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Habeas Corpus Tráfico de Drogas SP 2025

O acórdão analisa o Habeas Corpus nº 2068800-75, que pleiteia a liberdade de Gabriel Palmeira Lopes, preso preventivamente por tráfico de drogas. A defesa argumenta abuso de autoridade e falta de fundamentação para a prisão, mas o relator Camilo Léllis conclui que a prisão foi legal e necessária, considerando a quantidade de drogas e a periculosidade do acusado. Assim, o Habeas Corpus foi negado, mantendo a prisão do paciente.

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Habeas Corpus Tráfico de Drogas SP 2025

O acórdão analisa o Habeas Corpus nº 2068800-75, que pleiteia a liberdade de Gabriel Palmeira Lopes, preso preventivamente por tráfico de drogas. A defesa argumenta abuso de autoridade e falta de fundamentação para a prisão, mas o relator Camilo Léllis conclui que a prisão foi legal e necessária, considerando a quantidade de drogas e a periculosidade do acusado. Assim, o Habeas Corpus foi negado, mantendo a prisão do paciente.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS

GRADUAÇÃO DE DIREITO

KAYKY JESUS MATOS


LUCAS GOMES MONTEIRO
MATHEUS ROBBA OLIVEIRA
VICTOR NASCIMENTO CAVALCANTE DA SILVA

SANTOS
2025
O presente acórdão versa sobre o Habeas Corpus criminal nº 2068800-
75.2025.8.26.000, realizado na comarca de Presidente Prudente/SP nos autos
1500231-76.2025.8.26.0583 e julgado pelos MM. Desembargadores Camilo Léllis
(Relator), Luis Soares de Mello, Edison Brandão e Roberto Porto, todos participantes 4ª
Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O Habeas Corpus em discussão, impetrado em favor do paciente Gabriel
Palmeira Lopes, que está preso preventivamente por tráfico de drogas, pleiteia o
relaxamento da prisão ou concessão da liberdade provisória.
O requerente mantinha consigo 2 (duas) porções de maconha com 33,34
gramas, 1 (uma) porção de maconha com 811,22 gramas e 1 (uma) porção de cocaína
para o fornecimento de terceiros, sem autorização e em desacordo com a determinação
legal e regulamentar do uso. Segundo apurações, o paciente havia adquirido os
entorpecentes a fim de promover o tráfico de drogas, inclusive, mantendo um depósito
em sua residência.
O denunciado foi avistado por policiais trafegando em alta velocidade com sua
motocicleta e, pelo conhecimento de envolvimento do acusado com tráfico de drogas,
foi perseguido por policiais militares que realizavam patrulhamento de rotina. Desta feita
foi realizada a busca pessoal aonde foi encontrado entorpecentes destinados a serem
comercializados e em ato contínuo foram até a residência do paciente, sendo
encontrado mais entorpecentes e materiais de preparo, ocasionando assim, a
decretação da prisão em flagrante.
Isto posto, para se pleitear o relaxamento da prisão, a defesa alega nulidade da
prisão em flagrante por abuso de autoridade dos policiais envolvidos na ocorrência. A
alegação em questão é decorrente de suposto uso desproporcional de força em nítida
violação aos direitos fundamentais do preso.
Ademais, também se alega falta de fundamentação idônea que justifique a
determinação para que converta a prisão em flagrante em prisão preventiva,
fundamentando-se apenas numa gravidade abstrata do delito cometido, por sua vez,
estando ausentes os requisitos necessários do artigo 312 do Código de Processo
Penal.
Por fim, aduz que o paciente é réu primário, possui residência fixa e trabalho com
origem lícita não configurando riscos a garantia da ordem pública, podendo assim
admitir a substituição da prisão por uma das medidas cautelares.
Em seu voto, o relator Camilo Léllis esclarece que é inconcebível pleitear
nulidade apta para a decretação do relaxamento da prisão em razão de uso
desproporcional da força tendo em vista que o preso tentou fugir da abordagem pessoal
e quando localizado resistiu à prisão, se tornando necessário uma ação mais enérgica
dos policiais para poder prendê-lo sendo assim uma conduta protocolar legal e
essencial para o combate da criminalidade.
Ademais, destaca que ainda que não fosse, a presente alegação geraria apenas
nulidade relativa e não absoluta como pleiteada, por que deveria haver comprovação de
efetivo prejuízo, o que não se verifica no caso apresentado.
Não obstante, tal entendimento está balizado com o entendimento
jurisprudências da Suprema Corte que exige a demonstração concreta do prejuízo
como exigência para arguição de qualquer nulidade de ato ou feito.
Noutra alegação, aduz que se encontram presentes os requisitos previstos nos
artigos 312 e 313, I, ambos do CPP, além de indícios suficientes de autoria e
materialidade delitivas que confirmam a necessidade do cárcere, descabendo qualquer
outra medida cautelar.
Por conseguinte, considerou que a prisão preventiva foi suficientemente
fundamentada podendo se extrair a periculosidade pela quantidade de droga aprendida
visando a garantia da ordem pública, aonde é possível presumir que o indiciado, caso
posto livre, voltaria a cometer delitos, sendo assim denota-se incompatível medidas
cautelares diversas da prisão.
Diante deste cenário, considerou-se que as condições pessoais favoráveis do
paciente não afastam a necessidade da prisão pois foi cometido crime cuja prática
desencadeia outras ações criminosas, podendo ser mais violentas.
Mediante ao exposto, decidiu pela não concessão do Habeas Corpus,
denegando a ordem impetrada em razão de não se vislumbrar qualquer ilegalidade na
prisão do paciente que justifique o relaxamento da prisão.

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