Prótese parcial fixa Anotações da aula:
Direta: diretamente na boca do paciente
Indireta: você prepara o dente e manda para o laboratório.
VIPs - vestibular inferior/ palatina superior.
(Trabalho)
LIVS - Lingual inferior/ vestibular superior
(Balance)
Molar superior, cúspide que recebe a carta oclusal - palatina
Região onde termina o encaixe da prótese = término do preparo.
O que pode cair na prova:
Nome da broca, tipo de broca, nome do preparo (do término)formato,
quantidade de desgaste.
Grau de conicidade de um preparo é de 6 graus.
Quanto maior a área + retenção
Sulco de assentamento = usado para aumentar a área de contato do
dente com a coroa
Bisel - quebrar somente o ângulo vivo
A ponta da broca não encosta no dente, entra com ela em pé.
Prótese parcial fixa
Dentística x prótese
Prótese é um substituto de parte da anatomia humana restaurando a forma,
função e estética.
Prótese fixa è o ramo da prótese dentária relacionada à substituição e/ou
restauração dos dentes por substitutos artificiais, cimentadas aos dentes
pilares e que não podem ser removidos pelo paciente.
Exemplo de PPF metalocerâmica
Prótese dental fixa/prótese fixa unitária.
Termo geral para qualquer prótese que esteja firmemente fixada a um dente
ou dentes naturais ou a um ou mais implantes/pilares de implante dentários;
não pode ser removido pelo paciente. Coroa artificial, prótese total fixa,
prótese parcial fixa.
Exemplo de coroa total
CAD/CAM
CAD/CAM em coroa total significa o uso de tecnologia digital para projetar
(CAD) e fabricar (CAM) a coroa dentária de forma precisa e rápida. O
processo envolve o escaneamento do dente, criação digital e fresagem da
coroa em materiais como cerâmica ou zircônia, permitindo melhor ajuste e,
em alguns casos, finalização em uma única consulta.
Terminologia
Coroa total: quando a restauração cimentada cobre toda coroa clínica
(diferentes materiais)
Coroa parcial: restauração cimentada cobre algumas porções da coroa
clínica.
Inlay: restauração MOD cimentada sem recobrimento de cúspide.
Onlay: restauração MOD cimentada ampla destruição com recobrimento de
cúspide.
Facetas laminadas.
Retentores intraradicular: se ajustam ao conduto radicular.
Coroa sobre implante.
Coroa total: quando a restauração cimentada cobre toda coroa clínica
(diferentes materiais).
Coroa total metaloplástica: este exemplo mostramos uma prótese parcial
fixa.
Coroa parcial: restauração cimentada cobre algumas porções da coroa
clínica.
Elemento Dentes suportes
biológico Espaços protéticos
Elementos
constituíintes
Retentor
Elemento físico
Pôntico
Conector
Pôntico: dente artificial suspenso que ocupa o sítio do elemento ausente, e
espaço protético.
Retentores: restaurações cimentadas sobre os dentes pilares ou suportes. Se
ligam aos pônticos através dos conectores.
Conectores: entre o pânico e retentor. Podem ser rígidas (fundidas) e não
rígidos| encaixes de semi precisão.
Retenção - parte ativa do grampo,
abaixo do equador protético.
Fixação - Apoio da peça: (indireto ou transversa) e
Nicho: preparo no próprio dente)
Estabilidade - É composta pela sela (onde vão os dentes
protéticos)
Reciprocidade - grampo opositor, vai acima do equador
protético.
Elementos físicos retentores
Metálica
Retentores extra coronários - coroas totais Venner
Metaloplástica
Metalocerâmica
Livres de metal
MOD(s)e suas variações
Retentores intra coronário
4/5
Retentores intra e extra coronários - coroa parciais
Núcleo metálicos fundidos
Retentores intra radiculares Núcleo pré fabricado.
Indicação e contra indicação
Prótese parcial fixa . PPF
Lei de “ante” e
Lei “vest”
Lei de ante
A área total das raízes inseridas no osso alveolar (área periodontal) deve
ser igual ou maior do que a área da raiz correspondente ao dente que será
reposto pelo pôntico.
Então para que a PPF seja indicada, a área periodontal dos dentes pilares tem
que ser maior ou igual do que a área periodontal do dente ausente a ser
substituído.
