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Compactação de Solos: Métodos e Ensaios

O documento aborda a compactação de solos, definindo-a como um método de estabilização que envolve a expulsão de ar e modificação da umidade e graduação do solo. Discute também o ensaio de compactação, incluindo equipamentos, procedimentos e cálculos necessários para determinar a curva de compactação. Além disso, explora a teoria por trás do processo de compactação e suas influências, como tipo de solo e umidade.

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Compactação de Solos: Métodos e Ensaios

O documento aborda a compactação de solos, definindo-a como um método de estabilização que envolve a expulsão de ar e modificação da umidade e graduação do solo. Discute também o ensaio de compactação, incluindo equipamentos, procedimentos e cálculos necessários para determinar a curva de compactação. Além disso, explora a teoria por trás do processo de compactação e suas influências, como tipo de solo e umidade.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL


DISCIPLINA : Mecânica dos Solos I

Prof. Adriano Frutuoso da Silva, D.Sc.

Boa Vista-RR, 2025


1. Compactação de Solos
1.1.Definição de Compactação
A compactação é um método de estabilização de solos que se dá por
aplicação de alguma forma de energia (impacto, vibração, compressão
estática ou dinâmica).

Na compactação ocorre a expulsão de ar do solo e também uma


modificação na umidade e na graduação do solo.

Na prática são lançadas camadas horizontais que são sujeitas a


passagem de rolos compressores pesados evitando a formação de
vazios entre prováveis torrões.
1. Compactação de Solos
1.2. Objetivo da Compactação

i. Aumentar o contato entre os grãos;


ii. Reduzir o volume de vazios;
iii. Aumentar a resistência;
iv. Gerar um material mais homogêneo;
v. Reduzir a permeabilidade e a compressibilidade.
Qual a diferença entre
COMPACTAÇÃO E ADENSAMENTO?
No processo de compactação, a compressão do solo se dá por
expulsão do ar contido em seus vazios, de forma diferente do
processo de adensamento, onde ocorre a expulsão de água dos
interstícios do solo.
2. Ensaio de compactação
✓1929 – O.J. Porter (Departamento Rodoviário do
Estado da Califórnia)

✓1933 - Ralph R. Proctor – padronizou o ensaio


2. Ensaio de compactação
Ralph R. Proctor (1933) - Engenheiro americano do Bureau of Waterworks and
Supply de Los Angeles - Califórnia, especialista em construção de barragens.

CURVA DE COMPACTAÇÃO
18,00
17,80

d(KN/m3)
17,60

d
17,40

x w 17,20
17,00
16,80
16,60
16,40
7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
w(%)
2.1. Equipamentos
Os principais equipamentos são: Almofariz e mão com borracha; Peneira no.4
(4,8mm); Balança; Molde cilíndrico de 1000cm3, com base e colarinho; Soquete
cilíndrico; Extrator de amostras; Cápsulas para determinação de umidade; Estufa.
2.2. Preparação da Amostra (NBR6457)

-Toma-se uma certa quantidade de material seco ao ar e faz-


se o destorroamento até que não haja torrões maiores que
4,8mm;

- Peneira-se a amostra na peneira no.4 (4,8mm) e em


seguida determina-se sua umidade higroscópica.
2.3. Procedimento do ensaios
O ensaio consiste em compactar uma porção de solo em um cilindro padrão, com
um soquete, caindo em queda livre de uma altura de 30 cm. As energias
especificadas na norma são: normal, intermediária e modificada, variando
dimensões do molde e do soquete, número de camadas e golpes, conforme pode ser
observado na tabela abaixo.

❖ Soquete pequeno = 2,5 kg; Soquete grande = 4,5kg


2.3. Procedimento do ensaios
Para determinar a curva de compactação deve-se moldar 5 corpos de
prova na energia especificada, variando-se a quantidade de água
incorporada ao solo, conforme procedimento descrito:

- Adiciona-se água à amostra até se verificar uma certa consistência. Deve-se atentar para uma
perfeita homogeneização da amostra;

- Compacta-se a amostra no molde cilíndrico em 3 camadas iguais (cada uma cobrindo


aproximadamente um terço do molde), aplicando-se em cada uma delas 25 golpes distribuídos
uniformemente sobre a superfície da camada, com o soquete caindo de 0,305m;

- Remove-se o colarinho e a base, aplaina-se a superfície do material à altura do molde e pesa-se o


conjunto cilindro + solo úmido compactado;

- Retira-se a amostra do molde com auxílio do extrator, e partindo-a ao meio, coleta-se uma
pequena quantidade para a determinação da umidade;

- Desmancha-se o material compactado até que possa ser passado pela peneira no.4 (4,8mm),
misturando-o em seguida ao restante da amostra inicial (para o caso de reuso do material);

- Adiciona-se água à amostra homogeneizando-a (normalmente acrecenta-se água numa


quantidade da órdem de 2% da massa original de solo, em peso). Repete-se o processo pelo menos por
mais quatro vezes.
2.3. Procedimento do ensaios
2.4. Cálculos
Os corpos de prova são pesados e deve-se determinar ainda o teor de umidade de
cada um deles.
2.5. Resultados
2.6. Teoria sobre o processo de Compactação dos solos
✓ Curva de Compactação

dmáx(%)
d(kN/m3)

Wot(%) W(%)

➢ No ramo seco, a água lubrifica as partículas e facilita o arranjo desta,


ocorrendo por essa razão, o acréscimo do peso especifico aparente seco;

➢ No ramo umido, a água amortiza a compactação e começa a ter mais água do


que sólidos, sendo por essa razão que o peso especifico aparente seco
2.6. Teoria sobre o processo de Compactação dos solos
✓ Estrutura dos Solos Compactados

Estrutura
Estrutura
dispersa
floculada
2.6. Teoria sobre o processo de Compactação dos solos
✓ Influência do tipo de solo na curva de compactação
2.6. Teoria sobre o processo de Compactação dos solos
✓ Influência da Energia de Compactação

PhNn
E=
V

onde:
E = energia de compactação por
unidade de volume
P = peso do soquete
h = altura de queda do soquete
N = número de golpes por camada
n = número de camadas
V = volume do solo compactado
2.6. Teoria sobre o processo de Compactação dos solos
✓ Influência da Saturação
R
i. Quando o solo é compactado numa
Ri
umidade baixa (wi < wot), tem-se uma
Ri’ resistência Ri maior. Ao mesmo tempo,
como d é baixo tem-se um índice de
Rf’ vazios elevado;
Rf
ii. Com a saturação, obtém-se uma umidade
w wf que corresponde a uma resistência Rf
d muito baixa;
S = 100%
iii. Quando o solo é compactado próximo à
wot, tem-se uma variação de resistência
entre Ri’ e Rf ’ bem menor, o que é o ideal,
pois assim tem-se a resistência mais
estável. Por isso é que o solo deve ser
wi wot wf
w compactado próximo à wot.
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo
2.7. Compactação no campo

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