe desarquivamento? SIM! Em caso de provas novas.

De olho no artigo!

CPP, Art. 18: Depois de ordenado o arquivamento do


inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a
denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas
pesquisas, se de outras provas tiver notícia.

Lembre-se também da Súmula nº 524 do STF, que segue abaixo.

STF, Súmula nº 524: Arquivado o inquérito policial, por


despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça não
pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

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Informações importantes sobre o juiz das garantias:

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, que a alteração no Código de Processo


Penal (CPP) que instituiu o juiz das garantias é constitucional. Ficou estabelecido
que a regra é de aplicação obrigatória, mas cabe aos estados, o Distrito Federal e a
União definir o formato em suas respectivas esferas. Ocorre que, a decisão, em
quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 6298, 6299, 6300 e 6305), dá
prazo de 12 meses, prorrogáveis por outros 12, para que leis e regulamentos dos
tribunais sejam alterados para permitir a implementação do novo sistema a partir
de diretrizes fixadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O prazo começa a
contar a partir da publicação da ata do julgamento.

Além disso, essa é uma questão complicada porque o artigo que fala sobre o juiz de
garantias está válido. No entanto, o STF estabeleceu um tempinho para que ocorra
a sua efetiva implementação. Logo, você não deve ignorar o artigo, mas deve estar
ciente de que a implantação ainda está em curso.

5.3 Vamos relembrar

O que pode?

PODE OCORRER PRISÃO CAUTELAR AO LONGO DO INQUÉRITO?

PODE, desde que o magistrado seja provocado (não cabe decretação de prisão
preventiva de ofício).

INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA?

➔ PODE, desde que seja determinada pelo Juiz. (conforme Lei nº 9.296/1996).

PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DAS INVESTIGAÇÕES?

➔ PODE, devendo o investigado ser colocado em liberdade, se for o caso (ex:


prisão ilegal - deve ser relaxada).

➔ PODE NÃO EXISTIR INQUÉRITO ANTECEDENDO AÇÃO PENAL?

➔ PODE, pois o Inquérito é DISPENSÁVEL.

➔ APÓS INSTAURADO O IP, PODE O INVESTIGADO PERMANECER EM


SILÊNCIO ENQUANTO INTERROGADO PELO DELEGADO DE POLÍCIA?

➔ PODE, pois ele não é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

O que NÃO pode?

NÃO PODE A AUTORIDADE POLICIAL DEIXAR DE INFORMAR O PRESO SOBRE OS


SEUS DIREITOS E NÃO COMUNICAR FAMÍLIA E DEMAIS AUTORIDADES ACERCA DO
OCORRIDO.

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6. Como o Tema Aparece na 2ª Fase do Exame de Ordem

(XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Durante inquérito policial


que investigava a prática do crime de extorsão mediante
sequestro, esgotado o prazo sem o fim das investigações, a
autoridade policial encaminhou os autos para o Judiciário,
requerendo apenas a renovação do prazo.

O magistrado, antes de encaminhar o feito ao Ministério Público, verificando a


gravidade em abstrato do crime praticado, decretou a prisão preventiva do
investigado. Considerando a narrativa apresentada, responda aos itens a seguir.

A) Poderia o magistrado adotar tal medida? Justifique. (Valor: 0,65)

R: Não poderia, sob pena de violação do princípio da imparcialidade OU princípio


da inércia OU sistema/princípio acusatório (0,55), com base no Arts. 311 ou 282, §2º
do CPP ou Art. 129, I, da CRFB/88 (0,10) OU Não, com base no fato de que o juiz não
pode decretar prisão preventiva de ofício na fase de inquérito (0,55), com base no
art. 311 ou 282, §2º do CPP ou Art. 129, I, da CRFB/88 (0,10).

B) A fundamentação apresentada para a decretação da preventiva foi


suficiente? Justifique. (Valor: 0,60)

R: A fundamentação não foi suficiente porque a gravidade em abstrato do crime


não é argumento hábil a fundamentar uma prisão (0,60).

7. Raio-X

→ Código de Processo Penal

Artigo 5º, inciso I;

Artigo 9;

Artigo 10 §3º;

Artigo 12;

Artigo 14;

Artigo 17;

Artigo 18;

Artigo 20;

Artigo 28;

Artigo 107.

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→ Lei nº 13.869/2019 (Nova lei de abuso de autoridade)

Artigo 30

→ Lei nº 8.906/1994 ( Estatuto da OAB)

Artigo 7º

→ Lei nº 8.625/1995 (Lei Orgânica do MP)

Artigo 41

→ Súmulas

Súmula vinculante 14

Súmula 524 STF

➔ Lei nº 9.099/1995

Artigo 69

8. Referências Bibliográficas

LOPES JÚNIOR, Aury. Direito processual penal. 11. ed. – São Paulo: Saraiva, 2014.

TÁVORA, Nestor; ANTONNI, Rosmar. Curso de Direito Processual Penal. 3ª ed. revista,
ampliada e atualizada. Editora JusPodivm, 2009.

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