A Área de cada dente no arco pode ser verificado na tabela:
Dente Maxila - mm2 Mandíbula - mm2
Incisivo Central 204 154
Incisivo lateral 179 168
Canino 273 268
1PM 234 268
2PM 220 180
1M 433 431
2M 431 426
Lei de vest
R= 2x (dente pilar + dente pilar)
Utilizado para calcular a resistência dos dentes pilares em função do
número de ponticos.
Para ser indicado a PPF, nessa lei R tem que ser igual ou maior que F.
Determinar que um dente pilar é capaz de suportar uma carga oclusal
corresponde ao dobro do seu valor (R suporte 2 F).
F= Dente pilar + pôntico + dente pilar
Essa equação é utilizada para calcular a força que incide sobre os dentes
pilares e pôntico em que a força deve ser igual a somatória dos dentes
pilares e pônticos.
Tabela de valores de cada dente utilizado na lei de VEST
Inferior Superior
Incisivo central 1 4
Incisivo lateral 2 3
Canino 5 5
1PM 4 4
2PM 4 4
1M 6 6
2M 6 6
3M 4 4
Mandíbula com 1 m ausente:
Vamos calcular a possibilidade de indicar uma PPP usando como pilar o 2 PM e
o 2 molar
O 2 PM tem valor 4 e 2M valor 6, e o pôntico (IM) tem valor 6, vamos
descobrir a força utilizando a equação explicada anteriormente.
F = dente Pilar + pôntico + dente pilar
R= 2x (dente pilar + dente pilar)
F = 4+6+6=16
R= 2(4+6)=20
R= resistência
F= força, pode se indicada a PPF
Lei de Ante
A Lei de Ante estabelece que a área periodontal total dos dentes pilares
de uma prótese fixa deve ser igual ou maior que a dos dentes perdidos que
serão substituídos. Ou seja, os dentes que servirão de suporte precisam
ter estrutura suficiente para suportar a carga mastigatória da prótese.
Importância:
• Evita sobrecarga nos dentes pilares.
• Garante longevidade da prótese fixa.
• Previne falhas por fratura ou mobilidade dos pilares.
Lei de VEST (Vestege ou Vestergaard-Tryde)
A Lei de VEST determina que, para um bom suporte de uma prótese parcial
removível, o número de dentes remanescentes e sua distribuição no arco
devem ser suficientes para garantir estabilidade e retenção adequadas.
Importância:
• Ajuda na escolha do desenho da PPR.
• Evita sobrecarga nos dentes remanescentes.
• Proporciona melhor distribuição das forças mastigatórias.
Ambas as leis auxiliam no planejamento de próteses, garantindo
estabilidade e durabilidade dos tratamentos.
Prótese parcial fixa - PPF
Indicação e contra indicações
Leis de “ante” e de “vest”
O desenho e o preparo de um dente em prótese fixa, são regidos por cinco
princípios biomecânico:
1. Preservação da estrutura do dente.
2. Forma de retenção e resistência
3. Durabilidade da estrutura da restauração
4. Integridade marginal
5. Preservação do periodonto
5 princípios
Biomecanicos em prótese parcial fixa
I preservação da estrutura do dente
II forma de retenção e resistência
III Durabilidade de estrutura da restauração
IV Integridade marginal
V Preservação do periodonto
I Preservação da estrutura do dente
É uma máxima da odontologia preservar
É uma máxima da odontologia preservar estruturas orais remanescentes.
Extensão (n. De faces)
Preparos intra coronários são mais conservadores que extra coronários.
Preservação da estrutura do dente
Preparo de coroa total são menos conservadores que preparos para
coroa parciais.
Coroa adesivas, coroa parciais e coroa totais.
Baixa demanda estética | crescente em desgaste alta demanda estética.
Decisão profissional x resistência estrutural.
Ângulo de convergência do preparo
Quanto maior a convergência maior o desgaste e menor a retenção.
Preparo oclusal e das cúspides funcionais
Devemos acompanhar a forma do dente
Faltará espaço para a colocação do material restaurador no fundo do sulco
haverá um desgaste excessivo da estrutura dental na face oclusal (o que é
mais provável)
Tipo de margem cervical compatível
De acordo com a necessidade estética, tipo de material, haverá maior ou
menor desgaste.
A margem a ser selecionada está na dependência das necessidades estéticas.
