Entendendo o Inquérito Policial: Conceitos e Funções
Entendendo o Inquérito Policial: Conceitos e Funções
137
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Sumário
1. Introdução 2
2. Conceito de Inquérito 3
2.1 Linha do Tempo 3
2.1.1 Natureza jurídica do Inquérito 3
2.1.2 Dupla Função 4
2.1.3. Lei de Abuso de Autoridade 5
3. Finalidades do Inquérito 5
4. Provas no Inquérito 5
4.1 Características do Inquérito 6
5. Sigilo no Inquérito 7
6. Instauração do Inquérito Policial 8
6.1 Espécies de notitia criminis 8
6.2 Indiciar: Mudar o status 10
4. Indiciamento 11
4.1 Prazos no Inquérito Policial 12
PRAZOS!! 13
5. Conclusão do Inquérito Policial 14
5.1 Arquivamento do Inquérito Policial 14
5.2 Desarquivamento 15
5.3 Vamos relembrar 16
6. Como o Tema Aparece na 2ª Fase do Exame de Ordem 17
7. Raio-X 17
8. Referências Bibliográficas 18
1
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
1. Introdução
No caso, poderá ser tanto a delegacia de polícia civil, quanto a delegacia de polícia
federal - a depender da competência do crime.
Tudo o que for analisado e colhido no inquérito servirá de base para que o MP
(Ministério Público), em caso de ação penal pública, ofereça a denúncia, peça inicial
do processo. É nesse momento que entra em cena a nossa pastinha cinza.
Esquematizando…
2
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
2. Conceito de Inquérito
De olho na doutrina:
3
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
De olho no artigo!
É por esse motivo que o inquérito é um procedimento pré-processual, pois ele vem
antes do processo. Com ele, teremos base para “abrir” o processo.
Justamente porque vem antes do processo, sendo assim, o inquérito vai servir de
base para preparar o titular da ação em relação à materialidade e à autoria para que,
com isso, ele possa oferecer a denúncia ou a queixa-crime. Lembre-se, elementos de
informação não são provas, tendo em vista que no inquérito não temos o
contraditório e a ampla defesa.
4
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
3. Finalidades do Inquérito
4. Provas no Inquérito
5
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Atenção!
● EM REGRA:
Exemplo: Eu sou delegada e estou investigando o Davi. Eu vou deixar o Davi saber
que irei realizar uma busca e apreensão na casa dele? Não, porque se ele souber, ele
já vai tirar algo que eu queira apreender, algo que seja importante para a
investigação. É sigiloso, pois isso poderia atrapalhar as investigações e a posterior
elucidação do fato.
6
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
5. Sigilo no Inquérito
De olho na súmula:
Para que possamos exercer essa defesa lá na frente, o advogado terá amplo acesso a
esses autos do inquérito policial.
7
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Exemplo: Eu, delegada, estou investigando o Davi, mero investigado, mas pelos
elementos de informação até então colhidos, concluí que foi o Davi que cometeu o
crime, sendo assim, irei mudar o status dele. Dessa forma, de mero investigado, Davi
passará a ser indiciado.
O que estamos explicando não se confunde com a denúncia, pois a notitia criminis
é o que vai dar início ao inquérito. Ou a autoridade policial vai instaurar de ofício
(por conta própria) ou alguém vai até a delegacia pedir para que se instaure o IP.
Mas se o acusado quiser a presença do seu advogado, este direito deve ser
preservado, então as autoridades devem colaborar para ter a presença do advogado
em alguns atos do inquérito, como no interrogatório em inquérito policial, no auto
de prisão em flagrante e etc (nesse caso, pode gerar nulidade). Porém, vale lembrar
também que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os vícios do
inquérito policial não maculam a ação penal, “quando as provas serão
renovadas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa” (AgRg no RHC
130.654/SP).
8
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Tal VPI é necessária porque para se instaurar o inquérito deve haver justa
causa fundamentada, lastro probatório mínimo. O delegado de polícia
não pode abrir inquérito só para perturbar a vida do Fulaninho nem
mover a máquina pública “à toa”.
Segundo o STF, a mera existência das chamadas peças apócrifas (anônimas) não é
suficiente para embasar a instauração de um IP. Apesar disso, tais peças podem
sim ser justificativa válida para a apuração dos fatos pela autoridade policial.
Justamente porque quando tiver uma denúncia anônima, o delegado tem que
fazer aquele VPI (Verificação da Procedência de Informações) antes para verificar a
procedência das informações para mover a máquina do Estado - que é cara -, para
realizar as investigações. Tem que ter uma justa causa fundamentada.
9
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Sendo assim, ela, como delegada, vai fazer esse indiciamento, que é uma peça
incluída na nossa pastinha azul, mas ao final dos documentos (quase chegando
ao relatório de conclusão do inquérito policial).
Hora de Praticar!