Metálica MC MF
Chanfro ou degrau
Chanfro fino Chanfro largo
c/ângulo inter no
(Chanfret) Bisel
arredondo
2215 135 + broca
Desgate 0,8mm 1,5mm 1,0mm
Preservação da estrutura do dente
Idade do paciente
Recomenda -se um desgaste axial de:
0,3 - 0,8mm para restauração metálica;
1-3 - 1,5mm para metalocerâmica
1,0mm para cerâmica puras.
Biomecânica
Tensão, compressão, torção e cisalhamento.
Forças que os preparos serão submetidos.
Retenção e resistência
Retenção: um preparo relativo é aquele que possui características que
impeçam a prótese de se deslocar no sentido do longo eixo do dente.
Devem ser suficientes para resistir as forças de deslocamento
encontradas em todo os movimentos funcionais.
Forma geométrica do preparo (levando-se em consideração a altura e
diâmetro do dente)
OBS: o caso clínico deverá avaliar o estimativa das forças oclusais
predominantes.
Área da superfície do preparo (da película de cimento)
Quanto maior área, maior será a retenção desta prótese.
Área sob ação do cisalhamento
Quando o preparo possuir sulco direciona a inserção.
Preparo correto
Preparo cônico e muito reduzido
Preparo cônico e muito reduzido com sulcos.
Exemplo: prática de confecção de sulcos de inserção.
Preparo para uma coroa metalocerâmica com um plano de inserção limitado e
possui excelente retenção.
O efeito de alavanca ocorre quando a linha da ação da força passa fora da
área de superfície do preparo, produzindo um torque que tende a inclinar ou
girar a coroa ao redor de um ponto na margem.
Obs: isto ocorre em dentes com a mesa oclusal larga, em dentes inclinados e
Durabilidade estrutural:
A restauração fundida deve ser rígida o suficiente para não sofrer a
deflexão e romper a película de cimento.
Por isso a estrutura do dente deverá ser removida até criar espaço
necessário para obter um adequado volume de matérial restaurador, que será
reproduzido sem aumentar os contornos normais do dente.
Existem três fatores que implicam na durabilidade da restauração:
Redução oclusal
Redução apical
Previsão para reforçar as estrutura.
Bisel da cúspide funcional
Redução oclusal
Redução axial
Preservação do periodonto
Escolha do material deve reduzir os mínimos danos possíveis para preservar
o periodonto.
Preparo de coroa total metálica
Fazer guias de orientação de desgates.
Posição da ponta
Primeiro passo
1,6 mm da ponta da 2135
Meia broca (entorno de 0,8mm) paralelo à aresta transversal da face triturante.
Vertente triturante
Vertente lisa
Arestas
longitudinais
Arestas
transversais
Meia broca (entorno de 0,8mm) paralela à aresta transversal da face
triturante.
2° passo
1,6 mm da ponta da 2135
Secção da broca (entorno de 1,6mm) paralela a sulco transversal da face
triturante.
Terceiro passo
1,6mm da ponta da 2135
Unir o desgaste da profundidade feita na aresta a sulco transversal da face
triturante.
Aspecto no manequim
171L - 1064 multilaminada 12 lâminas.
2215 - ponta diamantada cilíndrica torpedo
Redução das paredes axiais.
Desgaste ou Bisel da cúspide funcional
3° passo
Meia broca (entorno de 0,8mm) paralelo a aresta transversal da face livre e
sulco principal.
4° passo
1,6 mm da ponta da. 2135
Meia broca (entorno de 4mm) pararela a aresta transversal da face lisa.
5° passo
1,6mm da ponta da 3202
Unir o desgate de uma face a outra
Obs: proteger o dente vizinho com matriz de aço.
Preparo de coroa total metalocerâmica
Redução de 2,0mm na cúspide de suporte/trabalho.
Redução 1,5mm na cúspide de balanceado.
Desgate ou Bisel da cúspide funcional
Continuar com a ponta para 2135
Posição da ponta
7° passo
= 1,6mm da ponta da 2135
Secção da broca (entorno de 1,6mm) paralelo ao longo eixo.
8° passo
1,6mm da ponta da 2135
Unir desgate da profundidade feito na parede axial e definir linha de
término (incompleto)
Trocar a ponta 3203
Rompimento do ponto de contato.
10° passo
PPR
Indicações
Espaço protético amplo
Ausência de pilares fortes ou
opositores
Pacientes que não conseguem
tazer implante
Contraindicações
Xerostomia
Doenças não tratadas
Pacientes especiais
Resumo
Prótese Fixa e Parcial Fixa (PPF)
Classificação do Procedimento
• Direta: feita diretamente na boca.
• Indireta: feita com envio ao laboratório após preparo
do dente.
Técnicas de Oclusão
• VIPs: Vestibular inferior / Palatina superior – trabalho.
• LIVs: Lingual inferior / Vestibular superior – balance.
Conceitos Fundamentais
• Prótese: substituto artificial para restaurar forma, função e
estética.
• Prótese Fixa: cimentada, não removível pelo paciente.
• Exemplos:
• Coroa artificial
• Prótese parcial fixa
• Prótese total fixa
Tipos de Coroas
• Total: cobre toda a coroa clínica.
• Parcial: cobre apenas parte da coroa.
• Metaloplástica / Metalocerâmica / Livre de metal
• Sobre Implante
• CAD/CAM: escaneamento e fresagem digital – exatidão e rapidez.
Metaloplástica
• Composição: estrutura interna metálica + revestimento estético
em resina.
• Vantagens:
• Mais barata.
• Boa estética inicial.
• Desvantagens:
• Desgaste do material com o tempo.
• Menor durabilidade que a cerâmica.
• Indicações: provisórios de longa duração ou reabilitações
temporárias.
Metalocerâmica
• Composição: estrutura metálica interna + cobertura de cerâmica
(porcelana).
• Vantagens:
• Alta resistência (estrutura metálica).
• Boa estética (cerâmica externa).
• Desvantagens:
• Pode aparecer linha escura próxima à gengiva.
• Requer mais desgaste dental para acomodar os dois materiais.
• Indicações: próteses fixas definitivas, inclusive em regiões
posteriores.
Livre de metal (ou “cerâmica pura”)
• Composição: feita somente em cerâmica, sem estrutura metálica.
• Tipos comuns: Dissilicato de lítio (Ex: E.max), Zircônia.
• Vantagens:
• Estética superior (translucidez parecida com dente natural).
• Biocompatível.
• Desvantagens:
• Menos resistente que a metalocerâmica (dependendo da cerâmica).
• Requer preparo mais preciso.
• Indicações: áreas estéticas (anteriores), coroas unitárias,
facetas.
Inlay x Onlay
• Inlay: MOD, sem recobrimento de cúspide.
• Onlay: MOD com recobrimento de cúspide.
Elementos de uma PPF
• Retentores: fixados aos dentes pilares.
• Pôntico: substitui o dente ausente.
• Conectores: ligam retentores e pônticos (podem ser rígidos ou
semirrígidos).
Retentores
• Extracoronariano: coroas totais (metálica, metaloplástica,
metalocerâmica etc.).
• Intracoronariano: tipo MOD.
• Intraradiculares: núcleos metálicos ou pré-fabricados.
Leis Fundamentais
Lei de Ante
• Área periodontal dos dentes pilares ≥ área dos dentes a serem
substituídos.
• Exemplo: R = 2 × (área dos pilares)
• Verifique valores em mm² conforme a tabela dos dentes (Ex: 1º
molar sup: 433 mm²).
Lei de VEST
• Força (F) = Pilares + Pôntico
• Resistência (R) = 2 × (soma dos pilares)
• Para indicação da PPF: R ≥ F
Exemplo de cálculo:
• Pilar (2PM = 4), Pôntico (1M = 6), 2M (valor = 6)
• F = 4+6+6 = 16 | R = 2 × (4+6) = 20 → PPF indicada
Preparo de Coroa
Metálica
• Broca: 2135
• 1º passo: guia de desgaste – 1,6mm.
• 2º passo: desgaste oclusal, sulcos, faces livres, união entre
desgastes.
• Proteção com matriz de aço.
Metalocerâmica
• Redução: 2mm cúspide funcional / 1,5mm balanceada
• Vários passos com a broca 2135, depois troca para 3203.
Outros Conceitos
• Eficiência do preparo: aumenta com sulcos de inserção e forma
geométrica correta.
• Efeito alavanca: ocorre quando a força incide fora do centro
da superfície preparada.
PPR (Prótese Parcial Removível)
Indicações:
• Espaço protético amplo
• Falta de pilares adequados
• Pacientes que não podem fazer implantes
Contraindicações:
• Xerostomia
• Doenças sistêmicas não tratadas
• Pacientes especiais