Gabarito: Não. O Delegado agiu de forma incorreta, pois, ainda que em sede de
Inquérito Policial, há a possibilidade de assistência de advogado, de modo que
10
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
4. Indiciamento
Exemplo: Quando digo que o Davi não é um mero investigado, mas sim, indiciado,
quer dizer que tudo me faz concluir que foi ele que cometeu o crime. Esse
indiciamento/ imputação tem peso significativo na opinião do membro do MP, mas
não vincula o promotor e nem o procurador de justiça. Porque o indiciado pode não
ser condenado lá na frente (no contexto do processo).
Em regra, qualquer pessoa pode ser sujeito passivo do IP. Assim, qualquer pessoa
pode ser investigada (pois isso não fere a presunção de inocência) e,
consequentemente, pode ser indiciada.
→ Em regra, qualquer pessoa pode ser sujeito passivo do IP. Assim, qualquer pessoa
pode ser investigada (pois isso não fere a presunção de inocência) e,
consequentemente, pode ser indiciada.
→ Exceções:
O prefeito, dentre outras autoridades, tem foro privilegiado e é julgado pelo Tribunal
de Justiça. Nesse caso, o ministro relator teria que autorizar a abertura do inquérito
contra esse prefeito, justamente em razão da prerrogativa de foro que ele detém
pelo cargo que ocupa.
11
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Caso o investigado esteja solto, mediante fiança ou sem ela, o prazo para conclusão
do inquérito é de 30 dias.
*Sempre que o investigado estiver preso, o prazo será menor para evitar uma
injustiça.
Exemplo: O Delegado, então, clama ao juiz: “10 dias é muito pouco, sr juiz. Não vou
conseguir dar conta de analisar tudo em busca dos indícios de materialidade e
autoria.”
O delegado pode pedir tal prorrogação ao juiz (art. 10, §3º do CPP) e este vai dar a
palavra final. Lembre-se que o juiz é a única autoridade capaz de arquivar o inquérito
policial.
12
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Informações importantes:
Para indiciado solto, as prorrogações podem ser por prazos superiores (60, 90,
120...).
PRAZOS!!
13
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Estamos chegando ao final das nossas investigações! Com isso, tal procedimento
administrativo será concluído por um minucioso relatório feito pela autoridade
policial - que presidiu o IP - constando tudo o que foi apurado e enviará os autos ao
Juízo competente (art. 10, §1º do CPP).
→ A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao
juiz competente (CPP, art. 10, §1º).
PRAZOS:
→ O despacho que determina o arquivamento não faz coisa julgada material (não se
trata de decisão definitiva, de mérito);
O delegado faz o relatório, envia para o juiz e o juiz encaminha para o MP. O juiz
concede vista ao MP, pois o Ministério Público precisa tomar ciência do que
aconteceu no inquérito e, então, analisará tudo o que foi feito para formar a sua
opinião. Ao receber tais autos, o Ministério Público tem três opções:
14
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Caso o juiz não concorde, ele encaminhará o caso ao Procurador Geral de Justiça
(PGJ), que é como se fosse o “chefe do MP”, está acima do MP. Nesse caso, o
procurador tem duas opções: ou ele vai concordar com o membro do MP que
solicitou o arquivamento daquele inquérito ou vai indicar outro membro do
Ministério Público para oferecer a denúncia.
Houve uma alteração com o Pacote Anti crime. Todavia, a redação do artigo 28
CPP está suspensa por decisão do STF. Isso significa que a redação antiga
continua vigente.
O despacho que determina o arquivamento não faz coisa julgada material (não se
trata de decisão definitiva, de mérito).O despacho é assinado pelo juiz, pois é ele que
decide se vai arquivar ou não. Essa decisão vai fazer uma coisa julgada formal.
Porque, caso tenha provas novas, essas investigações podem ser retomadas e, nessa
hipótese, iremos falar sobre o desarquivamento.
5.2 Desarquivamento
De olho no artigo!
15
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Além disso, essa é uma questão complicada porque o artigo que fala sobre o juiz de
garantias está válido. No entanto, o STF estabeleceu um tempinho para que ocorra
a sua efetiva implementação. Logo, você não deve ignorar o artigo, mas deve estar
ciente de que a implantação ainda está em curso.
O que pode?
PODE, desde que o magistrado seja provocado (não cabe decretação de prisão
preventiva de ofício).
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA?
➔ PODE, desde que seja determinada pelo Juiz. (conforme Lei nº 9.296/1996).
16
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
7. Raio-X
Artigo 9;
Artigo 10 §3º;
Artigo 12;
Artigo 14;
Artigo 17;
Artigo 18;
Artigo 20;
Artigo 28;
Artigo 107.
17
Nome: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366, CPF: 95d4e174-1819-4108-8867-c4b45316c366 IP: [Link], [Link]
Artigo 30
Artigo 7º
Artigo 41
→ Súmulas
Súmula vinculante 14
➔ Lei nº 9.099/1995
Artigo 69
8. Referências Bibliográficas
LOPES JÚNIOR, Aury. Direito processual penal. 11. ed. – São Paulo: Saraiva, 2014.
TÁVORA, Nestor; ANTONNI, Rosmar. Curso de Direito Processual Penal. 3ª ed. revista,
ampliada e atualizada. Editora JusPodivm, 2009.
[Link]
18